Uma operação realizada pelos Ministérios Públicos de 17 estados e do Distrito Federal identificou sonegação fiscal de um bilhão 532 milhões de reais em impostos estaduais e municipais. Ao todo, foram formuladas denúncias contra quatrocentas e oitenta empresas e setecentas e 65 pessoas. No Rio de Janeiro e em São Paulo, o principal foco das investigações é o combate à sonegação em postos de combustíveis.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, teve de se retratar das declarações dadas ontem acerca das denúncias de irregularidades em contratos da pasta. Ele tinha dito que só sairia do governo se fosse "abatido à bala". Também afirmou duvidar da possibilidade de a presidente Dilma Rousseff tirá-lo do cargo. Depois de ser chamado ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira, Lupi disse que passou dos limites e negou ter desafiado a autoridade de Dilma.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal chegaram a um novo impasse ao analisar pedido de Jader Barbalho para assumir o cargo de senador, após o tribunal decidir, no início do ano, que a Lei da Ficha Limpa não valeu nas eleições de 2010. Um empate em 5 a 5 manteve a inelegibilidade de Barbalho, decidida em outubro do ano passado. O presidente do tribunal, Cezar Peluso, disse que o caso será resolvido assim que a nova ministra, Rosa Maria Weber, for aprovada pelo Senado e tomar posse.
Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, com novos temores envolvendo a situação financeira da Itália.Em Milão, o recuo foi de 3,78%. Frankfurt perdeu 2,21%.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Greve dos Bancários
Durante as últimas semanas, o impasse das negociações entre bancários e a Fenaban tem levado a mobilizações por todo o país em favor da greve que iniciará a partir da 0h da próxima terça-feira, 27.
domingo, 14 de agosto de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
BB Giro Cartões
O Banco do Brasil anunciou ontem, 13/07, uma série de alterações na sua linha de crédito Recebíveis Cartão a Realizar, que passa a se chamar BB Giro Cartões. O produto atende às pessoas jurídicas com faturamento bruto anual a partir de R$ 500 mil, cujo domicílio bancário para o recebimento das vendas com cartões de crédito esteja no BB.
Os estabelecimentos comerciais afiliados às empresas adquirentes Cielo e Redecard podem agora antecipar até oito vezes os créditos não performados (futuros) das suas vendas com cartões de crédito Visa ou MasterCard. Anteriormente, o limite podia chegar a até seis vezes e somente era possível antecipar as faturas Visa. O valor do limite a ser disponibilizado à empresa é calculado com base na série histórica dos últimos 12 meses das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras.
Outra novidade é que o prazo de pagamento foi ampliado, passando de até 24 meses para até 36 meses, podendo o empresário escolher a melhor data do mês para o débito das prestações. As melhorias implantadas pela instituição objetivam tornar sua principal linha de capital de giro com base em faturas de cartões mais competitiva e alinhada ao novo mercado de cartões. Atualmente, a carteira de operações na modalidade apresenta saldo de R$ 2,1 bilhões, com 33 mil contratos formalizados.
Para o diretor de micro e pequenas empresas do BB, Clenio Severio Teribele, o fato de o BB Giro Cartões ser uma solução multibandeira e multiadquirente, permitindo a negociação das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras, cujas informações são repassadas pelas duas maiores empresas adquirentes de meios de pagamento no País, confere ao empresário comodidade e proporciona acesso a um limite mais compatível com o seu faturamento com cartões.
Os estabelecimentos comerciais afiliados às empresas adquirentes Cielo e Redecard podem agora antecipar até oito vezes os créditos não performados (futuros) das suas vendas com cartões de crédito Visa ou MasterCard. Anteriormente, o limite podia chegar a até seis vezes e somente era possível antecipar as faturas Visa. O valor do limite a ser disponibilizado à empresa é calculado com base na série histórica dos últimos 12 meses das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras.
Outra novidade é que o prazo de pagamento foi ampliado, passando de até 24 meses para até 36 meses, podendo o empresário escolher a melhor data do mês para o débito das prestações. As melhorias implantadas pela instituição objetivam tornar sua principal linha de capital de giro com base em faturas de cartões mais competitiva e alinhada ao novo mercado de cartões. Atualmente, a carteira de operações na modalidade apresenta saldo de R$ 2,1 bilhões, com 33 mil contratos formalizados.
Para o diretor de micro e pequenas empresas do BB, Clenio Severio Teribele, o fato de o BB Giro Cartões ser uma solução multibandeira e multiadquirente, permitindo a negociação das vendas com cartões de crédito das duas principais bandeiras, cujas informações são repassadas pelas duas maiores empresas adquirentes de meios de pagamento no País, confere ao empresário comodidade e proporciona acesso a um limite mais compatível com o seu faturamento com cartões.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Gol compra a Webjet
Depois de um dia cheio de especulações a Gol, finalmente, divulgou na noite desta sexta-feira, 08, comunicado informando que assinou um memorando de entendimentos para a compra de 100% do capital da Webjet por R$ 310,7 milhões, avaliação feita pelas duas empresas. O valor a ser desembolsado pela aquisição é de R$ 96 milhões, sujeito a ajustes até a conclusão da negociação, cuja data não foi informada. Os R$ 214,7 milhões restantes são referentes à dívida da Webjet.
De acordo com o comunicado, “a aquisição está sujeita, entre outras condições, à realização de auditoria técnica e legal nas atividades e ativos da Webjet, à negociação e celebração dos documentos definitivos pelas partes e às aprovações das autoridades governamentais pertinentes”.
Sabem quem ganha? As duas maiores companhias aéreas do país. O duopólio construído pelas companhias Gol e Tam.
A Webjet é pequena mas estava crescendo aos poucos. Com a compra, o consumidor fica sem muitas opções de escolha e a concorrência passa a ser concentrada pelas duas.
Quando a Gol comprou a Varig, ou o que restou dela, tinha o mesmo objetivo: eliminar uma possível concorrente. Agora fizeram o mesmo com a Webjet.
De acordo com o comunicado, “a aquisição está sujeita, entre outras condições, à realização de auditoria técnica e legal nas atividades e ativos da Webjet, à negociação e celebração dos documentos definitivos pelas partes e às aprovações das autoridades governamentais pertinentes”.
Sabem quem ganha? As duas maiores companhias aéreas do país. O duopólio construído pelas companhias Gol e Tam.
A Webjet é pequena mas estava crescendo aos poucos. Com a compra, o consumidor fica sem muitas opções de escolha e a concorrência passa a ser concentrada pelas duas.
Quando a Gol comprou a Varig, ou o que restou dela, tinha o mesmo objetivo: eliminar uma possível concorrente. Agora fizeram o mesmo com a Webjet.
domingo, 26 de junho de 2011
Estudos Integrados IV - UniAbeu
Dicas de Liderança
1. “É melhor para um líder ser amado ou temido? Essa é uma dúvida presente há milênios. Maquiavel deu a resposta mais famosa, mas não necessariamente a certa. Segundo modernos consultores, é melhor não ser amado nem temido, mostre seu trabalho (resultados). São eles que contam e que fazem com que você seja respeitado pelos seus subordinados e superiores.”
2. “Saiba receber críticas. Um líder admite que errou e procura saídas para que aquilo não aconteça de novo. O que afeta sua liderança é perceber um erro e continuar naquele caminho, prejudicando a todos. Mantenha olhos críticos e ouvidos abertos em relação a sua liderança. Há sempre um espaço para melhorar.” Basílio Andrade Neto
3. “Procure evitar emoções extremas. Ninguém respeita um chefe que entra um dia chutando tudo pela frente e no outro dia dá bom dia até para o canteiro de flores. Desenvolva uma linha média de atuação para que todos saibam o que esperar quando falam com você.”
4. “O líder tem sempre que inovar e perseguir o sucesso.”
5. “O mercado, o mundo está cada vez mais acelerado. Por isso, tente cultivar em sua equipe um certo senso de urgência. Isso não significa fazer as coisas rápido, mas sim decidir rápido e fazer. Não ter medo de agir e enfrentar as conseqüências de seus atos.” Autor desconhecido
6. “O melhor executivo é o que possui sensibilidade suficiente para conseguir que bons funcionários façam o que ele quer que seja feito,sempre atento ao próprio comportamento, o suficiente para não manipulá-los.” Theodore Rooseveld
7. “Um líder fortalece as outras pessoas. Descubra o que elas tem de melhor e trabalhe em conjunto para desenvolver esse potencial.”
8. “É muito melhor tomar uma decisão errada e aprender com ela do que não tomar atitude alguma e ficar se lamentando “Eu deveria ter feito isso ou aquilo...” Perca o medo de errar e faça com que sua equipe perca esse freio também.”
9. “O desafio da liderança não é somente racional, é também emocional. Nunca se esqueça que você está lidando com pessoas que tem necessidades diversas.”
10. “Os melhores generais são aqueles que evitam as batalhas e mesmo assim vencem. Pense antes de tomar uma decisão mais dura que irá desagradar a muitos. Apelem para razão, os números e a convicção no resultado. Muitas vezes, quem estiver causando o empecilho irá mudar de ideia e você terá evitado um grande desgaste na sua empresa.”
11. “Se você sentir que a ideia de um membro da equipe é boa, implante-a imediatamente. Nada de ficar perdendo tempo em comitês e reuniões, isso esfria o entusiasmo do time.”
12. “Não se envolva com negativismos. Existem pessoas cujo único propósito parece ser encontrar defeito em tudo, acabando com o ânimo de qualquer equipe. Tenha sempre uma palavra de otimismo e de confiança.”
13. “Os líderes eficazes sabem que tão importante quanto planejar a rota é atingir a meta da equipe é se assegurar de que seus membros estão fazendo algo, todos os dias para atingir o objetivo.”
1. “É melhor para um líder ser amado ou temido? Essa é uma dúvida presente há milênios. Maquiavel deu a resposta mais famosa, mas não necessariamente a certa. Segundo modernos consultores, é melhor não ser amado nem temido, mostre seu trabalho (resultados). São eles que contam e que fazem com que você seja respeitado pelos seus subordinados e superiores.”
2. “Saiba receber críticas. Um líder admite que errou e procura saídas para que aquilo não aconteça de novo. O que afeta sua liderança é perceber um erro e continuar naquele caminho, prejudicando a todos. Mantenha olhos críticos e ouvidos abertos em relação a sua liderança. Há sempre um espaço para melhorar.” Basílio Andrade Neto
3. “Procure evitar emoções extremas. Ninguém respeita um chefe que entra um dia chutando tudo pela frente e no outro dia dá bom dia até para o canteiro de flores. Desenvolva uma linha média de atuação para que todos saibam o que esperar quando falam com você.”
4. “O líder tem sempre que inovar e perseguir o sucesso.”
5. “O mercado, o mundo está cada vez mais acelerado. Por isso, tente cultivar em sua equipe um certo senso de urgência. Isso não significa fazer as coisas rápido, mas sim decidir rápido e fazer. Não ter medo de agir e enfrentar as conseqüências de seus atos.” Autor desconhecido
6. “O melhor executivo é o que possui sensibilidade suficiente para conseguir que bons funcionários façam o que ele quer que seja feito,sempre atento ao próprio comportamento, o suficiente para não manipulá-los.” Theodore Rooseveld
7. “Um líder fortalece as outras pessoas. Descubra o que elas tem de melhor e trabalhe em conjunto para desenvolver esse potencial.”
8. “É muito melhor tomar uma decisão errada e aprender com ela do que não tomar atitude alguma e ficar se lamentando “Eu deveria ter feito isso ou aquilo...” Perca o medo de errar e faça com que sua equipe perca esse freio também.”
9. “O desafio da liderança não é somente racional, é também emocional. Nunca se esqueça que você está lidando com pessoas que tem necessidades diversas.”
10. “Os melhores generais são aqueles que evitam as batalhas e mesmo assim vencem. Pense antes de tomar uma decisão mais dura que irá desagradar a muitos. Apelem para razão, os números e a convicção no resultado. Muitas vezes, quem estiver causando o empecilho irá mudar de ideia e você terá evitado um grande desgaste na sua empresa.”
11. “Se você sentir que a ideia de um membro da equipe é boa, implante-a imediatamente. Nada de ficar perdendo tempo em comitês e reuniões, isso esfria o entusiasmo do time.”
12. “Não se envolva com negativismos. Existem pessoas cujo único propósito parece ser encontrar defeito em tudo, acabando com o ânimo de qualquer equipe. Tenha sempre uma palavra de otimismo e de confiança.”
13. “Os líderes eficazes sabem que tão importante quanto planejar a rota é atingir a meta da equipe é se assegurar de que seus membros estão fazendo algo, todos os dias para atingir o objetivo.”
Empreendedorismo Social
Banco comunitário faz empréstimos e viabiliza negócios nas comunidades
Jovens que querem um negócio são os principais clientes do Banco Pérola.
O banco dá o apoio necessário para quem está iniciando o empreendimento.
Jovens com uma ideia na cabeça e a vontade de ter o próprio negócio, sem dinheiro, são os principais clientes do Banco Pérola. O banco empresta pequenas quantias e da o apoio necessário para quem está começando o empreendimento.
"Eu costumo falar que eu já nasci com essa vontade de ser empresário”, diz o empresário Robson Pedroso.
“Cansei de enricar os outros. Agora vou tentar o meu", avisa a cabeleireira Kallindhi Catarim.
"Eu tenho um sonho de ser um grande empresário”, revela o cabeleireiro George Lucas Batista Colone.
Esses jovens não dividem apenas o sonho de ter o próprio negócio. Todos tinham pouco dinheiro para investir e conseguiram ajuda no Banco Pérola.
"É uma ONG com uma finalidade diferente. É uma organização que empresta dinheiro para jovens que querem abrir um negócio ou melhorar o que já existe. Esses jovens tomam esse crédito e retornam esse investimento para a organização e a organização empresta para outros jovens. Funciona como um círculo virtuoso”, explica Alessandra França, fundadora do Banco Pérola.
Alessandra nasceu no Paraná, mas ainda pequena se mudou com os pais para a cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. “Meu pai era agricultor, teve um problema e perdeu tudo que tinha. Ele veio assim com a força e a coragem mesmo para uma cidade nova para procurar trabalhar”, lembra.
Aos 15 anos, Alessandra conheceu o projeto que mudaria sua vida. No bairro, começou a funcionar uma unidade do Projeto Pérola, que oferecia cursos de informática para jovens carentes. Os melhores alunos conseguiam uma bolsa de estudos em uma escola particular.
“O Projeto Pérola nasceu em 2000, em uma intenção de inclusão digital. Hoje, a gente já está em sete cidades do estado de São Paulo. Então, a gente desenvolve um processo de capacitação ou de formação desses jovens relativos a valores morais, à saúde, a ter uma visão melhor de mundo”, diz Jorge Alberto França Proença, fundador do Projeto Pérola.
O Banco Pérola começou a funcionar em outubro de 2009. O primeiro passo para conseguir empréstimo é ter um projeto.
“O jovem precisa ter uma idéia viável. O segundo passo é ele se organizar em grupo de três até cinco pessoas que também têm negócios. Esse grupo se une e vem até o Banco Pérola pra tomar um crédito. A partir do momento que recebe o crédito, ele assina um contrato praticamente de casamento. com o Banco Pérola. A partir daí ele vai começar a receber visitas quinzenais para acompanhamento do negócio”, detalha Alessandra.
“Noventa e cinco por cento dos negócios que a gente apoiou deram certo. Foi muito por causa de o agente de oportunidades acompanhar, conhecer o empreendedor e fazer um círculo de amizade. Aquilo é a garantia financeira e a garantia social”, define Leonardo Ribeiro Balter, agente de oportunidades.
“Eu trabalhava em sistema de segurança e decidi ir para esse ramo. Tentamos em outros bancos, mas uma questão de crédito é muito difícil de buscar, principalmente para um negócio que ainda está no início do surgimento. Tivemos muitas dificuldades”, diz o microempresário Robson Pedroso.
“A nossa média de empréstimos está em R$ 1,1 mil para cada empreendedor, o que é muito pouco para começar um negócio. Eles acabam fazendo acontecer mesmo com muito pouco. Ele pode pagar em até sete meses”, esclarece Alessandra.
Kallindhi e Ana Paula são amigas e cada uma tem um salão. Juntas, vão pedir um empréstimo para investir no negócio.
“Vai ser importante pra gente fazer a diferença no mercado de trabalho”, diz a cabeleireira Ana Paula Fernandes.
O Banco Pérola cobra juros de 4% ao mês. Em um ano e meio a instituição investiu em setenta empreendedores.
O sonho de Wanderson Pereira dos Santos era abrir uma lanchonete. “Realmente meu nome estava sujo e não tinha como fazer esse empréstimo. O Pérola não olhou para esse lado, me apoiou e me ajudou”, comemora.
Hoje, ele está com as contas em dia e garante que vai pagar direitinho. “A minha família está me apoiando. Todos não acreditavam que eu ia ter esse negócio”, completa Wanderson.
Eveline Garcia pegou empréstimo para aumentar o estoque da loja de roupas. “Eles estão dando oportunidade para as pessoas que não têm recurso de pegar em outro lugar. É uma oportunidade legal”, define.
Aos 18anos, Rafaela dos Santos Costa também queria ter uma loja e conseguiu mil reais no Banco Pérola para começar o negócio. “Acho que se fosse em outro banco eu não conseguiria, pela minha idade”, diz.
Os primos Gabriel Ferreira de Souza e George Lucas Batista Colone se juntaram para montar um salão diferenciado.
“A nossa especialidade é em corte masculino, principalmente o público jovem. Nós trabalhamos com alguns tipos de corte diferente, a gente faz desenho, faz barba desenhada também. Então, isso atrai muito o público jovem”, justifica Colone.
Jovens que querem um negócio são os principais clientes do Banco Pérola.
O banco dá o apoio necessário para quem está iniciando o empreendimento.
Jovens com uma ideia na cabeça e a vontade de ter o próprio negócio, sem dinheiro, são os principais clientes do Banco Pérola. O banco empresta pequenas quantias e da o apoio necessário para quem está começando o empreendimento.
"Eu costumo falar que eu já nasci com essa vontade de ser empresário”, diz o empresário Robson Pedroso.
“Cansei de enricar os outros. Agora vou tentar o meu", avisa a cabeleireira Kallindhi Catarim.
"Eu tenho um sonho de ser um grande empresário”, revela o cabeleireiro George Lucas Batista Colone.
Esses jovens não dividem apenas o sonho de ter o próprio negócio. Todos tinham pouco dinheiro para investir e conseguiram ajuda no Banco Pérola.
"É uma ONG com uma finalidade diferente. É uma organização que empresta dinheiro para jovens que querem abrir um negócio ou melhorar o que já existe. Esses jovens tomam esse crédito e retornam esse investimento para a organização e a organização empresta para outros jovens. Funciona como um círculo virtuoso”, explica Alessandra França, fundadora do Banco Pérola.
Alessandra nasceu no Paraná, mas ainda pequena se mudou com os pais para a cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. “Meu pai era agricultor, teve um problema e perdeu tudo que tinha. Ele veio assim com a força e a coragem mesmo para uma cidade nova para procurar trabalhar”, lembra.
Aos 15 anos, Alessandra conheceu o projeto que mudaria sua vida. No bairro, começou a funcionar uma unidade do Projeto Pérola, que oferecia cursos de informática para jovens carentes. Os melhores alunos conseguiam uma bolsa de estudos em uma escola particular.
“O Projeto Pérola nasceu em 2000, em uma intenção de inclusão digital. Hoje, a gente já está em sete cidades do estado de São Paulo. Então, a gente desenvolve um processo de capacitação ou de formação desses jovens relativos a valores morais, à saúde, a ter uma visão melhor de mundo”, diz Jorge Alberto França Proença, fundador do Projeto Pérola.
O Banco Pérola começou a funcionar em outubro de 2009. O primeiro passo para conseguir empréstimo é ter um projeto.
“O jovem precisa ter uma idéia viável. O segundo passo é ele se organizar em grupo de três até cinco pessoas que também têm negócios. Esse grupo se une e vem até o Banco Pérola pra tomar um crédito. A partir do momento que recebe o crédito, ele assina um contrato praticamente de casamento. com o Banco Pérola. A partir daí ele vai começar a receber visitas quinzenais para acompanhamento do negócio”, detalha Alessandra.
“Noventa e cinco por cento dos negócios que a gente apoiou deram certo. Foi muito por causa de o agente de oportunidades acompanhar, conhecer o empreendedor e fazer um círculo de amizade. Aquilo é a garantia financeira e a garantia social”, define Leonardo Ribeiro Balter, agente de oportunidades.
“Eu trabalhava em sistema de segurança e decidi ir para esse ramo. Tentamos em outros bancos, mas uma questão de crédito é muito difícil de buscar, principalmente para um negócio que ainda está no início do surgimento. Tivemos muitas dificuldades”, diz o microempresário Robson Pedroso.
“A nossa média de empréstimos está em R$ 1,1 mil para cada empreendedor, o que é muito pouco para começar um negócio. Eles acabam fazendo acontecer mesmo com muito pouco. Ele pode pagar em até sete meses”, esclarece Alessandra.
Kallindhi e Ana Paula são amigas e cada uma tem um salão. Juntas, vão pedir um empréstimo para investir no negócio.
“Vai ser importante pra gente fazer a diferença no mercado de trabalho”, diz a cabeleireira Ana Paula Fernandes.
O Banco Pérola cobra juros de 4% ao mês. Em um ano e meio a instituição investiu em setenta empreendedores.
O sonho de Wanderson Pereira dos Santos era abrir uma lanchonete. “Realmente meu nome estava sujo e não tinha como fazer esse empréstimo. O Pérola não olhou para esse lado, me apoiou e me ajudou”, comemora.
Hoje, ele está com as contas em dia e garante que vai pagar direitinho. “A minha família está me apoiando. Todos não acreditavam que eu ia ter esse negócio”, completa Wanderson.
Eveline Garcia pegou empréstimo para aumentar o estoque da loja de roupas. “Eles estão dando oportunidade para as pessoas que não têm recurso de pegar em outro lugar. É uma oportunidade legal”, define.
Aos 18anos, Rafaela dos Santos Costa também queria ter uma loja e conseguiu mil reais no Banco Pérola para começar o negócio. “Acho que se fosse em outro banco eu não conseguiria, pela minha idade”, diz.
Os primos Gabriel Ferreira de Souza e George Lucas Batista Colone se juntaram para montar um salão diferenciado.
“A nossa especialidade é em corte masculino, principalmente o público jovem. Nós trabalhamos com alguns tipos de corte diferente, a gente faz desenho, faz barba desenhada também. Então, isso atrai muito o público jovem”, justifica Colone.
sábado, 21 de maio de 2011
Faça parte você também do BB
Profissionais com Nível Médio completo, idade mínima de 18 anos e que tenham interesse em trabalhar na rede bancária, já podem aguardar o próximo dia 23 de maio para realizar inscrições na seleção externa do Banco do Brasil destinada a formação de cadastros de reserva para o cargo de Escriturário.
As oportunidades são para as unidades dos Estados do Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina (exceto para as cidades de Florianópolis, Criciúma, Itajaí, Blumenau, Joinville, Lages, Chapecó).
Para concorrer, basta que o candidato efetue sua inscrição por meio do endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br das 10h do dia 23 deste mês às 14h do dia 13 de junho de 2011 (horário de Brasília) ou através dos postos de atendimento nos Estados citados, das 9h às 12h e das 13h às 17h, conforme consta no edital. O valor da taxa será de R$ 40,00.
A avaliação dos inscritos compreenderá exame de habilidades e de conhecimentos por meio de aplicação de provas objetivas de conhecimentos básicos e específicos, e está prevista para o dia 7 de agosto, no período matutino. A confirmação da data, horários e locais será divulgada no Diário Oficial da União (DOU), disponibilizada no site da organizadora e também por meio dos Cartões Informativos que serão encaminhados aos candidatos por e-mail.
Atividades - Atendimento ao público, contatos com clientes, prestação de informações aos clientes e usuários; redação de correspondências em geral; conferência de relatórios e documentos; controles estatísticos; divulgação - venda de produtos e serviços oferecidos; atualização - manutenção de dados em sistemas operacionais informatizados.
Vantagens - Inicialmente os aprovados assinarão Contrato Individual de Trabalho, a título de experiência de 90 dias, sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Terão direito a salário mensal de R$ 1.280,10 e gratificação semestral de 25%, por jornada de trabalho de 30h semanais.
Além disso, haverá a possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente e possibilidade de participação em planos assistenciais e previdenciários complementares.
A seleção ficará a cargo da Fundação Carlos Chagas.
As oportunidades são para as unidades dos Estados do Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina (exceto para as cidades de Florianópolis, Criciúma, Itajaí, Blumenau, Joinville, Lages, Chapecó).
Para concorrer, basta que o candidato efetue sua inscrição por meio do endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br das 10h do dia 23 deste mês às 14h do dia 13 de junho de 2011 (horário de Brasília) ou através dos postos de atendimento nos Estados citados, das 9h às 12h e das 13h às 17h, conforme consta no edital. O valor da taxa será de R$ 40,00.
A avaliação dos inscritos compreenderá exame de habilidades e de conhecimentos por meio de aplicação de provas objetivas de conhecimentos básicos e específicos, e está prevista para o dia 7 de agosto, no período matutino. A confirmação da data, horários e locais será divulgada no Diário Oficial da União (DOU), disponibilizada no site da organizadora e também por meio dos Cartões Informativos que serão encaminhados aos candidatos por e-mail.
Atividades - Atendimento ao público, contatos com clientes, prestação de informações aos clientes e usuários; redação de correspondências em geral; conferência de relatórios e documentos; controles estatísticos; divulgação - venda de produtos e serviços oferecidos; atualização - manutenção de dados em sistemas operacionais informatizados.
Vantagens - Inicialmente os aprovados assinarão Contrato Individual de Trabalho, a título de experiência de 90 dias, sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Terão direito a salário mensal de R$ 1.280,10 e gratificação semestral de 25%, por jornada de trabalho de 30h semanais.
Além disso, haverá a possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente e possibilidade de participação em planos assistenciais e previdenciários complementares.
A seleção ficará a cargo da Fundação Carlos Chagas.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
CDB é no Banco do Brasil
CDB significa CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO.
São títulos de renda fixa com pagamento em datas preestabelecidas, remunerados a taxas pré ou pós-fixadas.
Você deseja um investimento que possa ter resgate parcial ou total a qualquer tempo?
O BB CDB DI tem essa vantagem.
A aplicação proporciona liquidez e rentabilidade diária e o prazo é de 05 anos. De acordo com o valor investido, você receberá um percentual fixo do CDI definido no momento da aplicação.
São ideais para você que tem perfil de investidor conservador e possui uma empresa de micro ou pequeno porte. Com eles, você pode aplicar os recursos disponíveis da sua empresa num investimento tão seguro quanto a poupança. E muito mais rentável.
Risco do investimento: Muito Baixo.
Invista já !
VANTAGENS
Quanto mais você aplicar no BB CDB DI melhor será a sua rentabilidade, pois o BB considera o seu volume nesta modalidade para concessão de taxas diferenciadas nas novas aplicações;
Você solicita o resgate e o crédito é feito na hora;
O Imposto de Renda é pago apenas na data do resgate, ou no vencimento (5 anos);
Facilidade de movimentação pelos diversos canais de atendimento do BB;
O investimento gera pontos no Programa Ponto Pra Você.
Garantia e segurança que só o BB oferece.
Pode ser colocado em RESGATE AUTOMÁTICO, ou seja, faltou dinheiro na conta, usa-se o saldo do CDB.
MOVIMENTAÇÕES
Valores
Aplicação mínima: R$ 500,00;
Resgate: em parcela de R$ 500,00, com os respectivos rendimentos.
Horário
Horário limite de movimentação: 23:00 (horário de Brasília).
Canais de atendimento
Terminais de autoatendimento, Internet, Central de Atendimento BB e Agências.
TRIBUTAÇÃO
Imposto de Renda
Quanto mais tempo os valores permanecerem aplicados, menor será a alíquota de imposto cobrado.
Site: http://www.bb.com.br/
São títulos de renda fixa com pagamento em datas preestabelecidas, remunerados a taxas pré ou pós-fixadas.
Você deseja um investimento que possa ter resgate parcial ou total a qualquer tempo?
O BB CDB DI tem essa vantagem.
A aplicação proporciona liquidez e rentabilidade diária e o prazo é de 05 anos. De acordo com o valor investido, você receberá um percentual fixo do CDI definido no momento da aplicação.
São ideais para você que tem perfil de investidor conservador e possui uma empresa de micro ou pequeno porte. Com eles, você pode aplicar os recursos disponíveis da sua empresa num investimento tão seguro quanto a poupança. E muito mais rentável.
Risco do investimento: Muito Baixo.
Invista já !
VANTAGENS
Quanto mais você aplicar no BB CDB DI melhor será a sua rentabilidade, pois o BB considera o seu volume nesta modalidade para concessão de taxas diferenciadas nas novas aplicações;
Você solicita o resgate e o crédito é feito na hora;
O Imposto de Renda é pago apenas na data do resgate, ou no vencimento (5 anos);
Facilidade de movimentação pelos diversos canais de atendimento do BB;
O investimento gera pontos no Programa Ponto Pra Você.
Garantia e segurança que só o BB oferece.
Pode ser colocado em RESGATE AUTOMÁTICO, ou seja, faltou dinheiro na conta, usa-se o saldo do CDB.
MOVIMENTAÇÕES
Valores
Aplicação mínima: R$ 500,00;
Resgate: em parcela de R$ 500,00, com os respectivos rendimentos.
Horário
Horário limite de movimentação: 23:00 (horário de Brasília).
Canais de atendimento
Terminais de autoatendimento, Internet, Central de Atendimento BB e Agências.
TRIBUTAÇÃO
Imposto de Renda
Quanto mais tempo os valores permanecerem aplicados, menor será a alíquota de imposto cobrado.
Site: http://www.bb.com.br/
sábado, 5 de março de 2011
Economia: A Semana em Resumo
Do G1.com
A semana pré-carnaval foi marcada por uma “enxurrada” de eventos econômicos importantes: o governo anunciou cortes de R$ 50 bilhões no orçamento público, o Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% e a inflação oficial aumentou, mas em ritmo menor. Um olhar atento aos números pode perceber fatores e tendências importantes para entender a economia brasileira.
SEGUNDA-FEIRA, 28
Relatório Focus - Os analistas e consultores que escrevem semanalmente o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central estimaram que a economia vai desacelerar em 2011: crescerá 4,5%, menos que os 7,5% registrados em 2010.
Veem ainda que a inflação terminará este ano em um patamar maior do que o desejado pelo governo: 5,8%, acima do centro da meta de inflação do BC, que é de 4,5% com dois pontos de tolerância para mais ou para menos.
Corte de gastos do governo
Para evitar o descontrole da inflação e evitar que a economia demande mais bens e serviços do que é capaz de consumir, o governo anunciou corte total de R$ 50 bilhões no orçamento federal deste ano, para colocar um "pé no freio" da economia.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não busca "derrubar" a economia brasileira, mas sim possibilitar um crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB).
TERÇA-FEIRA, 1
Balança comercial - Embora tenha crescido 208% em fevereiro na comparação com um ano antes, o saldo da balança comercial brasileira está em trajetória de queda: "inundado" pelas importações, fechou 2010 no menor patamar em oito anos. A previsão do mercado financeiro é de que o saldo comercial positivo recue novamente, agora para US$ 13 bilhões neste ano, o que, se confirmado, será o pior resultado desde 2001
QUARTA-FEIRA, 2
Índice de Preços ao Consumidor da Fipe - Na capital paulista, o forte ritmo de alta que atingia os preços relativos a despesas com transporte e educação desde o começo do mês começa a desacelerar nas últimas semanas. Já o custo dos alimentos, que atingiram altas expressivas no final do ano passado e exerceram a principal contribuição para a aceleração dos índices que medem as variações dos preços, já registra deflação.
Produção da indústria - Um dos setores mais abatidos pela crise financeira, a indústria tem apresentado uma série de resultados fracos nos últimos meses: alta de 0,2% em janeiro, e quedas de 0,8% e 0,1% em dezembro e novembro, respectivamente.
O setor sofre com o dólar fraco, a concorrência chinesa e a avalanche de importados manufaturados no Brasil - principalmente segmentos que fabricam produtos de alto teor tecnológico.
Elevação dos juros do Copom - De olho na economia muito aquecida e na inflação acima da meta, o BC elevou os juros em 0,5 ponto percentual. O receio é de que a economia cresça mais do que a capacidade do país de atender tanta demanda por bens e serviços.
A expectativa do mercado financeiro é de novos aumentos nos juros ainda em 2011. A previsão é de que a taxa termine 2011 em 12,50% ao ano.
QUINTA-FEIRA, 3
Produto Interno Bruto (PIB) - O crescimento de 7,5% da economia brasileira em 2010, o maior desde 1986, mostrou como o Brasil é forte na produção e exportação de matérias-primas, como soja, minério de ferro e petróleo, e tem um mercado interno vigoroso, retratado na alta de 7% do consumo das famílias, que demandam cada vez mais produtos.
Por outro lado, o 'pibão' reflete a base de comparação fraca: em 2009, o país havia amargado retração de 0,6%. Os investimentos, responsáveis por aumentar a capacidade de produção da economia, fecharam 2010 representando 18,4% do PIB, superior à taxa referente ao ano anterior (16,9%), mas ainda inferior ao nível pré-crise: em 2008, a taxa de investimento era de 19,1%.
SEXTA-FEIRA, 4
IPCA - A inflação oficial, usada pelo governo para balizar as metas, já mostra tendência de desaceleração após o período de altas do transporte e da educação em janeiro. A inflação de alimentos e bebidas já desacelera, em linha com as medidas do governo para evitar que o aumento dos preços seja uma ameaça real à estabilidade da economia.
A semana pré-carnaval foi marcada por uma “enxurrada” de eventos econômicos importantes: o governo anunciou cortes de R$ 50 bilhões no orçamento público, o Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5% e a inflação oficial aumentou, mas em ritmo menor. Um olhar atento aos números pode perceber fatores e tendências importantes para entender a economia brasileira.
SEGUNDA-FEIRA, 28
Relatório Focus - Os analistas e consultores que escrevem semanalmente o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central estimaram que a economia vai desacelerar em 2011: crescerá 4,5%, menos que os 7,5% registrados em 2010.
Veem ainda que a inflação terminará este ano em um patamar maior do que o desejado pelo governo: 5,8%, acima do centro da meta de inflação do BC, que é de 4,5% com dois pontos de tolerância para mais ou para menos.
Corte de gastos do governo
Para evitar o descontrole da inflação e evitar que a economia demande mais bens e serviços do que é capaz de consumir, o governo anunciou corte total de R$ 50 bilhões no orçamento federal deste ano, para colocar um "pé no freio" da economia.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não busca "derrubar" a economia brasileira, mas sim possibilitar um crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB).
TERÇA-FEIRA, 1
Balança comercial - Embora tenha crescido 208% em fevereiro na comparação com um ano antes, o saldo da balança comercial brasileira está em trajetória de queda: "inundado" pelas importações, fechou 2010 no menor patamar em oito anos. A previsão do mercado financeiro é de que o saldo comercial positivo recue novamente, agora para US$ 13 bilhões neste ano, o que, se confirmado, será o pior resultado desde 2001
QUARTA-FEIRA, 2
Índice de Preços ao Consumidor da Fipe - Na capital paulista, o forte ritmo de alta que atingia os preços relativos a despesas com transporte e educação desde o começo do mês começa a desacelerar nas últimas semanas. Já o custo dos alimentos, que atingiram altas expressivas no final do ano passado e exerceram a principal contribuição para a aceleração dos índices que medem as variações dos preços, já registra deflação.
Produção da indústria - Um dos setores mais abatidos pela crise financeira, a indústria tem apresentado uma série de resultados fracos nos últimos meses: alta de 0,2% em janeiro, e quedas de 0,8% e 0,1% em dezembro e novembro, respectivamente.
O setor sofre com o dólar fraco, a concorrência chinesa e a avalanche de importados manufaturados no Brasil - principalmente segmentos que fabricam produtos de alto teor tecnológico.
Elevação dos juros do Copom - De olho na economia muito aquecida e na inflação acima da meta, o BC elevou os juros em 0,5 ponto percentual. O receio é de que a economia cresça mais do que a capacidade do país de atender tanta demanda por bens e serviços.
A expectativa do mercado financeiro é de novos aumentos nos juros ainda em 2011. A previsão é de que a taxa termine 2011 em 12,50% ao ano.
QUINTA-FEIRA, 3
Produto Interno Bruto (PIB) - O crescimento de 7,5% da economia brasileira em 2010, o maior desde 1986, mostrou como o Brasil é forte na produção e exportação de matérias-primas, como soja, minério de ferro e petróleo, e tem um mercado interno vigoroso, retratado na alta de 7% do consumo das famílias, que demandam cada vez mais produtos.
Por outro lado, o 'pibão' reflete a base de comparação fraca: em 2009, o país havia amargado retração de 0,6%. Os investimentos, responsáveis por aumentar a capacidade de produção da economia, fecharam 2010 representando 18,4% do PIB, superior à taxa referente ao ano anterior (16,9%), mas ainda inferior ao nível pré-crise: em 2008, a taxa de investimento era de 19,1%.
SEXTA-FEIRA, 4
IPCA - A inflação oficial, usada pelo governo para balizar as metas, já mostra tendência de desaceleração após o período de altas do transporte e da educação em janeiro. A inflação de alimentos e bebidas já desacelera, em linha com as medidas do governo para evitar que o aumento dos preços seja uma ameaça real à estabilidade da economia.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Boom do lucro BB
O Banco do Brasil, maior instituição da América Latina em ativos, disse que seu lucro recorrente mais que dobrou no quarto trimestre com o crescimento da carteira de empréstimos. O aquecimento do consumo e alta de salários tem impulsionado o crédito no país.
O lucro recorrente passou de R$ 1,82 bilhões no quarto trimestre de 2009 para R$ 3,7 bilhões nos últimos três meses do ano passado, segundo um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários. O lucro líquido incluindo os eventos extraordinários foi de R$ 4 bilhões, 3,7% menor que o registrado no mesmo período de 2009.
O crédito no país chegou a R$ 1,7 trilhão em dezembro, um aumento de 20% no ano. A taxa de desemprego no nível mais baixo da história e alta de salários tem alimentado a demanda por empréstimos, tanto de empresas quanto de pessoas físicas. O Produto Interno Bruto provavelmente cresceu 7,3 % no ano passado, a maior expansão em mais de duas décadas, segundo estimativas do Banco Central (BC).
Para 2011, carteira de crédito pode ser ainda maior
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a expansão do crédito no Brasil deve arrefecer para algo entre 10% e 12% este ano, com os efeitos do aumento de depósito compulsório e requerimento de capital determinados pelo BC em dezembro para conter os empréstimos e ajudar no combate à inflação. Em relação a novembro, os empréstimos totais avançaram 1,6%, a menor expansão desde julho, já refletindo os impactos das medidas do BC.
A carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu 19% para R$ 358,4 bilhões. Os ativos totais chegaram a R$ 811 bilhões, um crescimento de 14% em relação a dezembro de 2009, segundo o comunicado divulgado na quinta-feira. O Banco do Brasil projeta crescimento entre 17% e 20% de sua carteira no país, depois de um aumento de 19% para R$ 337,9 bilhões em 2010.
O índice de inadimplência do banco medida por atrasos superiores a 90 dias, caiu de 4,4% em dezembro de 2009 para 3,2%.
No quarto trimestre, o banco teve R$ 460 milhões de lucro extraordinário referente à eficiência tributária e R$ 231 milhões de despesas com demandas cíveis referentes a planos econômicos, disse o banco.
As ações do banco se valorizaram 3,5% nos últimos 12 meses, superando os 0,4% de ganho do índice Ibovespa.
BB quer agências em todas as cidades brasileiras até 2015
O Banco do Brasil (BB) tem como meta agências abrir agências próprias em todos os 5.565 municípios brasileiros até 2015. Para isso, a maior instituição financeira do país deve abrir postos de atendimento em cerca de 1,8 mil cidades em que ainda não contam com a bandeira da estatal.
Só este ano, o BB abrirá 600 agências em todo país, segundo informou Aldemir Bendine, presidente do banco. Ele disse que, dessas agências, 200 serão convencionais; 150 serão para atendimento a clientes especiais, principalmente de alta renda (no chamado segmento prime); e 250 agências complementares.
Bendine disse as agências complementares são a grande aposta do Banco do Brasil para ampliar a presença no país. Ele explicou que postos desse tipo são menores que os pontos convencionais de atendimento, mas com estrutura para saques, depósitos, pagamento de contas e presença de funcionários do banco para informações sobre investimentos e linhas de crédito.
“As agências complementares fazem parte do nosso plano de estar em todos os municípios do país em quatro anos”, disse Bendine, após a divulgação do balanço do Banco do Brasil de 2010. “Essas agências fazem o mesmo que os correspondentes bancários, mas também têm gente para a educação financeira dos clientes.”
O número de agências que devem ser abertas em 2011 é três vezes maior do que o de agência sinauguradas em 2010 (200). O número de contratações de funcionários, entretanto, deve ser menor este ano. Bendine afirmou que pretende admitir 4 mil funcionários, contra 6 mil contratações no ano passado.
Além das agências no Brasil, a estatal deve também ampliar a presença no exterior. A internacionalização é outra prioridade do banco para este ano, de acordo com o vice-presidente de Finanças, Ivan de Souza Monteiro. Segundo ele, o BB deve finalizar em breve o processo de aquisição do Banco da Patagonia, da Argentina. Também deve anunciar a compra de um banco de pequeno porte nos Estados Unidos, além de iniciar operarações em países da África.
Com o crescimento, o banco espera expandir sua atuação pela América Latina e planeja fazer novas aquisições neste ano. No alvo da meta do banco estatal de ampliar sua presença no exterior, estão os mercados do Chile, Equador, Colômbia e Peru, disse o vice-presidente da área internacional, Allan Toledo.
Nesse processo de internacionalização, o BB quer se tornar a instituição financeira de referência para a comunidade brasileira que vive fora do país. Também pretende apoiar a expansão dos negócios de empresas nacionais para fora do território brasileiro.
O lucro recorrente passou de R$ 1,82 bilhões no quarto trimestre de 2009 para R$ 3,7 bilhões nos últimos três meses do ano passado, segundo um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários. O lucro líquido incluindo os eventos extraordinários foi de R$ 4 bilhões, 3,7% menor que o registrado no mesmo período de 2009.
O crédito no país chegou a R$ 1,7 trilhão em dezembro, um aumento de 20% no ano. A taxa de desemprego no nível mais baixo da história e alta de salários tem alimentado a demanda por empréstimos, tanto de empresas quanto de pessoas físicas. O Produto Interno Bruto provavelmente cresceu 7,3 % no ano passado, a maior expansão em mais de duas décadas, segundo estimativas do Banco Central (BC).
Para 2011, carteira de crédito pode ser ainda maior
O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a expansão do crédito no Brasil deve arrefecer para algo entre 10% e 12% este ano, com os efeitos do aumento de depósito compulsório e requerimento de capital determinados pelo BC em dezembro para conter os empréstimos e ajudar no combate à inflação. Em relação a novembro, os empréstimos totais avançaram 1,6%, a menor expansão desde julho, já refletindo os impactos das medidas do BC.
A carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu 19% para R$ 358,4 bilhões. Os ativos totais chegaram a R$ 811 bilhões, um crescimento de 14% em relação a dezembro de 2009, segundo o comunicado divulgado na quinta-feira. O Banco do Brasil projeta crescimento entre 17% e 20% de sua carteira no país, depois de um aumento de 19% para R$ 337,9 bilhões em 2010.
O índice de inadimplência do banco medida por atrasos superiores a 90 dias, caiu de 4,4% em dezembro de 2009 para 3,2%.
No quarto trimestre, o banco teve R$ 460 milhões de lucro extraordinário referente à eficiência tributária e R$ 231 milhões de despesas com demandas cíveis referentes a planos econômicos, disse o banco.
As ações do banco se valorizaram 3,5% nos últimos 12 meses, superando os 0,4% de ganho do índice Ibovespa.
BB quer agências em todas as cidades brasileiras até 2015
O Banco do Brasil (BB) tem como meta agências abrir agências próprias em todos os 5.565 municípios brasileiros até 2015. Para isso, a maior instituição financeira do país deve abrir postos de atendimento em cerca de 1,8 mil cidades em que ainda não contam com a bandeira da estatal.
Só este ano, o BB abrirá 600 agências em todo país, segundo informou Aldemir Bendine, presidente do banco. Ele disse que, dessas agências, 200 serão convencionais; 150 serão para atendimento a clientes especiais, principalmente de alta renda (no chamado segmento prime); e 250 agências complementares.
Bendine disse as agências complementares são a grande aposta do Banco do Brasil para ampliar a presença no país. Ele explicou que postos desse tipo são menores que os pontos convencionais de atendimento, mas com estrutura para saques, depósitos, pagamento de contas e presença de funcionários do banco para informações sobre investimentos e linhas de crédito.
“As agências complementares fazem parte do nosso plano de estar em todos os municípios do país em quatro anos”, disse Bendine, após a divulgação do balanço do Banco do Brasil de 2010. “Essas agências fazem o mesmo que os correspondentes bancários, mas também têm gente para a educação financeira dos clientes.”
O número de agências que devem ser abertas em 2011 é três vezes maior do que o de agência sinauguradas em 2010 (200). O número de contratações de funcionários, entretanto, deve ser menor este ano. Bendine afirmou que pretende admitir 4 mil funcionários, contra 6 mil contratações no ano passado.
Além das agências no Brasil, a estatal deve também ampliar a presença no exterior. A internacionalização é outra prioridade do banco para este ano, de acordo com o vice-presidente de Finanças, Ivan de Souza Monteiro. Segundo ele, o BB deve finalizar em breve o processo de aquisição do Banco da Patagonia, da Argentina. Também deve anunciar a compra de um banco de pequeno porte nos Estados Unidos, além de iniciar operarações em países da África.
Com o crescimento, o banco espera expandir sua atuação pela América Latina e planeja fazer novas aquisições neste ano. No alvo da meta do banco estatal de ampliar sua presença no exterior, estão os mercados do Chile, Equador, Colômbia e Peru, disse o vice-presidente da área internacional, Allan Toledo.
Nesse processo de internacionalização, o BB quer se tornar a instituição financeira de referência para a comunidade brasileira que vive fora do país. Também pretende apoiar a expansão dos negócios de empresas nacionais para fora do território brasileiro.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
BB consolida sua atuação no mercado de capitais
O Banco do Brasil participou de 44 emissões de títulos de renda fixa que somaram R$ 13,8 bilhões durante o ano de 2010 e ocupa agora o terceiro lugar no ranking da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), com 19,3% de participação de mercado. No segmento de securitização foi líder de quatro emissões de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), uma de Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e duas de Fundos Imobiliários, que somaram R$ 957 milhões.
No mercado de ações, o BB-BI coordenou duas ofertas de ações que somaram R$ 327 milhões. Em termos de distribuição, o Banco do Brasil alcançou o 1º lugar no ranking Anbima, com 60,5% de participação de mercado.
No mercado de capitais internacional, o BB, por meio de suas corretoras externas BB Securities Ltd (Londres) e Banco do Brasil Securities LLC (Nova Iorque), atuou em 30 das 69 operações de captação externa realizadas por empresas, bancos e governo brasileiro, das quais 17 com status de “lead-manager” e 13 como “co-manager”. De aproximadamente US$ 40 bilhões emitidos no ano, o BB teve participação em US$ 21,6 bilhões.
No mercado de fusões e aquisições, o BB-BI participou de cinco operações concretizadas que somaram R$ 8,5 bilhões, ficando em 7º lugar no ranking Anbima, com 12% de participação de mercado.
BB amplia a eficiência operacional
A relação entre as despesas administrativas e às receitas operacionais mostra que o índice de eficiência (quanto menor, melhor) atingiu 42,6% em 2010, contra 43,4% verificados em 2009. O índice de cobertura das despesas de pessoal com as receitas de prestação de serviços ficou em 123,1% no ano.
Novas tecnologias reforçam as transações nos canais automatizados
Ao final de dezembro de 2010 o BB contava com 11 milhões de clientes habilitados a usar o Banco pela Internet e 976 mil pelo telefone celular (realização de 4,7 milhões de transações no 4T10). As operações realizadas pela internet foram responsáveis por 38,5% do total das transações realizadas pelos clientes do BB no 4T10.
Índice de Basileia fortalecido pelo aumento de capital
O índice de capital (K) do Banco do Brasil encerrou dezembro de 2010 em 14,1%. O índice de Basileia apresentado indica excesso de patrimônio de referência de R$ 14,6 bilhões, o que permite a expansão de até R$ 110,7 bilhões em ativos de crédito, considerando a ponderação de 100%.
Ações do Banco do Brasil valorizam 27,5% após oferta
Os papéis do Banco do Brasil valorizaram 27,5% desde a oferta primária e secundária de ações realizada em Junho de 2010, na qual foram negociadas ao preço de R$ 24,65 por ação.No exercício as ações do BB tiveram valorização de 12,7%, frente a 1% do Ibovespa no mesmo período.
O desempenho das ações reafirma o compromisso do BB em cumprir sua funçãopública e assegurar a rentabilidade para o acionista, apresentando resultados consistentes e crescentes em linha com as expectativas do mercado.
BB adere “The CEO Water Mandate”
O Banco do Brasil aderiu ao “The CEO Water Mandate”. A iniciativa é uma proposta da Organização das Nações Unidas para que as empresas signatárias do “Pacto Global” passem a abordar a causa da água e o gerenciamento deste recurso em suas estratégias corporativas, e assim contribuir positivamente naproteção dos recursos hídricos. O BB e o WWF mantém parceria por meio do Programa Água Brasil.
No mercado de ações, o BB-BI coordenou duas ofertas de ações que somaram R$ 327 milhões. Em termos de distribuição, o Banco do Brasil alcançou o 1º lugar no ranking Anbima, com 60,5% de participação de mercado.
No mercado de capitais internacional, o BB, por meio de suas corretoras externas BB Securities Ltd (Londres) e Banco do Brasil Securities LLC (Nova Iorque), atuou em 30 das 69 operações de captação externa realizadas por empresas, bancos e governo brasileiro, das quais 17 com status de “lead-manager” e 13 como “co-manager”. De aproximadamente US$ 40 bilhões emitidos no ano, o BB teve participação em US$ 21,6 bilhões.
No mercado de fusões e aquisições, o BB-BI participou de cinco operações concretizadas que somaram R$ 8,5 bilhões, ficando em 7º lugar no ranking Anbima, com 12% de participação de mercado.
BB amplia a eficiência operacional
A relação entre as despesas administrativas e às receitas operacionais mostra que o índice de eficiência (quanto menor, melhor) atingiu 42,6% em 2010, contra 43,4% verificados em 2009. O índice de cobertura das despesas de pessoal com as receitas de prestação de serviços ficou em 123,1% no ano.
Novas tecnologias reforçam as transações nos canais automatizados
Ao final de dezembro de 2010 o BB contava com 11 milhões de clientes habilitados a usar o Banco pela Internet e 976 mil pelo telefone celular (realização de 4,7 milhões de transações no 4T10). As operações realizadas pela internet foram responsáveis por 38,5% do total das transações realizadas pelos clientes do BB no 4T10.
Índice de Basileia fortalecido pelo aumento de capital
O índice de capital (K) do Banco do Brasil encerrou dezembro de 2010 em 14,1%. O índice de Basileia apresentado indica excesso de patrimônio de referência de R$ 14,6 bilhões, o que permite a expansão de até R$ 110,7 bilhões em ativos de crédito, considerando a ponderação de 100%.
Ações do Banco do Brasil valorizam 27,5% após oferta
Os papéis do Banco do Brasil valorizaram 27,5% desde a oferta primária e secundária de ações realizada em Junho de 2010, na qual foram negociadas ao preço de R$ 24,65 por ação.No exercício as ações do BB tiveram valorização de 12,7%, frente a 1% do Ibovespa no mesmo período.
O desempenho das ações reafirma o compromisso do BB em cumprir sua funçãopública e assegurar a rentabilidade para o acionista, apresentando resultados consistentes e crescentes em linha com as expectativas do mercado.
BB adere “The CEO Water Mandate”
O Banco do Brasil aderiu ao “The CEO Water Mandate”. A iniciativa é uma proposta da Organização das Nações Unidas para que as empresas signatárias do “Pacto Global” passem a abordar a causa da água e o gerenciamento deste recurso em suas estratégias corporativas, e assim contribuir positivamente naproteção dos recursos hídricos. O BB e o WWF mantém parceria por meio do Programa Água Brasil.
Qualidade do crédito e inadimplência em queda impactam resultado
Os índices de inadimplência do Banco do Brasil mantiveram-se abaixo do observado no Sistema Financeiro Nacional ao final de dezembro como consequência, principalmente, da melhora no risco de crédito e indicadores de qualidade da carteira. As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 2,3% da carteira de crédito, melhora de 100 pontos base em relação a dezembro de 2009, enquanto o SFN registrou índice de inadimplência de 3,2%.
O Banco do Brasil manteve também a prudência e a postura conservadora na gestão do risco do crédito. O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ 17,3 bilhões. O risco médio registrado pelo BB foi 4,3%, menor que o registrado no trimestre anterior 4,8% e pelo SFN 5,6%.
Em linha com a melhora observada na qualidade da carteira, houve redução nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), as quais acumularam R$ 2,1 bilhões no trimestre, queda de 27,4% sobre o mesmo período do ano anterior. As despesas com PCLD contabilizadas em 2010, também, foram inferiores ao valor registrado no mesmo período do ano passado (R$ 10,7 bilhões, contra R$ 11,6 bilhões), mesmo com crescimento do volume de crédito.
O BB melhorou, ainda, seus índices de recuperação de crédito. No ano, foram recuperados R$ 3,3 bilhões de créditos baixados como prejuízo, montante 22,7% superior ao recuperado em 2009. No trimestre, o volume de recuperação de créditos correspondeu a 29,1% do volume registrado como perdas no período.
Captações totais alcançam R$ 519 bilhões
A base de 54,4 milhões de clientes, aliada à rede de 18,4 mil pontos de atendimento, permitiu que o BB ampliasse sua base de depósitos, mantendo sua liderança no Sistema Financeiro Nacional.
O BB registrou R$ 519 bilhões em captações totais no final de 2010, evolução de 4,1% em relação a 2009. Em depósitos, o BB captou R$ 376,9 bilhões, volume 11,6% superior ao ano de 2009. Destaque para as captações em poupança e depósitos à vista que totalizaram, respectivamente, R$ 89,3 bilhões e R$ 63,5 bilhões, crescimento de 17,9% e 12,5% em 12 meses. Em captações no mercado aberto, o volume soma R$ 142,2 bilhões no período.
Nas captações externas, destaque para as emissões de títulos com prazo de 5 e 10 anos por meio do programa Global Medium Term Notes – GMTN que atraíram US$ 1,45 bilhão. Ao final de 2010, o saldo das captações externas alcançou US$ 25,1 bilhões, variação de US$ 3,4 bilhões ou 15,6% em relação a 2009.
Liderança em administração de recursos de terceiros
Maior administrador de recursos de terceiros, o Banco do Brasil, por meio da BB DTVM, alcançou R$ 360,2 bilhões em recursos administrados, com crescimento de 17,4% em 12 meses e 21,2% de participação no mercado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).
Na visão consolidada, incluindo os 50% dos recursos administrados pelo Banco Votorantim, o BB administra R$ 372,3 bilhões, equivalentes a 21,9% do mercado de administração de recursos de terceiros.
O Banco do Brasil manteve também a prudência e a postura conservadora na gestão do risco do crédito. O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ 17,3 bilhões. O risco médio registrado pelo BB foi 4,3%, menor que o registrado no trimestre anterior 4,8% e pelo SFN 5,6%.
Em linha com a melhora observada na qualidade da carteira, houve redução nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), as quais acumularam R$ 2,1 bilhões no trimestre, queda de 27,4% sobre o mesmo período do ano anterior. As despesas com PCLD contabilizadas em 2010, também, foram inferiores ao valor registrado no mesmo período do ano passado (R$ 10,7 bilhões, contra R$ 11,6 bilhões), mesmo com crescimento do volume de crédito.
O BB melhorou, ainda, seus índices de recuperação de crédito. No ano, foram recuperados R$ 3,3 bilhões de créditos baixados como prejuízo, montante 22,7% superior ao recuperado em 2009. No trimestre, o volume de recuperação de créditos correspondeu a 29,1% do volume registrado como perdas no período.
Captações totais alcançam R$ 519 bilhões
A base de 54,4 milhões de clientes, aliada à rede de 18,4 mil pontos de atendimento, permitiu que o BB ampliasse sua base de depósitos, mantendo sua liderança no Sistema Financeiro Nacional.
O BB registrou R$ 519 bilhões em captações totais no final de 2010, evolução de 4,1% em relação a 2009. Em depósitos, o BB captou R$ 376,9 bilhões, volume 11,6% superior ao ano de 2009. Destaque para as captações em poupança e depósitos à vista que totalizaram, respectivamente, R$ 89,3 bilhões e R$ 63,5 bilhões, crescimento de 17,9% e 12,5% em 12 meses. Em captações no mercado aberto, o volume soma R$ 142,2 bilhões no período.
Nas captações externas, destaque para as emissões de títulos com prazo de 5 e 10 anos por meio do programa Global Medium Term Notes – GMTN que atraíram US$ 1,45 bilhão. Ao final de 2010, o saldo das captações externas alcançou US$ 25,1 bilhões, variação de US$ 3,4 bilhões ou 15,6% em relação a 2009.
Liderança em administração de recursos de terceiros
Maior administrador de recursos de terceiros, o Banco do Brasil, por meio da BB DTVM, alcançou R$ 360,2 bilhões em recursos administrados, com crescimento de 17,4% em 12 meses e 21,2% de participação no mercado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).
Na visão consolidada, incluindo os 50% dos recursos administrados pelo Banco Votorantim, o BB administra R$ 372,3 bilhões, equivalentes a 21,9% do mercado de administração de recursos de terceiros.
Banco do Brasil lucra R$ 11,7 bilhões em 2010
O Banco do Brasil anunciou na manhã da última quinta-feira (17/02) lucro líquido recorde de R$ 11,7 bilhões no ano de 2010. O montante representa crescimento de 15,3% em relação a 2009 e o melhor resultado de sua história. Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (RSPL) de 27%. O resultado recorrente alcançou R$ 10,7 bilhões, evolução de 25,4% sobre 2009.
Durante a coletiva de imprensa para o anúncio do resultado consolidado na manhã dessa quinta-feira na sede da empresa, em São Paulo, o presidente do BB, Aldemir Bendine, anunciou que vai investir R$ 1 bilhão em modernização e implantação de novas agências no país. "Vamos continuar investindo em atendimento. Vamos abrir 600 novas agências e, em quatro anos, chegarremos a todos os municípios do Brasil", afirmou Bendine.
Durante a coletiva de imprensa para o anúncio do resultado consolidado na manhã dessa quinta-feira na sede da empresa, em São Paulo, o presidente do BB, Aldemir Bendine, anunciou que vai investir R$ 1 bilhão em modernização e implantação de novas agências no país. "Vamos continuar investindo em atendimento. Vamos abrir 600 novas agências e, em quatro anos, chegarremos a todos os municípios do Brasil", afirmou Bendine.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Para não esquecer!
Nesses últimos dias, nenhuma notícia, por mais importante que seja, supera em grandeza e em miséria as lembranças dos 66 anos da libertação do campo de Auschwitz, na Polônia, ocorrida em 27 de janeiro de 1945, pelas armas do Exército soviético.
Em Auschwitz morreram, por ordem dos nazistas, aproximadamente um milhão de prisioneiros.
Primeiro, prisioneiros políticos poloneses, depois prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos,homossexuais, eslavos, doentes mentais e deportados de várias nacionalidades.
A partir de junho de 1942, no entanto, o campo de Auschwitz foi destinado ao programa de extermínio de toda a população de judeus da Europa.
As câmaras de gás de Birkenau, anexas a Auschwitz, exterminaram mais de 75% dos judeus encaminhados ao campo.
Quando os nazistas perceberam que o fim da guerra estava próximo, tentaram apagar todas as evidências das atrocidades cometidas em Auschwitz-Birkenau.
Desmantelaram as câmaras de gás e os crematórios, queimaram documentos e evacuaram todos os prisioneiros que podiam andar.
A chegada do Exército Vermelho permitiu salvar algumas centenas de sobreviventes.
Auschwitz é e deve permanecer um símbolo da estupidez de que é capaz a espécie humana. É daqueles momentos em que a sociedade humana emprega toda a sua inteligência, toda a sua sofisticação e criatividade, toda a sua tecnologia a serviço do Mal.
Auschwitz não é produto de uma nação de botocudos, de indivíduos mal saídos da pré-história.
Ao contrário, Auschwitz foi produzido por um dos povos mais adiantados e sofisticados do mundo, um país que legou à Humanidade Beethoven, Wagner, Goethe, Schiller, Weber, entre tantos outros gênios.
Mas a Alemanha também produziu Hitler, Goering, Himmler, e produziu as atrocidades cometidas nos campos de concentração e de extermínio de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Ravensbruck, Sobibor, Treblinka...
E é melhor parar por aqui, porque a lista é muito mais extensa.
Em tempo histórico, isto tudo aconteceu ontem. Sessenta e cinco anos não são nada.
É importante lembrar sempre, porque, a qualquer momento, mesmo as nações mais civilizadas do planeta podem contribuir decisivamente para mergulhar o mundo no horror, na estupidez e na bárbarie.
Nessas horas em que a loucura se apodera do planeta, ninguém pode pretender ser inteiramente inocente, quando pequenos conflitos localizados se transformam num incêndio de proporções mundiais.
Por isso, relembrar o Holocausto é esperar que ele nunca mais aconteça novamente.
Mas relembrar o Holocausto é também reconhecer que a espécie humana é capaz, sim, de mergulhar na estupidez e de produzir outros Auschwitz.
Em Auschwitz morreram, por ordem dos nazistas, aproximadamente um milhão de prisioneiros.
Primeiro, prisioneiros políticos poloneses, depois prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos,homossexuais, eslavos, doentes mentais e deportados de várias nacionalidades.
A partir de junho de 1942, no entanto, o campo de Auschwitz foi destinado ao programa de extermínio de toda a população de judeus da Europa.
As câmaras de gás de Birkenau, anexas a Auschwitz, exterminaram mais de 75% dos judeus encaminhados ao campo.
Quando os nazistas perceberam que o fim da guerra estava próximo, tentaram apagar todas as evidências das atrocidades cometidas em Auschwitz-Birkenau.
Desmantelaram as câmaras de gás e os crematórios, queimaram documentos e evacuaram todos os prisioneiros que podiam andar.
A chegada do Exército Vermelho permitiu salvar algumas centenas de sobreviventes.
Auschwitz é e deve permanecer um símbolo da estupidez de que é capaz a espécie humana. É daqueles momentos em que a sociedade humana emprega toda a sua inteligência, toda a sua sofisticação e criatividade, toda a sua tecnologia a serviço do Mal.
Auschwitz não é produto de uma nação de botocudos, de indivíduos mal saídos da pré-história.
Ao contrário, Auschwitz foi produzido por um dos povos mais adiantados e sofisticados do mundo, um país que legou à Humanidade Beethoven, Wagner, Goethe, Schiller, Weber, entre tantos outros gênios.
Mas a Alemanha também produziu Hitler, Goering, Himmler, e produziu as atrocidades cometidas nos campos de concentração e de extermínio de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Ravensbruck, Sobibor, Treblinka...
E é melhor parar por aqui, porque a lista é muito mais extensa.
Em tempo histórico, isto tudo aconteceu ontem. Sessenta e cinco anos não são nada.
É importante lembrar sempre, porque, a qualquer momento, mesmo as nações mais civilizadas do planeta podem contribuir decisivamente para mergulhar o mundo no horror, na estupidez e na bárbarie.
Nessas horas em que a loucura se apodera do planeta, ninguém pode pretender ser inteiramente inocente, quando pequenos conflitos localizados se transformam num incêndio de proporções mundiais.
Por isso, relembrar o Holocausto é esperar que ele nunca mais aconteça novamente.
Mas relembrar o Holocausto é também reconhecer que a espécie humana é capaz, sim, de mergulhar na estupidez e de produzir outros Auschwitz.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Liderança: Fácil ou Difícil?
Paulo Araújo*
Pensou o subordinado: - Senhor, dê-me paciência para agüentar meu chefe, porque se me der força... eu bato nele!
Pequena, mas verdadeira história, afinal atire a primeira pedra quem nunca teve esse pensamento.
A verdade é que liderar não é tarefa fácil, mas primordial para quem quer ter sucesso na carreira.
Na liderança há a mistura de arte e ciência, porém hoje a exigência por melhores resultados, inovar e crescer faz com que essa tarefa seja cada vez mais árdua.
O caos organizacional e a falta de tempo não servem como desculpas para a falta de planejamento, foco e trabalho em equipe. Ele já está instalado entre nós. Feliz daquele que compreende e administra o caos.
Toda equipe, normalmente, é reflexo de sua liderança, assim como os filhos são reflexos de seus pais.
Nesta difícil trajetória, que tal refletirmos sobres pontos importantes na relação lideranças X liderados?
Definir missão e valores
Sua equipe sabe qual o norte a ser seguido? Quais os valores que nunca devem ser esquecidos? Qual a razão da existência da empresa e em que ela efetivamente acredita? As ações de sua equipe devem ser condizentes com a missão maior da empresa e é através da missão que deve ser iniciado o planejamento estratégico de qualquer organização.
Visão sistêmica
Conseguir enxergar o todo, ser capaz de compreender que somos interdependentes e que o triunfo é quando todos conseguem atingir seus objetivos. Assim, como o corpo humano, sua empresa depende de cada setor para sobreviver, ao invés de promover competição entre os setores promova a sinergia entre os mesmos. Um bom ambiente de trabalho é quando todos de alguma forma sentem que fazem a diferença no resultado final.
Integre a equipe
Você conhece cada membro de sua equipe? Seus sonhos, metas, aspirações, hobbies, um pouco sobre sua história de vida. A integração facilita a comunicação, cria relacionamentos e cumplicidade. Não perca pequenas oportunidades para promover festas, happy hour, atividades esportivas, treinamentos ao ar livre com todos seus funcionários e quando possível traga a família para conhecer a empresa para que entenda o que a pessoa faz, enfim, qual o seu trabalho.
Respeitar a individualidade
Aceitar diferenças, tentar entender o porquê de determinado comportamento, evitar julgamentos, criar um ambiente de confiança. O bom líder sabe que cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e cabe a ele ajustar processos e tarefas ao que realmente cada um é capaz de fazer. Pedir aquilo que se pode efetivamente dar, sem fazer do poder atos de terrorismo organizacional, criando desgastes desnecessários.
Entender o conceito de competência
A palavra incompetente é forte e ofensiva. Você sabe realmente o que torna uma pessoa competente ou o contrário disso? Competência tem três pilares: conhecimento, habilidade e atitude. Antes de pensar ou rotular alguém de competente ou incompetente pense se esta pessoa sabe o que tem de fazer (conhecimento), sabe o como fazer, se tem as condições adequadas para fazer (habilidades) e se quer ou gosta de fazer (atitudes). Esta é uma receita simples, mas poderosa para ser usada na prática motivando sua equipe e evitando rótulos que quase sempre ficam impossíveis de serem retirados.
Líder que é líder não tem medo de pedir ajuda, dizer "não sei" ou "não vai dar"
Humildade não é sinal de fraqueza, dizer "não sei" não significa falta de preparo e é melhor dizer "não" do que prometer algo que não possa ser cumprido.Vejo líderes relutantes em demonstrar sentimentos, querem demonstrar opinião formada sobre tudo e preferem a morte ao passar a impressão de incapacidade. Lembre-se que antes de ser líder você é um ser humano que tem coração, sentimentos, fases boas e más e que como qualquer outra pessoa tem todo o direito de errar, sentir insegurança, medo ou raiva. Não há maneira de fugir desses sentimentos, então creio que a diferença do sucesso e do fracasso está em como gerir suas emoções, compartilhar responsabilidades, problemas e glórias.
Ser coerente na relação discurso X prática
O sentimento de justiça é criado quando há o máximo de coerência entre discurso e ação. Incoerente, uma vez ou outra, todos nós somos, afinal é muito difícil ter uma conduta o tempo todo excepcional, ser certinho em tudo. Mas, integridade e coragem são práticas diárias. O líder é o maior exemplo e suas condutas são o reflexo de outras, ele é o grande harmonizador ou conturbador do ambiente. A responsabilidade é grande e não adianta querer tirar o corpo fora, porque no final os resultados serão cobrados de você, mas se sua equipe tem o sentimento de justiça em relação a sua conduta, mesmo nas decisões mais complicadas e impopulares ela, em sua maioria, o apoiará. Perca tudo, menos a confiança e o respeito de sua equipe.
Criar um sentimento de causa
Muitas organizações sem fins lucrativos chegam a excelência em administração de custos, desperdício zero ou administração do tempo. Muitas equipes esportivas extraem o melhor de cada atleta e atingem grandes conquistas. Por quê? Porque existe o sentimento de causa. A conquista de uma medalha, de um título, de um recorde, a ajuda humanitária, entre outros fatores. Na empresa existe a cultura capital e trabalho, mas será que não é possível demonstrar a nossa equipe o algo mais. Empresas de telecomunicações aproximam pessoas, as de entretenimento realizam sonhos, construtoras constroem o seu lar, academias colaboram com a sua saúde e auto-estima, a lista é longa, mas o que quero dizer é que precisamos sempre trabalhar este pensamento com nossos colaboradores. Não é somente a remuneração que atraem e retêm os talentos, é a capacidade de desafiar, criar oportunidades e o sentimento de causa que criam grandes equipes.
Não existe uma grande equipe sem um grande líder e tão importante quanto o destino final é a forma como é conduzida a jornada, vencendo obstáculos, superando tormentas, celebrando conquistas, sempre com um rumo certo a seguir e a certeza de uma grande chegada.
*Paulo Araújo é conferencista e autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br / Contato: (41) 267 6761
Pensou o subordinado: - Senhor, dê-me paciência para agüentar meu chefe, porque se me der força... eu bato nele!
Pequena, mas verdadeira história, afinal atire a primeira pedra quem nunca teve esse pensamento.
A verdade é que liderar não é tarefa fácil, mas primordial para quem quer ter sucesso na carreira.
Na liderança há a mistura de arte e ciência, porém hoje a exigência por melhores resultados, inovar e crescer faz com que essa tarefa seja cada vez mais árdua.
O caos organizacional e a falta de tempo não servem como desculpas para a falta de planejamento, foco e trabalho em equipe. Ele já está instalado entre nós. Feliz daquele que compreende e administra o caos.
Toda equipe, normalmente, é reflexo de sua liderança, assim como os filhos são reflexos de seus pais.
Nesta difícil trajetória, que tal refletirmos sobres pontos importantes na relação lideranças X liderados?
Definir missão e valores
Sua equipe sabe qual o norte a ser seguido? Quais os valores que nunca devem ser esquecidos? Qual a razão da existência da empresa e em que ela efetivamente acredita? As ações de sua equipe devem ser condizentes com a missão maior da empresa e é através da missão que deve ser iniciado o planejamento estratégico de qualquer organização.
Visão sistêmica
Conseguir enxergar o todo, ser capaz de compreender que somos interdependentes e que o triunfo é quando todos conseguem atingir seus objetivos. Assim, como o corpo humano, sua empresa depende de cada setor para sobreviver, ao invés de promover competição entre os setores promova a sinergia entre os mesmos. Um bom ambiente de trabalho é quando todos de alguma forma sentem que fazem a diferença no resultado final.
Integre a equipe
Você conhece cada membro de sua equipe? Seus sonhos, metas, aspirações, hobbies, um pouco sobre sua história de vida. A integração facilita a comunicação, cria relacionamentos e cumplicidade. Não perca pequenas oportunidades para promover festas, happy hour, atividades esportivas, treinamentos ao ar livre com todos seus funcionários e quando possível traga a família para conhecer a empresa para que entenda o que a pessoa faz, enfim, qual o seu trabalho.
Respeitar a individualidade
Aceitar diferenças, tentar entender o porquê de determinado comportamento, evitar julgamentos, criar um ambiente de confiança. O bom líder sabe que cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e cabe a ele ajustar processos e tarefas ao que realmente cada um é capaz de fazer. Pedir aquilo que se pode efetivamente dar, sem fazer do poder atos de terrorismo organizacional, criando desgastes desnecessários.
Entender o conceito de competência
A palavra incompetente é forte e ofensiva. Você sabe realmente o que torna uma pessoa competente ou o contrário disso? Competência tem três pilares: conhecimento, habilidade e atitude. Antes de pensar ou rotular alguém de competente ou incompetente pense se esta pessoa sabe o que tem de fazer (conhecimento), sabe o como fazer, se tem as condições adequadas para fazer (habilidades) e se quer ou gosta de fazer (atitudes). Esta é uma receita simples, mas poderosa para ser usada na prática motivando sua equipe e evitando rótulos que quase sempre ficam impossíveis de serem retirados.
Líder que é líder não tem medo de pedir ajuda, dizer "não sei" ou "não vai dar"
Humildade não é sinal de fraqueza, dizer "não sei" não significa falta de preparo e é melhor dizer "não" do que prometer algo que não possa ser cumprido.Vejo líderes relutantes em demonstrar sentimentos, querem demonstrar opinião formada sobre tudo e preferem a morte ao passar a impressão de incapacidade. Lembre-se que antes de ser líder você é um ser humano que tem coração, sentimentos, fases boas e más e que como qualquer outra pessoa tem todo o direito de errar, sentir insegurança, medo ou raiva. Não há maneira de fugir desses sentimentos, então creio que a diferença do sucesso e do fracasso está em como gerir suas emoções, compartilhar responsabilidades, problemas e glórias.
Ser coerente na relação discurso X prática
O sentimento de justiça é criado quando há o máximo de coerência entre discurso e ação. Incoerente, uma vez ou outra, todos nós somos, afinal é muito difícil ter uma conduta o tempo todo excepcional, ser certinho em tudo. Mas, integridade e coragem são práticas diárias. O líder é o maior exemplo e suas condutas são o reflexo de outras, ele é o grande harmonizador ou conturbador do ambiente. A responsabilidade é grande e não adianta querer tirar o corpo fora, porque no final os resultados serão cobrados de você, mas se sua equipe tem o sentimento de justiça em relação a sua conduta, mesmo nas decisões mais complicadas e impopulares ela, em sua maioria, o apoiará. Perca tudo, menos a confiança e o respeito de sua equipe.
Criar um sentimento de causa
Muitas organizações sem fins lucrativos chegam a excelência em administração de custos, desperdício zero ou administração do tempo. Muitas equipes esportivas extraem o melhor de cada atleta e atingem grandes conquistas. Por quê? Porque existe o sentimento de causa. A conquista de uma medalha, de um título, de um recorde, a ajuda humanitária, entre outros fatores. Na empresa existe a cultura capital e trabalho, mas será que não é possível demonstrar a nossa equipe o algo mais. Empresas de telecomunicações aproximam pessoas, as de entretenimento realizam sonhos, construtoras constroem o seu lar, academias colaboram com a sua saúde e auto-estima, a lista é longa, mas o que quero dizer é que precisamos sempre trabalhar este pensamento com nossos colaboradores. Não é somente a remuneração que atraem e retêm os talentos, é a capacidade de desafiar, criar oportunidades e o sentimento de causa que criam grandes equipes.
Não existe uma grande equipe sem um grande líder e tão importante quanto o destino final é a forma como é conduzida a jornada, vencendo obstáculos, superando tormentas, celebrando conquistas, sempre com um rumo certo a seguir e a certeza de uma grande chegada.
*Paulo Araújo é conferencista e autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br / Contato: (41) 267 6761
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Guerra no Rio
O Ministério da Defesa informou que serão enviados ao estado do Rio, 800 militares para auxiliar a polícia no combate à violência. As Força Armadas também vão disponibilizar dois helicópteros e 10 veículos blindados, além de equipamentos de comunicação.
A Polícia Federal também dará apoio às ações de combate a criminosos do Rio. Trezentos agentes vão trabalhar junto com a polícia a partir desta sexta-feira.
A Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte, foi totalmente ocupada pela Polícia Civil. Homens do Bope, tropa de elite da PM, ficarão na região por tempo indeterminado. Na tarde desta quinta, pelo menos 200 bandidos fugiram para o Complexo do Alemão. Participaram da operação 390 policiais. Seis granadas, 11 fuzis, 30 pistolas foram apreendidos desde o início do conflito.
Mais de 70 veículos foram incendiados desde domingo, 34 pessoas morreram durante os confrontos e 67 pessoas foram presas.
Bombeiros confirmam que bandidos atearam fogo em dois carros na autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga a zona norte à zona oeste da cidade. Outros três ônibus também foram incendiados: dois na capital e outro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A Polícia Federal também dará apoio às ações de combate a criminosos do Rio. Trezentos agentes vão trabalhar junto com a polícia a partir desta sexta-feira.
A Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte, foi totalmente ocupada pela Polícia Civil. Homens do Bope, tropa de elite da PM, ficarão na região por tempo indeterminado. Na tarde desta quinta, pelo menos 200 bandidos fugiram para o Complexo do Alemão. Participaram da operação 390 policiais. Seis granadas, 11 fuzis, 30 pistolas foram apreendidos desde o início do conflito.
Mais de 70 veículos foram incendiados desde domingo, 34 pessoas morreram durante os confrontos e 67 pessoas foram presas.
Bombeiros confirmam que bandidos atearam fogo em dois carros na autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga a zona norte à zona oeste da cidade. Outros três ônibus também foram incendiados: dois na capital e outro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Resumo da Semana
Míriam Leitão
José Dirceu e o PT - Num encontro com petroleiros na Bahia, José Dirceu, disse que, com Dilma, o PT vai mandar mais do que com Lula e fazer o seu "projeto". Ele disse ainda que Lula é duas vezes maior do que o partido. Já Dilma, ele define como uma liderança que não tinha "grande expressão popular, eleitoral, nem raiz histórica no país". Criticou várias vezes a imprensa, dizendo que era preciso se preparar para a disputa com os meios de comunicação. Pode-se criticar jornais, jornalistas, empresas. Nada disso é assustador. O que assusta é achar que é preciso controlar a imprensa por haver um, como ele disse, “excesso” de liberdade e “abuso” do direito de informar.
Crise completa dois anos - Dois anos depois da quebra do Lehman Brothers, os chamados países ricos estão ainda engasgados com a crise. Entre os emergentes, China e Índia reduziram o ritmo de crescimento; a Rússia teve grande recessão; e o Brasil, pequena. Mas teve um momento de muito susto por aqui. Devemos essa saída rápida da crise ao BC, que percebeu o tamanho do problema e o que deveria fazer. Tínhamos algumas vantagens: o país tinha uma regulação mais rigorosa, porque havia passado pela crise dos anos 90; além disso, o mercado financeiro era relativamente isolado do resto. O Brasil, no governo Lula, acumulou também muitas reservas, e o BC pode usá-las para fazer um colchão que amorteceu a crise. O Brasil se saiu bem, mas passou por dois trimestres de sufoco. Nos Estados Unidos está havendo um impacto político da crise com o fortalecimento da extrema direita do Partido Republicano.
Regulação financeira - Foi fechado um acordo internacional, em Basileia, na Suíça, para a terceira rodada de regras de proteção dos bancos contra as crises. Haverá, agora, colchões de proteção, nova definição do que seja capital, novos limites de alavancagem e os bancos grandes terão de ser mais rigorosos.
América Latina na "The Economist" - A reportagem de capa da revista britânica - com o mapa invertido das Américas e o título: "Quintal de ninguém" - falou dos avanços e problemas da América Latina. A notícia para comemorar é que a região está crescendo este ano. Só Venezuela, Cuba e Haiti não crescem. Eles falam também do círculo virtuoso que está beneficiando a região: diante da crise da dívida, a região fez reformas importantes, passou a ter muito mais responsabilidade fiscal, combateu a inflação, regulou o sistema bancário de forma mais rígida. Tudo isso fez bem agora às economias da América Latina. A revista diz que é exemplo para o sul da Europa, que enfrenta dívida alta. Mas afirma que o risco aqui é a complacência com erros antigos: temos baixa taxa de poupança e de investimento, a educação ainda é deficiente e investimos pouco em inovação. O excesso de informalidade, provocado por uma legislação trabalhista antiga, seria outro problema. Eles dizem que a relação com os EUA deve ser atualizada. Acham que o Brasil tem de fazer isso, mas que os EUA também devem mudar em relação à América Latina.
Queda do dólar - No Brasil e no mundo todo, o dólar vem caindo. Por aqui, foram dez pregões seguidos com a moeda americana em baixa. No Brasil, há bons motivos para que o real se valorize: o país tem juros altos e o fato novo é a capitalização da Petrobras, que traz mais dinheiro para cá. O ministro Guido Mantega disse que o governo vai comprar, através do Fundo Soberano, todo dólar que entrar pela capitalização para neutralizar esse efeito. Como os EUA não conseguem sair da crise, o governo terá de injetar mais dólar na economia. Está prevendo recomprar 1 trilhão de dólares de papéis do Tesouro. A tendência, então, é de queda do dólar.
Novo recorde de emprego - Dados do Caged mostram que em agosto foram criados mais de 299 mil postos de trabalho, principalmente no setor de serviços, o que representa o maior resultado para o mês. De janeiro a agosto, já foram abertas 1,95 milhão de vagas. O dados mostram que parte disso é recuperação do que foi perdido nos piores meses de 2009.
Mudanças em Cuba - O país anunciou que vai demitir meio milhão de funcionários públicos, 10% dos trabalhadores do país, e aumentar o número de permissão para trabalhos por conta própria. Cuba está com uma grande crise econômica. O Estado paternalista que faz tudo e dá empregos não funciona mais. Agora, estão tentando encontrar uma saída.
Educação - Hoje, o IBGE divulgou a "Síntese dos Indicadores Sociais" que traz dados interessantes. De novo, está comprovado que a mulher tem mais escolaridade do que o homem, mas tem salários menores, 70% do que o homem ganha. O dado que o GLOBO está destacando é assustador: nós temos a maior taxa de evasão escolar e de reprovação do Mercosul - lideramos também na comparação com outros países, como Chile e Venezuela. A única batalha que não podemos perder – a educação - temos perdido insistentemente.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Lucro do BB vai a R$ 5,1 bi com alta do crédito
Fernando Teixeira, Jornal DCI
O Banco do Brasil (BB) apresentou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, alta de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No trimestre, o lucro da instituição chegou a R$ 2,7 bilhões, uma evolução de 15,9% sobre o período anterior e 16,1% frente ao segundo trimestre do ano passado. A chave para o resultado foi a expansão de financiamentos, segundo o BB.
Com a visão de que a taxa Selic deve iniciar uma trajetória de queda, e de que o mercado primário imobiliário se acelerará nos próximos anos, o BB quer ganhar mercado neste segmento. A meta da instituição, segundo indicação do vice-presidente de novos negócios Paulo Caffarelli, é a de chegar ao final do ano com R$ 3 bilhões em crédito para imóveis para pessoa física. "O saldo disponível é de R$ 7 bilhões."
Caffarelli acredita que o investimento traz uma grande vantagem competitiva. "Até 2013, queremos ser um dos três principais bancos no setor."
O banco ingressou neste mercado há 2 nos e hoje já figura entre os 5 primeiros colocados. "Há dois anos, o mercado imobiliário era praticamente zero fora da Caixa Econômica Federal."
O resultado da carteira no primeiro semestre foi de R$ 2,1 bilhões, cerca de 10% acima do R$ 1,9 bilhão do final dos três primeiros meses do ano. O resultado é quase o dobro do alcançado em 2009. O banco descarta competir com a Caixa Econômica Federal, que detêm 70% do mercado.
O presidente do banco, Aldemir Bendine, destacou que a entrada do BB neste mercado só foi possível após depois da aprovação de um projeto de lei. "Agora, 10% da captação de poupança será destinado ao imobiliário e 90% para agricultura. Antes a provisão de funding era de 100% para o campo." Bendine esclareceu que nos outros bancos comerciais a proporção é inversa.
Bendine acredita que a relação entre crédito imobiliário e PIB ainda é muito "tímida" no Brasil - 3,3%. Para o executivo, há uma explosão no setor, pois economia está estável e o brasileiro está financiando o primeiro imóvel.
Outra carteira que aponta para um horizonte de crescimento é a de crédito é o consignado. O presidente do BB contou que o banco pode crescer muito nesta modalidade, pois empresta basicamente a servidores do Estado e não aos aposentados.
Hoje, a carteira é responsável por 40,5% do total, com recursos na casa de R$ 40, 476 bilhões. Em junho de 2009 a posição era de R$ 29, 533 bilhões.
De acordo com Bendine, o banco abocanha perto de 34% do mercado neste tipo de operação. A Nossa Caixa, recentemente adquirida pelo banco, foi responsável por 18% do resultado.
As operações de financiamento de veículos do BB cresceram 178, 4% nos seis primeiros meses do ano frente ao ano passado. Ela totalizou R$ 22, 774 bilhões ao final de junho. A compra do Banco Votorantim foi decisiva para o crescimento. Sem o banco a carteira cresceria 18,8%.
Outro destaque é a carteira de pessoa jurídica que cresceu 31,2% em 12 meses e alcançou em junho R$ 135,575 bilhões. O segmento que se sobressaiu foi o de médias e grandes empresas. Em junho do ano passado, o posicionamento era de R$ 63, 858 bilhões; já no mesmo mês deste ano, foi de R$ 88, 193 bilhões. Já o estoque para micro e pequenas empresas saltou de R$ 39, 493 bilhões para R$ 47, 382 bilhões.
A carteira de crédito total do banco fechou o semestre em R$ 326,5 bilhões, com crescimento de 29,3%.
Exterior
O Banco do Brasil deve ir às compras e adquirir alguma rede de banco de varejo norte-americana. Contudo, há sinalizações de que o banco possa adquirir redes também na América Latina. Ao mesmo tempo, o banco mantém conversas com o Banco Espírito Santo (BES) e Bradesco para expandir no continente africano.
Segundo Bendine, o BB usa critérios para a aquisição. O mais importante critério e que sinaliza onde o banco pode adquirir redes bancárias é a presença de empresas brasileiras no país.
Bendine ressaltou que a compra nos EUA se restringe a cerca de 5 estados. O DCI apurou que 10 bancos são avaliados pelo BB.
Seguros
O BB deve reestruturar a área de seguros. O principal alvo é a comprar entre 20% e 40% dos ativos da IRB-Brasil Re, maior resseguradora da América Latina. De acordo com o vice-presidente de novos negócios do BB, Paulo Caffarelli, o BNDES, a pedido do Tesouro, avalia o preço daquela empresa. "O banco quer ser ator principal em obras e PAC."
No ramo de títulos de capitalização, o BB se juntou com a Icatu. "Estamos na parte de comprar a parte da Sulacap e da Aliança da Bahia. Integração que deve acontecer até o final do ano que vem". Segundo o executivo, o banco tem parceria com a entre Brasilprev e Principal na área de planos de previdência.
Outra área que deve sofrer mudanças é no ramo de odontologia. "Podemos criar ou comprar um pedaço de uma empresa especializada no setor, depende do negócio que fizermos." O lucro da área de seguros ficou em R$ 297,7 milhões no segundo trimestre deste ano, expansão de 5,6% ante o mesmo período do ano passado. A área respondeu por 12,8% do lucro do banco.
O Banco do Brasil (BB) apresentou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, alta de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No trimestre, o lucro da instituição chegou a R$ 2,7 bilhões, uma evolução de 15,9% sobre o período anterior e 16,1% frente ao segundo trimestre do ano passado. A chave para o resultado foi a expansão de financiamentos, segundo o BB.
Com a visão de que a taxa Selic deve iniciar uma trajetória de queda, e de que o mercado primário imobiliário se acelerará nos próximos anos, o BB quer ganhar mercado neste segmento. A meta da instituição, segundo indicação do vice-presidente de novos negócios Paulo Caffarelli, é a de chegar ao final do ano com R$ 3 bilhões em crédito para imóveis para pessoa física. "O saldo disponível é de R$ 7 bilhões."
Caffarelli acredita que o investimento traz uma grande vantagem competitiva. "Até 2013, queremos ser um dos três principais bancos no setor."
O banco ingressou neste mercado há 2 nos e hoje já figura entre os 5 primeiros colocados. "Há dois anos, o mercado imobiliário era praticamente zero fora da Caixa Econômica Federal."
O resultado da carteira no primeiro semestre foi de R$ 2,1 bilhões, cerca de 10% acima do R$ 1,9 bilhão do final dos três primeiros meses do ano. O resultado é quase o dobro do alcançado em 2009. O banco descarta competir com a Caixa Econômica Federal, que detêm 70% do mercado.
O presidente do banco, Aldemir Bendine, destacou que a entrada do BB neste mercado só foi possível após depois da aprovação de um projeto de lei. "Agora, 10% da captação de poupança será destinado ao imobiliário e 90% para agricultura. Antes a provisão de funding era de 100% para o campo." Bendine esclareceu que nos outros bancos comerciais a proporção é inversa.
Bendine acredita que a relação entre crédito imobiliário e PIB ainda é muito "tímida" no Brasil - 3,3%. Para o executivo, há uma explosão no setor, pois economia está estável e o brasileiro está financiando o primeiro imóvel.
Outra carteira que aponta para um horizonte de crescimento é a de crédito é o consignado. O presidente do BB contou que o banco pode crescer muito nesta modalidade, pois empresta basicamente a servidores do Estado e não aos aposentados.
Hoje, a carteira é responsável por 40,5% do total, com recursos na casa de R$ 40, 476 bilhões. Em junho de 2009 a posição era de R$ 29, 533 bilhões.
De acordo com Bendine, o banco abocanha perto de 34% do mercado neste tipo de operação. A Nossa Caixa, recentemente adquirida pelo banco, foi responsável por 18% do resultado.
As operações de financiamento de veículos do BB cresceram 178, 4% nos seis primeiros meses do ano frente ao ano passado. Ela totalizou R$ 22, 774 bilhões ao final de junho. A compra do Banco Votorantim foi decisiva para o crescimento. Sem o banco a carteira cresceria 18,8%.
Outro destaque é a carteira de pessoa jurídica que cresceu 31,2% em 12 meses e alcançou em junho R$ 135,575 bilhões. O segmento que se sobressaiu foi o de médias e grandes empresas. Em junho do ano passado, o posicionamento era de R$ 63, 858 bilhões; já no mesmo mês deste ano, foi de R$ 88, 193 bilhões. Já o estoque para micro e pequenas empresas saltou de R$ 39, 493 bilhões para R$ 47, 382 bilhões.
A carteira de crédito total do banco fechou o semestre em R$ 326,5 bilhões, com crescimento de 29,3%.
Exterior
O Banco do Brasil deve ir às compras e adquirir alguma rede de banco de varejo norte-americana. Contudo, há sinalizações de que o banco possa adquirir redes também na América Latina. Ao mesmo tempo, o banco mantém conversas com o Banco Espírito Santo (BES) e Bradesco para expandir no continente africano.
Segundo Bendine, o BB usa critérios para a aquisição. O mais importante critério e que sinaliza onde o banco pode adquirir redes bancárias é a presença de empresas brasileiras no país.
Bendine ressaltou que a compra nos EUA se restringe a cerca de 5 estados. O DCI apurou que 10 bancos são avaliados pelo BB.
Seguros
O BB deve reestruturar a área de seguros. O principal alvo é a comprar entre 20% e 40% dos ativos da IRB-Brasil Re, maior resseguradora da América Latina. De acordo com o vice-presidente de novos negócios do BB, Paulo Caffarelli, o BNDES, a pedido do Tesouro, avalia o preço daquela empresa. "O banco quer ser ator principal em obras e PAC."
No ramo de títulos de capitalização, o BB se juntou com a Icatu. "Estamos na parte de comprar a parte da Sulacap e da Aliança da Bahia. Integração que deve acontecer até o final do ano que vem". Segundo o executivo, o banco tem parceria com a entre Brasilprev e Principal na área de planos de previdência.
Outra área que deve sofrer mudanças é no ramo de odontologia. "Podemos criar ou comprar um pedaço de uma empresa especializada no setor, depende do negócio que fizermos." O lucro da área de seguros ficou em R$ 297,7 milhões no segundo trimestre deste ano, expansão de 5,6% ante o mesmo período do ano passado. A área respondeu por 12,8% do lucro do banco.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Risco Brasil sobre 2,48%
Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores, o índice EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, fechou aos 207 pontos, com alta de 2,48% em relação aos 202 pontos do fechamento de ontem.
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
(Valor)
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
(Valor)
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