terça-feira, 29 de abril de 2008

Pesquisa CNT/SENSUS

A pesquisa CNT/SENSUS publicada ontem deve ser analisada com cuidado.

No entanto, a oposição precisa articular melhor seus aliados afim de modificar esse cenário. E, quem sabe, agir como oposição.

Veja, abaixo, todas as notícias publicadas sobre a pesquisa com a colaboração de sites.

A melhor avaliação do governo Lula desde sua posse

A avaliação positiva do governo Lula bateu recorde e atingiu sua maior marca desde o início da série de pesquisas, em janeiro de 2003, quando 56,6% dos brasileiros o consideravam ótimo ou bom. Na pesquisa CNT/Sensus que será divulgada logo mais, o governo Lula é bem avaliado por 57,5% dos entrevistados. Os que acham ruim ou péssimo somam 11,3%, enquanto 29,6% acham o governo regular.

Em fevereiro último, Lula tinha 52,7% de avaliação positiva, contra 13,7% negativa e 32,5% regular.

- O aumento e consolidação da popularidade do presidente Lula se deve ao crescimento econômico com geração de emprego, aos programas sociais, mais exatamente o Bolsa-Família, ao bom discurso político do presidente e também graças a inauguração de obras sintetizados na sigla Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dando uma sensação de eficiência do governo, -explicou Clésio Andrade, presidente da CNT.

Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, em 24 Estados. A margem de erro é de 3%, para cima ou para baixo.

Desempenho de Lula melhora, maioria aprova 3º mandato

O desempenho pessoal de Lula foi aprovado por 69,3% dos 2000 entrevistados pela mais recente pesquisa CNT/Sensus - maior índice desde janeiro de 2004. E desaprovado por 26,5%. Outros 4,7% não souberam responder. Em fevereiro, esse números eram: 66,8% aprovação, 28,6% desaprovação e 4,7% não sabiam responder.

A pesquisa CNT/Sensus perguntou: "O senhor é a favor ou contra a alteração da Constituição do País possibilitando que Lula se candidate a presidente da República pela terceira vez consecutiva?":

- 50,4% responderam quem são a favor.
- 45, 4% são contra.
- 4,3% não souberam responder.

Se concorresse a presidente mais uma vez contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Lula teria 58,8% dos votos, contra 41,2% de seu adversário.

Em 2002, Lula e Serra e disputaram o 2º turno da eleição presidencial e ficaram respectivamente com 61,3% e 38,7%.

Sem Lula, Serra ainda venceria com folga eleição de 2010

A pesquisa CNT/Sensus preparou quatro cenários para a eleição presidencial de 2010. O governador de São Paulo, José Serra, vence com folga quando seu nome entra na disputa, mas a diferença dele para outros candidatos caiu de fevereiro pra cá.

Já na pesquisa espontânea, Lula lidera com 29,4%. Em seguida vem Serra, com 5%, Aécio Neves, com 2,9%, Geraldo Alckmin, com 2,4%, Heloísa Helena, 1,7% e Ciro Gomes, 1,5%. Os que ainda não tem candidato somam 54,1%.

Cenário 1: “Da seguinte lista de candidatos, em quem o senhor votaria para presidente da Republica se as eleições fossem hoje?”

* 36,4% - José Serra (PSDB). Em fevereiro eram 38,2%.
* 16,9% Ciro Gomes (PPS). Na última tinha 18,5%.
* 11,7% Heloísa Helena (PSOL). Em fevereiro, 12,8%.
* 6,2% Dilma Roussef (PT). Eram 4,5%.
* 29% votariam branco, nulo ou não souberam responder. Antes eram 26,1%.

Cenário 2, com Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais, no lugar de Serra:

* 23,5% - Ciro Gomes. Antes eram 25,8%.
* 17,5% Heloísa Helena (eram 19,1% em fevereiro).
* 16,4% Aécio Neves (em fevereiro tinha 16,6%).
* 7% - Dilma Roussef (contra 5,4% de fevereiro).
* 35,7% votariam branco, nulo ou não souberam responder. Antes eram 33,3%.

Cenário 3, com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, como candidato do PT:

* 34,2% - Serra (em fevereiro tinha 37,5%).
* 17,8% - Ciro Gomes (em fevereiro, 19,6%).
* 14,1% Heloísa Helena (em fevereiro, 14,9%).
* 3,8% - Patrus Ananias (em fevereiro, 3,4%).
* 30,2% não responderam (em fevereiro, 25,8%).

Cenário 4 foi o único inédito. Nele, Geraldo Alckmin seria o candidato do PSDB.

* 23,2% - Ciro Gomes.
* 17,2% - Alckmin
* 16,3% -Heloisa Helena
* 7,6% - Dilma Roussef
* 35,9% - Não tem candidato

Se houvesse um segundo turno entre Serra e Dilma, ele ficaria com 53,2%, contra 13,6% dela. Outros 33,3% não teriam candidato. Em fevereiro esses números eram respectivamente: 57,9%, 9,2% e 33%.

Já numa disputa de segundo turno entre Aécio e Dilma, ele teria 32,1%, ela 18,3% e 49,6% não saberiam em quem votar. Em fevereiro esse números eram respectivamente: 36,9%, 14,%5 e 48,7%.

Se Serra e Ciro Gomes disputassem hoje um segundo-turno de eleição para presidente, o candidato do PSDB ficaria com 43,7% (em fevereiro tinha 46,5%), Ciro com 25,5% (mesmo resultado de fevereiro) e 31% não saberiam responder (antes eram 28,1%).

Contra Patrus Ananias, Serra teria 55,1% (em fevereiro eram 59,1%), seu adversário ficaria com 8,2% (em fevereiro tinha 8%).

Foram ouvidas 2000 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de 3%, para mais ou para menos.

Um em cada três desconhece a CPI dos Cartões

A pesquisa CNT/Sensus divulgada há pouco quis saber dos seus 2000 entrevistados: “O senhor tem acompanhado ou ouviu falar na CPI dos Cartões Corporativos?”

* 57,9% tem conhecimento;
* 32,2% nunca ouviram falar;
* 10% não souberam responder.

Entre os que ouviram falar na CPI dos Cartões, 12,7% são a favor de que apenas a gestão do PT seja investigada por ela. 6,1% são favoráveis a uma investigação restrita ao período em que o PSDB governava o Brasil. 57,8% acham que ambos (governo atual e passado) merecem ser investigados. Apenas 12,2% são contrários a qualquer tipo de investigação.

Ainda entre os que ouviram falar da CPI, 29,6% acreditam que ela ocorrerá de forma isenta e 58,1% acham que será partidária.

O dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou ao conhecimento de 51,2% dos entrevistados, enquanto 36,4% nunca ouviram falar a respeito dele.
Dos que conhecem o dossiê, 21,1% acreditam que ele tenha sido forjado por membros da própria CPI. Para 17,4%, a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) teria confeccionado o dossiê e outros 13,1% culpam os assessores dela.

Já a morte da menina Isabella, atirada do 6º andar de um apartamento em São Paulo, é de conhecimento de 98,2% dos entrevistados. Desses, 71,8% acham que a mídia tem feito uma boa cobertura do caso, contra 24,3% que criticaram o papel da imprensa nesse episódio.

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