A cúpula do PMDB vai se reunir nesta segunda-feira (16/02) e avaliar se deve punir o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) pelas declarações que ele deu em entrevista à edição da revista "Veja" que está nas bancas. Uma das estrelas do partido, o também senador Pedro Simon (RS) concorda com tudo o que foi dito por Jarbas, mas faz uma ressalva: "Acontece o mesmo com os outros partidos, PT, PSDB, DEM, PPS e PTB".
A análise das declarações vai ser feita pelo presidente do partido, o deputado Michel Temer (SP), em reunião com os líderes A cúpula do Congresso não havia se pronunciado sobre o tema até o início desta noite (15/02).
Jarbas disse na entrevista que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção", que o partido não passa de uma confederação de líderes regionais e que é uma legenda especializada em "clientelismo" para cobrar comissões.
Sobre José Sarney (PMDB-AP), presidente do Congresso, Vasconcelos disse que "a moralização e a inovação do Senado são incompatíveis com a figura do senador". Sarney não se manifestou Ele também atirou contra o Bolsa-Família, chamando-o de "o maior programa oficial de compra de votos do mundo" - nem o Planalto nem o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) responderam.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) antecipou que defenderá a saída do senador do partido. "Ele generalizou. Ele não deve se sentir confortável em permanecer no PMDB depois das críticas que fez ao partido. Ele deve sair", disse Cunha.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
O PMDB é corrupto
Otávio Cabral
Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso
A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação.
Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem.
Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".
O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado?
É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.
Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.
Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.
Como o senhor avalia sua atuação no Senado?
Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.
O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...
Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.
O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar?
Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.
Para que o PMDB quer cargos?
Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.
Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista?
De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.
Por que o senhor continua no PMDB?
Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.
Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma?
Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.
O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso?
Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.
A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado.
O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.
Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação.
O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.
O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes?
Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.
A oposição está acuada pela popularidade de Lula?
Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.
Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política?
Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.
Por que há essa banalização dos escândalos?
O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.
É possível mudar essa situação?
É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.
Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?
A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.
O senhor parece estar completamente desiludido com a política.
Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.
Transcrito da VEJA de 18/2/2009 - edição 2100
Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso
A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação.
Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem.
Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".
O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado?
É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.
Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.
Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.
Como o senhor avalia sua atuação no Senado?
Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.
O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...
Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.
O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar?
Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.
Para que o PMDB quer cargos?
Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.
Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista?
De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.
Por que o senhor continua no PMDB?
Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.
Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma?
Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.
O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso?
Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.
A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado.
O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.
Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação.
O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.
O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes?
Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.
A oposição está acuada pela popularidade de Lula?
Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.
Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política?
Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.
Por que há essa banalização dos escândalos?
O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.
É possível mudar essa situação?
É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.
Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?
A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.
O senhor parece estar completamente desiludido com a política.
Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.
Transcrito da VEJA de 18/2/2009 - edição 2100
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Chegou o momento de você votar nas jornalistas que mais se destacaram em 2008 (edição 2009).Foi dada a largada para a 5ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA. Uma realização da revista IMPRENSA, em parceria com a ABERJE e o MaxPress, o prêmio visa homenagear as mulheres que atuam no Jornalismo brasileiro, em seus mais diversos setores.
Nesta quinta edição, a novidade está na série de matérias que serão publicadas, a fim de mostrar qual a atual situação da mulher nas redações e no mercado de trabalho brasileiro.
Acompanhe e, claro, vote.
O blog declara seus votos:
Lucia Hippolito - Âncora de Rádio, categoria 1
Maria Beltrão - Âncora de Telejornal, categoria 2
Míriam Leitão - Colunista de Jornal Impresso, categoria 9
Lucia Hippolito - Comentarista ou colunista de rádio, categoria 10
Mariza Tavares - Diretora de Redação, categoria 11
O Senado - Jornal do Senado
O Senado é uma instituição que deriva dos antigos conselhos de anciões, criados pelos países orientais da Antiguidade, por volta de 4000 a.C.
Os gregos dividiram seu conselho, criando as bases para o bicameralismo moderno, composto por Senado e Câmara dos Deputados.
Mas foi na Roma antiga que o Senado tornou-se assembléia permanente e recebeu as atribuições de fiscalizar o Executivo, controlar o Judiciário, as finanças públicas, as questões religiosas e a política externa.
No Brasil, a primeira sessão ordinária do Senado foi realizada em maio de 1826.
Resultou da promulgação da Constituição de 1824 pelo Conselho de Estado convocado por dom Pedro I após a proclamação da Independência.
Na reunião, foi empossado presidente o senador José Egídio Álvares de Almeida, o Marquês de Santo Amaro. Cinqüenta senadores representavam as províncias em número proporcional à população de cada uma.
Durante o Império, o cargo de senador era vitalício e privativo de brasileiros natos ou naturalizados, exigia idade mínima de 40 anos e renda anual de 800 mil-réis.
Tendo dom Pedro I abdicado é voltado a Portugal em julho de 1840, o Senado, encerrando longo processo de disputa pela Regência, antecipou a maioridade de dom Pedro II e o proclamou imperador aos 14 anos.
Teve início um dos períodos da história em que o Senado influenciou decisivamente as decisões políticas, administrativas e de relações exteriores, entre elas a GUERRA DO PARAGUAI, em 1865.
O Senado foi fechado em quatro ocasiões.
Em 1930, o fechamento decorreu do primeiro golpe de Estado de Getúlio Vargas. A Casa só voltou a funcionar em 1934, com a promulgação da terceira Constituição da República pela Assembléia Constituinte eleita por convocação de Vargas.
De 1937 a 1945, com outro golpe de Estado seguido pela ditadura, ambos comandados por Getúlio.
Já em 1966, a Casa baixa as portas pela terceira vez, resultado do golpe e início do período da ditadura militar.
Por fim, em 1977, para que o governo militar impusesse reformas que haviam sido rejeitadas no Congresso.
Hoje, o Senado está sendo comandado por José Sarney (PMDB-AP).
Os gregos dividiram seu conselho, criando as bases para o bicameralismo moderno, composto por Senado e Câmara dos Deputados.
Mas foi na Roma antiga que o Senado tornou-se assembléia permanente e recebeu as atribuições de fiscalizar o Executivo, controlar o Judiciário, as finanças públicas, as questões religiosas e a política externa.
No Brasil, a primeira sessão ordinária do Senado foi realizada em maio de 1826.
Resultou da promulgação da Constituição de 1824 pelo Conselho de Estado convocado por dom Pedro I após a proclamação da Independência.
Na reunião, foi empossado presidente o senador José Egídio Álvares de Almeida, o Marquês de Santo Amaro. Cinqüenta senadores representavam as províncias em número proporcional à população de cada uma.
Durante o Império, o cargo de senador era vitalício e privativo de brasileiros natos ou naturalizados, exigia idade mínima de 40 anos e renda anual de 800 mil-réis.
Tendo dom Pedro I abdicado é voltado a Portugal em julho de 1840, o Senado, encerrando longo processo de disputa pela Regência, antecipou a maioridade de dom Pedro II e o proclamou imperador aos 14 anos.
Teve início um dos períodos da história em que o Senado influenciou decisivamente as decisões políticas, administrativas e de relações exteriores, entre elas a GUERRA DO PARAGUAI, em 1865.
O Senado foi fechado em quatro ocasiões.
Em 1930, o fechamento decorreu do primeiro golpe de Estado de Getúlio Vargas. A Casa só voltou a funcionar em 1934, com a promulgação da terceira Constituição da República pela Assembléia Constituinte eleita por convocação de Vargas.
De 1937 a 1945, com outro golpe de Estado seguido pela ditadura, ambos comandados por Getúlio.
Já em 1966, a Casa baixa as portas pela terceira vez, resultado do golpe e início do período da ditadura militar.
Por fim, em 1977, para que o governo militar impusesse reformas que haviam sido rejeitadas no Congresso.
Hoje, o Senado está sendo comandado por José Sarney (PMDB-AP).
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Castelo do Edmar Moreira
Comentário do Alexandre Garcia ao Bom Dia Brasil
Edmar Moreira assumiu o cargo dizendo não querer julgar parlamentares, pode acabar enfrentando processo por falta de decoro.
O corregedor, por ser a pessoa que fiscaliza a moral dos demais deputados, é alguém acima de qualquer suspeita. Ele foi eleito com o voto de 238 deputados, que o julgaram o mais honesto entre os honestos. Ele já integrava o Conselho de Ética.
Ele construiu um castelo. Fez uma cópia distante do castelo do Rei Ludwig II, também chamado o Rei Louco, da Baviera, que construiu o Neuschwanstein. O corregedor, que é um homem acima de qualquer suspeita, não fez mais que realizar o sonho da maioria: ter um castelo.
Alguns conseguem fazer castelos de areia, outros de cartas, outros apenas castelos no ar. O corregedor construiu um castelo real - vale o trocadilho. E o construiu antes de ser deputado federal, com o seu trabalho.
Filho de um carteiro e de uma professora primária, fundou uma empresa de segurança. Como se sabe, empresas de segurança conseguem bons contratos com governos, principalmente se o dono é político. Mas o corregedor está acima de qualquer suspeita, quem cuida da empresa não é ele. É a mulher dele.
O castelo está vazio, desabitado. Desperdício, podem pensar os maledicentes, certamente a sugerir que, como o castelo da Cinderela, de Disney, ele tivesse que abrir o castelo para as crianças, seria simpático. Mas cheio de crianças, como vender?
A dificuldade para a venda, nesses anos todos, é que o deputado não encontrou alguém com o perfil dele, que queira um castelo assim. Dizem que ele não declarou o castelo à Justiça Eleitoral. Como poderia? Ele realizou o sonho de todo pai: deu o castelo para seus filhos, um deles é deputado estadual.
A Justiça diz que ele não recolheu a Previdência recolhida de seus empregados. Mas foi a empresa e, como sabemos, quem cuida da empresa é a mulher dele. Logo que foi eleito corregedor, ele defendeu que deputados não sejam julgados por falta de decoro no Conselho de Ética, mas pela Justiça.
O presidente do partido dele lembra que ele não condenou mensaleiros. É que o deputado, acima de qualquer suspeita, e previdente, conhece o conselho: “Não julgueis, se não quiseres ser julgado”.
Edmar Moreira assumiu o cargo dizendo não querer julgar parlamentares, pode acabar enfrentando processo por falta de decoro.
O corregedor, por ser a pessoa que fiscaliza a moral dos demais deputados, é alguém acima de qualquer suspeita. Ele foi eleito com o voto de 238 deputados, que o julgaram o mais honesto entre os honestos. Ele já integrava o Conselho de Ética.
Ele construiu um castelo. Fez uma cópia distante do castelo do Rei Ludwig II, também chamado o Rei Louco, da Baviera, que construiu o Neuschwanstein. O corregedor, que é um homem acima de qualquer suspeita, não fez mais que realizar o sonho da maioria: ter um castelo.
Alguns conseguem fazer castelos de areia, outros de cartas, outros apenas castelos no ar. O corregedor construiu um castelo real - vale o trocadilho. E o construiu antes de ser deputado federal, com o seu trabalho.
Filho de um carteiro e de uma professora primária, fundou uma empresa de segurança. Como se sabe, empresas de segurança conseguem bons contratos com governos, principalmente se o dono é político. Mas o corregedor está acima de qualquer suspeita, quem cuida da empresa não é ele. É a mulher dele.
O castelo está vazio, desabitado. Desperdício, podem pensar os maledicentes, certamente a sugerir que, como o castelo da Cinderela, de Disney, ele tivesse que abrir o castelo para as crianças, seria simpático. Mas cheio de crianças, como vender?
A dificuldade para a venda, nesses anos todos, é que o deputado não encontrou alguém com o perfil dele, que queira um castelo assim. Dizem que ele não declarou o castelo à Justiça Eleitoral. Como poderia? Ele realizou o sonho de todo pai: deu o castelo para seus filhos, um deles é deputado estadual.
A Justiça diz que ele não recolheu a Previdência recolhida de seus empregados. Mas foi a empresa e, como sabemos, quem cuida da empresa é a mulher dele. Logo que foi eleito corregedor, ele defendeu que deputados não sejam julgados por falta de decoro no Conselho de Ética, mas pela Justiça.
O presidente do partido dele lembra que ele não condenou mensaleiros. É que o deputado, acima de qualquer suspeita, e previdente, conhece o conselho: “Não julgueis, se não quiseres ser julgado”.
No TSE, a fila volta a andar
Oito governadores estão com contas a pagar na Justiça Eleitoral. São eles:
1. Cassio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, cassado duas vezes pelo TRE, por distribuição de dinheiro a cabos eleitorais, por meio de uma fundação social do estado. Cassado pelo TSE, segura-se no cargo, comete barbaridades com o orçamento estadual, e é protegido pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra. Inadmissível.
2. Jackson Lago (PDT), do Maranhão, é a bola da vez. Acusado de se beneficiar da distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares.
3. Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.
4 e 5. Marcelo Miranda (PMDB), de Tocantins, e Marcelo Déda, (PT), de Sergipe, também são acusados de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.
6. Ivo Cassol (PPS), de Rondônia, é acusado de compra de votos por meio de cabos eleitorais chamados de “formiguinhas”.
7. Teotônio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas, teve seu mandato contestado pelo adversário derrotado, João Lyra (PDT). Acusado de abuso de poder político e econômico.
8. Waldez de Góes (PDT), do Acre, acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.
Portanto, como parece que a fila está andando devagar, seria interessante que se eles são culpados, devem perder o mandato. Se são inocentes, que se arquive o processo. Simples assim.
Agora, se tudo correr como o previsto, o TSE vai começar o ano julgando a ação movida contra o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT).
Depois do papelão no caso do governador da Paraíba, Cassio Cunha Lima (PSDB), em que todos os embargos foram recusados, todos os recursos foram julgados e derrubados, mas o governador insiste em se manter no cargo, desafiando a tudo e a todos – e apoiado pela cúpula do PSDB!! –, o TSE tem nova chance hoje de recolocar o carro nos trilhos.
O governador Jackson Lago é acusado de se beneficiar da distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares. Além de convênios esquisitos feitos com as Prefeituras.
Ou seja, compra de votos, benefício de uso da máquina pública a favor de sua eleição.
Quem move a ação contra Jackson Lago é a coligação da candidata derrotada, Roseana Sarney (PMDB).
O clã Sarney moveu mundos e fundos para condenar Jackson Lago. É oligarquia poderosa, com influência conhecida no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.
José Sarney manda uma barbaridade! Manda mais do que durante seu mandato como presidente da República (o dr. Ulysses não deixava).
Para enfrentar o poderio dos Sarney, a defesa de Jackson Lago está sendo sustentada no TSE por... um ex-presidente do TSE! Isso mesmo. Francisco Resek, ex-ministro do STF, ex-ministro de Fernando Collor, é quem defende o governador.
Os aliados de Jackson Lago argumentam que a derrota do governador devolverá o governo aos Sarney, uma oligarquia que vem mantendo há exatos 43 anos o Maranhão amarrado com bola de ferro ao atraso, à pobreza e à ignorância.
O Maranhão exibe os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil – ao lado de Alagoas, naturalmente, terra do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Teotônio Villela (PSDB), outro governador pendurado no TSE.
Tudo isto é verdade. Mas também é verdade que não se pode manter o governador Jackson Lago no cargo, se ficar comprovado que ele se utilizou dos mesmos métodos da família Sarney para conquistar o governo do estado.
Afinal, o ex-governador José Reinaldo é cria da família Sarney e, como a maior parte das criaturas, brigou com o criador para seguir uma carreira solo.
Jackson Lago já foi prefeito de São Luís, derrotando candidatos da oligarquia Sarney.
Em 2006 chegou ao governo. Mas sua eleição foi imediatamente contestada pela senadora derrotada e encampada pelo Ministério Público.
Espera-se que o TSE decida esses casos antes mesmo de começarem a se programar para as próximas eleições e continuarem no poder amparados por liminares. Não dá mais para adiar. Afinal, é para isso que existe o Tribual Superior Eleitoral.
1. Cassio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, cassado duas vezes pelo TRE, por distribuição de dinheiro a cabos eleitorais, por meio de uma fundação social do estado. Cassado pelo TSE, segura-se no cargo, comete barbaridades com o orçamento estadual, e é protegido pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra. Inadmissível.
2. Jackson Lago (PDT), do Maranhão, é a bola da vez. Acusado de se beneficiar da distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares.
3. Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.
4 e 5. Marcelo Miranda (PMDB), de Tocantins, e Marcelo Déda, (PT), de Sergipe, também são acusados de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.
6. Ivo Cassol (PPS), de Rondônia, é acusado de compra de votos por meio de cabos eleitorais chamados de “formiguinhas”.
7. Teotônio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas, teve seu mandato contestado pelo adversário derrotado, João Lyra (PDT). Acusado de abuso de poder político e econômico.
8. Waldez de Góes (PDT), do Acre, acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.
Portanto, como parece que a fila está andando devagar, seria interessante que se eles são culpados, devem perder o mandato. Se são inocentes, que se arquive o processo. Simples assim.
Agora, se tudo correr como o previsto, o TSE vai começar o ano julgando a ação movida contra o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT).
Depois do papelão no caso do governador da Paraíba, Cassio Cunha Lima (PSDB), em que todos os embargos foram recusados, todos os recursos foram julgados e derrubados, mas o governador insiste em se manter no cargo, desafiando a tudo e a todos – e apoiado pela cúpula do PSDB!! –, o TSE tem nova chance hoje de recolocar o carro nos trilhos.
O governador Jackson Lago é acusado de se beneficiar da distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares. Além de convênios esquisitos feitos com as Prefeituras.
Ou seja, compra de votos, benefício de uso da máquina pública a favor de sua eleição.
Quem move a ação contra Jackson Lago é a coligação da candidata derrotada, Roseana Sarney (PMDB).
O clã Sarney moveu mundos e fundos para condenar Jackson Lago. É oligarquia poderosa, com influência conhecida no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.
José Sarney manda uma barbaridade! Manda mais do que durante seu mandato como presidente da República (o dr. Ulysses não deixava).
Para enfrentar o poderio dos Sarney, a defesa de Jackson Lago está sendo sustentada no TSE por... um ex-presidente do TSE! Isso mesmo. Francisco Resek, ex-ministro do STF, ex-ministro de Fernando Collor, é quem defende o governador.
Os aliados de Jackson Lago argumentam que a derrota do governador devolverá o governo aos Sarney, uma oligarquia que vem mantendo há exatos 43 anos o Maranhão amarrado com bola de ferro ao atraso, à pobreza e à ignorância.
O Maranhão exibe os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil – ao lado de Alagoas, naturalmente, terra do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Teotônio Villela (PSDB), outro governador pendurado no TSE.
Tudo isto é verdade. Mas também é verdade que não se pode manter o governador Jackson Lago no cargo, se ficar comprovado que ele se utilizou dos mesmos métodos da família Sarney para conquistar o governo do estado.
Afinal, o ex-governador José Reinaldo é cria da família Sarney e, como a maior parte das criaturas, brigou com o criador para seguir uma carreira solo.
Jackson Lago já foi prefeito de São Luís, derrotando candidatos da oligarquia Sarney.
Em 2006 chegou ao governo. Mas sua eleição foi imediatamente contestada pela senadora derrotada e encampada pelo Ministério Público.
Espera-se que o TSE decida esses casos antes mesmo de começarem a se programar para as próximas eleições e continuarem no poder amparados por liminares. Não dá mais para adiar. Afinal, é para isso que existe o Tribual Superior Eleitoral.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Contra-ataque
Coluna Panorama Econômico - Jornal O Globo dessa quarta-feira
A munição para atenuar a crise virá das reservas cambiais. Elas serão usadas para financiar exportação e empresas com dívida externa. Não é função do Banco Central, mas o governo diz que são “tempos emergenciais”. O Brasil não teve uma queda de produção industrial tão grande em outras crises. Detalhe: o BC ganhou US$ 10 bilhões apostando nos títulos do Tesouro americano.
Ontem apareceu o tamanho da devastação. Os números divulgados pelo IBGE foram todos horrorosos: quedas generalizadas e muito acentuadas. O tombo na produção de veículos em dezembro foi de 39,7% e na produção de equipamentos de comunicação foi de 48,8%. Numa nota divulgada aos clientes, a MB Associados afirma que o país está em recessão e que foi revista, com base nos dados da produção industrial, a previsão da consultoria para o PIB do último trimestre do ano passado. Agora é de 2,5% de queda em relação ao terceiro trimestre de 2008. A CNI também divulgou seus dados ontem e afirmou que o país terá recessão técnica; ou seja, dois trimestres de queda do PIB.
O gráfico abaixo, enviado pelo economista Marcelo Sperb, da Nobel Asset Management, mostra que essa crise é pior que as outras. Ele comparou outros períodos de retração, como o de agosto de 91, na recessão do Collor; o do fim de 94, na crise do México; o de outubro de 97, na crise cambial da Ásia; em dezembro de 2000, no começo do apagão; e no fim de 2002. O início de todas as curvas é nas datas mostradas abaixo de cada uma e o gráfico vai até 10 meses depois da crise se iniciar. A queda acumulada da produção é contada a partir do momento em que começou cada um desses períodos.
O governo está montando a resposta em várias frentes, mas uma delas se passa dentro do Banco Central, que está assumindo funções que não são as clássicas de um banco central. Esta semana, ou no máximo no começo da próxima, o BC vai divulgar as regras pelas quais ele vai emprestar para as empresas que têm dívidas no exterior.
Pela lei, o Banco Central só pode fornecer dinheiro para instituições financeiras. Então, ele emprestará parte das reservas para que bancos emprestem para empresas. Eles terão que provar que estão fazendo isso. Uma fonte do governo explica que o BC poderia ter simplesmente vendido mais dólar no mercado à vista.
O risco é que esses dólares acabassem indo atender à demanda por dólar no exterior. Por isso, o Banco Central fará uma operação direcionada.
A origem da queda tão forte da produção industrial de dezembro está no colapso do crédito em dólar. Quando as linhas foram interrompidas, os exportadores não puderam financiar sua produção para exportar. Reduziram a produção. Como a taxa de renovação das linhas externas está baixa, as empresas estão tendo que quitar essas dívidas. Mesmo empresas brasileiras que atuam no exterior enfrentam um outro fenômeno desses tempos: “o protecionismo financeiro”. Os pacotes de cada país são para ajudar as empresas daqueles países.
Diante disso, o BC está usando as reservas para financiar exportação. Hoje, 90% dos adiantamentos de contratos de câmbio, os ACCs, são com dólares fornecidos pelas linhas do Banco Central. Agora, a instituição prepara uma nova modalidade de crédito que será anunciada em breve, destinada a empresas endividadas. O risco disso quem conhece a história econômica do Brasil sabe qual é: a estatização da dívida, como aconteceu nos anos 80. No governo, as autoridades alegam que estão todos atentos a esses riscos, mas que em outros países o intervencionismo estatal e o ativismo dos bancos centrais são muito maiores.
O BC brasileiro teve um ganho de US$ 10 bilhões com a valorização dos títulos do Tesouro americano. No auge da crise, os investidores correram para estes papéis e eles se valorizaram, mas o Brasil já estava aplicado nestes papéis por razões prudenciais, e ganhou com a crise.
Só que a pressão sobre o Banco Central depois da hecatombe da produção industrial será maior. Vai recomeçar a pressão para a queda dos juros. A ideia que está embutida na ata do Copom, de que a maior parte da queda já ocorreu, dificilmente faz sentido diante desses números de produção. Outros e mais fortes cortes terão que ocorrer, não por pressão política, mas porque a conjuntura econômica permite e exige. Os juros reais estão no nível mais baixo da história recente. Estão em 6% ex-ante, ou seja, comparado com a previsão de inflação. Mesmo assim, é alto para um momento em que se contabiliza um retrocesso de quatro anos na produção industrial e uma queda mensal só comparável a números que se atingiram no governo Collor.
A munição para atenuar a crise virá das reservas cambiais. Elas serão usadas para financiar exportação e empresas com dívida externa. Não é função do Banco Central, mas o governo diz que são “tempos emergenciais”. O Brasil não teve uma queda de produção industrial tão grande em outras crises. Detalhe: o BC ganhou US$ 10 bilhões apostando nos títulos do Tesouro americano.
Ontem apareceu o tamanho da devastação. Os números divulgados pelo IBGE foram todos horrorosos: quedas generalizadas e muito acentuadas. O tombo na produção de veículos em dezembro foi de 39,7% e na produção de equipamentos de comunicação foi de 48,8%. Numa nota divulgada aos clientes, a MB Associados afirma que o país está em recessão e que foi revista, com base nos dados da produção industrial, a previsão da consultoria para o PIB do último trimestre do ano passado. Agora é de 2,5% de queda em relação ao terceiro trimestre de 2008. A CNI também divulgou seus dados ontem e afirmou que o país terá recessão técnica; ou seja, dois trimestres de queda do PIB.
O gráfico abaixo, enviado pelo economista Marcelo Sperb, da Nobel Asset Management, mostra que essa crise é pior que as outras. Ele comparou outros períodos de retração, como o de agosto de 91, na recessão do Collor; o do fim de 94, na crise do México; o de outubro de 97, na crise cambial da Ásia; em dezembro de 2000, no começo do apagão; e no fim de 2002. O início de todas as curvas é nas datas mostradas abaixo de cada uma e o gráfico vai até 10 meses depois da crise se iniciar. A queda acumulada da produção é contada a partir do momento em que começou cada um desses períodos.
O governo está montando a resposta em várias frentes, mas uma delas se passa dentro do Banco Central, que está assumindo funções que não são as clássicas de um banco central. Esta semana, ou no máximo no começo da próxima, o BC vai divulgar as regras pelas quais ele vai emprestar para as empresas que têm dívidas no exterior.
Pela lei, o Banco Central só pode fornecer dinheiro para instituições financeiras. Então, ele emprestará parte das reservas para que bancos emprestem para empresas. Eles terão que provar que estão fazendo isso. Uma fonte do governo explica que o BC poderia ter simplesmente vendido mais dólar no mercado à vista.
O risco é que esses dólares acabassem indo atender à demanda por dólar no exterior. Por isso, o Banco Central fará uma operação direcionada.
A origem da queda tão forte da produção industrial de dezembro está no colapso do crédito em dólar. Quando as linhas foram interrompidas, os exportadores não puderam financiar sua produção para exportar. Reduziram a produção. Como a taxa de renovação das linhas externas está baixa, as empresas estão tendo que quitar essas dívidas. Mesmo empresas brasileiras que atuam no exterior enfrentam um outro fenômeno desses tempos: “o protecionismo financeiro”. Os pacotes de cada país são para ajudar as empresas daqueles países.
Diante disso, o BC está usando as reservas para financiar exportação. Hoje, 90% dos adiantamentos de contratos de câmbio, os ACCs, são com dólares fornecidos pelas linhas do Banco Central. Agora, a instituição prepara uma nova modalidade de crédito que será anunciada em breve, destinada a empresas endividadas. O risco disso quem conhece a história econômica do Brasil sabe qual é: a estatização da dívida, como aconteceu nos anos 80. No governo, as autoridades alegam que estão todos atentos a esses riscos, mas que em outros países o intervencionismo estatal e o ativismo dos bancos centrais são muito maiores.
O BC brasileiro teve um ganho de US$ 10 bilhões com a valorização dos títulos do Tesouro americano. No auge da crise, os investidores correram para estes papéis e eles se valorizaram, mas o Brasil já estava aplicado nestes papéis por razões prudenciais, e ganhou com a crise.
Só que a pressão sobre o Banco Central depois da hecatombe da produção industrial será maior. Vai recomeçar a pressão para a queda dos juros. A ideia que está embutida na ata do Copom, de que a maior parte da queda já ocorreu, dificilmente faz sentido diante desses números de produção. Outros e mais fortes cortes terão que ocorrer, não por pressão política, mas porque a conjuntura econômica permite e exige. Os juros reais estão no nível mais baixo da história recente. Estão em 6% ex-ante, ou seja, comparado com a previsão de inflação. Mesmo assim, é alto para um momento em que se contabiliza um retrocesso de quatro anos na produção industrial e uma queda mensal só comparável a números que se atingiram no governo Collor.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Tombar para levantar
Destaco o comentário da Míriam Leitão, hoje, pela manhã no jornal Bom Dia Brasil.
O tombo foi enorme e generalizado. Só dois setores ficaram na linha. O setor de bens de capital chegou a cair 24% em dezembro, na comparação com novembro. Mas o olho do furacão foi mesmo no setor de bens de consumo duráveis (carros, eletrodomésticos), que chegou a cair 35% em relação a novembro.
O mês de dezembro foi o pior, mas o Brasil está atravessando ainda a parte mais difícil dessa crise: esses seis meses entre setembro e março. Estamos num ambiente recessivo. Essa queda tão forte da produção industrial fez os economistas revisarem seus cálculos para o PIB, tudo o que o Brasil produz num período. O PIB pode ter caído mais de 2% no quarto trimestre de 2008, e pode ter nova queda este trimestre. Se isso ocorrer, é recessão.
O Banco Central, nos próximos dias, vai anunciar uma parte do contra-ataque. Vai usar reservas cambiais para financiar as empresas com dívida no exterior. Hoje, 90% de todo o financiamento à exportação é de dinheiro do Banco Central. Normalmente isto não é função do Banco Central. Mas o tempo é de emergência.
Para quem está desempregado, o importante é saber que a economia vai ter um crescimento, não forte, mas com números mais positivos depois de março. O segundo semestre tende a ser melhor que o primeiro. Hoje, as empresas estão assustadas porque a parada foi muito brusca. Com a produção retomando, os estoques de matérias-primas vão se reduzir e as empresas terão que comprar dos seus fornecedores. Isso fará religar o motor da economia, ainda que andando mais devagar.
O tombo foi enorme e generalizado. Só dois setores ficaram na linha. O setor de bens de capital chegou a cair 24% em dezembro, na comparação com novembro. Mas o olho do furacão foi mesmo no setor de bens de consumo duráveis (carros, eletrodomésticos), que chegou a cair 35% em relação a novembro.
O mês de dezembro foi o pior, mas o Brasil está atravessando ainda a parte mais difícil dessa crise: esses seis meses entre setembro e março. Estamos num ambiente recessivo. Essa queda tão forte da produção industrial fez os economistas revisarem seus cálculos para o PIB, tudo o que o Brasil produz num período. O PIB pode ter caído mais de 2% no quarto trimestre de 2008, e pode ter nova queda este trimestre. Se isso ocorrer, é recessão.
O Banco Central, nos próximos dias, vai anunciar uma parte do contra-ataque. Vai usar reservas cambiais para financiar as empresas com dívida no exterior. Hoje, 90% de todo o financiamento à exportação é de dinheiro do Banco Central. Normalmente isto não é função do Banco Central. Mas o tempo é de emergência.
Para quem está desempregado, o importante é saber que a economia vai ter um crescimento, não forte, mas com números mais positivos depois de março. O segundo semestre tende a ser melhor que o primeiro. Hoje, as empresas estão assustadas porque a parada foi muito brusca. Com a produção retomando, os estoques de matérias-primas vão se reduzir e as empresas terão que comprar dos seus fornecedores. Isso fará religar o motor da economia, ainda que andando mais devagar.
Resumo de notícias
* O faturamento industrial brasileiro recuou 4,3% em dezembro na comparação com o mês anterior. É a maior queda mensal desde fevereiro de 2003, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria...
....O IBGE apontou retração de 12,4% na produção da indústria em dezembro, na comparação com novembro. Segundo o instituto, é o pior resultado mensal desde 1991, quando teve início a pesquisa...
*... Ao comentar os dados do IBGE, o presidente Lula afirmou acreditar que a indústria vai recuperar ao longo de 2009 o prejuízo registrado em dezembro. Mais cedo, Lula anunciou que o governo prepara um pacote que prevê a construção de quinhentas mil casas como forma de gerar empregos.
* A Central Única dos Trabalhadores e a Associação Nacional dos Sindicatos da Micro e Pequena Indústria fecharam uma proposta de acordo para manutenção de empregos. As empresas se comprometem a manter o número de empregos registrado no dia 30 de janeiro por quatro meses...
*...Para isso, os governos federal, estadual e municipal teriam de concordar com a redução do PIS/Cofins, ICMS e ISS. As duas entidades também querem um plano de renegociação das dívidas bancárias das micro e pequenas empresas para evitar a inadimplência.
* As vendas das grandes montadoras de veículos nos Estados Unidos continuaram a apresentar forte queda no primeiro mês do ano. A General Motors anunciou que suas vendas caíram 48,8% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2008. A Ford informou que registrou queda maior que o esperado, de 40,3%, nas vendas de veículos leves no período. A Toyota, maior montadora do mundo, anunciou um recuo de 31,7% nas vendas de carros de passeio em território norte-americano no mês de janeiro.
....O IBGE apontou retração de 12,4% na produção da indústria em dezembro, na comparação com novembro. Segundo o instituto, é o pior resultado mensal desde 1991, quando teve início a pesquisa...
*... Ao comentar os dados do IBGE, o presidente Lula afirmou acreditar que a indústria vai recuperar ao longo de 2009 o prejuízo registrado em dezembro. Mais cedo, Lula anunciou que o governo prepara um pacote que prevê a construção de quinhentas mil casas como forma de gerar empregos.
* A Central Única dos Trabalhadores e a Associação Nacional dos Sindicatos da Micro e Pequena Indústria fecharam uma proposta de acordo para manutenção de empregos. As empresas se comprometem a manter o número de empregos registrado no dia 30 de janeiro por quatro meses...
*...Para isso, os governos federal, estadual e municipal teriam de concordar com a redução do PIS/Cofins, ICMS e ISS. As duas entidades também querem um plano de renegociação das dívidas bancárias das micro e pequenas empresas para evitar a inadimplência.
* As vendas das grandes montadoras de veículos nos Estados Unidos continuaram a apresentar forte queda no primeiro mês do ano. A General Motors anunciou que suas vendas caíram 48,8% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2008. A Ford informou que registrou queda maior que o esperado, de 40,3%, nas vendas de veículos leves no período. A Toyota, maior montadora do mundo, anunciou um recuo de 31,7% nas vendas de carros de passeio em território norte-americano no mês de janeiro.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Despedida no Congresso
O Congresso, ontem, se despediu da presidência de dois grandes parlamentares: Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara e Garibaldi Alves Filho, presidente do Senado.
Foi um período em que enredaram-se em CPIs que não deram em nada, disputas entre governo e oposição por conta de dossiês produzidos na Casa Civil e tentativa frustrada (até agora) de recriação da CPMF.
Mas é justo considerar positiva a atuação dos presidentes das duas casas.
Na Câmara, Arlindo Chinaglia é muito superior aos dois presidentes que o antecederam.
Arlindo Chinaglia foi cuidadoso, moveu-se com cautela, prestou atenção à própria biografia. Tentou se equilibrar entre as ordens do Planalto e a necessária independência da Câmara.
Jogou um pouco para a platéia, ameaçando cortar o ponto de deputado faltoso. Quis porque quis contrariar a maioria no segundo semestre do ano passado, fingindo ignorar que era um ano eleitoral e que o recesso branco era uma realidade.
Percebeu que a Medida Provisória estava matando o Legislativo brasileiro e tentou encontrar um ponto de equilíbrio entre as demandas do Planalto e a autonomia do Legislativo.
Chinaglia tem pretensões a voos mais altos.
Enquanto isso, no Senado, Garibaldi Alves foi eleito para completar o mandato de Renan Calheiros, que renunciou depois de ter mergulhado o Senado na mais completa desmoralização.
Garibaldi não parece ter amantes, nem filhos fora do casamento, nem bois voadores. Cara de bonachão, tem oratória antiquada. Mas de bobo não tem nadinha de nada.
Com muito mais independência do que Chinaglia, Garibaldi vem alertando seguidamente o governo sobre o excesso de Medidas Provisórias. Avisou que a CPMF não passaria no Senado. Avisou que a recriação da CPMF também não passará. Conhece a casa que presidiu.
Mas Garibaldi foi crítico também em relação aos senadores. Considerou medíocre a CPI dos cartões corporativos (e seus pífios resultados), alertou para o risco de banalização das CPIs.
Realmente, foram dois presidentes muito diferentes.
Diferentes para melhor.
Ontem, em discurso de despedida de ambas as Casas, se emocionaram.
Em suma, Chinaglia e Garibaldi formaram uma dupla dinâmica.
Foi um período em que enredaram-se em CPIs que não deram em nada, disputas entre governo e oposição por conta de dossiês produzidos na Casa Civil e tentativa frustrada (até agora) de recriação da CPMF.
Mas é justo considerar positiva a atuação dos presidentes das duas casas.
Na Câmara, Arlindo Chinaglia é muito superior aos dois presidentes que o antecederam.
Arlindo Chinaglia foi cuidadoso, moveu-se com cautela, prestou atenção à própria biografia. Tentou se equilibrar entre as ordens do Planalto e a necessária independência da Câmara.
Jogou um pouco para a platéia, ameaçando cortar o ponto de deputado faltoso. Quis porque quis contrariar a maioria no segundo semestre do ano passado, fingindo ignorar que era um ano eleitoral e que o recesso branco era uma realidade.
Percebeu que a Medida Provisória estava matando o Legislativo brasileiro e tentou encontrar um ponto de equilíbrio entre as demandas do Planalto e a autonomia do Legislativo.
Chinaglia tem pretensões a voos mais altos.
Enquanto isso, no Senado, Garibaldi Alves foi eleito para completar o mandato de Renan Calheiros, que renunciou depois de ter mergulhado o Senado na mais completa desmoralização.
Garibaldi não parece ter amantes, nem filhos fora do casamento, nem bois voadores. Cara de bonachão, tem oratória antiquada. Mas de bobo não tem nadinha de nada.
Com muito mais independência do que Chinaglia, Garibaldi vem alertando seguidamente o governo sobre o excesso de Medidas Provisórias. Avisou que a CPMF não passaria no Senado. Avisou que a recriação da CPMF também não passará. Conhece a casa que presidiu.
Mas Garibaldi foi crítico também em relação aos senadores. Considerou medíocre a CPI dos cartões corporativos (e seus pífios resultados), alertou para o risco de banalização das CPIs.
Realmente, foram dois presidentes muito diferentes.
Diferentes para melhor.
Ontem, em discurso de despedida de ambas as Casas, se emocionaram.
Em suma, Chinaglia e Garibaldi formaram uma dupla dinâmica.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Blog - Últimas Notícias
* O ministro da Fazenda disse que o governo vai aumentar os investimentos e o número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento. Segundo Guido Mantega, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, vai anunciar as mudanças na quarta-feira. Mantega também disse que durante reunião ministerial, o presidente Lula pediu que a área econômica do governo encontre uma forma de reduzir o custo dos empréstimos e o "spread" bancário. Spread é a diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos pelos bancos.
* O PMDB assumiu hoje a presidência das duas casas legislativas federais. No Senado, José Sarney derrotou o petista Tião Viana por 49 votos a 32. Em discurso, Sarney prometeu esforço para votar as reformas política e tributária e para combater o excesso de medidas provisórias. Ele ainda anunciou um corte de 10% no orçamento do Senado diante da crise financeira...
* ...Na Câmara dos deputados, Michel Temer venceu a disputa contra Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB. O peemedebista obteve apoio de 304 dos 513 parlamentares. Ao tomar posse, Temer fez um discurso pedindo a união dos partidos. Ele disse também que é preciso elaborar propostas para combater os efeitos da crise global.
* O vice-presidente da República, José Alencar, deixou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico, Alencar já se alimenta e conversa normalmente. O vice-presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada para retirada de tumores do abdome.
* Mais de 20 milhões de imigrantes rurais que trabalhavam nas indústrias chinesas deixaram as cidades e voltaram para o campo após perderem seus empregos. Segundo o Ministério da Agricultura da China, as demissões foram provocadas pela crise financeira.
* O PMDB assumiu hoje a presidência das duas casas legislativas federais. No Senado, José Sarney derrotou o petista Tião Viana por 49 votos a 32. Em discurso, Sarney prometeu esforço para votar as reformas política e tributária e para combater o excesso de medidas provisórias. Ele ainda anunciou um corte de 10% no orçamento do Senado diante da crise financeira...
* ...Na Câmara dos deputados, Michel Temer venceu a disputa contra Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB. O peemedebista obteve apoio de 304 dos 513 parlamentares. Ao tomar posse, Temer fez um discurso pedindo a união dos partidos. Ele disse também que é preciso elaborar propostas para combater os efeitos da crise global.
* O vice-presidente da República, José Alencar, deixou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico, Alencar já se alimenta e conversa normalmente. O vice-presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada para retirada de tumores do abdome.
* Mais de 20 milhões de imigrantes rurais que trabalhavam nas indústrias chinesas deixaram as cidades e voltaram para o campo após perderem seus empregos. Segundo o Ministério da Agricultura da China, as demissões foram provocadas pela crise financeira.
Eleitos na Câmara
Veja abaixo o resultado final das eleições na Câmara nesta segunda-feira:
Presidente da Câmara dos Deputados
Michel Temer (PMDB-SP): 304 (eleito)
Ciro Nogueira (PP-PI): 129
Aldo Rebelo (PCdoB-AL): 76
1º vice-presidente
Marco Maia (PT-RS): 416 (eleito)
2º vice-presidente
Edmar Moreira (DEM-MG): 283 (eleito)
Vic Pires Franco (DEM-PA): 218
1º secretário
Rafael Guerra (PSDB-MG): 261 (eleito)
Rômulo Gouveia (PSDB-PB): 144
Bruno Rodrigues (PSDB-PE): 97
2º secretário (2º turno)
Inocêncio Oliveira (PR-PE): 265 (eleito)
José Carlos Araújo (PR-BA): 217
3º secretário
Odair Cunha (PT-MG): 287 (eleito)
Manato (PDT-ES): 198
4º secretário
Nelson Marquezelli (PTB-SP): 393 (eleito)
Augusto Farias (PTB-AL): 94
Suplentes
Marcelo Ortiz (PV-SP): 373 (eleito)
Giovanni Queiroz (PDT-PA): 298 (eleito)
Leandro Sampaio (PPS-RJ): 269 (eleito)
Ilderlei Cordeiro (PPS-AC): 264 (eleito)
Manoel Junior (PSB-PB): 256
Givaldo Carimbão (PSB-AL): 192
Sérgio Brito (PDT-BA): 166
Presidente da Câmara dos Deputados
Michel Temer (PMDB-SP): 304 (eleito)
Ciro Nogueira (PP-PI): 129
Aldo Rebelo (PCdoB-AL): 76
1º vice-presidente
Marco Maia (PT-RS): 416 (eleito)
2º vice-presidente
Edmar Moreira (DEM-MG): 283 (eleito)
Vic Pires Franco (DEM-PA): 218
1º secretário
Rafael Guerra (PSDB-MG): 261 (eleito)
Rômulo Gouveia (PSDB-PB): 144
Bruno Rodrigues (PSDB-PE): 97
2º secretário (2º turno)
Inocêncio Oliveira (PR-PE): 265 (eleito)
José Carlos Araújo (PR-BA): 217
3º secretário
Odair Cunha (PT-MG): 287 (eleito)
Manato (PDT-ES): 198
4º secretário
Nelson Marquezelli (PTB-SP): 393 (eleito)
Augusto Farias (PTB-AL): 94
Suplentes
Marcelo Ortiz (PV-SP): 373 (eleito)
Giovanni Queiroz (PDT-PA): 298 (eleito)
Leandro Sampaio (PPS-RJ): 269 (eleito)
Ilderlei Cordeiro (PPS-AC): 264 (eleito)
Manoel Junior (PSB-PB): 256
Givaldo Carimbão (PSB-AL): 192
Sérgio Brito (PDT-BA): 166
Resumo do Dia
* O PMDB assumiu hoje a presidência das duas casas legislativas federais. No Senado, José Sarney derrotou o petista Tião Viana por 49 votos a 32. Em discurso, Sarney prometeu esforço para votar as reformas política e tributária e para combater o excesso de medidas provisórias. Ele ainda anunciou um corte de 10% no orçamento do Senado diante da crise financeira.
Na Câmara dos deputados, Michel Temer venceu a disputa contra Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB. O peemedebista obteve apoio de 304 dos 513 parlamentares. Ao tomar posse, Temer fez um discurso pedindo a união dos partidos. Ele disse também que é preciso elaborar propostas para combater os efeitos da crise global.
* A balança comercial brasileira registrou em janeiro o primeiro déficit mensal negativo desde março de 2001. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações superaram as exportações em 518 milhões de dólares no primeiro mês do ano. Nos últimos 12 meses, o saldo continua positivo, em 23 bilhões de dólares.
* A rede norte-americana de lojas de departamento Macy's anunciou que vai fechar 7 mil postos de trabalho para enfrentar a recessão econômica. Com o corte, que equivale a 4% do número de funcionários, a companhia pretende reduzir os custos em 400 milhões de dólares por ano.
* O Bradesco anunciou queda de 26,8% no lucro líquido no quarto trimestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco encerrou o período com lucro líquido de 1 bilhão e 800 milhões de reais. No ano, os ganhos da instituição ficaram em 7 bilhões e 620 milhões de reais.
* A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 1,43%, com 38 mil 738 pontos.
* O dólar comercial fechou cotado a 2 reais 325, alta de 0,43%.
* O euro vale 2 reais 987, baixa de 1,48%.
Na Câmara dos deputados, Michel Temer venceu a disputa contra Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB. O peemedebista obteve apoio de 304 dos 513 parlamentares. Ao tomar posse, Temer fez um discurso pedindo a união dos partidos. Ele disse também que é preciso elaborar propostas para combater os efeitos da crise global.
* A balança comercial brasileira registrou em janeiro o primeiro déficit mensal negativo desde março de 2001. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações superaram as exportações em 518 milhões de dólares no primeiro mês do ano. Nos últimos 12 meses, o saldo continua positivo, em 23 bilhões de dólares.
* A rede norte-americana de lojas de departamento Macy's anunciou que vai fechar 7 mil postos de trabalho para enfrentar a recessão econômica. Com o corte, que equivale a 4% do número de funcionários, a companhia pretende reduzir os custos em 400 milhões de dólares por ano.
* O Bradesco anunciou queda de 26,8% no lucro líquido no quarto trimestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco encerrou o período com lucro líquido de 1 bilhão e 800 milhões de reais. No ano, os ganhos da instituição ficaram em 7 bilhões e 620 milhões de reais.
* A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 1,43%, com 38 mil 738 pontos.
* O dólar comercial fechou cotado a 2 reais 325, alta de 0,43%.
* O euro vale 2 reais 987, baixa de 1,48%.
Blog - Repórter
* O peemedebista José Sarney foi eleito, pela terceira vez, presidente do Senado Federal. Ele venceu a disputa com o petista Tião Viana, por 49 votos a 32. Ao assumir o cargo, Sarney agradeceu os votos e disse que vai defender a autonomia e a independência do Senado.
A Câmara dos deputados já iniciou a sessão de votação para compor a nova Mesa Diretora da Casa. Os candidatos são Michel Temer, do PMDB, Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB.
* A balança comercial brasileira registrou déficit de 518 milhões de dólares em janeiro deste ano, o primeiro saldo mensal negativo desde março de 2001, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro de 2008, a balança comercial teve superávit de 922 milhões de dólares.
* O vice-presidente da República, José Alencar, deixou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico, Alencar já se alimenta e conversa normalmente. O vice-presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada para retirada de tumores do abdome.
* Uma forte nevasca que atingiu a Grã-Bretanha hoje provocou a paralisação de transportes e o fechamento de milhares de escolas em todo o país. Segundo a Federação das Pequenas Empresas britânica, mais de 6 milhões de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho.
Um avião da Cyprus Airlines com 104 passageiros a bordo derrapou na pista no aeroporto de Heatrow, em Londres, por causa da neve. Ninguém ficou ferido.
* A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 0,96%, com 38 mil e 924 pontos.
* O dólar comercial está cotado a 2 reais 341, alta de 0,79%.
* O euro vale 3 reais e um milésimo, baixa de 1%.
A Câmara dos deputados já iniciou a sessão de votação para compor a nova Mesa Diretora da Casa. Os candidatos são Michel Temer, do PMDB, Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB.
* A balança comercial brasileira registrou déficit de 518 milhões de dólares em janeiro deste ano, o primeiro saldo mensal negativo desde março de 2001, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro de 2008, a balança comercial teve superávit de 922 milhões de dólares.
* O vice-presidente da República, José Alencar, deixou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico, Alencar já se alimenta e conversa normalmente. O vice-presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada para retirada de tumores do abdome.
* Uma forte nevasca que atingiu a Grã-Bretanha hoje provocou a paralisação de transportes e o fechamento de milhares de escolas em todo o país. Segundo a Federação das Pequenas Empresas britânica, mais de 6 milhões de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho.
Um avião da Cyprus Airlines com 104 passageiros a bordo derrapou na pista no aeroporto de Heatrow, em Londres, por causa da neve. Ninguém ficou ferido.
* A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 0,96%, com 38 mil e 924 pontos.
* O dólar comercial está cotado a 2 reais 341, alta de 0,79%.
* O euro vale 3 reais e um milésimo, baixa de 1%.
Mudanças às vésperas das eleições
Um dia antes da eleição para a presidência da Câmara, a Mesa Diretora decidiu, em uma interpretação do regimento interno da Casa, reduzir o total de votos necessários para uma vitória no primeiro turno. O novo presidente será eleito caso consiga reunir mais da metade dos votos dos deputados presentes no plenário. Pelo entendimento anterior, seria necessário obter a maioria de todas as quinhentas e treze cadeiras da Câmara...
Outra mudança acertada foi a de antecipar o horário de votação na Câmara para que ele coincida com o da sessão que vai eleger o presidente do Senado. A ideia é evitar que uma vitória do PMDB entre os senadores influencie o processo eleitoral dos deputados.
Outra mudança acertada foi a de antecipar o horário de votação na Câmara para que ele coincida com o da sessão que vai eleger o presidente do Senado. A ideia é evitar que uma vitória do PMDB entre os senadores influencie o processo eleitoral dos deputados.
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