terça-feira, 18 de agosto de 2009

A ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira começou seu depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta terça-feira (18), falando de seu currículo profissional. Lina também afirmou que estava na comissão para falar da suposta reunião secreta com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Estou aqui como cidadã para prestar esclarecimentos sobre os fatos publicados pela imprensa que denunciam a possível interferência da ministra da Casa Civil em assuntos da Receita Federal", disse Lina.
Agora, ela relata sobre suas atividades enquanto esteve na Secretaria da Fazenda.

No Senado

Lina Vieira, ex-secretária da Fazenda, começa suas declarações na Comissão de Constituição e Justiça, lendo seu curriculum.

Lina Vieira vai ao Senado

O presidente Lula desafiou Lina Vieira a mostrar a agenda, falou em mexerico, disse que se faz carnaval sem samba, que há assuntos importantes a tratar.

Esse é um assunto importante.

Saber se alguém mente no serviço público é importante porque ou uma secretária da Receita mente ou uma ministra mente.

Isso é importante, é relevante.

Se houve o encontro, foi fora de agenda e deixado de lado para o superior da secretária da Receita, que é o ministro da Fazenda. Se não houve o encontro, a então secretária inventou tudo e como é funcionária de carreira, fica sujeita a um enquadramento administrativo, além de arcar com reparação por danos morais.

Mentir é grave.

O senador Pedro Simon, que é do PMDB, ao se referir ao desafio que o presidente Lula fez à ex-secretária, lembrou que se a ministra fez o pedido sobre Sarney, não foi por conta dela, mas a mando do presidente.

Enfim, são especulações e dúvidas que podem começar a ser esclarecidas no depoimento de hoje no Senado. Tem tudo para ser um dos momentos que atraem atenção para aquela Casa tumultuada. Atenção porque as pessoas podem ter raiva ou admiração; podem vaiar ou aplaudir. Só não podem deixar de prestar atenção.

É a pior reação. A reação de alienar-se é estorvo para melhorar o país.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Record X Globo

Uol.com.br

Em programa de quase uma hora exibido na noite deste domingo, a Rede Record aumentou o tons das críticas contra a Rede Globo, vinculando a emissora da família Marinho à ditadura militar no país.

Sem intervalos comerciais, o programa "Repórter Record" exibiu a denúncia de que a Globo estaria tratando como terreno particular uma praça pública em São Paulo, além de acusar a emissora de falsificar documentos.

O programa retransmitiu entrevistas com políticos a respeito do "monopólio" da emissora, alegando que essa prática seria "prejudicial à democracia".

Ainda nessa linha, utilizou trechos de um documentário britânico, "Muito Além do Cidadão Kane", para acusar a Globo de ter sido conivente com as autoridades da ditadura militar brasileira.

Pedofilia e islamismo
Depois das críticas dirigidas à Globo, o Repórter Record mostrou uma entrevista exclusiva com o bispo Edir Macedo, que está no centro das acusações dirigidas contra a quadrilha.

Na entrevista, feita nos Estados Unidos, Macedo afirma que as acusações contra ele não são novas, e que as recebe com "alegria -- por causa da fé"

O bispo afirmou que "claro que há bispos ruins na igreja", mas disse que eles são expulsos da organização quando se descobrem irregularidades. Macedo citou como exemplo um suposto caso de pedofilia nos Estados Unidos: "A igreja colaborou com a polícia nesse caso".

Quando perguntado pela repórter qual sua ambição, ele disse que pretende "colocar a Record lá no topo".

"E com a igreja?", continuou ela. "Pretendo chegar aos países muçulmanos", respondeu Edir Macedo. "Eu sei que é uma guerra danada lá, mas é nossa ambição".

"Diploma de dizimista" de Edson Luiz de Melo. Sua mãe conta que por causa da igreja o filho teve que ser internado

"Fantástico" atira de volta

A edição do programa "Fantástico" da noite deste domingo também deu prosseguimento à troca de acusações. Em reportagem mais curta que o concorrente, mostrou casos de fiéis que teriam sido coagidos a doar mais dinheiro do que poderiam.

Uma das entrevistadas dizia que após ter doado cerca de R$ 100 mil à Igreja Universal, não tinha mais dinheiro para comer e almoçava as amostras grátis distribuídas nos supermercados.

O "Fantástico" também citou o caso de Edson Luiz de Melo, ex-zelador, de 45 anos de idade, portador de um "diploma de dizimista" (veja imagem ao lado). Dulce Conceição de Melo, de 65 anos, mãe de Edson, entrou com a ação na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus por prejuízo de R$ 55 mil.

O mesmo programa mostrou uma mansão em Campos do Jordão que seria propriedade de Edir Macedo e que "virou ponto turístico" na cidade.

Guerra das TVs

A troca de acusações entre Globo e Record dominou o telejornal das duas emissoras na última semana, em uma escalada de acusações desencadeada pela abertura do processo no Ministério Público sobre lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por parte dos líderes da Igreja Universal.

Na terça-feira, o "Jornal Nacional" veiculou reportagem de dez minutos sobre as acusações, ao lado de imagens de 1995 do bispo Edir Macedo ensinando pastores a convencer fiéis a doar dinheiro.

A resposta veio na noite seguinte. O "Jornal da Record", durante 14 minutos, fez ataques à Globo e mostrou obras de caridade mantidas pela Universal. Para a Record, a cobertura da concorrente é um "ataque direto e desesperado" de quem tem medo de perder "o monopólio dos meios de comunicação no Brasil". O texto afirmava "não ser novidade que a família Marinho usa a televisão para seu jogo de interesses" e que "o poder da família Marinho teve origem na ditadura militar".

Ao mesmo tempo, a reportagem da Globo (9,5 minutos) detalhava as acusações do Ministério Público contra a Universal e destacava que "a Promotoria concluiu que empresas de comunicação estão entre os que receberam ilegalmente" dinheiro de fiéis. Mostrava imagens de um templo para ilustrar a acusação de que "a religião é apenas um pretexto para a arrecadação de dinheiro".

Na quinta-feira, a Record ampliou a cobertura e, em 22 minutos, disse que, com os "ataques" da Globo, "a fé de todos esses fiéis foi ridicularizada". Insistiu ainda no foco no lado empresarial da Globo. "A ligação com o submundo dos golpes financeiros está presente na Globo desde o seu nascimento."

O "JN" do mesmo dia diminuiu o tempo destinado ao tema, para 6,5 minutos. Sempre citando o Ministério Público ou jornais, reforçou que "o dinheiro doado pelos fiéis para a caridade" acabou "usado em benefício do grupo de Edir Macedo".

A Globo fez nova reportagem na sexta-feira, de seis minutos e 15 segundos. Reproduziu reportagens de jornais e foi atrás do destino de R$ 10 milhões apreendidos com um líder da Universal em 2005. Informou que a igreja já fez seis recursos para reaver o dinheiro, mas não conseguiu convencer a Justiça.

sábado, 15 de agosto de 2009

O dia de hoje

1969 - Abertura do Festival de Woodstock, o mais importante evento musical da história contemporânea. Idealizado por quatro jovens, Michael Lang, John Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld, foi realizado em uma fazenda em Bethel, perto de Nova York.

Durante três dias, de 300 a 500 mil jovens assistiram a um espetacular desfile de músicos e cantores. Participaram do evento artistas ligados a vários estilos musicais, todos ligados de alguma forma ao movimento hippie: Richie Havens; Santana; Janis Joplin; Creedence Clearwater Revival; Blood, Sweat & Tears; Crosby, Stills, Nash & Young; Jimi Hendrix; Joe Cocker (veja/ouça aqui a melhor performance da sua vida); Leon Russell; Joan Baez; The Who; Ravi Shankar.

Saiba mais sobre aqueles três inacreditáveis dias... e noites!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

IBGE: População Brasileira

O País tem 191,5 milhões de habitantes, segundo uma estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São Paulo é o Estado que mais concentra população, com 41,4 milhões de habitantes, o equivalente a 21,6% do total, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira, 14.

O segundo Estado mais populoso é o de Minas Gerais, com 20 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com 16 milhões. Os três Estados da região Sudeste, juntos, somam mais de 77 milhões habitantes, o que corresponde a 40,4% da população brasileira, dividida em 27 Estados e 5.565 municípios.

Entre os municípios, os dez mais populosos são todos capitais de seus Estados. São Paulo é a cidade com o maior número de habitantes, pouco mais de 11 milhões. O Rio de Janeiro é a segunda cidade mais populosa, com mais de 6 milhões, seguida por Salvador, que tem quase três milhões. Os outros municípios mais populosos são Brasília (DF), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Manaus (AM), Recife (PE) e Belém (PA), que se tornou a 10ª cidade com o maior número de habitantes do País, tomando o lugar de Porto Alegre (RS), que figurou na posição na útlima pesquisa do IBGE, em 2008. Os demais municípios mantiveram suas colocações.

Entre as cidades mais populosas, excluindo as capitais, cinco são paulistas e outras três do Rio de Janeiro. Guarulhos e Campinas são as únicas com mais de um milhão de habitantes, seguidas por São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, todas do Rio de Janeiro. São Bernardo do Campo, Osasco e Santo André, todas na Grande São Paulo, também estão entre os mais populosos municípios paulistas. Apenas Jaboatão dos Guararapes (PE) e Uberlândia (MG) são de outros Estados entre as que figuram na lista, que se manteve a mesma desde o último levantamento.

Menos populosas

Apenas dois municípios brasileiros permanecem com menos de mil habitantes. Borá (SP) e Serra da Saudade (MG) têm, respectivamente, 837 e 890 habitantes. A décima cidade menos populosa, Chapada da areia (TO), tem 1.273.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

À minha Mãe, Francinete


É tão fácil permitir que a emoção tome conta do nosso coração e então toda ternura e todo carinho tomam forma de palavras, para que possam ser definidos.

E assim neste dia tão especial e maravilhoso, nós, seus filhos orgulhosos e privilegiados através desta mensagem, enviamos os nossos melhores e maiores votos de felicidade para o seu coração, mãe querida...

Te amamos muito, te agradecemos por tudo o que faz e fez por nós sabendo que nem sempre retribuímos a altura do seu merecimento, mas hoje é dia de abrir o coração e falar de amor, carinho, de apoio e de segurança, sentimentos que vem de ti mãe para os seus filhos.

Seu olhar firme e terno, suas decisões precisas e seus conselhos sábios nos indicando o caminho.

Só Deus em sua divina inspiração poderia ter criado um ser tão perfeito em atos e pensamentos como a mãe!!!

Obrigado Pai Celestial por nos ter dado esta mãe, essa mulher forte segura e firme que possui uma luz tão forte que irradia em nós o que buscamos e procuramos.

Que ele dê as forças necessárias para que sigas em frente em sua jornada e que por todo o caminho, estejamos ao seu lado.

Parabéns Mãe e Muitas Felicidades!!!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O balanço dos balanços - Jornal Bom Dia Brasil

O balanço dos balanços das empresas de capital aberto é bom. Nos Estados Unidos, as empresas começam a se afastar do precipício no final desse primeiro semestre. No Brasil, os balanços estão melhores do que o previsto. As empresas da área de mineração, siderurgia, tiveram quedas nos lucros ou até prejuízo. Os bancos tiveram pequena queda nos lucros. As empresas de varejo tiveram resultados muito bons.

As empresas da área de construção estão em plena recuperação. Nos Estados Unidos o ajuste foi mais doloroso. As empresas que estão recuperando a lucratividade são as que cortaram fortemente os custos, entre outras razões, com grandes demissões.

No mercado de ações, a Europa fechou perto da estabilidade. Mas na Ásia, as Bolsas tiveram forte queda. Esses últimos dias foram de notícias ruins. A Rússia divulgou ontem um dado horroroso: teve queda no PIB. Saiu de 7% de crescimento para 10% de queda, no segundo trimestre, que é de recuperação em muitos países.

A China também divulgou 23% de queda nas exportações, em relação ao mesmo período do ano passado. Agora, tem queda no crédito. Isso é assustador, porque é o comércio interno que está sustentando a China.

A crise continua, mas há pontos de melhora.

Nos Estados Unidos, a não divulgação de quanto os bancos perderam é a grande questão. Há várias melhoras, quando se olham os dados, porque os governos jogaram muito dinheiro nas economias. Mas o fator inicial da crise, os bancos quebrados, não foi resolvido. O ativo dos bancos ainda não está saneado e os bancos continuam sem a limpeza necessária para se recomeçar a economia.

Quércia admite ser candidato


Coisas da Política - Jornal do Brasil - 18/4/1989


Por Ricardo Noblat:

O Governador Orestes Quércia [São Paulo] finalmente abriu a guarda. Depois de 40 dias de recusas enérgicas em público e em particular, de negativas contundentes que pareciam não admitir retorno, caiu em tentação e concordou em disputar a indicação do PMDB para candidato à sucessão do Presidente José Sarney.

Foi o Governador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul, quem arrancou de Quércia o que outros tinham tentado sem sucesso.

No meio da semana passada, Simon se reuniu no Rio de Janeiro com o jornalista Roberto Marinho, dono das Organizações Globo.

Ouviu dele a opinião de que o governador de São Paulo é o único candidato que o PMDB dispõe para ganhar a eleição presidencial.

Simon voou para São Paulo e lá se encontrou com Quércia. Conversaram longamente. Para efeito externo, Quércia saiu do encontro renovando seu apoio à candidatura de Ulysses.

Simon saiu pregando a renúncia coletiva dos atuais aspirantes a candidato pelo PMDB — Ulysses, Waldir Pires, Álvaro Dias e Íris Resende.

A portas fechadas com Simon, Quércia se rendera pouco antes. "Sem a esquerda, caracterizada pelas figuras de Arraes e Waldir, nem que todo o partido venha me pedir de joelhos eu não aceito ser candidato", estipulou o governador de São Paulo. Concordou pela negativa.

Se os Governadores Miguel Arraes [de Pernambuco] e Waldir Pires [da Bahia] decidirem apoiá-lo, Quércia se dispõe a disputar a sucessão pelo PMDB.

Simon exultou com o que Quércia lhe disse. De novo no Rio de Janeiro, para um encontro de governadores patrocinado por Moreira Franco, Simon conferiu a aceitação de alguns dos seus colegas ao nome de Quércia. Os governadores do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Goiás aceitaram o nome de Quércia na hora.

O do Rio não se definiu. O de Pernambuco discordou e deixou o encontro pelo meio. "Quiseram me fazer engolir um prato feito", queixou-se Arraes no dia seguinte no Recife.

Arraes é autor de uma frase que não se cansa de repetir: "É melhor perder com Ulysses do que ganhar com Quércia". Com Ulysses, o PMDB poderá conservar o domínio sobre o espaço de centro-esquerda do país, resgatando seu antigo discurso mais afirmativo.

Com Quércia, imagina Arraes, se reproduzirá a mesma aliança de forças políticas que elegeu Tancredo Neves e que deu em Sarney.

Não é sem motivo, segundo Arraes, que o Ministro António Carlos Magalhães [das Comunicações] torce tanto para que Quércia seja o candidato do PMDB a presidente.

No ano passado, quando Otávio Ceccato, então presidente do Banco do Estado de São Paulo, foi acusado de cometer irregularidades, Quércia telefonou para o Ministro.

Fora informado de que o delegado Romeu Tuma, da Polícia Federal, planejava mandar prender Ceccato. António Carlos ligou para Tuma e ordenou que deixasse Ceccato em paz e que não incomodasse o governador de São Paulo.

"Ministro, o senhor está falando em seu nome pessoal ou em nome do presidente?" indagou o delegado. "No seu lugar, eu não procuraria saber", respondeu o ministro. Ceccato não foi preso.

Simon foi fisgado pela idéia de demolir possíveis resistências à candidatura de Quércia. Na última sexta-feira, em Porto Alegre, recepcionou o governador da Bahia e manteve com ele uma conversa a sós.

Convidou-o a compor na condição de vice a chapa a ser encabeçada por Quércia. Waldir Pires recusou o convite. Simon não desistiu. No dia seguinte, recebeu Arraes e propôs o nome de Quércia para candidato.

Arraes retrucou propondo o dele mesmo, Simon. Diante da insistência do governador do Rio Grande do Sul em louvar as qualidades da candidatura de Quércia, Arraes se aborreceu e deu sua palavra final. "O país está à beira da explosão social e vocês só pensam em ser pragmáticos? Não vou atrapalhar o pragmatismo de ninguém. Façam o que quiserem, que eu ficarei em casa.”

Se Arraes ficar em casa, Quércia também ficará.

Quércia não se arriscará a disputar a sucessão de Sarney sem o apoio da esquerda do PMDB representada por Arraes e Waldir.

Para ganhar tempo e ver se será possível atrair os dois, Quércia sugeriu a Simon articular a aprovação pelo Congresso de uma emenda à Constituição que diminua o prazo de desincompatibilização dos governadores para que concorram à eleição presidencial.

O prazo termina no próximo dia 15 de maio. Não mudará.

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Amanhã - Crônica da traição anunciada

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sarney não apoiará Ulysses


Coisas da Política - Jornal do Brasil - 23/3/1989

Por Ricardo Noblat:

O Presidente José Sarney decidiu negar seu apoio à pretensão do Deputado Ulysses Guimarães de vir a sucedê-lo no cargo a partir de março do próximo ano.

Foi o próprio Sarney quem revelou isso ao Governador Moreira Franco, do Rio de Janeiro. O presidente conversou com Moreira na última sexta-feira quando esteve no Rio para a solenidade de formatura de 154 guardas-marinhas. O governador não se surpreendeu com o que ouviu.

Sarney não forneceu as razões que o levaram a tomar a decisão. Elas poderão ser encontradas no relacionamento pontilhado de conflitos que ele e Ulysses mantiveram ao longo dos últimos quatro anos.

"Ulysses me estragou a vida", desabafou o presidente, irritado, logo após as eleições municipais do ano passado. "O PMDB não assume a posição de quem é governo. Ulysses nunca quis se comprometer com a proposta de pacto social."

Na ocasião, Sarney foi mais longe: "Eu não tenho mais nada a perder".

Depois da convenção nacional do PMDB encerrada no último domingo dia 12, o presidente perdeu o apoio formal do partido, que preferiu adotar uma posição de independência em relação ao governo dele.

Na véspera do dia da eleição do novo Diretório do PMDB, Sarney ainda disparou um telefonema para Ulysses, com quem não falava há algumas semanas. Animou-se com as notícias que davam conta do crescimento dentro do partido da candidatura do Governador Waldir Pires. Desde então os dois [Sarney e Ulysses] não mais se falaram.

Ulysses fez e confirmou sua opção preferencial pela aliança com os setores de esquerda do PMDB. Sarney liberou o Ministro Íris Resende para que assumisse a condição de aspirante a candidato do partido à sucessão presidencial. Íris assumiu. Ao liberá-lo, [Sarney] já decidira largar Ulysses de mão.

Íris se reuniu nas últimas 24 horas com os governadores da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará. Não pediu o apoio de nenhum deles para sair candidato pelo PMDB. Ocupou-se em justificar o lançamento do seu nome. Lembrou que é um político que jamais perdeu uma eleição. Citou a boa imagem que acha que tem como Ministro da Agricultura.

Defendeu o governo que integra. Argumentou que Sarney assumiu o cargo para cumprir uma tarefa, essencialmente, política: a de promover a redemocratização do país.

Íris observou que a tarefa foi cumprida: os partidos comunistas foram legalizados, as restrições à liberdade de opiniões suspensas, a eleição direta para Presidente da República restabelecida e uma nova Constituição promulgada [em 1988].

A crise econômica que dificulta o crescimento do país foi gerada no governo anterior, desculpou-se o ministro. Sarney tudo tem feito para conjurá-la. Com o Plano Verão, poderá legar ao sucessor uma inflação sob controle.

O discurso franco, direto de Íris causou boa impressão junto aos três governadores. "Pelo menos, não é um discurso ambíguo, como tantos que tenho ouvido” , comentou o Governador Geraldo Melo, do Rio Grande do Norte. Mas só um deles — o da Paraíba — admitiu, desde logo, aderir ao nome do ministro.

A decisão de Sarney de não apoiar Ulysses, e a dos moderados do PMDB de sustentarem a candidatura de Íris, poderão servir para aparar as diferenças que impedem, até agora, a união das correntes que somaram 62% dos votos da convenção do PMDB em torno de um nome para candidato a presidente. Ou elas encontram um nome ou perderão a indicação do candidato.

Ulysses ainda poderá vir a ser esse nome. O que parece cada dia mais difícil é que o próximo presidente atenda pelo nome de Ulysses.

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Amanhã - Quércia admite ser candidato

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Alunos UNIABEU

PORTARIA n.º 236, de 05 de agosto de 2009
Data: 05 de agosto de 2009
Assunto: Início das aulas adiado para 17 de agosto


O REITOR DA UNIABEU Centro Universitário, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais, e considerando a recomendação da Secretaria Estadual de Saúde, referente à situação epidemiológica da gripe Influenza A (H1N1), resolve:

Art. 1.° - Fica adiado para o dia 17 de agosto, o início das aulas do 2.º semestre letivo de 2009;

Art. 2.° - Esta Portaria entra em vigor a partir desta data

No Senado

17h22 - O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), acaba de reabrir a reunião que tinha sido suspensa para que os senadores assistissem ao pronunciamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), no plenário. Na sessão do conselho, serão examinadas representações contra Sarney.

No Senado

17h11 - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), rebateu há pouco parte do discurso do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). "Não quero ser grosseiro e dizer que o senhor faltou com a verdade", disse Virgílio, citando, em seguida, rapidamente três pontos levantados por Sarney. Ele contestou o fato do presidente dizer que não conhecia Rodrigo Cruz, nomeado pelo Senado, que é genro de Agaciel Maia (ex-diretor do Senado). "O senhor foi padrinho de Rodrigo Cruz. O dia foi emocionante e o senhor não se lembrou disso", disse o tucano, numa referência ao fato de Sarney ter sido padrinho de casamento da filha de Agaciel Maia.


Virgílio lembrou ainda que Luiz Cantuária, outro nome que Sarney disse desconhecer, é do Amapá e, quanto ao próprio neto do presidente do Senado, José Adriano, Virgílio lembrou que ele próprio admitiu ter agenciado pelo HSBC empréstimo consignado de funcionários do Senado. "Se não vai ter o debate, eu queria registrar esses três lapsos que considero de extrema gravidade", disse.



O líder tucano defendeu ainda a suspensão da reunião do Conselho de Ética para que houvesse debate no plenário sobre o discurso de Sarney. No entanto, a reunião acontecerá daqui a pouco.

No Plenário do Senado

17h02 - Álvaro Dias (PSDB-PR) ressalta que a sessão é transmitida pela TV Senado e a reunião do Conselho de Ética, não. Enquanto Sérgio Guerra (PSDB-PE) fala que foi importante Sarney discusar hoje, a TV mostra o presidente do Senado recebendo afagos de aliados, com Fernando Collor (PTB-AL) ao seu lado.

No Plenário do Senado

16h50 - Mercadante pede que comece imediatamente a reunião o Conselho de Ética. "Em nenhum momento eu recebi a proposta de renúncia de nehum partido", diz, sobre a posição da bancada do PT. "Nós mantemos a nossa posção de licença". Para Agripino Maia, são duas situações distintas: eu comuniquei à minha bancada a tese o afastamento, mas tínhamos uma conversa anterior no gabinete de Sérgio Guerra. O senador Mercadante está correto".

No Plenário do Senado

16h43 - Renan Calheiros diz que Mercadante não entendeu a proposta para a reunião do Conselho de Ética e acrescenta: "Lá é o foro ideal para discutirmos o assunto" (as representações contra José Sarney).

No Plenário do Senado

16h40 - Do Twitter do senador José Agripino (DEM): "Dúvidas que restem tem que ser debatidas e julgadas no fórum próprio". Aloizio Mercadante (PT-SP) pede que os senadores inscritos possam falar antes do início da reunião do Conselho de Ética.

No Plenário do Senado

16h32 - O presidente do Senado encerra seu discurso com aplausos tímidos dos parlamentares presentes no plenário. Renan Calheiros pediu ao vice-presidente da Casa, Marconi Perillo (PSDB-GO) que encerre a sessão para que todos possam comparecer á reunião do Conselho de Ética. O senador Arthur Virgílio diz que como foi autor de seis das 11 representações quer que permitam as senadores inscritos que façam seus apartes.

Estadão.com - Pronunciamento do Sarney

16h26 - Sarney afirma que sua voz foi "enxertada" nas gravações. "Quantas dessas gravações não foram montadas?", questiona. "O que houve foi da maior gravidade. Não se está desejando melhorar a imagem do Senado. Está se tentando destruir meus anos dedicados ao País. Em nenhum momento quebrei o decoro parlamentar. Não favoreci neta ou neto meu. Sou vítima de uma campanha sistemática e agressiva. Peço aos meus colegas que me julguem pela minha conduta austera e não pelas calúnias, montagens e mentiras. Meu apelo é a volta de uma conviência pacífica entre nós".


16h18 - Sobre os seguranças que fizeram segurança de sua casa no maranhão representarem quebra de decoro, Sarney diz que se esse é o caso para representação, todos os senadores deveriam recebê-la. "Meu neto não participou de qualquer negociação com o Senado", disse, a respeito do envolvimento dele com créditos consignados. Ao falar sobre a denúncia do Estado sobre a publicação das investigações da operação Boi Barrica, Sarney diz que "Trechos do diálogo divulgados de maneira ilícita, ainda com um senador, que tem foro privilegiado. Não há ninguém nesta Casa que negue o pedido de uma neta".



16h09 - Sarney nega qualquer relação com os funcionários nomeados através de atos secretos e explica nome a nome que "nunca ouvi falar deles".



16h03 - "Eu acho que ninguém aqui desta casa sabia que podiam existir atos secretos", diz Sarney, que se dispõe a explicá-los. Com o uso do telão do plenário, mostra quantos deles não foram publcados e quais presidentes usaram este recurso. "Determinei a abertura de inquérito logo que foram denunciados ao Ministério Publico", diz. "Aquino Senado sabemos que não se nomeia para o enado quem não for indicado pelo senador".



15h53 - O presidente da Casa afirma que as representações no Conselho de Ética não o envolvem nos gastos de dinheiro publico. "Na coerência do meu passado, não tenho ato que desabone minha vida. Todos aqui são iguas. Nenhum senador é maior que o outro", diz. "Problemas que vieram se acumulando em diversos anos tem sido resolvidos". Sarney enfatiza que não é diferente dos outros 80 senadores. "Não dizem o que fiz de errado? Por que eu devo sofrer punição?".



15h45 - Sarney mostra registros de que defendia a cassação de deputados na época da Ditadura. "Na época do AI-5, fui o único governador que não o apoiou", acrescentou. O senador traça sua biografia e atribui parte da criação do Plano Real ao Plano Cruzado - lançado por ele quando foi presidente da República.



15h41 - "Nem os amigos, nem minhas condições políticas me fariam colcar o Senado sob qualquer posição menor, diz Sarney. Por comportamento, sempre fui um homem pacífico".



15h38 - O senador José Sarney acaba de se dirigir à tribuna do plenário. Começa seu discurso ressaltando que nunca a usou para se defender da mídia nacional.



15h32 - Começou há pouco a reunião do Conselho de Ética no Senado. Havia uma discussão se a reunião do conselho seria ou não adiada, por conta do pronunciamento do Senador José Sarney, mas o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, disse que falou há pouco com Sarney que lhe garantiu que fará o discurso somente às 16 horas. O presidente da comissão, Paulo Duque (PMDB-RJ) disse que já tem o parecer sobre duas representações - uma contra Sarney e outra contra os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) - e três denúncias, todas contra o presidente do Senado.



15h26 - O presidente do Senado, José Sarney, acaba de chegar ao plenário, onde em breve deve fazer seu discurso de defesa em relação a denúncias que estão sendo feitas contra ele. Renan Calheiros (PMDB-AL) acaba de pedir o adiamento da reunião do Conselho de Ética do Senado ao senador Mão Santa, que preside a mesa.



14h57 - A Polícia Legislativa do Senado proibiu a entrada de turistas que habitualmente visitam a Casa, à exceção dos que já estão com programação agendada pela Secretaria de Relações Públicas. O diretor-secretário da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, disse que a medida foi tomada por causa do discurso que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), fará logo mais, às 15 horas, para se defender das denúncias de envolvimento em irregularidades.



Pedro Araújo explicou que os visitantes não poderão se dirigir às galerias nem permanecer nas proximidades do plenário do Senado. Ele disse que a proibição de entrada de turistas é adotada sempre que o Senado passa por um momento de agitação.



14h53 - O presidente do Senado, José Sarney, fará às 15 horas o discurso em resposta às denúncias que envolvem o seu nome em atos secretos da Casa, contratação de parentes e desvio de dinheiro da Petrobrás por parte da Fundação Sarney. O discurso, segundo fontes do Senado, será longo. Sarney pretende apresentar sua defesa sobre cada uma das acusações e para isso deve utilizar o programa de computador conhecido por PowerPoint, no qual deve exibir documentos. No momento, o senador Mário Couto (PSDB/PA), se diz preocupado com a imagem da Casa e da interferência do Planalto: "Nós somos obrigados a sentir que estamos presos a um poder central".



14h43 - De acordo com a Agência Senado, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu, nesta quarta-feira que o corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), interpele Fernando Collor (PTB-AL) para que este explique insinuações contra o parlamentar gaúcho, feitas em durante bate boca no plenário na última segunda-feira.



14h37 - "Não podemos aceitar uma sociedade do vale-tudo", diz a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) sobre a situação pela qual o Senado passa, pouco antes de terminar seu discurso. A petista Ideli Salvatti (SC) acaba de subir à tribuna e exalta as atitudes do governo que evitaram o aprofundamento da crise econômica mundial no Brasil.



14h24 - Segundo fonte da Agência Estado, o governo trabalha com a expectativa de que a reunião do Conselho de Ética, marcada para daqui a pouco para analisar as ações contra o presidente do Senado, José Sarney, será adiada. Mesmo que o Conselho se reúna, a informação que chegou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que as decisões "foram jogadas" para a próxima semana. Desde ontem, o que prevalecia entre senadores era a previsão de que o presidente do Conselho, Paulo Duque, arquivasse, ainda hoje, cinco representações: as três apresentadas pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e as do PSOL contra Sarney e o atual líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).



A fonte ouvida pela Agência Estado avaliou que a tendência é a de que o clima de confronto no Senado não deve se repetir. A situação teria se revertido em função da bem-sucedida operação do PMDB, que decidiu partir para o confronto e defender Sarney. Ao mesmo tempo, a decisão do PT ontem de cancelar a reunião da bancada do Senado também contribuiu para "baixar a temperatura", além do entendimento dos petistas de não apoiarem a proposta da oposição de uma ação conjunta em defesa da renúncia de Sarney à presidência da Casa.



O presidente Lula, de acordo com o interlocutor, tem preferido não interferir diretamente no conflito no Senado, embora mantenha contatos nos bastidores. Lula tem conversado sobre o assunto com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP). Hoje, o presidente voltará a avaliar a situação no Senado em almoço com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.



14h10 - A senadora Kátia Abreu inicia os trabalhos para discursar sobre as aplicações de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). De acordo com a Agência Senado, José Sarney fará seu pronunciamento às 15 horas, mesmo horário em que o Conselho de Ética se reúne.