sábado, 19 de fevereiro de 2011
BB consolida sua atuação no mercado de capitais
No mercado de ações, o BB-BI coordenou duas ofertas de ações que somaram R$ 327 milhões. Em termos de distribuição, o Banco do Brasil alcançou o 1º lugar no ranking Anbima, com 60,5% de participação de mercado.
No mercado de capitais internacional, o BB, por meio de suas corretoras externas BB Securities Ltd (Londres) e Banco do Brasil Securities LLC (Nova Iorque), atuou em 30 das 69 operações de captação externa realizadas por empresas, bancos e governo brasileiro, das quais 17 com status de “lead-manager” e 13 como “co-manager”. De aproximadamente US$ 40 bilhões emitidos no ano, o BB teve participação em US$ 21,6 bilhões.
No mercado de fusões e aquisições, o BB-BI participou de cinco operações concretizadas que somaram R$ 8,5 bilhões, ficando em 7º lugar no ranking Anbima, com 12% de participação de mercado.
BB amplia a eficiência operacional
A relação entre as despesas administrativas e às receitas operacionais mostra que o índice de eficiência (quanto menor, melhor) atingiu 42,6% em 2010, contra 43,4% verificados em 2009. O índice de cobertura das despesas de pessoal com as receitas de prestação de serviços ficou em 123,1% no ano.
Novas tecnologias reforçam as transações nos canais automatizados
Ao final de dezembro de 2010 o BB contava com 11 milhões de clientes habilitados a usar o Banco pela Internet e 976 mil pelo telefone celular (realização de 4,7 milhões de transações no 4T10). As operações realizadas pela internet foram responsáveis por 38,5% do total das transações realizadas pelos clientes do BB no 4T10.
Índice de Basileia fortalecido pelo aumento de capital
O índice de capital (K) do Banco do Brasil encerrou dezembro de 2010 em 14,1%. O índice de Basileia apresentado indica excesso de patrimônio de referência de R$ 14,6 bilhões, o que permite a expansão de até R$ 110,7 bilhões em ativos de crédito, considerando a ponderação de 100%.
Ações do Banco do Brasil valorizam 27,5% após oferta
Os papéis do Banco do Brasil valorizaram 27,5% desde a oferta primária e secundária de ações realizada em Junho de 2010, na qual foram negociadas ao preço de R$ 24,65 por ação.No exercício as ações do BB tiveram valorização de 12,7%, frente a 1% do Ibovespa no mesmo período.
O desempenho das ações reafirma o compromisso do BB em cumprir sua funçãopública e assegurar a rentabilidade para o acionista, apresentando resultados consistentes e crescentes em linha com as expectativas do mercado.
BB adere “The CEO Water Mandate”
O Banco do Brasil aderiu ao “The CEO Water Mandate”. A iniciativa é uma proposta da Organização das Nações Unidas para que as empresas signatárias do “Pacto Global” passem a abordar a causa da água e o gerenciamento deste recurso em suas estratégias corporativas, e assim contribuir positivamente naproteção dos recursos hídricos. O BB e o WWF mantém parceria por meio do Programa Água Brasil.
Qualidade do crédito e inadimplência em queda impactam resultado
O Banco do Brasil manteve também a prudência e a postura conservadora na gestão do risco do crédito. O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ 17,3 bilhões. O risco médio registrado pelo BB foi 4,3%, menor que o registrado no trimestre anterior 4,8% e pelo SFN 5,6%.
Em linha com a melhora observada na qualidade da carteira, houve redução nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), as quais acumularam R$ 2,1 bilhões no trimestre, queda de 27,4% sobre o mesmo período do ano anterior. As despesas com PCLD contabilizadas em 2010, também, foram inferiores ao valor registrado no mesmo período do ano passado (R$ 10,7 bilhões, contra R$ 11,6 bilhões), mesmo com crescimento do volume de crédito.
O BB melhorou, ainda, seus índices de recuperação de crédito. No ano, foram recuperados R$ 3,3 bilhões de créditos baixados como prejuízo, montante 22,7% superior ao recuperado em 2009. No trimestre, o volume de recuperação de créditos correspondeu a 29,1% do volume registrado como perdas no período.
Captações totais alcançam R$ 519 bilhões
A base de 54,4 milhões de clientes, aliada à rede de 18,4 mil pontos de atendimento, permitiu que o BB ampliasse sua base de depósitos, mantendo sua liderança no Sistema Financeiro Nacional.
O BB registrou R$ 519 bilhões em captações totais no final de 2010, evolução de 4,1% em relação a 2009. Em depósitos, o BB captou R$ 376,9 bilhões, volume 11,6% superior ao ano de 2009. Destaque para as captações em poupança e depósitos à vista que totalizaram, respectivamente, R$ 89,3 bilhões e R$ 63,5 bilhões, crescimento de 17,9% e 12,5% em 12 meses. Em captações no mercado aberto, o volume soma R$ 142,2 bilhões no período.
Nas captações externas, destaque para as emissões de títulos com prazo de 5 e 10 anos por meio do programa Global Medium Term Notes – GMTN que atraíram US$ 1,45 bilhão. Ao final de 2010, o saldo das captações externas alcançou US$ 25,1 bilhões, variação de US$ 3,4 bilhões ou 15,6% em relação a 2009.
Liderança em administração de recursos de terceiros
Maior administrador de recursos de terceiros, o Banco do Brasil, por meio da BB DTVM, alcançou R$ 360,2 bilhões em recursos administrados, com crescimento de 17,4% em 12 meses e 21,2% de participação no mercado, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).
Na visão consolidada, incluindo os 50% dos recursos administrados pelo Banco Votorantim, o BB administra R$ 372,3 bilhões, equivalentes a 21,9% do mercado de administração de recursos de terceiros.
Banco do Brasil lucra R$ 11,7 bilhões em 2010
Durante a coletiva de imprensa para o anúncio do resultado consolidado na manhã dessa quinta-feira na sede da empresa, em São Paulo, o presidente do BB, Aldemir Bendine, anunciou que vai investir R$ 1 bilhão em modernização e implantação de novas agências no país. "Vamos continuar investindo em atendimento. Vamos abrir 600 novas agências e, em quatro anos, chegarremos a todos os municípios do Brasil", afirmou Bendine.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Para não esquecer!
Em Auschwitz morreram, por ordem dos nazistas, aproximadamente um milhão de prisioneiros.
Primeiro, prisioneiros políticos poloneses, depois prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos,homossexuais, eslavos, doentes mentais e deportados de várias nacionalidades.
A partir de junho de 1942, no entanto, o campo de Auschwitz foi destinado ao programa de extermínio de toda a população de judeus da Europa.
As câmaras de gás de Birkenau, anexas a Auschwitz, exterminaram mais de 75% dos judeus encaminhados ao campo.
Quando os nazistas perceberam que o fim da guerra estava próximo, tentaram apagar todas as evidências das atrocidades cometidas em Auschwitz-Birkenau.
Desmantelaram as câmaras de gás e os crematórios, queimaram documentos e evacuaram todos os prisioneiros que podiam andar.
A chegada do Exército Vermelho permitiu salvar algumas centenas de sobreviventes.
Auschwitz é e deve permanecer um símbolo da estupidez de que é capaz a espécie humana. É daqueles momentos em que a sociedade humana emprega toda a sua inteligência, toda a sua sofisticação e criatividade, toda a sua tecnologia a serviço do Mal.
Auschwitz não é produto de uma nação de botocudos, de indivíduos mal saídos da pré-história.
Ao contrário, Auschwitz foi produzido por um dos povos mais adiantados e sofisticados do mundo, um país que legou à Humanidade Beethoven, Wagner, Goethe, Schiller, Weber, entre tantos outros gênios.
Mas a Alemanha também produziu Hitler, Goering, Himmler, e produziu as atrocidades cometidas nos campos de concentração e de extermínio de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Ravensbruck, Sobibor, Treblinka...
E é melhor parar por aqui, porque a lista é muito mais extensa.
Em tempo histórico, isto tudo aconteceu ontem. Sessenta e cinco anos não são nada.
É importante lembrar sempre, porque, a qualquer momento, mesmo as nações mais civilizadas do planeta podem contribuir decisivamente para mergulhar o mundo no horror, na estupidez e na bárbarie.
Nessas horas em que a loucura se apodera do planeta, ninguém pode pretender ser inteiramente inocente, quando pequenos conflitos localizados se transformam num incêndio de proporções mundiais.
Por isso, relembrar o Holocausto é esperar que ele nunca mais aconteça novamente.
Mas relembrar o Holocausto é também reconhecer que a espécie humana é capaz, sim, de mergulhar na estupidez e de produzir outros Auschwitz.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Liderança: Fácil ou Difícil?
Pensou o subordinado: - Senhor, dê-me paciência para agüentar meu chefe, porque se me der força... eu bato nele!
Pequena, mas verdadeira história, afinal atire a primeira pedra quem nunca teve esse pensamento.
A verdade é que liderar não é tarefa fácil, mas primordial para quem quer ter sucesso na carreira.
Na liderança há a mistura de arte e ciência, porém hoje a exigência por melhores resultados, inovar e crescer faz com que essa tarefa seja cada vez mais árdua.
O caos organizacional e a falta de tempo não servem como desculpas para a falta de planejamento, foco e trabalho em equipe. Ele já está instalado entre nós. Feliz daquele que compreende e administra o caos.
Toda equipe, normalmente, é reflexo de sua liderança, assim como os filhos são reflexos de seus pais.
Nesta difícil trajetória, que tal refletirmos sobres pontos importantes na relação lideranças X liderados?
Definir missão e valores
Sua equipe sabe qual o norte a ser seguido? Quais os valores que nunca devem ser esquecidos? Qual a razão da existência da empresa e em que ela efetivamente acredita? As ações de sua equipe devem ser condizentes com a missão maior da empresa e é através da missão que deve ser iniciado o planejamento estratégico de qualquer organização.
Visão sistêmica
Conseguir enxergar o todo, ser capaz de compreender que somos interdependentes e que o triunfo é quando todos conseguem atingir seus objetivos. Assim, como o corpo humano, sua empresa depende de cada setor para sobreviver, ao invés de promover competição entre os setores promova a sinergia entre os mesmos. Um bom ambiente de trabalho é quando todos de alguma forma sentem que fazem a diferença no resultado final.
Integre a equipe
Você conhece cada membro de sua equipe? Seus sonhos, metas, aspirações, hobbies, um pouco sobre sua história de vida. A integração facilita a comunicação, cria relacionamentos e cumplicidade. Não perca pequenas oportunidades para promover festas, happy hour, atividades esportivas, treinamentos ao ar livre com todos seus funcionários e quando possível traga a família para conhecer a empresa para que entenda o que a pessoa faz, enfim, qual o seu trabalho.
Respeitar a individualidade
Aceitar diferenças, tentar entender o porquê de determinado comportamento, evitar julgamentos, criar um ambiente de confiança. O bom líder sabe que cada pessoa tem seu tempo, seu ritmo e cabe a ele ajustar processos e tarefas ao que realmente cada um é capaz de fazer. Pedir aquilo que se pode efetivamente dar, sem fazer do poder atos de terrorismo organizacional, criando desgastes desnecessários.
Entender o conceito de competência
A palavra incompetente é forte e ofensiva. Você sabe realmente o que torna uma pessoa competente ou o contrário disso? Competência tem três pilares: conhecimento, habilidade e atitude. Antes de pensar ou rotular alguém de competente ou incompetente pense se esta pessoa sabe o que tem de fazer (conhecimento), sabe o como fazer, se tem as condições adequadas para fazer (habilidades) e se quer ou gosta de fazer (atitudes). Esta é uma receita simples, mas poderosa para ser usada na prática motivando sua equipe e evitando rótulos que quase sempre ficam impossíveis de serem retirados.
Líder que é líder não tem medo de pedir ajuda, dizer "não sei" ou "não vai dar"
Humildade não é sinal de fraqueza, dizer "não sei" não significa falta de preparo e é melhor dizer "não" do que prometer algo que não possa ser cumprido.Vejo líderes relutantes em demonstrar sentimentos, querem demonstrar opinião formada sobre tudo e preferem a morte ao passar a impressão de incapacidade. Lembre-se que antes de ser líder você é um ser humano que tem coração, sentimentos, fases boas e más e que como qualquer outra pessoa tem todo o direito de errar, sentir insegurança, medo ou raiva. Não há maneira de fugir desses sentimentos, então creio que a diferença do sucesso e do fracasso está em como gerir suas emoções, compartilhar responsabilidades, problemas e glórias.
Ser coerente na relação discurso X prática
O sentimento de justiça é criado quando há o máximo de coerência entre discurso e ação. Incoerente, uma vez ou outra, todos nós somos, afinal é muito difícil ter uma conduta o tempo todo excepcional, ser certinho em tudo. Mas, integridade e coragem são práticas diárias. O líder é o maior exemplo e suas condutas são o reflexo de outras, ele é o grande harmonizador ou conturbador do ambiente. A responsabilidade é grande e não adianta querer tirar o corpo fora, porque no final os resultados serão cobrados de você, mas se sua equipe tem o sentimento de justiça em relação a sua conduta, mesmo nas decisões mais complicadas e impopulares ela, em sua maioria, o apoiará. Perca tudo, menos a confiança e o respeito de sua equipe.
Criar um sentimento de causa
Muitas organizações sem fins lucrativos chegam a excelência em administração de custos, desperdício zero ou administração do tempo. Muitas equipes esportivas extraem o melhor de cada atleta e atingem grandes conquistas. Por quê? Porque existe o sentimento de causa. A conquista de uma medalha, de um título, de um recorde, a ajuda humanitária, entre outros fatores. Na empresa existe a cultura capital e trabalho, mas será que não é possível demonstrar a nossa equipe o algo mais. Empresas de telecomunicações aproximam pessoas, as de entretenimento realizam sonhos, construtoras constroem o seu lar, academias colaboram com a sua saúde e auto-estima, a lista é longa, mas o que quero dizer é que precisamos sempre trabalhar este pensamento com nossos colaboradores. Não é somente a remuneração que atraem e retêm os talentos, é a capacidade de desafiar, criar oportunidades e o sentimento de causa que criam grandes equipes.
Não existe uma grande equipe sem um grande líder e tão importante quanto o destino final é a forma como é conduzida a jornada, vencendo obstáculos, superando tormentas, celebrando conquistas, sempre com um rumo certo a seguir e a certeza de uma grande chegada.
*Paulo Araújo é conferencista e autor de Motivação - Hoje e Sempre (editora Qualitymark), entre outros livros. Site: www.pauloaraujo.com.br / Contato: (41) 267 6761
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Guerra no Rio
A Polícia Federal também dará apoio às ações de combate a criminosos do Rio. Trezentos agentes vão trabalhar junto com a polícia a partir desta sexta-feira.
A Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte, foi totalmente ocupada pela Polícia Civil. Homens do Bope, tropa de elite da PM, ficarão na região por tempo indeterminado. Na tarde desta quinta, pelo menos 200 bandidos fugiram para o Complexo do Alemão. Participaram da operação 390 policiais. Seis granadas, 11 fuzis, 30 pistolas foram apreendidos desde o início do conflito.
Mais de 70 veículos foram incendiados desde domingo, 34 pessoas morreram durante os confrontos e 67 pessoas foram presas.
Bombeiros confirmam que bandidos atearam fogo em dois carros na autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga a zona norte à zona oeste da cidade. Outros três ônibus também foram incendiados: dois na capital e outro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Resumo da Semana
José Dirceu e o PT - Num encontro com petroleiros na Bahia, José Dirceu, disse que, com Dilma, o PT vai mandar mais do que com Lula e fazer o seu "projeto". Ele disse ainda que Lula é duas vezes maior do que o partido. Já Dilma, ele define como uma liderança que não tinha "grande expressão popular, eleitoral, nem raiz histórica no país". Criticou várias vezes a imprensa, dizendo que era preciso se preparar para a disputa com os meios de comunicação. Pode-se criticar jornais, jornalistas, empresas. Nada disso é assustador. O que assusta é achar que é preciso controlar a imprensa por haver um, como ele disse, “excesso” de liberdade e “abuso” do direito de informar.
Crise completa dois anos - Dois anos depois da quebra do Lehman Brothers, os chamados países ricos estão ainda engasgados com a crise. Entre os emergentes, China e Índia reduziram o ritmo de crescimento; a Rússia teve grande recessão; e o Brasil, pequena. Mas teve um momento de muito susto por aqui. Devemos essa saída rápida da crise ao BC, que percebeu o tamanho do problema e o que deveria fazer. Tínhamos algumas vantagens: o país tinha uma regulação mais rigorosa, porque havia passado pela crise dos anos 90; além disso, o mercado financeiro era relativamente isolado do resto. O Brasil, no governo Lula, acumulou também muitas reservas, e o BC pode usá-las para fazer um colchão que amorteceu a crise. O Brasil se saiu bem, mas passou por dois trimestres de sufoco. Nos Estados Unidos está havendo um impacto político da crise com o fortalecimento da extrema direita do Partido Republicano.
Regulação financeira - Foi fechado um acordo internacional, em Basileia, na Suíça, para a terceira rodada de regras de proteção dos bancos contra as crises. Haverá, agora, colchões de proteção, nova definição do que seja capital, novos limites de alavancagem e os bancos grandes terão de ser mais rigorosos.
América Latina na "The Economist" - A reportagem de capa da revista britânica - com o mapa invertido das Américas e o título: "Quintal de ninguém" - falou dos avanços e problemas da América Latina. A notícia para comemorar é que a região está crescendo este ano. Só Venezuela, Cuba e Haiti não crescem. Eles falam também do círculo virtuoso que está beneficiando a região: diante da crise da dívida, a região fez reformas importantes, passou a ter muito mais responsabilidade fiscal, combateu a inflação, regulou o sistema bancário de forma mais rígida. Tudo isso fez bem agora às economias da América Latina. A revista diz que é exemplo para o sul da Europa, que enfrenta dívida alta. Mas afirma que o risco aqui é a complacência com erros antigos: temos baixa taxa de poupança e de investimento, a educação ainda é deficiente e investimos pouco em inovação. O excesso de informalidade, provocado por uma legislação trabalhista antiga, seria outro problema. Eles dizem que a relação com os EUA deve ser atualizada. Acham que o Brasil tem de fazer isso, mas que os EUA também devem mudar em relação à América Latina.
Queda do dólar - No Brasil e no mundo todo, o dólar vem caindo. Por aqui, foram dez pregões seguidos com a moeda americana em baixa. No Brasil, há bons motivos para que o real se valorize: o país tem juros altos e o fato novo é a capitalização da Petrobras, que traz mais dinheiro para cá. O ministro Guido Mantega disse que o governo vai comprar, através do Fundo Soberano, todo dólar que entrar pela capitalização para neutralizar esse efeito. Como os EUA não conseguem sair da crise, o governo terá de injetar mais dólar na economia. Está prevendo recomprar 1 trilhão de dólares de papéis do Tesouro. A tendência, então, é de queda do dólar.
Novo recorde de emprego - Dados do Caged mostram que em agosto foram criados mais de 299 mil postos de trabalho, principalmente no setor de serviços, o que representa o maior resultado para o mês. De janeiro a agosto, já foram abertas 1,95 milhão de vagas. O dados mostram que parte disso é recuperação do que foi perdido nos piores meses de 2009.
Mudanças em Cuba - O país anunciou que vai demitir meio milhão de funcionários públicos, 10% dos trabalhadores do país, e aumentar o número de permissão para trabalhos por conta própria. Cuba está com uma grande crise econômica. O Estado paternalista que faz tudo e dá empregos não funciona mais. Agora, estão tentando encontrar uma saída.
Educação - Hoje, o IBGE divulgou a "Síntese dos Indicadores Sociais" que traz dados interessantes. De novo, está comprovado que a mulher tem mais escolaridade do que o homem, mas tem salários menores, 70% do que o homem ganha. O dado que o GLOBO está destacando é assustador: nós temos a maior taxa de evasão escolar e de reprovação do Mercosul - lideramos também na comparação com outros países, como Chile e Venezuela. A única batalha que não podemos perder – a educação - temos perdido insistentemente.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Lucro do BB vai a R$ 5,1 bi com alta do crédito
O Banco do Brasil (BB) apresentou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, alta de 26,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No trimestre, o lucro da instituição chegou a R$ 2,7 bilhões, uma evolução de 15,9% sobre o período anterior e 16,1% frente ao segundo trimestre do ano passado. A chave para o resultado foi a expansão de financiamentos, segundo o BB.
Com a visão de que a taxa Selic deve iniciar uma trajetória de queda, e de que o mercado primário imobiliário se acelerará nos próximos anos, o BB quer ganhar mercado neste segmento. A meta da instituição, segundo indicação do vice-presidente de novos negócios Paulo Caffarelli, é a de chegar ao final do ano com R$ 3 bilhões em crédito para imóveis para pessoa física. "O saldo disponível é de R$ 7 bilhões."
Caffarelli acredita que o investimento traz uma grande vantagem competitiva. "Até 2013, queremos ser um dos três principais bancos no setor."
O banco ingressou neste mercado há 2 nos e hoje já figura entre os 5 primeiros colocados. "Há dois anos, o mercado imobiliário era praticamente zero fora da Caixa Econômica Federal."
O resultado da carteira no primeiro semestre foi de R$ 2,1 bilhões, cerca de 10% acima do R$ 1,9 bilhão do final dos três primeiros meses do ano. O resultado é quase o dobro do alcançado em 2009. O banco descarta competir com a Caixa Econômica Federal, que detêm 70% do mercado.
O presidente do banco, Aldemir Bendine, destacou que a entrada do BB neste mercado só foi possível após depois da aprovação de um projeto de lei. "Agora, 10% da captação de poupança será destinado ao imobiliário e 90% para agricultura. Antes a provisão de funding era de 100% para o campo." Bendine esclareceu que nos outros bancos comerciais a proporção é inversa.
Bendine acredita que a relação entre crédito imobiliário e PIB ainda é muito "tímida" no Brasil - 3,3%. Para o executivo, há uma explosão no setor, pois economia está estável e o brasileiro está financiando o primeiro imóvel.
Outra carteira que aponta para um horizonte de crescimento é a de crédito é o consignado. O presidente do BB contou que o banco pode crescer muito nesta modalidade, pois empresta basicamente a servidores do Estado e não aos aposentados.
Hoje, a carteira é responsável por 40,5% do total, com recursos na casa de R$ 40, 476 bilhões. Em junho de 2009 a posição era de R$ 29, 533 bilhões.
De acordo com Bendine, o banco abocanha perto de 34% do mercado neste tipo de operação. A Nossa Caixa, recentemente adquirida pelo banco, foi responsável por 18% do resultado.
As operações de financiamento de veículos do BB cresceram 178, 4% nos seis primeiros meses do ano frente ao ano passado. Ela totalizou R$ 22, 774 bilhões ao final de junho. A compra do Banco Votorantim foi decisiva para o crescimento. Sem o banco a carteira cresceria 18,8%.
Outro destaque é a carteira de pessoa jurídica que cresceu 31,2% em 12 meses e alcançou em junho R$ 135,575 bilhões. O segmento que se sobressaiu foi o de médias e grandes empresas. Em junho do ano passado, o posicionamento era de R$ 63, 858 bilhões; já no mesmo mês deste ano, foi de R$ 88, 193 bilhões. Já o estoque para micro e pequenas empresas saltou de R$ 39, 493 bilhões para R$ 47, 382 bilhões.
A carteira de crédito total do banco fechou o semestre em R$ 326,5 bilhões, com crescimento de 29,3%.
Exterior
O Banco do Brasil deve ir às compras e adquirir alguma rede de banco de varejo norte-americana. Contudo, há sinalizações de que o banco possa adquirir redes também na América Latina. Ao mesmo tempo, o banco mantém conversas com o Banco Espírito Santo (BES) e Bradesco para expandir no continente africano.
Segundo Bendine, o BB usa critérios para a aquisição. O mais importante critério e que sinaliza onde o banco pode adquirir redes bancárias é a presença de empresas brasileiras no país.
Bendine ressaltou que a compra nos EUA se restringe a cerca de 5 estados. O DCI apurou que 10 bancos são avaliados pelo BB.
Seguros
O BB deve reestruturar a área de seguros. O principal alvo é a comprar entre 20% e 40% dos ativos da IRB-Brasil Re, maior resseguradora da América Latina. De acordo com o vice-presidente de novos negócios do BB, Paulo Caffarelli, o BNDES, a pedido do Tesouro, avalia o preço daquela empresa. "O banco quer ser ator principal em obras e PAC."
No ramo de títulos de capitalização, o BB se juntou com a Icatu. "Estamos na parte de comprar a parte da Sulacap e da Aliança da Bahia. Integração que deve acontecer até o final do ano que vem". Segundo o executivo, o banco tem parceria com a entre Brasilprev e Principal na área de planos de previdência.
Outra área que deve sofrer mudanças é no ramo de odontologia. "Podemos criar ou comprar um pedaço de uma empresa especializada no setor, depende do negócio que fizermos." O lucro da área de seguros ficou em R$ 297,7 milhões no segundo trimestre deste ano, expansão de 5,6% ante o mesmo período do ano passado. A área respondeu por 12,8% do lucro do banco.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Risco Brasil sobre 2,48%
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
(Valor)
sábado, 24 de julho de 2010
Convém Sonhar*
A mãe dos meninos tinha pedido bolsa aos diretores durante um encontro na escola dominical, na Igreja Presbiteriana. Analfabeta, extremamente pobre, queria que os filhos estudassem. Sonho antigo e persistente. Foi por ele que decidiu sair de Recife e tentar a sorte no interior do estado.
— Vamos para Garanhuns que os meninos precisam estudar — disse ao marido.
Eram os anos 20 do século passado. O analfabetismo era dominante no Nordeste; ela queria para os filhos outro destino. Bolsa, os diretores americanos, que fundaram o colégio, avisaram que não davam. Mas aceitaram que dois deles estudassem de graça, se concordassem em trabalhar no colégio. O mais velho dos dois irmãos que ganharam a bolsa-trabalho tinha 13 anos; o mais novo, 11. Anos depois, a família conseguiu que entrasse nesse grupo o caçula, então com 7 anos.
De tarde, eles varriam as salas e lavavam os banheiros. De madrugada, espanavam as carteiras e mesas. Depois iam para a aula como todos os alunos. A mãe orientava que só vestissem o uniforme após terminada a limpeza e depois que se limpassem no banheiro do colégio. Ela sempre entregava a eles uniformes limpinhos, que, às vezes, secava no ferro durante a noite. Nem sempre estavam bem alimentados.
— Trabalhávamos para estudar e ainda passávamos fome — relatou recentemente o mais novo dos irmãos.
Foram eternamente gratos à oportunidade que receberam e retribuíram estudando muito. Os três foram alunos brilhantes, de pontuar nos primeiros lugares, de queimar etapas com provas no estilo supletivo.
Orientados pelos diretores e professores do XV de Novembro, continuaram seus estudos para além do ginásio, além de Pernambuco. Os três foram para o seminário presbiteriano em Campinas. O curso era apertado, nota mínima 8. Estudava-se não apenas teologia. Saía-se de lá com várias licenciaturas, para o trabalho de professor do ensino médio. No seminário, o menino que recebera de Manezão o balde e a vassoura tinha tão bom desempenho, esforçava-se para falar português tão irretocável, que recebeu o apelido de "mulatinho pernóstico".
Ele dava de ombros, porque sabia dos seus sonhos e estava decidido a realizá-lo: sonhava dirigir um colégio e, quando estivesse nesta situação de poder, dar bolsa a meninos pobres, como ele, que teriam então a chance que teve. Era isso que pedia nas orações que costumava fazer num morro de Garanhuns chamado Monte Sinai. Passava por lá entre um biscate e outro que fazia — de vendedor na feira a pintor — para ajudar a renda baixíssima e instável da família. O pai era pedreiro em frente de obras, nem sempre tinha trabalho e renda.
Quando se mudou, aos 28 anos, para o Vale do Rio Doce, fundou, em Caratinga, junto com outros líderes locais, o primeiro ginásio da região. Como diretor, fazia exatamente aquilo a que se propôs na adolescência: distribuía muita bolsa de estudo. Não o fazia em troca de trabalho. A alguns dos bolsistas mais velhos, muito pobres, também ofereceu trabalho assalariado no colégio.
Os três se dedicaram à educação, os três se dedicaram à igreja. Dividiam-se entre as duas frentes de trabalho. Como acreditavam no ensino laico, não misturavam as duas. Foram excelentes professores nas escolas onde ensinaram. Foram brilhantes oradores nas igrejas.
A fé em Deus era inabalável, a paixão laica que tiveram era a educação. O mais novo e o mais velho também fizeram Direito. Dos três, o mais dedicado à educação foi o do meio, exatamente o menino franzino que tinha recebido o balde e a vassoura. Além do colégio que fundou e fez prosperar em cursos superiores, abriu escolas públicas em outras cidades, a pedido do governo do estado, na época da interiorização do ensino fundamental em Minas Gerais. Ele mesmo estudou a vida inteira, como autodidata e leitor voraz, os mais variados assuntos: da filosofia à física quântica.
Tiveram sempre orgulho de terem trabalhado para conquistar o direito de estudar num colégio de excelente qualidade de ensino. Nunca se deram conta de que trabalhar cedo demais era um absurdo. Achavam que foi uma troca justa à qual lhes coube corresponder. De Manezão, vingaram-se fazendo dele uma figura folclórica nas famílias que constituíram. "Brincadeira de Manezão" passou a ser a expressão que designava a atitude de humor grosseiro, da pessoa que agride, quando tenta brincar.
O mais velho, Boanerges, morreu aos 62 anos. O mais novo, Nathanael, está vivo e lúcido aos 85 anos. O do meio, o menino franzino, alvo da brincadeira do Manezão, é Uriel, o meu pai. Ele morreu exatamente há 10 anos, em 29 de junho de 1998. Quando estava velando seu corpo, um homem se aproximou de mim e disse que tinha sido menino de rua até que meu pai lhe deu bolsa no colégio e no internato, e tinha virado juiz de direito. Outro contou que trabalhava na roça, era analfabeto, até a visita do meu pai. Passou a estudar e virou gerente de banco. Histórias assim foram me enchendo de orgulho naquele dia difícil.
Nathanael, meu tio, fez o sermão do culto de ação de graças pela vida dele. Ao lado do corpo do irmão, começou dizendo: "Este homem sonhou. Convém sonhar." Essa história sedimentou em mim a confiança na força da educação.
* Escrito por Miriam Leitão e publicada no Jornal O Globo do dia 28/06/2008.
Porque hoje é sábado

Quem quiser ler pode escolher o assunto do seu interesse porque está dividido por capítulos. Essa é a vantagem de coletâneas. Quem gostar de educação pode ler Mãe das Batalhas. Tem uma que se chama Visita das Águas que é a história de uma coluna que a Miriam Leitão começou, parou e retomou quatro anos depois.
Uma crônica chamada Elas Carregam Trens conta a história de uma mulher que a Miriam encontrou por acaso e que a ensinou muito. Tempo incerto é sobre uma visita que ela fez ao MetOffice, centro de climatologia da Inglaterra. O Senhor Tolere fala da visita ao Parque Grande Sertão Veredas. Enfim, algum ponto desse livro a gente se encontra. Vale a pena ler.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Lançamento de livro no blog
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Lançamento de livro no blog

Uma das mais respeitadas jornalistas do país, Miriam Leitão, reúne as crônicas mais marcantes, publicadas ao longo de seus quase vinte anos de carreira. Dividido de forma temática, este livro, mais do que uma coletânea de textos, retrata a história recente do país, com os acontecimentos que marcaram a sociedade, a política e a economia.
Miriam Leitão tem coluna diária no jornal O Globo, é comentarista de economia da TV Globo, Rádio CBN, além de ser âncora no programa Espaço Aberto veiculado pela Globonews.
No livro, além de economia, tem jornalismo, política, meio ambiente, questões institucionais, social, racial, da mulher e, no final, um conjunto de colunas que são mais crônicas. Justamente desse bloco final é que sai o título do livro, Convém Sonhar, uma história bem pessoal, que ela considerou valiosa porque fala da importância da educação.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Por dentro do blog
reconheço que estou muito descuidado com as informações através do meu blog.
Nunca mais postei nada novo, nenhum texto, nada!
O fato é que desde que eu comecei em uma nova empreitada, fiquei em falta com este veículo.
Porém, para me redimir, postarei resumo de aulas referente aos estudos que estou realizando atualmente.
A mudança de tema será necessária, pois deixarei um pouco a política de lado e passarei a tratar com mais frequência de temas relativos a economia, finanças. Em suma, conteúdos que estão sendo meu principal instrumento de carreira profissional.
Espero que vocês gostem!
Bom final de semana e cordial abraço.
sábado, 10 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Oferta do BB sai a R$ 24,65 por ação e gera R$ 9,7 bi
A oferta pública de ações do Banco do Brasil (BB) saiu a preço de mercado. Os papéis foram colocados a R$ 24,65, mesma cotação de fechamento dos ativos na BM & FBovespa nesta quarta-feira, quando a ação recuou 3,33% em relação a ontem.
Ao todo, o banco colocou 396 milhões de ações ordinárias, sendo 286 milhões em colocação primária e 110 milhões e oferta secundária. Com isso, foram captados R$ 9,761 bilhões.
Desse total, R$ 7,050 bilhões irão para o caixa do banco e os R$ 2,711 bilhões restantes serão embolsados pelos acionistas vendedoress na operação: o BNDESPar, braço de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Fundo de Investimento Caixa Garantia Construção Naval Multimercado (FI-FGCN) e do Fundo de Investimento Caixa FGHAB Multimercado (FI-FGHAB).
Inicialmente, a parcela secundária da operação previa a colocação de 70,849 milhões de ações, mas foi ampliada com exercício de lote suplementar de papéis.
O objetivo principal da operação foi elevar o capital em circulação (free float) do banco para 25%, percentual mínimo exigido pelas regras do Novo Mercado, segmento de governança corporativa em que o BB está listado. Pelo prospecto, atualmente, a flutuação do BB é de 21,7% e vai a 32% com a venda dos ativos.
Ainda segundo o prospecto da operação, os recursos da oferta primária serão destinados a ampliar a base de capital do banco, o que permitirá aumentar o tamanho da carteira de crédito.
Os papéis adquiridos por meio da oferta estarão disponíveis para negociação a partir de sexta-feira (2/7), sob o código BBAS3. O valor de rateio para os investidores de varejo ainda não foi divulgado. Vale lembrar que os atuais acionistas do banco tinham preferência na subscrição dos papéis.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
No ninho da desilusão
Há um clima de abatimento no ninho tucano com o resultado da pesquisa CNI/Ibope em que pela primeira vez a candidata petista Dilma Rousseff aparece na liderança da sucessão presidencial. A expectativa no PSDB era de que - com a forte exposição do candidato tucano José Serra em inserções e programas partidários nas últimas semanas - ele já estivesse na dianteira nas pesquisas. Aconteceu o contrário. Por isso, o resultado foi tão negativo para o PSDB. Hoje, há uma constatação de que Serra não soube aproveitar o mês de junho, e criou uma agenda negativa, principalmente com a indefinição da escolha do vice. Além disso, o candidato tucano ainda não encontrou um discurso forte para enfrentar Dilma.
Na pesquisa, o resultado de uma pergunta chama atenção: há um forte crescimento do número de eleitores que reconhecem Dilma como a candidata do presidente Lula. Em março esse índice era de 58%. Agora, 73% dos entrevistados já associam Dilma com Lula. Além disso, a aprovação do presidente Lula e do governo é recorde. Um terceiro fator é o bom momento da economia que é capitalizado pela campanha de Dilma. Ou seja, funcionou a estratégia iniciada há dois anos de colar a imagem de Lula e Dilma (mesmo com as recentes multas do TSE por campanha eleitoral antecipada!).
Notícias da Hora
A Polícia Federal prendeu uma quadrilha suspeita de desviar verbas de vários municípios do Ceará e do governo estadual. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em 30 milhões de reais. Cinco pessoas foram presas.
Pesquisa CNI/Ibope aponta pela primeira vez a candidata do PT Dilma Rousseff na frente na sucessão presidencial. Dilma tem 40% das intenções de voto; José Serra, do PSDB, está com 35%; e Marina Silva, do PV, tem 9%, no cenário que considera apenas estes três candidatos. A pesquisa foi feita entre os dias 19 e 21 de junho em 140 cidades e entrevistou dois mil e dois eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Pesquisadores italianos anunciaram a eficácia do implante de células-tronco para tratar cegueira causada por queimaduras nos olhos. A técnica foi utilizada em 112 pessoas. A visão de oitenta e duas delas foi totalmente recuperada e, em 14, a visão foi parcialmente restabelecida.
Eslováquia e Itália se enfrentam às onze da manhã, pelo grupo F da Copa do Mundo. No mesmo horário, a seleção do Paraguai joga contra a da Nova Zelândia. Às três e meia da tarde, Dinamarca enfrenta o Japão e a seleção de Camarões joga contra a Holanda, pelo grupo E do Mundial.
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou estável, com 9 mil 928 pontos. As principais bolsas europeias estão em baixa.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Notícias da Hora
Quase cinco mil gestores públicos tiveram as contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União nos últimos oito anos, segundo o órgão. A lista foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, que vai decidir se eles ficarão inelegíveis em outubro. De acordo com o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, os pedidos serão analisados caso a caso.
Pelo menos 4 pessoas morreram num atentado contra um ônibus que transportava soldados no subúrbio de Istambul, na Turquia. As autoridades suspeitam que rebeldes curdos sejam os responsáveis pelo ataque.
O número de mortos nos conflitos étnicos no sul do Quirguistão, na Ásia Central, aumentou para 214 e o de feridos chega a dois mil e cem, segundo novo balanço do governo. A ONU estima em mais de cem mil o total de refugiados no país vizinho, o Usbequistão.
O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em queda de 1,2% nesta terça-feira, com 10 mil 112 pontos. As principais bolsas europeias abriram em baixa.
México e Uruguai jogam às onze da manhã pelo grupo A da Copa do Mundo. No mesmo horário, a França enfrenta a África do Sul. Às três e meia da tarde, Nigéria joga contra a Coreia do Sul, e Grécia, contra a Argentina.
sábado, 19 de junho de 2010
Notícias do Blog
Gana e Austrália estão em campo, em partida pelo grupo D da Copa do Mundo. No primeiro jogo do dia, pelo grupo E, a Holanda venceu o Japão por 1 a 0; Camarões e Dinamarca se enfrentam às três e meia da tarde.
Um forte nevoeiro sobre a cidade do Rio de Janeiro causou o fechamento por cerca de 4 horas dos aeroportos Santos Dumont e internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, neste sábado. O motivo foi o forte nevoeiro que cobriu a capital fluminense nesta manhã. No Tom Jobim, 14 voos foram redistribuídos para 4 terminais.
Em São Paulo, os painéis do aeroporto de Congonhas registram ao menos 4 partidas para o Rio atrasadas e seis canceladas. O aeroporto internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, registrou cinco cancelamentos.
A Defesa Civil e os bombeiros de Alagoas buscam três desaparecidos após fortes chuvas nos municípios de Joaquim Gomes e Paulo Jacinto. Segundo a Defesa Civil, o número de pessoas fora de casa pode chegar a 12 mil. No estado de Pernambuco, nove pessoas morreram em consequência das chuvas.
A China irá flexibilizar gradualmente o iuan, informou o banco central neste sábado. O anuncio indica que o governo chinês está pronto para acabar com 23 meses de câmbio fixo que ficou sob intensa pressão mundial.
O avião com o corpo de José Saramago, onde também estão familiares e autoridades, chegou ao aeroporto internacional de Lisboa. Um cortejo vai levar o corpo para o velório na capital portuguesa.
