O Haiti é um país sem sorte. A história do país mais pobre do Ocidente é marcada por sucessivos golpes de Estado e governos autoritários. O país viveu durante 30 anos sob a ditadura da família Duvalier: com apoio dos Estados Unidos, François Duvalier, conhecido como Papa Doc, que governou de 1957 a 1971; depois seu filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que governou de 1971 a 1986.
As três décadas de tirania dos Duvalier deixaram uma herança de miséria, bandos armados ligados ao poder e corrupção institucionalizada.
Foi uma junta governamental que levou quatro anos para organizar eleições gerais no país.
Em 1990, sob o olhar atento da comunidade internacional, foi eleito presidente o padre de esquerda Jean-Bertrand Aristide.
Empossado em 1991, Aristide foi deposto no final do mesmo ano com o golpe liderado pelo general Raoul Cedras. Aristide exilou-se nos Estados Unidos.
Então, a ONU e os Estados Unidos impuseram sanções econômicas ao país para forçar a volta de Aristides, que em 1993 assinou um pacto com Cedras, em Nova York, prevendo seu retorno ao cargo.
Com isso, depois de governar até o fim do mandato, em 1995, Arisitide venceu outra eleição, em 2000, com 92% dos votos. Desde então, crises políticas e econômicas enfraqueceram sua liderança de maneira irreversível.
Em 2004, Aristide deixou o país rumo à África do Sul. Naquele ano, Alexandre Boniface, chefe do Judiciário, assumiu a presidência interinamente.
Nos dias que sucederam a renúncia, saques e tumultos foram registrados no Haiti. Fuzileiros norte-americanos desembarcaram no país no final do mesmo ano e, por decisão da ONU, o Brasil foi designado para comandar uma missão de paz no Haiti. Era a primeira vez que o nosso país liderava uma força de paz da ONU.
A difícil missão dessa tropa era assegurar a ordem e desmantelar as milícias locais, dar segurança e proteção aos civis, garantir a restauração do Estado democrático e monitorar o cumprimento dos direitos humanos. Foi uma tarefa muito difícil, pois o pior dos problemas era a resistência às mudanças pelos haitianos.
Apesar de todas essas medidas e dos bons resultados conseguidos, em 2007 o Haiti era um país que apresentava graves problemas sociais e uma economia com baixas perspectivas de crescimento.
O Haiti tem números terríveis. Metade do país é de analfabetos, 80% dos haitianos são pobres, destes, 50% estão em estado de pobreza absoluta. Só 30% de luz elétrica, só 20% das casas têm água encanada. O país já foi vítima da mais sangrenta das ditaduras cuja polícia matou 30 mil pessoas. É atingido por inundações, como a de 2004, em Gonaives, que deixou mais de dois mil mortos, ou os furacões de 2008. E agora, um terremoto que atinge quase todo o país deixando uma rastro de destruição e desesperança no rosto de um povo sofrido.
Em suma, o Haiti teve a sua história marcada por inúmeras tragédias. O trabalho agora será muito grande, e não só o Brasil, mas também os Estados Unidos terão papel fundamental, não só por serem mais ricos, mas também por estarem mais próximos do Haiti.
É um momento de dor, mas o mundo está reagindo de forma importante: com solidariedade.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Triângulo das Bermudas se prepara
Lucia Hippolito
No Triângulo das Bermudas da política brasileira (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país), os palanques das eleições de 2010 começam a se armar.
Ainda há decisões a tomar, mas os principais candidatos já se apresentaram.
Em São Paulo, a equação passa pela definição do governador José Serra. A cada dia fica mais claro que Serra é candidatíssimo à presidência. Apenas ainda não anunciou aquilo que todo mundo já sabe.
Nesse caso, ninguém tira o lugar de candidato tucano de Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Assim que serristas e alckimistas pararem de brigar e começarem a se entender, a candidatura está sacramentada.
Serra não pode se dar ao luxo de sair candidato deixando uma entre seus correligionários prosperar.
No PT, sem um nome forte, parece que a candidatura se encaminha novamente para o senador Aloísio Mercadante.
Esperemos que os “aloprados” das eleições de 2006 não façam parte dos militantes da campanha do nobre senador.
No Rio, o governador Sergio Cabral é candidato à reeleição. Não deve enfrentar adversários perigosos, nem mesmo o ex-correligionário Anthony Garotinho que, entrincheirado no Norte fluminense (sua mulher, a ex-governadora Rosinha é prefeita de Campos), tenta voltar ao governo do estado.
A oposição, por sua vez, tenta fechar uma aliança entre tucanos e verdes, com o deputado Fernando Gabeira liderando a chapa.
Dessa forma, haveria palanques para Serra e para Marina Silva.
O PT, depois de ensaiar o lançamento da candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, vai mesmo apoiar Cabral.
Lindberg será candidato ao Senado, na chapa de Cabral. O problema é a ex-ministra Benedita Silva, atualmente secretária no governo Cabral, que deseja voltar ao Senado.
O problema é que a segunda vaga na chapa de Cabral será disputada pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani.
Nada de muito grave. Nada que uma boa conversa e a promessa de manter Benedita no secretariado não resolvam.
O palanque mais complicado é o de Minas Gerais. Tem tanta gente, que periga não aguentar o peso.
Na chapa tucana, o candidato é o vice-governador Antonio Anastasia, que nunca disputou uma eleição.
O governador Aécio Neves, candidato ao Senado, parece querer testar até o limite sua imensa popularidade e sua capacidade de fazer malabarismos e eleger candidatos virgens de eleições.
Se deu certo elegendo Márcio Lacerda para prefeito, por que não daria certo para eleger Anastasia?
Os próximos meses nos dirão se o governador está ou não abusando da sorte.
A segunda vaga na chapa de Anastasia será oferecida ao ex-presidente Itamar Franco, outro peso-pesado.
Tudo certo? Nem um pouco.
O vice-presidente José Alencar já declarou que é candidato a senador. Se for, não tem prá ninguém. A vaga é dele.
Se a outra for de Aécio, vai sobrar candidato ao Senado.
Mas os problemas ainda não acabaram. No PMDB, o ministro Hélio Costa afirma que será candidato ao governo – e lidera as pesquisas de intenção de voto.
Numa aliança com o PT, Hélio sairia para governador, e os ex-prefeitos Patrus Ananias e Fernando Pimentel concorreriam ao Senado.
Tudo certo? Nem um pouco.
Patrus e Pimentel disputam ferozmente a indicação do PT, mas para governador.
E querem empurrar Hélio Costa para ser vice na chapa de Dilma Rousseff. O senador é nome forte em Minas e traria para Dilma parte do eleitorado do segundo colégio eleitoral do país, neutralizando um pouco a influência da imensa popularidade de Aécio Neves.
(Alguém precisa avisar o deputado Michel Temer, que já encomendando o terno de vice).
Como se vê, o palanque mineiro tem gente demais. Periga desabar.
O fato é que já está chegando a hora de se organizarem definitivamente os palanques estaduais.
2010 já começou.
No Triângulo das Bermudas da política brasileira (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país), os palanques das eleições de 2010 começam a se armar.
Ainda há decisões a tomar, mas os principais candidatos já se apresentaram.
Em São Paulo, a equação passa pela definição do governador José Serra. A cada dia fica mais claro que Serra é candidatíssimo à presidência. Apenas ainda não anunciou aquilo que todo mundo já sabe.
Nesse caso, ninguém tira o lugar de candidato tucano de Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Assim que serristas e alckimistas pararem de brigar e começarem a se entender, a candidatura está sacramentada.
Serra não pode se dar ao luxo de sair candidato deixando uma entre seus correligionários prosperar.
No PT, sem um nome forte, parece que a candidatura se encaminha novamente para o senador Aloísio Mercadante.
Esperemos que os “aloprados” das eleições de 2006 não façam parte dos militantes da campanha do nobre senador.
No Rio, o governador Sergio Cabral é candidato à reeleição. Não deve enfrentar adversários perigosos, nem mesmo o ex-correligionário Anthony Garotinho que, entrincheirado no Norte fluminense (sua mulher, a ex-governadora Rosinha é prefeita de Campos), tenta voltar ao governo do estado.
A oposição, por sua vez, tenta fechar uma aliança entre tucanos e verdes, com o deputado Fernando Gabeira liderando a chapa.
Dessa forma, haveria palanques para Serra e para Marina Silva.
O PT, depois de ensaiar o lançamento da candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, vai mesmo apoiar Cabral.
Lindberg será candidato ao Senado, na chapa de Cabral. O problema é a ex-ministra Benedita Silva, atualmente secretária no governo Cabral, que deseja voltar ao Senado.
O problema é que a segunda vaga na chapa de Cabral será disputada pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani.
Nada de muito grave. Nada que uma boa conversa e a promessa de manter Benedita no secretariado não resolvam.
O palanque mais complicado é o de Minas Gerais. Tem tanta gente, que periga não aguentar o peso.
Na chapa tucana, o candidato é o vice-governador Antonio Anastasia, que nunca disputou uma eleição.
O governador Aécio Neves, candidato ao Senado, parece querer testar até o limite sua imensa popularidade e sua capacidade de fazer malabarismos e eleger candidatos virgens de eleições.
Se deu certo elegendo Márcio Lacerda para prefeito, por que não daria certo para eleger Anastasia?
Os próximos meses nos dirão se o governador está ou não abusando da sorte.
A segunda vaga na chapa de Anastasia será oferecida ao ex-presidente Itamar Franco, outro peso-pesado.
Tudo certo? Nem um pouco.
O vice-presidente José Alencar já declarou que é candidato a senador. Se for, não tem prá ninguém. A vaga é dele.
Se a outra for de Aécio, vai sobrar candidato ao Senado.
Mas os problemas ainda não acabaram. No PMDB, o ministro Hélio Costa afirma que será candidato ao governo – e lidera as pesquisas de intenção de voto.
Numa aliança com o PT, Hélio sairia para governador, e os ex-prefeitos Patrus Ananias e Fernando Pimentel concorreriam ao Senado.
Tudo certo? Nem um pouco.
Patrus e Pimentel disputam ferozmente a indicação do PT, mas para governador.
E querem empurrar Hélio Costa para ser vice na chapa de Dilma Rousseff. O senador é nome forte em Minas e traria para Dilma parte do eleitorado do segundo colégio eleitoral do país, neutralizando um pouco a influência da imensa popularidade de Aécio Neves.
(Alguém precisa avisar o deputado Michel Temer, que já encomendando o terno de vice).
Como se vê, o palanque mineiro tem gente demais. Periga desabar.
O fato é que já está chegando a hora de se organizarem definitivamente os palanques estaduais.
2010 já começou.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Morre Zilda Arns
Zilda Arns salvou vidas de milhares de brasileiros pobres, e depois levou a Pastoral da Criança para vários países do mundo.
Ela é uma brasileira especial, da qual nós devemos ter muito orgulho.
Ela é uma brasileira especial, da qual nós devemos ter muito orgulho.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
No Rio, muito calor!
A temperatura de hoje chegou a 40,1º, mas a sensação térmica foi de 50º.
A semana continua fazendo calor, porém temos a previsão de uma frente fria que está sobre o estado de Santa Catarina e chega ao Sudeste neste fim de semana.
A semana continua fazendo calor, porém temos a previsão de uma frente fria que está sobre o estado de Santa Catarina e chega ao Sudeste neste fim de semana.
Natal e Região Metropolitana tremeu!
O Rio Grande do Norte registrou mais um tremor de terra.
O abalo foi sentido em toda a região da Grande Natal e segundo o laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a intensidade ficou em torno de 4 graus na escala Richter.
Esse foi o segundo tremor em setenta e duas horas.
O abalo foi sentido em toda a região da Grande Natal e segundo o laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a intensidade ficou em torno de 4 graus na escala Richter.
Esse foi o segundo tremor em setenta e duas horas.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sugestão de leitura
Estou lendo este livro excelente!O psicoterapeuta Flávio Gikovate está acostumado a ouvir. E a dar sua opinião, sempre gentil, nem sempre melodiosa aos ouvidos de quem pergunta.
Quase sempre, com o intuito de não perder a objetividade de vista, ele bate firme em assuntos delicados,como traição.
O livro 'No divã do Gikovate', que a Editora Globo lança com o selo CBN Livros, traz centenas de questões que tanto incomodam o ouvinte e respostas diretas, que levam à compreensão do problema.
São oito capítulos, divididos por temas: ciúme, inveja e vaidade, paixão e amor, relacionamentos afetivos, problemas na relação a dois, sexo, traição e distúrbios mentais.
Só para ter ideia em uma das partes do livro Gikovate diz que o ciumento é aquela pessoa que fantasia, vê histórias onde não existe.
Para ele, ciúme não é prova de amor, mas de insegurança de quem ama.
E, com sua experiência clínica, classifica dois tipos de ciúme: o sentimental, que faz alguém querer ser exclusivo na vida do outro, e o sexual, que provoca medo de ser trocado pelo parceiro.
Muito bomm!!!
Preço: Em torno de R$ 20,00 (em algumas livrarias já encontra-se por menos)
União Homossexual - A luta continua
Lucia Hippolito
Um dos pontos mais importantes do Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto assinado pelo presidente da República – e que tanta celeuma está causando nos meios militares – é a proposta de retomada da discussão sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Este é um debate crucial, que não pode ficar restrito ao Congresso Nacional, que deverá votar uma lei para regular o assunto.
É uma discussão que interessa a toda a sociedade brasileira.
O século XX foi o século da luta por direitos civis. Começou, a rigor, no século XIX, com a luta pelo voto feminino.
A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto às mulheres, em 1893; a Inglaterra em 1918, os Estados Unidos em 1920 e o Brasil em 1933.
Em seguida, a luta disseminou-se para combater a segregação racial, ampliar os direitos da minorias, incluir os excluídos. A partir da década de 1960, acirrou-se a luta por mais direitos civis, com muitas conquistas importantes.
E chegamos ao século XXI.
De certa forma, a eleição de Lula em 2002 e depois a eleição de Obama em 2008 encerram um importante capítulo na luta pelos direitos civis.
Vitória da inclusão, da tolerância, da aceitação do outro, do convívio entre diferentes.
Agora é preciso avançar. E a união civil entre pessoas do mesmo sexo está na ordem do dia.
Vários países já adotam legislação que reconhece esta união.
O pioneirismo, é claro, coube à Escandinávia. Na Dinamarca, a lei é de 1989; na Noruega, de 1992, e na Suécia, de 1995.
Ainda na Europa, Espanha, Portugal e Bélgica (países fortemente católicos) já reconheceram a união civil. A Holanda também já tem legislação a respeito.
Nos Estados Unidos a legislação é local, e várias cidades já possuem leis a respeito da união homossexual, além dos estados de Massachusetts e Connecticut.
Canadá e México também já reconhecem a união civil.
Na América do Sul, Uruguai e Argentina já aprovaram a lei. A Argentina foi a pioneira na realização de um casamento gay.
Aliás, no Brasil, como em muitos países, o debate foi contaminado, em grande parte, pela adoção da infeliz expressão “casamento gay”.
Religiosos de todas as igrejas, conservadores de todos os matizes reuniram-se para impedir a aprovação de lei que regule a união homossexual.
A Constituição brasileira de 1988 fala, em seu Art. 226, em casamento e em união estável, mas sempre entre homem e mulher.
Em 1995, a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto de lei nº 1.115/95, em favor da regularização da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo.
Desde então, o projeto dorme em alguma gaveta da Câmara dos Deputados, à espera de algum deputado (ou deputada) sério e corajoso o suficiente para fazer avançar a legislação.
Antecipando-se a qualquer lei, várias empresas brasileiras já estendem ao companheiro de mesmo sexo os benefícios de planos de saúde e de previdência.
Juízes igualmente já tomam decisões beneficiando companheiros de mesmo sexo em partilhas, heranças e pensões.
Até mesmo a Justiça Eleitoral já reconheceu, em alguns casos, a união homossexual como parte da lei das inelegibilidades.
Portanto, a discussão sobre direitos civis no século XXI precisa avançar. Até para honrar as lutas do século XX.
Está mais do que na hora de a sociedade brasileira realizar uma discussão ampla e aberta sobre a nova pauta dos direitos civis.
União homossexual, aborto e eutanásia são os temas do século XXI.
É preciso discuti-los com coragem e determinação.
Precisamos avançar.
Um dos pontos mais importantes do Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto assinado pelo presidente da República – e que tanta celeuma está causando nos meios militares – é a proposta de retomada da discussão sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Este é um debate crucial, que não pode ficar restrito ao Congresso Nacional, que deverá votar uma lei para regular o assunto.
É uma discussão que interessa a toda a sociedade brasileira.
O século XX foi o século da luta por direitos civis. Começou, a rigor, no século XIX, com a luta pelo voto feminino.
A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto às mulheres, em 1893; a Inglaterra em 1918, os Estados Unidos em 1920 e o Brasil em 1933.
Em seguida, a luta disseminou-se para combater a segregação racial, ampliar os direitos da minorias, incluir os excluídos. A partir da década de 1960, acirrou-se a luta por mais direitos civis, com muitas conquistas importantes.
E chegamos ao século XXI.
De certa forma, a eleição de Lula em 2002 e depois a eleição de Obama em 2008 encerram um importante capítulo na luta pelos direitos civis.
Vitória da inclusão, da tolerância, da aceitação do outro, do convívio entre diferentes.
Agora é preciso avançar. E a união civil entre pessoas do mesmo sexo está na ordem do dia.
Vários países já adotam legislação que reconhece esta união.
O pioneirismo, é claro, coube à Escandinávia. Na Dinamarca, a lei é de 1989; na Noruega, de 1992, e na Suécia, de 1995.
Ainda na Europa, Espanha, Portugal e Bélgica (países fortemente católicos) já reconheceram a união civil. A Holanda também já tem legislação a respeito.
Nos Estados Unidos a legislação é local, e várias cidades já possuem leis a respeito da união homossexual, além dos estados de Massachusetts e Connecticut.
Canadá e México também já reconhecem a união civil.
Na América do Sul, Uruguai e Argentina já aprovaram a lei. A Argentina foi a pioneira na realização de um casamento gay.
Aliás, no Brasil, como em muitos países, o debate foi contaminado, em grande parte, pela adoção da infeliz expressão “casamento gay”.
Religiosos de todas as igrejas, conservadores de todos os matizes reuniram-se para impedir a aprovação de lei que regule a união homossexual.
A Constituição brasileira de 1988 fala, em seu Art. 226, em casamento e em união estável, mas sempre entre homem e mulher.
Em 1995, a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto de lei nº 1.115/95, em favor da regularização da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo.
Desde então, o projeto dorme em alguma gaveta da Câmara dos Deputados, à espera de algum deputado (ou deputada) sério e corajoso o suficiente para fazer avançar a legislação.
Antecipando-se a qualquer lei, várias empresas brasileiras já estendem ao companheiro de mesmo sexo os benefícios de planos de saúde e de previdência.
Juízes igualmente já tomam decisões beneficiando companheiros de mesmo sexo em partilhas, heranças e pensões.
Até mesmo a Justiça Eleitoral já reconheceu, em alguns casos, a união homossexual como parte da lei das inelegibilidades.
Portanto, a discussão sobre direitos civis no século XXI precisa avançar. Até para honrar as lutas do século XX.
Está mais do que na hora de a sociedade brasileira realizar uma discussão ampla e aberta sobre a nova pauta dos direitos civis.
União homossexual, aborto e eutanásia são os temas do século XXI.
É preciso discuti-los com coragem e determinação.
Precisamos avançar.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Finalmente, o voto em trânsito
Lucia Hippolito
Voto secreto e Justiça Eleitoral autônoma eram bandeiras da Revolução de 30 e fizeram sua estreia nas eleições de 1933.
De lá para cá, com a concessão do voto às mulheres, aos analfabetos, religiosos e militares de baixa patente, foram ampliados os limites do sufrágio universal, até chegarmos aos mais de 132 milhões de eleitores que poderão votar nas eleições de outubro de 2010.
A Justiça Eleitoral, por sua vez, progrediu muito, punindo irregularidades, diminuindo fraudes e promovendo recadastramentos periódicos para eliminar o eleitorado fantasma.
As urnas eletrônicas, adotadas com entusiasmo pelo TSE, também constituem poderoso instrumento contra a fraude.
Poderiam ser ainda melhores, poderiam emitir um comprovante impresso do voto para o caso de necessidade de recontagem.
Mas, de qualquer maneira, os avanços são indiscutíveis.
Também na área das instruções a Justiça Eleitoral tem avançado bastante, democratizando as oportunidades dos candidatos e tentando diminuir a influência do poder econômico e do uso da máquina do governo a favor de seus candidatos.
Tudo para que o eleitor possa votar com liberdade e ter seu voto reconhecido e apurado com lisura e rapidez.
Mas há um enorme contingente de eleitores que fica de fora do processo. São aqueles que moram fora de seu domicílio eleitoral ou que estão viajando no dia da eleição.
Para os brasileiros que moram no exterior, já existe solução. Eles devem se cadastrar nas embaixadas e consulados do Brasil espalhados pelo mundo e podem votar para presidente da República.
Já é alguma coisa.
Por que não fazer o mesmo com os eleitores que estão no Brasil, mas fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição?
Não é pouca gente. Nas eleições de 2002, 20 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno.
Em julho de 2004, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apresentou projeto para que eleitores em trânsito dentro do Brasil também pudessem votar para presidente.
Depois de uma lentíssima tramitação no Senado, o projeto foi aprovado e encaminhado à Câmara em dezembro de 2005.
E lá ficou, dormindo em berço esplêndido, vítima desta paralisia que vigora há tempos no Legislativo.
Chegaram as eleições presidenciais de 2006, e 21 milhões de eleitores deixaram de votar porque estavam fora de seu domicílio eleitoral.
Finalmente, em 2009, foi aprovado o projeto, e a lei foi sancionada pelo presidente Lula. Vai valer apenas para as capitais, inicialmente.
A Justiça Eleitoral vai abrir um prazo para o cadastramento daqueles eleitores que residem fora de seus domicílios eleitorais mas ainda não transferiram o título.
No dia da eleição, ao eleitor cadastrado bastará comparecer a uma seção eleitoral e votar para presidente da República.
Ainda não é o ideal, mas já se pode contabilizar como avanço.
Voto secreto e Justiça Eleitoral autônoma eram bandeiras da Revolução de 30 e fizeram sua estreia nas eleições de 1933.
De lá para cá, com a concessão do voto às mulheres, aos analfabetos, religiosos e militares de baixa patente, foram ampliados os limites do sufrágio universal, até chegarmos aos mais de 132 milhões de eleitores que poderão votar nas eleições de outubro de 2010.
A Justiça Eleitoral, por sua vez, progrediu muito, punindo irregularidades, diminuindo fraudes e promovendo recadastramentos periódicos para eliminar o eleitorado fantasma.
As urnas eletrônicas, adotadas com entusiasmo pelo TSE, também constituem poderoso instrumento contra a fraude.
Poderiam ser ainda melhores, poderiam emitir um comprovante impresso do voto para o caso de necessidade de recontagem.
Mas, de qualquer maneira, os avanços são indiscutíveis.
Também na área das instruções a Justiça Eleitoral tem avançado bastante, democratizando as oportunidades dos candidatos e tentando diminuir a influência do poder econômico e do uso da máquina do governo a favor de seus candidatos.
Tudo para que o eleitor possa votar com liberdade e ter seu voto reconhecido e apurado com lisura e rapidez.
Mas há um enorme contingente de eleitores que fica de fora do processo. São aqueles que moram fora de seu domicílio eleitoral ou que estão viajando no dia da eleição.
Para os brasileiros que moram no exterior, já existe solução. Eles devem se cadastrar nas embaixadas e consulados do Brasil espalhados pelo mundo e podem votar para presidente da República.
Já é alguma coisa.
Por que não fazer o mesmo com os eleitores que estão no Brasil, mas fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição?
Não é pouca gente. Nas eleições de 2002, 20 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno.
Em julho de 2004, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apresentou projeto para que eleitores em trânsito dentro do Brasil também pudessem votar para presidente.
Depois de uma lentíssima tramitação no Senado, o projeto foi aprovado e encaminhado à Câmara em dezembro de 2005.
E lá ficou, dormindo em berço esplêndido, vítima desta paralisia que vigora há tempos no Legislativo.
Chegaram as eleições presidenciais de 2006, e 21 milhões de eleitores deixaram de votar porque estavam fora de seu domicílio eleitoral.
Finalmente, em 2009, foi aprovado o projeto, e a lei foi sancionada pelo presidente Lula. Vai valer apenas para as capitais, inicialmente.
A Justiça Eleitoral vai abrir um prazo para o cadastramento daqueles eleitores que residem fora de seus domicílios eleitorais mas ainda não transferiram o título.
No dia da eleição, ao eleitor cadastrado bastará comparecer a uma seção eleitoral e votar para presidente da República.
Ainda não é o ideal, mas já se pode contabilizar como avanço.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Notícia em Foco
Os bastidores da cobertura da tragédia de Angra dos Reis e outros episódios envolvendo desabamentos e enchentes; com Élson Liper, repórter da CBN, e Roland Gianotti, chefe de reportagem do jornal O Globo
CBN - A rádio que toca notícia - Notícia em Foco
CBN - A rádio que toca notícia - Notícia em Foco
domingo, 3 de janeiro de 2010
2010, o ano que já entrou para a História
Lucia Hippolito
Independentemente de quem venha a ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.
Isto porquenós, brasileiros, assistiremos a um evento que não acontece no país desde 1926. Isto mesmo.
Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.
Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Arthur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito, Washington Luís.
De la para cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.
Washington Luís foi deposto pela Revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.
Eurico Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.
Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupando a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.
João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo golpe militar de 1964.
Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.
Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.
Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.
Em 1995, Itamar Franco, que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernando Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dois mandatos.
Em outubro de 2010, finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.
O que isto representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.
A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão a seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.
Eu já disse aqui, mas nunca é demais repetir: a ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas só a democracia nos dá o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.
A democracia é a única causa pela qual vale a pena viver. E morrer.
Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o Plano Real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com moeda estável e controle da inflação.
Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabiliade política.
Por isso mesmo, 2010 já é História no Brasil.
Independentemente de quem venha a ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.
Isto porquenós, brasileiros, assistiremos a um evento que não acontece no país desde 1926. Isto mesmo.
Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.
Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Arthur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito, Washington Luís.
De la para cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.
Washington Luís foi deposto pela Revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.
Eurico Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.
Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupando a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.
João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo golpe militar de 1964.
Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.
Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.
Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.
Em 1995, Itamar Franco, que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernando Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dois mandatos.
Em outubro de 2010, finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.
O que isto representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.
A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão a seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.
Eu já disse aqui, mas nunca é demais repetir: a ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas só a democracia nos dá o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.
A democracia é a única causa pela qual vale a pena viver. E morrer.
Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o Plano Real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com moeda estável e controle da inflação.
Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabiliade política.
Por isso mesmo, 2010 já é História no Brasil.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
FELIZ ANO NOVO!!!!
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009
Nesta quarta-feira (30), você vai rever as vitórias no esporte, os vexames, as guerras, as loucuras do tempo, os acidentes, os flagrantes de tirar o fôlego.
É a RETROSPECTIVA 2009 veiculada pela TV Globo.
A partir das 22h. Não perca!
É a RETROSPECTIVA 2009 veiculada pela TV Globo.
A partir das 22h. Não perca!
No stress de um aeroporto...
No aeroporto de Lisboa, antevéspera de Natal, a TAP Linhas Aéreas encontra uma forma de cativar seus clientes.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Mundo Corporativo - CBN
As indústrias criativas
CBN - A rádio que toca notícia - Mundo Corporativo
Entrevista com o profº do INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa - Charles Kirschbaum
CBN - A rádio que toca notícia - Mundo Corporativo
Entrevista com o profº do INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa - Charles Kirschbaum
sábado, 26 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009 - Economia
Julho
- Há 15 anos o povo brasileiro teve acesso ao real, moeda criada no Plano Real em substituição ao cruzeiro real e que teve um principal objetivo: acabar com a hiperinflação.
- Desemprego nos Estados Unidos volta ao mesmo nível de 1983.
- Pesquisa realizada pela CNN mostra que quase metade dos americanos acredita que a economia dos Estados Unidos se estabilizou.
- Brasil já confirma 756 casos de Gripe Suína.
- Ministério Público Federal apresenta denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas e executivos do Opportunity por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa, entre outros crimes.
- Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admite chance de crescimento zero em 2009.
Petrobras emplaca a posição de 34ª maior empresa do mundo segundo a revista Fortune. - General Motors anuncia saída de concordata após 40 dias.
- Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao pré-sal: "Temos a faca e o queijo; vamos comer."
- Erro numa operação de débito faz americano ficar com sua conta bancária negativa em US$ 23 quatrilhões (US$ 23.148.855.308.184.500).
- Lula a respeito dos investimentos da GM no Brasil: "É incomensurável o orgulho de ser brasileiro em um momento em que a gente percebe que as nossas empresas brasileiras estão melhores que suas matrizes nos países desenvolvidos".
- Barack Obama a respeito da crise nos Estados Unidos: "?apagamos o incêndio". O presidente crítica também bancos em não demonstrarem nenhum tipo de remorso ou mudança de comportamento em assumir riscos após a crise.
- COPOM corta a taxa Selic em 0,5 pontos percentuais, levando-a para 8,75% ao ano - o menor patamar desde sua criação em 1986.
- Hotéis do Rio Grande do Sul já percebem um movimento de cancelamento nas estadias devido à gripe suína.
- EUA proíbe eternamente vendas a descoberto.
Agosto - Receita Federal começa uma investigação que irá envolver 1.481 pessoas físicas com suspeita de sonegar impostos em movimentações realizadas na Bovespa.
- Santander Brasil formalizou na CVM pedido para oferta primária de ações.
Ministro Paulo Bernardo em relação à recuperação do Brasil: "Já estamos em franco processo de recuperação". - Segundo estudo realizado pela Dieese, o salário mínimo em julho deveria ter sido de R$ 1.994,82.
- Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a recuperação já começou.
Polêmica em torno do Banco UBS ao anunciar que enviará aos Estados Unidos informações sobre 5.000 clientes norte-americanos com suspeita de sonegação de impostos. - Polêmica em torno da nova CPMF, chamada Contribuição Social para a Saúde (CSS).
Barack Obama anuncia que Ben Bernanke ficará na presidência do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) por mais 4 anos. - BM&F Bovespa e Nasdaq iniciam discussão para parceria estratégia, comercial e tecnológica.
- Após dois meses de suspensão, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou a venda do serviço de banda larga Speedy.
- Informação sobre poços vazios no pré-sal inunda polêmica nos mercados.
Setembro - Lula apresenta marco regulatório do pré-sal e anuncia empresa que irá administrar o regime de partilha: Petro-Sal (Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A.).
- Abyara, Agra e Klabin anunciam fusão criando a Agre Empreendimentos Imobiliários.
- Copom mantém taxa Selic e é duramente criticado por diversos setores da economia.
- Revista americana The Economist, em relação ao pré-sal: "Dependendo de como for utilizada, essa nova riqueza pode ajudar o país a superar a pobreza e o subdesenvolvimento, ou exacerbar seu ímpeto gastador".
- Lula retira pedido de urgência constitucional relacionado aos projetos do pré-sal.
- Levantamento realizado pela Moody's e OCDE mostra que o Brasil foi um dos países com maior e mais rápida recuperação pós-crise.
- Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou que não é necessário um segundo pacote econômico.
- Polêmica em relação à taxação de Imposto de Renda nas poupanças que ultrapassem R$ 50 mil.
- CVM não levará para frente idéia de exigir que empresas de capital aberto revelem o salário de seus executivos.
- Le Monde, jornal francês, publicou artigo onde diz que Lula acertou em cheio ao afirmar que a crise no Brasil não passava de uma "marolinha", uma vez que durou apenas 1 semestre.
- Projetos de lei relacionados ao pré-sal receberam 823 emendas parlamentares com o objetivo de alterar ou modificar novos dispositivos.
- Nome Petro-Sal destinado à administradora dos recursos do pré-sal poderá mudar, uma vez que já existe uma empresa com o registro desta marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).
- Brasil recebe novo selo de Investment Grade pela Moody's.
- G20 se transforma no principal fórum econômico do mundo.
Outubro - Greve dos bancários ainda continua.
- Rio de Janeiro foi confirmado como sede para os dos Jogos Olímpicos de 2016.
- IPO Santander emplaca o primeiro lugar como maior abertura de capital da Bovespa ao captar R$ 14,1 bilhões.
- Após 15 dias paralisados, bancários de São Paulo e Porto Alegre suspendem greve ao entrar num acordo para reajuste salarial de 6%.
- Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, ganha prêmio Nobel da Paz.
- Citigroup eleva para 70.000 sua previsão de fechamento do Ibovespa em 2009.
- Governo cria nova medida para taxar a entrada de capital estrangeiro de curto prazo (para aplicações em renda fixa e ações) com IOF de 2% (Imposto sobre Operações Financeiras).
- No primeiro dia de cobrança da nova alíquota de IOF sobre capital estrangeiro, a Bovespa registrou uma saída de 1,26 bilhão de reais.
- Até então, mais de 100 bancos já fecharam as portas em 2009 nos Estados Unidos.
- BM&F Bovespa e Nasdaq assinaram um protocolo de intenções se comprometendo a desenvolver um sistema de ordens entre os EUA e o Brasil.
- Warren Buffett, acionista majoritário da Berkshire-Hathaway é visto como o melhor investidor do mundo, segundo uma pesquisa da Bloomberg.
Novembro - Instituição financeira CIT Group pede concordata.
- Warren Buffett anuncia a maior aquisição em valores nominais da Berkshire Hathaway. Sua empresa irá comprar a ferrovia Burlington Northern Santa Fe por aproximadamente US$ 44 bilhões.
- O presidente do Banco Central Europeu (BCE) deixa sinais claros de que, já a partir do próximo mês, a autoridade monetária da zona euro irá começar a retirar os estímulos quase ilimitados que tem oferecido à economia para esta resistir à crise.
- Financial Times edita um caderno especial mostrando oportunidades de investimento no Brasil. O jornal acredita que o país é uma superpotência agrícola, entretanto destacou as deficiências na infra-estrutura e educação.
- Após nova taxação sob capital externo, algumas ADRs (ações de empresas brasileiras negociadas na bolsa de Nova York) já apresentam volume de negócios três vezes superior.
- Número de mulheres investidoras na Bolsa sobe quase 13% no último mês para 136.748, atingindo um total de quase 25% de participação. Os homens ainda são maioria, com aproximadamente 75% do total de investidores.
- São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Espírito Santo e o Distrito Federal sofrem blecaute geral nos sistemas de transmissão de energia elétrica.
- VisaNet anuncia que mudará de nome e se chamará Cielo por causa das mudanças regulatórias que visam ampliar a concorrência no setor de cartões. A empresa quer desvincular-se da associação com a marca Visa.
- Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirma que existe maior probabilidade em ficar em seu cargo até dezembro de 2010. Entretanto poderá antecipar sua decisão para abril de 2010.
- Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou que está preocupado com o déficit orçamentário do país e, como conseqüência, a economia norte-americana poderá afundar em uma nova recessão.
- Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, acredita que as economias emergentes estão em bolhas financeiras devido ao movimento incontrolável de capital para esses países.
- Dubai dá calote de US$ 59 bilhões e mercados desabam no mundo.
Dezembro - Apesar da entrada de capital estrangeiro constante durante 2009 e os crescentes topos da bolsa no Brasil, alguns analistas começam a mudar de discurso e acreditam que, em breve, uma correção na bolsa será inevitável.
- Timothy Geithner, Secretário do Tesouro dos EUA, afirmou que o fim do programa de ajuda financeira concedido pelo governo durante a crise está próximo.
- Pão de Açúcar e Casas Bahia anunciam fusão.
- Mais dois bancos quebraram nos Estado Unidos. Já são 126 instituições financeiras que deixaram de existir por problemas decorrentes da crise este ano no país.
- A Globex foi indagada pela BM&F Bovespa a respeito das oscilações registradas na negociação de suas ações nos dias anteriores ao anúncio da compra do grupo Casas Bahia
Bill Dudley, presidente do FED Nova York, sugere que seja limitado alavancagem do setor financeiro para controlar as bolhas financeiras. - Pesquisa realizada pelo Ibope revela que 72% dos brasileiros acreditam que o Brasil não está sendo afetado pela crise.
- Prévia do PIB deste último trimestre decepciona investidores, que esperavam 2% ao invés de 1,3%.
- O governo de Abu Dhabi concede empréstimo emergencial de US$ 10 bilhões ao governo de Dubai para tampar o buraco causado por certas entidades do ramo imobiliário do país.
- Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, se torna um possível candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff.
- Trabalhador poderá agora investir 30% do saldo do FGTS em um fundo de renda variável chamado FIC-FGTS.
- Petrobras é isentada de todas as acusações que estavam inclusas na CPI iniciada em abril deste ano após a Receita Federal apontar irregularidades contábeis na redução no pagamento de impostos.
- Banco Central prevê um crescimento do PIB em torno de 5,8% para 2010.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Economia: Retrospectiva 2009 (1º Semestre)
Janeiro
- Bolsas começam 2009 com uma importante missão: recuperar os prejuízos de 2008, quando o Ibovespa caiu 41,22% e Dow Jones 33,8%
- No primeiro pregão de 2009, ações da Petrobras fecharam com alta de 7,44% após confrontos na Faixa de Gaza estimularem o preço do petróleo.
- Rússia corta fornecimento de gás a sete países.
- Rumores sobre fusão de Morgan Stanley e Citigroup rondam o mercado.
- Gás russo destinado a Europa volta a chegar à Ucrânia.
- Citigroup e Morgan Stanley confirmam boatos e criam a Morgan Stanley Smith Barney, resultado da fusão das atividades de corretagem dos dois bancos.
- Steve Jobs é afastado da Apple por problemas de saúde. Ações tombam aproximadamente 6,30% após notícia.
- Problemas na entrega de gás entre a Rússia e Europa voltam e tentativas na organização de reuniões em território da União Européia falham.
- Após alguns dias, Rússia e Ucrânia chegam a um acordo sobre gás.
- Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009, Barack Obama toma posse como presidente dos Estados Unidos e mercados tombam: Ibovespa -4,01%, Dow Jones -4,01%, S&P 500 -5,28%.
- Copom corta Selic em 1 ponto percentual e leva taxa a 12,75% ao ano.
- Naji Nahas perde ação contra bolsas e é punido em R$ 1 milhão.
Fevereiro
- Devido a crise mundial, a Balança Comercial do Brasil registrou o primeiro déficit em quase 8 anos.
- Após a divulgação dos dados da pesquisa industrial de dezembro de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o país possa sofrer uma retração em 2009.
- Polêmica em torno da cláusula no plano econômico de Barack Obama que restringe o uso de ferro e aço exclusivamente americanos, além da utilização também exclusiva de apenas produtos manufaturados americanos.
- Relatório Focus afirma que taxa Selic deve fechar 2009 em 10,75% ao ano.
- Fidel Castro afirma que nem Barack Obama, muito menos qualquer outro político ou economista, poderá resolver os crescentes problemas da sociedade capitalista americana.
- Em sua primeira coletiva como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama afirma que haverá uma catástrofe caso o pacote não seja aprovado no curto prazo pelo Congresso, levando o país a uma "espiral negativa".
- Detalhes sobre o golpe de Bernard Madoff ainda são divulgados, como um saque de US$ 15,5 milhões realizado pela mulher do golpista semanas antes da armação ser descoberta.
- Com intuito de combater os efeitos da crise mundial no estado de São Paulo, o governador José Serra anunciou um pacote de medidas para beneficiar as exportadoras.
- Congresso dos Estados Unidos aprovou pacote de Barack Obama, que foi otimizado para US$ 787 bilhões. O projeto final não contou com a polêmica cláusula Buy American e com a promessa de não violar qualquer norma proposta pelo comércio internacional.
- Ações da Positivo disparam 78,85% com boato de compra pela Lenovo, porém empresa termina o dia negando qualquer informação.
- Greenspan: "crise é a pior desde 1930".
- Febre: um email está sendo repassado entre a população da Colômbia recomendando que a população saque o dinheiro dos bancos, pois devido à crise, o país aplicará um "corralito financeiro", restringindo os saques bancários.
- Grande polêmica em torno da demissão em massa de 4.270 funcionários da Embraer.
- Enquanto brasileiros comemoram Carnaval, Dow Jones passa por dia apertado e cai 3,41%
Março
- Barack Obama: "todas as tropas dos Estados Unidos no Iraque deverão sair do país em 31 de dezembro de 2011".
- Em uma carta destinada aos acionistas da Berkshire Hathaway, Warren Buffett admite erros primários que realizou em 2008 e diz que 2009 a economia norte-americana ficará em ruínas.
Timothy Geithner, secretário do Tesouro norte-americano: "Estados Unidos estão passando por pior crise fiscal da história". - Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI: "Terceira onda da crise irá atingir países pobres".
- Devido à falta de vendas proporcionada pela crise, a Toyota alugou um navio de carga para estocar os automóveis não vendidos.
- Merrill Lynch suspende operador que escondeu US$ 400 milhões em perdas nos mercados de divisa.
- Petrobras investigada sobre vazamento de informações do resultado anual de 2008.
- Warren Buffett: "a economia dos Estados Unidos rola precipício abaixo" ? "irá demorar cinco anos para que se recupere".
- Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve: "Não deixaremos grandes bancos caírem".
- Copom corta Selic em 1,5 ponto percentual e leva taxa a 11,25% ao ano.
- Bernard Madoff, de 70 anos, assume crimes e é condenado a 150 anos de prisão.
- Sadia e Perdigão confirmam fusão.
- Morgan Stanley prevê uma retração de 4,5% para o PIB brasileiro em 2009. Lula rebate dizendo que o banco não conseguiu nem prever o que aconteceu com ele mesmo.
- Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, diz que há bastante consenso sobre uma recuperação econômica a partir de 2010.
- Governo norte-americano anuncia programa TARP em conjunto com a iniciativa privada para comprar títulos podres. Mercados reagem bem, incluindo Ibovespa que fechou o dia com alta de 5,89%.
- Polícia Federal prende quadrilha instalada na Camargo Corrêa.
- Luiz Inácio Lula da Silva: crise foi causada por "gente branca de olhos azuis" ... "não é justo que negros e índios paguem a conta".
Abril
- Ibovespa vira o mês com rentabilidade de 7,18%, a melhor desde abril de 2008.
- Reunião da cúpula do G20 em Londres causa revolta e resulta em 87 presos e um falecimento.
- Ao cumprimentar Lula durante o G20, Barack Obama falou: "I love this guy".
- Mais um esquema de pirâmide é descoberto nos Estados Unidos, desta vez, está envolvido Edward Stein, um gerente de fundos de alto risco. O calote foi precificado em US$ 55 milhões.
Até então, o Brasil já combateu com R$ 475 bilhões contra os efeitos da crise no país.
Barack Obama rejeita lançamento de foguete pela Coreia do Norte. - Google pode estar negociando a compra do Twitter, um microblog avaliado em US$ 250 milhões.
Em assembléia organizada, acionistas optam por processar ex-diretor financeiro da Sadia pelos danos causados com derivativos. - Standard & Poor's reavalia situação econômica do Brasil e mantém selo de Investment Grade.
- Bradesco emplaca novamente como a segunda marca mais valiosa do Brasil, avaliada em R$ 16,265 bilhões, segundo a consultoria Brand Finance.
- Equador anuncia que entrará na Justiça contra a construtora brasileira Odebrecht em cobrança de US$ 210 milhões pelos prejuízos causados por problema estruturais na usina hidrelétrica de San Francisco.
- Mercado não interpreta bem a saída de Antonio Francisco Lima Neto do comando do Banco do Brasil, mesmo após explicações de Guido Mantega, ministro da Fazenda.
- Standard & Poor's mostra que o número e empresas inadimplentes triplicou no ano.
- Tesouro dos Estados Unidos exige que a GM organize o pedido de falência. Ações tombam 16,18%.
- A SEC (CVM americana) acusa sete líderes religiosos em Nova York por fraude financeira. Os líderes prometiam aos fiéis retornos de 75% ao ano do capital doado, porém os valores eram desviados para gastos pessoais.
- Anatel aprova o fim da cobrança do ponto extra na TV paga e ações da NET sofrem forte queda.
- Papa Bento XVI: "cobiça é a causa desta crise econômica".
- Estado de emergência na saúde pública dos EUA é anunciado devido aos primeiros surtos de gripe suína.
- Homem de 40 anos é internado em Salvador com suspeita de gripe suína após viagem a Miami.
- Uma criança de 2 anos foi a primeira vítima da gripe suína nos Estados Unidos. Segundo autoridades de saúde do Texas, a criança viajou com sua família do México para Brownsville.
Maio
- Chrysler oficialmente entra em falência.
- Rumores a respeito de a Visanet retomar trabalhos para reorganizar sua IPO se espalham no mercado.
- Henrique Meirelles, presidente do Banco Central: "é preciso tomar muito cuidado para não se passar da depressão à euforia".
- Lula acredita que a gripe H1N1 não irá impactar na economia do Brasil.
- IPO da Visanet é registrada na CVM.
- Perdigão e Sadia oficializam fusão e criação da Brasil Foods.
- Lula envia comunicado onde descarta a possibilidade de recessão em 2009.
Junho
- Virada do mês é marcada por anúncio oficial de falência da General Motors.
- Cerca de 1.500 manifestantes protestam em frente ao gramado do Congresso Nacional contra a instalação da CPI da Petrobras e contestam o real motivo destas investigações.
- Novo poço do pré-sal é encontrado na área de Tupi e reforça ainda mais as expectativas sobre o potencial de todo o projeto.
- PIB brasileiro cai pela segunda vez seguida e configura Recessão Técnica no Brasil.
- Pane no serviço da Telefônica deixa milhares de consumidores sem telefone fixo.
- Estados Unidos passa por "blecaute analógico", onde começará a ser transmitido somente TV por sinal digital.
- O Supremo Tribunal Federal (STF) decide que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista no Brasil.
- BM&F encerra 119 anos de pregão viva-voz.
- Anatel proíbe Telefonica de vender serviço Speedy devido à péssima qualidade no serviço.
- CVM faz o descredenciamento de 19 corretoras para participação da IPO da VisaNet.
- Após bookbuilding, IPO da VisaNet emplaca como a maior do Brasil ao levantar R$ 8,397 bilhões.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "pobre com um centavo estimula economia mais que rico". - Apple confirma o retorno de Steve Jobs após passar por transplante de fígado e tirar licença médica.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
R$ 510 a partir de janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2010 o valor do salário mínimo será de R$ 510,00, informou ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
O presidente Lula, que está no Rio de Janeiro, já bateu o martelo e deve assinar medida provisória reajustando o mínimo nesta última semana do ano.
O valor do mínimo é também referência para o pagamento de aposentadoria do INSS – e o reajuste vai custar R$ 4,6 bilhões nas contas da Previdência.
O valor atual do salário mínimo é R$ 465,00. Se fossem aplicadas as regras de reajuste do mínimo propostas pelo governo – inflação e mais a variação do PIB de dois anos antes – o valor do mínimo ficaria em R$ 506,25. Mas o governo preferiu arredondar o valor, neste ano de eleição.
O ministro Paulo Bernardo avalia que é mais fácil sacar o valor arredondado nas máquinas eletrônicas que trabalham com notas de R$ 10 e raramente usam notas em valor menor ou moedas.
O custo adicional para a Previdência será de R$ 600 milhões.
O presidente autorizou o reajuste do mínimo para R$ 510.
O presidente Lula, que está no Rio de Janeiro, já bateu o martelo e deve assinar medida provisória reajustando o mínimo nesta última semana do ano.
O valor do mínimo é também referência para o pagamento de aposentadoria do INSS – e o reajuste vai custar R$ 4,6 bilhões nas contas da Previdência.
O valor atual do salário mínimo é R$ 465,00. Se fossem aplicadas as regras de reajuste do mínimo propostas pelo governo – inflação e mais a variação do PIB de dois anos antes – o valor do mínimo ficaria em R$ 506,25. Mas o governo preferiu arredondar o valor, neste ano de eleição.
O ministro Paulo Bernardo avalia que é mais fácil sacar o valor arredondado nas máquinas eletrônicas que trabalham com notas de R$ 10 e raramente usam notas em valor menor ou moedas.
O custo adicional para a Previdência será de R$ 600 milhões.
O presidente autorizou o reajuste do mínimo para R$ 510.
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