Nesses últimos dias, nenhuma notícia, por mais importante que seja, supera em grandeza e em miséria as lembranças dos 65 anos da libertação do campo de Auschwitz, na Polônia, ocorrida em 27 de janeiro de 1945, pelas armas do Exército soviético.
Em Auschwitz morreram, por ordem dos nazistas, aproximadamente um milhão de prisioneiros.
Primeiro, prisioneiros políticos poloneses, depois prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos,homossexuais, eslavos, doentes mentais e deportados de várias nacionalidades.
A partir de junho de 1942, no entanto, o campo de Auschwitz foi destinado ao programa de extermínio de toda a população de judeus da Europa.
As câmaras de gás de Birkenau, anexas a Auschwitz, exterminaram mais de 75% dos judeus encaminhados ao campo.
Quando os nazistas perceberam que o fim da guerra estava próximo, tentaram apagar todas as evidências das atrocidades cometidas em Auschwitz-Birkenau.
Desmantelaram as câmaras de gás e os crematórios, queimaram documentos e evacuaram todos os prisioneiros que podiam andar.
A chegada do Exército Vermelho permitiu salvar algumas centenas de sobreviventes.
Auschwitz é e deve permanecer um símbolo da estupidez de que é capaz a espécie humana. É daqueles momentos em que a sociedade humana emprega toda a sua inteligência, toda a sua sofisticação e criatividade, toda a sua tecnologia a serviço do Mal.
Auschwitz não é produto de uma nação de botocudos, de indivíduos mal saídos da pré-história.
Ao contrário, Auschwitz foi produzido por um dos povos mais adiantados e sofisticados do mundo, um país que legou à Humanidade Beethoven, Wagner, Goethe, Schiller, Weber, entre tantos outros gênios.
Mas a Alemanha também produziu Hitler, Goering, Himmler, e produziu as atrocidades cometidas nos campos de concentração e de extermínio de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Ravensbruck, Sobibor, Treblinka...
E é melhor parar por aqui, porque a lista é muito mais extensa.
Em tempo histórico, isto tudo aconteceu ontem. Sessenta e cinco anos não são nada.
É importante lembrar sempre, porque, a qualquer momento, mesmo as nações mais civilizadas do planeta podem contribuir decisivamente para mergulhar o mundo no horror, na estupidez e na bárbarie.
Nessas horas em que a loucura se apodera do planeta, ninguém pode pretender ser inteiramente inocente, quando pequenos conflitos localizados se transformam num incêndio de proporções mundiais.
Por isso, relembrar o Holocausto é esperar que ele nunca mais aconteça novamente.
Mas relembrar o Holocausto é também reconhecer que a espécie humana é capaz, sim, de mergulhar na estupidez e de produzir outros Auschwitz.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A chapa esquenta!!!
Semana começa agitada com a pesquisa presidencial Vox Populi, cujo resultado aponta empate técnico entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) no Estado do Rio de Janeiro. O tucano está com 27% entre os eleitores fluminenses. A petista tem 26%. Ciro Gomes (PSB) obtém 14%. Marina Silva tem 9%. Lula e Dilma continuam viajando juntos freneticamente pelo país: Brasília, Rio, Porto Alegre e Recife, pelo menos.
Tucanos em polvorosa no Paraná. Recebem o presidente da sigla, Sérgio Guerra, para tentar pacificar as coisas entre Álvaro Dias e Beto Richa. Marina Silva vai ao Fórum Social Mundial e aproveita para almoçar com empresários. E Ciro Gomes continua sumido – seu futuro será discutido num jantar na 4ª feira, entre Lula e Eduardo Campos.
Tucanos em polvorosa no Paraná. Recebem o presidente da sigla, Sérgio Guerra, para tentar pacificar as coisas entre Álvaro Dias e Beto Richa. Marina Silva vai ao Fórum Social Mundial e aproveita para almoçar com empresários. E Ciro Gomes continua sumido – seu futuro será discutido num jantar na 4ª feira, entre Lula e Eduardo Campos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Em nota, presidente do PSDB chama Dilma de mentirosa
Nota oficial do PSDB, assinada por seu presidente, o senador Sérgio Guerra (PE), e que acaba de sair do forno:
"Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.
Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.
Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.
A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.
Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos."
"Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.
Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.
Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.
Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.
Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.
Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.
Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.
A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.
Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.
Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.
Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.
Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos."
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Haiti: uma história feita de tragédias
O Haiti é um país sem sorte. A história do país mais pobre do Ocidente é marcada por sucessivos golpes de Estado e governos autoritários. O país viveu durante 30 anos sob a ditadura da família Duvalier: com apoio dos Estados Unidos, François Duvalier, conhecido como Papa Doc, que governou de 1957 a 1971; depois seu filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que governou de 1971 a 1986.
As três décadas de tirania dos Duvalier deixaram uma herança de miséria, bandos armados ligados ao poder e corrupção institucionalizada.
Foi uma junta governamental que levou quatro anos para organizar eleições gerais no país.
Em 1990, sob o olhar atento da comunidade internacional, foi eleito presidente o padre de esquerda Jean-Bertrand Aristide.
Empossado em 1991, Aristide foi deposto no final do mesmo ano com o golpe liderado pelo general Raoul Cedras. Aristide exilou-se nos Estados Unidos.
Então, a ONU e os Estados Unidos impuseram sanções econômicas ao país para forçar a volta de Aristides, que em 1993 assinou um pacto com Cedras, em Nova York, prevendo seu retorno ao cargo.
Com isso, depois de governar até o fim do mandato, em 1995, Arisitide venceu outra eleição, em 2000, com 92% dos votos. Desde então, crises políticas e econômicas enfraqueceram sua liderança de maneira irreversível.
Em 2004, Aristide deixou o país rumo à África do Sul. Naquele ano, Alexandre Boniface, chefe do Judiciário, assumiu a presidência interinamente.
Nos dias que sucederam a renúncia, saques e tumultos foram registrados no Haiti. Fuzileiros norte-americanos desembarcaram no país no final do mesmo ano e, por decisão da ONU, o Brasil foi designado para comandar uma missão de paz no Haiti. Era a primeira vez que o nosso país liderava uma força de paz da ONU.
A difícil missão dessa tropa era assegurar a ordem e desmantelar as milícias locais, dar segurança e proteção aos civis, garantir a restauração do Estado democrático e monitorar o cumprimento dos direitos humanos. Foi uma tarefa muito difícil, pois o pior dos problemas era a resistência às mudanças pelos haitianos.
Apesar de todas essas medidas e dos bons resultados conseguidos, em 2007 o Haiti era um país que apresentava graves problemas sociais e uma economia com baixas perspectivas de crescimento.
O Haiti tem números terríveis. Metade do país é de analfabetos, 80% dos haitianos são pobres, destes, 50% estão em estado de pobreza absoluta. Só 30% de luz elétrica, só 20% das casas têm água encanada. O país já foi vítima da mais sangrenta das ditaduras cuja polícia matou 30 mil pessoas. É atingido por inundações, como a de 2004, em Gonaives, que deixou mais de dois mil mortos, ou os furacões de 2008. E agora, um terremoto que atinge quase todo o país deixando uma rastro de destruição e desesperança no rosto de um povo sofrido.
Em suma, o Haiti teve a sua história marcada por inúmeras tragédias. O trabalho agora será muito grande, e não só o Brasil, mas também os Estados Unidos terão papel fundamental, não só por serem mais ricos, mas também por estarem mais próximos do Haiti.
É um momento de dor, mas o mundo está reagindo de forma importante: com solidariedade.
As três décadas de tirania dos Duvalier deixaram uma herança de miséria, bandos armados ligados ao poder e corrupção institucionalizada.
Foi uma junta governamental que levou quatro anos para organizar eleições gerais no país.
Em 1990, sob o olhar atento da comunidade internacional, foi eleito presidente o padre de esquerda Jean-Bertrand Aristide.
Empossado em 1991, Aristide foi deposto no final do mesmo ano com o golpe liderado pelo general Raoul Cedras. Aristide exilou-se nos Estados Unidos.
Então, a ONU e os Estados Unidos impuseram sanções econômicas ao país para forçar a volta de Aristides, que em 1993 assinou um pacto com Cedras, em Nova York, prevendo seu retorno ao cargo.
Com isso, depois de governar até o fim do mandato, em 1995, Arisitide venceu outra eleição, em 2000, com 92% dos votos. Desde então, crises políticas e econômicas enfraqueceram sua liderança de maneira irreversível.
Em 2004, Aristide deixou o país rumo à África do Sul. Naquele ano, Alexandre Boniface, chefe do Judiciário, assumiu a presidência interinamente.
Nos dias que sucederam a renúncia, saques e tumultos foram registrados no Haiti. Fuzileiros norte-americanos desembarcaram no país no final do mesmo ano e, por decisão da ONU, o Brasil foi designado para comandar uma missão de paz no Haiti. Era a primeira vez que o nosso país liderava uma força de paz da ONU.
A difícil missão dessa tropa era assegurar a ordem e desmantelar as milícias locais, dar segurança e proteção aos civis, garantir a restauração do Estado democrático e monitorar o cumprimento dos direitos humanos. Foi uma tarefa muito difícil, pois o pior dos problemas era a resistência às mudanças pelos haitianos.
Apesar de todas essas medidas e dos bons resultados conseguidos, em 2007 o Haiti era um país que apresentava graves problemas sociais e uma economia com baixas perspectivas de crescimento.
O Haiti tem números terríveis. Metade do país é de analfabetos, 80% dos haitianos são pobres, destes, 50% estão em estado de pobreza absoluta. Só 30% de luz elétrica, só 20% das casas têm água encanada. O país já foi vítima da mais sangrenta das ditaduras cuja polícia matou 30 mil pessoas. É atingido por inundações, como a de 2004, em Gonaives, que deixou mais de dois mil mortos, ou os furacões de 2008. E agora, um terremoto que atinge quase todo o país deixando uma rastro de destruição e desesperança no rosto de um povo sofrido.
Em suma, o Haiti teve a sua história marcada por inúmeras tragédias. O trabalho agora será muito grande, e não só o Brasil, mas também os Estados Unidos terão papel fundamental, não só por serem mais ricos, mas também por estarem mais próximos do Haiti.
É um momento de dor, mas o mundo está reagindo de forma importante: com solidariedade.
Triângulo das Bermudas se prepara
Lucia Hippolito
No Triângulo das Bermudas da política brasileira (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país), os palanques das eleições de 2010 começam a se armar.
Ainda há decisões a tomar, mas os principais candidatos já se apresentaram.
Em São Paulo, a equação passa pela definição do governador José Serra. A cada dia fica mais claro que Serra é candidatíssimo à presidência. Apenas ainda não anunciou aquilo que todo mundo já sabe.
Nesse caso, ninguém tira o lugar de candidato tucano de Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Assim que serristas e alckimistas pararem de brigar e começarem a se entender, a candidatura está sacramentada.
Serra não pode se dar ao luxo de sair candidato deixando uma entre seus correligionários prosperar.
No PT, sem um nome forte, parece que a candidatura se encaminha novamente para o senador Aloísio Mercadante.
Esperemos que os “aloprados” das eleições de 2006 não façam parte dos militantes da campanha do nobre senador.
No Rio, o governador Sergio Cabral é candidato à reeleição. Não deve enfrentar adversários perigosos, nem mesmo o ex-correligionário Anthony Garotinho que, entrincheirado no Norte fluminense (sua mulher, a ex-governadora Rosinha é prefeita de Campos), tenta voltar ao governo do estado.
A oposição, por sua vez, tenta fechar uma aliança entre tucanos e verdes, com o deputado Fernando Gabeira liderando a chapa.
Dessa forma, haveria palanques para Serra e para Marina Silva.
O PT, depois de ensaiar o lançamento da candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, vai mesmo apoiar Cabral.
Lindberg será candidato ao Senado, na chapa de Cabral. O problema é a ex-ministra Benedita Silva, atualmente secretária no governo Cabral, que deseja voltar ao Senado.
O problema é que a segunda vaga na chapa de Cabral será disputada pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani.
Nada de muito grave. Nada que uma boa conversa e a promessa de manter Benedita no secretariado não resolvam.
O palanque mais complicado é o de Minas Gerais. Tem tanta gente, que periga não aguentar o peso.
Na chapa tucana, o candidato é o vice-governador Antonio Anastasia, que nunca disputou uma eleição.
O governador Aécio Neves, candidato ao Senado, parece querer testar até o limite sua imensa popularidade e sua capacidade de fazer malabarismos e eleger candidatos virgens de eleições.
Se deu certo elegendo Márcio Lacerda para prefeito, por que não daria certo para eleger Anastasia?
Os próximos meses nos dirão se o governador está ou não abusando da sorte.
A segunda vaga na chapa de Anastasia será oferecida ao ex-presidente Itamar Franco, outro peso-pesado.
Tudo certo? Nem um pouco.
O vice-presidente José Alencar já declarou que é candidato a senador. Se for, não tem prá ninguém. A vaga é dele.
Se a outra for de Aécio, vai sobrar candidato ao Senado.
Mas os problemas ainda não acabaram. No PMDB, o ministro Hélio Costa afirma que será candidato ao governo – e lidera as pesquisas de intenção de voto.
Numa aliança com o PT, Hélio sairia para governador, e os ex-prefeitos Patrus Ananias e Fernando Pimentel concorreriam ao Senado.
Tudo certo? Nem um pouco.
Patrus e Pimentel disputam ferozmente a indicação do PT, mas para governador.
E querem empurrar Hélio Costa para ser vice na chapa de Dilma Rousseff. O senador é nome forte em Minas e traria para Dilma parte do eleitorado do segundo colégio eleitoral do país, neutralizando um pouco a influência da imensa popularidade de Aécio Neves.
(Alguém precisa avisar o deputado Michel Temer, que já encomendando o terno de vice).
Como se vê, o palanque mineiro tem gente demais. Periga desabar.
O fato é que já está chegando a hora de se organizarem definitivamente os palanques estaduais.
2010 já começou.
No Triângulo das Bermudas da política brasileira (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país), os palanques das eleições de 2010 começam a se armar.
Ainda há decisões a tomar, mas os principais candidatos já se apresentaram.
Em São Paulo, a equação passa pela definição do governador José Serra. A cada dia fica mais claro que Serra é candidatíssimo à presidência. Apenas ainda não anunciou aquilo que todo mundo já sabe.
Nesse caso, ninguém tira o lugar de candidato tucano de Geraldo Alckmin, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Assim que serristas e alckimistas pararem de brigar e começarem a se entender, a candidatura está sacramentada.
Serra não pode se dar ao luxo de sair candidato deixando uma entre seus correligionários prosperar.
No PT, sem um nome forte, parece que a candidatura se encaminha novamente para o senador Aloísio Mercadante.
Esperemos que os “aloprados” das eleições de 2006 não façam parte dos militantes da campanha do nobre senador.
No Rio, o governador Sergio Cabral é candidato à reeleição. Não deve enfrentar adversários perigosos, nem mesmo o ex-correligionário Anthony Garotinho que, entrincheirado no Norte fluminense (sua mulher, a ex-governadora Rosinha é prefeita de Campos), tenta voltar ao governo do estado.
A oposição, por sua vez, tenta fechar uma aliança entre tucanos e verdes, com o deputado Fernando Gabeira liderando a chapa.
Dessa forma, haveria palanques para Serra e para Marina Silva.
O PT, depois de ensaiar o lançamento da candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, vai mesmo apoiar Cabral.
Lindberg será candidato ao Senado, na chapa de Cabral. O problema é a ex-ministra Benedita Silva, atualmente secretária no governo Cabral, que deseja voltar ao Senado.
O problema é que a segunda vaga na chapa de Cabral será disputada pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani.
Nada de muito grave. Nada que uma boa conversa e a promessa de manter Benedita no secretariado não resolvam.
O palanque mais complicado é o de Minas Gerais. Tem tanta gente, que periga não aguentar o peso.
Na chapa tucana, o candidato é o vice-governador Antonio Anastasia, que nunca disputou uma eleição.
O governador Aécio Neves, candidato ao Senado, parece querer testar até o limite sua imensa popularidade e sua capacidade de fazer malabarismos e eleger candidatos virgens de eleições.
Se deu certo elegendo Márcio Lacerda para prefeito, por que não daria certo para eleger Anastasia?
Os próximos meses nos dirão se o governador está ou não abusando da sorte.
A segunda vaga na chapa de Anastasia será oferecida ao ex-presidente Itamar Franco, outro peso-pesado.
Tudo certo? Nem um pouco.
O vice-presidente José Alencar já declarou que é candidato a senador. Se for, não tem prá ninguém. A vaga é dele.
Se a outra for de Aécio, vai sobrar candidato ao Senado.
Mas os problemas ainda não acabaram. No PMDB, o ministro Hélio Costa afirma que será candidato ao governo – e lidera as pesquisas de intenção de voto.
Numa aliança com o PT, Hélio sairia para governador, e os ex-prefeitos Patrus Ananias e Fernando Pimentel concorreriam ao Senado.
Tudo certo? Nem um pouco.
Patrus e Pimentel disputam ferozmente a indicação do PT, mas para governador.
E querem empurrar Hélio Costa para ser vice na chapa de Dilma Rousseff. O senador é nome forte em Minas e traria para Dilma parte do eleitorado do segundo colégio eleitoral do país, neutralizando um pouco a influência da imensa popularidade de Aécio Neves.
(Alguém precisa avisar o deputado Michel Temer, que já encomendando o terno de vice).
Como se vê, o palanque mineiro tem gente demais. Periga desabar.
O fato é que já está chegando a hora de se organizarem definitivamente os palanques estaduais.
2010 já começou.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Morre Zilda Arns
Zilda Arns salvou vidas de milhares de brasileiros pobres, e depois levou a Pastoral da Criança para vários países do mundo.
Ela é uma brasileira especial, da qual nós devemos ter muito orgulho.
Ela é uma brasileira especial, da qual nós devemos ter muito orgulho.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
No Rio, muito calor!
A temperatura de hoje chegou a 40,1º, mas a sensação térmica foi de 50º.
A semana continua fazendo calor, porém temos a previsão de uma frente fria que está sobre o estado de Santa Catarina e chega ao Sudeste neste fim de semana.
A semana continua fazendo calor, porém temos a previsão de uma frente fria que está sobre o estado de Santa Catarina e chega ao Sudeste neste fim de semana.
Natal e Região Metropolitana tremeu!
O Rio Grande do Norte registrou mais um tremor de terra.
O abalo foi sentido em toda a região da Grande Natal e segundo o laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a intensidade ficou em torno de 4 graus na escala Richter.
Esse foi o segundo tremor em setenta e duas horas.
O abalo foi sentido em toda a região da Grande Natal e segundo o laboratório de sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a intensidade ficou em torno de 4 graus na escala Richter.
Esse foi o segundo tremor em setenta e duas horas.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sugestão de leitura
Estou lendo este livro excelente!O psicoterapeuta Flávio Gikovate está acostumado a ouvir. E a dar sua opinião, sempre gentil, nem sempre melodiosa aos ouvidos de quem pergunta.
Quase sempre, com o intuito de não perder a objetividade de vista, ele bate firme em assuntos delicados,como traição.
O livro 'No divã do Gikovate', que a Editora Globo lança com o selo CBN Livros, traz centenas de questões que tanto incomodam o ouvinte e respostas diretas, que levam à compreensão do problema.
São oito capítulos, divididos por temas: ciúme, inveja e vaidade, paixão e amor, relacionamentos afetivos, problemas na relação a dois, sexo, traição e distúrbios mentais.
Só para ter ideia em uma das partes do livro Gikovate diz que o ciumento é aquela pessoa que fantasia, vê histórias onde não existe.
Para ele, ciúme não é prova de amor, mas de insegurança de quem ama.
E, com sua experiência clínica, classifica dois tipos de ciúme: o sentimental, que faz alguém querer ser exclusivo na vida do outro, e o sexual, que provoca medo de ser trocado pelo parceiro.
Muito bomm!!!
Preço: Em torno de R$ 20,00 (em algumas livrarias já encontra-se por menos)
União Homossexual - A luta continua
Lucia Hippolito
Um dos pontos mais importantes do Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto assinado pelo presidente da República – e que tanta celeuma está causando nos meios militares – é a proposta de retomada da discussão sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Este é um debate crucial, que não pode ficar restrito ao Congresso Nacional, que deverá votar uma lei para regular o assunto.
É uma discussão que interessa a toda a sociedade brasileira.
O século XX foi o século da luta por direitos civis. Começou, a rigor, no século XIX, com a luta pelo voto feminino.
A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto às mulheres, em 1893; a Inglaterra em 1918, os Estados Unidos em 1920 e o Brasil em 1933.
Em seguida, a luta disseminou-se para combater a segregação racial, ampliar os direitos da minorias, incluir os excluídos. A partir da década de 1960, acirrou-se a luta por mais direitos civis, com muitas conquistas importantes.
E chegamos ao século XXI.
De certa forma, a eleição de Lula em 2002 e depois a eleição de Obama em 2008 encerram um importante capítulo na luta pelos direitos civis.
Vitória da inclusão, da tolerância, da aceitação do outro, do convívio entre diferentes.
Agora é preciso avançar. E a união civil entre pessoas do mesmo sexo está na ordem do dia.
Vários países já adotam legislação que reconhece esta união.
O pioneirismo, é claro, coube à Escandinávia. Na Dinamarca, a lei é de 1989; na Noruega, de 1992, e na Suécia, de 1995.
Ainda na Europa, Espanha, Portugal e Bélgica (países fortemente católicos) já reconheceram a união civil. A Holanda também já tem legislação a respeito.
Nos Estados Unidos a legislação é local, e várias cidades já possuem leis a respeito da união homossexual, além dos estados de Massachusetts e Connecticut.
Canadá e México também já reconhecem a união civil.
Na América do Sul, Uruguai e Argentina já aprovaram a lei. A Argentina foi a pioneira na realização de um casamento gay.
Aliás, no Brasil, como em muitos países, o debate foi contaminado, em grande parte, pela adoção da infeliz expressão “casamento gay”.
Religiosos de todas as igrejas, conservadores de todos os matizes reuniram-se para impedir a aprovação de lei que regule a união homossexual.
A Constituição brasileira de 1988 fala, em seu Art. 226, em casamento e em união estável, mas sempre entre homem e mulher.
Em 1995, a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto de lei nº 1.115/95, em favor da regularização da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo.
Desde então, o projeto dorme em alguma gaveta da Câmara dos Deputados, à espera de algum deputado (ou deputada) sério e corajoso o suficiente para fazer avançar a legislação.
Antecipando-se a qualquer lei, várias empresas brasileiras já estendem ao companheiro de mesmo sexo os benefícios de planos de saúde e de previdência.
Juízes igualmente já tomam decisões beneficiando companheiros de mesmo sexo em partilhas, heranças e pensões.
Até mesmo a Justiça Eleitoral já reconheceu, em alguns casos, a união homossexual como parte da lei das inelegibilidades.
Portanto, a discussão sobre direitos civis no século XXI precisa avançar. Até para honrar as lutas do século XX.
Está mais do que na hora de a sociedade brasileira realizar uma discussão ampla e aberta sobre a nova pauta dos direitos civis.
União homossexual, aborto e eutanásia são os temas do século XXI.
É preciso discuti-los com coragem e determinação.
Precisamos avançar.
Um dos pontos mais importantes do Programa Nacional de Direitos Humanos, criado por decreto assinado pelo presidente da República – e que tanta celeuma está causando nos meios militares – é a proposta de retomada da discussão sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Este é um debate crucial, que não pode ficar restrito ao Congresso Nacional, que deverá votar uma lei para regular o assunto.
É uma discussão que interessa a toda a sociedade brasileira.
O século XX foi o século da luta por direitos civis. Começou, a rigor, no século XIX, com a luta pelo voto feminino.
A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o voto às mulheres, em 1893; a Inglaterra em 1918, os Estados Unidos em 1920 e o Brasil em 1933.
Em seguida, a luta disseminou-se para combater a segregação racial, ampliar os direitos da minorias, incluir os excluídos. A partir da década de 1960, acirrou-se a luta por mais direitos civis, com muitas conquistas importantes.
E chegamos ao século XXI.
De certa forma, a eleição de Lula em 2002 e depois a eleição de Obama em 2008 encerram um importante capítulo na luta pelos direitos civis.
Vitória da inclusão, da tolerância, da aceitação do outro, do convívio entre diferentes.
Agora é preciso avançar. E a união civil entre pessoas do mesmo sexo está na ordem do dia.
Vários países já adotam legislação que reconhece esta união.
O pioneirismo, é claro, coube à Escandinávia. Na Dinamarca, a lei é de 1989; na Noruega, de 1992, e na Suécia, de 1995.
Ainda na Europa, Espanha, Portugal e Bélgica (países fortemente católicos) já reconheceram a união civil. A Holanda também já tem legislação a respeito.
Nos Estados Unidos a legislação é local, e várias cidades já possuem leis a respeito da união homossexual, além dos estados de Massachusetts e Connecticut.
Canadá e México também já reconhecem a união civil.
Na América do Sul, Uruguai e Argentina já aprovaram a lei. A Argentina foi a pioneira na realização de um casamento gay.
Aliás, no Brasil, como em muitos países, o debate foi contaminado, em grande parte, pela adoção da infeliz expressão “casamento gay”.
Religiosos de todas as igrejas, conservadores de todos os matizes reuniram-se para impedir a aprovação de lei que regule a união homossexual.
A Constituição brasileira de 1988 fala, em seu Art. 226, em casamento e em união estável, mas sempre entre homem e mulher.
Em 1995, a então deputada Marta Suplicy apresentou o projeto de lei nº 1.115/95, em favor da regularização da parceria civil entre pessoas do mesmo sexo.
Desde então, o projeto dorme em alguma gaveta da Câmara dos Deputados, à espera de algum deputado (ou deputada) sério e corajoso o suficiente para fazer avançar a legislação.
Antecipando-se a qualquer lei, várias empresas brasileiras já estendem ao companheiro de mesmo sexo os benefícios de planos de saúde e de previdência.
Juízes igualmente já tomam decisões beneficiando companheiros de mesmo sexo em partilhas, heranças e pensões.
Até mesmo a Justiça Eleitoral já reconheceu, em alguns casos, a união homossexual como parte da lei das inelegibilidades.
Portanto, a discussão sobre direitos civis no século XXI precisa avançar. Até para honrar as lutas do século XX.
Está mais do que na hora de a sociedade brasileira realizar uma discussão ampla e aberta sobre a nova pauta dos direitos civis.
União homossexual, aborto e eutanásia são os temas do século XXI.
É preciso discuti-los com coragem e determinação.
Precisamos avançar.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Finalmente, o voto em trânsito
Lucia Hippolito
Voto secreto e Justiça Eleitoral autônoma eram bandeiras da Revolução de 30 e fizeram sua estreia nas eleições de 1933.
De lá para cá, com a concessão do voto às mulheres, aos analfabetos, religiosos e militares de baixa patente, foram ampliados os limites do sufrágio universal, até chegarmos aos mais de 132 milhões de eleitores que poderão votar nas eleições de outubro de 2010.
A Justiça Eleitoral, por sua vez, progrediu muito, punindo irregularidades, diminuindo fraudes e promovendo recadastramentos periódicos para eliminar o eleitorado fantasma.
As urnas eletrônicas, adotadas com entusiasmo pelo TSE, também constituem poderoso instrumento contra a fraude.
Poderiam ser ainda melhores, poderiam emitir um comprovante impresso do voto para o caso de necessidade de recontagem.
Mas, de qualquer maneira, os avanços são indiscutíveis.
Também na área das instruções a Justiça Eleitoral tem avançado bastante, democratizando as oportunidades dos candidatos e tentando diminuir a influência do poder econômico e do uso da máquina do governo a favor de seus candidatos.
Tudo para que o eleitor possa votar com liberdade e ter seu voto reconhecido e apurado com lisura e rapidez.
Mas há um enorme contingente de eleitores que fica de fora do processo. São aqueles que moram fora de seu domicílio eleitoral ou que estão viajando no dia da eleição.
Para os brasileiros que moram no exterior, já existe solução. Eles devem se cadastrar nas embaixadas e consulados do Brasil espalhados pelo mundo e podem votar para presidente da República.
Já é alguma coisa.
Por que não fazer o mesmo com os eleitores que estão no Brasil, mas fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição?
Não é pouca gente. Nas eleições de 2002, 20 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno.
Em julho de 2004, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apresentou projeto para que eleitores em trânsito dentro do Brasil também pudessem votar para presidente.
Depois de uma lentíssima tramitação no Senado, o projeto foi aprovado e encaminhado à Câmara em dezembro de 2005.
E lá ficou, dormindo em berço esplêndido, vítima desta paralisia que vigora há tempos no Legislativo.
Chegaram as eleições presidenciais de 2006, e 21 milhões de eleitores deixaram de votar porque estavam fora de seu domicílio eleitoral.
Finalmente, em 2009, foi aprovado o projeto, e a lei foi sancionada pelo presidente Lula. Vai valer apenas para as capitais, inicialmente.
A Justiça Eleitoral vai abrir um prazo para o cadastramento daqueles eleitores que residem fora de seus domicílios eleitorais mas ainda não transferiram o título.
No dia da eleição, ao eleitor cadastrado bastará comparecer a uma seção eleitoral e votar para presidente da República.
Ainda não é o ideal, mas já se pode contabilizar como avanço.
Voto secreto e Justiça Eleitoral autônoma eram bandeiras da Revolução de 30 e fizeram sua estreia nas eleições de 1933.
De lá para cá, com a concessão do voto às mulheres, aos analfabetos, religiosos e militares de baixa patente, foram ampliados os limites do sufrágio universal, até chegarmos aos mais de 132 milhões de eleitores que poderão votar nas eleições de outubro de 2010.
A Justiça Eleitoral, por sua vez, progrediu muito, punindo irregularidades, diminuindo fraudes e promovendo recadastramentos periódicos para eliminar o eleitorado fantasma.
As urnas eletrônicas, adotadas com entusiasmo pelo TSE, também constituem poderoso instrumento contra a fraude.
Poderiam ser ainda melhores, poderiam emitir um comprovante impresso do voto para o caso de necessidade de recontagem.
Mas, de qualquer maneira, os avanços são indiscutíveis.
Também na área das instruções a Justiça Eleitoral tem avançado bastante, democratizando as oportunidades dos candidatos e tentando diminuir a influência do poder econômico e do uso da máquina do governo a favor de seus candidatos.
Tudo para que o eleitor possa votar com liberdade e ter seu voto reconhecido e apurado com lisura e rapidez.
Mas há um enorme contingente de eleitores que fica de fora do processo. São aqueles que moram fora de seu domicílio eleitoral ou que estão viajando no dia da eleição.
Para os brasileiros que moram no exterior, já existe solução. Eles devem se cadastrar nas embaixadas e consulados do Brasil espalhados pelo mundo e podem votar para presidente da República.
Já é alguma coisa.
Por que não fazer o mesmo com os eleitores que estão no Brasil, mas fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição?
Não é pouca gente. Nas eleições de 2002, 20 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno.
Em julho de 2004, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apresentou projeto para que eleitores em trânsito dentro do Brasil também pudessem votar para presidente.
Depois de uma lentíssima tramitação no Senado, o projeto foi aprovado e encaminhado à Câmara em dezembro de 2005.
E lá ficou, dormindo em berço esplêndido, vítima desta paralisia que vigora há tempos no Legislativo.
Chegaram as eleições presidenciais de 2006, e 21 milhões de eleitores deixaram de votar porque estavam fora de seu domicílio eleitoral.
Finalmente, em 2009, foi aprovado o projeto, e a lei foi sancionada pelo presidente Lula. Vai valer apenas para as capitais, inicialmente.
A Justiça Eleitoral vai abrir um prazo para o cadastramento daqueles eleitores que residem fora de seus domicílios eleitorais mas ainda não transferiram o título.
No dia da eleição, ao eleitor cadastrado bastará comparecer a uma seção eleitoral e votar para presidente da República.
Ainda não é o ideal, mas já se pode contabilizar como avanço.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Notícia em Foco
Os bastidores da cobertura da tragédia de Angra dos Reis e outros episódios envolvendo desabamentos e enchentes; com Élson Liper, repórter da CBN, e Roland Gianotti, chefe de reportagem do jornal O Globo
CBN - A rádio que toca notícia - Notícia em Foco
CBN - A rádio que toca notícia - Notícia em Foco
domingo, 3 de janeiro de 2010
2010, o ano que já entrou para a História
Lucia Hippolito
Independentemente de quem venha a ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.
Isto porquenós, brasileiros, assistiremos a um evento que não acontece no país desde 1926. Isto mesmo.
Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.
Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Arthur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito, Washington Luís.
De la para cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.
Washington Luís foi deposto pela Revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.
Eurico Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.
Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupando a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.
João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo golpe militar de 1964.
Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.
Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.
Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.
Em 1995, Itamar Franco, que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernando Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dois mandatos.
Em outubro de 2010, finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.
O que isto representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.
A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão a seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.
Eu já disse aqui, mas nunca é demais repetir: a ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas só a democracia nos dá o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.
A democracia é a única causa pela qual vale a pena viver. E morrer.
Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o Plano Real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com moeda estável e controle da inflação.
Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabiliade política.
Por isso mesmo, 2010 já é História no Brasil.
Independentemente de quem venha a ser eleito (ou eleita) presidente em 2010, este ano já entrou para a História.
Isto porquenós, brasileiros, assistiremos a um evento que não acontece no país desde 1926. Isto mesmo.
Há 84 anos ocorreu a última sequência de três presidentes da República eleitos diretamente pelo povo.
Epitácio Pessoa governou entre 1919 e 1922. Passou a faixa ao eleito, Arthur Bernardes, que governou até 1926, quando empossou o eleito, Washington Luís.
De la para cá, jamais o evento se repetiu. A instabilidade política no Brasil vinha sendo uma constante.
Washington Luís foi deposto pela Revolução de 30. Getúlio Vargas, que não foi eleito, governou entre 1930 e 1945, quando foi deposto pelos militares.
Eurico Dutra, eleito em 1945, passou a faixa para Getúlio, eleito em 1950. Mas Getúlio suicidou-se em 1954.
Juscelino Kubitschek, eleito em 1955, recebeu a faixa do presidente do Senado, Nereu Ramos, então ocupando a presidência da República. JK passou a faixa a Jânio Quadros, eleito em 1960. Mas Jânio renunciou depois de apenas sete meses de governo.
João Goulart, empossado na presidência, foi deposto pelo golpe militar de 1964.
Aí veio a ditadura, com sua coleção de generais-presidentes, todos eleitos pelo Alto Comando do Exército.
Com a redemocratização em 1989, Fernando Collor, eleito diretamente pelo povo, recebeu a faixa de José Sarney, que não foi eleito por ninguém, apenas recebeu a presidência de presente depois da tragédia da morte de Tancredo Neves.
Mas Collor foi afastado da presidência, depois de sofrer um processo de impeachment.
Em 1995, Itamar Franco, que não sido eleito, passou a faixa a Fernando Henrique Cardoso, eleito duas vezes. Em 2003, Fernando Henrique passou a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente também por dois mandatos.
Em outubro de 2010, finalmente, teremos novamente a sequência de três presidentes sucessivos, todos eleitos diretamente pelo povo.
O que isto representa em termos de consolidação da democracia no Brasil é uma enormidade.
A democracia é um processo que só se sustenta pela adesão quotidiana e voluntária dos cidadãos. Adesão a seus valores, de eleições livres e diretas, instituições sólidas e independentes, alternância no poder, tolerância com o diferente.
Eu já disse aqui, mas nunca é demais repetir: a ditadura nos dá o direito de sermos iguais. Mas só a democracia nos dá o direito de ser diferentes. De pensar diferente, de falar diferente, de tolerar o outro que não pensa como você.
A democracia é a única causa pela qual vale a pena viver. E morrer.
Em 1985 o país conquistou a liberdade política. A partir de 1994, com o Plano Real, os brasileiros começaram a conquistar a estabilidade econômica, com moeda estável e controle da inflação.
Mas só agora em 2010 estamos conquistando a estabiliade política.
Por isso mesmo, 2010 já é História no Brasil.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
FELIZ ANO NOVO!!!!
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009
Nesta quarta-feira (30), você vai rever as vitórias no esporte, os vexames, as guerras, as loucuras do tempo, os acidentes, os flagrantes de tirar o fôlego.
É a RETROSPECTIVA 2009 veiculada pela TV Globo.
A partir das 22h. Não perca!
É a RETROSPECTIVA 2009 veiculada pela TV Globo.
A partir das 22h. Não perca!
No stress de um aeroporto...
No aeroporto de Lisboa, antevéspera de Natal, a TAP Linhas Aéreas encontra uma forma de cativar seus clientes.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Mundo Corporativo - CBN
As indústrias criativas
CBN - A rádio que toca notícia - Mundo Corporativo
Entrevista com o profº do INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa - Charles Kirschbaum
CBN - A rádio que toca notícia - Mundo Corporativo
Entrevista com o profº do INSPER - Instituto de Ensino e Pesquisa - Charles Kirschbaum
sábado, 26 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009 - Economia
Julho
- Há 15 anos o povo brasileiro teve acesso ao real, moeda criada no Plano Real em substituição ao cruzeiro real e que teve um principal objetivo: acabar com a hiperinflação.
- Desemprego nos Estados Unidos volta ao mesmo nível de 1983.
- Pesquisa realizada pela CNN mostra que quase metade dos americanos acredita que a economia dos Estados Unidos se estabilizou.
- Brasil já confirma 756 casos de Gripe Suína.
- Ministério Público Federal apresenta denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas e executivos do Opportunity por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa, entre outros crimes.
- Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admite chance de crescimento zero em 2009.
Petrobras emplaca a posição de 34ª maior empresa do mundo segundo a revista Fortune. - General Motors anuncia saída de concordata após 40 dias.
- Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao pré-sal: "Temos a faca e o queijo; vamos comer."
- Erro numa operação de débito faz americano ficar com sua conta bancária negativa em US$ 23 quatrilhões (US$ 23.148.855.308.184.500).
- Lula a respeito dos investimentos da GM no Brasil: "É incomensurável o orgulho de ser brasileiro em um momento em que a gente percebe que as nossas empresas brasileiras estão melhores que suas matrizes nos países desenvolvidos".
- Barack Obama a respeito da crise nos Estados Unidos: "?apagamos o incêndio". O presidente crítica também bancos em não demonstrarem nenhum tipo de remorso ou mudança de comportamento em assumir riscos após a crise.
- COPOM corta a taxa Selic em 0,5 pontos percentuais, levando-a para 8,75% ao ano - o menor patamar desde sua criação em 1986.
- Hotéis do Rio Grande do Sul já percebem um movimento de cancelamento nas estadias devido à gripe suína.
- EUA proíbe eternamente vendas a descoberto.
Agosto - Receita Federal começa uma investigação que irá envolver 1.481 pessoas físicas com suspeita de sonegar impostos em movimentações realizadas na Bovespa.
- Santander Brasil formalizou na CVM pedido para oferta primária de ações.
Ministro Paulo Bernardo em relação à recuperação do Brasil: "Já estamos em franco processo de recuperação". - Segundo estudo realizado pela Dieese, o salário mínimo em julho deveria ter sido de R$ 1.994,82.
- Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a recuperação já começou.
Polêmica em torno do Banco UBS ao anunciar que enviará aos Estados Unidos informações sobre 5.000 clientes norte-americanos com suspeita de sonegação de impostos. - Polêmica em torno da nova CPMF, chamada Contribuição Social para a Saúde (CSS).
Barack Obama anuncia que Ben Bernanke ficará na presidência do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) por mais 4 anos. - BM&F Bovespa e Nasdaq iniciam discussão para parceria estratégia, comercial e tecnológica.
- Após dois meses de suspensão, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) autorizou a venda do serviço de banda larga Speedy.
- Informação sobre poços vazios no pré-sal inunda polêmica nos mercados.
Setembro - Lula apresenta marco regulatório do pré-sal e anuncia empresa que irá administrar o regime de partilha: Petro-Sal (Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A.).
- Abyara, Agra e Klabin anunciam fusão criando a Agre Empreendimentos Imobiliários.
- Copom mantém taxa Selic e é duramente criticado por diversos setores da economia.
- Revista americana The Economist, em relação ao pré-sal: "Dependendo de como for utilizada, essa nova riqueza pode ajudar o país a superar a pobreza e o subdesenvolvimento, ou exacerbar seu ímpeto gastador".
- Lula retira pedido de urgência constitucional relacionado aos projetos do pré-sal.
- Levantamento realizado pela Moody's e OCDE mostra que o Brasil foi um dos países com maior e mais rápida recuperação pós-crise.
- Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou que não é necessário um segundo pacote econômico.
- Polêmica em relação à taxação de Imposto de Renda nas poupanças que ultrapassem R$ 50 mil.
- CVM não levará para frente idéia de exigir que empresas de capital aberto revelem o salário de seus executivos.
- Le Monde, jornal francês, publicou artigo onde diz que Lula acertou em cheio ao afirmar que a crise no Brasil não passava de uma "marolinha", uma vez que durou apenas 1 semestre.
- Projetos de lei relacionados ao pré-sal receberam 823 emendas parlamentares com o objetivo de alterar ou modificar novos dispositivos.
- Nome Petro-Sal destinado à administradora dos recursos do pré-sal poderá mudar, uma vez que já existe uma empresa com o registro desta marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).
- Brasil recebe novo selo de Investment Grade pela Moody's.
- G20 se transforma no principal fórum econômico do mundo.
Outubro - Greve dos bancários ainda continua.
- Rio de Janeiro foi confirmado como sede para os dos Jogos Olímpicos de 2016.
- IPO Santander emplaca o primeiro lugar como maior abertura de capital da Bovespa ao captar R$ 14,1 bilhões.
- Após 15 dias paralisados, bancários de São Paulo e Porto Alegre suspendem greve ao entrar num acordo para reajuste salarial de 6%.
- Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, ganha prêmio Nobel da Paz.
- Citigroup eleva para 70.000 sua previsão de fechamento do Ibovespa em 2009.
- Governo cria nova medida para taxar a entrada de capital estrangeiro de curto prazo (para aplicações em renda fixa e ações) com IOF de 2% (Imposto sobre Operações Financeiras).
- No primeiro dia de cobrança da nova alíquota de IOF sobre capital estrangeiro, a Bovespa registrou uma saída de 1,26 bilhão de reais.
- Até então, mais de 100 bancos já fecharam as portas em 2009 nos Estados Unidos.
- BM&F Bovespa e Nasdaq assinaram um protocolo de intenções se comprometendo a desenvolver um sistema de ordens entre os EUA e o Brasil.
- Warren Buffett, acionista majoritário da Berkshire-Hathaway é visto como o melhor investidor do mundo, segundo uma pesquisa da Bloomberg.
Novembro - Instituição financeira CIT Group pede concordata.
- Warren Buffett anuncia a maior aquisição em valores nominais da Berkshire Hathaway. Sua empresa irá comprar a ferrovia Burlington Northern Santa Fe por aproximadamente US$ 44 bilhões.
- O presidente do Banco Central Europeu (BCE) deixa sinais claros de que, já a partir do próximo mês, a autoridade monetária da zona euro irá começar a retirar os estímulos quase ilimitados que tem oferecido à economia para esta resistir à crise.
- Financial Times edita um caderno especial mostrando oportunidades de investimento no Brasil. O jornal acredita que o país é uma superpotência agrícola, entretanto destacou as deficiências na infra-estrutura e educação.
- Após nova taxação sob capital externo, algumas ADRs (ações de empresas brasileiras negociadas na bolsa de Nova York) já apresentam volume de negócios três vezes superior.
- Número de mulheres investidoras na Bolsa sobe quase 13% no último mês para 136.748, atingindo um total de quase 25% de participação. Os homens ainda são maioria, com aproximadamente 75% do total de investidores.
- São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Espírito Santo e o Distrito Federal sofrem blecaute geral nos sistemas de transmissão de energia elétrica.
- VisaNet anuncia que mudará de nome e se chamará Cielo por causa das mudanças regulatórias que visam ampliar a concorrência no setor de cartões. A empresa quer desvincular-se da associação com a marca Visa.
- Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, afirma que existe maior probabilidade em ficar em seu cargo até dezembro de 2010. Entretanto poderá antecipar sua decisão para abril de 2010.
- Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou que está preocupado com o déficit orçamentário do país e, como conseqüência, a economia norte-americana poderá afundar em uma nova recessão.
- Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, acredita que as economias emergentes estão em bolhas financeiras devido ao movimento incontrolável de capital para esses países.
- Dubai dá calote de US$ 59 bilhões e mercados desabam no mundo.
Dezembro - Apesar da entrada de capital estrangeiro constante durante 2009 e os crescentes topos da bolsa no Brasil, alguns analistas começam a mudar de discurso e acreditam que, em breve, uma correção na bolsa será inevitável.
- Timothy Geithner, Secretário do Tesouro dos EUA, afirmou que o fim do programa de ajuda financeira concedido pelo governo durante a crise está próximo.
- Pão de Açúcar e Casas Bahia anunciam fusão.
- Mais dois bancos quebraram nos Estado Unidos. Já são 126 instituições financeiras que deixaram de existir por problemas decorrentes da crise este ano no país.
- A Globex foi indagada pela BM&F Bovespa a respeito das oscilações registradas na negociação de suas ações nos dias anteriores ao anúncio da compra do grupo Casas Bahia
Bill Dudley, presidente do FED Nova York, sugere que seja limitado alavancagem do setor financeiro para controlar as bolhas financeiras. - Pesquisa realizada pelo Ibope revela que 72% dos brasileiros acreditam que o Brasil não está sendo afetado pela crise.
- Prévia do PIB deste último trimestre decepciona investidores, que esperavam 2% ao invés de 1,3%.
- O governo de Abu Dhabi concede empréstimo emergencial de US$ 10 bilhões ao governo de Dubai para tampar o buraco causado por certas entidades do ramo imobiliário do país.
- Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, se torna um possível candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff.
- Trabalhador poderá agora investir 30% do saldo do FGTS em um fundo de renda variável chamado FIC-FGTS.
- Petrobras é isentada de todas as acusações que estavam inclusas na CPI iniciada em abril deste ano após a Receita Federal apontar irregularidades contábeis na redução no pagamento de impostos.
- Banco Central prevê um crescimento do PIB em torno de 5,8% para 2010.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Economia: Retrospectiva 2009 (1º Semestre)
Janeiro
- Bolsas começam 2009 com uma importante missão: recuperar os prejuízos de 2008, quando o Ibovespa caiu 41,22% e Dow Jones 33,8%
- No primeiro pregão de 2009, ações da Petrobras fecharam com alta de 7,44% após confrontos na Faixa de Gaza estimularem o preço do petróleo.
- Rússia corta fornecimento de gás a sete países.
- Rumores sobre fusão de Morgan Stanley e Citigroup rondam o mercado.
- Gás russo destinado a Europa volta a chegar à Ucrânia.
- Citigroup e Morgan Stanley confirmam boatos e criam a Morgan Stanley Smith Barney, resultado da fusão das atividades de corretagem dos dois bancos.
- Steve Jobs é afastado da Apple por problemas de saúde. Ações tombam aproximadamente 6,30% após notícia.
- Problemas na entrega de gás entre a Rússia e Europa voltam e tentativas na organização de reuniões em território da União Européia falham.
- Após alguns dias, Rússia e Ucrânia chegam a um acordo sobre gás.
- Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009, Barack Obama toma posse como presidente dos Estados Unidos e mercados tombam: Ibovespa -4,01%, Dow Jones -4,01%, S&P 500 -5,28%.
- Copom corta Selic em 1 ponto percentual e leva taxa a 12,75% ao ano.
- Naji Nahas perde ação contra bolsas e é punido em R$ 1 milhão.
Fevereiro
- Devido a crise mundial, a Balança Comercial do Brasil registrou o primeiro déficit em quase 8 anos.
- Após a divulgação dos dados da pesquisa industrial de dezembro de 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o país possa sofrer uma retração em 2009.
- Polêmica em torno da cláusula no plano econômico de Barack Obama que restringe o uso de ferro e aço exclusivamente americanos, além da utilização também exclusiva de apenas produtos manufaturados americanos.
- Relatório Focus afirma que taxa Selic deve fechar 2009 em 10,75% ao ano.
- Fidel Castro afirma que nem Barack Obama, muito menos qualquer outro político ou economista, poderá resolver os crescentes problemas da sociedade capitalista americana.
- Em sua primeira coletiva como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama afirma que haverá uma catástrofe caso o pacote não seja aprovado no curto prazo pelo Congresso, levando o país a uma "espiral negativa".
- Detalhes sobre o golpe de Bernard Madoff ainda são divulgados, como um saque de US$ 15,5 milhões realizado pela mulher do golpista semanas antes da armação ser descoberta.
- Com intuito de combater os efeitos da crise mundial no estado de São Paulo, o governador José Serra anunciou um pacote de medidas para beneficiar as exportadoras.
- Congresso dos Estados Unidos aprovou pacote de Barack Obama, que foi otimizado para US$ 787 bilhões. O projeto final não contou com a polêmica cláusula Buy American e com a promessa de não violar qualquer norma proposta pelo comércio internacional.
- Ações da Positivo disparam 78,85% com boato de compra pela Lenovo, porém empresa termina o dia negando qualquer informação.
- Greenspan: "crise é a pior desde 1930".
- Febre: um email está sendo repassado entre a população da Colômbia recomendando que a população saque o dinheiro dos bancos, pois devido à crise, o país aplicará um "corralito financeiro", restringindo os saques bancários.
- Grande polêmica em torno da demissão em massa de 4.270 funcionários da Embraer.
- Enquanto brasileiros comemoram Carnaval, Dow Jones passa por dia apertado e cai 3,41%
Março
- Barack Obama: "todas as tropas dos Estados Unidos no Iraque deverão sair do país em 31 de dezembro de 2011".
- Em uma carta destinada aos acionistas da Berkshire Hathaway, Warren Buffett admite erros primários que realizou em 2008 e diz que 2009 a economia norte-americana ficará em ruínas.
Timothy Geithner, secretário do Tesouro norte-americano: "Estados Unidos estão passando por pior crise fiscal da história". - Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI: "Terceira onda da crise irá atingir países pobres".
- Devido à falta de vendas proporcionada pela crise, a Toyota alugou um navio de carga para estocar os automóveis não vendidos.
- Merrill Lynch suspende operador que escondeu US$ 400 milhões em perdas nos mercados de divisa.
- Petrobras investigada sobre vazamento de informações do resultado anual de 2008.
- Warren Buffett: "a economia dos Estados Unidos rola precipício abaixo" ? "irá demorar cinco anos para que se recupere".
- Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve: "Não deixaremos grandes bancos caírem".
- Copom corta Selic em 1,5 ponto percentual e leva taxa a 11,25% ao ano.
- Bernard Madoff, de 70 anos, assume crimes e é condenado a 150 anos de prisão.
- Sadia e Perdigão confirmam fusão.
- Morgan Stanley prevê uma retração de 4,5% para o PIB brasileiro em 2009. Lula rebate dizendo que o banco não conseguiu nem prever o que aconteceu com ele mesmo.
- Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, diz que há bastante consenso sobre uma recuperação econômica a partir de 2010.
- Governo norte-americano anuncia programa TARP em conjunto com a iniciativa privada para comprar títulos podres. Mercados reagem bem, incluindo Ibovespa que fechou o dia com alta de 5,89%.
- Polícia Federal prende quadrilha instalada na Camargo Corrêa.
- Luiz Inácio Lula da Silva: crise foi causada por "gente branca de olhos azuis" ... "não é justo que negros e índios paguem a conta".
Abril
- Ibovespa vira o mês com rentabilidade de 7,18%, a melhor desde abril de 2008.
- Reunião da cúpula do G20 em Londres causa revolta e resulta em 87 presos e um falecimento.
- Ao cumprimentar Lula durante o G20, Barack Obama falou: "I love this guy".
- Mais um esquema de pirâmide é descoberto nos Estados Unidos, desta vez, está envolvido Edward Stein, um gerente de fundos de alto risco. O calote foi precificado em US$ 55 milhões.
Até então, o Brasil já combateu com R$ 475 bilhões contra os efeitos da crise no país.
Barack Obama rejeita lançamento de foguete pela Coreia do Norte. - Google pode estar negociando a compra do Twitter, um microblog avaliado em US$ 250 milhões.
Em assembléia organizada, acionistas optam por processar ex-diretor financeiro da Sadia pelos danos causados com derivativos. - Standard & Poor's reavalia situação econômica do Brasil e mantém selo de Investment Grade.
- Bradesco emplaca novamente como a segunda marca mais valiosa do Brasil, avaliada em R$ 16,265 bilhões, segundo a consultoria Brand Finance.
- Equador anuncia que entrará na Justiça contra a construtora brasileira Odebrecht em cobrança de US$ 210 milhões pelos prejuízos causados por problema estruturais na usina hidrelétrica de San Francisco.
- Mercado não interpreta bem a saída de Antonio Francisco Lima Neto do comando do Banco do Brasil, mesmo após explicações de Guido Mantega, ministro da Fazenda.
- Standard & Poor's mostra que o número e empresas inadimplentes triplicou no ano.
- Tesouro dos Estados Unidos exige que a GM organize o pedido de falência. Ações tombam 16,18%.
- A SEC (CVM americana) acusa sete líderes religiosos em Nova York por fraude financeira. Os líderes prometiam aos fiéis retornos de 75% ao ano do capital doado, porém os valores eram desviados para gastos pessoais.
- Anatel aprova o fim da cobrança do ponto extra na TV paga e ações da NET sofrem forte queda.
- Papa Bento XVI: "cobiça é a causa desta crise econômica".
- Estado de emergência na saúde pública dos EUA é anunciado devido aos primeiros surtos de gripe suína.
- Homem de 40 anos é internado em Salvador com suspeita de gripe suína após viagem a Miami.
- Uma criança de 2 anos foi a primeira vítima da gripe suína nos Estados Unidos. Segundo autoridades de saúde do Texas, a criança viajou com sua família do México para Brownsville.
Maio
- Chrysler oficialmente entra em falência.
- Rumores a respeito de a Visanet retomar trabalhos para reorganizar sua IPO se espalham no mercado.
- Henrique Meirelles, presidente do Banco Central: "é preciso tomar muito cuidado para não se passar da depressão à euforia".
- Lula acredita que a gripe H1N1 não irá impactar na economia do Brasil.
- IPO da Visanet é registrada na CVM.
- Perdigão e Sadia oficializam fusão e criação da Brasil Foods.
- Lula envia comunicado onde descarta a possibilidade de recessão em 2009.
Junho
- Virada do mês é marcada por anúncio oficial de falência da General Motors.
- Cerca de 1.500 manifestantes protestam em frente ao gramado do Congresso Nacional contra a instalação da CPI da Petrobras e contestam o real motivo destas investigações.
- Novo poço do pré-sal é encontrado na área de Tupi e reforça ainda mais as expectativas sobre o potencial de todo o projeto.
- PIB brasileiro cai pela segunda vez seguida e configura Recessão Técnica no Brasil.
- Pane no serviço da Telefônica deixa milhares de consumidores sem telefone fixo.
- Estados Unidos passa por "blecaute analógico", onde começará a ser transmitido somente TV por sinal digital.
- O Supremo Tribunal Federal (STF) decide que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista no Brasil.
- BM&F encerra 119 anos de pregão viva-voz.
- Anatel proíbe Telefonica de vender serviço Speedy devido à péssima qualidade no serviço.
- CVM faz o descredenciamento de 19 corretoras para participação da IPO da VisaNet.
- Após bookbuilding, IPO da VisaNet emplaca como a maior do Brasil ao levantar R$ 8,397 bilhões.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "pobre com um centavo estimula economia mais que rico". - Apple confirma o retorno de Steve Jobs após passar por transplante de fígado e tirar licença médica.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
R$ 510 a partir de janeiro
A partir de 1º de janeiro de 2010 o valor do salário mínimo será de R$ 510,00, informou ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
O presidente Lula, que está no Rio de Janeiro, já bateu o martelo e deve assinar medida provisória reajustando o mínimo nesta última semana do ano.
O valor do mínimo é também referência para o pagamento de aposentadoria do INSS – e o reajuste vai custar R$ 4,6 bilhões nas contas da Previdência.
O valor atual do salário mínimo é R$ 465,00. Se fossem aplicadas as regras de reajuste do mínimo propostas pelo governo – inflação e mais a variação do PIB de dois anos antes – o valor do mínimo ficaria em R$ 506,25. Mas o governo preferiu arredondar o valor, neste ano de eleição.
O ministro Paulo Bernardo avalia que é mais fácil sacar o valor arredondado nas máquinas eletrônicas que trabalham com notas de R$ 10 e raramente usam notas em valor menor ou moedas.
O custo adicional para a Previdência será de R$ 600 milhões.
O presidente autorizou o reajuste do mínimo para R$ 510.
O presidente Lula, que está no Rio de Janeiro, já bateu o martelo e deve assinar medida provisória reajustando o mínimo nesta última semana do ano.
O valor do mínimo é também referência para o pagamento de aposentadoria do INSS – e o reajuste vai custar R$ 4,6 bilhões nas contas da Previdência.
O valor atual do salário mínimo é R$ 465,00. Se fossem aplicadas as regras de reajuste do mínimo propostas pelo governo – inflação e mais a variação do PIB de dois anos antes – o valor do mínimo ficaria em R$ 506,25. Mas o governo preferiu arredondar o valor, neste ano de eleição.
O ministro Paulo Bernardo avalia que é mais fácil sacar o valor arredondado nas máquinas eletrônicas que trabalham com notas de R$ 10 e raramente usam notas em valor menor ou moedas.
O custo adicional para a Previdência será de R$ 600 milhões.
O presidente autorizou o reajuste do mínimo para R$ 510.
Feliz Natal e sucesso em 2010!!!

Chegamos ao final de mais um ano com um fato vergonhoso ao país envolvendo "esses políticos".
Depois de quase 365 dias, ou seja, faltando apenas alguns dias para o término do ano e sabendo que, deste total mais de três meses de trabalho ficou para o governo na forma de impostos, garanto que você, assim como eu, estamos estarrecidos com as imagens veículadas envolvendo o Governador de Brasília e sua "corja" se beneficiando das facilidades que o poder proporciona.
O que dizer então do Presidente em mais uma de suas belas frases quando diz:: "que as imagens não dizem nada".
Há momentos na vida em que o melhor é ficar calado. O pior é que, só estamos sabendo de tal fato devido a ajuda de um dos integrantes, caso contrário, estaria tudo como antes. Certamente o Governador irá renunciar e daqui a alguns anos, como aconteceu com ele mesmo em outro episódio, e com outros figurões deste país, retornará em outro cargo ou função dentro do governo.
É necessário um basta, pois pagamos impostos demais para serviços de menos. Como se não bastasse apenas isso (mais de três meses de trabalho), pagamos duas vezes por um mesmo serviço que o governo deveria nos fornecer com qualidade, mas está sempre dizendo que não há dinheiro (estranho isso não acha?!), ou seja, pagamos escolas para os filhos, se optamos por uma boa educação; pagamos plano de saúde para termos um atendimento dígno; pagamos plano de previdência; pedágios para termos estradas em boas condições.
É necessário um basta, pois pagamos impostos demais para serviços de menos. Como se não bastasse apenas isso (mais de três meses de trabalho), pagamos duas vezes por um mesmo serviço que o governo deveria nos fornecer com qualidade, mas está sempre dizendo que não há dinheiro (estranho isso não acha?!), ou seja, pagamos escolas para os filhos, se optamos por uma boa educação; pagamos plano de saúde para termos um atendimento dígno; pagamos plano de previdência; pedágios para termos estradas em boas condições.
Portando, se você é mais um que não está contente com todos os fatos que vem acontecendo em nosso país envolvendo "esses políticos", lembre-se que no ano que vem haverá eleições e que nós seremos responsáveis por aqueles que nos representam tão mal, seja na Capital Federal, como em nosso estado. Está na hora de mudanças.
Sendo assim, desejo a você...
Um FELIZ Natal e sucesso em 2010 ! ! !
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Governo FHC X Governo Lula
Stephen Kanitz
Nos 8 anos de FHC, efetivamente tivemos:
1. Saneamento dos Bancos, Proer.
2. Lei da Responsabilidade Fiscal.
3. Banco Central informalmente independente.
4. Criação do Bolsa Escola.
( O Plano Real foi do governo Itamar, propriamente dito.)
Isto, do lado positivo.
Do lado negativo:
1. Câmbio fixo e âncora cambial, que geraria a crise de 1998.
2. Reservas Internacionais zero, que piorou a crise de 1998.
3. Dívidas internas com juros em aberto, e indeterminados, que agravaria a crise de 1998.
4. Dívidas internas em dólar, e elevadíssimas.
5. Destruição dos sistemas de controle gerencial das empresas proibidas, a partir de 1995, de publicarem seus verdadeiros resultados financeiros. Instituiu-se o fim da correção dos balanços das empresas, um absurdo gerencial, mas como seu principal efeito é mostrar um lucro maior do que o verdadeiro, administradores, gerentes, analistas de ações, ficaram quietos.
6. Elevação da taxa de tributação do lucro das empresas em quase 100%, ao taxar a partir de 1995 o lucro nominal e não mais o lucro real das empresas. Consequência do ítem acima.
7. Elevação da taxa de tributação dos juros da dívida pública em quase 100%, ao taxar a partir de 1995 os juros nominais e não mais o juro real. Por isto, a carga tributária aumentou e o crescimento das empresas ficou aquém do potencial esperado.
Ao atual governo ficará atribuído:
1. O fim do conceito de que o Social é atribuição da Primeira Dama, e sim do Governo, e que a parte econômico-administrativa deve ser delegada a profissionais do ramo.
2. Reservas Financeiras como Política Administrativa de segurança contra crises.
3. Juros da Dívida Interna pré-determinados no momento da assinatura do contrato.
4. Dívida Interna denominada em Real e não mais em Dólar.
5. Conquista do Investment Grade.
6. Juros de um Dígito, 12 anos depois do Plano Real ter fracassado neste intento, e que nenhum Governo arriscará tornar 2 dígitos novamente.
7. Consolidação de Empresas criando Empresas de Classe Mundial e administradas por administradores profissionais e não por filhos de empresários e acionistas controladores.
8. Expansão do Bolsa Escola e Família.
Apesar de tudo disto, economistas como Eduardo Gianetti, um dos professores mais conceituados do IBMEC, ao ser entrevistado pelo jornal de negócios mais conceituado do Brasil diz textualmente:
"Valor: Não houve melhoras nos últimos anos?
Giannetti: Por mais que eu me esforce, eu não vejo". Valor, 30 de Novembro de 2009.
Isto de um professor de uma escola de Administração!
Escrevi estes 7 artigos devido a comentários como este, minimizando conquistas que nós administradores lutamos tantos anos para se tornar realidade.
Não estou aqui defendendo o PT nem o Governo Lula, estou defendendo o que sempre defendi e que o PSDB teve inúmeras chances de implantar, e recusou. Ao contrário do que muitos pensam não sou petista de carteirinha, sou somente intelectualmente honesto, e prezo minha integridade intelectual.
Posso não gostar do mensalão e de muita coisa deste governo, mas posso garantir que não foram os administradores socialmente responsáveis que colaboram com o PT que o criaram.
Minha luta sempre foi a de termos um país bem administrado, não por professores que nada vêem, mas por administradores previamente treinados e testados na prática para administrar nosso país, como foi o caso de Henrique Meirelles, que era do PSDB, diga-se de passagem, e agora é o primeiro administrador a comandar o Banco Central do Brasil, e o mais longevo.
Algumas destas 8 medidas não poderiam ter sido possíveis se não existisse o Governo FHC, sem dúvida, como o Investment Grade e o Juro de um Dígito.Todo governo utiliza as conquistas do anterior.
Da mesma forma que nenhum governo mudará a Lei de Responsabilidade Fiscal, nenhum candidato arriscará mudar estes 8 itens do governo atual.
Ou assim espero, mas para isto acontecer, mais jornalistas e intelectuais precisam entender o que foi feito. Esta ladainha de que Meirelles simplesmente manteve as politicas neoliberais do governo FHC, dito inclusive por alas do PT, é o verdadeiro perigo que corremos.
Muitos poderão querer mudá-las. Daí a minha preocupação.
Nos 8 anos de FHC, efetivamente tivemos:
1. Saneamento dos Bancos, Proer.
2. Lei da Responsabilidade Fiscal.
3. Banco Central informalmente independente.
4. Criação do Bolsa Escola.
( O Plano Real foi do governo Itamar, propriamente dito.)
Isto, do lado positivo.
Do lado negativo:
1. Câmbio fixo e âncora cambial, que geraria a crise de 1998.
2. Reservas Internacionais zero, que piorou a crise de 1998.
3. Dívidas internas com juros em aberto, e indeterminados, que agravaria a crise de 1998.
4. Dívidas internas em dólar, e elevadíssimas.
5. Destruição dos sistemas de controle gerencial das empresas proibidas, a partir de 1995, de publicarem seus verdadeiros resultados financeiros. Instituiu-se o fim da correção dos balanços das empresas, um absurdo gerencial, mas como seu principal efeito é mostrar um lucro maior do que o verdadeiro, administradores, gerentes, analistas de ações, ficaram quietos.
6. Elevação da taxa de tributação do lucro das empresas em quase 100%, ao taxar a partir de 1995 o lucro nominal e não mais o lucro real das empresas. Consequência do ítem acima.
7. Elevação da taxa de tributação dos juros da dívida pública em quase 100%, ao taxar a partir de 1995 os juros nominais e não mais o juro real. Por isto, a carga tributária aumentou e o crescimento das empresas ficou aquém do potencial esperado.
Ao atual governo ficará atribuído:
1. O fim do conceito de que o Social é atribuição da Primeira Dama, e sim do Governo, e que a parte econômico-administrativa deve ser delegada a profissionais do ramo.
2. Reservas Financeiras como Política Administrativa de segurança contra crises.
3. Juros da Dívida Interna pré-determinados no momento da assinatura do contrato.
4. Dívida Interna denominada em Real e não mais em Dólar.
5. Conquista do Investment Grade.
6. Juros de um Dígito, 12 anos depois do Plano Real ter fracassado neste intento, e que nenhum Governo arriscará tornar 2 dígitos novamente.
7. Consolidação de Empresas criando Empresas de Classe Mundial e administradas por administradores profissionais e não por filhos de empresários e acionistas controladores.
8. Expansão do Bolsa Escola e Família.
Apesar de tudo disto, economistas como Eduardo Gianetti, um dos professores mais conceituados do IBMEC, ao ser entrevistado pelo jornal de negócios mais conceituado do Brasil diz textualmente:
"Valor: Não houve melhoras nos últimos anos?
Giannetti: Por mais que eu me esforce, eu não vejo". Valor, 30 de Novembro de 2009.
Isto de um professor de uma escola de Administração!
Escrevi estes 7 artigos devido a comentários como este, minimizando conquistas que nós administradores lutamos tantos anos para se tornar realidade.
Não estou aqui defendendo o PT nem o Governo Lula, estou defendendo o que sempre defendi e que o PSDB teve inúmeras chances de implantar, e recusou. Ao contrário do que muitos pensam não sou petista de carteirinha, sou somente intelectualmente honesto, e prezo minha integridade intelectual.
Posso não gostar do mensalão e de muita coisa deste governo, mas posso garantir que não foram os administradores socialmente responsáveis que colaboram com o PT que o criaram.
Minha luta sempre foi a de termos um país bem administrado, não por professores que nada vêem, mas por administradores previamente treinados e testados na prática para administrar nosso país, como foi o caso de Henrique Meirelles, que era do PSDB, diga-se de passagem, e agora é o primeiro administrador a comandar o Banco Central do Brasil, e o mais longevo.
Algumas destas 8 medidas não poderiam ter sido possíveis se não existisse o Governo FHC, sem dúvida, como o Investment Grade e o Juro de um Dígito.Todo governo utiliza as conquistas do anterior.
Da mesma forma que nenhum governo mudará a Lei de Responsabilidade Fiscal, nenhum candidato arriscará mudar estes 8 itens do governo atual.
Ou assim espero, mas para isto acontecer, mais jornalistas e intelectuais precisam entender o que foi feito. Esta ladainha de que Meirelles simplesmente manteve as politicas neoliberais do governo FHC, dito inclusive por alas do PT, é o verdadeiro perigo que corremos.
Muitos poderão querer mudá-las. Daí a minha preocupação.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Custo Brasil - Histórias
Carlos Alberto Sardenberg
---As vítimas da legalidade--
Com esse título, tratamos aqui, há duas semanas, de algo que acontece por toda a atividade econômica brasileira: quem está legal, sofre rigorosa fiscalização, mas essa mesma fiscalização leva tempo para apanhar o ilegal.
Contamos alguns casos, leitores colaboraram com outros. Eis as histórias, exemplares no mau sentido:
25 protocolos
A Receita Federal emitiu 25 de notificações sobre inconsistências nas compensações de impostos feitas por um cliente do escritório de advocacia de Eduardo Fleury, de São Paulo. Para resolver o problema, seria bastante simples, diz o advogado, se a empresa pudesse retificar as declarações. Mas não podia, era preciso apresentar defesa.
E aí começa o problema maior. Seria uma defesa para cada notificação, logo, 25 procurações para 25 processos. É preciso protocolar cada processo. Para isso, um funcionário precisa entrar na fila para retirar uma senha, com a qual vai protocolar os processos.
Mas cada senha dá direito a protocolar apenas três recursos. Resultado, o escritório teve de enviar oito pessoas, entre estagiários e advogados, para pegar as senhas e protocolar. Cada funcionário gastou 4 horas entre deslocamento e filas. E sabe no que consiste o protocolo?
Um carimbo!
Segundo a pesquisa Fazendo Negócios, do Banco Mundial, uma empresa brasileira gasta em média cerca de 2.600 horas/ano de trabalho para manter em dia suas obrigações fiscais. Naquele caso foram 32 horas só para obter um carimbo. Quer dizer, 25 carimbos.
Lixeira de pedal
Fernanda é dona de uma academia de ginástica em Niterói. Ano passado, além das fiscalizações de rotina, mensais, recebeu uma extra da Vigilância Sanitária, que deixou 20 exigências. Por exemplo: as lixeiras tinham de ser daquelas com pedal, obrigatoriamente. Fernanda fez tudo que lhe pediram, documentou tudo em mais de 50 folhas e foi à repartição.
Primeira sensação: as condições de higiene ali não passariam na fiscalização. Primeira surpresa: a funcionária disse que não podia entregar nenhum documento que registrasse o recebimento da papelada. Apenas entregou um protocolo referente a cumprimento de exigências. Mas, o alvará de funcionamento foi revalidado para 2009, de modo que Fernanda entendeu estar tudo ok.
No final de novembro agora, porém, apareceu por lá um fiscal da Vigilância Sanitária, que aplicou uma multa de 890 reais. Fernanda volta à repartição e fica sabendo que no ano passado não havia entregado uma certa justificativa. Aquelas 50 folhas!
Sem burocracia
Em dezembro de 2007, o Jornal da Globo fez uma reportagem especial contando a história de Eliane Portela, que havia instalado uma lan house na cozinha de sua casa, na favela de Heliópolis, em São Paulo.
Era um sucesso de público e de renda. Havia mudado a vida da moça. Tratei do caso no meu livro (Neoliberal, não. Liberal, editora Saraiva), apresentando-o como o triunfo do mercado privado e do livre empreendimento.
Pois bem, saiu neste mês uma pesquisa com base na PNAD dizendo o seguinte: no Norte e Nordeste, regiões mais pobres do país, mais da metade das pessoas que acessam a internet o fazem em lan house. No Brasil todo, o acesso em lan house é o segundo, depois do acesso domiciliar e à frente do acesso no trabalho.
É a mais perfeita inclusão digital.
O governo fica fazendo planos, projetos, diz que vai comprar milhares de computadores, gasta dinheiro do contribuinte e energia para promover programas de inclusão social que não saem do papel ou dão resultados pífios.
Os donos de lan house, estes sim, resolvem. Eliane, a da matéria do JG, cobrava dois reais a hora em dezembro de 2007. Hoje, a hora está em torno de R$ 2,50 num bairro como o Taboão.
Só falta agora o governo resolver botar uma rigorosa fiscalização nessas casas!
Só entregando
Antonio é dono de uma loja de bicicletas no Rio, legal. Dia desses, comentou com um fiscal que havia muito comércio informal de bikes. O fiscal concordou e explicou que, como sua repartição tem poucos funcionários, não há como fazer blitz volante para ir atrás dos ilegais.
E se alguém denunciar? - perguntou Antonio. Isso pode, disse o fiscal, dando duas possibilidades. Uma denúncia formal, na qual o denunciante se identifica no processo, seu nome podendo ser conhecido pelo denunciado. Ou uma denúncia anônima, por telefone. Mas, neste caso, explicou o solícito funcionário, serão pelo menos dois anos até o processo chegar às mãos de um fiscal.
Vale o errado
O senhor Josué deixou como herança às suas duas filhas uma gráfica de porte médio, em Belém do Pará, com dez empregados, ligados ao sindicato dos gráficos, sob gestão do PT. Com advento da informática, as gráficas começaram a perder mercado. Mesmo assim, o sindicato não abriu mão dos dissídios coletivos, obrigando aumentos salariais acima da inflação.
A empresa faliu, mas a história não acabou. O mais difícil estava por vir, o processo de encerramento da firma na Junta Comercial. O caso parou por causa de uma divergência quanto ao CEP da empresa. Por alguma razão, o endereço registrado na junta trazia um CEP diferente, errado. Os requerentes tentaram corrigir o erro. Não funcionou, o CEP tinha que bater. Aí fizeram outro requerimento, com o CEP errado. Funcionou, a Junta deferiu o fechamento.
Levou oito anos! Dois anos depois, as herdeiras ficaram finalmente livres de, anualmente, declarar a inatividade da empresa à Receita Federal.
Colaboração
É isso aí, cara leitora, caro leitor, tendo histórias assim, é só mandar através do site (www.sardenberg.com.br) ou pelo email carlos.sardenberg@tvglobo.com.br.
Publicado em O Estado de S.Paulo, 21 de dezembro de 2009
---As vítimas da legalidade--
Com esse título, tratamos aqui, há duas semanas, de algo que acontece por toda a atividade econômica brasileira: quem está legal, sofre rigorosa fiscalização, mas essa mesma fiscalização leva tempo para apanhar o ilegal.
Contamos alguns casos, leitores colaboraram com outros. Eis as histórias, exemplares no mau sentido:
25 protocolos
A Receita Federal emitiu 25 de notificações sobre inconsistências nas compensações de impostos feitas por um cliente do escritório de advocacia de Eduardo Fleury, de São Paulo. Para resolver o problema, seria bastante simples, diz o advogado, se a empresa pudesse retificar as declarações. Mas não podia, era preciso apresentar defesa.
E aí começa o problema maior. Seria uma defesa para cada notificação, logo, 25 procurações para 25 processos. É preciso protocolar cada processo. Para isso, um funcionário precisa entrar na fila para retirar uma senha, com a qual vai protocolar os processos.
Mas cada senha dá direito a protocolar apenas três recursos. Resultado, o escritório teve de enviar oito pessoas, entre estagiários e advogados, para pegar as senhas e protocolar. Cada funcionário gastou 4 horas entre deslocamento e filas. E sabe no que consiste o protocolo?
Um carimbo!
Segundo a pesquisa Fazendo Negócios, do Banco Mundial, uma empresa brasileira gasta em média cerca de 2.600 horas/ano de trabalho para manter em dia suas obrigações fiscais. Naquele caso foram 32 horas só para obter um carimbo. Quer dizer, 25 carimbos.
Lixeira de pedal
Fernanda é dona de uma academia de ginástica em Niterói. Ano passado, além das fiscalizações de rotina, mensais, recebeu uma extra da Vigilância Sanitária, que deixou 20 exigências. Por exemplo: as lixeiras tinham de ser daquelas com pedal, obrigatoriamente. Fernanda fez tudo que lhe pediram, documentou tudo em mais de 50 folhas e foi à repartição.
Primeira sensação: as condições de higiene ali não passariam na fiscalização. Primeira surpresa: a funcionária disse que não podia entregar nenhum documento que registrasse o recebimento da papelada. Apenas entregou um protocolo referente a cumprimento de exigências. Mas, o alvará de funcionamento foi revalidado para 2009, de modo que Fernanda entendeu estar tudo ok.
No final de novembro agora, porém, apareceu por lá um fiscal da Vigilância Sanitária, que aplicou uma multa de 890 reais. Fernanda volta à repartição e fica sabendo que no ano passado não havia entregado uma certa justificativa. Aquelas 50 folhas!
Sem burocracia
Em dezembro de 2007, o Jornal da Globo fez uma reportagem especial contando a história de Eliane Portela, que havia instalado uma lan house na cozinha de sua casa, na favela de Heliópolis, em São Paulo.
Era um sucesso de público e de renda. Havia mudado a vida da moça. Tratei do caso no meu livro (Neoliberal, não. Liberal, editora Saraiva), apresentando-o como o triunfo do mercado privado e do livre empreendimento.
Pois bem, saiu neste mês uma pesquisa com base na PNAD dizendo o seguinte: no Norte e Nordeste, regiões mais pobres do país, mais da metade das pessoas que acessam a internet o fazem em lan house. No Brasil todo, o acesso em lan house é o segundo, depois do acesso domiciliar e à frente do acesso no trabalho.
É a mais perfeita inclusão digital.
O governo fica fazendo planos, projetos, diz que vai comprar milhares de computadores, gasta dinheiro do contribuinte e energia para promover programas de inclusão social que não saem do papel ou dão resultados pífios.
Os donos de lan house, estes sim, resolvem. Eliane, a da matéria do JG, cobrava dois reais a hora em dezembro de 2007. Hoje, a hora está em torno de R$ 2,50 num bairro como o Taboão.
Só falta agora o governo resolver botar uma rigorosa fiscalização nessas casas!
Só entregando
Antonio é dono de uma loja de bicicletas no Rio, legal. Dia desses, comentou com um fiscal que havia muito comércio informal de bikes. O fiscal concordou e explicou que, como sua repartição tem poucos funcionários, não há como fazer blitz volante para ir atrás dos ilegais.
E se alguém denunciar? - perguntou Antonio. Isso pode, disse o fiscal, dando duas possibilidades. Uma denúncia formal, na qual o denunciante se identifica no processo, seu nome podendo ser conhecido pelo denunciado. Ou uma denúncia anônima, por telefone. Mas, neste caso, explicou o solícito funcionário, serão pelo menos dois anos até o processo chegar às mãos de um fiscal.
Vale o errado
O senhor Josué deixou como herança às suas duas filhas uma gráfica de porte médio, em Belém do Pará, com dez empregados, ligados ao sindicato dos gráficos, sob gestão do PT. Com advento da informática, as gráficas começaram a perder mercado. Mesmo assim, o sindicato não abriu mão dos dissídios coletivos, obrigando aumentos salariais acima da inflação.
A empresa faliu, mas a história não acabou. O mais difícil estava por vir, o processo de encerramento da firma na Junta Comercial. O caso parou por causa de uma divergência quanto ao CEP da empresa. Por alguma razão, o endereço registrado na junta trazia um CEP diferente, errado. Os requerentes tentaram corrigir o erro. Não funcionou, o CEP tinha que bater. Aí fizeram outro requerimento, com o CEP errado. Funcionou, a Junta deferiu o fechamento.
Levou oito anos! Dois anos depois, as herdeiras ficaram finalmente livres de, anualmente, declarar a inatividade da empresa à Receita Federal.
Colaboração
É isso aí, cara leitora, caro leitor, tendo histórias assim, é só mandar através do site (www.sardenberg.com.br) ou pelo email carlos.sardenberg@tvglobo.com.br.
Publicado em O Estado de S.Paulo, 21 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
Um breve resumo do fracasso

O maior encontro diplomático dos últimos tempos, realizado nas duas últimas semanas em Copenhague, capital da Dinamarca, tinha o objetivo de envolver o mundo em ações concretas para evitar o aquecimento global , uma alta descontrolada da temperatura resultante da ação humana. Mas “omissão” é a palavra que define melhor o “resultado” da 15ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual que congrega as nações signatárias da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC).
Este ano a COP foi em Copenhague, capital da Dinamarca, país que sonhava em entrar para a história como o anfitrião de um acordo abrangente que substituísse o Protocolo de Kyoto, acordado em 1997 na COP 3 , sediada na cidade japonesa. Mas, para azar do mundo, o que vai constar nos anais da história será a desconcertante incapacidade de aglutinação da liderança dinamarquesa e a truculenta repressão de manifestações de ONGs ambientalistas.
Esperava-se que os países se comprometessem a cortar gases-estufa segundo as recomendações científicas do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, explicadas em detalhes ao mundo em 2007 – portanto, nenhuma novidade. Para evitar uma alta da temperatura superior a 2°C neste século, seria preciso que as nações industrializadas, cortassem suas emissões de gases-estufa em 25% a 40% até 2020, e em 80% a 95% até 2050. As não industrializadas deveriam adotar ações consistentes para frear suas emissões.
O que saiu da Dinamarca foi uma declaração de intenções. Não tem efeito vinculante, mas mesmo que tivesse, não vincularia ninguém a nada muito decisivo. Os países admitem que de fato é bom evitar uma alta da temperatura em 2°C neste século. Daqui a cinco anos volta-se ao debate para ver se não é ainda melhor deixar escrito que é sensato tentar impedir uma alta de 1,5°C.
O “detalhe” da redução das emissões a médio prazo (2020) fica para mês que vem. Os países deverão providenciar "informações nacionais" (o “nacionais” é para ressaltar a soberania das partes) contando para a ONU como estão combatendo o aquecimento global. Objetivos de longo prazo (2050) não foram sequer mencionados.
No papel não há metas, mas há menção a dinheiro. Não significa que ele vai de fato pingar, porque o texto, que não tem força legal, não explica quais mecanismos institucionais seriam responsáveis pela gestão dos recursos.
Está escrito que as nações ricas se comprometem a direcionar US$ 30 bilhões nos próximos três anos para ajudar nações pobres a lidar com as alterações climáticas. Os EUA entram com US$ 3,6 bilhões; o Japão, com US$ 11 bilhões; a União Europeia, com US$ 10,6 bilhões . Os US$ 4,8 bilhões que faltam hão de ser financiados por alguém. Entre 2013 e 2020, o aporte seria elevado para US$ 100 bilhões por ano.
Troca de palavras
A rusga entre EUA e China teria sido magicamente superada com a troca de uma dupla de palavras por outra. A China rechaçava a exigência americana de inspeções para verificar seus programas de corte de CO2 e gases similares. A dupla de termos empregados para definir essa demanda forte é "exame e avaliação". Foram substituídos por "consultas e análises", algo mais light, palatável, "não invasivo" .
Mas o financiamento de Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação florestal) entrou na carta de intenções. Isso significa que deixar as florestas em pé poderá render dinheiro de fora.
*Com informações do Portal G1
Este ano a COP foi em Copenhague, capital da Dinamarca, país que sonhava em entrar para a história como o anfitrião de um acordo abrangente que substituísse o Protocolo de Kyoto, acordado em 1997 na COP 3 , sediada na cidade japonesa. Mas, para azar do mundo, o que vai constar nos anais da história será a desconcertante incapacidade de aglutinação da liderança dinamarquesa e a truculenta repressão de manifestações de ONGs ambientalistas.
Esperava-se que os países se comprometessem a cortar gases-estufa segundo as recomendações científicas do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, explicadas em detalhes ao mundo em 2007 – portanto, nenhuma novidade. Para evitar uma alta da temperatura superior a 2°C neste século, seria preciso que as nações industrializadas, cortassem suas emissões de gases-estufa em 25% a 40% até 2020, e em 80% a 95% até 2050. As não industrializadas deveriam adotar ações consistentes para frear suas emissões.
O que saiu da Dinamarca foi uma declaração de intenções. Não tem efeito vinculante, mas mesmo que tivesse, não vincularia ninguém a nada muito decisivo. Os países admitem que de fato é bom evitar uma alta da temperatura em 2°C neste século. Daqui a cinco anos volta-se ao debate para ver se não é ainda melhor deixar escrito que é sensato tentar impedir uma alta de 1,5°C.
O “detalhe” da redução das emissões a médio prazo (2020) fica para mês que vem. Os países deverão providenciar "informações nacionais" (o “nacionais” é para ressaltar a soberania das partes) contando para a ONU como estão combatendo o aquecimento global. Objetivos de longo prazo (2050) não foram sequer mencionados.
No papel não há metas, mas há menção a dinheiro. Não significa que ele vai de fato pingar, porque o texto, que não tem força legal, não explica quais mecanismos institucionais seriam responsáveis pela gestão dos recursos.
Está escrito que as nações ricas se comprometem a direcionar US$ 30 bilhões nos próximos três anos para ajudar nações pobres a lidar com as alterações climáticas. Os EUA entram com US$ 3,6 bilhões; o Japão, com US$ 11 bilhões; a União Europeia, com US$ 10,6 bilhões . Os US$ 4,8 bilhões que faltam hão de ser financiados por alguém. Entre 2013 e 2020, o aporte seria elevado para US$ 100 bilhões por ano.
Troca de palavras
A rusga entre EUA e China teria sido magicamente superada com a troca de uma dupla de palavras por outra. A China rechaçava a exigência americana de inspeções para verificar seus programas de corte de CO2 e gases similares. A dupla de termos empregados para definir essa demanda forte é "exame e avaliação". Foram substituídos por "consultas e análises", algo mais light, palatável, "não invasivo" .
Mas o financiamento de Redd (redução de emissões por desmatamento e degradação florestal) entrou na carta de intenções. Isso significa que deixar as florestas em pé poderá render dinheiro de fora.
*Com informações do Portal G1
O Estado de SP: O fracasso da COP 15

Maior reunião diplomática da história, a 15ª Conferência do Clima (COP-15) terminou ontem à noite com um acordo pífio, que não prevê metas obrigatórias de redução de emissões de CO2 até 2020 e ainda ameaça a existência do Protocolo de Kyoto. O documento traz apenas um mecanismo de financiamento para ações de combate ao aquecimento global e um compromisso de impedir a elevação da temperatura em 2°C, sem dizer como isso será cumprido.
Depois de duas semanas de negociações e muita expectativa, a cúpula das Nações Unidas pode ser considerada um fracasso. O documento prevê redução de 50% das emissões de CO2 em 2050 - o objetivo mínimo cogitado -, não fixa meta para 2020, não detalha os mecanismos financeiros, não prevê acordo sobre a verificação das ações ambientais em países em desenvolvimento e não tem força de lei. Além disso, não se podia garantir, até o fechamento da edição, a continuidade do Protocolo de Kyoto, e menos ainda o texto que deveria resultar em um futuro tratado, que incluiria os EUA. "O objetivo de redução de 50% para 2050 é uma decepção", limitou-se a criticar o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmando que assinaria o documento em nome de seu país.
À 0h20 de hoje (horário de Brasília), Tuvalu foi o primeiro a se manifestar contra o texto na plenária final. O representante disse que, apesar de ser uma nação pequena, merece respeito.
O acordo político havia sido fechado depois de 23 horas de negociações, mas envolveu apenas os líderes dos Estados Unidos, União Europeia, China, Índia, Brasil e África do Sul. Presentes em massa, 193 chefes de Estado e de governo tentaram em vão um compromisso que equacionaria as disputas técnicas em torno de dois objetivos - prorrogar o Protocolo de Kyoto até 2020, limitando as emissões de CO2, e incluir os EUA em um tratado internacional.
A contradição é que, até ser "aprovado" na plenária final, o texto nem sequer havia sido apresentado aos demais chefes de Estado e de governo. Seus esboços ainda eram negociados até o início da madrugada e seriam submetidos à sessão plenária da COP-15. Um de seus poucos pontos objetivos foi o financiamento de adaptação a países "mais vulneráveis", que preverá US$ 10 bilhões por ano até 2012. A fragilidade da iniciativa, anunciada pela Casa Branca como "acordo climático global", revoltou militantes ambientalistas de todo o mundo. "Trouxemos os chefes de Estado para cá e eles foram embora sem nada", desabafou Paulo Adário, um dos coordenadores do Greenpeace Brasil. "O documento é vazio, sem metas e covarde." Em Copenhague, militantes se organizavam no início da madrugada para protestar contra a decisão dos políticos.
O cenário do fracasso começou a se desenhar na quinta. O consenso se anunciava impossível porque os EUA condicionavam um acordo à criação de um mecanismo internacional de verificação das ações ambientais em países em desenvolvimento. A China não aceitou. Para desatar o nó, um novo texto-base para um acordo foi proposto pelo governo anfitrião. Três horas depois, na plenária de líderes, Lula começou um pronunciamento contundente, dizendo-se "frustrado". A sensação de fracasso foi ampliada quando Barack Obama tomou a palavra.
Lula se reuniu com Obama, Wen Jiabao, premiê da China, Sarkozy (França), e Angela Merkel (Alemanha), sem sucesso. O esforço final foi em uma reunião dos grandes emergentes convocada pelos chineses. Sem ser convidado, Obama compareceu. A costura política foi tecida sem consenso internacional.
Depois de duas semanas de negociações e muita expectativa, a cúpula das Nações Unidas pode ser considerada um fracasso. O documento prevê redução de 50% das emissões de CO2 em 2050 - o objetivo mínimo cogitado -, não fixa meta para 2020, não detalha os mecanismos financeiros, não prevê acordo sobre a verificação das ações ambientais em países em desenvolvimento e não tem força de lei. Além disso, não se podia garantir, até o fechamento da edição, a continuidade do Protocolo de Kyoto, e menos ainda o texto que deveria resultar em um futuro tratado, que incluiria os EUA. "O objetivo de redução de 50% para 2050 é uma decepção", limitou-se a criticar o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmando que assinaria o documento em nome de seu país.
À 0h20 de hoje (horário de Brasília), Tuvalu foi o primeiro a se manifestar contra o texto na plenária final. O representante disse que, apesar de ser uma nação pequena, merece respeito.
O acordo político havia sido fechado depois de 23 horas de negociações, mas envolveu apenas os líderes dos Estados Unidos, União Europeia, China, Índia, Brasil e África do Sul. Presentes em massa, 193 chefes de Estado e de governo tentaram em vão um compromisso que equacionaria as disputas técnicas em torno de dois objetivos - prorrogar o Protocolo de Kyoto até 2020, limitando as emissões de CO2, e incluir os EUA em um tratado internacional.
A contradição é que, até ser "aprovado" na plenária final, o texto nem sequer havia sido apresentado aos demais chefes de Estado e de governo. Seus esboços ainda eram negociados até o início da madrugada e seriam submetidos à sessão plenária da COP-15. Um de seus poucos pontos objetivos foi o financiamento de adaptação a países "mais vulneráveis", que preverá US$ 10 bilhões por ano até 2012. A fragilidade da iniciativa, anunciada pela Casa Branca como "acordo climático global", revoltou militantes ambientalistas de todo o mundo. "Trouxemos os chefes de Estado para cá e eles foram embora sem nada", desabafou Paulo Adário, um dos coordenadores do Greenpeace Brasil. "O documento é vazio, sem metas e covarde." Em Copenhague, militantes se organizavam no início da madrugada para protestar contra a decisão dos políticos.
O cenário do fracasso começou a se desenhar na quinta. O consenso se anunciava impossível porque os EUA condicionavam um acordo à criação de um mecanismo internacional de verificação das ações ambientais em países em desenvolvimento. A China não aceitou. Para desatar o nó, um novo texto-base para um acordo foi proposto pelo governo anfitrião. Três horas depois, na plenária de líderes, Lula começou um pronunciamento contundente, dizendo-se "frustrado". A sensação de fracasso foi ampliada quando Barack Obama tomou a palavra.
Lula se reuniu com Obama, Wen Jiabao, premiê da China, Sarkozy (França), e Angela Merkel (Alemanha), sem sucesso. O esforço final foi em uma reunião dos grandes emergentes convocada pelos chineses. Sem ser convidado, Obama compareceu. A costura política foi tecida sem consenso internacional.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Novidade!?
A notícia mais importante do dia vem da política: a desistência de Aécio Neves (PSDB-MG), governador de Minas Gerais, possível candidato ao cargo de Presidente da República nas eleições de 2010.
É puro cálculo político!
Ao anunciar a desistência de sua pré-candidatura à presidência da República, o governador Aécio Neves apenas se antecipou a uma decisão que já era conhecida de todos: a preferência do PSDB é pela candidatura de José Serra, que aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas.
Fora do páreo, Aécio reduz a pressão do partido para compor como vice a chapa tucana à presidência da República. Mas é certo que, se a principal adversária, a ministra Dilma Roussef, subir nas pesquisas, a pressão vai voltar.
Com a decisão de Aécio Neves, José Serra será obrigado, a partir de agora, a negociar pessoalmente os palanques estaduais do PSDB e a arbitrar disputas regionais – o que ele vinha evitando. E, ainda, fica mais exposto em suas viagens e conversas políticas, e seus atos administrativos passam a ser mais observados, inclusive pelos adversários. Serra vinha argumentando ao comando do PSDB que não pretendia assumir logo sua pré-candidatura para que seu governo não se torne, desde já, alvo explícito do PT e simpatizantes.
Aécio Neves fez questão de fazer antes a comunicação de sua desistência ao presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, em encontro em Belo Horizonte. Aos correligionários, ele disse que estava ficando sem discurso: ou correria o país para estimular o partido, correndo risco de abrir uma fissura entre tucanos; ou saia do páreo. Assim, preferiu sair da disputa.
O PT comemora a decisão de Aécio Neves. Desde o início da pré-campanha, o partido considera Serra um candidato mais previsível e mais conhecido. Já Aécio poderia se apresentar como “novidade” na campanha, além de conquistar outros aliados e não só o DEM e o PPS. Hoje mesmo, em Minas, o presidente do PDT, Carlos Lupi, visitou Aécio Neves e reafirmou a possibilidade de o partido apoiá-lo. Em seguida, Aécio anunciou sua desistência.
É puro cálculo político!
Ao anunciar a desistência de sua pré-candidatura à presidência da República, o governador Aécio Neves apenas se antecipou a uma decisão que já era conhecida de todos: a preferência do PSDB é pela candidatura de José Serra, que aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas.
Fora do páreo, Aécio reduz a pressão do partido para compor como vice a chapa tucana à presidência da República. Mas é certo que, se a principal adversária, a ministra Dilma Roussef, subir nas pesquisas, a pressão vai voltar.
Com a decisão de Aécio Neves, José Serra será obrigado, a partir de agora, a negociar pessoalmente os palanques estaduais do PSDB e a arbitrar disputas regionais – o que ele vinha evitando. E, ainda, fica mais exposto em suas viagens e conversas políticas, e seus atos administrativos passam a ser mais observados, inclusive pelos adversários. Serra vinha argumentando ao comando do PSDB que não pretendia assumir logo sua pré-candidatura para que seu governo não se torne, desde já, alvo explícito do PT e simpatizantes.
Aécio Neves fez questão de fazer antes a comunicação de sua desistência ao presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, em encontro em Belo Horizonte. Aos correligionários, ele disse que estava ficando sem discurso: ou correria o país para estimular o partido, correndo risco de abrir uma fissura entre tucanos; ou saia do páreo. Assim, preferiu sair da disputa.
O PT comemora a decisão de Aécio Neves. Desde o início da pré-campanha, o partido considera Serra um candidato mais previsível e mais conhecido. Já Aécio poderia se apresentar como “novidade” na campanha, além de conquistar outros aliados e não só o DEM e o PPS. Hoje mesmo, em Minas, o presidente do PDT, Carlos Lupi, visitou Aécio Neves e reafirmou a possibilidade de o partido apoiá-lo. Em seguida, Aécio anunciou sua desistência.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Ela está maluca?!!!!
A ministra Dilma Rousseff ao falar ontem para a delegação brasileira cometeu um ato falho. Disse que o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável. Confira aqui a falta que faz um "não".
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Copenhague - Dinamarca
As negociações não pararam durante o fim de semana.A segunda-feira começou com a delegação brasileira reunida com as delegações da Índia, China e África do Sul, para definir uma posição comum em relação às negociações que serão ainda mais intensas.
O domingo foi marcado por reuniões informais no ministério das Relações Exteriores da Dinamarca e manifestações. Como dizem os manifestantes, não existe planeta B.
O secretário-executivo da COP-15, Yvo de Boer, disse, no sábado “que as ruas estão dizendo o que querem”. Então, os líderes precisam ouvir o que está sendo dito pelos manifestantes.
Os próximos dois dias são decisivos.
O documento final tem que ficar pronto até terça-feira.
Na quarta-feira, os 110 presidentes de todo o mundo começam a chegar à Conferência.
domingo, 13 de dezembro de 2009
13 de Dezembro de 1968
Ato Institucional nº 5
O governo, na época presidida por Costa e Silva, encaminhou ao Congresso Nacional um pedido de autorização para processar Márcio Moreira Alves, suspendendo sua imunidade parlamentar. Além disso, alterou a composição da Comissão de Justiça, garantindo a maioria da Arena. A estratégia surtiu efeito: a Comissão deu licença para punir o parlamentar. Contudo, no plenário, os deputados rejeitaram a sentença por 216 votos contra 141. Temendo a reação do governo, Márcio Moreira Alves decidiu exilar-se.
A resposta do governo veio numa sexta-feira, 13 de dezembro de 1968. Nesse dia foi publicada uma das maiores arbitrariedades do período ditatorial: o Ato Institucional nº5.
Esse ato delegou poderes ao presidente para fechar o Congresso Nacional e as assembléias estaduais e municipais, cassar mandatos, suspender direitos políticos por 10 anos, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade funcionários públicos e juízes, decretar estado de sítio e confiscar bens como punição por corrupção. O governo também passou a ter o poder de suspender o direito de habeas corpus em caso de crimes contra a Segurança Nacional e de efetuar o julgamento de crimes políticos por tribunais militares, sem recurso para réus.
Por ironia do destino, o presidente não teve tempo suficiente para avaliar os efeitos do AI-5. Em agosto de 1969, Costa e Silva foi afastado do cargo por motivos de saúde.
Em outubro desse mesmo ano, seu estado de saúde chegou a um quadro grave e irreversível. Com isso, a Junta Militar declarou vagos os cargos de presidente e de vice-presidente, este último vago por causa de ele se negar a assinar o ato. Resultado: novas eleições foram realizadas em 25 de outubro, pelo Congresso Nacional e o eleito foi o general Emílio Garrastazu Médici.
O governo, na época presidida por Costa e Silva, encaminhou ao Congresso Nacional um pedido de autorização para processar Márcio Moreira Alves, suspendendo sua imunidade parlamentar. Além disso, alterou a composição da Comissão de Justiça, garantindo a maioria da Arena. A estratégia surtiu efeito: a Comissão deu licença para punir o parlamentar. Contudo, no plenário, os deputados rejeitaram a sentença por 216 votos contra 141. Temendo a reação do governo, Márcio Moreira Alves decidiu exilar-se.
A resposta do governo veio numa sexta-feira, 13 de dezembro de 1968. Nesse dia foi publicada uma das maiores arbitrariedades do período ditatorial: o Ato Institucional nº5.
Esse ato delegou poderes ao presidente para fechar o Congresso Nacional e as assembléias estaduais e municipais, cassar mandatos, suspender direitos políticos por 10 anos, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade funcionários públicos e juízes, decretar estado de sítio e confiscar bens como punição por corrupção. O governo também passou a ter o poder de suspender o direito de habeas corpus em caso de crimes contra a Segurança Nacional e de efetuar o julgamento de crimes políticos por tribunais militares, sem recurso para réus.
Por ironia do destino, o presidente não teve tempo suficiente para avaliar os efeitos do AI-5. Em agosto de 1969, Costa e Silva foi afastado do cargo por motivos de saúde.
Em outubro desse mesmo ano, seu estado de saúde chegou a um quadro grave e irreversível. Com isso, a Junta Militar declarou vagos os cargos de presidente e de vice-presidente, este último vago por causa de ele se negar a assinar o ato. Resultado: novas eleições foram realizadas em 25 de outubro, pelo Congresso Nacional e o eleito foi o general Emílio Garrastazu Médici.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Copenhague - Dinamarca
A última semana antes do início da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15) foi marcada por uma informação do Ministério de Ciência e Tecnologia: o Brasil segue como o quinto maior emissor mundial de gases de efeito estufa, atrás apenas da China, Estados Unidos, União Europeia e Indonésia – prova de que apesar da meta voluntária de redução anunciada pelo governo, além da queda do desmatamento, falta muito para avançar.E já que o assunto é governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na quinta-feira, 3 de dezembro, que o "acordo dos sonhos" não será fechado durante a COP-15. No entanto, o presidente ressaltou que o encontro em Copenhague será importante para definir as bases de uma possível nova ordem mundial para o clima do planeta.
O problema da desertificação, fenômeno provocado pela degradação dos solos, tem colocado as autoridades brasileiras em alerta. O tema será discutido em nível mundial durante a COP-15, mas os debates no Brasil já começaram. Em março de 2010, será realizado o Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação, nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).
E de acordo com o consultor de Mudanças Climáticas da MGM, Stefan David, o polêmico mercado de carbono deverá crescer a partir de 2010. A princípio, havia dúvida sobre esse possível crescimento, já que China e Estados Unidos só anunciaram um comprometimento de redução das emissões dos gases de efeito estufa às vésperas da COP-15. No entanto, nomes respeitados que estudam o desenvolvimento sustentável questionam essa proposta.
Em Copenhague, palco da COP-15, 164 jovens de 44 países participaram do Fórum Crianças e Clima, no qual debateram sobre as mudanças climáticas e elaboraram um documento que será lido para os representantes mundiais durante a convenção da ONU, que começa na próxima semana.
Também merece destaque um projeto chamado “Hopenhaguen”: a cidade da esperança, no qual a proposta é saber a opinião das pessoas sobre os assuntos que serão discutidos em Copenhague, além de mantê-las informadas sobre os desdobramentos da COP-15. De que forma? Através do blog da organização.
Bem, agora o relógio parece seguir ainda mais rápido rumo a COP-15. O encontro terá início na segunda-feira, 7 de dezembro, e terminará no dia 18 deste mês. É claro que quem trouxe os resumos das informações que antecederam o evento não te deixará na mão durante ele. Por isso, você vai poder acompanhar os desdobramentos de tudo o que for definido (ou não) em Copenhague!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Tem que costurar!
O eleitor pode se perguntar: por que José Serra (PSDB), líder absoluto em todas as pesquisas, reluta tanto em se lançar candidato a presidente?
O governador tem bons motivos para ser cauteloso: tem mais a perder do que os demais presidenciáveis, tem dificuldade para encontrar um mote de campanha e conhece a história.
Serra sabe que intenção de voto a esta altura do campeonato não é garantia de voto na urna em 2010.
Como já dizia o Sr. Ulisses Guimarães: "Ninguém ganha ou perde eleição de véspera".
Muitos saíram e chegaram na frente.
Mas a história eleitoral brasileira está plena de exemplos de candidatos que largaram em primeiro lugar e nem apareceram na foto da chegada.
Só para recordar, em 1994, Lula (PT) manteve larga margem sobre Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por meses.
Em junho, batia o ex-ministro da Fazenda por 41% a 19% (Datafolha) -vantagem bem semelhante à atual, de Serra sobre Dilma.
Aí veio o Plano Real, a inflação foi controlada, a popularidade do governo aumentou e FH foi subindo com ela, a cada semana: 21%, 29%, 36%, 45%. Terminou eleito no 1º turno. Lula acabou com metade dos votos do adversário.
Mesmo havendo diferenças, a começar da presença de Lula, o cenário da primeira eleição de FH é o mais próximo do pleito do próximo ano. Trata-se da única outra disputa eleitoral desde a redemocratização travada por um candidato situacionista que não era o próprio presidente mas que defendia um governo com popularidade.
Em 1989, diante da hiperinflação do governo Sarney, todos os candidatos fortes eram de oposição. Em 1998, o governo era bem aceito, mas o candidato da situação era o próprio presidente. Em 2002, a popularidade do governo estava em baixa, e deu oposição. Em 2006, o presidente foi reeleito graças à sua alta aprovação.
Por isso, tem que costurar as alianças com mais veemência.
O governador tem bons motivos para ser cauteloso: tem mais a perder do que os demais presidenciáveis, tem dificuldade para encontrar um mote de campanha e conhece a história.
Serra sabe que intenção de voto a esta altura do campeonato não é garantia de voto na urna em 2010.
Como já dizia o Sr. Ulisses Guimarães: "Ninguém ganha ou perde eleição de véspera".
Muitos saíram e chegaram na frente.
Mas a história eleitoral brasileira está plena de exemplos de candidatos que largaram em primeiro lugar e nem apareceram na foto da chegada.
Só para recordar, em 1994, Lula (PT) manteve larga margem sobre Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por meses.
Em junho, batia o ex-ministro da Fazenda por 41% a 19% (Datafolha) -vantagem bem semelhante à atual, de Serra sobre Dilma.
Aí veio o Plano Real, a inflação foi controlada, a popularidade do governo aumentou e FH foi subindo com ela, a cada semana: 21%, 29%, 36%, 45%. Terminou eleito no 1º turno. Lula acabou com metade dos votos do adversário.
Mesmo havendo diferenças, a começar da presença de Lula, o cenário da primeira eleição de FH é o mais próximo do pleito do próximo ano. Trata-se da única outra disputa eleitoral desde a redemocratização travada por um candidato situacionista que não era o próprio presidente mas que defendia um governo com popularidade.
Em 1989, diante da hiperinflação do governo Sarney, todos os candidatos fortes eram de oposição. Em 1998, o governo era bem aceito, mas o candidato da situação era o próprio presidente. Em 2002, a popularidade do governo estava em baixa, e deu oposição. Em 2006, o presidente foi reeleito graças à sua alta aprovação.
Por isso, tem que costurar as alianças com mais veemência.
domingo, 6 de dezembro de 2009
O desafio das drogas

Fernando Henrique Cardoso
Um dos temas mais difíceis do mundo contemporâneo é o que fazer com o uso de drogas.
Existem algumas comprovações bem estabelecidas sobre a questão. Se é verdade que sempre houve consumo de diferentes tipos de drogas em culturas muito diversas - embora não em todas -, não menos verdade é que ele no geral se deu em âmbito restrito e socialmente regulamentado, principalmente em cerimônias rituais.
Não é esse o caso contemporâneo: o uso de drogas se disseminou em vários níveis da sociedade, com motivações hedonísticas; no mais das vezes, sem aprovação social, embora, dependendo da droga, haja certa leniência quanto aos usuários.
Sabe-se também que todas as drogas são nocivas à saúde, mesmo as lícitas, como o álcool e o tabaco. E que algumas são mais nocivas do que outras, como a heroína e o crack.
A discussão sobre se o consumo de drogas mais fracas induz ao de outras mais fortes é questão médica sobre a qual não há consenso.
Para fins de política pública o importante a reter é que as drogas produzem consequências negativas tanto para o usuário quanto para a sociedade e que reduzir ao máximo o seu consumo deve ser o principal objetivo.
A discussão, portanto, é sobre diferentes estratégias para atingir o mesmo objetivo. Até agora a estratégia dominante tem sido a chamada "guerra às drogas".
Foi sob a sua égide, sustentada fundamentalmente pelos Estados Unidos, que as Nações Unidas firmaram convênios para generalizar a criminalização do uso e a repressão da produção e do tráfico de drogas.
Decorridos dez anos, a agência da ONU dedicada às drogas reuniu-se este ano em Viena para avaliar os resultados obtidos pela política de "guerra às drogas".
Simultaneamente, na Europa e na América Latina, comissões de personalidades independentes fizeram o mesmo, apoiando-se em análises preparadas por especialistas.
Eu copresidi com os ex-presidentes da Colômbia e do México, respectivamente César Gaviria e Ernesto Zedillo, a comissão latino-americana.
Nossa conclusão foi simples e direta: estamos perdendo a guerra contra as drogas e, a continuarmos com a mesma estratégia, conseguiremos apenas deslocar campos de cultivos e sedes de cartéis de umas para outras regiões, sem redução da violência e da corrupção que a indústria da droga produz.
Logo, em lugar de teimar irrefletidamente na mesma estratégia, que não tem conseguido reduzir a lucratividade e, consequentemente, o poderio da indústria da droga, por que não mudar a abordagem?
Por que não concentrar nossos esforços na redução do consumo e na diminuição dos danos causados pelo flagelo pessoal e social das drogas? Isso sem descuidar da repressão, mas dando-lhe foco: combater o crime organizado e a corrupção, em vez de botar nas cadeias muitos milhares de usuários de drogas.
Em todo o mundo se observa um afastamento do modelo puramente coercitivo, inclusive em alguns Estados americanos.
Em Portugal, onde desde 2001 vigora um modelo calcado na prevenção, na assistência e na reabilitação, diziam os críticos que o consumo de drogas explodiria. Não foi o que se verificou.
Ao contrário, houve redução, em especial entre jovens de 15 a 19 anos. Seria simplista, porém, propor que imitássemos aqui as experiências de outros países, sem maiores considerações.
No Brasil, não há produção de drogas em grande escala, exceto maconha. O que existe é o controle territorial por traficantes abastecidos principalmente do exterior.
Dada a miserabilidade e a falta de emprego nas cidades, formam-se amplas redes de traficantes, distribuidores e consumidores que recrutam seus aderentes com facilidade.
O País tornou-se um grande mercado consumidor, alimentado principalmente pelas classes de renda média e alta, e não apenas rota de passagem do tráfico.
Enquanto houver demanda e lucratividade em alta será difícil deter a atração que o tráfico exerce para uma massa de jovens, muitos quase crianças, das camadas pobres da população.
A situação é apavorante. O medo impera nas favelas do Rio. Os chefões do tráfico impõem regras próprias e "sentenciam", mesmo à morte, quem as desrespeita.
A polícia, com as exceções, ou se "ajeita" com o tráfico ou, quando entra, é para matar. A "bala perdida" pode ter saído da pistola de um bandido ou de um policial.
Para a mãe da vítima, muitas vezes inocente, dá no mesmo. E quanto à Justiça, não chega a tomar conhecimento do assassinato.
Quando o usuário é preso, seja ou não um distribuidor, passa um bom tempo na cadeia, pois a alegação policial será sempre a de que portava mais droga do que o permitido para consumo individual.
Resultado: o usuário será condenado como "avião" e tanto quanto este, ao sair, estigmatizado e sem oferta de emprego, voltará à rede das drogas.
É diante dessa situação que se impõem mudanças.
Primeiro: o reconhecimento de que, se há droga no morro e nos mocós das cidades, o comércio rentável da droga é obtido no asfalto.
É o consumo das classes médias e altas que fornece o dinheiro para o crime e a corrupção. Somos todos responsáveis.
Segundo: por que não "abrir o jogo", como fizemos com a aids e o tabaco, não só por intermédio de campanhas públicas pela TV, mas na conversa cotidiana nas famílias, no trabalho e nas escolas?
Por que não utilizar as experiências dos que, na cadeia ou fora dela, podem testemunhar as ilusões da euforia das drogas? Não há receitas ou respostas fáceis.
Pode-se descriminalizar o consumo, deixando o usuário livre da prisão. As experiências mais bem-sucedidas têm sido as que vêm em nome da paz, e não da guerra: é a polícia pacificadora do Rio de Janeiro, não a matadora, que leva esperança às vítimas das redes de droga.
Há projetos no governo e no Congresso para evitar a extorsão do usuário e para distinguir gradações de pena entre os bandidos e suas vítimas, mesmo quando "aviões", desde que sejam réus primários. Vamos discuti-los e alertar o País.
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República
Existem algumas comprovações bem estabelecidas sobre a questão. Se é verdade que sempre houve consumo de diferentes tipos de drogas em culturas muito diversas - embora não em todas -, não menos verdade é que ele no geral se deu em âmbito restrito e socialmente regulamentado, principalmente em cerimônias rituais.
Não é esse o caso contemporâneo: o uso de drogas se disseminou em vários níveis da sociedade, com motivações hedonísticas; no mais das vezes, sem aprovação social, embora, dependendo da droga, haja certa leniência quanto aos usuários.
Sabe-se também que todas as drogas são nocivas à saúde, mesmo as lícitas, como o álcool e o tabaco. E que algumas são mais nocivas do que outras, como a heroína e o crack.
A discussão sobre se o consumo de drogas mais fracas induz ao de outras mais fortes é questão médica sobre a qual não há consenso.
Para fins de política pública o importante a reter é que as drogas produzem consequências negativas tanto para o usuário quanto para a sociedade e que reduzir ao máximo o seu consumo deve ser o principal objetivo.
A discussão, portanto, é sobre diferentes estratégias para atingir o mesmo objetivo. Até agora a estratégia dominante tem sido a chamada "guerra às drogas".
Foi sob a sua égide, sustentada fundamentalmente pelos Estados Unidos, que as Nações Unidas firmaram convênios para generalizar a criminalização do uso e a repressão da produção e do tráfico de drogas.
Decorridos dez anos, a agência da ONU dedicada às drogas reuniu-se este ano em Viena para avaliar os resultados obtidos pela política de "guerra às drogas".
Simultaneamente, na Europa e na América Latina, comissões de personalidades independentes fizeram o mesmo, apoiando-se em análises preparadas por especialistas.
Eu copresidi com os ex-presidentes da Colômbia e do México, respectivamente César Gaviria e Ernesto Zedillo, a comissão latino-americana.
Nossa conclusão foi simples e direta: estamos perdendo a guerra contra as drogas e, a continuarmos com a mesma estratégia, conseguiremos apenas deslocar campos de cultivos e sedes de cartéis de umas para outras regiões, sem redução da violência e da corrupção que a indústria da droga produz.
Logo, em lugar de teimar irrefletidamente na mesma estratégia, que não tem conseguido reduzir a lucratividade e, consequentemente, o poderio da indústria da droga, por que não mudar a abordagem?
Por que não concentrar nossos esforços na redução do consumo e na diminuição dos danos causados pelo flagelo pessoal e social das drogas? Isso sem descuidar da repressão, mas dando-lhe foco: combater o crime organizado e a corrupção, em vez de botar nas cadeias muitos milhares de usuários de drogas.
Em todo o mundo se observa um afastamento do modelo puramente coercitivo, inclusive em alguns Estados americanos.
Em Portugal, onde desde 2001 vigora um modelo calcado na prevenção, na assistência e na reabilitação, diziam os críticos que o consumo de drogas explodiria. Não foi o que se verificou.
Ao contrário, houve redução, em especial entre jovens de 15 a 19 anos. Seria simplista, porém, propor que imitássemos aqui as experiências de outros países, sem maiores considerações.
No Brasil, não há produção de drogas em grande escala, exceto maconha. O que existe é o controle territorial por traficantes abastecidos principalmente do exterior.
Dada a miserabilidade e a falta de emprego nas cidades, formam-se amplas redes de traficantes, distribuidores e consumidores que recrutam seus aderentes com facilidade.
O País tornou-se um grande mercado consumidor, alimentado principalmente pelas classes de renda média e alta, e não apenas rota de passagem do tráfico.
Enquanto houver demanda e lucratividade em alta será difícil deter a atração que o tráfico exerce para uma massa de jovens, muitos quase crianças, das camadas pobres da população.
A situação é apavorante. O medo impera nas favelas do Rio. Os chefões do tráfico impõem regras próprias e "sentenciam", mesmo à morte, quem as desrespeita.
A polícia, com as exceções, ou se "ajeita" com o tráfico ou, quando entra, é para matar. A "bala perdida" pode ter saído da pistola de um bandido ou de um policial.
Para a mãe da vítima, muitas vezes inocente, dá no mesmo. E quanto à Justiça, não chega a tomar conhecimento do assassinato.
Quando o usuário é preso, seja ou não um distribuidor, passa um bom tempo na cadeia, pois a alegação policial será sempre a de que portava mais droga do que o permitido para consumo individual.
Resultado: o usuário será condenado como "avião" e tanto quanto este, ao sair, estigmatizado e sem oferta de emprego, voltará à rede das drogas.
É diante dessa situação que se impõem mudanças.
Primeiro: o reconhecimento de que, se há droga no morro e nos mocós das cidades, o comércio rentável da droga é obtido no asfalto.
É o consumo das classes médias e altas que fornece o dinheiro para o crime e a corrupção. Somos todos responsáveis.
Segundo: por que não "abrir o jogo", como fizemos com a aids e o tabaco, não só por intermédio de campanhas públicas pela TV, mas na conversa cotidiana nas famílias, no trabalho e nas escolas?
Por que não utilizar as experiências dos que, na cadeia ou fora dela, podem testemunhar as ilusões da euforia das drogas? Não há receitas ou respostas fáceis.
Pode-se descriminalizar o consumo, deixando o usuário livre da prisão. As experiências mais bem-sucedidas têm sido as que vêm em nome da paz, e não da guerra: é a polícia pacificadora do Rio de Janeiro, não a matadora, que leva esperança às vítimas das redes de droga.
Há projetos no governo e no Congresso para evitar a extorsão do usuário e para distinguir gradações de pena entre os bandidos e suas vítimas, mesmo quando "aviões", desde que sejam réus primários. Vamos discuti-los e alertar o País.
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
II EMS - CRA/RJ
II Encontro para a Mudança Sustentável – CRA/RJ
Em tempos em que a discussão mundial se volta para a sustentabilidade e proteção do meio ambiente sem prejudicar o crescimento dos países em desenvolvimento, inclusive do Brasil, o CRA/RJ promove o II Encontro para a Mudança Sustentável (II EMS), no dia 10 de dezembro no Auditório do CRA/RJ.
No evento organizado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável do CRA/RJ será apresentado o painel “Agenda 21 e responsabilidade sócio-ambiental”, com a participação de Ana Cristina Madeira Nascimento (Assessora de Responsabilidade Social Corporativa da FIRJAN) e Carlos Frederico Castello Branco (Superintendente da Agenda 21 do Estado do Rio de Janeiro). A mediação será do Adm. Marcelo Marujo, pesquisador e membro das Comissões de Desenvolvimento Sustentável e de Logística do CRA/RJ.
As inscrições estão abertas! Participe!
II EMS – Encontro para a Mudança Sustentável
Data: 10 de dezembro de 2009
Horário: 08h às 11h
Local: Auditório do CRA/RJ (Rua Prof. Gabizo, 197, 2º andar - Tijuca/RJ)
Eu estarei lá!!!
Em tempos em que a discussão mundial se volta para a sustentabilidade e proteção do meio ambiente sem prejudicar o crescimento dos países em desenvolvimento, inclusive do Brasil, o CRA/RJ promove o II Encontro para a Mudança Sustentável (II EMS), no dia 10 de dezembro no Auditório do CRA/RJ.
No evento organizado pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável do CRA/RJ será apresentado o painel “Agenda 21 e responsabilidade sócio-ambiental”, com a participação de Ana Cristina Madeira Nascimento (Assessora de Responsabilidade Social Corporativa da FIRJAN) e Carlos Frederico Castello Branco (Superintendente da Agenda 21 do Estado do Rio de Janeiro). A mediação será do Adm. Marcelo Marujo, pesquisador e membro das Comissões de Desenvolvimento Sustentável e de Logística do CRA/RJ.
As inscrições estão abertas! Participe!
II EMS – Encontro para a Mudança Sustentável
Data: 10 de dezembro de 2009
Horário: 08h às 11h
Local: Auditório do CRA/RJ (Rua Prof. Gabizo, 197, 2º andar - Tijuca/RJ)
Eu estarei lá!!!
"Nunca antes na história deste país"
Nunca antes na história deste país um escândalo foi tão generalizado e tão bem documentado, em imagens e sons que falam com eloquência arrasadora. O governador promete "provas irrefutáveis de inocência". Ele é engenheiro, conhece as leis da física, sabe que as leis do som e da ótica são exatas. Terá que encontrar provas irrefutáveis de que não é o que vemos e ouvimos.
Até o presidente do Supremo qualificou o caso de "gravíssimo". O presidente da República em exercício, José Alencar, disse que o caso "é um desastre", que precisa de investigação rigorosa e punição, que a impunidade não pode continuar, que o Brasil é conhecido como o país da impunidade, porque as pessoas fazem coisas erradas e fica por isso mesmo. É bom repetir essa constatação de José Alencar, que tem moral para isso.
Fala-se muito em reforma política, como solução para isso. Mas todo mundo acha que pode cometer crimes e sair impune. Fazem e não há punição. O próprio Arruda passou incólume pela violação do painel do Senado; só renunciou e voltou. O processo dos 40 mensaleiros vai se arrastar por anos. Alguns já voltaram e outros voltarão. O projeto de iniciativa popular com 1,3 milhão de assinaturas está na Câmara parado, criando a poeira e a teia de aranha da impunidade.
O senador Demóstenes Torres disse que faltou coragem ao DEM. Por que faltou coragem? O que o DEM tem a esconder, o que teme o DEM da boca do governador Arruda? Toda essa argumentação não consegue dar resposta a uma perguntinha básica: por que dinheiro vivo? Ir buscar ou levar o dinheiro, guardar na bolsa, no bolso, na meia, na cueca, dá um trabalho danado e há o risco de assalto.
Por que dinheiro vivo? Por que não uma simples transferência bancária, de conta-corrente para conta-corrente, é tão simples, tão cômodo, tão barato, tão seguro.
O que eu quero dizer com isso é que o simples uso do dinheiro vivo fala por si.
Até o presidente do Supremo qualificou o caso de "gravíssimo". O presidente da República em exercício, José Alencar, disse que o caso "é um desastre", que precisa de investigação rigorosa e punição, que a impunidade não pode continuar, que o Brasil é conhecido como o país da impunidade, porque as pessoas fazem coisas erradas e fica por isso mesmo. É bom repetir essa constatação de José Alencar, que tem moral para isso.
Fala-se muito em reforma política, como solução para isso. Mas todo mundo acha que pode cometer crimes e sair impune. Fazem e não há punição. O próprio Arruda passou incólume pela violação do painel do Senado; só renunciou e voltou. O processo dos 40 mensaleiros vai se arrastar por anos. Alguns já voltaram e outros voltarão. O projeto de iniciativa popular com 1,3 milhão de assinaturas está na Câmara parado, criando a poeira e a teia de aranha da impunidade.
O senador Demóstenes Torres disse que faltou coragem ao DEM. Por que faltou coragem? O que o DEM tem a esconder, o que teme o DEM da boca do governador Arruda? Toda essa argumentação não consegue dar resposta a uma perguntinha básica: por que dinheiro vivo? Ir buscar ou levar o dinheiro, guardar na bolsa, no bolso, na meia, na cueca, dá um trabalho danado e há o risco de assalto.
Por que dinheiro vivo? Por que não uma simples transferência bancária, de conta-corrente para conta-corrente, é tão simples, tão cômodo, tão barato, tão seguro.
O que eu quero dizer com isso é que o simples uso do dinheiro vivo fala por si.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
É hoje!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
É hoje!!!! CBN na Travessa
Lucia Hippolito comemora um ano à frente do CBN Rio. No dia 24 de novembro, das 20h às 21h, o CBN na Travessa (no Shopping Leblon), será dedicado aos problemas mas também às soluções que se descortinam para o Rio de Janeiro. "Desafios e oportunidades para o Rio: do pré-sal à Olimpíada de 2016" será o tema da palestra. Venha fazer parte da plateia e participar deste debate.
O CBN na Travessa será gravado e transmitido no sábado, dia 28, das 11h às 12h, no CBN Rio (92,5 FM ou 860 AM).
Falta luz no Rio
Zona Sul do Rio de Janeiro continua com fornecimento de energia interrompido.
Cerca de 40 mil moradores de parte dos bairros do Leblon, Ipanema e Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, continuam sem energia elétrica.
De acordo com a concessionária Light, os técnicos detectaram um novo defeito na rede subterrânea de cabos e desligaram o sistema durante a madrugada para realizar o reparo.
A região está há quinze horas às escuras.
Nesta manhã a energia foi reestabelecida por aproximadamente 10 minutos, mas foi interrompida novamente.
* 10h50min: A luz acaba de voltar nos bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro.
* Porém, em menos de 5 min a luz volta a cair.
Cerca de 40 mil moradores de parte dos bairros do Leblon, Ipanema e Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, continuam sem energia elétrica.
De acordo com a concessionária Light, os técnicos detectaram um novo defeito na rede subterrânea de cabos e desligaram o sistema durante a madrugada para realizar o reparo.
A região está há quinze horas às escuras.
Nesta manhã a energia foi reestabelecida por aproximadamente 10 minutos, mas foi interrompida novamente.
* 10h50min: A luz acaba de voltar nos bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro.
* Porém, em menos de 5 min a luz volta a cair.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
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