quarta-feira, 30 de abril de 2008
Panorama Econômico - O Globo
A ONU descobriu tardiamente o grave problema da crise de alimentos, e fica batendo cabeça atrás de uma solução. Ora a culpa é dos biocombustíveis em geral; ora uma força-tarefa resolveria o problema. Há soluções: o mundo precisa produzir mais alimentos; o comércio de produtos agrícolas tem que ser mais livre; os Estados Unidos precisam mudar a matéria-prima do seu etanol.
A fome não começou ontem. Na verdade, está havendo uma queda do percentual de pessoas que passam fome no mundo. O que houve agora foi um salto nos preços de alguns alimentos básicos.
A ONU está tão confusa sobre essa crise que o mesmo Jean Ziegler, relator para o tema, que manda uma carta para o Brasil elogiando o nosso programa de biocombustível, acusa uma semana depois o biocombustível de ser o culpado de tudo.
A idéia de produzir combustível de origem vegetal é boa. Por enquanto, no atual estágio da tecnologia, não tem condições de substituir o combustível fóssil. Mas pode, dependendo do balanço de carbono de cada proposta, ser uma forma de mitigar os gases de efeito estufa.
Os EUA fizeram a opção equivocada de usar a mesma matéria-prima que é base de alimentação das pessoas e com a qual se faz ração animal. Como é uma economia rica, dá um volume de subsídios tão grande que torna o produto competitivo, mas, ao mesmo tempo, deixou de fazer a conta do balanço energético do modelo. Gastam muita energia fóssil para produzir a energia de origem vegetal. Ambientalmente e economicamente, a opção pelo etanol de milho é um desastre. O lobby americano dificilmente permitirá uma mudança nessa insensatez.
O Brasil tem uma história inteiramente diferente neste assunto: produz biocombustível há quase 40 anos, tem uma rede de distribuição nacional e metade do combustível automotivo usado vem da cana-de-açúcar. Está ampliando a sua produção de cana, de grãos, de fibras (algodão, celulose) e de proteína animal. Tudo ao mesmo tempo. E ainda tem espaço para isso.
O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, acha que o problema é conciliar agora as três necessidades:
— A primeira é a econômica, a produção tem que gerar renda para dar lucro ao agricultor; a segunda é social, é preciso saber se a atividade está garantindo emprego de qualidade para o trabalhador; a terceira é ambiental, precisamos garantir que nada será feito em detrimento dos nossos biomas. A produção tem que ser vista dentro do balanço: carbono, água, floresta — diz ele.
Fácil de dizer, difícil de fazer no Brasil em que a produção cresce prejudicando a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado e até a magra Mata Atlântica.
— Só que o mercado está estabelecendo novas condições e novas regras, e o Brasil tem que aceitar. E se não aceitar, corre riscos, como o de perder uma de suas grandes riquezas: a água.
Precisar o Brasil não precisa ameaçar bioma algum. Mas basta uma pessoa falar que é preciso aumentar a produção para aparecer alguém com a visão tosca de um Blairo Maggi propondo, como propôs, “vamos desmatar”. O pior é que Maggi falou isso ao mesmo tempo em que apresentava uma proposta de zoneamento econômico ecológico considerada boa por ambientalistas. É mais forte que ele. É atávico. O Brasil cresceu destruindo. Quem duvida deve ler — ou reler — o insuperável “A ferro e fogo”, de Warren Dean, que mostra como foi destruída a Mata Atlântica. Uma destruição que não gerou riqueza só porque este país tem empresários cuja palavra de ordem foi aquela vocalizada por Maggi: “Vamos desmatar.”
Precisar, não precisa. Os dados são impressionantes.
— O número mais conservador é que o Brasil ocupa 200 milhões de hectares com pastagens. Como essa forma de pecuária é improdutiva, você pode ter o mesmo rebanho usando metade dessa terra para agricultura. Sendo mais conservadores e calculando que, no espaço ocupado por 1 boi, pode ficar 1,5 boi: seriam liberados 50 milhões de hectares para a agricultura. Isso significa que o Brasil pode dobrar a área que ocupa para produzir 140 milhões de toneladas de grãos — calcula Crestana.
O Brasil tem outro problema: os lobistas dos subsídios. Apesar da alta produtividade e de todas as vantagens competitivas, o produtor, a cada nova crise, apresenta a conta da dívida ao governo. Aí fica a dúvida: se somos tão competitivos, se essa é a nossa vocação, por que tem que custar tão caro para o Tesouro?
Na área social, a agricultura brasileira tem a mesma contradição: um empregador moderno convive com um empregador arcaico; quase escravocrata. Às vezes, eles convivem na mesma pessoa jurídica, na mesma pessoa física. É moderno em São Paulo, e submete trabalhadores a uma situação degradante em áreas de fronteira.
Se o Brasil perder a hora desta vez, será uma tragédia para o país e para o mundo.
O Brasil pode aumentar a produção, deve aproveitar essa oportunidade e elevar a oferta de alimentos. Não resolverá o problema sozinho, mas será parte da solução. Porém os produtores brasileiros terão que levar a sério os que alertam sobre os riscos ao meio ambiente e a necessidade de proteger o trabalhador.
Até hoje, foi possível o país manter essa relação íntima entre o moderno e o arcaico na lavoura brasileira. Mas agora é a hora da verdade. Cada um deve escolher seu lado. O trigo será guardado, o joio será posto fora.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Panorama Econômico - O Globo

O consumo de plásticos no Brasil continua crescendo 10% ao ano, apesar de a matéria-prima, o petróleo, viver uma disparada de preços. Em 2002, a nafta era vendida a US$ 180 a tonelada; agora está em US$ 960. O preço da nafta segue cotação internacional mesmo quando ela é vendida pela Petrobras. O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, explica que parte do aumento é absorvida na cadeia produtiva.
Ontem, o presidente da Opep, Chakib Khelil, disse que, se o dólar continuar caindo, o petróleo continuará subindo. Pelas contas dele, cada vez que o dólar cai 1%, o petróleo sobe US$ 4. Em euro, o petróleo tem alta bem menos expressiva, como se pode ver no gráfico abaixo. Mas também sobe. Mesmo assim, o mundo pensa em dólar quando vê o preço do barril.Na nafta, matéria-prima básica da petroquímica brasileira, o preço é reajustado todo mês pela média da cotação diária do mês anterior ponderada pela média da cotação do dólar. Isso tem batido, em parte, no produto final, mas o mercado interno continua aquecido.
— As vendas de PVC subiram 14% no ano passado por causa do crescimento da construção civil; as de polipropileno subiram 10%, puxadas pela indústria de automóveis. O aumento de obras públicas na área de saneamento vai consumir mais PVC também, de maior densidade — contou Grubisich.
Pelo visto, não é o preço que assusta esse mercado. A Braskem acabou de inaugurar, na semana passada, mais uma fábrica, em Paulínia (SP); vai dobrar a capacidade de produção de PVC da fábrica de Alagoas e toca dois projetos de produção de matéria-prima petroquímica com a Pequiven, a estatal petroquímica da Venezuela. O empresário conta que, apesar das vendas estarem aquecidas, nem todo o preço pode ser repassado, por causa da competição com o produto dos Estados Unidos.O produtor americano usa gás natural (que lá tem preços mais baixos que os dos derivados de petróleo), leva vantagem com o dólar desvalorizado e tem sobra de produto por conta da economia interna desaquecida.
— Para eles, a solução é exportar, e a América Latina tem um custo de logística menor — afirmou o empresário.O mercado de petroquímica enfrenta também as pressões para a redução do consumo por razões ambientais. O plástico é grande candidato a vilão. No mundo inteiro, a pressão é para que se elimine ou reduza o uso de, pelo menos, um dos produtos: as sacolas plásticas.
Grubisich acha que essas sacolas continuarão sendo usadas e que devem se desenvolver formas de reutilização do produto. Por via das dúvidas, a empresa está investindo no projeto do polietileno verde, que vai produzir, até 2010, 200 mil toneladas de plástico vegetal, feito a partir do etanol.
O produto já sairá da fábrica com dois tipos de certificação: de que usa matéria-prima renovável e que o balanço de emissão de carbono na cadeia de produção, desde a plantação da cana, é altamente positivo.— Ele seqüestra duas toneladas e meia de carbono em cada tonelada de carbono que emite. No final, quando não puder mais ser reutilizado, pode virar fonte de energia.
O plástico vegetal da Braskem, antes de ser produzido, já tem mercado potencial para 2,5 vezes o que pretende estar fabricando em 2010. Porém o executivo admite que, quando explica seu projeto, enfrenta perguntas incômodas lá fora.— Eles querem saber se as plantações de cana do etanol estão empurrando a produção de grãos e carne para a Amazônia; perguntam muito sobre o ritmo do desmatamento; querem saber sobre trabalho escravo no país.
Na Amazônia, quem está tentando exportar sua produção vive ameaçado por estes fantasmas produzidos pelo Brasil que não quer se modernizar. A lavoura arcaica cobra seu preço e pode virar barreira até para produtos industriais.
Houve, na petroquímica brasileira, uma grande concentração. Existem menos empresas e, em quase todas, a Petrobras tem participação relevante: seja na Braskem, ou na Petroquímica do Sudeste (soma de Suzano, Petroquímica União, Unipar e Rio Polímeros). No entanto, ao contrário da gasolina e do diesel que não sobem, a nafta sobe na onda da alta do petróleo.A cobrança ambiental tende a ser cada vez maior sobre toda a cadeia produtiva que usar os combustíveis fósseis como fonte de energia ou como matéria-prima. A petroquímica terá que lidar com todas essas pressões.
Pesquisa CNT/SENSUS
No entanto, a oposição precisa articular melhor seus aliados afim de modificar esse cenário. E, quem sabe, agir como oposição.
Veja, abaixo, todas as notícias publicadas sobre a pesquisa com a colaboração de sites.
A melhor avaliação do governo Lula desde sua posse
A avaliação positiva do governo Lula bateu recorde e atingiu sua maior marca desde o início da série de pesquisas, em janeiro de 2003, quando 56,6% dos brasileiros o consideravam ótimo ou bom. Na pesquisa CNT/Sensus que será divulgada logo mais, o governo Lula é bem avaliado por 57,5% dos entrevistados. Os que acham ruim ou péssimo somam 11,3%, enquanto 29,6% acham o governo regular.
Em fevereiro último, Lula tinha 52,7% de avaliação positiva, contra 13,7% negativa e 32,5% regular.
- O aumento e consolidação da popularidade do presidente Lula se deve ao crescimento econômico com geração de emprego, aos programas sociais, mais exatamente o Bolsa-Família, ao bom discurso político do presidente e também graças a inauguração de obras sintetizados na sigla Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dando uma sensação de eficiência do governo, -explicou Clésio Andrade, presidente da CNT.
Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, em 24 Estados. A margem de erro é de 3%, para cima ou para baixo.
Desempenho de Lula melhora, maioria aprova 3º mandato
O desempenho pessoal de Lula foi aprovado por 69,3% dos 2000 entrevistados pela mais recente pesquisa CNT/Sensus - maior índice desde janeiro de 2004. E desaprovado por 26,5%. Outros 4,7% não souberam responder. Em fevereiro, esse números eram: 66,8% aprovação, 28,6% desaprovação e 4,7% não sabiam responder.
A pesquisa CNT/Sensus perguntou: "O senhor é a favor ou contra a alteração da Constituição do País possibilitando que Lula se candidate a presidente da República pela terceira vez consecutiva?":
- 50,4% responderam quem são a favor.
- 45, 4% são contra.
- 4,3% não souberam responder.
Se concorresse a presidente mais uma vez contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Lula teria 58,8% dos votos, contra 41,2% de seu adversário.
Em 2002, Lula e Serra e disputaram o 2º turno da eleição presidencial e ficaram respectivamente com 61,3% e 38,7%.
Sem Lula, Serra ainda venceria com folga eleição de 2010
A pesquisa CNT/Sensus preparou quatro cenários para a eleição presidencial de 2010. O governador de São Paulo, José Serra, vence com folga quando seu nome entra na disputa, mas a diferença dele para outros candidatos caiu de fevereiro pra cá.
Já na pesquisa espontânea, Lula lidera com 29,4%. Em seguida vem Serra, com 5%, Aécio Neves, com 2,9%, Geraldo Alckmin, com 2,4%, Heloísa Helena, 1,7% e Ciro Gomes, 1,5%. Os que ainda não tem candidato somam 54,1%.
Cenário 1: “Da seguinte lista de candidatos, em quem o senhor votaria para presidente da Republica se as eleições fossem hoje?”
* 36,4% - José Serra (PSDB). Em fevereiro eram 38,2%.
* 16,9% Ciro Gomes (PPS). Na última tinha 18,5%.
* 11,7% Heloísa Helena (PSOL). Em fevereiro, 12,8%.
* 6,2% Dilma Roussef (PT). Eram 4,5%.
* 29% votariam branco, nulo ou não souberam responder. Antes eram 26,1%.
Cenário 2, com Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais, no lugar de Serra:
* 23,5% - Ciro Gomes. Antes eram 25,8%.
* 17,5% Heloísa Helena (eram 19,1% em fevereiro).
* 16,4% Aécio Neves (em fevereiro tinha 16,6%).
* 7% - Dilma Roussef (contra 5,4% de fevereiro).
* 35,7% votariam branco, nulo ou não souberam responder. Antes eram 33,3%.
Cenário 3, com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, como candidato do PT:
* 34,2% - Serra (em fevereiro tinha 37,5%).
* 17,8% - Ciro Gomes (em fevereiro, 19,6%).
* 14,1% Heloísa Helena (em fevereiro, 14,9%).
* 3,8% - Patrus Ananias (em fevereiro, 3,4%).
* 30,2% não responderam (em fevereiro, 25,8%).
Cenário 4 foi o único inédito. Nele, Geraldo Alckmin seria o candidato do PSDB.
* 23,2% - Ciro Gomes.
* 17,2% - Alckmin
* 16,3% -Heloisa Helena
* 7,6% - Dilma Roussef
* 35,9% - Não tem candidato
Se houvesse um segundo turno entre Serra e Dilma, ele ficaria com 53,2%, contra 13,6% dela. Outros 33,3% não teriam candidato. Em fevereiro esses números eram respectivamente: 57,9%, 9,2% e 33%.
Já numa disputa de segundo turno entre Aécio e Dilma, ele teria 32,1%, ela 18,3% e 49,6% não saberiam em quem votar. Em fevereiro esse números eram respectivamente: 36,9%, 14,%5 e 48,7%.
Se Serra e Ciro Gomes disputassem hoje um segundo-turno de eleição para presidente, o candidato do PSDB ficaria com 43,7% (em fevereiro tinha 46,5%), Ciro com 25,5% (mesmo resultado de fevereiro) e 31% não saberiam responder (antes eram 28,1%).
Contra Patrus Ananias, Serra teria 55,1% (em fevereiro eram 59,1%), seu adversário ficaria com 8,2% (em fevereiro tinha 8%).
Foram ouvidas 2000 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de 3%, para mais ou para menos.
Um em cada três desconhece a CPI dos Cartões
A pesquisa CNT/Sensus divulgada há pouco quis saber dos seus 2000 entrevistados: “O senhor tem acompanhado ou ouviu falar na CPI dos Cartões Corporativos?”
* 57,9% tem conhecimento;
* 32,2% nunca ouviram falar;
* 10% não souberam responder.
Entre os que ouviram falar na CPI dos Cartões, 12,7% são a favor de que apenas a gestão do PT seja investigada por ela. 6,1% são favoráveis a uma investigação restrita ao período em que o PSDB governava o Brasil. 57,8% acham que ambos (governo atual e passado) merecem ser investigados. Apenas 12,2% são contrários a qualquer tipo de investigação.
Ainda entre os que ouviram falar da CPI, 29,6% acreditam que ela ocorrerá de forma isenta e 58,1% acham que será partidária.
O dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou ao conhecimento de 51,2% dos entrevistados, enquanto 36,4% nunca ouviram falar a respeito dele.
Dos que conhecem o dossiê, 21,1% acreditam que ele tenha sido forjado por membros da própria CPI. Para 17,4%, a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) teria confeccionado o dossiê e outros 13,1% culpam os assessores dela.
Já a morte da menina Isabella, atirada do 6º andar de um apartamento em São Paulo, é de conhecimento de 98,2% dos entrevistados. Desses, 71,8% acham que a mídia tem feito uma boa cobertura do caso, contra 24,3% que criticaram o papel da imprensa nesse episódio.
Por dentro do Blog
Antes de qualquer análise, deve-se entender a Tabela Periódica.
Organização periódica dos elementos segundo a ordem crescente de seus números atômicos.
TABELA
• COLUNAS (GRUPOS, FAMÍLIAS)
• PERÍODO
a. Colunas - dezoito conjuntos verticais contendo elementos com características e propriedades semelhantes.
• Os elementos de uma mesma coluna apresentam o mesmo número de elétrons na última camada.
COLUNAS
• REPRESENTATIVA (TIPO "A")
• TRANSIÇÃO (TIPO "B")
• Representativos: 1A alcalinos, 2A alcalinos terrosos, 3A família do boro, 4A família do carbono, 5A família do nitrogênio, 6A calcogênios e 7A halogênios, 8A gases nobres.
• Transição 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B, 8B, 8B, 1B, 2B.
TRANSIÇÃO
@ EXTERNA
@ INTERNA
• Série dos Actnídeos
• Série dos Lantanídeos
OBS.: o número da coluna representativa corresponde ao número de elétrons da última camada.
Na (1A) - 1 e- na última camada 1s2, 2s2, 2p6, 3s1. Ca (2A) - 2 e- na última camada 1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2. O (6A) - 6 e- na última camada 1s2, 2s2, 2p4.
b. Períodos: 7 conjuntos horizontais contendo elementos com o mesmo número de camadas na eletrosfera.
OBS.: o número do período corresponde ao número de camadas da eletrosfera. Na (3º período) 3 camadas; Ca (4º período) 4 camadas; O (2º período) 2 camadas na eletrosfera.
c. Elementos na T.P.
Metais:
• localizados à esquerda;
• apresentam menos de 4e- na última camada;
• altas temperaturas de fusão e ebulição;
• apresentam brilho característico;
• condutores de eletricidade e calor;
• maleabilidade (chapas);
• ductibilidade (fios).
Não-metais:
• localizados à direita;
• acima de 4 e- na última camada;
• baixas temperaturas de fusão e ebulição;
• isolantes;
• duros e quebradiços.
Semi-metais:
• limite entre metais e não-metais. São eles Boro (B), Silício (Si), Germânio (Ge), Arsênio (As), Sb, Te e Po (polônio).
Gases nobres:
• estáveis (não se ligam a outros átomos). Coluna 8A.
d. Elementos diatômicos (E2): H2, N2, O2, F2, Cl2, Br2, I2.
e. Estado físico a temperatura ambiente (25ºC, 1 atm). Gasosos: H, N, O, F, Cl e Gases Nobres. Líquidos: Hg e Br. Sólidos: o restante.
Fonte: Peruzzo, Tito Miragaia - Química na Abordagem do Cotidiano, VOL 1, Ed. Moderna, 2006
Trabalhar para pagar
No ano passado, para pagar todos os impostos, taxas e contribuições exigidos pelos governos federal, estadual e municipal, o brasileiro teve de trabalhar 4 meses e 26 dias (146 dias).
Na década de 1970, o cidadão trabalhava 2 meses e 16 dias para pagamento dos tributos; na de 1980, 2 meses e 17 dias e, na década de 1990, 3 meses e 12 dias.
Comprometimento da renda
Segundo o levantamento, ao pagar os tributos, o cidadão brasileiro comprometerá 40,51% de seu rendimento bruto em 2008. Em 2003, este comprometimento era de 36,98%; em 2004, de 37,81%; em 2005, de 38,35% e, em 2006, de 39,72%.
A tributação incidente sobre os rendimentos (salários, honorários) é formada, principalmente, pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS, previdências oficiais) e pelas contribuições sindicais. Além disso, ainda existem as tributações pelo consumo (PIS, Cofins e outros) e pelo patrimônio (IPTU, IPVA).
Faixa de renda
O levantamento ainda mostrou que a classe média - rendimento entre R$ 3 mil e R$ 10 mil - é a que mais precisa trabalhar para pagar os tributos: 157 dias, comprometendo 42,83% da renda bruta.
A classe alta (rendimento superior a R$ 10 mil por mês) tem de trabalhar 153 dias, comprometendo 41,72% da renda, e a classe mais baixa (rendimento de até R$ 3 mil), 141 dias e 38,63% da renda.
Outros países
Enquanto no Brasil se trabalham 147 dias para conseguir pagar os tributos, nos vizinhos Argentina (97 dias) e Chile (92 dias) não se trabalham nem cem dias. A título de comparação, o levantamento do IBPT ainda mostrou que na Suécia são necessários 185 dias, na França, 149, na Espanha, 137, e nos Estados Unidos, 102 dias.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Do blog do Ricardo Noblat
sábado, 26 de abril de 2008
CPMF estará de volta
A arrecadação seria revertida completamente para Saúde.
Fontana ainda não sabe como ou quando apresentará a matéria. Mas a perspectiva é que isso ocorra em paralelo à discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) 233, que institui a reforma tributária. O tema deve vir com a regulamentação da Emenda 29.
Apesar de ser o líder do Governo na Câmara, o petista garantiu que a idéia não possui qualquer ligação com o Executivo.
Alíquota
Em uma proposta inicial - que é preliminar e, portanto, pode sofrer alterações, conforme frisou a assessoria de imprensa do parlamentar - a alíquota da CPMF seria reduzida praticamente à metade: de 0,38%, proporção de quando estava extinta, para 0,20%.A CPMF tinha a fatia de 0,20% de sua arrecadação destinada à Saúde, enquanto que o 0,18% restante era direcionado a programas sociais.
Portanto, sobraria apenas a fatia correspondente à Saúde.
Arrecadação
A perspectiva do Governo era que neste ano o tributo do cheque rendesse R$ 40 bilhões aos cofres públicos.
Contudo, em dezembro do ano passado, o Senado derrubou a PEC (proposta de emenda à Constituição) que prorrogava a contribuição até 2011.
Vale lembrar que em 3 de janeiro, o Decreto 6.339/08 reajustou o IOF em 0,38 ponto percentual para todas as operações nas quais o tributo incidia, como forma de compensar parte da arrecadação por conta da não-prorrogação da CPMF.
Porque hoje é sábado
( Publicado em O Globo por Carlos Alberto Sardenberg, 24 de Abril de 2008)
O fim do mundo
Os preços de comodities, incluindo alimentos, começaram a subir a partir de 2003 e aceleraram a alta de 2005 para cá. Esse movimento coincidiu com o formidável crescimento da economia mundial, com forte participação dos países emergentes, a China em primeiro lugar. Portanto, não há dúvidas aqui: no essencial, os preços responderam à demanda crescente. A produção, mesmo com acidentes aqui e ali, como as quebras de safra na Austrália, também seguiu aumentando, com alguns países ocupando cada vez mais espaço no comércio mundial, entre os quais o Brasil.
Mas, como no caso do petróleo, o crescimento da produção não alcançou a alta do consumo. Com o mercado muito justo, isso deu margem à especulação de fundos de investimento, o que acrescentou alguns, às vezes, muitos dólares no preço das comodities, isso do segundo semestre do ano passado para cá. Com a crise financeira global, comprar trigo, soja ou petróleo tornou-se um negócio mais seguro do que, digamos, ações de bancos norte-americanos.
Mas na base de tudo, há um forte crescimento da economia global. E nisso, a atual alta no preço de alimentos se parece com o que houve em 1973/74. O início dos anos 70 também foi um momento auspicioso da economia capitalista, então bem menor do que hoje, já que quase metade do mundo ainda era socialista.
Mesmo assim, os preços de alimentos decolaram. Na verdade, descontada a inflação, os alimentos custavam em, 1974, o dobro do que custam hoje. E como hoje, também naquela ocasião apareceram as profecias do fim do mundo. Simplesmente, ia faltar comida no mundo todo, pelos dois motivos: escassez física, com a produção insuficiente para atender uma população cada vez maior e com maior poder de consumo e preços proibitivos para grande parte das pessoas.
Em resumo, os mais pobres morreriam por falta de dinheiro as classes médias, por falta dos produtos.
Aconteceu bem diferente. Já a partir de 1975 os preços começaram a cair, inicialmente por um mau motivo. O período de crescimento foi abortado pela súbita alta do petróleo, inflação, alta de juros, recessão. O desastre derrubou a demanda.
Mas quando o mundo começou a se equilibrar, já nos anos 80, com preços ainda atraentes, a produção de alimentos cresceu extraordinariamente, graças especialmente aos formidáveis ganhos de tecnologia. A ciência chegou às fazendas pela genética, pelos fertilizantes, inseticidas e herbicidas. Assim, mesmo com o aumento do consumo, os preços de alimentos caíram sem parar, até o início dos anos 2000, quando, em termos reais, equivaliam a um terço das cotações de 1974.
Esses preços baixos, bons para os consumidores, claro, incomodaram os produtores por muito tempo, sobretudo dos países agrícolas mais pobres. Explica-se: EUA, União Européia e Japão subsidiaram seus fazendeiros com bilhões de dólares, provocando excessos de produção e preços baixos, tornando não competitiva a produção de muitas nações pobres e mesmo em desenvolvimento.
Já nestes anos 2000, a alta de alimentos e das comodities fez a festa de muitos países emergentes, inclusive do Brasil. Ocorre que as populações desses emergentes, com mais riqueza, aumentaram seu consumo e os preços subiram mais ainda. Em cima disso, vieram a especulação e a decisão dos EUAS de subsidiar o etanol de milho. A produção de milho subiu fortemente, deu para álcool e alimentos, mas levou a uma redução na produção de trigo e terminou empurrando para cima todos os preços.
E agora?
Agora, voltaram as profecias de fim do mundo. Como em outros momentos, entretanto, é mais provável que a humanidade, embora fazendo muita besteira, consiga dar um jeito quando a coisa aperta. Nas circunstâncias normais do mercado, o preço alto atrai mais produtores e, ao final, o mercado se equilibra.
Aumentar a produção de alimentos, em tese, não é muito complicado, nem muito caro. (É mais barato, por exemplo, do que produzir mais petróleo).
Mesmo com a limitação de terras boas, a tecnologia (sobretudo dos transgênicos) tem condições de elevar a produtividade dos recursos atuais.
Vai daí que a atual crise de alimentos exige dois tipos de medidas: na primeira, imediata, de fornecer comida aos países mais pobres a segunda, garantir o aumento da produção, com mais tecnologia e mais mercado aberto.
O Brasil, beneficiário dos preços altos, tem enorme responsabilidade.
Análise da Semana
No governo foi uma confusão. Lula disse que não mudaria nada, o ministro Celso Amorim alegou que era preciso fazer concessões, e o ministro Edison Lobão afirmou que o preço da energia já estava justo. No final das contas, deu para entender que o tratado não muda, mas que o governo está disposto a fazer outras concessões.
Outro assunto quente foi a ata do Copom, que saiu ontem, e que era aguardada com ansiedade pelos economistas. O BC está muito preocupado com a alta da inflação, pressionada em grande parte pela crise dos alimentos pelo mundo. Novas altas de juros são esperadas nas próximas reuniões.
A crise dos alimentos virou pauta em todo o mundo e foi discutida em diversas reuniões de líderes.
Uma das soluções para a crise pode passar pelo Brasil. Temos muitas terras abandonadas e não precisamos desmatar para produzir alimentos.
Sobre os alimentos, é importante frisar que, com excessão do trigo, nós estamos bem abastecidos. Não há risco de faltar produtos, o que pode acontecer é uma alta nos preços. Mas o nosso problema é muito menor do que outros países do mundo estão passando.
Ontem também houve a compra da Esso pela Cosan, que surpreendeu todo mundo porque a Petrobras tinha interesse no negócio, e a operação da PF que descobriu dinheiro de empréstimos do BNDES sendo desviados para financiar uma rede de prostituição. Uma coisa espantosa.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Aula de Economia - UNESA
As estruturas de mercado são modelos que captam aspectos inerentes de como os mercados são organizados. Cada estrutura de mercado destaca alguns aspectos essenciais da interação da oferta e da demanda, e se baseia em algumas hipóteses e no realce de características observadas em mercados existentes, tais como; o tamanho das empresas, a diferenciação dos produtos, a transparência do mercado, os objetivos dos empresários, o acesso de novas empresas, entre outras.
As estruturas básicas são divididas em três:
@ estruturas clássicas básicas;
@ estruturas clássicas;
@ modelos marginalistas de oligopólio
A primeira, contêm duas estruturas:
@ monopólio – um único vendedor que fixa o preço de seu produto.
@ concorrência perfeita – muitos vendedores e muitos compradores num mercado em que nenhum deles tem uma influência significativa no preço.
A segunda estrutura, compete ao oligopólio, concorrência monopolista, monopsônio,e monopólio bilateral.
Por fim, a terceira trata dos modelos marginalistas de oligopólio, onde destacam-se o modelo de Cournot, Sweezy, o cartel perfeito, e os modelos de liderança-preço.
Em suma, cada estrutura acima mencionada ressalta algumas características do funcionamento dos mercados, facilitando a compreensão do funcionamento de diversos mercados como o mercado de hortifrutigranjeiros capixaba, o mercado de cobre chileno ou o mercado monetário brasileiro, entre outros.
A crise dos alimentos
Os preços subiram, e o mundo sofre com a escassez de alimentos. De quem é a culpa? Quais são os efeitos? E os riscos? Entenda todo esse mal que afeta o bolso de nós, consumidores.
A crise impõe também mudanças de hábitos, como trocar um alimento por outro, por exemplo. Os preços sobem aqui por causa de vários fatores: o mundo está consumindo mais; a produção não acompanhou o ritmo; e até o petróleo em alta está atrapalhando o brasileiro na hora de fazer as compras do mês.
O consumidor sente a cada semana os preços subindo. São centavos que aos poucos se transformam em reais até na padaria.
As causas para tantos aumentos começam na mesa. Com uma renda melhor, ela está mais farta. Trata-se de um comportamento que acontece não só no Brasil como em outros países emergentes, como a China.
São altas que passam pelo mundo dos investimentos, com a valorização das matérias-primas negociadas em Bolsa, entre elas a soja, que é a base da ração de animais.
Esbarram na produção de etanol nos EUA, que usa o milho e na crise de produção de trigo na Argentina. Analistas de mercado dizem que outro fator que influencia o preço dos alimentos é a alta do petróleo. Ficou mais caro usar máquinas e equipamentos nas lavouras, além do transporte, que também eleva o custo da produção. O grande vilão para os produtores são os fertilizantes.
Onde isso vai parar? De novo, na mesa dos consumidores, que ultimamente sentem mais o peso do arroz na dieta do dia-a-dia.
Para encher o carrinho, o exercício fica mais demorado. É preciso procurar pelas prateleiras as soluções possíveis.
É preciso, portanto, o consumidor ser mais racional na hora de comprar e, analisar a forma mais econômica, mesmo tendo que substituir os alimentos mais importantes para um grande almoço de domingo com a família reunida.
É hora de apertar os cintos, pois a crise é de alimentos.
"Pela Ordem" e "Questão de ordem"
É diferente do "Pela Ordem", que é para registrar uma reclamação.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
O que todo candidato precisa saber
Para não se dar mal, todo candidato tem que saber que seu marketing tem que ser lastreado na verdade, em argumentos e propostas verdadeiras, e que a mentira não se sustenta, em um país com uma democracia sólida como a nossa e, sobretudo, com uma imprensa investigativa como a que temos no Brasil.
Todo candidato tem que saber, também, que não é o marketing que irá definir tudo em sua candidatura, mas ele próprio. Ao longo da minha vida, alguns candidatos, logo na primeira reunião, me perguntavam: “Qual vai ser meu marketing? O que é que eu vou ter que dizer pra ganhar as eleições?” Se eu soubesse eu não era marketeiro, era um mágico.
E sugiro logo um exercício: Primeiro você me convence dos motivos que o eleitor deve ter para votar em você. Se você conseguir me convencer, quem sabe eu consiga também convencer os outros.
O Marketing vem depois e não antes. Ele é uma consequência do seu jeito, da sua história, dos seus projetos e não a causa. E por isso, insisto em repetir, não se iluda senhor candidato.
O máximo que um marketeiro pode lhe prometer é aumentar as suas chances de vitória e fazer com que você saia da campanha melhor do que entrou. E para isso você tem que fazer a sua parte.
(Texto extraído do Blog do publicitário e marqueteiro Duda Mendonça, que foi ao ar, hoje, pela primeira vez. Acesse aqui o Blog do Duda)
8,6%
Por dentro do Caso Isabella
Com certeza, mexeram no local do crime.quarta-feira, 23 de abril de 2008
Fome, "tsunami silenciosa"
Pela primeira vez, o tema vai estar na pauta do encontro do G8, reunião dos sete países mais ricos do mundo e da Rússia, marcada para julho. A União Européia e a Inglaterra já anunciaram uma ajuda milionária para os países mais pobres da África e da Ásia.
É uma crise globalizada, a pior crise de alimentos em 30 anos. Assusta o FMI, Banco Mundial, FAO, ONU. Provocou explosões de violência nas ruas de Haiti, Costa do Marfim, Camarões, Egito e Indonésia. Só este ano os preços do arroz subiram 140% no mundo. Num dia o preço do trigo subiu 25%.
É um nó de três pontas.
Primeiro: a mudança climática provocou secas e enchentes pelo mundo afora. Isto reduziu produção e estoques de alimentos.
Segundo: por causa da mudança climática, o mundo pensou no biocombustível. O Brasil tem a cana-de-açúcar, que compete pouco com alimento, mas os Estados Unidos usam o milho para fazer óleo. Isso subiu o preço do milho, do trigo e de todos os produtos que competem.
Terceiro: o mundo cresceu, a renda subiu, mais pessoas passaram a comer melhor na China, Índia, África, América Latina.
O Brasil pode ser parte da solução. Tem muita terra sendo desprezada. Não precisa desmatar.
Basta usar terra já desmatada. É preciso também acabar com barreiras e subsídios no comércio de alimentos para o mundo rico. Isto pode incentivar a produção em países mais pobres. Há muito a fazer, mas tem que ser feito já.
Risco - país é o melhor dos últimos meses

O desempenho de risco do Brasil tem sido melhor que o de outros países emergentes nos últimos doze meses. O indicador EMBI (Emerging Market Bond Index), criado pelo banco americano JP Morgan para medir a aversão ao risco entre os investidores, mostra que a diferença de valorização entre o EMBI Brasil e o EMBI+ (que calcula a média entre os emergentes) é de 35 pontos a favor do índice brasileiro.

