O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou hoje de manhã, no Palácio da Alvorada, um pronunciamento de cerca de 10 minutos que vai ao ar no domingo à noite em cadeia de rádio e de TV. Na sua fala, Lula se concentra em um assunto: o petróleo da chamada camada do pré-sal.
A ideia do presidente é popularizar o tema pré-sal.
Sua fala é didática e tem por objetivo divulgar para a população em geral o representará, na visão do governo, a descoberta e a exploração dessa reserva de petróleo.
Domingo é dia 6 de setembro, véspera do feriado do dia da Independência do Brasil. Lula tem se referido ao pré-sal em seus discursos como uma “segunda independência do Brasil".
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mesmo proibido
O uso de blogs poderá ser proibido para divulgar referências sobre candidatos em 2010.
Porém, este blog não deixará de equalizar e divulgar informações e preferências quanto aos candidatos a governador, senador e presidente da república.
É de suma importância que as pessoas tenham opinião e que possam, seguramente, divulgá-la.
Assim continuarei fazendo.
Porém, este blog não deixará de equalizar e divulgar informações e preferências quanto aos candidatos a governador, senador e presidente da república.
É de suma importância que as pessoas tenham opinião e que possam, seguramente, divulgá-la.
Assim continuarei fazendo.
O Blog em um Minuto
A Secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro anunciou mais quatro mortes provocadas por gripe suína. De acordo com o órgão, 64 pessoas morreram por causa da doença no estado. Os óbitos confirmados hoje são de uma jovem de 23 anos, uma gestante de 25, uma mulher de 37 e uma menina de 10 meses. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil teve seiscentas e 57 mortes ocasionadas pela doença até o dia 29 de agosto.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, criticou a decisão do presidente Lula de manter o caráter de urgência dos projetos sobre a exploração do petróleo do pré-sal, apesar de protestos da oposição e apelos do PMDB. O tucano disse que a atitude de Lula "inviabiliza a ação do Congresso". Com o regime de urgência, Câmara e Senado têm 45 dias, cada, para votar as matérias. Se o prazo for descumprido, as pautas das demais votações vão ficar trancadas.
O governo brasileiro suspendeu o acordo de isenção de vistos em passaportes hondurenhos e passará a exigir o documento a partir deste sábado. O Ministério de Relações Exteriores disse que a medida se deve à "situação interna" de Honduras após o golpe militar de junho, que derrubou o presidente Manuel Zelaya. A suspensão do acordo não afeta os cidadãos hondurenhos que estejam no Brasil em situação regular.
O governo dos Estados Unidos decidiu cortar todo o auxílio financeiro a Honduras, com exceção da ajuda humanitária, por causa do golpe de estado. Além disso, os vistos de integrantes do atual regime serão revogados.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, criticou a decisão do presidente Lula de manter o caráter de urgência dos projetos sobre a exploração do petróleo do pré-sal, apesar de protestos da oposição e apelos do PMDB. O tucano disse que a atitude de Lula "inviabiliza a ação do Congresso". Com o regime de urgência, Câmara e Senado têm 45 dias, cada, para votar as matérias. Se o prazo for descumprido, as pautas das demais votações vão ficar trancadas.
O governo brasileiro suspendeu o acordo de isenção de vistos em passaportes hondurenhos e passará a exigir o documento a partir deste sábado. O Ministério de Relações Exteriores disse que a medida se deve à "situação interna" de Honduras após o golpe militar de junho, que derrubou o presidente Manuel Zelaya. A suspensão do acordo não afeta os cidadãos hondurenhos que estejam no Brasil em situação regular.
O governo dos Estados Unidos decidiu cortar todo o auxílio financeiro a Honduras, com exceção da ajuda humanitária, por causa do golpe de estado. Além disso, os vistos de integrantes do atual regime serão revogados.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Regras a serem cumpridas!
Duas comissões do Senado aprovaram hoje, quarta-feira, regras novas para as eleições.
Mas ainda não há consenso sobre essas regras, e o projeto ainda precisa passar pelo plenário, e depois pela Câmara, para entrar vigor já em 2010.
Havia acordo.
E o projeto foi votado em duas comissões ao mesmo tempo.
Entre as propostas de mudanças na lei eleitoral estão, nos debates, as emissoras de rádio e TV não ficam obrigadas a convidar todos os candidatos, apenas os de partidos que tenham no mínimo dez deputados federais.
Na internet, os candidatos podem fazer campanha nos três meses que antecedem as eleições, usando blogs, por exemplo.
Mas apenas os candidatos à presidência da República poderão fazer propaganda paga. E somente em sites jornalísticos. Os sites jornalísticos e blogs, páginas pessoais na internet, não poderão emitir opiniões a respeito de candidatos.
Nos seis meses anteriores às eleições, nenhum candidato poderá participar de inauguração, lançamento ou atos de autorização de obras públicas.
Também fica proibida a criação ou ampliação de programas sociais. Mas o reajuste de benefícios como o Bolsa Família será permitido.
A restrição à campanha de internet provocou reações.
Mas ainda não há consenso sobre essas regras, e o projeto ainda precisa passar pelo plenário, e depois pela Câmara, para entrar vigor já em 2010.
Havia acordo.
E o projeto foi votado em duas comissões ao mesmo tempo.
Entre as propostas de mudanças na lei eleitoral estão, nos debates, as emissoras de rádio e TV não ficam obrigadas a convidar todos os candidatos, apenas os de partidos que tenham no mínimo dez deputados federais.
Na internet, os candidatos podem fazer campanha nos três meses que antecedem as eleições, usando blogs, por exemplo.
Mas apenas os candidatos à presidência da República poderão fazer propaganda paga. E somente em sites jornalísticos. Os sites jornalísticos e blogs, páginas pessoais na internet, não poderão emitir opiniões a respeito de candidatos.
Nos seis meses anteriores às eleições, nenhum candidato poderá participar de inauguração, lançamento ou atos de autorização de obras públicas.
Também fica proibida a criação ou ampliação de programas sociais. Mas o reajuste de benefícios como o Bolsa Família será permitido.
A restrição à campanha de internet provocou reações.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Gol cobra por comida em voo e revolta passageiros
Folha de S. Paulo
Uma novidade anunciada no voo 1667 da Gol, trajeto Recife-São Paulo, no último final de semana, revoltou os passageiros: a empresa passava a cobrar por lanches do serviço de bordo.
Insatisfeita por não ter sido alertada, a ginecologista Renê Patriota começou a recolher um abaixo-assinado para dar início a uma ação coletiva contra a Gol. Foram colhidas 55 assinaturas entre os 187 passageiros.
Ao saber da reação, o comandante mandou avisar, por meio de uma comissária, que pousaria o avião no primeiro aeroporto para expulsar a médica, mas não o fez. Depois, a tripulação informou que a Polícia Federal a esperava em Cumbica.
Outra reclamação foi sobre a manipulação simultânea de dinheiro e de alimento e bebida por comissários. "Eles pegam em dinheiro, não lavam as mãos e servem comida. Nós também não temos como sair para ir ao lavabo antes de comer porque os carrinhos do serviço bloqueiam a passagem", disse a passageira Lígia Mafra.
A Anac, que regula o setor aéreo, diz que não existe lei que obrigue a empresa a oferecer alimentação a bordo. O Procon de São Paulo afirma que a companhia pode cobrar desde que avise na compra do bilhete. O passageiro que se sentir prejudicado pode procurar o órgão.
Em nota, a Gol diz que vai apurar o incidente e, se "confirmados erros de procedimento, tomará medidas corretivas".
Uma novidade anunciada no voo 1667 da Gol, trajeto Recife-São Paulo, no último final de semana, revoltou os passageiros: a empresa passava a cobrar por lanches do serviço de bordo.
Insatisfeita por não ter sido alertada, a ginecologista Renê Patriota começou a recolher um abaixo-assinado para dar início a uma ação coletiva contra a Gol. Foram colhidas 55 assinaturas entre os 187 passageiros.
Ao saber da reação, o comandante mandou avisar, por meio de uma comissária, que pousaria o avião no primeiro aeroporto para expulsar a médica, mas não o fez. Depois, a tripulação informou que a Polícia Federal a esperava em Cumbica.
Outra reclamação foi sobre a manipulação simultânea de dinheiro e de alimento e bebida por comissários. "Eles pegam em dinheiro, não lavam as mãos e servem comida. Nós também não temos como sair para ir ao lavabo antes de comer porque os carrinhos do serviço bloqueiam a passagem", disse a passageira Lígia Mafra.
A Anac, que regula o setor aéreo, diz que não existe lei que obrigue a empresa a oferecer alimentação a bordo. O Procon de São Paulo afirma que a companhia pode cobrar desde que avise na compra do bilhete. O passageiro que se sentir prejudicado pode procurar o órgão.
Em nota, a Gol diz que vai apurar o incidente e, se "confirmados erros de procedimento, tomará medidas corretivas".
O Blog em Um Minuto
*A taxa de inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal encerrou o mês de agosto em 0,20%, no menor resultado desde a quarta semana de junho, quando havia ficado em 0,12%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, foi o terceiro recuo semanal consecutivo do IPC-S .
*A proposta orçamentária da União para 2010, encaminhada ao Congresso Nacional, autoriza investimentos públicos de R$ 46 bilhões no orçamento fiscal e da seguridade social e de R$ 94,4 bilhões para as empresas estatais não-dependentes do Tesouro Nacional. No primeiro caso, isso representa elevação próxima de 18% em relação ao valor reprogramado para 2009.
* Uma estudante morreu, vítima de bala perdida, na favela Heliópolis, na zona sul de São Paulo, na noite desta segunda-feria. Segundo moradores, a adolescente de 17 anos foi atingida por um disparo feito pela guarda civil, que estaria perseguindo um assaltante.
*Os incêndios florestais continuam a se expandir pelo sul da Califórnia. Pelo menos 53 casas foram destruídas pelas chamas e 12 mil estão ameaçadas. O fogo atinge a vegetação a cerca de 25 quilômetros do centro de Los Angeles. Os bombeiros esperaram o amanhecer para avaliar a extensão da área destruída pelas chamas, que entraram no sexto dia .
*A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota hoje o projeto de lei que irá determinar, entre outras definições, as regras para a utilização da internet na campanha eleitoral de 2010. O financiamento de campanha, as regras para utilização do fundo partidário e a responsabilização legal dos partidos políticos também sofrerão mudanças.
* Os mercados europeus operam negativos. Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou em ligeira alta de 0,3%. Em Hong Kong, alta de 0,7%.
*A proposta orçamentária da União para 2010, encaminhada ao Congresso Nacional, autoriza investimentos públicos de R$ 46 bilhões no orçamento fiscal e da seguridade social e de R$ 94,4 bilhões para as empresas estatais não-dependentes do Tesouro Nacional. No primeiro caso, isso representa elevação próxima de 18% em relação ao valor reprogramado para 2009.
* Uma estudante morreu, vítima de bala perdida, na favela Heliópolis, na zona sul de São Paulo, na noite desta segunda-feria. Segundo moradores, a adolescente de 17 anos foi atingida por um disparo feito pela guarda civil, que estaria perseguindo um assaltante.
*Os incêndios florestais continuam a se expandir pelo sul da Califórnia. Pelo menos 53 casas foram destruídas pelas chamas e 12 mil estão ameaçadas. O fogo atinge a vegetação a cerca de 25 quilômetros do centro de Los Angeles. Os bombeiros esperaram o amanhecer para avaliar a extensão da área destruída pelas chamas, que entraram no sexto dia .
*A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota hoje o projeto de lei que irá determinar, entre outras definições, as regras para a utilização da internet na campanha eleitoral de 2010. O financiamento de campanha, as regras para utilização do fundo partidário e a responsabilização legal dos partidos políticos também sofrerão mudanças.
* Os mercados europeus operam negativos. Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou em ligeira alta de 0,3%. Em Hong Kong, alta de 0,7%.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Eleições 2010
A senadora Marina Silva (PV-AC) afirmou neste domingo (30), em entrevista coletiva em São Paulo, que só no ano que vem discutirá com o PV uma candidatura à Presidência da República. Marina explicou que, desde que iniciou as negociações com a Executiva do PV, deixou claro que a candidatura seria um ponto secundário. Em primeiro lugar, disse ela, vem a revisão do programa do partido. "Fico honrada com o convite para ser candidata e pelo acolhimento popular, mas a minha decisão só será em 2010", afirmou.
Lendo os meus posts anteriores, encontrei este em que a Lucia Hippolito escrevera em seu blog no dia 17 deste mês.
_______________________________________________________
O Fator Marina Silva
Lucia Hippolito
Em política, dizia o dr. Ulysses Guimarães, só existem dois fatos importantes: o fato novo e o fato consumado.
O fato consumado era a inevitabilidade de uma disputa plebiscitária entre governo e oposição nas eleições de 2010.
Essa era a principal estratégia do presidente Lula para eleger Dilma Rousseff: transformar as eleições presidenciais num plebiscito sobre o seu governo.
Tamanha é a confiança de Lula no próprio taco, que abraçou o projeto: gostou do meu governo? Eleja Dilma.
Não gostou? Eleja Serra (ou Aécio).
E o presidente não tinha a menor dúvida do resultado. A tal ponto que declarou mais de uma vez que seu desejo era liquidar a fatura no primeiro turno.
Pois Lula vai precisar rever seus planos. O fato novo apareceu. E atende pelo nome de Marina Silva.
Convidada a se transferir para o PV e se candidatar à presidência, a doce senadora pelo Acre balançou.
Ainda não se decidiu, mas a notícia foi suficiente para embaralhar inteiramente o jogo para 2010.
Começa que Marina não é a típica oposição a Lula. Bem ao contrário, é sua companheira de militância no PT há muito mais tempo que Dilma Rousseff.
Ministra de Lula durante o primeiro mandato, símbolo mundial da luta em defesa da Amazônia, perdeu a parada para Dilma Rousseff, mas não se tornou uma dissidente raivosa como Heloísa Helena.
Tem mantido posições firmes no Senado, opõe-se à aliança espúria com o pior do PMDB, assinou a carta pelo afastamento de José Sarney.
Está fazendo tudo certo.
Em segundo lugar, Marina tira de Dilma a “candidatura de gênero”. Os marqueteiros terão que mudar a tese de que “o Brasil está maduro para ter uma mulher na presidência”.
Terceiro, uma eventual candidatura Marina Silva traz oxigênio a uma campanha que já estava marcada pela mesmice. Agrega qualidade ao debate. Espanta as teias de aranha.
Serra e Dilma não têm muitas diferenças. Autoritários, carentes de carisma, sabichões, ambos são partidários de uma forte presença do Estado, ambos são críticos da política monetária praticada pelo Banco Central.
O que Serra e Dilma pensam sobre energias alternativas, desenvolvimento sustentável, aquecimento global, economia verde?
Ninguém sabe.
A simples possibilidade de ter Marina Silva na disputa já perturbou articulações para a montagem de palanques estaduais, tornou obsoletas as estratégias urdidas tanto no Planalto quanto nas oposições.
Ciro Gomes já não quer mais concorrer em São Paulo para manter o caráter plebiscitário da eleição presidencial. Já pensa em concorrer à presidência.
Dilma Rousseff faz declarações públicas de apreço a Marina Silva – apreço, diga-se de passagem, que Dilma desprezou quando derrotava seguidas vezes Marina Silva no governo.
Em suma, o Planalto acusou o golpe.
Os próximos passos serão emocionantes.
Uma coisa é certa. O fator Marina Silva injetou oxigênio numa campanha que se anunciava chatíssima e está trazendo de volta o entusiasmo dos jovens pela política.
A coisa promete.
Lendo os meus posts anteriores, encontrei este em que a Lucia Hippolito escrevera em seu blog no dia 17 deste mês.
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O Fator Marina Silva
Lucia Hippolito
Em política, dizia o dr. Ulysses Guimarães, só existem dois fatos importantes: o fato novo e o fato consumado.
O fato consumado era a inevitabilidade de uma disputa plebiscitária entre governo e oposição nas eleições de 2010.
Essa era a principal estratégia do presidente Lula para eleger Dilma Rousseff: transformar as eleições presidenciais num plebiscito sobre o seu governo.
Tamanha é a confiança de Lula no próprio taco, que abraçou o projeto: gostou do meu governo? Eleja Dilma.
Não gostou? Eleja Serra (ou Aécio).
E o presidente não tinha a menor dúvida do resultado. A tal ponto que declarou mais de uma vez que seu desejo era liquidar a fatura no primeiro turno.
Pois Lula vai precisar rever seus planos. O fato novo apareceu. E atende pelo nome de Marina Silva.
Convidada a se transferir para o PV e se candidatar à presidência, a doce senadora pelo Acre balançou.
Ainda não se decidiu, mas a notícia foi suficiente para embaralhar inteiramente o jogo para 2010.
Começa que Marina não é a típica oposição a Lula. Bem ao contrário, é sua companheira de militância no PT há muito mais tempo que Dilma Rousseff.
Ministra de Lula durante o primeiro mandato, símbolo mundial da luta em defesa da Amazônia, perdeu a parada para Dilma Rousseff, mas não se tornou uma dissidente raivosa como Heloísa Helena.
Tem mantido posições firmes no Senado, opõe-se à aliança espúria com o pior do PMDB, assinou a carta pelo afastamento de José Sarney.
Está fazendo tudo certo.
Em segundo lugar, Marina tira de Dilma a “candidatura de gênero”. Os marqueteiros terão que mudar a tese de que “o Brasil está maduro para ter uma mulher na presidência”.
Terceiro, uma eventual candidatura Marina Silva traz oxigênio a uma campanha que já estava marcada pela mesmice. Agrega qualidade ao debate. Espanta as teias de aranha.
Serra e Dilma não têm muitas diferenças. Autoritários, carentes de carisma, sabichões, ambos são partidários de uma forte presença do Estado, ambos são críticos da política monetária praticada pelo Banco Central.
O que Serra e Dilma pensam sobre energias alternativas, desenvolvimento sustentável, aquecimento global, economia verde?
Ninguém sabe.
A simples possibilidade de ter Marina Silva na disputa já perturbou articulações para a montagem de palanques estaduais, tornou obsoletas as estratégias urdidas tanto no Planalto quanto nas oposições.
Ciro Gomes já não quer mais concorrer em São Paulo para manter o caráter plebiscitário da eleição presidencial. Já pensa em concorrer à presidência.
Dilma Rousseff faz declarações públicas de apreço a Marina Silva – apreço, diga-se de passagem, que Dilma desprezou quando derrotava seguidas vezes Marina Silva no governo.
Em suma, o Planalto acusou o golpe.
Os próximos passos serão emocionantes.
Uma coisa é certa. O fator Marina Silva injetou oxigênio numa campanha que se anunciava chatíssima e está trazendo de volta o entusiasmo dos jovens pela política.
A coisa promete.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Palocci passa raspando
Lucia Hippolito
Contrariando tudo o que se dizia em Brasília, Antonio Palocci passou raspando no Supremo Tribunal Federal.
Por um apertado placar de 5 a 4, o STF decidiu não abrir um processo penal contra o deputado, por violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
Os quatro ministros que julgaram que havia, sim, indícios suficientes pelo menos para a abertura de uma ação penal foram Marco Aurélio Mello, Carmen Lúcia, Ayres Britto e o decano Celso Mello.
Nos últimos dias, dizia-se -- e publicava-se -- que a expectativa era de absolvição por unanimidade. Suas excelências estariam apenas tentando encontrar uma saída em juridiquês para livrar o ex-ministro.
Segundo o voto do ministro Gilmar Mendes, não se discute que o sigilo bancário do caseiro foi violado, não se discute que os dados bancários foram parar na revista Época por obra humana.
Ainda bem. De repente, a gente poderia ser levada a acreditar que o ET de Varginha tinha obtido os dados da conta de Francenildo e entregado à revista Época.
Mas segundo o longuíssimo -- e por vezes, maçante -- voto do presidente do STF, não há indícios suficientes que justifiquem a abertura de ação penal contra o deputado.
Em suma, sobrou para o caseiro.
Mesmo tendo se beneficiado do arquivamento do processo, Antonio Palocci ainda está às voltas com o fato de que faltou com a verdade em mais de uma vez, quando compareceu a comissões no Congresso Nacional.
Palocci afirmou reiteradamente que jamais havia frequentado aquela mansão em Brasília, onde imperavam lobistas e garotas de programa.
Jamais tinha presenciado tenebrosas transações e jamais tinha desfrutado de prazeres mundanos.
Foi desmentido mais de uma vez pelo caseiro da mansão, um desses seres "invisíveis", parentes da moça da limpeza, da mulher que serve café ou do rapaz que tira xerox.
Pois o caseiro Francenildo enfrentou o poderoso ministro e afirmou que o vira mais de uma vez na casa dos prazeres.
Isto não foi até hoje contestado.
Como candidato à presidência da República, oops, ao governo de São Paulo, Palocci deverá enfrentar alguns questionamentos.
Nada que um bom marqueteiro não resolva, nesses tempos de moral elástica que estamos vivendo.
Contrariando tudo o que se dizia em Brasília, Antonio Palocci passou raspando no Supremo Tribunal Federal.
Por um apertado placar de 5 a 4, o STF decidiu não abrir um processo penal contra o deputado, por violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
Os quatro ministros que julgaram que havia, sim, indícios suficientes pelo menos para a abertura de uma ação penal foram Marco Aurélio Mello, Carmen Lúcia, Ayres Britto e o decano Celso Mello.
Nos últimos dias, dizia-se -- e publicava-se -- que a expectativa era de absolvição por unanimidade. Suas excelências estariam apenas tentando encontrar uma saída em juridiquês para livrar o ex-ministro.
Segundo o voto do ministro Gilmar Mendes, não se discute que o sigilo bancário do caseiro foi violado, não se discute que os dados bancários foram parar na revista Época por obra humana.
Ainda bem. De repente, a gente poderia ser levada a acreditar que o ET de Varginha tinha obtido os dados da conta de Francenildo e entregado à revista Época.
Mas segundo o longuíssimo -- e por vezes, maçante -- voto do presidente do STF, não há indícios suficientes que justifiquem a abertura de ação penal contra o deputado.
Em suma, sobrou para o caseiro.
Mesmo tendo se beneficiado do arquivamento do processo, Antonio Palocci ainda está às voltas com o fato de que faltou com a verdade em mais de uma vez, quando compareceu a comissões no Congresso Nacional.
Palocci afirmou reiteradamente que jamais havia frequentado aquela mansão em Brasília, onde imperavam lobistas e garotas de programa.
Jamais tinha presenciado tenebrosas transações e jamais tinha desfrutado de prazeres mundanos.
Foi desmentido mais de uma vez pelo caseiro da mansão, um desses seres "invisíveis", parentes da moça da limpeza, da mulher que serve café ou do rapaz que tira xerox.
Pois o caseiro Francenildo enfrentou o poderoso ministro e afirmou que o vira mais de uma vez na casa dos prazeres.
Isto não foi até hoje contestado.
Como candidato à presidência da República, oops, ao governo de São Paulo, Palocci deverá enfrentar alguns questionamentos.
Nada que um bom marqueteiro não resolva, nesses tempos de moral elástica que estamos vivendo.
Palocci: livre, leve e solto!
Supremo arquiva denúncia contra Palocci por quebra de sigilo de caseiro.
Por cinco votos a dois, foi arquivada no Supremo Tribunal Federal a denúncia do Ministério Público contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Os ministros Eros Grau, Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie acompanharam o voto do relator Gilmar Mendes.
Apenas os ministros Ayres Britto e Cármen Lúcia discordaram dos colegas e votaram pelo acolhimento da denúncia.
Desta forma, com o placar de 5 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), acusado de ter mandado quebrar ilegalmente em 2006 o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O Supremo também recusou a denúncia contra o ex-assessor de imprensa de Palocci Marcelo Netto.
A corte, porém, aceitou a ação contra o então presidente da Caixa, Jorge Mattoso, que passa agora à condição de réu. Mattoso pode responder a processo ou aceitar uma oferta do Ministério Público de prestação de serviços comunitários.
Em suma, Palocci está livre. Poderá disputar a candidatura para o governo de São Paulo e poderá, também, substituir José Múcio, ministro das Relações Institucionais.
Mas não vamos nos esquecer de uma coisa: ele poderá, inclusive, ser o substituto da ministra Dilma para as eleições presidenciais, caso a candidatura da ministra não decole.
Por cinco votos a dois, foi arquivada no Supremo Tribunal Federal a denúncia do Ministério Público contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Os ministros Eros Grau, Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie acompanharam o voto do relator Gilmar Mendes.
Apenas os ministros Ayres Britto e Cármen Lúcia discordaram dos colegas e votaram pelo acolhimento da denúncia.
Desta forma, com o placar de 5 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a denúncia contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), acusado de ter mandado quebrar ilegalmente em 2006 o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. O Supremo também recusou a denúncia contra o ex-assessor de imprensa de Palocci Marcelo Netto.
A corte, porém, aceitou a ação contra o então presidente da Caixa, Jorge Mattoso, que passa agora à condição de réu. Mattoso pode responder a processo ou aceitar uma oferta do Ministério Público de prestação de serviços comunitários.
Em suma, Palocci está livre. Poderá disputar a candidatura para o governo de São Paulo e poderá, também, substituir José Múcio, ministro das Relações Institucionais.
Mas não vamos nos esquecer de uma coisa: ele poderá, inclusive, ser o substituto da ministra Dilma para as eleições presidenciais, caso a candidatura da ministra não decole.
Caso Palocci
STF decide a sorte de Palocci
"Assista ao vivo, na TV Justiça, o julgamento do caso Palocci"
O ex-caseiro Francenildo Costa assiste ao julgamento, metido em um terno que seu advogado lhe arranjou às pressas.
Porém, tudo indica que Palloci será inocentado.
"Assista ao vivo, na TV Justiça, o julgamento do caso Palocci"
O ex-caseiro Francenildo Costa assiste ao julgamento, metido em um terno que seu advogado lhe arranjou às pressas.
Porém, tudo indica que Palloci será inocentado.
Falando sério
Miriam Leitão
Tudo se passa no governo como se não houvesse amanhã. O que nós estamos vivendo com a mudança climática é o fim da economia como nós a conhecemos, não apenas mais um modismo. O desafio posto para a Humanidade neste começo de século é daqueles que encerram uma era e começam outra.
Por isso, é tão bem-vinda a carta aberta de empresas e entidades querendo limites às emissões do país.
A carta divulgada terçafeira em São Paulo é diferente das outras. Não parece mais uma daquelas cosméticas ações de empresas para fingir que são modernas.
Nem mais uma lista de pedidos ao governo. Eles assumem compromissos: vão fazer inventário anual de quanto emitem de gases do efeito estufa; incluir essa variável nas decisões de investimento; reduzir as emissões; atuar na cadeia de suprimento para incentivar esse comportamento; atuar junto ao governo e à sociedade para compreender o impacto das mudanças climáticas.
Ao governo eles pedem que, em Copenhague, assuma papel de liderança da questão climática e aceite metas claras de redução das emissões. O lançamento teve o apoio da Globonews e do jornal “Valor Econômico” e pode ser o ponto a partir do qual o país comece a levar a sério, o que sério é.
As mudanças climáticas exigirão radical alteração da forma de produzir e usar energia, levarão a uma taxação sobre carbono que encarecerá e tornará menos competitivo o combustível fóssil, obrigarão que todas as empresas repensem seus negócios, sua rede de fornecedores, sua forma de produção, sua energia e o ciclo de vida dos seus produto.
Mineração, siderurgia, petroquímica, alimentos, papel e celulose, transporte, seguro, supermercados, é difícil encontrar uma área da economia que não seja afetada pelo que está acontecendo.
Mudará a geopolítica. As tragédias climáticas provocarão ondas migratórias que vão exigir da diplomacia novas formas de atuação e abrirão novas frentes de trabalho com refugiados.
Será rotina para arquitetos, daqui para diante, construir prédios que poupem energia, reciclem água, aproveitam a luminosidade, o calor ou o vento externo para a climatização. Serão desafiados também na reciclagem dos prédios antigos.
A mudança climática imporá nova agenda de políticas públicas e ações corporativas.
É espantoso como são poucas as pessoas no Brasil que entendem a dimensão do fato. O governo brasileiro nem suspeita do tamanho da encrenca. Ele mostra isso em abundantes sinais. Projeta a energia nova a partir de carvão, óleo combustível e gás. O setor de energia usa modelos de definição de preço de cada fonte de energia que favorece os combustíveis fósseis.
O ministro Carlos Minc propôs que as térmicas a óleo e carvão plantassem árvores como compensação mas a proposta foi rejeitada.
No Ministério dos Transportes, o governo não avalia o modal alternativo pela ótica ambiental. O Ministério da Agricultura vive às turras com o meio ambiente.
A política industrial lançada um pouco antes da crise econômica incentiva setores de alto impacto seja em emissão industrial ou em desmatamento. No PAC, a preocupação ambiental é vista como obstáculo. O Ministério da Ciência e Tecnologia não divulgou ainda a atualização do inventário de emissões do Brasil, os dados com que se trabalha são de 1994. O Ministério das Relações Exteriores tenta fugir das metas através de jogos de palavras feitos para confundir.
A conversa está muito mais adiantada no resto do mundo. Aqui, contam-se nos dedos os economistas que pararam para entender o tema.
Na Inglaterra, a pedido do então governo Tony Blair, o ex-economista-chefe do Banco Mundial Nicholas Stern já traduziu o problema climático para a lógica dos economistas e concluiu: o preço de não fazer nada para evitar ou reduzir os efeitos das mudanças climáticas é maior do que o de agir agora enfrentando o assombroso desafio que está diante de nós. Na política, com a solitária exceção da senadora Marina Silva, os possíveis candidatos e seus apoiadores para as eleições de 2010 acham que podem andar na superfície do tema sem entender a profundidade da transformação da economia, política, educação, emprego, logística, habitação, energia, que terá que ser feita nos próximos anos.
No Brasil, eu tenho ouvido de economistas e autoridades manifestações pedrestes sobre o tema.
Avaliações reveladoras de que jamais a tal pessoa leu um bom paper, livro, estudo sobre o tema, nem teve uma boa conversa sobre o assunto mudança climática.
Ver as grandes empresas, e algumas associações, acordarem, afinal, foi um alívio. Por isso, o nome delas vai aqui em ordem alfabética para serem elogiadas e cobradas: Aflopar, Andrade Gutierrez, Aracruz, Camargo Corrêa, CBMM, Coamo, CPFL, Estre, Light, Natura, Nutrimental, Odebrecht, OAS, Orsa, Pão de Açúcar, Polimix, Samarco, Suzano, Única, Vale, Votorantim, VCP. A Vale foi uma das líderes. Apoiam o movimento o Ethos, Fórum Amazônia Sustentável, SindiExtra e Fiep.
Ficaram de fora a Fiesp, CNI, CNC, CNA e várias empresas recusaram adesão.
Não entenderam que este é um tempo radical. De mudanças e atitudes radicais.
Ou não haverá amanhã.
Tudo se passa no governo como se não houvesse amanhã. O que nós estamos vivendo com a mudança climática é o fim da economia como nós a conhecemos, não apenas mais um modismo. O desafio posto para a Humanidade neste começo de século é daqueles que encerram uma era e começam outra.
Por isso, é tão bem-vinda a carta aberta de empresas e entidades querendo limites às emissões do país.
A carta divulgada terçafeira em São Paulo é diferente das outras. Não parece mais uma daquelas cosméticas ações de empresas para fingir que são modernas.
Nem mais uma lista de pedidos ao governo. Eles assumem compromissos: vão fazer inventário anual de quanto emitem de gases do efeito estufa; incluir essa variável nas decisões de investimento; reduzir as emissões; atuar na cadeia de suprimento para incentivar esse comportamento; atuar junto ao governo e à sociedade para compreender o impacto das mudanças climáticas.
Ao governo eles pedem que, em Copenhague, assuma papel de liderança da questão climática e aceite metas claras de redução das emissões. O lançamento teve o apoio da Globonews e do jornal “Valor Econômico” e pode ser o ponto a partir do qual o país comece a levar a sério, o que sério é.
As mudanças climáticas exigirão radical alteração da forma de produzir e usar energia, levarão a uma taxação sobre carbono que encarecerá e tornará menos competitivo o combustível fóssil, obrigarão que todas as empresas repensem seus negócios, sua rede de fornecedores, sua forma de produção, sua energia e o ciclo de vida dos seus produto.
Mineração, siderurgia, petroquímica, alimentos, papel e celulose, transporte, seguro, supermercados, é difícil encontrar uma área da economia que não seja afetada pelo que está acontecendo.
Mudará a geopolítica. As tragédias climáticas provocarão ondas migratórias que vão exigir da diplomacia novas formas de atuação e abrirão novas frentes de trabalho com refugiados.
Será rotina para arquitetos, daqui para diante, construir prédios que poupem energia, reciclem água, aproveitam a luminosidade, o calor ou o vento externo para a climatização. Serão desafiados também na reciclagem dos prédios antigos.
A mudança climática imporá nova agenda de políticas públicas e ações corporativas.
É espantoso como são poucas as pessoas no Brasil que entendem a dimensão do fato. O governo brasileiro nem suspeita do tamanho da encrenca. Ele mostra isso em abundantes sinais. Projeta a energia nova a partir de carvão, óleo combustível e gás. O setor de energia usa modelos de definição de preço de cada fonte de energia que favorece os combustíveis fósseis.
O ministro Carlos Minc propôs que as térmicas a óleo e carvão plantassem árvores como compensação mas a proposta foi rejeitada.
No Ministério dos Transportes, o governo não avalia o modal alternativo pela ótica ambiental. O Ministério da Agricultura vive às turras com o meio ambiente.
A política industrial lançada um pouco antes da crise econômica incentiva setores de alto impacto seja em emissão industrial ou em desmatamento. No PAC, a preocupação ambiental é vista como obstáculo. O Ministério da Ciência e Tecnologia não divulgou ainda a atualização do inventário de emissões do Brasil, os dados com que se trabalha são de 1994. O Ministério das Relações Exteriores tenta fugir das metas através de jogos de palavras feitos para confundir.
A conversa está muito mais adiantada no resto do mundo. Aqui, contam-se nos dedos os economistas que pararam para entender o tema.
Na Inglaterra, a pedido do então governo Tony Blair, o ex-economista-chefe do Banco Mundial Nicholas Stern já traduziu o problema climático para a lógica dos economistas e concluiu: o preço de não fazer nada para evitar ou reduzir os efeitos das mudanças climáticas é maior do que o de agir agora enfrentando o assombroso desafio que está diante de nós. Na política, com a solitária exceção da senadora Marina Silva, os possíveis candidatos e seus apoiadores para as eleições de 2010 acham que podem andar na superfície do tema sem entender a profundidade da transformação da economia, política, educação, emprego, logística, habitação, energia, que terá que ser feita nos próximos anos.
No Brasil, eu tenho ouvido de economistas e autoridades manifestações pedrestes sobre o tema.
Avaliações reveladoras de que jamais a tal pessoa leu um bom paper, livro, estudo sobre o tema, nem teve uma boa conversa sobre o assunto mudança climática.
Ver as grandes empresas, e algumas associações, acordarem, afinal, foi um alívio. Por isso, o nome delas vai aqui em ordem alfabética para serem elogiadas e cobradas: Aflopar, Andrade Gutierrez, Aracruz, Camargo Corrêa, CBMM, Coamo, CPFL, Estre, Light, Natura, Nutrimental, Odebrecht, OAS, Orsa, Pão de Açúcar, Polimix, Samarco, Suzano, Única, Vale, Votorantim, VCP. A Vale foi uma das líderes. Apoiam o movimento o Ethos, Fórum Amazônia Sustentável, SindiExtra e Fiep.
Ficaram de fora a Fiesp, CNI, CNC, CNA e várias empresas recusaram adesão.
Não entenderam que este é um tempo radical. De mudanças e atitudes radicais.
Ou não haverá amanhã.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Lina Vieira sobre as demissões da sua ex-equipe
"Nota à imprensa
As duas demissões e os doze pedidos de exonerações dos servidores que integraram a minha equipe, durante o período em que estive à frente da Receita Federal do Brasil, representam um perigoso recuo no processo de fortalecimento das Instituições de Estado do Brasil.
As instituições de Estado --como é caso da Receita Federal-- somente poderão exercer o seu papel constitucional, se compostas por servidores que primem pela ética no serviço público, imunes a influências políticas de partidos ou de governos. Os governos passam, o Estado fica e, com ele, os servidores públicos.
Esses colegas são pessoas sérias, de competência inquestionável, cujo único pecado foi o compromisso com um projeto de uma Receita Federal independente e focada nos grandes contribuintes.
Natal (RN), 25 de agosto de 2009.
Lina Vieira"
As duas demissões e os doze pedidos de exonerações dos servidores que integraram a minha equipe, durante o período em que estive à frente da Receita Federal do Brasil, representam um perigoso recuo no processo de fortalecimento das Instituições de Estado do Brasil.
As instituições de Estado --como é caso da Receita Federal-- somente poderão exercer o seu papel constitucional, se compostas por servidores que primem pela ética no serviço público, imunes a influências políticas de partidos ou de governos. Os governos passam, o Estado fica e, com ele, os servidores públicos.
Esses colegas são pessoas sérias, de competência inquestionável, cujo único pecado foi o compromisso com um projeto de uma Receita Federal independente e focada nos grandes contribuintes.
Natal (RN), 25 de agosto de 2009.
Lina Vieira"
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A revolta na Receita Federal
Lucia Hippolito
Nunca antes na história deste país se viu isso: 12 altíssimos dirigentes da Receita Federal pediram exoneração. O subsecretário de Fiscalização, superintendentes de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. O superintendente-adjunto do Rio de Janeiro. Os coordenadores-gerais de Cooperação Fiscal e integração; de Contencioso Administrativo e Judicial; de Tributação; de Estudos, Previsão e Análise; e de Fiscalização.
Não é dizer pouco.
Esta rebelião na Receita é uma espécie de "maldição da prece atendida". Durante a década de 1980 o PT incentivou uma sindicalização acelerada no setor público brasileiro. O resultado foi a criação de centenas de sindicatos de funcionários públicos, que passaram a promover greves frequentes e pressão sobre o Executivo.
A sindicalização do setor público atingiu tal intensidade que a CUT chegou ter a 38 cargos de direção ocupados por representantes dos funcionários públicos.
Na Receita Federal, o sindicato é forte, coeso, organizado. E a demissão coletiva dos altos dirigentes mostra um pouco dessa força.
O grupo se demitiu em protesto à -- até hoje muito mal explicada -- demissão da ex-secretária Lina Vieira. E também em protesto à demissão da chefe de gabinete de Lina, que afirmou que ela e a ministra Dilma se encontraram, sim, tal como a ex-secretária afirmou. E a demissão de um assessor especial de lina Vieira.
Na carta divulgada pelo grupo revoltoso, os agora ex-dirigentes pedem mais espírito republicano, menos ingerência política nos trabalhos da Receita.
E isto é que torna o caso importante, grave mesmo. A mão do Estado é muito pesada. A Receita Federal deve ser técnica, não deve ser guiada por interesses políticos.
Imaginem se um empresário fizer alguma crítica à política econômica do governo. Terá que aguentar uma fiscalização da Receita em sua empresa, durante seis meses?!
O Estado é muito poderoso. Sua mão é muito pesada. Um agente público precisa ser extremamente cauteloso ao usar essa mão contra um cidadão. O cidadão fica inteiramente indefeso diante de tal poder.
É o caso do hoje deputado Antonio Palocci na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, caso que deverá ser apreciado pelo STF na próxima quinta-feira.
Independentemente das motivações de um e de outro, a balança pende dolorosamente contra o caseiro, que teve a "petulância" e a "ousadia" de desmentir o então poderoso ministro da Fazenda.
Só para lembrar, Palocci declarou mais de uma vez em comissões de Congresso Nacional que jamais tinha estado naquela casa dos prazeres de Brasília, onde se faziam tenebrosas transações e pululavam garotas de programa.
Pois o caseiro Francenildo, empregado daquela casa, afirmou, também no Congresso Nacional, que viu não uma, mas várias vezes o ministro Palocci naquela casa.
Teve o sigilo bancário violado, sua intimidade exposta na revista Época e a vida destruída.
Ah, sim, Palocci é candidato ao governo de São Paulo, a ministro-chefe da Casa Civil ou mesmo a Plano B, caso não decole a candidatura da ministra Dilma Rousseff.
A mão do Estado é mesmo muito pesada. Daí porque a crise ne Receita Federal nos interessa a todos.
Nunca antes na história deste país se viu isso: 12 altíssimos dirigentes da Receita Federal pediram exoneração. O subsecretário de Fiscalização, superintendentes de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. O superintendente-adjunto do Rio de Janeiro. Os coordenadores-gerais de Cooperação Fiscal e integração; de Contencioso Administrativo e Judicial; de Tributação; de Estudos, Previsão e Análise; e de Fiscalização.
Não é dizer pouco.
Esta rebelião na Receita é uma espécie de "maldição da prece atendida". Durante a década de 1980 o PT incentivou uma sindicalização acelerada no setor público brasileiro. O resultado foi a criação de centenas de sindicatos de funcionários públicos, que passaram a promover greves frequentes e pressão sobre o Executivo.
A sindicalização do setor público atingiu tal intensidade que a CUT chegou ter a 38 cargos de direção ocupados por representantes dos funcionários públicos.
Na Receita Federal, o sindicato é forte, coeso, organizado. E a demissão coletiva dos altos dirigentes mostra um pouco dessa força.
O grupo se demitiu em protesto à -- até hoje muito mal explicada -- demissão da ex-secretária Lina Vieira. E também em protesto à demissão da chefe de gabinete de Lina, que afirmou que ela e a ministra Dilma se encontraram, sim, tal como a ex-secretária afirmou. E a demissão de um assessor especial de lina Vieira.
Na carta divulgada pelo grupo revoltoso, os agora ex-dirigentes pedem mais espírito republicano, menos ingerência política nos trabalhos da Receita.
E isto é que torna o caso importante, grave mesmo. A mão do Estado é muito pesada. A Receita Federal deve ser técnica, não deve ser guiada por interesses políticos.
Imaginem se um empresário fizer alguma crítica à política econômica do governo. Terá que aguentar uma fiscalização da Receita em sua empresa, durante seis meses?!
O Estado é muito poderoso. Sua mão é muito pesada. Um agente público precisa ser extremamente cauteloso ao usar essa mão contra um cidadão. O cidadão fica inteiramente indefeso diante de tal poder.
É o caso do hoje deputado Antonio Palocci na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo, caso que deverá ser apreciado pelo STF na próxima quinta-feira.
Independentemente das motivações de um e de outro, a balança pende dolorosamente contra o caseiro, que teve a "petulância" e a "ousadia" de desmentir o então poderoso ministro da Fazenda.
Só para lembrar, Palocci declarou mais de uma vez em comissões de Congresso Nacional que jamais tinha estado naquela casa dos prazeres de Brasília, onde se faziam tenebrosas transações e pululavam garotas de programa.
Pois o caseiro Francenildo, empregado daquela casa, afirmou, também no Congresso Nacional, que viu não uma, mas várias vezes o ministro Palocci naquela casa.
Teve o sigilo bancário violado, sua intimidade exposta na revista Época e a vida destruída.
Ah, sim, Palocci é candidato ao governo de São Paulo, a ministro-chefe da Casa Civil ou mesmo a Plano B, caso não decole a candidatura da ministra Dilma Rousseff.
A mão do Estado é mesmo muito pesada. Daí porque a crise ne Receita Federal nos interessa a todos.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Morreu hoje
1954 – Suicidou-se o presidente Getúlio Vargas.
Um dos políticos mais influentes da História do Brasil, participou dos movimentos de ruptura com a República Velha, em 1930, e em seguida se manteve no poder, como presidente e como ditador, durante 15 anos, num período de marcantes tranformações econômicas e sociais.
Foi deposto em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, junto com a queda de outros regimes autoritários, mas conseguiu se eleger pelas regras democráticas cinco anos depois.
Getúlio tomou posse na presidência da República em janeiro de 1951. Seu mandato foi marcado, de um lado pela adoção de medidas como a criação da Petrobrás, da Eletrobrás e do BNDE e, de outro, por uma crescente radicalização política.
A crise política culminou no atentado de Toneleros (leia novamente sobre o atentado). O jornalista Carlos Lacerda, proprietário do jornal A Tribuna da Imprensa, um dos maiores críticos do presidente, responsabilizou o governo Vargas pelo ato, abrindo uma crise político-militar profunda.
Politicamente isolado, abandonado inclusive por seus correligionários do PTB e confrontado com exigência de renúncia feita pelas Forças Armadas, Getúlio deu um tiro no coração. Deixou uma carta-testamento (leia aqui a íntegra da carta), que se transformaria num dos mais importantes documentos históricos brasileiros.
Postagem publicada em 24 de Agosto de 2008 no Blog da Lucia Hippolito (http://www.blogdalucia.com.br/)
Um dos políticos mais influentes da História do Brasil, participou dos movimentos de ruptura com a República Velha, em 1930, e em seguida se manteve no poder, como presidente e como ditador, durante 15 anos, num período de marcantes tranformações econômicas e sociais.
Foi deposto em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, junto com a queda de outros regimes autoritários, mas conseguiu se eleger pelas regras democráticas cinco anos depois.
Getúlio tomou posse na presidência da República em janeiro de 1951. Seu mandato foi marcado, de um lado pela adoção de medidas como a criação da Petrobrás, da Eletrobrás e do BNDE e, de outro, por uma crescente radicalização política.
A crise política culminou no atentado de Toneleros (leia novamente sobre o atentado). O jornalista Carlos Lacerda, proprietário do jornal A Tribuna da Imprensa, um dos maiores críticos do presidente, responsabilizou o governo Vargas pelo ato, abrindo uma crise político-militar profunda.
Politicamente isolado, abandonado inclusive por seus correligionários do PTB e confrontado com exigência de renúncia feita pelas Forças Armadas, Getúlio deu um tiro no coração. Deixou uma carta-testamento (leia aqui a íntegra da carta), que se transformaria num dos mais importantes documentos históricos brasileiros.
Postagem publicada em 24 de Agosto de 2008 no Blog da Lucia Hippolito (http://www.blogdalucia.com.br/)
domingo, 23 de agosto de 2009
A vitória dos pelegos
Lucia Hippolito
O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.
Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?
Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.
Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.
O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.
Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?
Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.
Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Semana em Resumo
A semana oscilou com a decisão do senador Aloísio Mercadante de deixar a liderança do PT no Senado.
Na área entre política e economia, o presidente Lula desafiou a ex-secretária da Receita de provar o encontro com a Dilma, um comportamento institucional inadequado. Ela não mostrou a agenda, mas falou com firmeza e certa inabalável de que houve o encontro.
Foi uma semana também de saída da Marina Silva para o PT. Isso foi comemorado como um primeiro passo da candidatura, uma terceira via para as eleições de 2010. E, no mesmo dia, um papelão com o arquivamento das denuncias contra Sarney sem investigação.
Na área entre política e economia, o presidente Lula desafiou a ex-secretária da Receita de provar o encontro com a Dilma, um comportamento institucional inadequado. Ela não mostrou a agenda, mas falou com firmeza e certa inabalável de que houve o encontro.
Foi uma semana também de saída da Marina Silva para o PT. Isso foi comemorado como um primeiro passo da candidatura, uma terceira via para as eleições de 2010. E, no mesmo dia, um papelão com o arquivamento das denuncias contra Sarney sem investigação.
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