O Rio 2016 pode dar certo, porque a economia tem tudo a ver com isso. Significa investimentos, significa empregos, impostos. Na verdade, se for bem feito, como Barcelona fez. A gente tem que olhar com bastante o exemplo de Barcelona. Ela tinha tudo pronto. A cidade fez um planejamento que superou. Era uma cidade decadente antes, mas virou uma cidade de crescimento depois. É o exemplo ideal.
Já Montreal deixou uma dívida muito grande. Eles passaram 30 anos pagando a dívida. As Olimpíadas foram 1976, e eles acabaram de pagar em 2006. Então, a cidade teve vantagens. É uma cidade bonita que aproveitou bem os espaços, mas ela deixou uma dívida muito grande.
Atenas em 2004 teve muita denúncia de corrupção, de desvio de dinheiro.
A olimpíada não é garantia de sucesso. Tem que ser bem feita.
Pequim teve uma grande transformação, investiu muito dinheiro, e eles tinham um problema anterior que era a poluição. Chegou na hora e eles ficaram com medo do fracasso, porque só se falava do céu escuro de Pequim. E a partir das Olimpíadas, a China passou a investir mais em meio ambiente, em novas fontes de energia.
Sidney fez uma olimpíada em 2000 que investiu muito em maio ambiente e fez uma limpeza muito grande das áreas navegáveis, e fez um investimento em saneamento que nós precisamos fazer aqui.
Quer dizer, a olimpíada é uma oportunidade de planejamento se todo mundo for na mesma direção.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
ENEM 2009
O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, que foi cancelado nesta quinta-feira (1º) após suspeita de vazamento.
http://download.globo.com/vestibular/prova_enem_1dia.pdf
http://download.globo.com/vestibular/prova_enem_2dia.pdf
http://download.globo.com/vestibular/gabarito_enem.pdf
Com informações do Portal G1
http://download.globo.com/vestibular/prova_enem_1dia.pdf
http://download.globo.com/vestibular/prova_enem_2dia.pdf
http://download.globo.com/vestibular/gabarito_enem.pdf
Com informações do Portal G1
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A discussão é boa
No Congresso, começam as discussões. Quando está em jogo a própria causa ou a causa própria, eles legislam em causa própria.
Ontem, o presidente da Câmara já avisou, antecipando a frustração da cidadania, que vai ser difícil passar assim, que vão "flexibilizar", que é o eufemismo hipócrita para substituir o verbo "amolecer".
Vão sujar à vontade da ficha limpa. Vão se lixar para um caminhão de assinaturas, saídas do âmago deste país imenso, todos os dias indignado com a corrupção.
E já começou: até o presidente da OAB opina ao lado dos políticos que não querem o alvejar da política. Como sugeriu o presidente da Câmara, o presidente da OAB se alinha à ideia de que só vale o condenado em algum tribunal coletivo.
E, como se sabe, um processo pode levar anos para sair julgado de um tribunal, demorar mandatos.
Esses que querem a ficha meio suja não acreditam nos juízes de primeira instância, que são, me desculpem desembargadores e ministros de tribunais superiores, os que mais trabalham, os que mais se dedicam a administrar a Justiça. Parece que esses que admitem a ficha meio suja não usam ler a constituição ou pulam o Artigo 37, onde está escrito, como exigência para o serviço público, a moralidade.
Mas, pelo menos, a iniciativa é boa!
Ontem, o presidente da Câmara já avisou, antecipando a frustração da cidadania, que vai ser difícil passar assim, que vão "flexibilizar", que é o eufemismo hipócrita para substituir o verbo "amolecer".
Vão sujar à vontade da ficha limpa. Vão se lixar para um caminhão de assinaturas, saídas do âmago deste país imenso, todos os dias indignado com a corrupção.
E já começou: até o presidente da OAB opina ao lado dos políticos que não querem o alvejar da política. Como sugeriu o presidente da Câmara, o presidente da OAB se alinha à ideia de que só vale o condenado em algum tribunal coletivo.
E, como se sabe, um processo pode levar anos para sair julgado de um tribunal, demorar mandatos.
Esses que querem a ficha meio suja não acreditam nos juízes de primeira instância, que são, me desculpem desembargadores e ministros de tribunais superiores, os que mais trabalham, os que mais se dedicam a administrar a Justiça. Parece que esses que admitem a ficha meio suja não usam ler a constituição ou pulam o Artigo 37, onde está escrito, como exigência para o serviço público, a moralidade.
Mas, pelo menos, a iniciativa é boa!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
CBN na Travessa
O comentarista de política da CBN, Globonews e do Jornal O Globo, Merval Pereira, estará hoje na Livraria da Travessa, às 20h, participando de um talk show cujo tema é "Disputa presidencial: 2010 já chegou". É imperdível, mas eu não poderei comparecer.
Entretanto, neste sábado será feita a transmissão da gravação no programa Show da Notícia, por volta das 16h na Rádio CBN. Vale a pena ouvir. O blog disponibilizará o áudio.
Entretanto, neste sábado será feita a transmissão da gravação no programa Show da Notícia, por volta das 16h na Rádio CBN. Vale a pena ouvir. O blog disponibilizará o áudio.
Lindberg insistirá em candidatura ao governo
Valor Econômico
Ana Paula Grabois, do Rio
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), vai insistir na candidatura ao governo do Estado do Rio em 2010. O ex-líder estudantil não mede esforços para driblar a resistência do governador Sérgio Cabral (PMDB) à candidatura petista. Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cabral é candidato à reeleição e tenta evitar a entrada de Lindberg na disputa.
O atual governador teria até pedido a interferência do presidente para convencer Lindberg a desistir da ideia. "Ele deveria ficar cuidando do pré-sal, não de mim. Já tomei a decisão. Lula não me chamou para conversar. Se chamar, vou dizer que não dá para abrir mão da candidatura", afirmou Lindberg.
Sua candidatura vai depender principalmente da escolha dos delegados estaduais do partido pelos filiados petistas no fim de novembro. Os delegados votarão em dezembro para presidente regional do partido. Dos três candidatos a presidente, apenas um, o deputado federal Luiz Sérgio, é contra a candidatura própria do PT ao governo do Estado e a favor da aliança com Cabral no primeiro turno. Parte do PT do Rio está fechado com Cabral e possui cargos no governo estadual, como a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, a ex-senadora Benedita da Silva. Lindberg, no entanto, contabiliza apoio de cerca de 60% dos filiados que devem escolher os delegados.
Ao defender a candidatura petista, ele argumenta que o presidente Lula já aceitou palanques múltiplos de partidos da base governista. Cita a Bahia, onde o atual governador, Jaques Wagner (PT), vai tentar a reeleição disputando com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). "Palanque único é bom para Cabral, mas é péssimo para a Dilma. Quem tem problema no Rio é o Serra. Dilma tem três: eu, Cabral e Garotinho", disse. Avalia ainda que Cabral pode não se firmar como candidato de Dilma. "Nas pesquisas, o Rio é um dos piores lugares para a Dilma. Se Cabral quiser, em defesa do Rio, ele se afasta da candidatura Dilma", aposta.
O prefeito de Nova Iguaçu prevê que a disputa ao governo do Rio vai se dar entre Cabral, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Garotinho já anunciou que apoiará Dilma para presidente. Cesar Maia deve ser a opção de palanque para o candidato tucano à Presidência na coligação estadual PSDB-PV-PPS-DEM. A provável candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) tende a não se consolidar, diz. "Gabeira deve concorrer ao Senado."
O prefeito de Nova Iguaçu diz contar ainda com o apoio do PDT do Rio. "A experiência de termos todas as escolas municipais de Nova Iguaçu em tempo integral é um atrativo para os pedetistas", afirmou. Diz já ter conversado com o senador Marcelo Crivella (PRB) para uma possível aliança no primeiro turno. Crivella, da base aliada de Lula, poderia escolher Lindberg e não apoiar Cabral nem Garotinho no primeiro turno.
Neste cenário, Lindberg vê mais espaço para aparecer como um candidato diferente aos olhos do eleitor. "Vai haver uma pancadaria entre Cabral, Garotinho e Cesar. Isso abre um espaço para mim como uma novidade", disse. "Sou prefeito de um município da Baixada, nordestino, mais jovem que os concorrentes e tenho discurso de esquerda", disse.
Ana Paula Grabois, do Rio
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), vai insistir na candidatura ao governo do Estado do Rio em 2010. O ex-líder estudantil não mede esforços para driblar a resistência do governador Sérgio Cabral (PMDB) à candidatura petista. Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cabral é candidato à reeleição e tenta evitar a entrada de Lindberg na disputa.
O atual governador teria até pedido a interferência do presidente para convencer Lindberg a desistir da ideia. "Ele deveria ficar cuidando do pré-sal, não de mim. Já tomei a decisão. Lula não me chamou para conversar. Se chamar, vou dizer que não dá para abrir mão da candidatura", afirmou Lindberg.
Sua candidatura vai depender principalmente da escolha dos delegados estaduais do partido pelos filiados petistas no fim de novembro. Os delegados votarão em dezembro para presidente regional do partido. Dos três candidatos a presidente, apenas um, o deputado federal Luiz Sérgio, é contra a candidatura própria do PT ao governo do Estado e a favor da aliança com Cabral no primeiro turno. Parte do PT do Rio está fechado com Cabral e possui cargos no governo estadual, como a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, a ex-senadora Benedita da Silva. Lindberg, no entanto, contabiliza apoio de cerca de 60% dos filiados que devem escolher os delegados.
Ao defender a candidatura petista, ele argumenta que o presidente Lula já aceitou palanques múltiplos de partidos da base governista. Cita a Bahia, onde o atual governador, Jaques Wagner (PT), vai tentar a reeleição disputando com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). "Palanque único é bom para Cabral, mas é péssimo para a Dilma. Quem tem problema no Rio é o Serra. Dilma tem três: eu, Cabral e Garotinho", disse. Avalia ainda que Cabral pode não se firmar como candidato de Dilma. "Nas pesquisas, o Rio é um dos piores lugares para a Dilma. Se Cabral quiser, em defesa do Rio, ele se afasta da candidatura Dilma", aposta.
O prefeito de Nova Iguaçu prevê que a disputa ao governo do Rio vai se dar entre Cabral, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Garotinho já anunciou que apoiará Dilma para presidente. Cesar Maia deve ser a opção de palanque para o candidato tucano à Presidência na coligação estadual PSDB-PV-PPS-DEM. A provável candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) tende a não se consolidar, diz. "Gabeira deve concorrer ao Senado."
O prefeito de Nova Iguaçu diz contar ainda com o apoio do PDT do Rio. "A experiência de termos todas as escolas municipais de Nova Iguaçu em tempo integral é um atrativo para os pedetistas", afirmou. Diz já ter conversado com o senador Marcelo Crivella (PRB) para uma possível aliança no primeiro turno. Crivella, da base aliada de Lula, poderia escolher Lindberg e não apoiar Cabral nem Garotinho no primeiro turno.
Neste cenário, Lindberg vê mais espaço para aparecer como um candidato diferente aos olhos do eleitor. "Vai haver uma pancadaria entre Cabral, Garotinho e Cesar. Isso abre um espaço para mim como uma novidade", disse. "Sou prefeito de um município da Baixada, nordestino, mais jovem que os concorrentes e tenho discurso de esquerda", disse.
Repórter CBN
*O número de mortos pelas inundações nas Filipinas chegou a 240 nesta terça-feira. Quase 380 mil pessoas estão refugiadas em escolas, igrejas e outros centros para desabrigados. As autoridades pediram ajuda internacional.
*O índice de medo do desemprego, que é divulgado trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria, manteve-se praticamente estável em setembro na comparação com junho e também em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a CNI, o porcentual de pessoas que afirmaram não estar com medo do desemprego recuou de 46% das respostas válidas para 45%.
*Já a proporção das que afirmaram estar com muito medo do desemprego recuou de 22% em junho para 21% em setembro, enquanto as que disseram estar com um pouco de medo do desemprego passou de 32% para 34% no período em questão.
*Uma nova decisão judicial aumentou para cerca de R$ 1 bilhão o bloqueio de recursos do banqueiro Daniel Dantas. Segundo reportagem do Jornal Folha de São Paulo, o dinheiro está aplicado num fundo de investimento chamado Opportunity Special Fundo de Investimento em Ações e, de acordo com o Ministério Público Federal, essa carteira, com apenas 23 cotistas, é usada para lavagem de dinheiro.
*O IGP-M interrompeu 6 meses consecutivos de queda e registrou inflação de 0,42% em setembro, revertendo uma deflação de 0,36% no mês de agosto. Em 12 meses, o índice Geral de Preços do Mercado acumula deflação de 0,40%. A inflação foi puxada pelos preços no atacado.
*O governo interino de Honduras convidou para retornar ao país os integrantes da missão de mediadores da Organização dos Estados Americanos, que foi expulsa um dia antes. O anúncio foi feito horas depois de Roberto Micheletti ter prometido abrandar em breve as restrições às liberdades civis.
*O índice de medo do desemprego, que é divulgado trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria, manteve-se praticamente estável em setembro na comparação com junho e também em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a CNI, o porcentual de pessoas que afirmaram não estar com medo do desemprego recuou de 46% das respostas válidas para 45%.
*Já a proporção das que afirmaram estar com muito medo do desemprego recuou de 22% em junho para 21% em setembro, enquanto as que disseram estar com um pouco de medo do desemprego passou de 32% para 34% no período em questão.
*Uma nova decisão judicial aumentou para cerca de R$ 1 bilhão o bloqueio de recursos do banqueiro Daniel Dantas. Segundo reportagem do Jornal Folha de São Paulo, o dinheiro está aplicado num fundo de investimento chamado Opportunity Special Fundo de Investimento em Ações e, de acordo com o Ministério Público Federal, essa carteira, com apenas 23 cotistas, é usada para lavagem de dinheiro.
*O IGP-M interrompeu 6 meses consecutivos de queda e registrou inflação de 0,42% em setembro, revertendo uma deflação de 0,36% no mês de agosto. Em 12 meses, o índice Geral de Preços do Mercado acumula deflação de 0,40%. A inflação foi puxada pelos preços no atacado.
*O governo interino de Honduras convidou para retornar ao país os integrantes da missão de mediadores da Organização dos Estados Americanos, que foi expulsa um dia antes. O anúncio foi feito horas depois de Roberto Micheletti ter prometido abrandar em breve as restrições às liberdades civis.
sábado, 26 de setembro de 2009
De volta ao batente!!!
Durante os dias 23, 24 e 25 de setembro estive participando do XV Seminário de Pesquisa do CCSA na UFRN em Natal.
Foi um evento pautado nas discussões atreladas ao entendimento em torno de pontos relevantes das pesquisas que discentes e docentes elaboram nas universidades.
Mini-cursos, Palestras, Mesas-redondas, pôsteres, foram instrumentos utilizados para discutir temas de altíssimo grau de relevância no meio acadêmico.
Diante do exposto, participai apresentando um artigo, cujo orientador é o Profº Alberto Alvarães, sobre um estudo de caso voltado para o entendimento da Autoestima entre os discentes universitários. Tanto minha apresentação quanto o artigo foi muito elogiado pela Profª Maria da Conceição Tavares, a qual foi avaliadora.
Voltei satisfeito! Colher elogios de um trabalho árduo e satisfatório é excelente!!!!
Estou de volta ao batente! É bom voltar para o Rio de Janeiro!
Foi um evento pautado nas discussões atreladas ao entendimento em torno de pontos relevantes das pesquisas que discentes e docentes elaboram nas universidades.
Mini-cursos, Palestras, Mesas-redondas, pôsteres, foram instrumentos utilizados para discutir temas de altíssimo grau de relevância no meio acadêmico.
Diante do exposto, participai apresentando um artigo, cujo orientador é o Profº Alberto Alvarães, sobre um estudo de caso voltado para o entendimento da Autoestima entre os discentes universitários. Tanto minha apresentação quanto o artigo foi muito elogiado pela Profª Maria da Conceição Tavares, a qual foi avaliadora.
Voltei satisfeito! Colher elogios de um trabalho árduo e satisfatório é excelente!!!!
Estou de volta ao batente! É bom voltar para o Rio de Janeiro!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
XV Seminário de Pesquisa do CCSA - UFRN
Autoestima: Um estudo de caso em discentes do curso superior
Alberto Carlos Teixeira Alvarães*
Entre os meses de outubro e novembro de 2008 no Centro Universitário Uniabeu, Campus Belford Roxo, no Rio de Janeiro, foi aplicada a pesquisa com temática relacionada à autoestima dos discentes de dez cursos de graduação desta instituição, etapa referente ao desenvolvimento do Projeto de Extensão CDHU (Centro de Desenvolvimento Humano Uniabeu).
Antes de qualquer informação ser tratada aqui, devemos entender alguns fundamentos para solidificar nossa compreensão em torno de peculiaridades do contexto.
As questões do instrumento da pesquisa, questionário, que foi utilizado para corroborar os dados analisados, abordam os elementos que influenciam a autoestima do sujeito tanto na dimensão existencial quanto na dimensão profissional.
Elementos como aparência física, segurança financeira, vigor físico, estabilidade no emprego, vigor mental, reconhecimento de autopotencial, realização profissional , autoestima de si em relação à autoestima dos outros, inteligência, definição de metas de vida, felicidade, submissão, ansiedade, solidão, preocupação com as outras pessoas, relacionamento interpessoal, atenção dos outros e resiliência na mudança, foram abordados na pesquisa.
Na dimensão existencial, a fundamentação teórica escolhida abrangeu os conceitos de super-homem e vontade de poder de Nietzsche, e a hierarquia das necessidades de Maslow, isto é, se o sujeito experimenta dificuldades de atingir a condição de ser potência, de superação, do conceito de super-homem em Nietzsche, poderá estar, segundo a teoria de Maslow, carente da satisfação de suas necessidades sociais e de estima pelos outros. Nesses níveis, sendo eles intermediários, o ser humano está submetido tanto a estímulos externos quanto internos. Pode-se prover que se, de alguma maneira, o ser humano não estiver consciente desses fatores internos ou, até mesmo, redireciona-los para o exterior contra ele mesmo, estará provavelmente extirpando as suas possibilidades de autorealização, de potência, pois não logrará motivação própria para isto.
Agora, na dimensão profissional, foram utilizados os conceitos de crenças limitantes de O’Connor. Segundo este conceito, as crenças são generalizações que fazemos sobre todos os elementos que nos envolvem e que acreditamos ser verdadeiros, pelo menos, para nós. Outro ponto relevante trata-se da teoria motivacional de Herzberg, que discute a problemática de haver fatores que causariam insatisfação e aqueles que seriam responsáveis pela satisfação no ambiente de trabalho.
Contudo, após a catalogação dos dados pode-se analisar que alguns quesitos merecem maior atenção.
Sobre o contexto Inteligência, observou-se que 67% dos respondentes não estão satisfeitos com sua atual capacidade intelectual, enfatizando que apenas 6% estão plenamente satisfeitos. Isso é um problema.
No ponto Metas de Vida, a situação se mostra mais calma. Entre os entrevistados, 65% afirmaram possuir metas de vida claramente definidas. Entretanto, 48% evidencia satisfação com as realizações de seu passado, e apenas 30% demonstraram estarem satisfeitas com as realizações no presente. Mas em relação ao âmbito profissional, 25% dos entrevistados se consideram realizados, 41% não estão realizados e apenas 49% reconhecem em si o potencial para esta realização.
Agora, o item Atenção dos Outros aponta entre os respondentes que há uma “falta de atenção” dos diversos grupos como amigos (6%), parentes (24%), professores (27%) e sociedade em geral (27%) em relação àqueles.
Em termos de Ansiedade, pode-se constatar que 49% dos respondentes se sentem muito ansiosos no seu dia-a-dia, mas apenas 24% declararam não se sentirem ansiosos.
Medos, elementos como mudanças na vida, morrer, magoar as outras pessoas e errar no julgamento do que é certo ou errado, representaram respectivamente 24%, 30%, 33% e 53%. Isso significa que as pessoas optam por manter um relacionamento pacífico com os outros componentes do seu grupo.
Agora, foi nas Necessidades Básicas que se verificou uma maior relevância de preocupação: 79% dos respondentes classificam como mais importante a situação financeira e 70% a estabilidade no emprego. Neste quesito são constatados números robustos ligados à carreira e ao contexto financeiro.
Quanto ao Reconhecimento de Qualidades, foi constatado que apenas 8% responderam ter mais defeitos do que qualidades e menos da metade, isto é, 48% declararam ter mais qualidades do que defeitos.
Em suma, considerando todos os elementos levantados nas diversas questões é possível mensurar que entre os respondentes 50% deles, isto é, metade das pessoas que responderam ao questionário apresenta uma autoestima alta, seguida de 31% com autoestima indiferente e 19% de autoestima baixa.
Portanto, os números são infelizes, mas acredita-se que a cada dia as pessoas buscam mais e mais sua satisfação interna e externa. Entretanto, é uma pessoa com autoestima alta que tem o controle da sua própria vida, sente-se confiante em lidar com os contratempos e almeja alcançar sucesso na vida pessoal e profissional.
* Professor Alberto Carlos Teixeira Alvarães é autor-pesquisador e orientador da pesquisa com a colaboração dos bolsistas Ellyel dos Santos e Taisa Zeca Val Passos.
Alberto Carlos Teixeira Alvarães*
Entre os meses de outubro e novembro de 2008 no Centro Universitário Uniabeu, Campus Belford Roxo, no Rio de Janeiro, foi aplicada a pesquisa com temática relacionada à autoestima dos discentes de dez cursos de graduação desta instituição, etapa referente ao desenvolvimento do Projeto de Extensão CDHU (Centro de Desenvolvimento Humano Uniabeu).
Antes de qualquer informação ser tratada aqui, devemos entender alguns fundamentos para solidificar nossa compreensão em torno de peculiaridades do contexto.
As questões do instrumento da pesquisa, questionário, que foi utilizado para corroborar os dados analisados, abordam os elementos que influenciam a autoestima do sujeito tanto na dimensão existencial quanto na dimensão profissional.
Elementos como aparência física, segurança financeira, vigor físico, estabilidade no emprego, vigor mental, reconhecimento de autopotencial, realização profissional , autoestima de si em relação à autoestima dos outros, inteligência, definição de metas de vida, felicidade, submissão, ansiedade, solidão, preocupação com as outras pessoas, relacionamento interpessoal, atenção dos outros e resiliência na mudança, foram abordados na pesquisa.
Na dimensão existencial, a fundamentação teórica escolhida abrangeu os conceitos de super-homem e vontade de poder de Nietzsche, e a hierarquia das necessidades de Maslow, isto é, se o sujeito experimenta dificuldades de atingir a condição de ser potência, de superação, do conceito de super-homem em Nietzsche, poderá estar, segundo a teoria de Maslow, carente da satisfação de suas necessidades sociais e de estima pelos outros. Nesses níveis, sendo eles intermediários, o ser humano está submetido tanto a estímulos externos quanto internos. Pode-se prover que se, de alguma maneira, o ser humano não estiver consciente desses fatores internos ou, até mesmo, redireciona-los para o exterior contra ele mesmo, estará provavelmente extirpando as suas possibilidades de autorealização, de potência, pois não logrará motivação própria para isto.
Agora, na dimensão profissional, foram utilizados os conceitos de crenças limitantes de O’Connor. Segundo este conceito, as crenças são generalizações que fazemos sobre todos os elementos que nos envolvem e que acreditamos ser verdadeiros, pelo menos, para nós. Outro ponto relevante trata-se da teoria motivacional de Herzberg, que discute a problemática de haver fatores que causariam insatisfação e aqueles que seriam responsáveis pela satisfação no ambiente de trabalho.
Contudo, após a catalogação dos dados pode-se analisar que alguns quesitos merecem maior atenção.
Sobre o contexto Inteligência, observou-se que 67% dos respondentes não estão satisfeitos com sua atual capacidade intelectual, enfatizando que apenas 6% estão plenamente satisfeitos. Isso é um problema.
No ponto Metas de Vida, a situação se mostra mais calma. Entre os entrevistados, 65% afirmaram possuir metas de vida claramente definidas. Entretanto, 48% evidencia satisfação com as realizações de seu passado, e apenas 30% demonstraram estarem satisfeitas com as realizações no presente. Mas em relação ao âmbito profissional, 25% dos entrevistados se consideram realizados, 41% não estão realizados e apenas 49% reconhecem em si o potencial para esta realização.
Agora, o item Atenção dos Outros aponta entre os respondentes que há uma “falta de atenção” dos diversos grupos como amigos (6%), parentes (24%), professores (27%) e sociedade em geral (27%) em relação àqueles.
Em termos de Ansiedade, pode-se constatar que 49% dos respondentes se sentem muito ansiosos no seu dia-a-dia, mas apenas 24% declararam não se sentirem ansiosos.
Medos, elementos como mudanças na vida, morrer, magoar as outras pessoas e errar no julgamento do que é certo ou errado, representaram respectivamente 24%, 30%, 33% e 53%. Isso significa que as pessoas optam por manter um relacionamento pacífico com os outros componentes do seu grupo.
Agora, foi nas Necessidades Básicas que se verificou uma maior relevância de preocupação: 79% dos respondentes classificam como mais importante a situação financeira e 70% a estabilidade no emprego. Neste quesito são constatados números robustos ligados à carreira e ao contexto financeiro.
Quanto ao Reconhecimento de Qualidades, foi constatado que apenas 8% responderam ter mais defeitos do que qualidades e menos da metade, isto é, 48% declararam ter mais qualidades do que defeitos.
Em suma, considerando todos os elementos levantados nas diversas questões é possível mensurar que entre os respondentes 50% deles, isto é, metade das pessoas que responderam ao questionário apresenta uma autoestima alta, seguida de 31% com autoestima indiferente e 19% de autoestima baixa.
Portanto, os números são infelizes, mas acredita-se que a cada dia as pessoas buscam mais e mais sua satisfação interna e externa. Entretanto, é uma pessoa com autoestima alta que tem o controle da sua própria vida, sente-se confiante em lidar com os contratempos e almeja alcançar sucesso na vida pessoal e profissional.
* Professor Alberto Carlos Teixeira Alvarães é autor-pesquisador e orientador da pesquisa com a colaboração dos bolsistas Ellyel dos Santos e Taisa Zeca Val Passos.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
XV Seminário de Pesquisa do CCSA - UFRN
Estou indo a Natal para participar do XV Seminário de Pesquisa do CCSA, centro vinculado a UFRN.
Durante 3 dias trataremos sobre os desafios da formação na sociedade do conhecimento.
Será um evento de grande valia para todos que fazem parte da disseminação do conhecimento no meio acadêmico.
Acompanhem as novidades através do blog.
Durante 3 dias trataremos sobre os desafios da formação na sociedade do conhecimento.
Será um evento de grande valia para todos que fazem parte da disseminação do conhecimento no meio acadêmico.
Acompanhem as novidades através do blog.
sábado, 19 de setembro de 2009
A eleição está na rua
Lucia Hippolito
Como tudo o que interessa de perto a suas Excelências, as novas regras que vão nortear as eleições de 2010 foram aprovadas no Congresso.
Alguns pontos positivos foram conquistados.
O fim da censura à internet, delírio de alguns senadores que não têm a menor ideia de como funciona o cyberespaço, vai garantir a liberdade de expressão durante a campanha.
Claro que o direito de resposta é importante – e garantido pelas leis brasileiras.
Como também é o caso dos crimes contra a honra: calúnia, injúria e difamação.
Portanto, não há a menor necessidade de pretender censurar a internet, até porque qualquer pessoa pode inventar um pseudônimo, criar um blog ou um site e hospedá-lo num portal no exterior – e jamais será apanhado.
O voto em trânsito, outro tema importante, foi finalmente aprovado. Nas últimas eleições gerais, em 2006, cerca de 20 milhões de eleitores deixaram de votar porque estavam fora de seus domicílios eleitorais.
Por que os brasileiros residentes no exterior podiam comparecer a uma embaixada ou consulado e votar para presidente da República, e os brasileiros que estão fora de seus estados no dia da eleição não podiam fazer o mesmo, isto é, comparecer a uma seção eleitoral, apresentar seu título de eleitor ou sua identidade e votar para presidente?
Pois as novas regras permitem o voto em trânsito para presidente, para aqueles eleitores que estiverem nas capitais. Já é um avanço.
Ficou fora das novas regras a proibição de coligações em eleições proporcionais (deputado federal e estadual e vereador).
A coligação distorce a vontade do eleitor, que vota num candidato e vê seu voto utilizado para eleger outro completamente diferente.
As coligações eleitorais não têm como objetivo juntar partidos com alguma afinidade ideológica ou política.Seu objetivo é, pura e simplesmente, aumentar seu tempo de rádio e TV.
É por isso que as coligações juntam cobra, jacaré e elefante no mesmo palanque.
Mas, tanto os pequenos quanto os grandes partidos não estão interessados em valorizar a escolha do eleitor. Pensam apenas em se eleger, abraçado ao inimigo, que seja.
Finalmente, a questão da “ficha suja”.
Os parlamentares aprovaram a emenda proposta pelo senador Pedro Simon, que exige do candidato “reputação ilibada”. Conceito subjetivo, que deixa nas mãos do juiz eleitoral determinar quando um processo contra um candidato mancha ou não sua reputação.
Lamentavelmente, não foi aprovada proposta do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que exigia uma condenação em primeira instância para tornar o candidato inelegível.
Mesmo com a proverbial lentidão da justiça brasileira, uma condenação já é uma barreira concreta, que não depende do arbítrio do juiz eleitoral.
Em suma, entre poucos avanços, algum retrocesso e muitos equívocos, as regras para as eleições de 2010 estão aprovadas.
Agora, o próximo passo é o lançamento das candidaturas e a construção dos palanques nos estados.
2010 já começou.
Como tudo o que interessa de perto a suas Excelências, as novas regras que vão nortear as eleições de 2010 foram aprovadas no Congresso.
Alguns pontos positivos foram conquistados.
O fim da censura à internet, delírio de alguns senadores que não têm a menor ideia de como funciona o cyberespaço, vai garantir a liberdade de expressão durante a campanha.
Claro que o direito de resposta é importante – e garantido pelas leis brasileiras.
Como também é o caso dos crimes contra a honra: calúnia, injúria e difamação.
Portanto, não há a menor necessidade de pretender censurar a internet, até porque qualquer pessoa pode inventar um pseudônimo, criar um blog ou um site e hospedá-lo num portal no exterior – e jamais será apanhado.
O voto em trânsito, outro tema importante, foi finalmente aprovado. Nas últimas eleições gerais, em 2006, cerca de 20 milhões de eleitores deixaram de votar porque estavam fora de seus domicílios eleitorais.
Por que os brasileiros residentes no exterior podiam comparecer a uma embaixada ou consulado e votar para presidente da República, e os brasileiros que estão fora de seus estados no dia da eleição não podiam fazer o mesmo, isto é, comparecer a uma seção eleitoral, apresentar seu título de eleitor ou sua identidade e votar para presidente?
Pois as novas regras permitem o voto em trânsito para presidente, para aqueles eleitores que estiverem nas capitais. Já é um avanço.
Ficou fora das novas regras a proibição de coligações em eleições proporcionais (deputado federal e estadual e vereador).
A coligação distorce a vontade do eleitor, que vota num candidato e vê seu voto utilizado para eleger outro completamente diferente.
As coligações eleitorais não têm como objetivo juntar partidos com alguma afinidade ideológica ou política.Seu objetivo é, pura e simplesmente, aumentar seu tempo de rádio e TV.
É por isso que as coligações juntam cobra, jacaré e elefante no mesmo palanque.
Mas, tanto os pequenos quanto os grandes partidos não estão interessados em valorizar a escolha do eleitor. Pensam apenas em se eleger, abraçado ao inimigo, que seja.
Finalmente, a questão da “ficha suja”.
Os parlamentares aprovaram a emenda proposta pelo senador Pedro Simon, que exige do candidato “reputação ilibada”. Conceito subjetivo, que deixa nas mãos do juiz eleitoral determinar quando um processo contra um candidato mancha ou não sua reputação.
Lamentavelmente, não foi aprovada proposta do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que exigia uma condenação em primeira instância para tornar o candidato inelegível.
Mesmo com a proverbial lentidão da justiça brasileira, uma condenação já é uma barreira concreta, que não depende do arbítrio do juiz eleitoral.
Em suma, entre poucos avanços, algum retrocesso e muitos equívocos, as regras para as eleições de 2010 estão aprovadas.
Agora, o próximo passo é o lançamento das candidaturas e a construção dos palanques nos estados.
2010 já começou.
Um correligionário no Supremo
Ruy Fabiano
PSDB e DEM têm posturas até aqui distintas em relação à indicação do advogado geral da União, José Antonio Dias Toffoli, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, com a morte do ministro Carlos Alberto Direito.
O PSDB promete rigor na sabatina do Senado, ainda não marcada, pois a indicação precisa ser formalizada pelo presidente Lula, que apenas convidou Toffoli, que imediatamente aceitou.
O DEM, segundo seu líder no Senado, José Agripino Maia (RN), “não tem nenhuma restrição ao cidadão Toffoli”. Não significa que irá ignorá-lo, mas apenas que não está predisposto a barrá-lo. Toffoli tem alguns complicadores políticos, que podem tornar problemática sua nomeação. Foi advogado do PT e de Lula até 2006, envolvendo-se na causa do Mensalão, submetida ao STF.
Foi também assessor jurídico da Casa Civil da Presidência da República ao tempo em que era titular José Dirceu, réu do Mensalão e apontado pelo procurador-geral da República como “chefe da organização criminosa” que protagonizou aquele escândalo.
O PSDB desconfia que a opção por Toffoli indica que o presidente pretende esvaziar o processo do Mensalão, cujo julgamento está previsto para o ano que vem, em plena campanha eleitoral. A ascensão pública de Toffoli está intimamente ligada a seu vínculo partidário e começa no governo Lula. Padeceria, dentro desse raciocínio, de falta de isenção. Seu vínculo com o partido não era apenas profissional, mas de militância.
Os petistas alegam que, por esse viés, o também ministro Carlos Ayres Britto, nomeado por Lula – e que votou contrariamente ao governo no caso da extradição do ex-guerrilheiro italiano Cesare Battisti – padeceria do mesmo mal, pois chegou até a se candidatar no passado pelo PT de Sergipe.
Ocorre que Britto teve militância regional e não padece de outra deficiência atribuída a Toffoli: inexperiência profissional.
Toffoli, que tem 42 anos incompletos, foi reprovado, no início de sua carreira, em dois concursos públicos para juiz. A parte mais substantiva de sua carreira profissional deu-se no PT.
A Constituição exige, para a nomeação aos tribunais superiores, “notório saber jurídico”. Toffoli não tem obras publicadas, a não ser artigos de jornal, e goza de prestígio proporcional à extensão de seu currículo. No STF, é mencionado como “aquele menino”.
Esse aspecto poderia até ser relevado pelo Senado, que jamais questionou a fundo nenhuma indicação de presidentes da República. Mas há o vínculo partidário e o momento particularmente delicado de sua indicação: a campanha sucessória do ano que vem. É esse de fato o nó da questão.
A oposição deposita grande expectativa no julgamento do Mensalão, cujo relator é o ministro Joaquim Barbosa, nomeado também por Lula.
A oposição não tem número para barrar Toffoli, mas pode fazer barulho.
A base governista, comandada por PT e PMDB, já se postou para que a liturgia tradicional seja cumprida, sem que o indicado corra riscos. Nos Estados Unidos, as indicações para a Suprema Corte costumam ser submetidas a rigorosa sabatina e, não raro, o indicado tem sua vida pregressa devassada. A sabatina pode durar semanas.
Em situação análoga, o Senado norte-americano barrou uma indicação de George W. Bush, em 2007. Bush quis nomear a advogada Harriet Miers, mas contra ela pesou o fato de que advogara para ele em 1994. Não teria, pois condições de julgar com isenção demandas que envolvessem o seu governo. Nada mais óbvio.
No caso de Miers, nem o fato de que 13 anos separavam aquele vínculo serviu de atenuante. No caso de Toffoli o prazo é bem menor: são apenas três anos, que incluem uma causa explosiva, ainda em curso: o Mensalão.
PSDB e DEM têm posturas até aqui distintas em relação à indicação do advogado geral da União, José Antonio Dias Toffoli, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, com a morte do ministro Carlos Alberto Direito.
O PSDB promete rigor na sabatina do Senado, ainda não marcada, pois a indicação precisa ser formalizada pelo presidente Lula, que apenas convidou Toffoli, que imediatamente aceitou.
O DEM, segundo seu líder no Senado, José Agripino Maia (RN), “não tem nenhuma restrição ao cidadão Toffoli”. Não significa que irá ignorá-lo, mas apenas que não está predisposto a barrá-lo. Toffoli tem alguns complicadores políticos, que podem tornar problemática sua nomeação. Foi advogado do PT e de Lula até 2006, envolvendo-se na causa do Mensalão, submetida ao STF.
Foi também assessor jurídico da Casa Civil da Presidência da República ao tempo em que era titular José Dirceu, réu do Mensalão e apontado pelo procurador-geral da República como “chefe da organização criminosa” que protagonizou aquele escândalo.
O PSDB desconfia que a opção por Toffoli indica que o presidente pretende esvaziar o processo do Mensalão, cujo julgamento está previsto para o ano que vem, em plena campanha eleitoral. A ascensão pública de Toffoli está intimamente ligada a seu vínculo partidário e começa no governo Lula. Padeceria, dentro desse raciocínio, de falta de isenção. Seu vínculo com o partido não era apenas profissional, mas de militância.
Os petistas alegam que, por esse viés, o também ministro Carlos Ayres Britto, nomeado por Lula – e que votou contrariamente ao governo no caso da extradição do ex-guerrilheiro italiano Cesare Battisti – padeceria do mesmo mal, pois chegou até a se candidatar no passado pelo PT de Sergipe.
Ocorre que Britto teve militância regional e não padece de outra deficiência atribuída a Toffoli: inexperiência profissional.
Toffoli, que tem 42 anos incompletos, foi reprovado, no início de sua carreira, em dois concursos públicos para juiz. A parte mais substantiva de sua carreira profissional deu-se no PT.
A Constituição exige, para a nomeação aos tribunais superiores, “notório saber jurídico”. Toffoli não tem obras publicadas, a não ser artigos de jornal, e goza de prestígio proporcional à extensão de seu currículo. No STF, é mencionado como “aquele menino”.
Esse aspecto poderia até ser relevado pelo Senado, que jamais questionou a fundo nenhuma indicação de presidentes da República. Mas há o vínculo partidário e o momento particularmente delicado de sua indicação: a campanha sucessória do ano que vem. É esse de fato o nó da questão.
A oposição deposita grande expectativa no julgamento do Mensalão, cujo relator é o ministro Joaquim Barbosa, nomeado também por Lula.
A oposição não tem número para barrar Toffoli, mas pode fazer barulho.
A base governista, comandada por PT e PMDB, já se postou para que a liturgia tradicional seja cumprida, sem que o indicado corra riscos. Nos Estados Unidos, as indicações para a Suprema Corte costumam ser submetidas a rigorosa sabatina e, não raro, o indicado tem sua vida pregressa devassada. A sabatina pode durar semanas.
Em situação análoga, o Senado norte-americano barrou uma indicação de George W. Bush, em 2007. Bush quis nomear a advogada Harriet Miers, mas contra ela pesou o fato de que advogara para ele em 1994. Não teria, pois condições de julgar com isenção demandas que envolvessem o seu governo. Nada mais óbvio.
No caso de Miers, nem o fato de que 13 anos separavam aquele vínculo serviu de atenuante. No caso de Toffoli o prazo é bem menor: são apenas três anos, que incluem uma causa explosiva, ainda em curso: o Mensalão.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Lindberg quer ser diferente de Mercadante
Deu em O Globo
O governador Sérgio Cabral (PMDB) está na torcida para que o presidente Lula enquadre o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT).
Circulando em Brasília ontem, Lindberg disse: "Nem com um pedido do presidente Lula retiro a candidatura" (ao governo do Rio).
Explicou que pegou mal para Aloizio Mercadante (PT-SP) ter renunciado à liderança no Senado e voltado atrás a pedido de Lula. E sentenciou: "Não vou deixar que cole em mim a imagem de frouxo".
É ver para crer!
O governador Sérgio Cabral (PMDB) está na torcida para que o presidente Lula enquadre o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT).
Circulando em Brasília ontem, Lindberg disse: "Nem com um pedido do presidente Lula retiro a candidatura" (ao governo do Rio).
Explicou que pegou mal para Aloizio Mercadante (PT-SP) ter renunciado à liderança no Senado e voltado atrás a pedido de Lula. E sentenciou: "Não vou deixar que cole em mim a imagem de frouxo".
É ver para crer!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Sem restrições, tudo pode!
O Senado derrubou, no fim da noite desta terça-feira, as restrições ao uso da internet nas campanhas eleitorais. E a reforma votada nesta terça prevê também nova eleição direta para substituir político que tiver o mandato cassado.
Havia um complicador para continuar a votação. O presidente do Senado, José Sarney, não concordava com eleição indireta em casos de cassação nos dois últimos anos de mandato de governadores e prefeitos. Mas os senadores chegaram a um acordo: independentemente da data de cassação, haverá nova eleição.
“Atinge os objetivos e o espírito daquilo que eu propus que era, basicamente, dar à população a última palavra das eleições e não deixar ao tribunal esta última palavra”, declarou o senador Tasso Jereissati
Os senadores mantiveram as regras aprovadas na Câmara para debates no rádio e na TV, que permitem convidar apenas os candidatos de partidos que elegeram pelo menos dez deputados federais. E mudaram o artigo sobre o funcionamento de sites de candidatos. Agora, eles poderão ficar no ar até no dia da eleição.
Mas ainda havia restrições para a campanha na internet. A proposta permite propaganda paga só para candidatos à presidência da República, em sites de notícias. Libera para a campanha gratuita apenas os blogs, devidamente assinados pelos autores, páginas pessoais como Orkut, ou de mensagens instantâneas como Twitter e correios eletrônicos. E proíbe empresas de comunicação na internet e páginas próprias de provedores de fazer campanha ou propaganda de graça.
O presidente do Senado defendeu a liberação total da internet: “Acho que é inteiramente impossível qualquer controle sobre a internet”, afirmou José Sarney.
Um entendimento de última hora permitiu que fossem retiradas do texto, as restrições para a campanha na internet. Só não será permitido o anonimato e está garantido o direito de resposta.
O projeto com as mudanças na lei eleitoral ainda tem de voltar para a Câmara. E, para valer nas eleições do ano que vem, ainda precisa ser assinado pelo presidente Lula até o dia 2 de outubro.
Veja abaixo os principais pontos aprovados pelo Senado da reforma eleitoral.
INTERNET SEM CENSURA: Acabam as restrições à cobertura jornalística na internet. É livre a manifestação de pensamento, vedado o anonimato durante a campanha, em toda a rede (sites jornalísticos, blogs, Orkut, Twitter, radioweb, mensagens eletrônicas,TVweb e outros), assegurado o direito de resposta. Representações pela utilização indevida da internet serão apreciadas na forma da lei.
PUBLICIDADE: Fica autorizada a propaganda paga na internet só para os candidatos à Presidência. Os anúncios não poderão exceder a um oitavo do espaço de sua página normal e serão permitidas até 24 inserções ao longo da campanha.
DEBATES: Podem participar candidatos de partidos com ao menos 10 deputados federais.
SITES: Candidatos poderão manter propaganda gratuita em seus sites até o dia da eleição. Propaganda paga, só até 48 horas antes da votação.
CASSAÇÃO DE MANDATOS: Haverá eleição direta, em 90 dias, para substituir governador e vice ou prefeito e vice que tiverem mandato cassado. Acaba a possibilidade de posse do segundo colocado. Há dúvidas sobre a constitucionalidade da medida.
POLÍTICAS SOCIAIS: Proibida a expansão e a criação de programas sociais em ano eleitoral. Os reajustes de benefícios, porém, ficam autorizados.
ELEIÇÃO LIMPA: Fica proibida a pintura em muros e a fixação de cartazes em propriedades privadas, assim como a propaganda em outdoors.
DOAÇÕES OCULTAS: Autorizadas contribuições diretas aos partidos, sem identificação do candidato beneficiado. Os partidos só terão que divulgar os doadores seis meses após a eleição. Essas doações poderão ser feitas pela internet, com cartões de crédito ou débito, boletos bancários e por telefone.
ENTIDADES ESPORTIVAS: Suprimida proibição a entidades esportivas de doar a candidatos.
DÍVIDAS: Os diretórios nacionais não poderão mais ser responsabilizados por dívidas de candidatos e de diretórios estaduais ou municipais, o que impedirá que os partidos sejam punidos com a retenção do fundo partidário.
PRÉVIAS: Os partidos poderão realizar prévias para escolha de candidatos majoritários e promover debates, que poderão ser transmitidos por veículos de comunicação.
FICHA SUJA: Mantém regra que permite a políticos que respondam a processos concorrer sub judice. Só sentença final pode cassar candidatura.
VOTO EM TRÂNSITO: Continua proibido.
INAUGURAÇÕES: Nos seis meses antes do pleito, fica proibido ao candidato ir a inaugurações ou lançamento de pedra fundamental de obras públicas e de atos de assinatura de ordem de serviço para a realização dessas mesmas obras.
PESQUISAS: Os institutos de pesquisa terão que usar as bases de dados do IBGE. Pode distorcer o resultado, já que o último censo é de 2000.
Havia um complicador para continuar a votação. O presidente do Senado, José Sarney, não concordava com eleição indireta em casos de cassação nos dois últimos anos de mandato de governadores e prefeitos. Mas os senadores chegaram a um acordo: independentemente da data de cassação, haverá nova eleição.
“Atinge os objetivos e o espírito daquilo que eu propus que era, basicamente, dar à população a última palavra das eleições e não deixar ao tribunal esta última palavra”, declarou o senador Tasso Jereissati
Os senadores mantiveram as regras aprovadas na Câmara para debates no rádio e na TV, que permitem convidar apenas os candidatos de partidos que elegeram pelo menos dez deputados federais. E mudaram o artigo sobre o funcionamento de sites de candidatos. Agora, eles poderão ficar no ar até no dia da eleição.
Mas ainda havia restrições para a campanha na internet. A proposta permite propaganda paga só para candidatos à presidência da República, em sites de notícias. Libera para a campanha gratuita apenas os blogs, devidamente assinados pelos autores, páginas pessoais como Orkut, ou de mensagens instantâneas como Twitter e correios eletrônicos. E proíbe empresas de comunicação na internet e páginas próprias de provedores de fazer campanha ou propaganda de graça.
O presidente do Senado defendeu a liberação total da internet: “Acho que é inteiramente impossível qualquer controle sobre a internet”, afirmou José Sarney.
Um entendimento de última hora permitiu que fossem retiradas do texto, as restrições para a campanha na internet. Só não será permitido o anonimato e está garantido o direito de resposta.
O projeto com as mudanças na lei eleitoral ainda tem de voltar para a Câmara. E, para valer nas eleições do ano que vem, ainda precisa ser assinado pelo presidente Lula até o dia 2 de outubro.
Veja abaixo os principais pontos aprovados pelo Senado da reforma eleitoral.
INTERNET SEM CENSURA: Acabam as restrições à cobertura jornalística na internet. É livre a manifestação de pensamento, vedado o anonimato durante a campanha, em toda a rede (sites jornalísticos, blogs, Orkut, Twitter, radioweb, mensagens eletrônicas,TVweb e outros), assegurado o direito de resposta. Representações pela utilização indevida da internet serão apreciadas na forma da lei.
PUBLICIDADE: Fica autorizada a propaganda paga na internet só para os candidatos à Presidência. Os anúncios não poderão exceder a um oitavo do espaço de sua página normal e serão permitidas até 24 inserções ao longo da campanha.
DEBATES: Podem participar candidatos de partidos com ao menos 10 deputados federais.
SITES: Candidatos poderão manter propaganda gratuita em seus sites até o dia da eleição. Propaganda paga, só até 48 horas antes da votação.
CASSAÇÃO DE MANDATOS: Haverá eleição direta, em 90 dias, para substituir governador e vice ou prefeito e vice que tiverem mandato cassado. Acaba a possibilidade de posse do segundo colocado. Há dúvidas sobre a constitucionalidade da medida.
POLÍTICAS SOCIAIS: Proibida a expansão e a criação de programas sociais em ano eleitoral. Os reajustes de benefícios, porém, ficam autorizados.
ELEIÇÃO LIMPA: Fica proibida a pintura em muros e a fixação de cartazes em propriedades privadas, assim como a propaganda em outdoors.
DOAÇÕES OCULTAS: Autorizadas contribuições diretas aos partidos, sem identificação do candidato beneficiado. Os partidos só terão que divulgar os doadores seis meses após a eleição. Essas doações poderão ser feitas pela internet, com cartões de crédito ou débito, boletos bancários e por telefone.
ENTIDADES ESPORTIVAS: Suprimida proibição a entidades esportivas de doar a candidatos.
DÍVIDAS: Os diretórios nacionais não poderão mais ser responsabilizados por dívidas de candidatos e de diretórios estaduais ou municipais, o que impedirá que os partidos sejam punidos com a retenção do fundo partidário.
PRÉVIAS: Os partidos poderão realizar prévias para escolha de candidatos majoritários e promover debates, que poderão ser transmitidos por veículos de comunicação.
FICHA SUJA: Mantém regra que permite a políticos que respondam a processos concorrer sub judice. Só sentença final pode cassar candidatura.
VOTO EM TRÂNSITO: Continua proibido.
INAUGURAÇÕES: Nos seis meses antes do pleito, fica proibido ao candidato ir a inaugurações ou lançamento de pedra fundamental de obras públicas e de atos de assinatura de ordem de serviço para a realização dessas mesmas obras.
PESQUISAS: Os institutos de pesquisa terão que usar as bases de dados do IBGE. Pode distorcer o resultado, já que o último censo é de 2000.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
2010 já está na rua!
Cristiana Lôbo
José Serra não pretende antecipar o anúncio de que será candidato à presidência da República - embora, até as pedras da Praça dos Três Poderes saibam disso -, mas já está ajeitando o terreno. Em São Paulo, por exemplo, não quer confusão e, por isso, acolheu o conselho dado por Orestes Quércia (PMDB) de que o melhor candidato ao governo é Geraldo Alckmin.
Todos sabem que Serra não morre de amores por Alckmin. Se fosse para indicar um tucano, o nome seria o de Aloysio Nunes Ferreira; se fosse pelo coração, Gilberto Kassab. Mas Serra pretende se mover pela razão e referendar a escolha de Alckmin. Assim, não fustigaria o PSDB paulista nem criaria problemas num Estado onde precisa ampliar a vantagem sobre a principal adversária, Dilma Roussef, (PT).
Para se ter uma idéia da importância dos votos de São Paulo: Serra acha que poderá abrir uma vantagem sobre Dilma de até 8 milhões de votos; o PT avalia que se essa diferença a favor de Serra for inferior a 4 milhões de votos, ela tem grande possibilidade de vencer a eleição, pois acredita que ficará na frente no Nordeste, graças à popularidade do presidente Lula.
A propósito: Serra tem um outro problema além do Nordeste. É o Norte, onde não pode perder na mesma proporção da eleição passada, em que ficou com quase um milhão de votos atrás de Lula.
Serra tem problemas e Dilma Roussef tem os seus. O de Dilma neste momento é mostrar que sua candidatura está de pé com perspectivas reais de vencer. Só assim, ela assegurará o apoio formal do PMDB à sua candidatura - uma condição que o presidente Lula considera fundamental, por conta do tempo de televisão.
O mes de agosto não foi bom para Dilma, como já dissemos aqui, mas o que preocupa é o que vem por aí. O PMDB já deixou bem claro ao presidente Lula que se não tiver a vaga de vice na chapa de Dilma vai ficar muito difícil o partido dar o apoio oficial à candidatura dela. Uma parcela do PMDB, como se sabe também, já está com Serra, como é o caso do PMDB paulista, e outras estão em fase de namoro, como o PMDB baiano e, quem sabe, o mineiro.
Dilma ainda tem outro problema: Ciro Gomes. Ele saiu da toca e começou a se movimentar. Assim está demonstrando vitalidade na pesquisa do momento. O risco é ele continuar subindo e superar Dilma que está parada ou até em queda porque, por conta do tratamento de saúde, foi obrigada a se recolher um pouco. Vale lembrar que ela volta hoje de férias e com disposição, ao menos até agora, de retomar os contatos políticos.
O resumo da ópera é o seguinte: falta um ano para as eleições e o cenário está em movimento.
José Serra não pretende antecipar o anúncio de que será candidato à presidência da República - embora, até as pedras da Praça dos Três Poderes saibam disso -, mas já está ajeitando o terreno. Em São Paulo, por exemplo, não quer confusão e, por isso, acolheu o conselho dado por Orestes Quércia (PMDB) de que o melhor candidato ao governo é Geraldo Alckmin.
Todos sabem que Serra não morre de amores por Alckmin. Se fosse para indicar um tucano, o nome seria o de Aloysio Nunes Ferreira; se fosse pelo coração, Gilberto Kassab. Mas Serra pretende se mover pela razão e referendar a escolha de Alckmin. Assim, não fustigaria o PSDB paulista nem criaria problemas num Estado onde precisa ampliar a vantagem sobre a principal adversária, Dilma Roussef, (PT).
Para se ter uma idéia da importância dos votos de São Paulo: Serra acha que poderá abrir uma vantagem sobre Dilma de até 8 milhões de votos; o PT avalia que se essa diferença a favor de Serra for inferior a 4 milhões de votos, ela tem grande possibilidade de vencer a eleição, pois acredita que ficará na frente no Nordeste, graças à popularidade do presidente Lula.
A propósito: Serra tem um outro problema além do Nordeste. É o Norte, onde não pode perder na mesma proporção da eleição passada, em que ficou com quase um milhão de votos atrás de Lula.
Serra tem problemas e Dilma Roussef tem os seus. O de Dilma neste momento é mostrar que sua candidatura está de pé com perspectivas reais de vencer. Só assim, ela assegurará o apoio formal do PMDB à sua candidatura - uma condição que o presidente Lula considera fundamental, por conta do tempo de televisão.
O mes de agosto não foi bom para Dilma, como já dissemos aqui, mas o que preocupa é o que vem por aí. O PMDB já deixou bem claro ao presidente Lula que se não tiver a vaga de vice na chapa de Dilma vai ficar muito difícil o partido dar o apoio oficial à candidatura dela. Uma parcela do PMDB, como se sabe também, já está com Serra, como é o caso do PMDB paulista, e outras estão em fase de namoro, como o PMDB baiano e, quem sabe, o mineiro.
Dilma ainda tem outro problema: Ciro Gomes. Ele saiu da toca e começou a se movimentar. Assim está demonstrando vitalidade na pesquisa do momento. O risco é ele continuar subindo e superar Dilma que está parada ou até em queda porque, por conta do tratamento de saúde, foi obrigada a se recolher um pouco. Vale lembrar que ela volta hoje de férias e com disposição, ao menos até agora, de retomar os contatos políticos.
O resumo da ópera é o seguinte: falta um ano para as eleições e o cenário está em movimento.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Dia do Administrador
A profissão de Administrador é relativamente nova e foi regulamentada no Brasil em 9 de setembro de 1965, data que se comemora o dia do Administrador.
Os primeiros administradores profissionais (administrador contratado, que não é o dono do negócio) foram os que geriam as companhias de navegação inglesas a partir do século XVII. Estas empresas foram as primeiras sociedades anônimas que se tem notícia.
Administrar envolve a elaboração de planos, pareceres, relatórios, projetos, arbitragens e laudos, em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de administração.
Habilidades do Administrador
•Habilidades Técnicas: Saber utilizar princípios, técnicas e ferramentas administrativas. Saber decidir e solucionar problemas.
•Habilidades Humanas: Saber lidar com pessoas, comunicando-se eficientemente, negociando, conduzindo mudanças, obtendo cooperação e solucionando conflitos.
•Habilidades Conceituais: Ter Visão sistêmica.
Atitudes do Administrador
Os primeiros administradores profissionais (administrador contratado, que não é o dono do negócio) foram os que geriam as companhias de navegação inglesas a partir do século XVII. Estas empresas foram as primeiras sociedades anônimas que se tem notícia.
Administrar envolve a elaboração de planos, pareceres, relatórios, projetos, arbitragens e laudos, em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de administração.
Habilidades do Administrador
•Habilidades Técnicas: Saber utilizar princípios, técnicas e ferramentas administrativas. Saber decidir e solucionar problemas.
•Habilidades Humanas: Saber lidar com pessoas, comunicando-se eficientemente, negociando, conduzindo mudanças, obtendo cooperação e solucionando conflitos.
•Habilidades Conceituais: Ter Visão sistêmica.
Atitudes do Administrador
Proativo, ousado, criativo, bom exemplo, cumpridor das promessas, saber utilizar seus princípios, ser cooperativo e ser um bom líder ajudando os funcionarios para que eles possam crescer junto com a empresa.
Símbolo da Profissão no Brasil

Este é o Símbolo do Sistema CFA/CRAs. Deverá ser usado nas suas várias versões, em toda a comunicação visual dos Conselhos Federal e Regionais de Administração. O Símbolo é composto de um emblema que representa a profissão de Administrador, cuja concepção e composição é detalhada no "Manual de Identidade Visual da Profissão" , inclusive especificações de cores, para aplicação em policromia ou em preto e branco.
O Símbolo escolhido para identificar a profissão do administrador tem a seguinte explicação justificada pelos seus autores:
•O quadro como ponto de partida: uma forma básica, pura, onde o processo de tensão de linhas é recíproco. Sendo assim, os limites verticais/horizontais entram em processo recíproco de tensão.
•Uma justificativa para a profissão, que possui também certos limites em seus objetivos: organizar, dispor para funcionar, reunir, centralizar, orientar, direcionar, coordenar, arbitrar, relatar, planejar, dirigir, encaminhar os diferentes aspectos de uma questão para o objetivo comum".
•"O quadro é regularidade, possui sentido estático quando apoiado em seu lado, e sentido dinâmico quando apoiado em seu vértice (a posição escolhida)"
•"As flechas indicam um caminho, uma meta, a partir de uma premissa, de um princípio de ação (o centro)".
•"As flechas centrais se dirigem para um objetivo comum, baseado na regularidade (...) as laterais, as metas a serem atingidas".
Dia do Administrador
Nove de setembro é o "Dia Nacional do Administrador", por ser a data de assinatura da Lei nº 4769, de 9 de setembro de 1965, que criou a profissão de Administrador. O dia do Administrador foi instituído pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.
Juramento do Administrador
"Prometo dignificar minha profissão, consciente de minhas responsabilidades legais, observar o Código de Ética, objetivando o aperfeiçoamento da Ciência da Administração, o desenvolvimento das Instituições e a grandeza do homem e da pátria". O juramento foi oficializado pela RN CFA nº 201, de 19/12/97
Oração do Administrador
"Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR. Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo; Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional; Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas."
Adm. Rui Ribeiro de Araújo CRA/DF nº 2285
Código de Ética do Profissional de Administração (CEPA)
"O que importa nesse momento é que não se deixe de pensar em Moral, em Ética e em Ética Profissional; que não nos acomodemos diante do presente momento histórico que vivemos, onde a Moral, a Ética não são mais os momentos retóricos e, portanto, cansativos. Urge que reflitam em todos os rincões sobre o valor moral e da Ética, pois só assim mudaremos a Ética do País.É o que propomos e é o que a Comissão de Ética do CFA deseja despertar em todas as organizações".
Tupinambá Paraguassú
Parabéns, a nós, Administradores!
Colaboradores:
Wikipedia
CFA
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Visão pobre, curta e equivocada
O discurso do presidente Lula veiculado ontem em cadeia nacional de rádio e TV mostra que a festa em torno do Pré-Sal é ruim por inúmeros motivos.
O processo de partilha é inferior ao da concessão. Na concessão há leilão público, transparente, e vence o melhor preço. Na partilha, será uma burocracia que vai decidir com opacidade, ou coisa pior dependendo do governo.
A ideia de privilegiar uma empresa de capital aberto, como a Petrobras, é injusta com os não acionistas da empresa: a maioria do povo brasileiro.
O debate para a proposta foi intra-muros. Não foram ouvidos os governadores, os municípios, as organizações, os especialistas. O governo ouviu apenas a si mesmo.
O presidente Lula montou um palanque para a sua candidata. Isso é uma visão limitada, conjuntural, não é assim que se decide o futuro. Fez um discurso político-partidário com, inclusive, afirmações falsas. Ele quer uma festa de campanha e não falar sério sobre o futuro.
A espantosa ausência da questão ambiental num mundo em que é tão urgente o esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa revelou a ideologia do governo Lula.
Ele está se lixando para o meio ambiente.
Ele está se lixando para o futuro.
A visão dele é curta, pobre, equivocada.
O processo de partilha é inferior ao da concessão. Na concessão há leilão público, transparente, e vence o melhor preço. Na partilha, será uma burocracia que vai decidir com opacidade, ou coisa pior dependendo do governo.
A ideia de privilegiar uma empresa de capital aberto, como a Petrobras, é injusta com os não acionistas da empresa: a maioria do povo brasileiro.
O debate para a proposta foi intra-muros. Não foram ouvidos os governadores, os municípios, as organizações, os especialistas. O governo ouviu apenas a si mesmo.
O presidente Lula montou um palanque para a sua candidata. Isso é uma visão limitada, conjuntural, não é assim que se decide o futuro. Fez um discurso político-partidário com, inclusive, afirmações falsas. Ele quer uma festa de campanha e não falar sério sobre o futuro.
A espantosa ausência da questão ambiental num mundo em que é tão urgente o esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa revelou a ideologia do governo Lula.
Ele está se lixando para o meio ambiente.
Ele está se lixando para o futuro.
A visão dele é curta, pobre, equivocada.
O Pronunciamento do Presidente
Confira a íntegra do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transmitido em rede nacional de rádio e televisão na noite deste domingo:
"Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,
É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.
Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é pré-sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.
Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.
Minhas amigas e meus amigos,
O pré-sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.
Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.
As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.
Minhas amigas e meus amigos,
O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.
A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.
Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.
Minhas amigas e meus amigos,
Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do pré-sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.
Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.
Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.
Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra - a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.
Minhas amigas e meus amigos,
Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.
Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.
O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.
A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.
A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.
O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.
Minhas amigas e meus amigos,
Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.
É por isso que propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.
De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.
Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.
Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.
O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.
Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.
O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.
O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.
Viva o 7 de setembro! Boa noite!"
"Queridas Brasileiras e Queridos Brasileiros,
É comum que o 7 de setembro sirva para a gente enaltecer o passado e pensar o presente. Desta vez é diferente: este é o 7 de setembro do Brasil festejar o futuro. De celebrar uma nova independência.
Esta nova independência tem nome, forma e conteúdo. Seu nome é pré-sal; seu conteúdo são as gigantescas jazidas de petróleo e gás descobertas nas profundezas do nosso mar; sua forma é o conjunto de projetos de lei que enviamos, há poucos dias, ao Congresso Nacional. E que vai garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros.
Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos.
Posso resumir em duas frases a proposta do governo: de um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos. E mais: obriga que este dinheiro seja aplicado em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio-ambiente e combate à pobreza.
Minhas amigas e meus amigos,
O pré-sal é uma das maiores descobertas de todos os tempos. Ainda não se pode dizer, com exatidão, quantos bilhões de barris de petróleo existem nele. Mas já se pode garantir, com toda segurança, que ele colocará o Brasil entre os países com maiores reservas de petróleo e gás do mundo.
Elas se espalham por uma área de 149 mil quilômetros quadrados, que começa no litoral do Espírito Santo e termina no de Santa Catarina. É uma área do tamanho do estado do Ceará.
As jazidas ficam debaixo de uma lâmina de água e de camada de sal, que, em alguns pontos, correspondem a dez morros do corcovado empilhados.
Minhas amigas e meus amigos,
O que deve fazer um povo livre, responsável e soberano ao receber tamanha dádiva de deus? Garantir que esta riqueza não escape de suas mãos, buscar os meios mais eficientes de explorá-la e modernizar suas leis para não repetir os erros de outros países.
A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio-ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria.
Por isso, dei orientações bem claras aos ministros. Primeira: o petróleo e o gás pertencem ao povo brasileiro. Como no pré-sal, os possíveis sócios terão poucos riscos, eles não podem ficar com a parte da renda. Ela tem que ser do povo. Segunda orientação: o Brasil não pode ser um mero exportador de óleo cru. Vamos agregar valor aqui dentro, exportando derivados, como gasolina, diesel e produtos petroquímicos, que valem muito mais. Vamos construir uma poderosa indústria de equipamentos e serviços e gerar milhares e milhares de empregos brasileiros. Terceira orientação: não vamos nos deslumbrar e sair por aí, como novos ricos, torrando dinheiro em bobagens. O pré-sal é um passaporte para o futuro. Vamos investir seus recursos naquilo que temos de mais precioso e promissor: nossos filhos, nossos netos, nosso futuro.
Minhas amigas e meus amigos,
Os ministros seguiram estas diretrizes e honraram o compromisso com o povo brasileiro. A principal mudança que estamos propondo é que, nas áreas ainda não exploradas do pré-sal, passe a vigorar o modelo de partilha. Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração.
Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos.
Não podia ser diferente. Afinal, temos dentro de casa uma das maiores, melhores e mais respeitadas empresas de petróleo do mundo. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte.
Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização. Ela não vai concorrer com a Petrobras. Sua função é outra - a de ser o olho do povo na fiscalização de toda operação.
Minhas amigas e meus amigos,
Hoje o Brasil tem todas as condições políticas, econômicas e tecnológicas para enfrentar este desafio. A economia do Brasil vive um novo momento. De 2003 a 2008, crescemos em média, 4,1% ao ano. Nos últimos dois anos, mais que 5%. O país gerou cerca de onze milhões de empregos com carteira assinada. O desemprego caiu fortemente, de 11,7% em 2003, para 8% hoje. As taxas de juros são as menores das últimas décadas.
Não só pagamos a dívida externa, como acumulamos reservas de 215 bilhões de dólares. E mais: reduzimos a miséria e as desigualdades. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza. E destes, 20 milhões ingressaram na nova classe média, fortalecendo o mercado interno e dando vigoroso impulso à nossa economia.
O fato é que hoje temos uma economia organizada e em crescimento, que foi testada na mais grave crise internacional desde 29 e saiu-se muito bem. Não só não quebramos, como fomos um dos últimos países a entrar na crise e estamos sendo um dos primeiros a sair dela. Antes, éramos alvo de chacotas e de imposições. Hoje, nossa voz é ouvida lá fora com atenção e respeito.
A Petrobras de hoje é a cara deste novo Brasil. É a oitava maior empresa do mundo. Não existe nenhuma empresa, na Europa, do tamanho dela. Nas Américas, fica atrás apenas de três gigantes norte-americanas. E é a segunda empresa em lucratividade. E, entre as petroleiras, a segunda em valor de mercado no mundo.
A Petrobras chegou aí, entre outros motivos, porque este governo acreditou e investiu, dando condições para que ela aumentasse a produção, encomendasse plataformas, sondas, modernizasse e ampliasse refinarias, treinasse e contratasse funcionários. Além de construir uma grande infra-estrutura de gás natural e entrar na área de biocombustíveis.
O coroamento deste esforço foi exatamente a descoberta, pela própria Petrobras, das reservas do pré-sal. Um feito extraordinário, que encheu de admiração o mundo e de orgulho os brasileiros.
Minhas amigas e meus amigos,
Este é um governo que acredita no Brasil e no que ele tem de mais rico: o seu povo.
É por isso que propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano. De um lado, o novo fundo será uma mega-poupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o País tem com a educação e a pobreza.
De outro lado, funcionará, também, como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente.
Todos estes temas estão agora em discussão no Congresso Nacional e eu sei que contaremos, mais uma vez, com o apoio livre e soberano do Legislativo na construção deste novo Brasil.
Uma ação desta amplitude só pode ocorrer, de forma saudável, em um ambiente democrático. A democracia é o ambiente mais saudável para o crescimento.
O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro.
Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva pra seu deputado, seu senador, pra que eles apoiem o que é melhor para o Brasil.
O Brasil não tem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos. Não vai ficar preso a dogmas, a modelos fechados ou a falsas verdades.
O Brasil acredita no livre mercado mas também no papel do estado como indutor do desenvolvimento. E saberá sempre buscar o equilíbrio que garanta o melhor para seu povo.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
É tempo de ampliarmos, ainda mais, a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia. A reinvenção permanente de uma nação. A caminhada segura e soberana para o futuro.
Viva o 7 de setembro! Boa noite!"
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
O pronunciamento do presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou hoje de manhã, no Palácio da Alvorada, um pronunciamento de cerca de 10 minutos que vai ao ar no domingo à noite em cadeia de rádio e de TV. Na sua fala, Lula se concentra em um assunto: o petróleo da chamada camada do pré-sal.
A ideia do presidente é popularizar o tema pré-sal.
Sua fala é didática e tem por objetivo divulgar para a população em geral o representará, na visão do governo, a descoberta e a exploração dessa reserva de petróleo.
Domingo é dia 6 de setembro, véspera do feriado do dia da Independência do Brasil. Lula tem se referido ao pré-sal em seus discursos como uma “segunda independência do Brasil".
A ideia do presidente é popularizar o tema pré-sal.
Sua fala é didática e tem por objetivo divulgar para a população em geral o representará, na visão do governo, a descoberta e a exploração dessa reserva de petróleo.
Domingo é dia 6 de setembro, véspera do feriado do dia da Independência do Brasil. Lula tem se referido ao pré-sal em seus discursos como uma “segunda independência do Brasil".
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