segunda-feira, 31 de maio de 2010
Resumo dos principais jornais
1. Mesmo após redemocratização, governo seguiu investigando críticos
Reportagem da Folha mostra que mesmo após o fim da ditadura, o governo do ex-presidente José Sarney continuou espionando grupos da oposição. Segundo documentos liberados ao jornal pelo Arquivo Nacional, o governo interceptou cartas, infiltrou agentes e produziu listas de nome e endereços de grupos de esquerda entre eles o PT, os sem-terra, sindicatos e membros de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
2. Por voto, Serra e Dilma buscam alianças constrangedoras
No vale-tudo da corrida presidencial os dois principais candidatos à presidência da República recorrem a alianças constrangedoras. Reportagem do Estadão relata que a candidata do PT, Dilma Rousseff, distribuiu afagos ao ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, investigado por suposto envolvimento em corrupção, enquanto o candidato do PSDB, José Serra, tem o apoio declarado do presidente do PTB, Roberto Jefferson, que teve o mandato de deputado cassado por envolvimento no escândalo do mensalão.
Sociedade
3. Quase metade dos médicos receita o que fábrica indica
Pesquisa inédita do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) aponta que 48% dos médicos paulistas que recebem visitas de propagandistas de laboratórios prescreve medicamentos sugeridos pelos fabricantes. Segundo reportagem da Folha, a pesquisa aponta que 93% dos médicos afirmam ter recebido presentes de até R$ 500. Outros 37% declaram que ganharam benefícios como cursos e viagens para congressos internacionais. Para o Cremesp, cerca de um terço dos médicos mantém uma “relação contaminada com a indústria farmacêutica e de equipamentos, que ultrapassa os limites éticos”.
4. Fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos
Levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos são causadas pelo consumo de tabaco. Por causa do dado alarmante, o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado hoje, terá como alvo as mulheres. Segundo reportagem da Folha, o objetivo é alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco usa para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cigarro mata por ano mais de cinco milhões de pessoas – entre as quais, 1,5 milhão de mulheres.
5. Vacina contra câncer de mama deve ser testada em um ano
Reportagem publicada no jornal britânico Daily Telegraph mostra que uma vacina contra o câncer de mama deverá ir a teste dentro de um ano. Se for eficiente, a droga poderá acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de oito mil vidas por ano somente no Reino Unido. De acordo com a reportagem, a vacina poderá ser oferecida a mulheres antes de alcançarem meados de 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir.
Mundo
6. Israel ataca barcos que levavam ajuda à Gaza
O Exército de Israel atacou na madrugada de hoje um comboio de barcos organizado por ONG humanitária. Segundo reportagem do jornal americano New York Times, o ataque ocorreu a uma flotilha liderada por uma embarcação turca, que transportava mais de 600 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza. Segundo o jornal, pelo menos dez pessoas foram mortas em decorrência do ataque.
7. Vazamento de óleo pode durar até agosto
Ontem a British Petroleum (BP) anunciou mais uma tentativa fracassada de interromper o vazamento de petróleo que já dura mais de um mês no Golfo do México. Autoridades americanas já admitem que o óleo continuará fluindo do fundo do oceano pelo menos até agosto. Segundo reportagem do Estadão, a crise atinge diretamente o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusado de lentidão e mau gerenciamento do processo.
Economia
8. Inadimplência empresarial cai 15,3%
Levantamento realizado pelo Serasa mostra que a inadimplência das empresas brasileiras registrou queda de 15,3% na comparação do mês de abril em relação a março deste ano. Segundo reportagem da Folha, foi a maior queda para a relação entre estes mesmos meses desde 2004, quando houve recuo de 15,1%. De acordo com o Serasa, o principal motivo da queda foi a diminuição das dificuldades dos negócios em decorrência do aquecimento do mercado interno.
9. Venda de TV dispara às vésperas da Copa
Às vésperas do início da Copa do Mundo, um dos artigos eletrônicos mais vendidos pelo comércio são as televisões. Segundo reportagem do Estadão, grandes redes varejistas mais que dobraram o número de unidades comercializadas na comparação com mesmo período do ano passado. Apesar do forte ritmo do consumo, lojistas informam que, por enquanto, não faltam produtos nas prateleiras.
10. Brasil deverá ter segundo maior crescimento global
Previsões do mercado financeiro mostram que o Brasil deve ocupar no primeiro trimestre o segundo lugar no ranking das maiores taxas de crescimento do mundo. Estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) apontam crescimento de 3% nos três primeiros meses do ano, o equivalente a 12,6% ao ano. Segundo reportagem do Estadão, o líder do ranking deve ser a Índia, que avançou a uma taxa anual de 13,4%. A China deverá ocupar a terceira colocação, com alta de 11,2% entre janeiro e março.
Quanto o Governo toma do trabalhador
Em um salário de 2 mil, o governo leva R$ 837
O Brasil é um país ainda relativamente jovem, com uma imensa força de trabalho. Isso é um bônus, uma vantagem, por exemplo, em relação a países que estão envelhecendo e nos quais a população economicamente ativa está diminuindo. Aqui, temos mais gente para produzir as riquezas. Logo, deve ser prioridade do país facilitar a abertura de postos de trabalho.
Certo?
Antes de responder, considere o seguinte cálculo, referente ao contra-cheque de um trabalhador solteiro, CLT, com carteira assinada, na qual está registrado um salário de R$ 2 mil mensais. O objetivo é verificar quanto a empresa paga efetivamente e quanto o empregado leva para casa, levando-se em consideração apenas dois tipos de impostos, de renda e contribuições para a seguridade social.
Na vida real, a empresa tem custos mais elevados aqui. Mas consideramos apenas esses dois tipos de impostos para fazer a comparação com outros países, conforme os critérios definidos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Assim, sobre os R$ 2 mil da carteira do empregado brasileiro, a empresa recolhe 20% de INSS e mais 7,8%, assim divididos: 2,5% por conta de Sistema S (Senai, Sesc, etc.) 2,5% para o salário-educação 2% de contribuição para acidentes e doenças do trabalho (RAT) 0,6% para o Sebrae e 0,2% para o Incra (sim, é isso mesmo que o senhor e a senhora estão pensando, a folha de salários financia a reforma agrária).
Portanto, a empresa paga R$ 2 mil, mais R$ 440 para o INSS e mais R$ 156 para o Sistema S, no total de R$ 2.596.
Já o trabalhador desconta direto no contra-cheque mais 11% para o INSS e o imposto de renda, conforme a tabela progressiva. No caso, R$ 2 mil menos R$ 21 de IR e R$ 220 de INSS, ficando com R$ 1.759.
Tudo somado e subtraído, no nosso exemplo, o governo leva nada menos que R$ 837 em cima de um salário de R$ 2 mil. Ou, quase 33% do total pago pela empresa. Essa é a cunha fiscal no salário, de novo considerando apenas os impostos de renda e para a seguridade social. Fazendo os mesmos cálculos para salários mais altos, até R$ 5 mil, a cunha fiscal restrita chega a absurdos 40%.
É muito ou é pouco?
É preciso comparar. A carga aqui é menor do que em países europeus mais desenvolvidos, como Alemanha e França, que chegam 50% de cunha fiscal. O trabalhador leva para casa metade do que a empresa paga.
Mas os nossos 33% a 40% de carga superam, por exemplo, os valores cobrados em outros países igualmente ricos, como Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Suíça, Japão, Austrália e Coréia do Sul (nesta, os impostos sobre o salário são de apenas 20%).
Há mais. Os serviços prestados pelo setor público em todos esses países são superiores aos brasileiros. Por exemplo, o trabalhador na Alemanha, França, Inglaterra ou Canadá não precisa gastar um tostão com saúde. Já no Brasil, além de pagarem o imposto que financia o SUS, cerca de 35 milhões de trabalhadores ainda pagam planos de saúde, custo em geral também descontado no contra-cheque. A maior parte desses planos é co-financiada pelas empresas, de modo que estas também têm esse custo adicional. Comparando: na Inglaterra, apenas 5% dos trabalhadores pagam seguro saúde privado.
Além disso, o professor Hélio Zylberstajn, que preparou os cálculos, afirma que o FGTS deve ser incluído nesse cunha fiscal. É verdade que, em algum momento, o trabalhador leva para casa o dinheiro do Fundo. Por outro lado, trata-se de um pagamento mensal da empresa e que fica, durante certo tempo, como receita do governo, utilizada de diversas maneiras. Incluindo-se o FGTS, a cunha fiscal em um salário de R$ 2 mil sobe para 35%. Em um salário de R$ 4 mil, vai a 39%,.
Tem mais. Ao pagar suas contas e fazer suas compras, o trabalhador morre de novo com impostos elevados, como os 35% mais ou menos que estão no telefone ou na luz.
Finalmente, na nossa conta, não consideramos outros itens pagos pela empresa, como 13º., férias, abonos, licenças, dinheiro ou benefícios que acabam indo para o trabalhador, mas que encarecem a folha salarial.
E então? Parece um país que precisa oferecer empregos formais? Dá para entender por que quase metade da mão de obra está na informalidade?
Os impostos e encargos sobre a folha salarial constituem um dos maiores absurdos da economia brasileira. O ministro Mantega, logo que assumiu, disse que uma de suas metas era reduzir os encargos sobre a folha. Nada fez. Por que é tão difícil?
Por três motivos principais. Primeiro, porque o governo precisa do dinheiro para gastos sempre em expansão, embora nem sempre eficientes. Segundo, porque a arrecadação é muito simples. A empresa deposita direto na conta da Receita. E, terceiro, porque o dinheiro vai para setores de peso político. Exemplo: federações da indústria e do comércio do país afora que recebem os 2,5% do sistema S.
domingo, 30 de maio de 2010
Reforma Tributária é tema entre os presidenciáveis
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva pode terminar sem que tenha sido aprovada a reforma tributária. Assim, Lula terá sido o quarto presidente, em sete mandatos, a ser derrotado pela resistência do sistema de impostos e contribuições brasileiro estabelecido na Constituição de 1988.
As chances de promover ampla reforma no tributo considerado mais problemático, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência dos Estados, são reduzidas, na avaliação de especialistas. "A reforma não sai se não houver uma garantia muito firme de que não haverá perdas nos Estados", afirmou o secretário de Fazenda de Minas Gerais, Simão Cirineu. Para o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, reformar radicalmente o ICMS é um problema que não tem solução, pois os governadores não abrirão mão de receitas nem do poder de criar políticas por meio da tributação. "O conflito central é federativo, não é algo que se resolva nesta encarnação."
Harmonizar a legislação do ICMS é o centro de todas as propostas de reforma tributária que foram enviadas ao Congresso Nacional desde 1988. Os três principais pré-candidatos à Presidência da República - Marina Silva (PV), Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) - defendem a reforma tributária.
Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, o futuro presidente terá chances de avançar com a reforma se propuser a alteração logo no início do mandato, utilizando o capital político da eleição, e se construir uma proposta que reconheça as dificuldades que o federalismo impõe. "A vantagem é que temos muitas coisas já testadas e não começaremos de uma base inteiramente nova", afirmou Monteiro."
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Resumo comentado da Semana
Vazamento de petróleo: Só no trigésimo sétimo dia é que a BP disse que teve sucesso em estancar o vazamento no Golfo do México. Foi o maior desastre ambiental da história americana, e o presidente Barack Obama suspendeu por seis meses a exploração no mar. O que ficou claro é que a mais moderna tecnologia de prevenção e solução do problema falhou.
Números das contas públicas: Saiu um bom número de superávit primário de abril e números bons também para o superávit do setor público consolidado. O Ministério da Fazenda, que estava preocupado com os déficits registrados em março, ficou aliviado. Fiz uma entrevista com o professor Rogério Werneck sobre as contas públicas. Ele disse que não está nada bem. Está particularmente preocupado com o financiamento do BNDES fora do orçamento, através do que ele chamou de tubulação ligando o Tesouro ao banco .
Previdência: A discussão sobre o tema continuou nesta semana. Os ministros da Fazenda e do Planejamento propõem veto tanto ao aumento de 7,7% aos aposentados quanto ao fim do fator previdenciário. O presidente está pensando.
Negociação com o Irã: O assunto Irã continuou produzindo eventos e declarações. O primeiro-ministro turco veio ao Brasil. O ministro Celso Amorim disse que a carta do presidente Obama incentivou o presidente Lula a participar da negociação. A carta foi divulgada pela Folha. Eu entrevistei Amorim.
Crise na Europa: Nas contas externas divulgadas pelo Banco Central com dados de abril, ficou claro que a crise europeia já afeta o Brasil. O investimento europeu despencou - em alguns casos, a queda foi de 95% (Alemanha). No caso da Espanha, foi de 74%. Ao mesmo tempo, as empresas estão aumentando suas remessas de lucros e dividendos. Os gastos brasileiros no exterior triplicaram no primeiro quadrimestre. O Brasil aumentou seu déficit em transações correntes.
Argentina: Começou uma briga com a Argentina das mais esquisitas. Exportações brasileiras estão sendo canceladas por pressões não oficiais do governo argentino. O Brasil ameaça retaliar, mas o próprio ministro Celso Amorim diz que o complicado é que o governo argentino nega qualquer mudança de critério.
Desocupação: Caiu a taxa de desemprego para o nível pré-crise. A desocupação ficou em 7,3% em abril. As empresas se queixam de apagão de mão de obra. Aqui no blog, temos contado histórias de gente qualificada, mas sem espaço no mercado de trabalho. Uma contradição que barra pelos mais variados motivos, às vezes opostos: ou porque a idade é pouca ou porque é muita. Por falta de experiência ou por experiência demais.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Política: Marina Silva na CBN
Veja a íntegra da entrevista da pré-candidata do PV, Marina Silva.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Dilma Rousseff na CBN
Amanhã,17, será a vez de Dilma Rousseff. Entre 8h e 9h, no Jornal da CBN, a candidata vai responder a perguntas do âncora Heródoto Barbeiro e dos ouvintes. Além disso, Lucia Hippolito fará uma pergunta, seguida da comentarista de economia Miriam Leitão e do comentarista de meio ambiente Sergio Abranches.
No próximo dia 24, será a vez de Marina Silva.
Acompanhe, pois essas entrevista é hora do eleitor ver como o seu candidato (a) age sem o comando do marqueteiro, nem do estrategista. É a hora de ver se eles aprenderam ou não.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Programa confuso
Vamos aos pontos:
1º Lula e Dilma falam olhando sei lá para quem. As respostas dão ideia de um "corta" e "cola" claro.
2º Imagens de outros programas confirmam o "corta" e "cola".
3º Comparam o governo petista com o governo tucano. Até aí, tudo bem. Mas não entendi porque colocaram o governo de José Serra no meio da conversa. Haja vista que Serra não era vice de FHC, tampouco ela, Dilma, era vice de Lula ou governadora do Rio Grande do Sul.
4º A comparação esdrúxula com Nelso Mandela.
Em suma, o programa pareceu mais uma colcha de retalhos que não se soube formar um entendimento da principal estrela do programa: Dilma Rousseff. O interessante seria fazer apenas um programa da história de Dilma e só. Não adianta querer fazer com ela um protótipo de Lula.
São pessoas completamente diferentes, com temperamentos diferentes.
Para quem não viu, veja-o no post abaixo.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Eleições 2010: Entrevistas
Ouvintes e internautas são convidados a enviar suas questões pelo e-mail candidato@cbn.com.br.
Na semana seguinte, dia 24, será a vez da pré-candidata pelo PV, Marina Silva. O pré-candidato pelo PSDB, José Serra, foi o primeiro a ser entrevistado.
domingo, 9 de maio de 2010
Empresa Júnior Uniabeu: Aprendendo a partir de experiências de sucesso
Encontro realizado no Centro Universitário Uniabeu, no último sábado, 08, contou com a participação de colaboradores e Administradores para definição e exposição da proposta a ser desenvolvida na instituição a partir das experiências de projetos que deram e estão dando certo.
Antes de qualquer informação sobre o tema, vale a pena entender, historicamente, a inserção das Empresas Juniores na Administração. A primeira Empresa Júnior foi criada na França no ano de 1967, precisamente na Escola Superior das Ciências Econômicas e Comércio de Paris.
Por volta de 1968, um total de 100 empresas já estava dentro do mercado acadêmico francês. À época, gerou uma receita de US$ 20 milhões e mobilizava mais de 20 mil estudantes.
No Brasil, a experiência com Empresas Juniores foi introduzida pela Câmara de Comércio França/Brasil em 1987, depois anunciar em um jornal. Com isso, instituições como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a FAAP e a USP ingressaram nesse ramo acadêmico que, atualmente, está em elevado crescimento. Hoje, já somam 400 Empresas Juniores somente no Estado de São Paulo.
Segundo o estatuto de Empresas Juniores, este segmento trata-se de uma associação civil, sem fins lucrativos, constituída e gerida, exclusivamente por alunos de graduação da instituição em que se insere, tendo como principal objetivo proporcionar aos estudantes a oportunidade de aplicar e aprimorar os conhecimentos técnicos adquiridos durante o curso. As principais atividades desenvolvidas por esses modelos “laboratoriais” de empresas são através de consultas e os projetos orientados pelos docentes. Ainda de acordo com o estatuto, o público-alvo são os alunos, micro, pequenas e médias empresas além de, é claro, a própria instituição de ensino.
Às 9h 06min começou o ciclo de palestras apresentando todos os processos para o desenvolvimento das Empresas Juniores (EJ’s).
Diego Lopes, representante da Rio Junior defende que o segmento fomenta o espírito empreendedor que os jovens possuem. 90% das empresas estão vinculadas diretamente à consultoria.
Nesse momento são apresentados dados relativos à distribuição das empresas juniores pelo Brasil. Segundo os dados, 28% das empresas juniores se concentram no estado de São Paulo, enquanto apenas 9,3% são agrupadas no estado do Rio de Janeiro, sinalizando, de fato, que a comunidade acadêmica tem que investir mais nesse segmento. Um detalhe: não chega a 1% em alguns estados do Nordeste.
Em sua primeira apresentação, ele detalha como a Rio Júnior desenvolve suas atividades. Além de as empresas que são federadas (todas de consultoria), como por exemplo: Ayra, Ibmec Jr. Consultoria, Insight. Como parceria, ele ressalta: ABRH, Firjan, CRA-RJ.
Projetos desenvolvidos: Promover o MEJ (Movimento de Empresa Júnior) para o mercado, apresentação do MEJ, portfólio das EJ’s. Finalizando com os depoimentos de alguns empresários que adotaram como prática para o sucesso a partir da EJ. Ainda como projeto, destaca-se o Premio Rio Júnior e o Plano de Desenvolvimento.
A segunda palestra foi presidida pelo Rafael Monteiro, representante do CRA-RJ, divulgando através de um vídeo de duração de 11min, quais atividades são desempenhadas em todas as instituições que disponibilizam os serviços do CRA, principalmente, aqui, no Rio.
Do ponto de vista do Conselho Nacional do CRA, através de uma pesquisa desenvolvida, levantou alguns dados relevantes. Por exemplo, em relação aos Administradores: 41,69% não dominam outro idioma e 58,31% dominam pelo menos um idioma; Houve aumento de mulheres inseridas no mercado, um total de 40%, segundo dados observados até 2009; Empregabilidade: 9% é constituído por empresários, 68% de empregados (colaboradores); Habilidades: 74,04% visão do todo, 71,50% relacionamento interpessoal, 61,79% adaptação à transformação; Competências: 71,19% identificar problemas, formular e implantar soluções; Atitudes: 75,21% comportamento ético.
O segundo momento do ciclo de palestras recomeçou às 12h 01min, com as saudações do profº Alessandro Orofino.
Na segunda sessão de palestras o primeiro foi Marcos André Carvalho, empresário da Estratege Educação, e ex-membro de Empresa Júnior. Com o público através de um bate-papo interativo, enfatizou a importância de ser um bom administrador, qualificando o perfil e as integrações com o projeto Empresa Júnior Uniabeu. Revelou as diversas “pedras” que qualquer administrador, em sua vida, acadêmica e profissional enfrentará. Tratou o tema com dinamismo e coerência.
- O administrador deverá buscar o conhecimento técnico e geral, descobrir o interesse e ser bom naquilo que faz, para evoluir e ser o diferencial, disse ele.
Reiterando sua afirmação, ele acrescenta: - Quando você descobre aquilo que você tem que fazer, essa será a melhor coisa do mundo para você.
Segundo ele, a competitividade aumentou com a globalização, exemplo claro é a Empresa Embelleze. É preciso buscar o melhor conhecimento para integrar em diversos meios.
Ele acrescentou: - Em qualquer lugar que você vai, os problemas não estão gritando, eles devem ser buscados para atender novos desafios. É preciso se qualificar, ou seja, a integração entre a teoria e prática nas atividades empresariais. Essa é a hora certa, esse é o momento certo.
Ainda no ciclo de palestras e compondo a última parte do evento, Letícia Martins e Eduarda Caetano, respectivamente, Coordenadora de Mercado e Diretora de Marketing da ESPMJr (Escola Superior de Propaganda e Marketing) , através de uma exposição em vídeo de todo o programa adotado pela empresa que atua, mostrou seus valores, suas realizações, atuações e projetos desempenhados com excelência pelos membros das ESPMJr.
Segundo Letícia Martins, a ESPMJr é uma consultoria de Marketing formada e gerida por discentes. Atuam nos segmentos de Marketing, Comunicação e Gestão de Negócios, realizando projetos orientados por professores e profissionais consagrados em diversas áreas.
De acordo com as políticas internas desenvolvidas pela empresa, priorizar os clientes de pequenas e médias empresas para realizar as consultorias é primordial. Além de serviços prestados no ramos de consultoria, a empresa também realiza capacitações para atender as demandas das atividades desenvolvidas pelas empresas atendidas.
Relacionamento entre os integrantes das empresas juniores, coletividade, sem competitividade, em busca do aprendizado é de suma importância, reforça Eduarda Caetano.
- O graduando não entra na Empresa Júnior para ficar rico, mas para ficar caro, disse Letícia.
O evento foi uma experiência de existência de projetos que estão dando certo e que atinge, principalmente, os discentes que buscam aliar teoria à prática. Foi proveitoso, conquistou a atenção de muitos graduandos presentes, principalmente aqueles que estão começando agora.
Após as considerações finais dos professores Alberto Alvarães, Alexandra Rocha, Alessandro Orofino e Fernando Monteiro, o evento encerrou-se, porém a proposta ficou no ar. Afinal, é preciso o comprometimento dos discentes interessados.
A meu ver, será de grande valia a inserção do projeto Empresa Júnior no Centro Universitário Uniabeu. Agora, terá o processo seletivo e, espera-se que, brevemente, o próximo evento seja para colher os frutos desta experiência que tem tudo para dar certo.
Até o próximo!
Belford Roxo, 09 de Maio de 2010
Empresa Júnior é opção para pequenos empresários
A empresa júnior, consultoria formada por universitários, é uma opção para pequenas empresas que querem se organizar e crescer. A grande vantagem para os empresários é o preço acessível. E, além disso, eles contam com a visão inovadora dos estudantes.
Camila Velzi e Lara Shin estão no último ano da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo. As duas estudantes são consultoras da empresa júnior da ESPM e ajudam os empresários a lucrar mais. Elas montam estratégias de negócios na área de marketing.
“Nós conhecemos melhor a empresa, pegamos os problemas dela, fazemos um estudo exploratório dela e a partir disso nós conhecemos o mercado em que ela esta inserida e a gente consegue analisar onde que ela pode melhorar”, explica Lara Shin.
Além de treinar estudantes para o mercado de trabalho, a empresa júnior é uma oportunidade para pequenos empresários. Os alunos são orientados por professores da faculdade e o preço da consultoria júnior é menor do que o de mercado.
“A empresa júnior se transforma em uma alternativa muito atraente para que ele contrate esse serviço, contrate essa consultoria e consiga realmente vencer esses obstáculos, esses desafios cotidianos, esses problemas que ele enfrenta no seu dia a dia”, diz Vinicius Cararro, da Confederação Brasileira de Empresas Juniores.
O dono de um spa, Gustavo Albanesi, contratou a consultoria da empresa júnior da ESPM. O empresário precisava de informações sobre concorrência do mercado.
“Conhecer como esse mercado atua em relação ao cliente, em termos de exposição dos aspectos físicos, de infraestrutura, os tipos de serviços oferecidos, o tipo de atendimento que é fornecido pra cada cliente que vai ao spa e os preços que acontecem e são praticados nesse mercado também”, afirma o empresário.
Para fazer o relatório, as duas estudantes visitaram 36 spas. Pesquisaram detalhes do mercado, como preço, serviço e decoração. “Nós fomos como clientes ocultos, então, nós visitávamos como clientes, nós perguntávamos todas as informações que a gente podia coletar, quantos clientes mais ou menos vinham, quais eram os serviços que eles mais vendiam, qual era o tipo de profissional que eles utilizavam, como eram as macas”, lembra Camila Velzi.
O trabalho resultou em um relatório de quase 300 páginas e a consultoria da empresa júnior concluiu que o spa de Gustavo Albanesi precisava criar novidades para crescer. E foi o que fez o empresário. Ele redecorou a fachada e lançou massagens terapêuticas promocionais, por R$ 89.
“Se você tem um preço mais acessível, o cliente tem a oportunidade de vir ao seu espaço, conhecer os seus serviços e estabelecimento e consequentemente virar um cliente fiel após esse conhecimento prévio que ele teve do lugar”, sabe Gustavo.
Com a consultoria, o empresário reestruturou a empresa. Mais clientes vieram e o faturamento aumentou. Agora, a meta é abrir franquia e crescer.
“O investimento todo que a gente fez nesse trabalho valeu bastante a pena. Foi um trabalho de primeira linha e todas as informações que gente obteve, a gente usou naquela época e continuou analisando constantemente, porque elas são válidas aí por um período bastante longo”, conta Gustavo.
E o empresário Fernando Rodrigues, dono de uma locadora de vans, ônibus e carros executivos, também contratou a consultoria de uma empresa júnior. Sem dinheiro, ele pagou um quarto do preço de mercado e apostou nos estudantes.
“Eu senti muita segurança na apresentação do que eles podiam fazer pela gente e não tive esse medo, não. Eu acho que o entusiasmo e a vontade de fazer bem feito podiam superar muitas empresas do ramo por aí que não teriam a mesma vontade deles de fazer um trabalho com a gente”, explica o empresário.
A consultoria júnior da ESPM custou R$ 7.500. O objetivo era melhorar o atendimento e fidelizar os clientes. Os estudantes pesquisaram o mercado, conversaram com os funcionários e até foram além.
“A gente não avisa, contrata como se fosse um cliente normal e aí a gente avalia. Pode avaliar bem as fraquezas da empresa no dia a dia, as fraquezas como elas se apresentam para os clientes deles”, diz André Gonçalves, consultor.
A consultoria levou nove semanas para ficar pronta e o relatório apresentou algumas surpresas. Primeira constatação da consultoria: crescer rápido demais pode ser um problema. A empresa tinha tantos pedidos que contratava motoristas e veículos de outras locadoras só para não perder cliente. Mas, nesse caso, o atendimento nem sempre era o mesmo e comprometia a imagem da empresa.
Veículo sujo, motorista sem uniforme e serviço fora de padrão não seguram clientes. A busca desesperada por mais mercado era um tiro no pé da empresa.
“O cliente que estava contratando não sabia dessa terceirização, achava que fosse um funcionário normal da empresa e isso acabava comprometendo a imagem que eles tanto primavam, desde o primeiro contato. Tudo acabava sendo prejudicado por causa desse contato final do motorista”, observa André.
A resposta do empresário Fernando foi imediata. Ele cortou metade dos fornecedores. “A gente fez uma seleção daqueles que a gente sentiu que têm comprometimento, sentiu que a gente é um cliente importante para eles e que nosso cliente é importante para eles também”, diz Fernando.
Os consultores fizeram um projeto prático, que ensina o que fazer e como fazer. Para o empresário Fernando, é a grande chance de melhorar o negócio sem ter que investir muito: “A gente se sente em uma empresa mais consolidada, porque a gente sabe se comunicar. Já sabe aonde quer chegar e tem as ferramentas que precisa”.
sábado, 8 de maio de 2010
Eleições 2010 - Rio
Lindberg tem bens bloqueados: ex-prefeito é suspeito de beneficiar empresas ligadas a seu partido, o PT
O ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias, pré-candidato do PT fluminense ao Senado , está impedido de movimentar as suas contas bancárias ou alienar imóveis e veículos. A pedido do Ministério Público estadual, o juiz Maurício Chaves de Souza Lima, da 3ª Vara Cível de Nova Iguaçu, decretou liminarmente a indisponibilidade de bens de Lindberg e outros envolvidos na contratação, em 2005, de uma fundação encarregada de aperfeiçoar o modelo de gestão da prefeitura de Nova Iguaçu. Os promotores alegam que a fundação serviu de fachada para a contratação, sem licitação, de duas empresas ligadas ao PT.
Na decisão, o juiz entendeu haver "indícios de ocorrência de improbidade administrativa" no contrato, razão pela qual bloqueou os bens "a fim de evitar o sumiço ou perecimento, garantindo assim a futura recomposição".
A Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) foi contratada logo após a posse de Lindberg, em março de 2005, com dispensa de licitação, por R$ 1,246 milhão, pago em nove parcelas. O objetivo era a prestação de serviços de "desenvolvimento institucional da municipalidade, por meio de estudos, pesquisas, diagnósticos e aplicação de metodologias próprias". A concorrência pública foi dispensada sob a justificativa de "notória especialização".
Contratos semelhantes foram feitos pela fundação, no mesmo período, com outras prefeituras e governos petistas. Ligada à UnB, a Finatec foi a mesma entidade que gastou R$ 389 mil para mobiliar com artigos como lixeiras de R$ 1 mil e um saca-rolhas de R$ 856 o apartamento do ex-reitor da UnB Timothy Mulholland, desligado da instituição após a divulgação do caso.
A Finatec também é alvo de ações movidas pelos Ministérios Públicos do Distrito Federal e do Espírito Santo. A 3ª Promotoria da Tutela Coletiva (Nova Iguaçu), ao ajuizar a ação em março deste ano, explicou que as provas produzidas comprovaram que a Finatec "funcionava como fachada" para a contratação direta, sem licitação, de empresas de consultoria - que eram subcontratadas por ela.
A prefeitura, neste caso, aproveitava-se de uma brecha na legislação que permite a contratação de fundações ligadas a entidades de ensino sem a necessidade de licitação. "A Finatec não tinha capacidade técnica para executar o contrato", sustenta a acusação.
Essa brecha foi aproveitada pelas empresas Intercorp Consultoria Empresarial e Camargo & Camargo Consultoria Empresarial, pertencentes ao casal Luís Antônio Lima e Flávia Maria Camarero. De acordo com investigações do MP-DF, dos R$ 50 milhões em contratos com órgãos públicos amealhados pela Finatec entre 2001 e 2005, R$ 22 milhões foram destinados a pagamentos à Intercorp e à Camarero e Camarero.
Além de Vitória e Nova Iguaçu, a Finatec atuou em Recife, em Maringá e no governo do Piauí. Psicólogo gaúcho, Luís Lima participou da equipe que preparou a transição do governo Fernando Henrique para o de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os promotores pedem o ressarcimento de danos ao Erário e declaração de nulidade de contrato administrativo. São apontados como responsáveis Lindberg Farias; José Luiz Alves da Fontoura Rodrigues, ex-diretor da Finatec, Intercorp Consultoria Empresarial (Brasília), Camarero & Camarero Consultoria Empresarial Ltda (SP); Luiz Antônio Lima (sócio Intercorp); e Flávia Maria do Carmo Camarero (mulher de Luiz, dona da Camarero).
Testemunha reforça suspeitas do MP
De acordo com os promotores, a "má fé e o dolo" de Luís Antônio Lima são reforçados pelo testemunho de Elisa Weber, ex-companheira de Eduardo Grin, que trabalhou na Intercorp. Em depoimento prestado em setembro do ano passado, ela disse que "tanto Luís quanto Eduardo falavam clara e abertamente que a parceria com a Finatec era para não fazer licitação".
Já no Espírito Santo, a 8ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória (Curadoria do Patrimônio Público) propôs ação por atos de improbidade administrativa contra o prefeito João Carlos Coser, quatro ex-secretários municipais, além da Finatec, da Intercorp e de seus gestores. Em Vitória, o contrato firmado entre o município e a Finatec, sem licitação, foi de R$ 2,1 milhões, para a prestação dos mesmos serviços.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Resumo do Sustentável 2010
Ellyel dos Santos
Foi um evento fantástico!
Passei o dia todo de hoje, 06, no encontro Sustentável 2010: Cidades e as Mudanças Climáticas, promovido pelo Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). A proposta do evento era discutir projetos e soluções ambientais para a cidade do Rio de Janeiro e apresentar projetos que já foram implantados em outras.
Antes de começar o evento, ainda durante o percurso até o Centro de Convenções RB1, no Rio, eu ouvia a programação da rádio CBN e fiquei surpreso com a notícia: completando-se um mês da tragédia que assolou os diversos municípios do Rio de Janeiro, até agora nenhum centavo foi liberado aos reparos de danos causados pelas chuvas. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se esses recursos não forem liberados pelo Governo Federal o mais rápido possível, a situação sairá do estado de atenção (sinal amarelo) para o estado crítico (sinal vermelho).
O evento, propriamente dito, começou às 9h 30min com a cerimônia de abertura. À mesa, Carlos Alberto Vieira Muniz, vice-prefeito da cidade do Rio de Janeiro; Suzana Kahn, pesquisadora da COPPE/UFRJ; Cláudio Neves, pesquisador da COPPE/UFRJ; Sérgio Besserman, assessor especial da Prefeitura do Rio de Janeiro; Maria Muylaert, COPPE/UFRJ; Branca Americano, do Ministério do Meio Ambiente; Marina Grossi, presidente executiva do CEBDS; Bjorn Stigson, presidente do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e, por fim, Sue Wolter, representante da Petrobras.
Na parte da manhã, um detalhado estudo de vulnerabilidade às mudanças climáticas das maiores cidades brasileiras feito pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelou que o Rio de Janeiro, como era de se esperar, é muito vulnerável aos fenômenos das mudanças climáticas. As áreas de risco da cidade incluem: Jacarepaguá, Baixada Fluminense, terrenos de encostas e entorno da Baía de Guanabara. Nesse primeiro momento foram apresentados os projetos que compunham os estudos voltados para projetos e ações que deverão ser adotados pelas cidades que estão em elevado desenvolvimento. Apesar de serem projetos para implantação de custos elevados, porém de resultados positivos e relevantes para desenvolver as cidades, principalmente aquelas que se localizam em regiões costeiras, terá que passar pela burocracia das três esferas governamentais: municipal, estadual e federal, principalmente desta última.
Bjorn Stigson expôs dados de estudos feitos dentro de um cenário atual e futurista. Assinalou o crescimento populacional, a necessidade do investimento para o desenvolvimento sustentável diante do panorama internacional.
Suzana Kahn, em seu estudo Mobilidade e Adaptação, defendeu a interação entre quatro elementos para adequar a sustentabilidade à realidade: mobilidade, consumo de recursos, impacto e adaptação. Para ela, mobilidade dar-se pela tendência de aumento de renda (pessoas e bens), seja por aumento da população ou ainda novas opções, como turismo, cursos, etc. Resultado disso é o consumo de recursos, seja através do espaço, da infraestrutura, combustíveis, gerenciamento de tráfego ou outros. O impacto causado por todo esse cenário é através da poluição sonora, atmosférica, congestionamento, enfim, tudo o que impede o desenvolvimento sustentável de uma cidade. Por fim, a adaptação, esta vinculada diretamente com a tecnologia, ou seja, a capacidade de se desenvolver dentro dos novos cenários.
Cláudio Neves e Sérgio Besserman, pesquisadores da COPPE/UFRJ, em seu estudo Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas, sintetizam que é preciso reavaliar as infraestrutura de algumas cidades, principalmente as que se localizam em regiões costeiras, como Recife, Natal, Rio de Janeiro, porque corre o risco de, dentro do prazo de alguns anos, essas cidades serem penetradas pela água do mar, assim como verifica-se, muitas vezes, na cidade do Rio.
Corroborando a esse estudo, precisa-se investir em propostas de engenharia. Ele ressalta que o Rio, sob o título de Cidade Maravilhosa, foi construída sobre um aterro sanitário. De acordo com os recentes estudos, 70% da população é responsável por 80% do PIB – Produto Interno Bruto. Resumindo: ocorre pressão ainda maior sobre uma população que já é deficitária de recursos assistencialistas. Somado a isso, adverte que as cidades estarão mais vulneráveis ao aumento de temperatura do que às conseqüências das mudanças climáticas. Segundo Besserman, há duas populações submetidas a uma taxa de risco por conta das mudanças climáticas: os pobres e os empresários. Ele afirma:
- Empresas irão nascer e morrer aos borbotões porque vivemos uma transição econômica muito severa. Precisamos que todos cobrem políticas de adaptação, tanto no plano municipal como no estadual e federal.
Foram assinalados quatro pontos relevantes dentro do estudo. São eles: custo/benefício, energia, área sustentável e infraestrutura.
Branca Americano destacou que o papel do governo é criar os incentivos, sinalizar os setores que serão prejudicados ou sairão na frente, caso adiram ao desenvolvimento sustentável. Para ela, existe a oportunidade, a hora é agora.
Na parte da tarde, às 13h 17min, o encontro passou a integrar o painel 2, cujo tema: 1ª Jornada de Construção Sustentável – Sustentabilidade; As oportunidades da Copa e das Olimpíadas. São, de fato, os dois eventos mais pomposos que a cidade do Rio sediará. Até lá, há muito que planejar organizar, dirigir e implantar. São, na verdade, dois paradoxos: de um lado, a construção em alta, empregos em ascensão dará uma aquecida violenta na economia do estado. Do outro, o meio ambiente, as degradações, os investimentos deixados de lado. Este sofrerá. Dessa forma, construções em demasia significa menos áreas verdes, mais degradação, poluição causada pela produção do cimento.
Para tanto, Carlos Eduardo de Almeida, representante do CEBDS, apontou algumas alternativas. Entre elas, destaca-se, determinar como exigência edifícios serem ecoeficientes.
Maria Salette Weber, do Ministério das Cidades, defende a questão da sustentabilidade que antes não era preocupação do Ministério, mas passou a ser. Ou seja, todos os investimentos feitos para esses dois eventos estão focados na perenidade.
Contudo, é sempre bom lembrar, e Branca Americano definiu bem, em vários fóruns quando se chega a questão das mudanças climáticas, estas são vistas como oportunidade, mesmo que na “sala ao lado” haja um apresentador dizendo que elas são restrição. São ou não são paradoxos do desenvolvimento?
Tudo considerado, o Brasil precisa se voltar mais para o tratamento de assuntos com vínculo ambientalista. Não pode apenas ficar no papel, precisa investir. Projetos têm, basta eficiência e eficácia de governos que se comprometam com ações de sustentabilidade. É bom para o Brasil, é bom para o planeta!
O evento encerrou-se às 15h 56min.
Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Sustentável 2010
Com as chuvas ocorridas no mês passado, o número de mortos chegou a 400 mortos em todo o Estado.
Até agora, nenhum centavo foi autorizado para atender à população atingida.
E, hoje, discutiremos sobre como cidades como o Rio de Janeiro deverão se preparar para as mudanças climáticas.
Começa o Sustentável 2010, cujo o tema é "Cidades e Mudanças Climáticas". Começa daqui a pouco.
Acompanhe através do site!!!!!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sustentável 2010: é amanhã!

O evento, que vai debater as mudanças previstas em adaptação e mitigação nas grandes cidades brasileiras até 2016, contará com a presença de Bjorn Stigson, presidente do WBCS (World Business Council for Sustainable Development), e um dos destaques é o lançamento do Estudo "Vulnerabilidade das Mega-cidades Brasileiras às Mudanças Climáticas" de Sérgio Besserman Viana e Daniel Hogan.
Durante o Encontro será lançada também a 1ª Jornada de Construção Sustentável, que vai abordar a "Sustentabilidade: O Legado da Copa". A Jornada tem como objetivo unir as principais entidades ligadas à construção sustentável, tais como CEBDS, por meio da sua Câmara Temática de Construção Sustentável, o ICLEI (sigla em inglês de Governos Locais pela Sustentabilidade) , o CBCS, o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável e o PNUMA, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, para participar da agenda e debates sobre as obras que serão realizadas em infra estrutura urbana, nas cidades que vão receber os mega eventos nos anos de 2014 e 2016.
Será discutida no evento a possibilidade de mobilizar os recursos públicos e privados para um modelo mais sustentável nas grandes cidades, explorando a oportunidade que mega eventos como estes carream em termos de novos recursos e projetos. Para esta discussão foi chamado o setor privado, representantes do governo, ONGs e os tomadores de decisão. A idéia é começar a trabalhar já, explica Marina Grossi.
Eleições 2010
Além do próprio âncora Heródoto Barbeiro, participarão da sabatina Lucia Hippolito, Miriam Leitão e Sergio Abranches, comentaristas do Jornal da CBN, que farão perguntas sobre política, economia e meio ambiente.
Ouvintes e internautas são convidados a enviar suas questões pelo e-mail candidato@cbn.com.br .
Nas semanas seguintes, também serão entrevistadas as pré-candidatas pelo PT, Dilma Rousseff, no dia 17, e pelo PV, Marina Silva, no dia 24.
O blog transmitirá "Ao Vivo".
Sustentável 2010
O evento acontecerá no Centro de Convenções RB1, na Av Rio Branco, nº 01, Salão Mauá, aqui, no Rio de Janeiro.
Agenda Preliminar
08h30 Credenciamento e café de boas vindas
09h00 Abertura
• Carlos Alberto Vieira Muniz, Vice-Prefeito, da Cidade do Rio de Janeiro
• Branca B. Americano, Secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental – Ministério do Meio Ambiente
• Marina Grossi, Presidente Executiva do CEBDS
• Bjorn Stigson, Presidente do WBCSD (World Business Council for Sustainable
• Development)
• Representante da Petrobras
09h30
Painel 1: Adaptação – Mudanças Climáticas
Mediador: Sidney Rezende
• Bjorn Stigson, Presidente do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development - Panorama Internacional sobre adaptação e Negócios.
• Suzana Kahn, Pesquisadora da COPPE – Mobilidade e Adaptação.
• Cláudio Neves, Daniel Hogan e Sergio Besserman Vianna, Assessor especial da Prefeitura do Rio de Janeiro – apresentação dos resultados preliminares do estudo “Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas”.
• Branca B. Americano, Secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental – Ministério do Meio Ambiente.
• Maria Silvia Muylaert, COPPE/UFRJ.
Perguntas
12h00 Almoço livre
13h00
Painel 2: 1ª Jornada de Construção Sustentável - Sustentabilidade: As oportunidades da Copa e das Olimpíadas
Grupo 1: Rápida introdução das ações relacionadas à construção sustentável da organização que representa e uma pergunta/ sugestão/ desafio para o Grupo 2 referente às oportunidades de sustentabilidade na preparação para a Copa do Mundo de 2014 (5 minutos cada).
• Carlos Eduardo G. de Almeida, Presidente da Câmara Temática de Construção Sustentável do CEBDS.
• Laura Valente de Macedo, Diretora Regional do ICLEI Brasil (sigla em inglês de Governos Locais pela Sustentabilidade).
• Cristina Montenegro, Representante Nacional – PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.
• Marcelo Takaoka e Vanderley John, CBCS - Conselho Brasileiro de Construção Sustentável.
• Roberto Kauffmann, Presidente - Sinduscon-Rio. *
Grupo 2: Rápida introdução das ações de sustentabilidade planejadas pela organização que representa e resposta às perguntas/ sugestões/ desafios lançados pelo Grupo 1 (10 minutos cada)
• Sallete Weber, Gerente da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades.*
• Ricardo Gonçalves Lyser, Representante do Comitê Olímpico e coordenador das Olimpíadas.
• Márcia Valle Real, Superintendente de Clima e Mercado de Carbono da Secretaria de Estado do Ambiente.
• Solange Nogueira, Gerente da Divisão de Eficiência Energética em Edificações da Eletrobrás (PROCEL).
• Adailton Ferreira Trinadade , Gerente Nacional da Caixa.
• Débora Linhares, Diretora Executiva do Instituto Rio Olímpico.
16h00 Encerramento – Marina Grossi, Presidente Executiva do CEBDS
* a confirmar
terça-feira, 4 de maio de 2010
Eleições 2010: Rio de Janeiro
Os principais candidatos já estão definidos, apesar de saber que aparecerão outros candidatos, mas estes só apenas para fazer figuração e participar do processo democrático.
O atual governador Sérgio Cabral (PMDB) é candidato à reeleição (detalhe: permanece no cargo!), uma vaga para o Senado fica com o atual presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Jorge Picciane (PMDB), a outra vaga fica para o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), vencedor das prévias contra a secretária Benedita da Silva.
No círculo de "amizade" do ex-governador Garotinho, candidato ao Governo do Estado, não se sabe ainda quem irá disputar ao Senado. Porém, configura o segundo palanque à ex-ministra Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à Presidência da República.
Na oposição, a chapa fecha com o ex-deputado Fernando Gabeira (PV), também candidato ao Governo e o ex-deputado Márcio Fortes (PSDB), compondo a chapa de Gabeira como vice. A estratégia é a seguinte: garantir o palanque no primeiro turno para Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) e para somente José Serra (PSDB), em um eventual segundo turno.
Em relação às vagas para o Senado, as opções são: uma é do ex-prefeito César Maia (DEM) e a outra é do ex-deputado federal Marcelo Siqueira (PPS).
Cogita-se ainda, caso o TSE autorize mais de dois candidatos ao Senado por chapa, dois nomes. São eles: na chapa do governador Sérgio Cabral, a entrada seria do atual senador Marcelo Crivella (PRB); enquanto na chapa de Fernando Gabeira, a cadeira seria disputada pela vereadora Aspásia Camargo (PV).
Agora, vamos continuar acompanhando.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Entrevista Exclusiva: Profº Alessandro Orofino
Em entrevista ao blog, o Profº Orofino*, Coordenador do Curso de Administração de Empresas do Centro Universitário Uniabeu, destaca a importância da liderança como elemento pedagógico na formação dos novos Administradores FA - Qual o papel do Administrador no mundo atual?
Orofino – Por incrível que possa parecer, as funções universais da administração estão mais necessárias do que nunca em tempo de grandes mudanças. Planejar, Liderar, Controlar e Organizar.
FA - O que significa ser um Administrador socialmente responsável?
Orofino – Estar atento, profundamente atento, as variáveis sociais e climáticas que cada vez mais irão interferir nas nossas vidas. Não podemos deixar de lado o crescimento da maturidade do consumidor brasileiro em relação a produtos e serviços com a ótica da sustentabilidade.
FA - Atualmente, como está a profissão de Administração no Brasil?
Orofino – Estamos crescendo cada vez mais. Isso ocorre pela profunda necessidade das organizações na melhoria de seus quadros e na geração crescente de resultados, encantando cada vez mais o cliente. Ele, encantando, atrai outros; ele, encantando, ajuda a pagar as contas da empresas. Verdade incrível e, poucas vezes, percebida e trabalhada...
FA - Como reconher o bom Administrador (a)?
Orofino - Reconhecemos pela postura ética e pela visão de futuro. Mas entendo o administrador como um mobilizador de pessoas. Se ele consegue mobilizar os demais em prol do futuro e da geração de resultados, o destaque nada mais é, natural.
FA - O que é Liderença?
Orofino – Fazer acontecer.
FA - Qual é o maior líder da atualidade?
Orofino – A humanidade passa por um momento muito crítico no que tange a liderança. Por sua anteporalidade, Jesus Cristo.
FA - Como uma empresa pode ajudar a formar um líder?
Orofino – Desenvolvendo-o com programas específicos de criatividade, inovação e trabalho em time. Pesqusias já apontam, só em 2010, aumento de 15% dos programas de treinamento e desenvolvimento gerencial.
FA - Para se tornar um líder é preciso que a pessoa esteja "disposta" a isso?
Orofino – O líder não nasce do berço. Ele pode ser desenvolvido. Mas, a atitude...a atitude passa pela responsabilidade dele. Não tem jeito.
FA - Diante de um mundo cada vez mais virtual em que os relacionamentos são mais a distância do que pessoalmente, é possível haver liderança?
Orofino – Novamente, falo que ética, boa comunicação, transparência das relações não só continuam a existir, mas serão sempre bem-vindas, num mundo de descontinuidade. O momento pede essas competências do estudante e do profissional de administração!
FA - O que é e qual a finalidade do projeto Empresa Júnior do Centro Universitário Uniabeu?
Orofino – O projeto Empresa Júnior ainda está nos passos iniciais, mas é considerado uma "menina" dos olhos, dentro na nova metodologia adotada pela nova gestão do curso. O projeto está amparado por diversas pesquisas e iniciativas para tornar o aluno mais empreendedor , como o encontro do dia 08, para sensibilizar os alunos dessa nossa vontade de construir uma empresa júnior em nosso Centro Universitário.
FA - Quais as vantagens para os discentes que estarão participando diretamente desse projeto?
Orofino – Desenvolvimento de habilidades de liderança e forte visão de mercado, destaco. Ser um empreendedor, de fato e de direito.
FA - Quais as tarefas conduzidas durante a elaboração e implementação do projeto?
Orofino – Estudar mercados, desenvolver pesquisas, criar planos de marketing e de recursos humanos para pequenas e médias empresas. É o começo...!
FA - O Centro Universitário Uniabeu capacita seus discentes para o mercado de trabalho. Os discentes utilizam essa metodologia técnica em seus empregos ou falta interesse dos mesmos em aliar o conhecimento teórico à prática?
Orofino – Ocorre as duas situações. Vejo vários alunos que conseguem aplicar o que aprendem – com muito sucesso – nas organizações em que trabalham. Mas, como tudo, existe o outro lado. Um certo desinteresse de alguns....mas a boa – ou ótima notícia – é que está diminuindo cada vez mais o número de desinteressados. Isso se chama lucidez.
FA - Quanto Coordenador de Curso de Graduação de Administração, qual o seu "conselho" para os discentes do Centro Universitário Uniabeu?
Orofino – Não esperem o tempo passar para crescer como pessoa e profissional. O mundo não espera acomodados. A velocidade das mudanças é enorme, mas os gestores de sucesso conseguem antecipar tendências e ser uma referência na área.
*Alessandro Orofino de Araújo é administrador de empresas com MBA em Marketing pela ESPM-SP, mestre em administração e desenvolvimento empresarial pela UNESA-RJ, é coordenador do curso de graduação em Administração de Empresas pela UNIABEU e atua como professor de pós-graduação e consultor empresarial. Desenvolveu trabalhos em grandes empresas nos principais estados brasileiros e é sócio-diretor da Futuros Consultoria que atua na Gestão Estratégica de Recursos Humanos e Gestão de Novos Negócios, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. É autor dos livros “Cenários XXI – Novas Empresas, Novos Negócios na Organização do Futuro” pela Editora Qualitymark e “Gestão Universitária e Mudança Organizacional” pela Editora Papel & Virtual.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
CRA: Entrevista
Revista AdministrAção - Como o senhor analisa a atual situação do ensino de administração no Brasil?
Adm. Prof. Carlos Roberto - A consolidação da opção dos jovens universitários brasileiros pela Administração como carreira profissional, talvez seja um dos maiores indicadores de que o Brasil caminha numa trilha sem volta de progresso longo e duradouro. Médicos, engenheiros, advogados são importantes, mas administradores são fundamentais! Parafraseando o saudoso Peter Drucker que dizia que o mundo passou a ser dividido em nações que sabem administrar para criar riqueza e nações que não o sabem, eu digo que o Brasil é hoje uma nação que aprende a ser mais rica a cada administrador e outros profissionais de gestão que estão sendo formados, com competência nos bons cursos deste país. Além disso, segundo pesquisa do professor Nery da FGV, os profissionais de administração, pós-graduados, estão entre os mais bem remunerados do país, considerando todas as profissões. Percebemos que o ensino de Administração é hoje amplamente reconhecido, no Brasil e no mundo, como um fator decisivo para o desenvolvimento da própria sociedade, haja vista a grande demanda em todos os setores por gente gabaritada para administrar negócios. Isso também explica o fato de o curso de Administração ser o mais procurado em todo o Brasil, reunindo aproximadamente 15% dos estudantes universitários, alem de ser o curso presente no maior numero de municípios brasileiros o que colabora para o fortalecimento dos processos de gestão em todo o território nacional.
Revista AdministrAção - Quais são os pontos fortes e o que pode melhorar no ensino de administração?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Desde 2005 com a aprovação das Diretrizes Curriculares pelo Conselho Nacional de Educação os cursos de Administração puderam, em função das peculiaridades regionais de cada um, conferir uma identidade aproximando-se mais das necessidades do mercado de trabalho. Isso permitiu um diálogo permanente entre escolas, alunos e empresas, gerando maior atração pelos egressos dos cursos de Administração, e essa atualização permanente dos currículos tem sido fundamental para que a parceria entre Instituições de Ensino Superior e Empresas seja cada vez mais sintonizada, afinal os alunos de Administração devem receber conhecimentos – que se traduzirão em competências, habilidades e atitudes - que sejam também de interesse do mercado de trabalho, ou seja, das empresas que gerarão os empregos para os mesmos. Observando atentamente as exigências das organizações públicas e privadas quanto ao perfil do profissional desejado, percebe-se a necessidade crescente de incorporação, na formação dos gestores, consultores e executivos, de elementos que ultrapassem a simples qualificação técnica, tais como inovação, criatividade, habilidades interpessoais, capacidade crítica e proatividade. Qualquer indivíduo, em seu próprio ritmo e capacidade está apto a assimilar as mais diferenciadas técnicas de gestão, entretanto é exigido dos profissionais de administração uma permanente reinvenção do seu “fazer profissional” precisamos ser inovadores cotidianamente e os formuladores das matrizes curriculares dos Cursos de Administração e dos Superiores de Tecnologia em Gestão nas suas mais diferentes modalidades, ou seja os Colegiados de Curso e os Núcleos Docentes Estruturantes precisam manter firme atenção a estes elementos. Igualmente, devem ser utilizadas todas as tecnologias disponíveis e de uso corrente na gestão.
Revista AdministrAção - O que há de novo no ensino de administração?
Adm. Prof. Carlos Roberto - A novidade é a disseminação do ensino a distancia (EaD) que tem ganhado força na medida em que parcela da população não tem tempo ou acesso aos centros universitários por dificuldade de deslocamento, ou por indisponibilidade de recursos. Os pólos de EaD vêm se multiplicando, com o devido acompanhamento do MEC que deve garantir os padrões de qualidade para a entrega desse serviço, e tem garantido o acesso de milhares de brasileiros ao ensino de várias áreas, principalmente da Ciência da Administração. Ainda é preciso, entretanto, uma grande evolução na adoção das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos processos de ensino em conformidade com os seus usos na empresa e na vida cotidiana, especialmente no que diz respeito à formação de redes sociais de produção coletiva de conhecimento. Atualmente a pesquisa e desenvolvimento de produtos nas empresas, é feita em redes de cooperação que interligam pessoas de competências várias em instituições distantes milhares de quilômetros umas das outras. Nossos alunos precisam aprender a produzir desta forma. Os centros de formação ainda buscam uma resposta adequada e eficaz para este problema, A meu ver, para resolução disso, seguramente, a EaD pode oferecer alternativas e metodologias, mas há uma longa trilha a percorrer e muitas coisas a serem desenvolvidas. Vejamos por exemplo as duas principais ferramentas de relacionamento na internet, o Orkut e os Mensageiros Instantâneos, há empresas que as usam e há aquelas que as proíbem, mas certamente, a grande maioria dos jovens que estão ingressando nas universidades e nas empresas hoje possui seus “nick's” e “id's” e seguramente quando eles querem resolver algum problema rapidamente, recorrem com eficácia às suas redes de relacionamento. Vejamos o caso, por exemplo, do Linkedin e outras redes de profissionais. Diretores e executivos de empresas, consultores, e headhunters lá estão trocando informações e se relacionando, contratando e encontrando soluções. Estamos todos imersos num mundo de relações virtuais que afetam o mundo real. A universidade não pode ignorar este fenômeno, sob o risco de encontrar algo que a sucederá. Vejo com muita esperança o esforço de várias IES para enfrentar este desafio.
Revista AdministrAção - Quais as tendências do ensino de Administração?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Parecem ser tendências: a internacionalização da formação superior, a ênfase cada vez maior no uso de métodos quantitativos na gestão e, paradoxalmente uma maior visão humanística, mas somente com o tempo saberemos de fato para onde caminha o futuro da formação dos Administradores. O certo é que somente quem oferecer uma formação de qualidade se manterá no mercado.
Revista AdministrAção - Quantos cursos de administração existem no Estado do Rio de Janeiro?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Atualmente há 78 IES oferecendo o curso de Bacharelado em Administração em mais de 160 campi distribuídos no Estado do Rio de Janeiro, além de um número crescente de pólos de EaD.
Revista AdministrAção - Quais os cinco melhores?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Não creio que possamos ou devamos estabelecer um ranking qualitativo. Ora se um curso, mesmo sendo pouco conhecido, obtém sucesso ao preparar Administradores para atuarem tanto na iniciativa privada, quanto no setor público, seja em pequenas, medias e grandes empresas, podemos afirmar que o objetivo desse curso foi plenamente atendido. Quero dizer que os cursos podem atuar por nichos ou serem massivos, sempre haverá espaço no mercado de trabalho para todos que tiverem qualidade.
Revista AdministrAção - Quais os benefícios, em termos educacionais, das IES terem administradores lecionando disciplinas específicas da área?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Os mesmos benefícios que existem nas demais carreiras profissionais, ou seja, o exemplo, a experiência, o caso de sucesso que representa aquele professor postado em sala de aula perante os alunos. O professor é o principal referencial para os alunos durante o curso. As disciplinas típicas do Administrador devem ser lecionadas por professores habilitados técnica e legalmente para esse exercício profissional, ou seja, deve existir aderência que é muito bem avaliada pelo MEC no momento das visitas às IES. Assim como as coordenações de cursos de Administração devem ser providas com Administradores qualificados para essa função. Isso garante identidade e credibilidade aos cursos. O papel do coordenador como gestor do curso se amplia no atual momento, pois ele responde entre outras coisas, pela captação e fidelização dos alunos, bem como, pela seleção dos melhores docentes, pelos aspectos regulatórios, enfim por tudo o que envolve e garante a qualidade do curso.
Revista AdministrAção - Quantos administradores se formam anualmente, em média, no Rio de Janeiro?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Aproximadamente 6.500 a cada ano, segundo informações disponíveis no MEC.
Revista AdministrAção - Como o CRA/RJ apoia os estudantes e os profissionais recém-formados?
Adm. Prof. Carlos Roberto - De várias formas. Através da concessão da CEAD (Carteira de Estudante de Administração) o que permite aos alunos de Administração um acompanhamento intenso do que ocorre na entidade que representa a categoria no Estado do RJ. Além disso, o CRA/RJ mantém uma programação de visitas às IES com palestras e stands nos principais eventos acadêmicos que são por elas realizados, com distribuição de informativos, revistas, brindes. Para o primeiro semestre deste ano a atual gestão está programando a retomada do SOA – Serviço de Orientação e Apoio ao Administrador que enseja, dentre os seus objetivos, preparar, por meio de programas sócio-psico-educacionais,os jovens profissionais para os desafios da profissão, conferindo a eles maior auto-estima, foco, atitudes desejadas pelas empresas, entre outros atributos, vale dizer, aumentando o seu nível de empregabilidade e de mobilidade profissional e social.
Revista AdministrAção - Qual o nível de empregabilidade dos administradores recém-formados no mercado do Rio de Janeiro?
Adm. Prof. Carlos Roberto - Pesquisas recentes demonstram que o nível de empregabilidade é significativo, não só pela elevada demanda de Administradores no setor privado, por parte de micros, pequenas, medias e grandes empresas de todos os setores da economia, mas também pela incidência de chamados por Administradores nos inúmeros concursos públicos por todo o Brasil. Percebemos uma grande mobilidade de Administradores, mesmo recém-formados, que a todo momento trocam seus atuais empregos ou trabalhos por posições cada vez melhores demonstrando assim a potencialidade de progresso profissional que possuem. Não resta dúvida de que a manutenção da empregabilidade tem relação direta com a educação continuada, a atualização permanente. As IES que conseguirem aproximar as suas propostas pedagógicas das reais exigências do mercado de trabalho, seja em cursos de extensão, graduação, tecnológicos ou pós-graudação, estarão contribuindo decisivamente para aumentar a empregabilidade de seus alunos.
Carlos Roberto Fernandes de Araujo
Vice-Presidente de Planejamento e Desenvolvimento Institucional do CRA/RJ.
Diretor do Centro de Gestão e Negócios da Estácio de Sá.
Administrador e Mestre em Administração Pública pela Ebape/FGV.
Um novo ciclo
O aumento do juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, anunciado nesta quarta-feira (28) pelo Banco Central é o início da terceira rodada de aperto monetário conduzido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da alta anunciada hoje, de 8,75% para 9,5% ao ano, o balanço do atual governo nos juros é positivo: a Selic acumulava queda de 16,25 pontos porcentuais nos sete anos e três meses do governo, de 25% para os 8,75% que vigoraram até hoje.
Quando Lula começou o governo em 1º de janeiro de 2003, a taxa Selic estava em 25% ao ano e o Brasil ainda sofria com a crise do ano anterior, quando as eleições causaram nervosismo e apreensão no mercado financeiro com o temor de mudança na política econômica. Após altas nas duas últimas reuniões do BC no governo anterior, Henrique Meirelles continuou o ciclo e subiu o juro nas duas primeiras reuniões do governo Lula. A postura foi importante para reconquistar a confiança do mercado, o que permitiu iniciar a primeira sequência de queda do juro poucos meses depois, em junho de 2003.
Em 2004, com a economia a todo vapor, os preços começaram a subir e o Comitê de Política Monetária (Copom) se viu obrigado a subir a taxa Selic naquele que seria o primeiro ciclo de aperto iniciado e encerrado na gestão Meirelles. Na ocasião, a taxa passou de 16% para 19,75% ao ano. Quatro meses depois de terminado o ciclo, o BC começou o mais longo período de redução da Selic da história no Brasil: foram 18 cortes seguidos em dois anos, entre os meses de setembro de 2005 e 2007. Ao todo, a taxa caiu 8,50 pontos porcentuais.
O segundo ciclo de alta do juro básico foi meses antes do estouro da crise de 2008. Em quatro reuniões, o BC aumentou a Selic em 2,50 pontos entre abril e setembro daquele ano para conter a velocidade da economia. Mas com a crise, a sequência foi interrompida e o juro passou a cair entre janeiro e julho de 2009 até atingir o patamar de 8,75% ao ano.
No jogo de forças entre aumentos e cortes da Selic no atual governo, a vantagem é da redução da taxa: já foram 32 reuniões com corte e 15 encontros com aumento desde o início de 2003.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Selic: Tudo o que precisa saber
A taxa Selic é a média de juros que o governo brasileiro paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, porque paga bem. Já quando a Selic cai, os bancos são "empurrados" para emprestar dinheiro ao consumidor e conseguir um lucro maior. Assim, quanto maior a Selic, mais "caro" fica o crédito que os bancos oferecem aos consumidores, já que há menos dinheiro disponível.
Por que a Selic é importante para a política econômica?
O governo usa essa taxa como instrumento para controlar a inflação. Se a Selic é alta, há menos dinheiro circulando e menos procura por produtos e serviços à venda. Se a demanda é menor, os preços caem.
A Selic também ajuda a controlar a entrada de investimentos estrangeiros. Quem investe em títulos brasileiros ganha com os juros altos, o que faz entrar mais dinheiro no país. Quanto mais dólares entram no país, menor a cotação dessa moeda por aqui.
Por que tanta gente reclama dos juros altos?
Os juros altos diminuem o consumo, o que prejudica as vendas e as empresas. Se as empresas não crescem, há mais desemprego, e a economia encolhe. Além disso, o investimento estrangeiro que entra no país por causa dos juros altos é especulativo. Esse dinheiro pode sair daqui a qualquer momento; é diferente do capital que entra para construir uma fábrica ou melhorar uma empresa.
E para o consumidor, que diferença isso faz?
É a Selic que dá a medida das outras taxas de juros usadas no país: do cheque especial, do crediário, dos cartões de crédito, da poupança. É a partir dela que os bancos calculam quanto cobrarão de juros para conceder um empréstimo. Quanto menor a Selic, mais "barato" fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo.
Mas essa relação não é direta. Quando o Banco Central reduz a Selic, essa queda demora a chegar ao consumidor. Isso acontece porque os bancos também cobram, em forma de juros, impostos (IOF), inadimplência, seus custos e seu lucro. Essa diferença entre o que o banco paga ao tomar um empréstimo e o que ele cobra ao conceder um empréstimo é o chamado "spread bancário".
Também dá para ganhar com a Selic alta?
Como a Selic também influencia os juros que os bancos pagam quando emprestam dinheiro de alguém, o consumidor também pode ganhar com isso. Em geral, quanto maior a Selic, maior o rendimento das aplicações de renda fixa, como poupança e CDBs.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Por dentro do blog
Principais notícias do dia
1. Serra mantém-se à frente de Dilma
Pesquisa Ibope encomendada pelo jornal Diário do Comércio e divulgada ontem mostra o candidato tucano José Serra com 36% das intenções de voto, sete à frente de Dilma Rousseff (PT), que seria a escolhida por 29% do eleitorado. No último levantamento a diferença entre os adversários era de 5 pontos. A pesquisa mostra também crescimento na popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 76% dos entrevistados, a gestão de Lula é ótima ou boa; para 18%, é regular, e 5% afirmaram ser ruim ou péssima. Na última pesquisa, 75% dos entrevistados avaliavam a gestão do presidente como ótima ou boa.
2. PT receia retirada de Ciro da disputa presidencial
Ciro Gomes se tornou a principal preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do comando petista da campanha de Dilma Rousseff. O receio é que, ao ser retirado da corrida presidencial, Ciro se vire contra o PT. Um detalhe teria aumentado ainda mais o receio petista. Lula, que convidou Ciro para uma conversa por meio de um auxiliar, não recebeu sequer uma resposta. Cogita-se até mesmo convidar Ciro para assumir missões executivas na cruzada da candidata de Lula para tentar amenizar o imbroglio.
Sociedade
3. Cresce falta de vagas no ensino infantil em São Paulo
Apesar de o fim da falta de vagas na educação infantil ter sido uma das principais promessas de campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o déficit chegou a 123 mil em março deste ano. A idéia era construir novas escolas, mas as obras atrasaram. Das 142 instituições de ensino anunciadas no ano passado – com 85 mil vagas previstas -, só oito estão em construção. O resto deve ser entregue só em 2011. “A prefeitura deve se organizar para não seguir nessa omissão”, afirma o defensor público estadual Flávio Frasseto.
4. Prefeitura de Campo Grande nomeia professora com deficiência visual
A Prefeitura de Campo Grande terá de revogar a medida administrativa imposta à pedagoga Telma Nantes de Matos, 43. Aprovada em concurso público para atuar na rede municipal de ensino, ela teve a nomeação recusada por ser cega. A polêmica foi causada por declaração do prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB): “você colocaria sua filha de zero a quatro anos para uma pessoa com deficiência visual cuidar?”. A Ordem dos Advogados do Brasil do estado propôs uma ação pedindo a anulação dos atos administrativos “em desfavor da candidata, bem como a sua imediata posse no cargo de professor de educação infantil”.
5. Procon mineiro proíbe venda de Corolla
O Procon de Minas Gerais anunciou ontem a proibição da venda do modelo Corolla da montadora Toyota no estado. A medida foi tomada por causa dos casos de motoristas de Belo Horizonte que tiveram problemas de aceleração repentina e involuntária do Corolla automático. Nos acidentes registrados, em um deles houve perda total do veículo e a condutora sofreu ferimentos leves. A medida é válida até que a Toyota adote medidas que substitua as peças defeituosas “por produtos seguros e com recurso que impossibilite a utilização, no veículo, de tapetes não originais, sem as especificações do fabricante”.
Mundo
6. Tráfego aéreo aproxima-se da normalidade
A Eurocontrol, agência européia que monitora o tráfego aéreo civil afirmou que o tráfego aéreo europeu deve voltar hoje a seu ritmo normal. Um pequeno número de cancelamentos é esperado, por causa de restrições limitadas e por problemas logísticos das companhias para retomar seus cronogramas regulares. Segundo a Eurocontrol apenas o sul da Finlândia, o sul da Noruega, o norte da Escócia e o oeste da Suécia ainda estão com o espaço aéreo fechado.
7. Ex-presidentes da Bolívia buscam asilo no Brasil
Os três últimos presidentes da Bolívia e um ex-vice-presidente sondam com o governo brasileiro a possibilidade de se asilar no Brasil para evitar uma longa temporada na cadeia. Segundo a reportagem, publicamente eles negam a manobra, mas já sondam autoridades brasileiras sobre os procedimentos de asilo. Os ex-líderes são acusados pelo atual governo de crime de responsabilidade e até de traição à pátria. Caso condenados pela justiça boliviana, as penas podem chegar até dez anos de prisão.
Economia
8. BB compra banco argentino
O Banco do Brasil anunciou ontem a compra do Banco Patagônia. A instituição financeira, a sexta maior da Argentina, foi adquirida por US$ 479,6 milhões, cerca de R$ 839,3 milhões. Foram comprados 51% do capital do banco, que tem 154 agências, 751,6 mil clientes e US$ 2,56 bilhões em ativos totais. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente do BB ldemir Bendine disse que o avanço do banco no exterior tem três objetivos: atingir as comunidades de brasileiros no exterior, ajudar na internacionalização de grandes companhias nacionais e promover a expansão das relações comerciais do Brasil com o mundo.
9. GM paga US$ 6,7 bi a governo americano
A fabricante de automóveis General Motors pagou US$ 6,7 bilhões de um empréstimo feito pelo governo americano à montadora. O pagamento é uma fração do empréstimo total tomado do governo dos Estados Unidos pela companhia, no valor de US$ 50 bilhões, e está sendo efetuado cinco anos antes da data de vencimento. O anúncio foi feito ontem pelo Departamento do Tesouro americano após reunião entre o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e o executivo-chefe da companhia, Edward Whitacre.
10. Estados Unidos alteram nota de US$ 100 para evitar falsificação
O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, anunciou ontem a alteração do desenho da nota de US$ 100, principal alvo dos falsificadores. Entre as principais novidades, há o desenho de um sino, que desaparece e aparece conforme o ângulo em que se olha a nota, e uma fita azul, com uma espécie de “efeito 3 D”. A nova nota deve entrar em circulação a partir do dia 10 de fevereiro de 2011.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Morreu Hoje

Joaquim José Xavier, por alcunha Tiradentes, nasceu em 1748 na fazenda Pombal, entre São José (atual cidade de Tiradentes) e São João del Rei, em Minas Gerais. Exerceu atividades como dentista prático, tropeiro e alferes.
No período colonial, Tiradentes foi visto como criminoso, pois tina cometido um crime de lesa-majestade, isto é, contra a rainha e o poder do Estado português. Durante o império, sua imagem continuou a mesma, uma vez que D. Pedro I e D. Pedro II decidiam em linha direta da rainha D. Maria I, responsável pela confirmação das sentenças dos condenados.
Mas, a partir da proclamação da República, em 1889, Tiradentes foi elevado à condição de herói. Afinal, o alferes morreu defendendo os interesses do Brasil contra a opressão portuguesa. Sua morte aconteceu em 21 de abril de 1792.
Em suma, herói ou bandido, o enfoque excessivo sobre a figura de Tiradentes acabou deixando de lado o real significado histórico do movimento, Conjuração Mineira, que foi um conflito entre grupos econômicos da colônia e do reino.
terça-feira, 20 de abril de 2010
CBN na Travessa
O talk show integra a série de encontros “CBN na Travessa”. O evento é aberto ao público e a plateia é convidada a participar com perguntas.
O CBN na Travessa será gravado e transmitido no sábado, dia 01/05, das 11h às 12h, no CBN Rio (92,5 FM ou 860 AM).
Resumo das notícias de hoje
1. Justiça Federal decreta a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Bancoop
Em atenção a um pedido da Polícia Federal, a Justiça decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) e de seu fundo de investimento. A quebra foi decretada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no último dia 9. O acesso à documentação já havia sido autorizado pela Justiça estadual de São Paulo ao Ministério Público. A Promotoria apura supostos desvios de recursos da cooperativa para ex-dirigentes da entidade e campanhas políticas do PT, o que teria lesado milhares de cooperados. O inquérito da PF investiga o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) Bancoop I, criado pela cooperativa em 2004. Um dos focos é a compra de cotas do FIDC Bancoop em 2004 e 2005 pelos fundos de pensão de estatais.
2. Serra se compromete a tocar obras recomendadas por Aécio
Em sua primeira agenda em Belo Horizonte, José Serra se comprometeu a ampliar o metrô da capital e o Aeroporto de Confins. O compromisso foi firmado por Serra antes de receber das mãos do ex-governador Aécio Neves o documento Agenda de Minas, relação de obras e políticas federais reclamadas pelo Estado. O tucano citou também a recuperação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, de responsabilidade do governo federal, e a duplicação da BR 381, no sentido Belo Horizonte-Vitória, até Governador Valadares.
3. Lula quer Dilma no palanque das comemorações do dia 1º de maio
O comando da campanha de Dilma Rousseff começou a organizar a próxima aparição da candidata ao lado de Lula. Deve ocorrer no Dia do Trabalhador, 1º de maio, em palanque montado por centrais sindicais, em São Paulo. O evento depende apenas de uma análise jurídica e da palavra final de Lula. O último evento conjunto da dupla acontecera em 10 de abril, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, e resultou em nova ação do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral. Além de acusar Lula e Dilma de fazer campanha ilegal, o tucanato questiona o uso eleitoral de verbas sindicais.
4. Globo tira do ar anúncio criticado pelo PT
Após sofrer críticas veiculadas na internet por coordenadores da pré-campanha de Dilma Rousseff, a TV Globo retirou do ar a campanha comemorativa dos seus 45 anos de existência. O responsável por coordenar a campanha da petista na internet, Marcelo Branco, disse, no Twitter, enxergar uma suposta mensagem subliminar em favor de José Serra no anúncio. Segundo petistas, a propaganda pró-Serra se caracterizaria no “45″, o número do PSDB nas eleições, e em frases do jingle da Globo, como “todos queremos mais”, o que seria, de acordo com eles, referência ao slogan “o Brasil pode mais” dito por Serra no lançamento de sua pré-candidatura. A Central Globo de Comunicação divulgou nota em que nega relação entre a campanha e candidaturas políticas, mas diz que suspendia a sua veiculação para não dar pretexto a acusações de que estaria sendo tendenciosa.
5. PSB começa negociações para a retirada de Ciro Gomes
A cúpula do PSB começa hoje a negociar a retirada da pré-candidatura do deputado Ciro Gomes da corrida presidencial. A renúncia de Ciro pode virar moeda de troca na negociação com o PT em alguns Estados. A candidatura de Ciro, que já dividia o partido, perdeu força após nota do deputado pressionando o PSB a decidir seu futuro. Com a provável saída de Ciro da disputa, o PSB fica livre para apoiar a candidatura do PT. A dúvida é se Ciro participará da campanha de Dilma. A aposta, dentro do partido, é de que ele deverá dedicar-se à reeleição de seu irmão Cid Gomes ao governo do Ceará e à eleição de sua ex-mulher Patrícia Saboya para a Câmara.
Economia
6. Governo tenta fazer leilão de Belo Monte hoje
Uma nova liminar suspendeu o leilão da usina de Belo Monte. A decisão, tomada ontem, contesta o licenciamento ambiental. Logo depois, o governo entrou com recurso para cassar a liminar. Na semana passada, o leilão havia sido suspenso pela primeira vez. Na sexta, a liminar foi cassada pela AGU (Advocacia-Geral da União), que entrou com recurso no TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª região, com sede em Brasília. Um novo recurso foi apresentado ontem ao TRF.
Mundo
7. Autoridades europeias tentam colocar fim ao caos aéreo
A Comissão Europeia anunciou ontem a criação de três zonas de voo, com o intuito de aumentar o número de voos que decolarão hoje para 45% do habitual. Ontem, esse índice foi de 30%. Na zona 1, onde há maior concentração de cinzas vulcânicas no ar, os voos seguiriam proibidos; na zona 2, os voos seriam retomados gradativamente a partir das 8h de hoje (3h no Brasil) com base na análise meteorológica; na zona 3, que compreende pontos mais periféricos, os voos seriam liberados. Os planos podem ser alterados devido à retomada da atividade do vulcão Eyjafjallajokull, registrada ontem à noite. As companhias acusam as autoridades aéreas europeias de exagerar o risco e proibir mais voos do que o necessário. Outro problema é o risco de desaceleração da retomada econômica após a crise global. Até ontem foram cancelados 82 mil voos, o que afetou 7 milhões de pessoas e interrompeu o fluxo de carga. Até o momento, o continente registra 17 mil passageiros à deriva.
8. Aspecto “amoroso” do Brasil impede que o país esteja entre os mais influentes
Nesta terça-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou, em artigo, que o jeito “amoroso” do Brasil é um obstáculo para que o país se consolide entre as grandes potências do cenário internacional. Apesar de reconhecer a eloquência que o Brasil conquistou nos últimos anos, o autor do texto, o jornalista John Paul Rathbone, afirma que “a política de arco-íris do Brasil pode estar atingindo seu limite e poderia até colocar em risco a vaga permanente no Conselho de Segurança que o país cobiça”. Ele destaca recentes gafes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como motivo do desgaste da imagem do Brasil. Entre os episódios citados estão a greve de fome ativista cubano Orlando Zapata e os comentários sobre protestos da oposição após as eleições no Irã.
Sociedade
9. Enterro do serial killer de Luziânia está proibido até fim do inquérito
O Ministério Público determinou à Polícia Civil e ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiás que não liberem o corpo do pedreiro Adimar Jesus da Silva até que seja concluída a investigação de sua morte. Adimar, que confessara ter matado seis jovens na cidade de Luziânia, foi encontrado morto no domingo dentro da cela onde estava detido. A Polícia Civil afirma que ele se suicidou. A versão do suicídio foi referendada pelo IML goiano. Ontem, o promotor Ricardo Rangel criticou a atuação dos órgãos de segurança de Goiás no caso. Para ele, a Polícia Civil não poderia ter permitido que Adimar se matasse. Ao fim da investigação, ainda que seja comprovado o suicídio, o Ministério Público poderá processar as autoridades que deveriam ter zelado pela integridade física do preso.
10. Papa diz confiar no conforto de Deus
Obrigado a lidar com denúncias de pedofilia entre o clero, Bento XVI afirmou, em almoço com 46 cardeais, que, nesses momentos de “tormento”, não se sente só e assegurou que confia no conforto de Deus. Em carta para todos os padres do mundo divulgada ontem pelo cardeal brasileiro Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, a Igreja voltou a afirmar que não pretende “esconder ou minimizar esses crimes”. O almoço foi a única comemoração do quinto aniversário do pontificado e do papa, que completou 83 anos na sexta-feira.
Por Ana Galli
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Lançamento de Site
Sob o domínio de www.dilmanaweb.com.br , o site será uma das ferramentas para fazer a campanha virtual.
Na semana passada, a exemplo do pré-candidato pelo PSDB, José Serra, ela inaugurou também seu twitter. Em www.twitter.com/dilmabr
Tudo para atingir o público do século XXI com veemência.
Está certo! A tecnologia está aí para isso, mesmo! Agora, basta saber usar a seu favor!
sábado, 17 de abril de 2010
Datafolha: sem alteração
Na mesma pesquisa, Marina Silva, do Partido Verde, recebeu 10% das intenções de votos, seguida de Ciro Gomes, do PSB, com 9%.
Quando Ciro Gomes é retirado do quadro de candidatos por dúvidas quanto a sua candidatura oficial, a diferença entre Serra e Dilma aumenta. O tucano fica com 42% e a petista com 30%.
Portanto, o cenário permance o mesmo da última pesquisa.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Resumo de hoje
Política
1. Serra busca em Minas apoio de PTB e PP
Com visita a Minas Gerais agendada para a próxima segunda-feira, o pré-candidato do PSDB à presidência José Serra buscará apoio no Estado considerado decisivo para a definição das eleições. Batizado de “Minas é Serra e Anastasia”, o encontro deve reunir cerca de 600 pessoas no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte. De acordo com reportagem da Folha, o evento representará mais um round na batalha pela atração do PTB e PP para a chapa de Serra.
Sociedade
2. Descarrilhamento de trem deixa feridos no Rio
Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas após o descarrilhamento de um trem na estação de Deodoro, no subúrbio do Rio, na manhã de hoje. O acidente ocorreu por volta das 6 horas, quando a composição, que transportava 1800 pessoas, seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil. Segundo o jornal O Globo, o trem saiu dos trilhos e teve um tombamento parcial.
3. Defesa Civil registra 267 ocorrências de deslizamento na Bahia
A Defesa Civil de Salvador registrou ontem 267 ocorrências de deslizamento de terra causados pelas chuvas que atingem o Estado desde o início de abril. Além dos deslizamentos, houve registro de desabamentos de 14 imóveis e 11 muros, 37 áreas alagadas e seis quedas de árvore. De acordo com reportagem da Folha, o prefeito João Henrique (PMDB) decretou situação de emergência em Salvador por 90 dias e reconheceu a necessidade do apoio dos governos estadual e federal para a liberação de recursos para a realização de obras emergenciais.
4. Confronto agrário aumenta durante gestão Lula
Reportagem do Estadão aponta que nos últimos 25 anos, o período com o maior número de conflitos agrários no País foi o do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dado é resultado do estudo divulgado ontem pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Segundo o levantamento, a média anual de conflitos registrados entre 2003, quando Lula assumiu, e 2009 chegou a 929. “O período entre 2003 e 2009 é claramente o de maior conflitividade desde o início da redemocratização do País, em 1985″, disse o geógrafo Carlos Walter Porto-Gonçalves, pesquisador da Universidade Federal Fluminense e autor do estudo.
Mundo
5. Nuvem de cinzas fecha aeroportos europeus
Pelo segundo dia seguida a nuvem de cinzas vulcânicas expelidas pela erupção do vulcão da geleira de Eyjafjalla, na Islândia. De acordo com reportagem do jornal britânico The Guardian, pelo menos 17 mil voos de diversos países foram cancelados. Centenas de milhares de passageiros foram afetados e os cancelamentos e atrasos podem continuar até o fim de semana. Especialistas não sabem quanto tempo a erupção pode durar. A última erupção vulcânica debaixo da geleira, antes deste ano, começou em 1821 e continuou por mais de um ano.
6. China e Brasil anunciam “PAC chinês”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega chinês, Hu Jintao, anunciaram ontem, em Brasília, o Plano de Ação Conjunto 2010-2014. Apelidado de “PAC Chinês”, o acordo prevê empenho para posições convergentes dos dois países em fóruns como ONU, OMC e grupos econômicos “para salvaguardar direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento”. Segundo reportagem da Folha (para assinantes), um dos pontos mais relevantes do projeto é a aceitação da China em defender a reforma da ONU e do seu Conselho de Segurança, fato comemorado pela diplomacia brasileira como passo importante para fazer avançar a pretensão do Brasil na obtenção de uma cadeira permanente no órgão.
7. Mortos em terremoto da China sobe a 791
Levantamento do governo chinês mostra que 791 pessoas morreram e 11.477 ficaram feridas em decorrência do terremoto de 6,9 graus de magnitude que atingiu nesta quarta-feira a região oeste do país. O sismo danificou linhas telefônicas e de transmissão de energia elétrica, provocou deslizamentos de terra que bloquearam vias de acesso vitais para a área e destruir pelo menos 90% dos prédios das áreas atingidas. Segundo reportagem do Estadão, cerca de 300 pessoas continuam desaparecidas.
Economia
8. Aluguel sobe em São Paulo quatro vezes mais que inflação
Reportagem da Folha aponta que a crescente escassez de imóveis na capital paulista tem pressionado os preços de locação de imóveis. De acordo com o estudo do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), o valor do aluguel dos contratos novos residenciais subiu 10,02% no acumulado dos últimos 12 meses na cidade. Segundo o levantamento, o percentual é quatro vezes maior do que a variação de 1,94% do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) no período.
9. Embraer registra recuperação de vendas
Após o período de crise econômica, o cenário dos negócios começa a melhorar para a Embraer. De acordo com reportagem do Valor (para assinantes), em todo o ano passado, a empresa vendeu apenas 22 jatos comerciais, sua média de vendas em um único mês em tempos de vacas gordas. Com boas expectativas para 2010 a empresa fechou na semana passada a venda de 17 aeronaves. Para o vice-presidente da empresa, Luiz Carlos Aguiar, os números das compras ou de confirmação de encomendas não são expressivos, mas “mostram uma diversificação”.
10. Projeto prevê salário mínimo de R$ 535 a partir de janeiro
O projeto da Lei Diretrizes Orçamentárias do ano que vem enviado ontem ao Congresso Nacional prevê um salário mínimo de R$ 535,91 a partir de janeiro. Segundo reportagem da Folha o novo valor traz um aumento de 5,08% em relação ao atual piso salarial, que é de R$ 510. Para 2012 o salário mínimo projetado é de R$ 588,94. O valor estimado para 2013 é de R$ 649,29. As estimativas foram feitas considerando-se inflação anual de 4,5% para os próximos períodos.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
A campanha eleitoral já começou
Apesar de a campanha oficial só começar em julho, o três já começaram a colocar em prática o que pode fazer a diferença na busca por votos: a internet, ferramenta para consolidar a campanha pela rede.
O principal objetivo é usar todos os recursos disponíveis na internet para divulgar projetos, ideias e uma imagem positiva do candidato.
Apesar de a internet ainda não estar presente na maioria das residências do país, ela será decisiva nas eleições, afinal são setenta milhões de brasileiros que, de alguma forma, tem acesso a rede mundial de computadores.
A campanha no Brasil não será como a febre virtual que aconteceu em 2008 nas eleições dos Estados Unidos, em que Barack Obama foi eleito. No Brasil, vai depender o que cada candidato terá a dizer ao eleitor.
É preciso ter informações que sejam do interesse do eleitor, ou seja, depende da qualidade da informação que será veiculada pelos candidatos vinculando aos seus projetos de campanha.
Então, eleitor, prepare-se.
Seja através do Orkut, seja através do Facebook, seja através do Twitter. Debates, trocas de informações instantâneas, pesquisas, em suma, de tudo será veiculado nesta campanha virtual.
Para esta eleição presidencial, a campanha virtual já começou!

