sexta-feira, 7 de março de 2008

Míriam Leitão - Jornal O Globo

Nada trivial

Que chance tem a reforma tributária de ser aprovada este ano? Próxima de zero. É ano eleitoral; em breve, os deputados estarão mais preocupados com as eleições nos municípios decisivos para as suas próprias reeleições em 2010 do que com a agenda legislativa. Mesmo se não fosse o tema complexo que é, as sessões esvaziadas durante grande parte do ano tornariam difícil a aprovação.

O mais urgente agora seria aprovar o Orçamento. O país está no terceiro mês de 2008 e ainda não tem Orçamento. Este ano há um complicador: os recursos só podem ser liberados até julho, por ser ano eleitoral. Depois é preciso enfrentar o nó das MPs que paralisa o Congresso, evitando as soluções “criativas” que estão surgindo, como a de recriar as reedições. Será preciso também contornar a paralisia que sempre decorre dos trabalhos de uma CPI.

A reforma tributária mexe com os interesses mais agudos das unidades da federação, portanto o debate em torno de cada proposta de mudança costuma criar impasses paralisantes.

Logo após a proposta divulgada, o governador petista de Sergipe, Marcelo Deda, mostrou que tinha dúvidas sobre algumas idéias e ceticismo sobre a possibilidade de sua aprovação este ano; o governador de São Paulo disse que teme vários detalhes; políticos do Nordeste estão pedindo manutenção dos benefícios fiscais já concedidos; o Rio de Janeiro quer que o petróleo seja incluído na mesma forma de cobrança do novo ICMS, com 2% no estado de origem; os municípios temem perder receita. Isso sem falar na pressão das centrais sindicais, que fez com que fosse tirada da Proposta de Emenda Constitucional a redução da contribuição patronal para a Previdência. Tudo isso mostra o quanto o processo é complexo.

Quando o assunto é reforma tributária, os interesses dos estados e municípios falam mais alto que a bandeira partidária. É por isso que tanto Deda, do PT, quanto Serra, do PSDB, têm dúvidas sobre a reforma.

A proposta não tem idéias novas. É um corte e cola de outras propostas que, depois de muita discussão, fracassaram. Como a de Germano Rigotto. As idéias são sempre as mesmas: transformar as 27 legislações do ICMS em apenas uma; reduzir o número de alíquotas desse imposto estadual; cobrá-lo no destino e não na origem; juntar alguns impostos federais num IVA; extinguir contribuições; desonerar investimentos.

Já houve idéias mais ousadas, como a de fundir um número muito maior de impostos estaduais, municipais e federais num imposto que ostente o nome de Imposto sobre Valor Agregado mesmo. Ainda assim, se essas idéias consolidadas e atenuadas na atual reforma fossem aprovadas, significariam um avanço, mas os detalhes ainda não estão claros.

Há muitas perguntas no ar: o IVA federal não vai significar um aumento de tributação sobre empresas de serviço? Os municípios não perderão arrecadação? A fórmula criada para o fim das contribuições garante mesmo que a receita da União não vai cair? E, se não cair, não se está vendendo aos estados uma quimera, informando a eles que passarão a compartilhar receitas antes exclusivas da União? O Fundo de Equalização de Receitas de quem perder com a troca da origem-destino é confiável mesmo? Ou será como o fundo de compensação da Lei Kandir? Qual a diferença entre este Fundo de Desenvolvimento Regional e todos os outros fundos de desenvolvimento regional que já existem?

As medidas que entrarão em vigor mais rapidamente — o IVA-F e a unificação da CSLL com o IRPJ — só vão passar a valer dois anos depois da aprovação da reforma. Se ela for aprovada no ano que vem, valerá para o próximo mandato. A mudança do ICMS valerá para o segundo governo após o fim do governo Lula. A redução dos impostos sobre a folha de salários é ainda mais remota, porque primeiro é preciso aprovar a reforma tributária, aí o governo enviará em 90 dias o projeto de lei com a proposta de desoneração. Se o projeto de lei for aprovado no ano que vem, a redução começará também no próximo mandato, mas a um ritmo tal que estará implantada no meio do segundo governo após o fim do atual.

Não está claro como será o mecanismo de impedir o aumento da carga tributária, que o governo prometeu incluir no projeto. É tão pouco claro sobre isso, quanto sobre a proposta de regulamentar o imposto sobre grandes fortunas. Apenas cita essas intenções, mas não explica como será feito.

Se o governo estiver falando sério sobre o interesse de aprovar a reforma tributária desta vez, ele terá que começar agora a articulação com os governadores para que eles, convencidos de que a reforma é boa, mobilizem suas bancadas para a votação. Quanto mais tempo passar, mais os políticos estarão interessados apenas na eleição municipal. Os partidos da coalizão do governo vão estar juntos a nível federal, mas serão concorrentes na maioria das vezes nas prefeituras. Tudo isso complicará o diálogo este ano.

Se houver alguma negociação séria e bem informada sobre os conflitos federativos, a proposta pode ser até melhorada. Se não souber negociar, o governo terá, ao final do processo, uma soma de vetos a cada uma das idéias, o que a tornará ainda mais fraca. Negociar uma reforma tributária numa república federativa e com tantos vícios e erros na estrutura de impostos é tarefa bem menos trivial do que está sendo apresentado pelo governo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Venezuela, Colômbia e Equador, em conflito para neutralizar o Presidente Uribe

Julgamento mais importante para o STF

Aquecimento Econômico

Um pelo outro, os dados da manhã são positivos e confirmam o movimento deste início de ano: atividade econômica acelerada, com inflação desacelerada.

Sobre atividade: IBGE mostra que produção industrial cresceu em janeiro, na comparação com dezembro (1,8%), depois de dois meses de queda nesse tipo de comparação.

Na comparação inter-anual, janeiro 08/07, o crescimento foi de 8,5%. Indústria automobilística cresceu 23,8% e foi a maior responsável pela expansão geral.

Das 27 atividades medias, houve crescimento em 21, aí incluída a estratégica produção de bens de capital (máquinas e equipamentos, isto é, investimentos).

E a inflação de fevereiro, medida pela Fipe, fechou em 0,19%, a menor desde outubro do ano passado.

sábado, 1 de março de 2008

Porque hoje é sábado


Esses números merecem muita atenção.










MP eleva o salário mínimo para R$ 415,00

O presidente Lula acabou de assinar uma medida provisória estipulando o valor do salário mínimo em R$ 415 a partir de sábado (1º).

O salário mínimo atual é de R$ 380. Isso significa um aumento de pouco mais de 9%.

Uma edição extra do Diário Oficial vai ser publicada com a MP ainda nesta sexta.

Segundo a presidência, Lula recebeu quatro propostas de valor para o mínimo e acabou optando pela mais alta. Pela MP, o mínimo terá valor diário de R$ 13,83 e valor horário de R$ 1,89.

O valor apresentado anteriormente (R$ 412,40), que consta da proposta de orçamento, considerava a variação do INPC somente até janeiro.

Portanto, o novo valor inclui o INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor - até fevereiro.

PS: Entenda o que é Medida Provisória.

No direito constitucional brasileiro, uma medida provisória (MP) é adotada pelo presidente da República, mediante ato unipessoal, sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discuti-la em momento posterior. A medida provisória, assim, embora tenha força de lei, não é verdadeiramente uma lei, no sentido técnico estrito deste termo, visto que não existiu processo legislativo prévio à sua formação.

Somente em casos de relevância e urgência é que o chefe do Poder Executivo poderá adotar medidas provisórias, devendo submetê-las, posteriormente, ao Congresso Nacional. As medidas provisórias vigorarão por sessenta dias, prorrogáveis por mais 60. Após este prazo, se o Congresso Nacional não aprová-la, convertendo-a em lei, a medida provisória perderá sua eficácia.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Resumo da Semana

A semana começou muito bem.

Depois de saber que o Brasil não era mais devedor externo, passando a ser credor, o presidente Lula, em entrevistas, deixou claro que o Brasil pode seguir um caminho com suas próprias pernas. No entanto, o impasse se dá aqui dentro mesmo.

Ele declarou que não depende apenas dos EUA e Europa para exportar, lançou programa de investimentos de R$ 11,3 bilhões contra pobreza em áreas rurais de baixo desenvolvimento e apelou para a reforma tributária como uma "bode", uma cortina de fumaça para gerar uma agenda positiva e abafar o noticiário negativo da farra dos cartões corporativos, das ONGs que recebem vultuosos recursos, da situação do ministro do Trabalho - Carlos Lupi, que infringi o Código de Ética da Alta Adminstração Pública ao ser ministro e presidente do PDT ao mesmo tempo, enfim, de tudo o que vem afetando negativamente a performance do governo.

Na economia, os números são supreendentes.

O dólar em queda durante toda a semana, tornou o IBOVESPA próximo do recorde de 65.790 pontos.

O desemprego diminuiu, de 9,3% de Janeiro do ano passado para 8% em Janeiro desse ano.

Equipamentos furtados da Petrobras, em parte, foram recuperados deixando de ser um crime de espionagem, como colocado pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, e passou a ser apenas um crime de furto.

A União Européia liberou importação de carne bovina de 106 propriedades brasileiras, mas sem muita credibilidade no produto pediu ao governo nova lista.

Arrecadações bateram recordes em Janeiro. A Super Receita, mesmo sem CPMF, arrecadou R$ 62,6 bilhões, 20% a mais que o mesmo período do ano passado com a CPMF.

Os bancos lucraram bem. Números do ITAÚ e do Banco do Brasil foram muito positivos.

Agora, na política o fisiologismo está acabando com as relações políticas existentes.

A CPI dos Cartões Corporativos está travada. Governo e oposição não chegam a um consenso, prejudicando investigações e resoluções, como o Orçamento da União, que entra para o terceiro mês sem conclusão alguma, prejudicando a aplicação de recursos na área da educação, saúde, segurança e habitação.

Depois, PT e PSDB parecem crianças marrentas querendo o pirulito do amigo, que somos nós, enquanto, o pirulito são os bilhões de reais que o pobre contribuinte paga e o governo até agora, não tem um plano consistente para gastá-lo de maneira inteligente.

No entanto, uma notícia boa: o novo salário mínimo, que passa a valer a partir de hoje no valor de R$ 412,40.

É pouco, mas é o maior sálario mínimo já pago na História desse país.

Enfim, espera-se que próxima semana as soluções apareçam e as travas sejam quebradas, pois precisa-se de racionalidade nas decisões e maturidade nas relações políticas.

Novidade para as eleições

Ontem, a Justiça Eleitoral apresentou novidades.

Vai testar em três municípios a identificação do eleitor através da impressão digital.

Além disso, aquele recibo que os mesários nos entregam, como comprovante do nosso comparecimento no dia da eleição, vai conter a foto do eleitor.

Segundo o TSE, em dez anos todos os municípios brasileiros vão contar com estes equipamentos. São boas notícias.

Periodicamente, a Justiça Eleitoral realiza recadastramentos do eleitorado, tudo para eliminar o eleitorado fantasma.

Muitos municípios incham fraudulentamente o eleitorado, com crianças, mortos, habitantes de outros municípios, gente que emigrou e já transferiu o título, mas o município anterior não deu baixa. E por aí vai.

Mas seria igualmente interessante que a Justiça Eleitoral aperfeiçoasse também as formas de identificação do candidato.

Por falta de informação, os eleitores brasileiros têm mandado para o Congresso, as Assembléias e Câmaras de Vereadores, e também para os governos municipais, estaduais e federais, indivíduos que não têm currículo, têm prontuário.

Gente que não convidaríamos para um café, sob risco de ver sumirem as colherinhas. Gente que se candidata a cargo público para poder se beneficiar do foro privilegiado ou, simplesmente, para poder se apropriar de recursos públicos à vontade.

Mas como é que o eleitorado poderia ser informado desse “currículo secreto” dos candidatos?

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou um projeto muito interessante.

Não sei se sabem, mas naquele horário eleitoral gratuito há uma fatia que fica à disposição da Justiça Eleitoral. Para comunicados variados dos tribunais eleitorais antes da eleição.

Pelo projeto de Pedro Simon, semanalmente a Justiça Eleitoral ocuparia este horário e divulgaria todos os processos a que estariam submetidos os candidatos. Quem está sendo processado, de quais crimes é acusado, em que pé está o processo, se já foi julgado em primeira instância etc.

O novo presidente do TSE, ministro Ayres de Brito, já declarou publicamente que os candidatos devem ter ficha limpa. Segundo ele, o preceito de que todo mundo é inocente até a última prova em contrário diz respeito a matéria penal e não a matéria eleitoral. Para ser candidato, segundo ele, a ficha limpa é o fator primordial.

Já é um enorme avanço em relação a seus antecessores na função.

Mas enquanto não se decide este importantíssimo ponto, bem que a Justiça Eleitoral poderia encampar a proposta do senador Pedro Simon e tomar a iniciativa de divulgar a folha corrida dos candidatos.

A ONG Transparência Brasil tem realizado este trabalho durante a campanha eleitoral, através do site “Excelências”. É uma ferramenta importante para ajudar o eleitor a fazer uma escolha mais consciente.

Mas é evidente que o alcance do rádio e da TV é infinitamente maior.

Vale a pena abraçar esta causa. Sociedade mais bem informada é certamente uma sociedade mais madura, mais participante, mais consciente de suas responsabilidades e de suas escolhas.

A democracia agradece.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Governo Lula continua menosprezando o Legislativo

O novo salário mínimo, que passa a valer a partir de amanhã, é de R$ 412,40.

Não é o ideal – nunca é – mas significa um aumento real de 3,7%. Trata-se do maior salário mínimo já pago na História do país.

Este reajuste é resultado de um acordo fechado entre as centrais sindicais e o governo em dezembro de 2006. E será enviado ao Congresso através de uma Medida Provisória.

Ou seja, mais uma vez o governo escolhe as centrais como interlocutor privilegiado, menospreza o Congresso e o confirma como mero carimbador de decisões que vêm da Presidência como prato feito. Este comportamento do governo Lula vem se repetindo há tempos.

Ano passado, quando o Congresso recusou o valor do salário mínimo, o presidente Lula reclamou, usando o mesmo argumento: os valores tinham sido acertados com as centrais em dezembro do ano anterior.

O governo Lula se esqueceu de combinar com o Congresso, foro constitucionalmente encarregado da elaboração de leis. E o aumento do salário mínimo tem que ser feito por lei.

Recentemente, o Congresso tentou acabar com o imposto sindical obrigatório: a Câmara extinguiu, o Senado restaurou, e o assunto está de volta à Câmara.

As centrais sindicais reclamaram fortemente, argumentando que o assunto tinha sido acertado com o governo.

Mais uma vez, esqueceram de combinar com o Congresso, que estava votando a lei de regulamentação das centrais sindicais.

Esta semana, o governo decidiu apresentar ao país uma proposta de reforma tributária.

Mostrou as linhas gerais do projeto aos líderes da base aliada, mas antes mesmo de discutir com os governadores, empresários e o Congresso, o presidente Lula discutiu pessoalmente a proposta com as centrais sindicais.

Os presidentes das centrais solicitaram que o governo modificasse o projeto, o governo aceitou, mas a reação foi tão forte, que o governo voltou atrás.

Agora, novamente o novo salário mínimo é anunciado antes de sua aprovação pelo Congresso, porque, segundo o governo, foi acertado com as centrais sindicais.

Nada contra o governo Lula cortejar as centrais sindicais. Afinal, o presidente começou sua vida como líder sindical, seu governo conta com mais de 200 sindicalistas exercendo cargos em ministérios, secretarias, conselhos de estatais etc.

Ora, há determinados assuntos que são de natureza política, e o foro político adequado para se discutir é o Congresso Nacional.

Podemos não gostar de sua composição, podemos fazer restrições à maioria dos deputados e senadores, mas num governo democrático digno do nome, o foro adequado para se aprovar decisões políticas é o Congresso Nacional.

O presidente Lula já demonstrou fartamente que não gosta de articulações políticas, não sabe fazer, não quis aprender.

Atropela seus articuladores, negocia tudo e qualquer coisa, não mantém relações maduras com os partidos políticos. Nem com o seu, o PT.

Tem em relação ao Partido dos Trabalhadores uma atitude paternal. São todos seus filhos.

Ao se recusar a discutir questões substantivas com o Congresso, o governo menospreza o Legislativo, transforma-o em estafeta de pratos feitos.

E o Congresso fica entregue a assuntos subalternos, como cargos, emendas, picuinhas nas comissões permanentes e nas comissões de inquérito.

Porta aberta para o fisiologismo – e, não raro, para grossa corrupção.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Vai cair na conta da oposição

Às vezes, parece que a política brasileira habita vários universos paralelos.

Depois, lá no final acontece uma pororoca, e as pessoas se surpreendem.

Os ingredientes da mais recente confusão são os seguintes:

1. Câmara e Senado reclamam fortemente do excesso de Medidas Provisórias, que trancam a pauta freqüentemente e impedem que o Legislativo exerça sua mais nobre função, a de legislar.

Os presidentes da Câmara e do Senado criaram uma força-tarefa para propor modificações na tramitação das MPs.

2. Orçamento da União não foi votado até agora. No próximo dia 29 extingue-se o mandato de todas as comissões permanentes do Congresso – e, portanto, também da poderosa Comissão Mista de Orçamento.

Novos membros serão escolhidos, e isto não se faz sem algum derramamento de sangue.

No caso da Comissão de Orçamento, isto não significa que todo o trabalho volte à estaca zero, mas atrasa e muito a votação do Orçamento.

3. Enquanto não dispõe o Orçamento, o governo federal não pode gastar. Por isso, o Planalto ameaça retaliar, editando uma catarata de MPs para viabilizar despesas – pois o Orçamento ainda não foi votado.

4. Governo e oposição disputam ferozmente o comando da CPI Mista dos Cartões. O obstáculo maior ao entendimento é o deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara.

Fontana quer presidência e relatoria nas mãos da base aliada.Mas os líderes no Senado e no Congresso, Romero Jucá e Roseana Sarney sugerem a entrega da presidência à oposição. Oposição oferece o nome de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que por ser dissidente, não é aceito pelo Planalto.

5. PMDB reúne sua bancada no Senado às 10h de hoje. O líder Waldir Raupp não quer entregar presidência nem à oposição nem a Jarbas e recomendou ao senador Neuto do Conto, que já estava se preparando para viajar a Santa Catarina, que não saia de Brasília – Neuto de Conto (PMDB-SC) é, até agora, o nome escolhido pela base aliada para presidir a CPI.

6. Oposição decidiu dar prazo até 14h de hoje para o governo escolher se entrega ou não um dos cargos da CPI à oposição. Caso contrário, será lido no plenário do Senado o requerimento para a instalação da CPI exclusiva.

Este resultado é politicamente desastroso para o governo, porque pode gerar uma nova CPI do fim do mundo (a CPI dos Bingos, que funcionou junto com a CPI dos Correios, no escândalo do mensalão).

Com isso tudo, o governo Lula acredita que terá ambiente para votar uma coisa tão importante e delicada, como é a reforma tributária, que exigirá doses de entendimento, articulação e de uma sofisticação política nunca antes praticada pela base aliada.

Ou os articuladores políticos do governo são de uma inocência a toda prova, ou o governo está de má-fé e apelou para a reforma tributária como uma “bode”, uma cortina de fumaça para gerar uma agenda positiva e abafar o noticiário negativo da farra dos cartões corporativos, das ONGs que recebem recursos vultosos, da situação do ministro do Trabalho, enfim, de tudo o que vem afetando negativamente a performance do governo.

O resultado da pororoca a gente conhece: se a reforma tributária fracassar, o governo ainda pendura a fatura na conta da oposição.

"Nós estamos de olho"

Repasses de dinheiro público para a Prefeitura de Nova Iguaçu, em 17/02/2008.

Número Convênio: 603238

Objeto: ESTE CONVENIO TEM POR OBJETO CONCEDER APOIO FINANCEIRO PARA IMPLEMENTAÇÃO DAS AÇÕES EDUCACIONAIS CONSTANTES NO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS - PARA, NO ÂMBITO DO PLANO DE METAS COMPROMISSO TODOS PELA EDUCAÇÃO, DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - PDE, APROVADO PELA COMISSAO TECNICA INSTITUIDA.

Órgão Superior: MINISTERIO DA EDUCACAO

Convenente: NOVA IGUACU PREFEITURA

Valor Total: R$4.127.527,88

Data da Última Liberação: 18/02/2008
___________________________________________

Número Convênio: 554283

Objeto: HABITAR BID DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DI

Órgão Superior: MINISTERIO DAS CIDADES

Convenente: NOVA IGUACU PREFEITURA

Valor Total: R$200.000,00

Data da Última Liberação: 18/02/2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O sucessor de Lula será um deles

Neste domingo, 24, o presidente Lula listou seis possíveis nomes para sua sucessão, são eles:

Ciro Gomes,
Dilma Rousseff,
Marta Suplicy,
Patrus Ananias,

Nelson Jobim ou
Tarso Genro.


Um desses será o candidato à presidência em 2010, segundo o presidente.

É esperar para ver e fazer como a própria campanha institucional do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) : "nós estamos de olho!".

Agora, estes são os ganhadores do OSCAR 2008

Evento fantástico, cheio de surpresas. Mas, como sempre superando os anteriores, afinal, era o seu 80° aniversário.

Acompanhei pela TNT a divulgação dos ganhadores do OSCAR 2008.

Melhor filme: “Onde os fracos não têm vez”

Melhor diretor: Ethan e Joel Coen (”Onde os fracos não têm vez”)

Melhor ator: Daniel Dat Lewis

Melhor atriz: Marion Cotellard (”Piaf - um hino ao amor”)

Melhor ator coadjuvante: Javier Bardem (”Onde os fracos não tem vez”)

Melhor atriz coadjuvante: Tilda Swinton (”Conduta de risco”)

Melhor roteiro original: Diablo Cody, “Juno”

Melhor roteiro adaptado: Ethan e Joel Coen (”Onde os fracos não têm vez”)

Melhor animação: “Ratatouille”, de Brad Bird

Melhor documentário: “Taxi to the dark side”, de Alex Gibney e Eva Orner

Melhor filme estrangeiro: “The counterfeiters”, de Stefan Ruzowitzky (Austria)

Melhor fotografia: Sangue Negro

Melhor direção de arte: “Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Feet”

Melhor edição: “O ultimato Bourne”

Melhor mixagem de som: “O ultimato Bourne”

Melhor edição de som: “O ultimato Bourne”

Melhores efeitos especiais: “A bússola de ouro”

Melhor maquiagem: “Piaf – Um hino ao amor”

Melhor figurino: “Elizabeth – A era de ouro”

Melhor canção original: “Falling Slowly”, de Glen Hansard e Marketa Irglova (”Once”)

Melhor trilha sonora original:: Dario Marianeli (”Desejo e Reparação”)

Melhor curta-metragem: “Le Mozart des pickpockets”

Melhor curta-metragem de animação: “Peter and the wolf”

Melhor documentário em curta-metragem: “Freehand”

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Porque hoje é sábado

Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2008 abaixo:

Melhor ator
George Clooney ("Conduta de Risco")
Daniel Day Lewis ("Sangue Negro")
Tommy Lee Jones ("No Vale das Sombras")
Viggo Mortensen ("Senhores do Crime")
Johnny Depp ("Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet")

Melhor ator coadjuvante
Casey Affleck ("O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford")
Javier Bardem ("Onde os Fracos Não Têm Vez")
Philip Seymour Hoffman ("Jogos do Poder")
Hal Holbrook ("Na Natureza Selvagem")
Tom Wilkinson ("Conduta de Risco")

Melhor atriz
Cate Blanchet ( "Elizabeth: A Era de Ouro")
Julie Christie ("Longe Dela")
Marion Cotillard ("Piaf - Um Hino ao Amor")
Laura Linney ("The Savages")
Ellen Page ("Juno")

Melhor atriz coadjuvante
Cate Blanchett ("Não Estou Lá")
Ruby Dee ("O Gângster")
Saoirse Ronan ("Desejo e Reparação")
Amy Ryan ("Gone Baby Gone")
Tilda Swinton ("Conduta de Risco")

Melhor filme
"Conduta de Risco"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"
"Desejo e Reparação"
"Juno"

Melhor filme de animação
"Ratatouille" (Brad Bird)
"Tá Dando Onda" (Ash Brannon and Chris Buck)
"Persépolis" (Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud)

Melhor diretor
Tony Gilroy ("Conduta de Risco")
Jason Reitman ("Juno")
Julian Schnabel ("O Escafandro e a Borboleta")
Paul Thomas Anderson ("Sangue Negro")
Ethan e Joel Coen ("Onde os Fracos Não Têm Vez)

Melhor direção de arte
"O Gângster"
"Desejo e Reparação"
"A Bússola de Ouro"
"Sweeney Todd - o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"
"Sangue Negro"

Melhor fotografia
"O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford"
"Desejo e Reparação"
"O Escafandro e a Borboleta"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"

Melhor figurino
"Across the Universe"
"Desejo e Reparação"
"Elizabeth: A Era de Ouro"
"Piaf - um hino ao amor"
"Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"

Melhor documentário
"No End in Sight"
"Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience"
"Sicko"
"Taxi to the Dark Side"
"War/dance"

Melhor documentário de curta-metragem
"Freeheld"
"La Corona"
"Salim Baba"
"Sari's Mother"

Melhor edição
"O Ultimato Bourne"
"O Escafandro e a Borboleta"
"Na Natureza Selvagem"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"

Melhor filme estrangeiro
"The Counterfeiters" (Stefan Ruzowitzky - Áustria)
"Beaufort" (Joseph Cedar - Israel)
"Katyn" (Andrzej Wajda - Polônia)
"12" (Nikita Mikhalkov - Rússia)
"Mongol" (Sergei Bodrov - Cazaquistão)

Melhor maquiagem
"Piaf - Um Hino ao Amor"
"Norbit"
"Piratas do Caribe - No Fim do Mundo"

Melhor trilha sonora original
"Desejo e Reparação" (Dario Marianeli)
"O Caçador de Pipas" (Alberto Iglesias)
"Conduta de Risco" (James Newton Howard)
"Ratatouille" (Michael Giacchino)
"3:10 to Yuma" (Marco Beltrami)

Melhor canção original
"Falling Slowly" (Glen Hansard e Marketa Irglova - "Once")
"Happy Working Song" (Alen Menken e Stephen Schwartz - "Encantada")
"Raise It Up" (Autor a ser determinado - "August Rush")
"So Close" (Alan Menken e Stephen Schwartz - "Encantada")
"That's How You Know" (Alan Menken e Stephen Schwartz - "Encantada")

Melhor curta-metragem
"At Night"
"Il Supplente"
"Le Mozart des Pickpockets"
"Tanghi Argentini"
"The Tonto Woman"

Melhor animação de curta-metragem
"I Met the Walrus"
"Madame Tutli-Putli"
"Meme Lês Pigeons Vont au Paradis"
"My Love"
"Peter and the Wolf"

Melhor edição de som
"O Ultimato Bourne"
"Ratatouille"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Sangue Negro"
"Transformers"

Melhor mixagem de som
"O Ultimato Bourne"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Ratatouille"
"3:10 to Yuma"
"Transformers"

Melhor efeito especial
"A Bússola de Ouro"
"Piratas do Caribe - No Fim do Mundo"
"Transformers"

Melhor roteiro adaptado
"O Escafandro e a Borboleta"
"Onde os Fracos Não Têm Vez"
"Desejo e Reparação"
"Longe Dela"
"Sangue Negro"

Melhor roteiro original
"Juno"
"Lars and the Real Girl"
"Conduta de Risco"
"Ratatouille"
"The Savages"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A Dívida Externa morreu!!

Lembra da dívida externa brasileira? Pois é, acabou, morreu.

O aviso fúnebre - neste caso um alegre comunicado - saiu no site do Banco Central (www.bcb.gov.br).

Revela que no último mês de janeiro, o Brasil tornou-se credor externo, “fato inédito em nossa história”. Mais exatamente, o Brasil é credor em US$ 4 bilhões.

Chega-se a esse resultado assim: toma-se a Dívida Externa Total (pública e privada, DET) e se subtrai dela o “ativo” do país no exterior, que são basicamente as reservas internacionais do BC.

Chega-se, assim, à Dívida Externa Total Líquida (DETL).

Em 2003, essa DETL era de US$ 165 bilhões - era isso que o governo e as empresas privadas deviam liquidamente no exterior.

Em janeiro último, informa o BC, essa DELT deve ter chegado a “menos US$ 4 bilhões”, ou seja, não é mais Dívida, mas um crédito externo líquido de US$ 4 bilhões.

Resumindo, se você deve 190 e tem caixa de 194, você não deve nada. Sendo que a dívida externa brasileira é de médio e longo prazo. E as reservas são caixa, dinheiro no bolso.

É por isso que o Brasil tem passado bem pela crise internacional. Há uma crise de crédito e o Brasil não precisa de crédito.

Como chegamos a isso?

Estabilidade macroeconômica longamente construída;

Avanços no mercado financeiro, atraindo investidores externos para negócios, bolsa e títulos de renda fixa do governo;

Fantástico cenário internacional, com crescimento real (e, pois, aumento do comércio externo) e liquidez (dinheiro sobrando para investimentos nos países emergentes);

Ótimo desempenho das exportações;

Em resumo, ortodoxia econômica, empresas preparadas para exportar e a sorte de um extraordinário ambiente internacional no período 2003/07.

O mundo, agora, está desacelerando, mas o Brasil já construiu bons fundamentos. Aproveitou.

Se a gente tivesse um governo menor, com menos gastos e menos arrecadação de impostos, e um ambiente mais favorável ao investimento privado, o país estaria crescendo mais que a China.

Nisso, o país ainda está perdendo o bom momento para fazer as reformas tributária e fiscal.

PS: O documento do BC chama-se: Focus-BC - Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil - Evolução Recente.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Petróleo em alta

A gasolina e o diesel não sobe aqui no Brasil desde 2005, mas o óleo combustível que é vendido para as empresas aqui no Brasil já está 80% mais caro desde 2006.

Isso é um reflexo do aumento do preço do petróleo, embora a Petrobras diga que não vai subir os preços até que o petróleo se estabilize.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Globo - Míriam Leitão

O futuro de Cuba começou. Sem o carisma e a mítica de Fidel Castro, Raul, que deve ser eleito sexta-feira, não terá o mesmo controle do país. As TVs passam novelas brasileiras e séries americanas. O desafio será a independência. Cuba já foi colônia espanhola, cassino dos Estados Unidos, ilha soviética. O sonho dos EUA sempre foi transformá-la no 51 estado americano. Outro desafio: manter as conquistas sociais.

As mudanças já são visíveis. Ônibus mais modernos e carros novos circulam pelas ruas de Havana. Grande parte vinda da China, segundo maior parceiro comercial de Cuba. O primeiro é a Venezuela. Dois milhões de turistas passeiam por lá a cada ano e são grande fonte de renda. O país tem crescido de 8% a 10% ao ano.

Este momento é duplamente desafiador para a pequena ilha do Caribe próxima a Miami. De um lado, a ilha pode ver o fim da ignomínia de ser o local dos desterrados americanos. A Base de Guantánamo é uma excrescência em si, mas é pior pelo que virou: um local onde o governo americano — confessadamente — não respeita suas próprias leis. De outro, é o lugar onde um ditador da extração romântica dos anos 50/60 envelheceu no poder perdendo qualquer ternura.
O poder sem fim e sem limites transforma qualquer idealista num ditador como outro qualquer.

Os Estados Unidos pensam em fechar Guantánamo. É o que têm dito os três candidatos. Quando esteve no Brasil, Tom Shannon, vice-secretário de Estado dos EUA, admitiu, numa entrevista para mim, que até o governo George Bush pensa no assunto. Alegou que a proposta não avança porque, na opinião dele, não há um governo com o qual se possa ter interlocução em Cuba.

Cuba tem sido um país confinado. Não faz parte da OEA, não é membro do Banco Mundial, do FMI, nem do BID. Maluquices herdadas do tempo da guerra fria e impostas pelos Estados Unidos. Leis como a Helms-Burton impedem até a venda de matérias-primas para terceiros países se o produto final for enviado para Cuba.

Começa a se romper esse absurdo bloqueio. Empresários canadenses e espanhóis estão investindo no país. O Brasil estabeleceu acordos para que a Petrobras faça prospecção de petróleo. Os dois países desenvolveram juntos uma vacina antimeningite, mais barata que a usual. Cuba quer ajuda brasileira para aumentar a produção de alimentos por lá. Eles gastam US$ 1 bilhão importando comida.

Raúl Castro já negociou a dívida que tinha com agricultores, já disse que vai assinar o pacto de direitos humanos da ONU, e afirmou, no seu último discurso, que quer ouvir as reivindicações da sociedade. Ouvirá pedidos de melhores salários e do fim da moeda dupla na economia.

Ontem, o presidente George Bush disse que esperava ver, enfim, eleições “livres e justas” em Cuba e repetiu: “livres e justas.” As eleições cubanas não são nem uma coisa nem outra, mas Bush só pode falar no assunto quando pedir o mesmo à Arábia Saudita, onde mulher não pode votar nem ser votada.

O regime cubano conseguiu conquistas impressionantes. Há muitos anos, o país pobre está entre os de maior desenvolvimento humano da ONU, nível ao qual o Brasil só chegou agora. O Brasil é o último desta parte do ranking, com a classificação número 70. Cuba está vinte pontos à nossa frente e só não está melhor porque a renda per capita é baixa. A expectativa de vida é de 77,7 anos, a mesma da Dinamarca (77,9 anos). Não tem analfabetismo — ou melhor, ele é residual, de apenas 0,2%.

No Brasil a taxa é de 11,4%, e o problema não acabou nem entre jovens. No indicador de mortalidade na infância, que mede crianças falecidas até cinco anos por cada 1.000 nascidas vivas, eles tinham 54 em 1960, e agora têm a menor taxa da América Latina: de 6.

Cuba, antes de Fidel Castro, era um protetorado dos americanos, que fizeram da ilha um local de jogos. A Cuba de Fidel entrou logo na órbita soviética e lá ficou sendo financiada pela Rússia. Uma das formas de sustentá-la foi comprar o açúcar cubano a qualquer preço. A queda soviética detonou um processo de decadência e recessão na ilha do qual ela saiu nos últimos anos.

O bote salva-vidas foi enviado por Hugo Chávez e, de novo, foi através de um preço artificial e por motivos políticos. O governo venezuelano passou a vender para Cuba, a preços substancialmente abaixo do mercado, 90 mil barris de petróleo por dia. Como Cuba produz 80 mil barris e consome 120 mil barris, fica com um excedente que exporta a preço de mercado com grande lucro.

Empresas estão chegando à ilha, turistas deixam lá seus dólares, joint ventures começam a operar, projetos de produção de biocombustível estão em andamento. Cuba voltou a crescer.

O novo momento não será de uma hora para outra. O regime já começou a se modernizar. Vai continuar. Inevitável. Depois de ser colônia da Espanha, protetorado americano, satélite soviético e protegido de Chávez, Cuba pode agora tentar uma vida independente. O desafio será evitar o desembarque americano. Se falhou o desembarque militar na Baía dos Porcos, nos anos 60, pode ser mais forte agora a conquista pelo capital. Cuba tem que manter suas virtudes e conquistas e procurar o caminho da democracia.

Quem sabe agora ela poderá ser deixada livre para escolher seu caminho, livre de todas as influências e pressões que sempre recaíram sobre essa ilha; ela também um mito; mito da geopolítica mundial.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Renúncia, já era hora

O ditador Fidel Castro, 81, anunciou nesta terça-feira a renúncia à Presidência Cuba e à chefia do Partido Comunista após 49 anos na liderança da ilha.

Fidel já havia transferido seus poderes ao irmão Raúl Castro, 76, em julho de 2006, quando se afastou do comando da ilha por motivo de doença.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Atividades de Campo - Univ. Estácio de Sá

Regulamento de Atividades de Campo dos Cursos de Graduação e
Graduação Tecnológica


CAPÍTULO I

Art.1º O campo se destina a realização de um conjunto de atividades que fortalecem o conhecimento da disciplina e visam a observação e reflexão sobre a aplicação dos conhecimentos estudados nos diferentes contextos da realidade.

§ 1º - As atividades de campo se constituem como componente curricular obrigatório para os cursos de graduação e dos cursos superiores de tecnologia.

§ 2º - As atividades de campo vinculadas às disciplinas serão desenvolvidas no decorrer das mesmas, conforme definido no Projeto Pedagógico do curso, sendo componente curricular obrigatório para integralização da carga horária do Curso.

§ 3º - As atividades de campo deverão ser desenvolvidas em diferentes contextos de atuação da futura prática profissional do egresso, sem que se confundam com estágio curricular supervisionado e com as atividades acadêmicas complementares.

CAPÍTULO II

DAS ATRIBUIÇÕES

SEÇÃO I

DA COORDENAÇÃO DO CURSO OU DA DISCIPLINA

Art.2º Coordenar o processo de planejamento, execução e acompanhamento relativo às atividades de campo inerentes às disciplinas do Curso, estabelecendo diretrizes, metodologias e orientações gerais.

SEÇÃO II

DO PROFESSOR DA DISCIPLINA


Art.3º Elaborar o plano de atividades de campo.

Art.4º Registrar no diário de classe as atividades de campo propostas bem como o cumprimento ou não da mesma.

SEÇÃO III

DO ALUNO

Art.5º Cumprir, obrigatoriamente, todas as atividades de campo inerentes à disciplina.

Art. 6º Apresentar os resultados das atividades (relatórios, registros, protótipos, entrevistas, mapeamento, etc), atendendo às estratégias solicitadas pelo professor.


CAPÍTULO III

DA AVALIAÇÃO

Art.7º A avaliação das atividades de campo deverá estar vinculada às AV1e AV2 , consolidada em uma única nota para cada AV.

§ 1º- A AV3 constituir-se-á como avaliação global dos conhecimentos e habilidades adquiridos pelo aluno na disciplina,numa escala de 0(zero) a 10(dez).

§ 2º- As avaliações das atividades de campo serão computadas nas AV1, AV2 na seguinte proporção:

até 8 pontos - atribuídos a prova escrita ou prática;
até 2 pontos - atribuídos às atividades de campo.


CAPÍTULO IV

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art.8º Os casos omissos neste Regulamento serão tratados pelo Coordenador do Curso.

Dinheiro público não tem dono

Comentário da Lucia Hippolito à CBN

Pode ser que a CPI dos cartões corporativos nem saia do lugar.

Pode ser que a CPI dos cartões corporativos termine num acordão entre petistas e tucanos, para poupar o presidente Lula e seus familiares, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus familiares.

Ah, sim, e para poupar o governador José Serra, cujo governo também está enrolado com essa história de cartões corporativos.

Mas também pode ser que a CPI dos cartões corporativos chegue a conclusões importantes.

O fato é que, neste momento, os acontecimentos já assumiram uma dinâmica própria.

As investigações desembestaram e não vão parar nos cartões.

No rastro do escândalo dos cartões corporativos, já estão sendo investigados: as diárias recebidas por servidores públicos federais e estaduais, que não precisam prestar contas dos gastos.

Ao contrário do que acontece em empresas privadas.

O luxuoso apartamento do senhor reitor da Universidade de Brasília, com suas lixeiras moderníssimas e caríssimas.

O luxuoso automóvel comprado para uso do senhor reitor da Universidade de Brasília.

O mau uso das fundações que funcionam junto às universidades federais, usadas para contratar pessoal sem concurso, contratar serviços sem licitação, realizar despesas com luxo e desperdício.

Tudo isto aponta para uma única direção: o descaso com o dinheiro público, a negligência com o dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos brasileiros.

Outro dia mesmo, um homem apanhado em falcatruas, dizia, em telefonema gravado pela Polícia Federal, que determinada quantia “é dinheiro público, não tem dono...”Isso mesmo.

A sociedade brasileira, vergada sob o peso de uma carga tributária escorchante, não tem hospitais decentes, não tem saneamento básico suficiente, não tem escolas de boa qualidade, não tem habitação, não tem estradas nem transporte público decentes.

Mas o dinheiro público é desperdiçado em todos os pontos do território nacional, por servidores de todos os escalões, que não se sentem obrigados a prestar contas.

Afinal, “é dinheiro público, não tem dono...”

Em 2007, o Brasil foi apresentado à farra, à desordem do Senado Federal, aos escândalos protagonizados pelo senador Renan Calheiros e por vários de seus pares.

O Legislativo esteve na berlinda o ano todo: aumento de salário para deputados e senadores, absolvição vergonhosa do senador Renan Calheiros, mensaleiros confessos sendo reeleitos, a sanha fisiológica da base aliada, a desorganização da oposição.

Pelo visto, este ano de 2008 será dedicado ao Poder Executivo, tanto federal, quanto estadual e mesmo municipal – as eleições para prefeito vêm aí.

O descaso com o dinheiro público não conhece diferenças entre unidades da federação, nem entre partidos ou ideologias.

Esta doença dá em governos do PT, do PSDB, do PMDB.

Não é de surpreender que tanta gente queira um carguinho no governo.

Qualquer cargo. Qualquer governo.

Eleições Paulistas

Deu na Folha 17/02/2008

Sabemos que São Paulo será apenas um grande balão de ensaio para as eleições de 2010.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a ministra Marta Suplicy (PT) lideram hoje a corrida pela Prefeitura de São Paulo, revela a primeira pesquisa Datafolha do ano, publicada na Folha, deste domingo (17).

De acordo com a pesquisa, os dois estão tecnicamente empatados: Alckmin aparece com 29% das intenções de voto, contra 25% de Marta.

Na pesquisa anterior, realizada em novembro, Alckmin tinha 26% das intenções de voto, contra 24% de Marta.

Num eventual segundo turno entre Alckmin e Marta, o tucano venceria a eleição com 52% das intenções de voto, contra 40% da petista.

Esse resultado mostra uma oscilação de um ponto em relação à pesquisa anterior, realizada em novembro.

Naquele levantamento, Alckmin aparecia com 53% das intenções de voto contra 39% de Marta num eventual segundo turno.

A pesquisa Datafolha entrevistou 1.092 pessoas no dia 14.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Porque hoje é sábado

Entendendo sobre CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito

Atualmente, muito se ouve falar em CPI, CPI dos Sanguessugas, CPI das Ambulâncias, CPI do Mensalão, CPI dos Bingos, até mesmo dos Cartões Corporativos, etc.

Mas na realidade o que é e para que serve a CPI?

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é um organismo de investigação e apuração de denúncias que visam proteger os interesses da coletividade (da população brasileira).

A CPI é uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo (Câmera de Deputados Federais e Estaduais ou Vereadores), que transforma a própria Câmara Parlamentar em uma comissão, esta comissão é nomeada pelos membros da Câmara, sendo assim a comissão vai agir em nome da instituição, realizando um inquérito ou uma investigação.

Concluída, a CPI aponta ou não, os culpados e suas penas.

A CPI possui acesso ao funcionamento da máquina burocrática, analisa a gestão do bem público e toma medidas necessárias para sua correção e punição dos culpados, caso algo esteja realmente errado.

A CPI pode ter comissões formadas por apenas deputados (no caso de CPI em âmbito federal), apenas por senadores, ou mistos, que envolvem ambas as casas.

Analisando historicamente, até 1930 as tentativas de realização de CPI foram raras e sem resultados práticos, elas estão previstas na Constituição brasileira desde 1946.

A maior limitação da CPI é não poder investigar o Presidente da República.

Que pena!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Economia: Tema de debate

Mercado Primário X Mercado Secundário

O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recursos à companhia.

Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, que compreende as bolsas de valores e os mercados de balcão (mercados onde são negociadas ações e outros ativos, geralmente de empresas de menor porte e não sujeitas aos procedimentos especiais de negociação).

Operações como a colocação inicial, junto ao público, de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital, exigindo registro na CVM.

Apesar da semelhança com o mercado primário, os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia), determinando, portanto, uma distribuição no Mercado Secundário.

Eleições Municipais 2008

O Tribunal Superior Eleitoral realizou na quinta-feira (14)uma audiência pública para a discussão e apresentação de propostas de representantes dos partidos políticos, da mídia e demais entidades interessadas nas regras para as realização das eleições municipais deste ano.

A audiência foi dividida em quatro grandes temas – registro de candidatos, propaganda eleitoral, prestação de contas e os atos preparatórios e totalização dos resultados eleitorais.

O representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e a advogada da Rede Globo de Televisão levantaram questões técnicas para o melhor aproveitamento, tanto do horário eleitoral gratuito no rádio como na televisão.

Em contrapartida, representantes dos partidos reivindicaram que as inserções de 15 segundos não mais fossem transmitidas “coladas” umas nas outras, ou seja, sem espaços que permitam o eleitor distinguir uma candidatura de outra.

Também a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) postulou a mudança do termo “matéria paga”, constante da regulamentação eleitoral, por “espaço comercial pago”, pois, segundo o representante daquela entidade, as matérias são jornalísticas, diferentemente da propaganda, que é comercial.

As dívidas de campanha contraídas pelos candidatos e diretórios regionais devem ser rateadas com o diretório nacional dos partidos?

Essa foi a tônica dos debates entre os advogados dos partidos presentes e os representantes de diretórios regionais, com destaque para a representação do estado do Paraná que reivindicou mudanças nas regras que regem a matéria.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Petrobrás: documentos são furtados

A Petrobras acabou de soltar uma nota sobre o roubo de computadores com informações sobre o campo de Tupi. A empresa diz que possui cópia de tudo.

Leia abaixo:

"Em relação a informações veiculadas esta manhã pelo site Terra sobre furto de informações confidenciais da Petrobras, a Companhia tem a informar o seguinte:

- Houve um furto de equipamentos e materiais que continham informações importantes para a Companhia, em instalações de empresa que presta serviços especializados para a Petrobras.

- A Petrobras tem a integralidade das informações contidas nos equipamentos e materiais furtados.

- O material não estava sob a guarda da Petrobras, mas da empresa que presta serviços especializados para a Companhia.

- A Companhia tomou todas as providências cabíveis.

- O assunto está sob investigação."

Parece que todo mundo esqueceu

Hoje, os meios de comuinicação só falam sobre o assunto dos cartões corporativos.

Parece que todo mundo esqueceu dos casos mais escabrosos que atingiu o Brasil nesses útimos anos.

Mensalão, sanguessugas, correios, etc. , fatos que poluiram o mundo político e que já é passado para muita gente.

Agora é alguns dos responsáveis por estes maus estão sendo punidos, mas isto só está ocorrendo porque é ano eleitoral e todos os envolvidos nestes escandalos querem aparecer de bom-moço nos palanques municipais.

Espera-se que o novo ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, possa dar um ponto de racionalidade ao processo eleitoral às eleições municipais de 2008.

Portanto, não devemos esquecer de fatos ilícitos nem do passado, tão pouco, de agora.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Gradiente em crise

A empresa Gradiente, nos últimos meses, está passando por uma verdadeira crise financeira.

O foco da empresa, fundada em 1964, são produtos eletroeletrônicos.

Mas, segundo fontes do setor, nos últimos dois meses, a empresa vem fazendo propostas de venda a indústrias chinesas e fundos de investimento no exterior.

Com uma dívida de R$ 284 milhões a fornecedores, redes autorizadas de assistência técnica e bancos como o Bradesco, a empresa está falindo.

A BNDESPar, braço de investimentos do BNDES já vendeu sua parte.

Em 2006, ela comprou a Philco por R$60 milhões, mas dois anos depois vendeu por R$22 milhões para investidores estrangeiros.

O prejuízo em 2006 foi de R$114,48 milhões.

No Rio de Janeiro, os produtos da marca está em escassez nas prateleiras de diversas lojas do ramo.

Em pesquisa realizada, constatou que das 24 lojas, apenas 6 possuem ainda os produtos.

No Shopping Tijuca, apenas o Ponto Frio possue dois modelos de televisores.

Já no Shopping Nova América, as Casas Bahia não recebem a meses os produtos. No entanto, Ponto Frio e Casa & Vídeo reclamam da qualidade e posuem apenas modelos de televisores no valor acima de R$3,9 mil, respectivamente.

Em Nova Iguaçu, no Top Shopping, apenas as Lojas Americanas posuem alguns produtos. O Ponto Frio só atende por encomenda.

No Norte Shopping, a Ambient Air não vende mais, enquanto no Rio Sul, a oferta é escassa.

Até pela internet, o Fast Shop não vende mais a marca.

Pelo jeito, a Gradiente realmente chegou ao fundo do poço.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Agenda Política da Semana

Segunda-feira

* A semana começa com uma certeza: haverá uma CPI para investigar os gastos abusivos com cartões corporativos do governo.

O que se discute ainda é o alcance das investigações.

Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no senado, corre para abrir uma CPI única no Senado.

Em contrapartida, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) busca apoio para criar uma CPI mista - que envola deputados e senadores nas investigações.

* O PMDB deve levar ao presidente Lula suas indicações para cargos no setor elétrico, incluindo a presidência da Eletrobrás.

Os ministros José Múcio, das Relações Institucionais, e Edson Lobão, de Minas e Energias estiveram reunidos no fim de semana tratando do assunto.

* O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) apresenta relatório de reestimativa de receita para este ano.

Amanhã será a vez do relator do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-AC), apresentar seu relatório final, que deverá ser votado na comissão mista de Orçamento até o final do mês.

* O Governo deve encaminhar ao Congresso ainda esta semana projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes fechados.

O projeto já foi entregue por José Gomes Temporão, ministro da Saúde, à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.

Terça-feira

* Lula viaja ao Oiapoque, no Amapá, fronteira do Brasil com a Guiana Francesa.

Acompanhado do presidente francês Nicolas Sarkozy, Lula inaugurará a pedra fundamental de uma ponte ligando os territórios brasileiro e francês.

O evento marca o acordo de cooperação militar entre Brasil e França assinado pelos dois países no último mês.

* O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), se reúne com líderes partidários para discutir a agenda de votações em 2008.

* O presidente do PTB, Roberto Jefferson, acusado de envolvimento no suposto esquema do mensalão, depõe na Justiça Federal, no Rio de Janeiro.

Quarta-feira

* Lula encontra Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia.

Os dois discutirão investimentos da Petrobrás nos campos de gás natural bolivianos.

Quinta-feira

* Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza audiência pública para discutir a transposição de águas do rio São Francisco.

Participam da reunião o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e o deputado e ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB-CE).

Sexta-feira

* Lula viaja para a Antártida com os ministros Nelson Jobim, da Defesa; Franklin Martins, da Comunicação Social; e Celso Amorim, de Relações Exteriores.

A viagem será em comemoração aos trabalhos desenvolvidos pela estação científica Comandante Ferraz, que estuda as mudanças climáticas na região e suas conseqüências para o resto do mundo.

* O presidente do FED (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, falam sobre as condições da economia americana na Comissão de Bancos do Senado.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Resumo Econômico da Semana

A semana foi curta para nós, com o carnaval, foi bem movimentada lá fora.

Tivemos a superterça nas eleições americanas, a desistência do Romney, e o aumento do risco de recessão.

Aqui no Brasil, algumas notícias boas, como o crescimento da produção industrial e o aumento das chuvas nos reservatórios do Sudeste, que diminuem as chances de racionamento de energia em 2008.

Espera-se que semana que vem seja de mudanças, principalmente, nas cotações do dólar, pois cada vez mais se aproxima o fantasma da recessão nos EUA, que como numa locomotiva ainda estamos muito atrelados à economia norte-americana.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Carnaval 2008 no Rio de Janeiro

Depois de apuradas todas as notas das escolas que desfilaram pelo grupo especial no domingo e na segunda-feira no Rio de Janeiro, temos uma bi-campeã: Beija-Flor, orgulho para a Baixada Fluminense.

Parabéns!

As notas e colocações ficaram assim:

1° Beija-Flor 399,3

2° Salgueiro 398,0

3° Grande Rio 396,9

4° Portela 396,8

5° Unidos da Tijuca 396,5

6° Imperatriz 396,5

7° Viradouro 396,0

8° Mocidade 395,1

9° Vila Isabel 394,6

10° Mangueira 393,9

11° Porto da Pedra 388,2

12° São Clemente 387,5

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Confusão entre o público e o privado

A ministra Matilde Ribeiro da Igualdade Racial - agora ex-ministra - saiu dizendo que houve racismo e preconceito no destaque dado à notícia do uso exagerado do cartão corporativo.

O ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, na coletiva de ontem disse que o problema era que o cartão pode ser usado para burlar a lei de licitações.

Estão os dois completamente errados.

O que o caso do uso do cartão corporativo mostra é um velho problema do governo, que não tem nada a ver com licitação nem com racismo: é a confusão entre o público e o privado.

Jorge Hage se controlasse melhor saberia que essa é uma velha doença que já apareceu em vários casos.

É a mesma falta de fronteira entre o público e o privado que levou o filho do presidente a levar os amigos num avião da FAB para fazer colonia de férias no Palácio Alvorada.

É a mesma confusão entre público e privado que faz com que a governador do Pará, Ana Julia Carepa, contrate na folha de salários do governo a sua cabeleireira.

São vários os casos em que as autoridades, nem depois do escândalo e depois da demissão não percebem onde é que está o erro que cometeram.

A luta contra o racismo é séria demais para estar sendo desculpa para o mau comportamento de quem quer que seja.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Episódio: Cartões Corporativos com mais um ministro

A assessoria de imprensa da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial informou que os gastos da ministra Matilde Ribeiro com cartão corporativo – R$ 171 mil no ano passado, com diárias, aluguel de carros, hospedagem, compra em loja livre de taxas de importação em aeroporto – foram feitos durante viagens de trabalho.

A assessoria explicou que as viagens foram feitas para acompanhar a implementação de políticas do órgão: "Portanto, há necessidade de articulação com governos estaduais, municipais e instituições públicas e privadas, e interlocução com a sociedade civil que implicam cumprimento de agenda em todo o país."

O maior gasto da ministra durante as viagens foi para pagar aluguel de carros: 94 dessas operações somaram R$ 118.683,17, para deslocamentos dentro de cidades, regiões metropolitanas e comunidades quilombolas.

Houve ainda, segundo a assessoria, necessidade de alugar veículos com tração nas quatro rodas.

Para cobrir despesas com hospedagem (64 registros), o maior dos gastos foi no Rio de Janeiro, no Hotel Glória, no valor de R$ 2.346,80, durante viagem de trabalho em março de 2007.

O extrato do cartão da ministra, divulgado pela Controladoria Geral da União, aponta gasto de R$ 461,16 em uma loja chamada Dufry Brasil, em outubro.

De acordo com a assessoria de Matilde Ribeiro, houve um engano na hora do pagamento da despesa. Ela "foi notificada internamente em dezembro de 2007, período em que estava de férias e recesso de final de ano, e o ressarcimento à União foi efetuado em janeiro, quando do retorno da ministra ao trabalho."

Já o ministro Altemir Gregolin, da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, pagou com o cartão R$ 22.652,65 durante viagens para cumprimento de agenda oficial, segundo informações da assessoria do ministro.

A principal despesa foi o pagamento de hospedagens, cerca de R$ 15 mil, dos quais R$ 740,70 no Hotel Bourbon, em Foz do Iguaçu (PR).

Despesas com alimentação também se destacam no extrato e a maior delas, no valor de R$ 120, foi na Churrascaria Porcão, no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de Gregolin, o ministro não usa o cartão corporativo para pagar despesas de outras pessoas ou com bebidas alcoólicas.

O terceiro da lista de ministros que mais gastaram com cartão corporativo é o do Esporte, Orlando Silva, cuja despesa no ano passado somou R$ 20.112,35, para pagamento de diárias e alimentação durante viagens oficiais, segundo a assessoria.

E hoje, ele devolveu R$ 30,8 mil do cartão corporativo afirmando que a devolução seria para evitar politização, mas que os gastos foram legais.

Isso parece estranho, pois se tem comprovantes lícitos do uso não precisaria devolver dinheiro algum.

Portanto, vamos ver no que isso vai dar, se vai criar corpo e chegar ao extremo de termos mais uma CPI no senado.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Por dentro do blog

Carnaval chegou!

É hora de aproveitar e, com prudência, festejar uma das manifestações culturais mais empolgantes que existe no Brasil: o carnaval.

Para quem vai participar, bom carnaval!

Agora, para quem vai descansar, bom descanso!

Portanto, aproveitem o máximo essa semana para encarar com tudo o ano de 2008.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Estamos de olho

Os dados dos convênios aqui relacionados foram obtidos do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) no dia 26/01/2008.

Os convênios do município de NOVA IGUAÇU/RJ que receberam seu último repasse no período de 20/01/2008 a 26/01/2008 estão relacionados abaixo:

Número Convênio: 552045

Objeto: AQUISICAO DE EQUIPAMENTO E MATERIAL PERMANENTE

Órgão Superior: MINISTÉRIO DA SAÚDE

Convenente: NOVA IGUACU PREFEITURA

Valor Total: R$112.723,20

Data da Última Liberação: 22/01/2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O uso de cartões corporativos está virando farra

Ouça o comentário da Lucia Hippolito à CBN.

Clique aqui para escutar

Queda de braço com a Ética Pública

Aquilo que se temia aconteceu: a Comissão de Ética Pública da Presidência da República está sendo inteiramente desautorizada.

Há sete meses recomendou ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que escolhesse entre ser ministro e ser presidente do PDT, atividades incompatíveis, segundo entendimento da Comissão.

Primeiro, Lupi fez cara de paisagem, depois desprezou as advertências da Comissão e finalmente partiu para o confronto, agredindo o presidente da Comissão, como se fosse uma implicância pessoal contra ele, Lupi.

Não custa lembrar: a Comissão de Ética Pública da Presidência da República elaborou o Código de Conduta da Alta Administração Pública, que as autoridades se comprometem a respeitar quando assumem um cargo.

Segundo entendimento da Comissão, Lupi desrespeita o Código ao acumular a presidência do PDT com o exercício do cargo de ministro do Trabalho.

Mas Lupi iniciou uma queda de braço com a Comissão.

Declarou que não sai da presidência do PDT e que, do ministério, só o presidente Lula tem poder para demiti-lo.

A Comissão, então, solicitou ao presidente da República que demita o ministro, mas o pedido dorme na mesa de Lula desde o final do ano passado.

O problema é que o desprezo às recomendações da Comissão se alastra pelo governo.

Outras autoridades também se julgaram no direito de desafiar a Comissão.

O Carnaval vem aí.

Anualmente, a Comissão de Ética relembra às altas autoridades a proibição de aceitarem convites para camarotes de empresas privadas – cervejarias, por exemplo.

Pois neste ano, o elegante ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, já desafiou a Comissão, declarando que vai, sim, freqüentar todos os camarotes para os quais for convidado, públicos ou privados. E que espera ser convidado para muitos.

Agora, a Comissão decidiu enviar à Controladoria Geral da União o processo contra a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, que gastou apenas em 2007 mais de 180 mil reais na farra dos cartões corporativos, outro escândalo da República, para o qual parece que ninguém dá bola.

Com isso, a Comissão de Ética demonstra um certo recuo, uma tendência a não entrar em conflito com mais um ministro.

E assim, de desautorização em desautorização, de desafio em desafio, a Comissão de Ética Pública vai sendo desmoralizada.

E caem por terra os esforços para moralizar o comportamento das altas autoridades públicas brasileiras e captar um pouco de racionalidade neste assunto.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Porque hoje é sábado

Entenda a crise nos EUA

Entrevista de um economista americano ao blog do Washington Post, traduzido por Mariana Ferreira.

1. Por que as bolsas de valores vêm caindo em todo o mundo?

Os principais mercados de ações do planeta estão sofrendo os efeitos de um problema ocorrido no mercado imobiliário dos Estados Unidos.
A descoberta de que alguns americanos não estão pagando as prestações dos financiamentos de suas casas espalhou pânico entre investidores em todo o mundo – muitos fundos de investimento possuem parte de seus papéis lastreados nestes financiamentos.
Como um segmento da população não consegue pagar as suas parcelas, criou-se um temor de que os americanos possam também diminuir o seu ritmo de consumo.
Este medo de retração da economia dos EUA, aliado à suspeita da existência de papéis “contaminados” nos fundos de investimentos, fez com que muitos investidores vendessem as ações que possuíam.
Quando há muita gente querendo vender, o preço das ações cai.
O conjunto do das ações em queda derrubou a cotação das bolsas de valores.

2. O que há de errado com o mercado imobiliário dos EUA?

Os seguidos anos de crescimento econômico fizeram com que os bancos e instituições financeiras americanas abrissem a carteira para todo tipo de gente e empresas.
Empréstimos foram concedidos até a pessoas em má situação financeira (no setor imobiliário, o crédito às famílias de baixa renda chama-se subprime).
Como os juros eram extremamente baixos, muitos americanos financiaram ou refinanciaram o pagamento de alguns bens – especialmente o dos imóveis.
Depois, porém, não conseguiram cumprir os compromissos.
Embora a taxa de inadimplência não tenha aumentado significativamente, o temor de um calote em massa contaminou o mercado financeiro.

3. Como esses problemas influenciam as bolsas mundiais?

Nos últimos anos, os bancos que emprestaram dinheiro para o financiamento imobiliário nos Estados Unidos “empacotaram” boa parte das hipotecas americanas em novos produtos financeiros que foram revendidos a muitos fundos de investimentos em todo o mundo.
Como os juros estavam baixos na Europa e no Japão, esses fundos, que ofereciam retornos maiores, tornaram-se atraentes para os pequenos e grandes investidores.
Criou-se uma pirâmide de investimentos de cerca de 1 trilhão de dólares por meio da qual a poupança de milhões de empresas e aposentados, europeus e japoneses, foi usada para financiar a construção e a compra de casas nos EUA.
Embora tenham sido vendidas como aplicações extremamente seguras, na prática não era bem assim – muitos americanos não cumpriram seus compromissos e o dinheiro nunca chegou aos fundos como era previsto.
Quando alguns destes fundos de investimento tentaram se desfazer das hipotecas americanas na esperança de passar adiante o mico do risco, não conseguiram e perderam dinheiro.
Tiveram então que vender ações até de empresas saudáveis para se recuperar – isso derrubou as bolsas do planeta.

4. Qual é a real extensão desta crise?

Ainda não se sabe ao certo. Embora mantidas inicialmente no terreno do mercado financeiro, as turbulências já batem na chamada economia real.
Algumas empresas americanas começaram a mostrar números decepcionantes, caso das varejistas Wal-Mart e Home Depot, espécies de termômetros do consumo local.
Em agosto de 2007, os EUA cortaram 4.000 postos de trabalho – primeira queda do nível de emprego do país desde 2003.
O maior risco de a crise extrapolar o mundo das finanças e atingir a economia real está na retração do crédito.
Devido à incerteza sobre o futuro da economia global, instituições financeiras americanas reduziram sua tolerância em relação a empréstimos arriscados – não apenas no setor imobiliário. Essa postura reduziu o fluxo de dinheiro que irriga o caixa das empresas.
Crédito é um dos principais motores da economia – empresas e negócios surgem e crescem num cenário onde têm acesso a empréstimos para viabilizar seus negócios.
As dificuldades no crédito devem comprometer o bom momento atravessado pela economia mundial.

5. No que ela difere de turbulências globais anteriores?

Mais do que qualquer outra crise anterior, esta traz consigo características cuja existência só foi possível graças ao aprofundamento do processo de globalização da economia.
Por meio de inovações recentes, bancos e instituições financeiras pulverizaram os riscos de prejuízos e lubrificaram o mercado.
Pegue-se o exemplo do setor de imóveis dos Estados Unidos. Para não arcarem sozinhos com o risco de calote nos empréstimos que fizeram a consumidores americanos de segunda linha, os bancos fracionaram e empacotaram o crédito referente a esses empréstimos em títulos, repassados a milhares de fundos de investimento.
A lógica é a seguinte: se os consumidores americanos pagarem suas hipotecas, os lucros serão dispersados entre todos os que compraram esses títulos; se houver calote generalizado, o prejuízo será socializado.
O problema é que, ao dissiparem os riscos, esses mecanismos também aceleram e aumentam o alcance das fases de turbulência.
Como ninguém consegue saber quem está saudável e quem comprou títulos podres, a desconfiança se espalha e paralisa inúmeras negociações.

6. Os bancos centrais devem agir para conter a crise?

Sim, e sem muita demora.
Um dos mais importantes estudos econômicos do século XX, de autoria dos americanos Milton Friedman e Anna Schwartz, concluiu que a quebra da Bolsa de Nova York de 1929 e a depressão que se seguiu durante os anos 30 foram precipitadas pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de estrangular o crédito, elevando os juros e diminuindo a quantidade de dinheiro em circulação.
Sem moeda na praça, e sem a possibilidade de fazer empréstimos junto aos bancos, inúmeras empresas foram à falência, e a economia dos Estados Unidos retraiu dramaticamente.
Desde a publicação do estudo, BCs em todo o mundo têm agido de forma mais enérgica para tentar socorrer seus respectivos mercados antes de um colapso generalizado.

7. E o que eles têm feito para afastar essa ameaça?

Os bancos centrais têm atuado na linha de frente para conter o avanço da atual crise financeira. Em setembro de 2007, o Fed mostrou que aprendera a lição do crash de 29: cortou os juros nos Estados Unidos em 0,5 ponto porcentual, depois de 4 anos sem mexer na taxa.
A decisão pretendia estimular novos pedidos de empréstimos e conter parte da retração no crédito.
Antes disso, porém, o Fed, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão despejaram juntos quase 500 bilhões de dólares no mercado, para socorrer bancos e conter a escassez de dinheiro. É, de longe, a maior cifra do gênero na história - após os ataques de 11 de setembro de 2001, o aporte foi de 230 bilhões.
Diante da persistência da crise, porém, as medidas não tiveram o efeito desejado.
Por isso, o Fed voltou a reduzir os juros em meados de janeiro de 2008.
Desta vez, o corte foi de 0,75 ponto porcentual - o maior desde outubro de 1984.

8. E o governo americano, como reagiu à crise?

Após meses de turbulência, o presidente George W. Bush finalmente anunciou, no início de 2008, as linhas gerais de um pacote para salvar a economia americana de uma possível retração no crescimento.
O plano de 140 bilhões de dólares, que precisa de apreciação do Congresso, foi avaliado em 1% do PIB.
O objetivo do governo é diminuir impostos para consumidores e garantir incentivos fiscais para empresas americanas.
Dessa forma, calculou a Casa Branca, os Estados Unidos escapariam da recessão - trazendo ainda benefícios para todo o planeta.

9. Quais são os efeitos sofridos pelo Brasil?

Por estar cada vez mais inserido no contexto da economia global, o Brasil não sairá ileso desta crise.
Os primeiros efeitos já foram sentidos no mercado de ações. Para estancarem os prejuízos decorrentes da crise, investidores estrangeiros venderam papéis não só nos Estados Unidos e na Europa, mas também em mercados emergentes, como o Brasil.
A fuga do dinheiro externo explica os dias de forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo. A médio prazo, o crescimento da economia brasileira pode sofrer o baque de uma eventual retração global, o que manteria o aumento do PIB na mediocridade atual por mais tempo.
A desaceleração mundial derrubaria o preço das commodities e afetaria diretamente a economia brasileira, que tem, na exportação desses produtos básicos, sua maior fonte de renda externa. Além disso, se o dólar subir demais, a baixa inflação brasileira pode ficar comprometida, já que uma série de produtos, a maioria importados, têm seu preço baseado na moeda americana.
Para conter a inflação, o Banco Central pode interromper a queda na taxa de juros e ameaçar ainda mais o crescimento do país – juros altos desestimulam os empréstimos que fazem a economia andar.
De todos esses cenários possíveis, o único que parece provável é o atraso da promoção do Brasil ao chamado grau de investimento, categoria que indica os países com baixa propensão ao calote.

10. Por que o país não corre tantos riscos desta vez?

Durante os anos 90, o Brasil atravessou, aos trancos e barrancos, as crises nos mercados financeiros do México (94), da Ásia (97), e da Rússia (98), e sucumbiu ao ataque especulativo contra o real, no início de 1999, desvalorizando a moeda.
Nesta última ocasião, o país tinha reservas de apenas 35 bilhões de dólares – no auge da crise, o mercado brasileiro perdia 1 bilhão por dia.
Desta vez, o cenário é bem diferente: o país tem dólares de sobra e o drama da dívida externa faz parte do passado.
Segundo o Banco Central, o Brasil tem quase 160 bilhões de dólares de reserva que podem ser injetados no mercado para conter a fuga de capitais.
O país, portanto, não vai quebrar.

11. Por que o dólar sobe quando a bolsa cai?

De forma simplificada, o que acontece é o seguinte: quando o mercado de ações passa por um período de instabilidade, o valor dos papéis sobe e desce imprevisivelmente.
Como não sabem se a cotação das ações que possuem vai subir ou descer, os investidores preferem comprar dólares e desfazer-se dos papéis.
O dólar é um investimento muito mais seguro, já que a moeda americana não tem a mesma chance de se desvalorizar do que as ações de uma empresa – que pode, por exemplo, falir e causar prejuízos enormes.
Quando os investidores tiram dinheiro da bolsa – o que provoca sua queda – muitos correm para comprar dólares. A alta procura eleva a cotação da moeda americana.

12. É possível uma nova onda de desemprego?

Ondas de desemprego estão normalmente associadas a cenários de recessão econômica mais graves, quando o nível de produção cai e as empresas costumam dispensar parte de sua mão de obra para diminuir os prejuízos.
Pelo menos por enquanto, não é caso desta crise. Mesmo que a economia dos Estados Unidos venha a se retrair como prevêem os analistas – o que com certeza provocará uma redução do crescimento brasileiro – a situação no país é estável, e as variações na taxa de desemprego devem continuar leves, para cima e para baixo.

13. É seguro investir em ações nesse período?

Sim. Diante da crise, os analistas não se arriscam a prever uma data para o fim da oscilação das bolsas, embora muitos apostem que ela se estenderá por boa parte de 2008.
Isso não significa, no entanto, que a bolsa transformou-se da noite para o dia em território restrito a grandes jogadores e alguns poucos entendidos, como já foi um dia.
Mesmo com as turbulências, segue sendo seguro investir no mercado de ações - mas, mais do que nunca, deve se esperar retorno a longo prazo, quando os efeitos mais graves da crise já tiverem passado e o mercado recuperar a tendência de alta.
Em 2007, mesmo com momentos de fortes perdas, o índice Bovespa, principal da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou valorização de 43,6%.
No futuro próximo, a turbulência pode reduzir um pouco esses ganhos - mas eles deverão se manter acima de outros investimentos.
Outro argumento dos analistas para manter os investimentos: a bolsa brasileira está barata em termos internacionais.
Para quem já tem dinheiro em papéis, o mais importante é não sair - a regra é ter cautela, já que voltar para o mercado depois, em épocas de alta, pode sair muito mais caro.
Recomenda-se também que o investidor fique de olho nas pechinchas que surgem com a crise. Neste cenário, muitos estrangeiros vendem ações de empresas saudáveis e derrubam sua cotação.
A longo prazo porém, elas podem se valorizar e beneficiar quem comprou-as na baixa. Diversificar as apostas também é indicado para tempos de bolsa volátil - eventuais perdas com uma companhia podem ser compensadas com ganhos em outras.
Por fim, o investidor da bolsa deve avaliar o desempenho de sua aplicação em particular: a variação das ações que estão no fundo escolhido não vai ser necessariamente igual à do Ibovespa, que segue as 64 ações mais negociadas nos pregões da bolsa.
Para se ter uma idéia, no início de 2008, já havia cerca de 450 empresas com papéis na Bovespa.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Caos entre taxistas em Brasília


Enviado por Alexandre Garcia


Em Brasília, muita confusão nas ruas. Um assunto que interessa a motoristas de táxi e passageiros.

O secretário de transportes do Distrito Federal proibiu os táxis de darem descontos. Ele terá de se explicar e pode ter de responder a processo por ferir a lei de livre concorrência.

A briga é antiga. Taxistas chegaram a apedrejar alguns táxis no aeroporto de Brasília porque ofereciam mais desconto. Pelas novas regras, os táxis mais baratos não poderão anunciar preços menores e na prática terão de subir o valor da corrida.

A secretaria de direito econômico do ministério da Justiça investiga o caso para que seja garantida a possibilidade de pagar menos pelo serviço.

A fiscalização na capital é de responsabilidade do Distrito Federal. Mas, nas estradas, as regras também estão mudando.

Ninguém sabe exatamente quantos morrem no asfalto brasileiro. Em geral, só se tem a conta das rodovias federais.

Uma pesquisa feita pelo professor Maury Panitz, publicada na revista da PUC-RS, soma as estradas federais, estaduais, municipais, vias de cidades e os mortos nos hospitais até 90 dias após o acidente. E dá 80 mil por ano. Ou seja, 220 mortos por dia. É um avião caindo todos os dias.

A ministra da Casa Civil Dilma Rousseff acha isso um escândalo e diz que a posição do ministro da Justiça não é isolada, mas uma posição de governo.

O ministro das Cidades, ano passado, havia conseguido uma resolução do Contran, mandando pôr placa nas estradas antes dos radares. Mas ninguém falou de multas.

Agora o governo percebe que isso nada ajuda e que só educação não vem adiantando. Por isso, decidiu endurecer.

Ano passado, na Inglaterra, um motorista foi flagrado a 277 km/h em um porsche 911. Foi preso por dois meses e meio, proibido de dirigir por três anos e recebeu multa equivalente a R$ 400 mil.

Uma multa que o obriga a vender a arma, o carro, para pagá-la. O juiz alegou que ele criava perigo para as outras pessoas, ao dirigir naquela velocidade.

O governo brasileiro está de olho no exemplo inglês.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Por Dentro do Governo Lula



Livro que relata através de comentários diários os primeiros anos do Presidente que, na época, foi eleito para mudar o Brasil, mas acabou sendo mais conservador que Fernando Henrique.

Vale a pena analisar essa retrospectiva, para entendermos que muita coisa não mudou.

Economia: Por que o mundo ainda sofre com uma crise dos EUA ?

A crise econômica nos Estados Unidos é o assunto da vez no blog que o Washington Post mantém com jornalistas de todo o mundo.

A questão agora é discutir por que as economias do resto do mundo, mesmo indo tão bem, pegam sempre um resfriado quando os americanos espirram.

Por aqui, o governo nos vende a idéia de que nunca estivemos tão bem na história, com reservas acumuladas, superávits comerciais e em transações correntes, e dívida externa em queda.

O dólar está num nível baixo e a previsão de crescimento para a economia está em torno de 5% em 2008.

Mas, por que então, a Bovespa despencou na segunda-feira, repercutindo mal o pacote apresentado por Bush na sexta?

Em primeiro lugar, porque a crise americana, desta vez, não se trata de um espirro.

A avaliação é que a maior economia do mundo está entrando em uma grave recessão, diferente das últimas duas, que foram breves e suaves.

Em segundo lugar, estamos numa economia globalizada, e é ilusão acharmos que estamos desconectados do resto do mundo.

Por fim, temos que lembrar que o EUA é o nosso maior investidor e importador, e está muito a frente da China, com quem aumentamos nossas relações comerciais nos últimos anos.

O mundo inteiro será afetado pela crise na economia americana, que é a maior do mundo.

A principal diferença é que hoje em dia, quando os Estados Unidos espirram, eles atingem primeiramente a sua própria economia.

Corrida contra o tempo

Complicou ainda mais a aprovação do Orçamento Geral da União de 2008.

Como não foi votado antes do recesso, sua discussão foi adiada para o novo ano legislativo, que começa no dia 11 de fevereiro, quando suas Excelências retornam das férias.

Com a derrubada da CPMF, todo o Orçamento precisou ser refeito, para ajustar estimativas de despesas e receitas à nova realidade.

A primeira sugestão do Executivo, o corte nas emendas parlamentares, ainda não prosperou, porque a base aliada se rebelou – em ano eleitoral, as emendas são importantes para os municípios.

Os deputados precisam da boa vontade dos prefeitos, e muitos deles são também candidatos a prefeito em suas cidades. Por isso, as emendas são estratégicas este ano.

A Comissão Mista de Orçamento é composta, como o nome indica, por deputados e senadores.

Além do presidente e do relator-geral, há também os relatores setores: por ministério, ou por rubrica.

O relator de receitas, senador Francisco Dornelles, é um tributarista experiente, já foi superintendente da Receita Federal e ministro da Fazenda.

Dornelles reviu várias vezes as estimativas de receita, até chegar a um aumento de receita da ordem de R$ 23 bilhões – R$ 3 bilhões a mais do que o previsto pelos cortes sugeridos pelo Executivo.

Mas diante da crise externa, o relator está muito cauteloso.

Ninguém sabe até que ponto a economia brasileira será afetada pelas dificuldades financeiras internacionais.

Em outras palavras, teme-se que esta expectativa de receita seja devorada pela retração da economia mundial – e, portanto, da economia brasileira.

Além do mais, a Comissão de Orçamento está correndo contra o tempo.

Segundo os regimentos da Câmara e do Senado, em março são trocados todos os presidentes e todos os relatores das comissões permanentes.

No Congresso, o mês de março é tradicionalmente dedicado a articulações entre os partidos para indicar os novos presidentes e relatores de comissões.

As articulações são intensas. As maiores bancadas abocanham presidência e relatoria das comissões mais importantes.

As negociações com a oposição são ferozes.

Na poderosa Comissão Mista de Orçamento, que envolve as duas casas do Congresso, a briga é de foice.

Atualmente, a Comissão é presidida pelo senador José Maranhão (PMDB-PB), e seu relator-geral é o deputado José Pimentel (PT-CE), refletindo a posição de PMDB e PT como os dois maiores partidos na Câmara e no Senado.

Em 2008, esta situação pode se inverter.

Os novos presidentes e relatores não abandonam todo o trabalho feito para começar do zero. Mas precisam familiarizar-se com o assunto, tomar pé na situação.

Tudo isto atrasa ainda mais a aprovação do Orçamento.

Portanto, se a votação não ocorrer até 29 de fevereiro, periga ser adiada para abril, dificultando a vida do Executivo, que não pode gastar, pois não pode sacar recursos que um Orçamento inexistente.

Ainda por cima, 2008 é ano eleitoral.

A partir de junho, o governo federal não pode inaugurar obras, não pode contratar nem demitir, não pode uma série de coisas.

Por isso, a Comissão Mista de Orçamento precisa se apressar.

O tempo está ficando aflitivamente escasso para a aprovação do Orçamento Geral da União de 2008.

Dois assuntos: juros no Brasil e desmatamento na Amazônia

Enviado por Míriam Leitão

Dois assuntos hoje no Bom Dia Brasil: o Banco Central brasileiro, que deve manter a taxa de juros inalterada por um bom tempo, e o crescimento do desmatamento na Amazônia.
Ao contrário do que diz o governo, ele aumenta quando o preço da soja e da carne disparam.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Comentário de Míriam Leitão

Não há economia que fique descolada de uma crise nos EUA

Todo mundo agora está se descolando da "tese do descolamento", porque não há economia que não seja afetada por uma recessão nos Estados Unidos.

Ouça o comentário na CBN.

Economia

Dilma descarta racionamento de energia e lembra que em julho o país terá terminais portuários para importar gás.

O esquartejamento do Ministério de Minas e Energia começou

O termo esquartejamento em política, significa que determinado órgão do governo, no caso o ministério, sua pasta é composta por diversos partidos.

A vantagem é que um vigia o outro e assim evita esquemas de corupção.

A desvantagem é que um partido fica colocando casca de banana para o outro poder assim escorregar e deixar o ministério.

Edison Lobão assumiu nesta segunda-feira (21), o Ministério de Minas e Energia. E já no mesmo dia começaram o esquartejamento do ministério sem antes mesmo o ministro decidir os componentes da pasta.

PMDB e PT são aliados nessa guerra pelos cargos, responsáveis por 40% do PIB nacional.

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp(RO), disse que está certo que a legenda ficará com o controle da Eletrobrás e da Eletronorte, e negociou abrir mão da Eletrosul para o PT da senadora Ideli Salvati (SC).

O senador José Sarney (PMDB-AP) tem indicação da presidência da Eletrobrás e da diretoria financeira da estatal, que possivelmente será o técnico de carreira da Eletronorte, Astrogildo Quental.

O deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) deverá indicar o comando da Eletronorte para o afilhado político Lívio Rodrigues de Assis, do Detran do Pará.

A diretoria da Eletrosul será do ex-governador Paulo Afonso (PMDB-SC).

Já o PR quer um cargo de destaque no setor elétrico para o ex-governador Lúcio Alcântara (CE).

A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tentará manter o atual presidente da Eletrobrás, Valter Cardeal, numa diretoria estratégica.

Agora, na Eletronorte, ela já acertou a permanência do diretor de Engenharia, Adhemar Palocci.

E para completar seu time, Maurício Tolmasquim ficará como presidente da Empresa de Pesquisa Energética.

No entanto, o PT manterá o controle de Itaipu, enquanto o PSB ficará com a Chesf, e por fim, o PMDB que já tem a Furnas, quer sinal verde para ocupar outros cargos da estatal.

Portanto, é sempre a mesma coisa: mudou de ministro então, novos nomes, mudanças de cargos e manipulações estratégicas são usadas para o ocupar a máquina pública da melhor foma possível, para eles.

Política

Líderes do DEM defedem reeleição de Kassab em São Paulo e descartam que ele saia como vice em chapa de Alckmin.

Notícias em tempo real

22/01, 11:52 am
Fed (banco sental americano) reduz taxa básica de juros dos EUA em 0,75 ponto de 4,25% para 3,50%.
Bovespa sobe cerca de 2%.

22/01, 01:07 pm
Dilma diz que país vai virar canteiro de obras, mas o governo só gastou 44% da verba do PAC em 2007.

22/01, 06:23 pm
PAC é a vacina contra crise econômica externa, porque acelera demanda interna, diz a minstra Dilma.

22/01, 06:49 pm
Bovespa sobe 4,45%, a maior alta do dia desde setembro, com queda nos juros dos EUA.
Dólar cai 2,02% e vai para R$1,793.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Por dentro do blog

Com isso, entro de férias e volto no dia 27 de Janeiro!

Certo da compreensão de todos.

Cordialmente, Ellyel.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Os EUA se preparam para eleições 2008

Começa hoje a campanha eleitoral mais importante do planeta: em novembro será eleito o(a) novo(a) presidente dos Estados Unidos.

Já se disse que, tendo em vista o peso dos Estados Unidos na vida do planeta, a eleição deveria ser aberta à participação dos eleitores do mundo inteiro.

O processo eleitoral americano não é simples.

Primeiro, são realizadas primárias nos estados para escolher o candidato dos democratas e o dos republicanos.

O processo é estadual, a lei eleitoral é estadual.

Portanto, há pequenas diferenças de estado para estado.

O candidato pode ser escolhido por uma eleição primária, que pode envolver apenas os filiados ao partido ou estender-se a todos os eleitores do estado.

Mas existe também a escolha por cáucus, palavra de difícil tradução, mas que se passa a partir de grupos de eleitores que se reúnem e discutem as vantagens e desvantagens de cada candidato, até se decidir por um deles em cada partido.

Tanto as primárias quanto o cáucus resultam também na escolha dos delegados do partido à convenção nacional.

O número de delegados por estado é proporcional à sua população.

E os delegados que vão participar da convenção nacional são em número proporcional aos votos obtidos por cada postulante.

Mas a complicação não acaba aí. Na eleição de novembro, não basta ao candidato obter a vitória na eleição direta.

Quem decide a eleição do presidente dos Estados Unidos, na verdade, é um Colégio Eleitoral composto por delegados escolhidos no próprio dia da eleição.

Em geral, os resultados coincidem entre a eleição direta e a indireta.

Mas George W. Bush foi eleito em 2000 pelo Colégio Eleitoral, pois seu oponente, Al Gore foi o mais votado na eleição direta.

Hoje o primeiro estado a inaugurar a corrida eleitoral é Iowa, que tem 1% da população americana.

Disputam a indicação cinco candidatos republicanos e candidatos democratas.

O resultado será simbólico.

Os escolhidos ganham mídia nacional e adquirem musculatura para as próximas batalhas.

Historicamente, a primária mais emblemática é a de New Hampshire, a segunda a ser realizada.

Desde o século XIX as primárias de New Hampshire apontam o próximo presidente dos Estados Unidos.

A corrida só esquenta mesmo depois da Super Tuesday, a Super Terça-feira, quando 20 estados realizam suas primárias.

Este ano, a Super Tuesday será realizada no dia 5 de fevereiro.Enfim, complicado ou não, o processo é bastante democrático.

Os dois candidatos são conhecidos depois de passar pelo escrutínio da população dos 50 estados americanos, que podem se manifestar livremente.

Debates temáticos entre os dois principais candidatos também contribuem para esclarecer o eleitorado acerca dos programas de governo de cada um.

Enfim, eleições são um indicador de funcionamento das instituições de um país.

Nesses dias de fraude nas eleições do Quênia, de forte suspeita de fraude nas eleições russas, é estimulante ver a democracia americana em marcha.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Retrospectiva 2007 - POLÍTICA

Janeiro

01/01 - Lula toma posse para o segundo mandato
31/01 - Um em cada sete deputados é processado ou investigado por crime

Fevereiro

01/02 - Arlindo Chinaglia (PT-SP) é eleito presidente da Câmara
01/02 - Renan Calheiros é eleito presidente do Senado

Março

21/03 – Collor reúne-se com Lula
27/03 – Sair de partido pode gerar perda de mandato
28/03 – PFL vira Democratas e troca de presidente
30/03 – Lula conclui a reforma ministerial

Abril

04/07 - Senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) renuncia
10/04 - Clodovil gasta cerca de R$ 200 mil para reformar gabinete
13/04 - PF realiza Operação Furacão
17/04 - PF prende políticos e assessor de ministro na Operação Navalha
25/04 – Clodovil bate boca com deputada na Câmara

Maio

03/05 – CPI é instalada na Câmara
06/05 – Morre o deputado federal Enéas Carneiro
09/05 – Deputada acusa Clodovil de agressão verbal
17/05 – Senado instala CPI do Apagão Aéreo
22/05 – Ministro Silas Rondeau pede demissão a Lula
25/05 – Lobista paga contas de Renan, diz revista
28/05 – Diante da mulher, Renan fala em pecado

Junho

04/06 - Operação Xeque-Mate prende 77 pessoas
13/06 – Marta sobre a crise aérea: ‘relaxa e goza’
18/06 – Advogados de Renan e Mônica batem boca
19/06 - Xeque-Mate: MP denuncia 39 e exclui Vavá

Julho

17/07 – Um em cada seis senadores é processado no STF
19/07 – Secretaria de Mangabeira é criada por MP
20/07 - Morre o senador Antonio Carlos Magalhães
25/07 – Waldir Pires sai do Ministério da Defesa
26/07 – ‘Não falhei em nenhum momento’, diz Pires
- ‘O maestro sou eu’, diz ministro Nelson Jobim
- Jobim promete política de resultados

Agosto

04/08 – Jobim confirma troca no comando da Infraero
- ‘Presidir Infraero foi terrível’, diz Pereira
06/08 – Novo presidente da Infraero admite desconhecer estatal
24/08 – Denise Abreu renuncia ao cargo de diretora da Anac
28/08 – STF conclui julgamento e transforma 40 em réus por mensalão


Setembro

05/09 – Conselho aprova relatório que pede cassação de mandato de Renan
12/09 – Renan é absolvido pelo Senado
13/09 – Após absolvição, senadores declaram votos suficientes para cassar Renan
26/09 – Senado rejeita MP que criava secretaria para Mangabeira Unger

Outubro

03/10 – CPI na Câmara aprova relatório final sem indiciar ex-diretoria da Anac
04/10 – STF decide que mandato é do partido, mas poupa infiéis
04/10 – Lula assina decreto e nomeia Mangabeira
11/10 – Renan se licencia da Presidência do Senado
16/10 – TSE amplia fidelidade partidária
17/10 – Senado aprova fidelidade partidária, mas a partir de 2008
18/10 – PSOL apresenta representações contra Renan e Azeredo
23/10 – Mesa do Senado paralisa sexta representação contra Renan
24/10 – Cabral defende aborto contra violência no Rio de Janeiro
25/10 – TSE: fidelidade para cargos majoritários vale a partir de 16 de outubro
31/10 – CPI do Apagão Aéreo no Senado: base aliada aprova relatório paralelo
31/10 – Zuanazzi entrega pedido de renúncia à Lula
- Em carta-renúncia, Zuanazzi eleva o tom contra Jobim
- Zuanazzi critica ministro Jobim
31/10 – Deputado Ronaldo Cunha Lima renuncia a mandato

Novembro

14/11 – Renan é absolvido em um dos processos de cassação
22/11 – Procuradoria oferece denúncia contra Mares Guia
- Mares Guia pede afastamento do governo
- José Múcio é o novo ministro das Relações Institucionais
- Novo ministro coloca CPMF como desafio
27/11 - Bispo de Barra anuncia novo jejum contra transposição do São Francisco

Dezembro

04/12 – Renan renuncia à presidência do Senado para evitar perder mandato
- Renan é absolvido mais uma vez pelo Senado
05/12 – Presidente do Conselho de Ética arquiva representações contra Renan
11/12 – Morre o governador de Roraima, Ottomar Pinto
12/12 – Garibaldi Alves é eleito novo presidente do Senado
13/12 – Senado derruba prorrogação da CPMF
19/12 - STF libera obras do São Francisco
- Em greve de fome, bispo desmaia
20/12 - Bispo encerra greve de fome contra transposição

Em suma, politicamente o Brasil teve uma produção mediocre e de desempenho pífio.

Espera-se que em 2008 as coisas possam caminhar de maneira organizada e eficaz.

Carlos Lupi = mininstro do Trabalho + presidente do PDT, e "isso não pode"!

A Comissão de Ética Pública, órgão do governo, encaminhou hoje a Lula documento sugerindo a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Ele ocupa ao mesmo tempo o ministério e a presidência do PDT.

O acúmulo dos cargos gera conflitos éticos e de interesse, segundo a Comissão.

Lupi diz que não deixará o ministério - muito menos a presidência do PDT. Salvo, naturalmente, se Lula demiti-lo.

Deseja que seja ouvida a Advocacia-Geral da União. Essa, por sua vez, adiantou que a Constituição não proibe a acumulação dos cargos.

Pura embromação de Lupi e da Advocacia-Geral.

O problema dele não é com a Constituição - é com o estatuto que regula o comportamento dos altos funcionários da administração pública.

Ao assumir o ministério, Lupi se comprometeu em respeitar o estatuto. E o estatuto considera aético o acúmulo de cargos dessa natureza.

Não basta que como ministro Lupi não adote decisões que possam beneficiar seu partido.

É preciso que ninguém possa supor que como ministro ele adotará decisões capazes de beneficiar seu partido.

É a ética, estúpido!

Se a a recomendação da Comissão não for acatada por Lula é melhor desativar a Comissão.

Por sinal Lula nunca deu muita bola para ela.

Bom de economia, ruim de política

"O fracasso político do governo é simbolizado pela derrota da CPMF. Mas o quadro é ainda pior. A situação política do governo é precária. Mesmo tendo uma base ampla e majoritária nas duas casas, o Planalto não consegue trabalhar de forma construtiva com o Legislativo. Ao invés de estimular o diálogo e a produtividade, inunda o Congresso com medidas provisórias".

O trecho acima é do artigo semanal de Murillo de Aragão, mestre em Ciência Política, doutor em Sociologia pela UnB e presidente da Arko Advice – Análise Política.

É hora de pensar no "plano B"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (26), durante reunião de coordenação política realizada no Palácio do Planalto, que quaisquer medidas para compensar a perda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque, serão anunciadas somente em 2008.

Um dos principais temas da reunião de coordenação foi a derrota do governo na votação da emenda que prorrogaria até 2011 a CPMF.

Com um rombo de R$ 40 bilhões no orçamento, Lula discutiu com os ministros possíveis medidas para diminuir o impacto da perda de arrecadação.

Na reunião de coordenação, o presidente Lula informou aos ministros os principais pontos do pronunciamento em cadeia de rádio e TV que fará ainda esta semana.

Ele também fez um balanço positivo de 2007 e falou das perspectivas para o próximo ano.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz e Santo Natal

Nesse dia especial que vemos passar por nós incansavelmente ao longo de toda a vida vamos abrir as portas e dar ao Menino Deus as boas vindas!!!

Vamos salpicar amor na mesa farta e depois abrir os braços para Jesus. Afinal, a festa é dele e é preciso lembrar que seu lugar e seu presente ninguém deve ocupar.

Que a paz reine em tua casa, que envolva teu coração,que o amor que Ele pregou jamais tenha sido em vão.

Estou feliz e divido minha alegria contigo:

Feliz e Santo Natal!!!