quinta-feira, 1 de maio de 2008

Combustíveis em alta

Gasolina sobe 10% nas refinarias; alta não terá impacto nos postos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a gasolina terá um reajuste de 10% nas refinarias a partir desta sexta-feira. O aumento, no entanto, não terá impacto no bolso do consumidor, assegurou Mantega.

Segundo o ministro, o governo reduzirá a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o tributo cobrado no combustível, para que o preço final não mude.

Já o óleo diesel sofrerá alta de 15% nas refinarias e ficará 8,8% mais caro nas bombas. O impacto dos reajustes na inflação será praticamente nulo, de acordo com Mantega.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Bonito como um pavão, Quércia é o dote mais rico desta campanha

A ONU procurou o vilão para a alta dos alimentos

Panorama Econômico - O Globo

O mundo e a fome

A ONU descobriu tardiamente o grave problema da crise de alimentos, e fica batendo cabeça atrás de uma solução. Ora a culpa é dos biocombustíveis em geral; ora uma força-tarefa resolveria o problema. Há soluções: o mundo precisa produzir mais alimentos; o comércio de produtos agrícolas tem que ser mais livre; os Estados Unidos precisam mudar a matéria-prima do seu etanol.

A fome não começou ontem. Na verdade, está havendo uma queda do percentual de pessoas que passam fome no mundo. O que houve agora foi um salto nos preços de alguns alimentos básicos.
A ONU está tão confusa sobre essa crise que o mesmo Jean Ziegler, relator para o tema, que manda uma carta para o Brasil elogiando o nosso programa de biocombustível, acusa uma semana depois o biocombustível de ser o culpado de tudo.
A idéia de produzir combustível de origem vegetal é boa. Por enquanto, no atual estágio da tecnologia, não tem condições de substituir o combustível fóssil. Mas pode, dependendo do balanço de carbono de cada proposta, ser uma forma de mitigar os gases de efeito estufa.

Os EUA fizeram a opção equivocada de usar a mesma matéria-prima que é base de alimentação das pessoas e com a qual se faz ração animal. Como é uma economia rica, dá um volume de subsídios tão grande que torna o produto competitivo, mas, ao mesmo tempo, deixou de fazer a conta do balanço energético do modelo. Gastam muita energia fóssil para produzir a energia de origem vegetal. Ambientalmente e economicamente, a opção pelo etanol de milho é um desastre. O lobby americano dificilmente permitirá uma mudança nessa insensatez.

O Brasil tem uma história inteiramente diferente neste assunto: produz biocombustível há quase 40 anos, tem uma rede de distribuição nacional e metade do combustível automotivo usado vem da cana-de-açúcar. Está ampliando a sua produção de cana, de grãos, de fibras (algodão, celulose) e de proteína animal. Tudo ao mesmo tempo. E ainda tem espaço para isso.
O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, acha que o problema é conciliar agora as três necessidades:
— A primeira é a econômica, a produção tem que gerar renda para dar lucro ao agricultor; a segunda é social, é preciso saber se a atividade está garantindo emprego de qualidade para o trabalhador; a terceira é ambiental, precisamos garantir que nada será feito em detrimento dos nossos biomas. A produção tem que ser vista dentro do balanço: carbono, água, floresta — diz ele.

Fácil de dizer, difícil de fazer no Brasil em que a produção cresce prejudicando a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado e até a magra Mata Atlântica.

— Só que o mercado está estabelecendo novas condições e novas regras, e o Brasil tem que aceitar. E se não aceitar, corre riscos, como o de perder uma de suas grandes riquezas: a água.

Precisar o Brasil não precisa ameaçar bioma algum. Mas basta uma pessoa falar que é preciso aumentar a produção para aparecer alguém com a visão tosca de um Blairo Maggi propondo, como propôs, “vamos desmatar”. O pior é que Maggi falou isso ao mesmo tempo em que apresentava uma proposta de zoneamento econômico ecológico considerada boa por ambientalistas. É mais forte que ele. É atávico. O Brasil cresceu destruindo. Quem duvida deve ler — ou reler — o insuperável “A ferro e fogo”, de Warren Dean, que mostra como foi destruída a Mata Atlântica. Uma destruição que não gerou riqueza só porque este país tem empresários cuja palavra de ordem foi aquela vocalizada por Maggi: “Vamos desmatar.”

Precisar, não precisa. Os dados são impressionantes.

— O número mais conservador é que o Brasil ocupa 200 milhões de hectares com pastagens. Como essa forma de pecuária é improdutiva, você pode ter o mesmo rebanho usando metade dessa terra para agricultura. Sendo mais conservadores e calculando que, no espaço ocupado por 1 boi, pode ficar 1,5 boi: seriam liberados 50 milhões de hectares para a agricultura. Isso significa que o Brasil pode dobrar a área que ocupa para produzir 140 milhões de toneladas de grãos — calcula Crestana.
O Brasil tem outro problema: os lobistas dos subsídios. Apesar da alta produtividade e de todas as vantagens competitivas, o produtor, a cada nova crise, apresenta a conta da dívida ao governo. Aí fica a dúvida: se somos tão competitivos, se essa é a nossa vocação, por que tem que custar tão caro para o Tesouro?

Na área social, a agricultura brasileira tem a mesma contradição: um empregador moderno convive com um empregador arcaico; quase escravocrata. Às vezes, eles convivem na mesma pessoa jurídica, na mesma pessoa física. É moderno em São Paulo, e submete trabalhadores a uma situação degradante em áreas de fronteira.

Se o Brasil perder a hora desta vez, será uma tragédia para o país e para o mundo.

O Brasil pode aumentar a produção, deve aproveitar essa oportunidade e elevar a oferta de alimentos. Não resolverá o problema sozinho, mas será parte da solução. Porém os produtores brasileiros terão que levar a sério os que alertam sobre os riscos ao meio ambiente e a necessidade de proteger o trabalhador.

Até hoje, foi possível o país manter essa relação íntima entre o moderno e o arcaico na lavoura brasileira. Mas agora é a hora da verdade. Cada um deve escolher seu lado. O trigo será guardado, o joio será posto fora.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Panorama Econômico - O Globo


Efeitos do petróleo

O consumo de plásticos no Brasil continua crescendo 10% ao ano, apesar de a matéria-prima, o petróleo, viver uma disparada de preços. Em 2002, a nafta era vendida a US$ 180 a tonelada; agora está em US$ 960. O preço da nafta segue cotação internacional mesmo quando ela é vendida pela Petrobras. O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, explica que parte do aumento é absorvida na cadeia produtiva.

Ontem, o presidente da Opep, Chakib Khelil, disse que, se o dólar continuar caindo, o petróleo continuará subindo. Pelas contas dele, cada vez que o dólar cai 1%, o petróleo sobe US$ 4. Em euro, o petróleo tem alta bem menos expressiva, como se pode ver no gráfico abaixo. Mas também sobe. Mesmo assim, o mundo pensa em dólar quando vê o preço do barril.Na nafta, matéria-prima básica da petroquímica brasileira, o preço é reajustado todo mês pela média da cotação diária do mês anterior ponderada pela média da cotação do dólar. Isso tem batido, em parte, no produto final, mas o mercado interno continua aquecido.

— As vendas de PVC subiram 14% no ano passado por causa do crescimento da construção civil; as de polipropileno subiram 10%, puxadas pela indústria de automóveis. O aumento de obras públicas na área de saneamento vai consumir mais PVC também, de maior densidade — contou Grubisich.

Pelo visto, não é o preço que assusta esse mercado. A Braskem acabou de inaugurar, na semana passada, mais uma fábrica, em Paulínia (SP); vai dobrar a capacidade de produção de PVC da fábrica de Alagoas e toca dois projetos de produção de matéria-prima petroquímica com a Pequiven, a estatal petroquímica da Venezuela. O empresário conta que, apesar das vendas estarem aquecidas, nem todo o preço pode ser repassado, por causa da competição com o produto dos Estados Unidos.O produtor americano usa gás natural (que lá tem preços mais baixos que os dos derivados de petróleo), leva vantagem com o dólar desvalorizado e tem sobra de produto por conta da economia interna desaquecida.

— Para eles, a solução é exportar, e a América Latina tem um custo de logística menor — afirmou o empresário.O mercado de petroquímica enfrenta também as pressões para a redução do consumo por razões ambientais. O plástico é grande candidato a vilão. No mundo inteiro, a pressão é para que se elimine ou reduza o uso de, pelo menos, um dos produtos: as sacolas plásticas.

Grubisich acha que essas sacolas continuarão sendo usadas e que devem se desenvolver formas de reutilização do produto. Por via das dúvidas, a empresa está investindo no projeto do polietileno verde, que vai produzir, até 2010, 200 mil toneladas de plástico vegetal, feito a partir do etanol.

O produto já sairá da fábrica com dois tipos de certificação: de que usa matéria-prima renovável e que o balanço de emissão de carbono na cadeia de produção, desde a plantação da cana, é altamente positivo.— Ele seqüestra duas toneladas e meia de carbono em cada tonelada de carbono que emite. No final, quando não puder mais ser reutilizado, pode virar fonte de energia.

O plástico vegetal da Braskem, antes de ser produzido, já tem mercado potencial para 2,5 vezes o que pretende estar fabricando em 2010. Porém o executivo admite que, quando explica seu projeto, enfrenta perguntas incômodas lá fora.— Eles querem saber se as plantações de cana do etanol estão empurrando a produção de grãos e carne para a Amazônia; perguntam muito sobre o ritmo do desmatamento; querem saber sobre trabalho escravo no país.

Na Amazônia, quem está tentando exportar sua produção vive ameaçado por estes fantasmas produzidos pelo Brasil que não quer se modernizar. A lavoura arcaica cobra seu preço e pode virar barreira até para produtos industriais.

Houve, na petroquímica brasileira, uma grande concentração. Existem menos empresas e, em quase todas, a Petrobras tem participação relevante: seja na Braskem, ou na Petroquímica do Sudeste (soma de Suzano, Petroquímica União, Unipar e Rio Polímeros). No entanto, ao contrário da gasolina e do diesel que não sobem, a nafta sobe na onda da alta do petróleo.A cobrança ambiental tende a ser cada vez maior sobre toda a cadeia produtiva que usar os combustíveis fósseis como fonte de energia ou como matéria-prima. A petroquímica terá que lidar com todas essas pressões.

Pesquisa CNT/SENSUS

A pesquisa CNT/SENSUS publicada ontem deve ser analisada com cuidado.

No entanto, a oposição precisa articular melhor seus aliados afim de modificar esse cenário. E, quem sabe, agir como oposição.

Veja, abaixo, todas as notícias publicadas sobre a pesquisa com a colaboração de sites.

A melhor avaliação do governo Lula desde sua posse

A avaliação positiva do governo Lula bateu recorde e atingiu sua maior marca desde o início da série de pesquisas, em janeiro de 2003, quando 56,6% dos brasileiros o consideravam ótimo ou bom. Na pesquisa CNT/Sensus que será divulgada logo mais, o governo Lula é bem avaliado por 57,5% dos entrevistados. Os que acham ruim ou péssimo somam 11,3%, enquanto 29,6% acham o governo regular.

Em fevereiro último, Lula tinha 52,7% de avaliação positiva, contra 13,7% negativa e 32,5% regular.

- O aumento e consolidação da popularidade do presidente Lula se deve ao crescimento econômico com geração de emprego, aos programas sociais, mais exatamente o Bolsa-Família, ao bom discurso político do presidente e também graças a inauguração de obras sintetizados na sigla Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dando uma sensação de eficiência do governo, -explicou Clésio Andrade, presidente da CNT.

Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, em 24 Estados. A margem de erro é de 3%, para cima ou para baixo.

Desempenho de Lula melhora, maioria aprova 3º mandato

O desempenho pessoal de Lula foi aprovado por 69,3% dos 2000 entrevistados pela mais recente pesquisa CNT/Sensus - maior índice desde janeiro de 2004. E desaprovado por 26,5%. Outros 4,7% não souberam responder. Em fevereiro, esse números eram: 66,8% aprovação, 28,6% desaprovação e 4,7% não sabiam responder.

A pesquisa CNT/Sensus perguntou: "O senhor é a favor ou contra a alteração da Constituição do País possibilitando que Lula se candidate a presidente da República pela terceira vez consecutiva?":

- 50,4% responderam quem são a favor.
- 45, 4% são contra.
- 4,3% não souberam responder.

Se concorresse a presidente mais uma vez contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Lula teria 58,8% dos votos, contra 41,2% de seu adversário.

Em 2002, Lula e Serra e disputaram o 2º turno da eleição presidencial e ficaram respectivamente com 61,3% e 38,7%.

Sem Lula, Serra ainda venceria com folga eleição de 2010

A pesquisa CNT/Sensus preparou quatro cenários para a eleição presidencial de 2010. O governador de São Paulo, José Serra, vence com folga quando seu nome entra na disputa, mas a diferença dele para outros candidatos caiu de fevereiro pra cá.

Já na pesquisa espontânea, Lula lidera com 29,4%. Em seguida vem Serra, com 5%, Aécio Neves, com 2,9%, Geraldo Alckmin, com 2,4%, Heloísa Helena, 1,7% e Ciro Gomes, 1,5%. Os que ainda não tem candidato somam 54,1%.

Cenário 1: “Da seguinte lista de candidatos, em quem o senhor votaria para presidente da Republica se as eleições fossem hoje?”

* 36,4% - José Serra (PSDB). Em fevereiro eram 38,2%.
* 16,9% Ciro Gomes (PPS). Na última tinha 18,5%.
* 11,7% Heloísa Helena (PSOL). Em fevereiro, 12,8%.
* 6,2% Dilma Roussef (PT). Eram 4,5%.
* 29% votariam branco, nulo ou não souberam responder. Antes eram 26,1%.

Cenário 2, com Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais, no lugar de Serra:

* 23,5% - Ciro Gomes. Antes eram 25,8%.
* 17,5% Heloísa Helena (eram 19,1% em fevereiro).
* 16,4% Aécio Neves (em fevereiro tinha 16,6%).
* 7% - Dilma Roussef (contra 5,4% de fevereiro).
* 35,7% votariam branco, nulo ou não souberam responder. Antes eram 33,3%.

Cenário 3, com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, como candidato do PT:

* 34,2% - Serra (em fevereiro tinha 37,5%).
* 17,8% - Ciro Gomes (em fevereiro, 19,6%).
* 14,1% Heloísa Helena (em fevereiro, 14,9%).
* 3,8% - Patrus Ananias (em fevereiro, 3,4%).
* 30,2% não responderam (em fevereiro, 25,8%).

Cenário 4 foi o único inédito. Nele, Geraldo Alckmin seria o candidato do PSDB.

* 23,2% - Ciro Gomes.
* 17,2% - Alckmin
* 16,3% -Heloisa Helena
* 7,6% - Dilma Roussef
* 35,9% - Não tem candidato

Se houvesse um segundo turno entre Serra e Dilma, ele ficaria com 53,2%, contra 13,6% dela. Outros 33,3% não teriam candidato. Em fevereiro esses números eram respectivamente: 57,9%, 9,2% e 33%.

Já numa disputa de segundo turno entre Aécio e Dilma, ele teria 32,1%, ela 18,3% e 49,6% não saberiam em quem votar. Em fevereiro esse números eram respectivamente: 36,9%, 14,%5 e 48,7%.

Se Serra e Ciro Gomes disputassem hoje um segundo-turno de eleição para presidente, o candidato do PSDB ficaria com 43,7% (em fevereiro tinha 46,5%), Ciro com 25,5% (mesmo resultado de fevereiro) e 31% não saberiam responder (antes eram 28,1%).

Contra Patrus Ananias, Serra teria 55,1% (em fevereiro eram 59,1%), seu adversário ficaria com 8,2% (em fevereiro tinha 8%).

Foram ouvidas 2000 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de 3%, para mais ou para menos.

Um em cada três desconhece a CPI dos Cartões

A pesquisa CNT/Sensus divulgada há pouco quis saber dos seus 2000 entrevistados: “O senhor tem acompanhado ou ouviu falar na CPI dos Cartões Corporativos?”

* 57,9% tem conhecimento;
* 32,2% nunca ouviram falar;
* 10% não souberam responder.

Entre os que ouviram falar na CPI dos Cartões, 12,7% são a favor de que apenas a gestão do PT seja investigada por ela. 6,1% são favoráveis a uma investigação restrita ao período em que o PSDB governava o Brasil. 57,8% acham que ambos (governo atual e passado) merecem ser investigados. Apenas 12,2% são contrários a qualquer tipo de investigação.

Ainda entre os que ouviram falar da CPI, 29,6% acreditam que ela ocorrerá de forma isenta e 58,1% acham que será partidária.

O dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou ao conhecimento de 51,2% dos entrevistados, enquanto 36,4% nunca ouviram falar a respeito dele.
Dos que conhecem o dossiê, 21,1% acreditam que ele tenha sido forjado por membros da própria CPI. Para 17,4%, a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) teria confeccionado o dossiê e outros 13,1% culpam os assessores dela.

Já a morte da menina Isabella, atirada do 6º andar de um apartamento em São Paulo, é de conhecimento de 98,2% dos entrevistados. Desses, 71,8% acham que a mídia tem feito uma boa cobertura do caso, contra 24,3% que criticaram o papel da imprensa nesse episódio.

Por dentro do Blog

Um pouco de Química

Antes de qualquer análise, deve-se entender a Tabela Periódica.

Organização periódica dos elementos segundo a ordem crescente de seus números atômicos.

TABELA
• COLUNAS (GRUPOS, FAMÍLIAS)
• PERÍODO


a. Colunas - dezoito conjuntos verticais contendo elementos com características e propriedades semelhantes.

• Os elementos de uma mesma coluna apresentam o mesmo número de elétrons na última camada.

COLUNAS
• REPRESENTATIVA (TIPO "A")
• TRANSIÇÃO (TIPO "B")


• Representativos: 1A alcalinos, 2A alcalinos terrosos, 3A família do boro, 4A família do carbono, 5A família do nitrogênio, 6A calcogênios e 7A halogênios, 8A gases nobres.

• Transição 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B, 8B, 8B, 1B, 2B.

TRANSIÇÃO
@ EXTERNA
@ INTERNA

• Série dos Actnídeos
• Série dos Lantanídeos

OBS.: o número da coluna representativa corresponde ao número de elétrons da última camada.

Na (1A) - 1 e- na última camada 1s2, 2s2, 2p6, 3s1. Ca (2A) - 2 e- na última camada 1s2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2. O (6A) - 6 e- na última camada 1s2, 2s2, 2p4.


b. Períodos: 7 conjuntos horizontais contendo elementos com o mesmo número de camadas na eletrosfera.

OBS.: o número do período corresponde ao número de camadas da eletrosfera. Na (3º período) 3 camadas; Ca (4º período) 4 camadas; O (2º período) 2 camadas na eletrosfera.

c. Elementos na T.P.

Metais:
• localizados à esquerda;
• apresentam menos de 4e- na última camada;
• altas temperaturas de fusão e ebulição;
• apresentam brilho característico;
• condutores de eletricidade e calor;
• maleabilidade (chapas);
• ductibilidade (fios).

Não-metais:
• localizados à direita;
• acima de 4 e- na última camada;
• baixas temperaturas de fusão e ebulição;
• isolantes;
• duros e quebradiços.

Semi-metais:
• limite entre metais e não-metais. São eles Boro (B), Silício (Si), Germânio (Ge), Arsênio (As), Sb, Te e Po (polônio).

Gases nobres:
• estáveis (não se ligam a outros átomos). Coluna 8A.

d. Elementos diatômicos (E2): H2, N2, O2, F2, Cl2, Br2, I2.

e. Estado físico a temperatura ambiente (25ºC, 1 atm). Gasosos: H, N, O, F, Cl e Gases Nobres. Líquidos: Hg e Br. Sólidos: o restante.

Fonte: Peruzzo, Tito Miragaia - Química na Abordagem do Cotidiano, VOL 1, Ed. Moderna, 2006

Trabalhar para pagar

O dinheiro que o contribuinte brasileiro ganhar por meio de seu trabalho até o próximo dia 27 de maio será totalmente destinado ao pagamento de tributos, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) nesta segunda-feira (28).

No ano passado, para pagar todos os impostos, taxas e contribuições exigidos pelos governos federal, estadual e municipal, o brasileiro teve de trabalhar 4 meses e 26 dias (146 dias).

Na década de 1970, o cidadão trabalhava 2 meses e 16 dias para pagamento dos tributos; na de 1980, 2 meses e 17 dias e, na década de 1990, 3 meses e 12 dias.

Comprometimento da renda

Segundo o levantamento, ao pagar os tributos, o cidadão brasileiro comprometerá 40,51% de seu rendimento bruto em 2008. Em 2003, este comprometimento era de 36,98%; em 2004, de 37,81%; em 2005, de 38,35% e, em 2006, de 39,72%.

A tributação incidente sobre os rendimentos (salários, honorários) é formada, principalmente, pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária (INSS, previdências oficiais) e pelas contribuições sindicais. Além disso, ainda existem as tributações pelo consumo (PIS, Cofins e outros) e pelo patrimônio (IPTU, IPVA).

Faixa de renda

O levantamento ainda mostrou que a classe média - rendimento entre R$ 3 mil e R$ 10 mil - é a que mais precisa trabalhar para pagar os tributos: 157 dias, comprometendo 42,83% da renda bruta.

A classe alta (rendimento superior a R$ 10 mil por mês) tem de trabalhar 153 dias, comprometendo 41,72% da renda, e a classe mais baixa (rendimento de até R$ 3 mil), 141 dias e 38,63% da renda.

Outros países

Enquanto no Brasil se trabalham 147 dias para conseguir pagar os tributos, nos vizinhos Argentina (97 dias) e Chile (92 dias) não se trabalham nem cem dias. A título de comparação, o levantamento do IBPT ainda mostrou que na Suécia são necessários 185 dias, na França, 149, na Espanha, 137, e nos Estados Unidos, 102 dias.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Do blog do Ricardo Noblat

O momento mais chocante da reconstituição
Foto: Lawrence Bodenard/ Diário de S.Paulo / Ag. Globo
Durou mais de sete horas a reconstituição do assassinato da menina Isabella Nardoni ontem à tarde. Às 13h, policiais simularam por duas vezes a queda da menina. Um boneco que simula peso e tamanho de Isabella foi lançado pelo buraco da tela de proteção, mas não despencou: ficou pendurado por cordas. Por volta das 14h, peritos colocaram a boneca que simula Isabella Nardoni deitada no solo do jardim do Edifício London. Vizinhos que foram testemunhas da morte da menina e o porteiro do prédio, que foi o primeiro a vê-la no solo, colaboraram para ajudar a polícia a simular a cena.

A simulação da queda da menina começou às 13h, quando policiais se aproximaram da janela carregando no colo uma boneca especial com peso e tamanho similares aos de Isabella e tentaram encaixar os pés dela em um buraco feito na tela. Após cerca de cinco minutos, os peritos afastaram-se de novo da janela.Num segundo momento, os peritos fizeram a boneca sair pelo buraco da tela, colocando primeiro os pés para o lado de fora. O manequim foi segurado pelos braços. Primeiro, só o braço esquerdo da boneca foi solto. Depois, o direito. Isso porque a menina apresentava fraturas no braço esquerdo, provavelmente provocada pelo momento em que teria ficado pendurada. Logo depois, o braço direito da boneca foi solto, mas ficou pendurado por cordas, a cerca de dois metros da janela.

A imagem chocou quem assistia à reconstituição. Foi o momento mais dramático desde o início do procedimento. A cena foi repetida às 13h10. Nas duas ocasoões, ela foi fotografada a partir da varanda e filmada a partir da rua.

sábado, 26 de abril de 2008

CPMF estará de volta

Quatro meses depois da extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a recriação do tributo do cheque volta à tona no Congresso Nacional. Após diversos parlamentares da situação apresentarem posição parecida, foi a vez do deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmar que pretende fazer a proposta.

A arrecadação seria revertida completamente para Saúde.

Fontana ainda não sabe como ou quando apresentará a matéria. Mas a perspectiva é que isso ocorra em paralelo à discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) 233, que institui a reforma tributária. O tema deve vir com a regulamentação da Emenda 29.

Apesar de ser o líder do Governo na Câmara, o petista garantiu que a idéia não possui qualquer ligação com o Executivo.

Alíquota

Em uma proposta inicial - que é preliminar e, portanto, pode sofrer alterações, conforme frisou a assessoria de imprensa do parlamentar - a alíquota da CPMF seria reduzida praticamente à metade: de 0,38%, proporção de quando estava extinta, para 0,20%.A CPMF tinha a fatia de 0,20% de sua arrecadação destinada à Saúde, enquanto que o 0,18% restante era direcionado a programas sociais.

Portanto, sobraria apenas a fatia correspondente à Saúde.


Arrecadação

A perspectiva do Governo era que neste ano o tributo do cheque rendesse R$ 40 bilhões aos cofres públicos.

Contudo, em dezembro do ano passado, o Senado derrubou a PEC (proposta de emenda à Constituição) que prorrogava a contribuição até 2011.

Vale lembrar que em 3 de janeiro, o Decreto 6.339/08 reajustou o IOF em 0,38 ponto percentual para todas as operações nas quais o tributo incidia, como forma de compensar parte da arrecadação por conta da não-prorrogação da CPMF.

Porque hoje é sábado

AS RAÍZES DA CRISE DE ALIMENTO
( Publicado em O Globo por Carlos Alberto Sardenberg, 24 de Abril de 2008)

O fim do mundo

Os preços de comodities, incluindo alimentos, começaram a subir a partir de 2003 e aceleraram a alta de 2005 para cá. Esse movimento coincidiu com o formidável crescimento da economia mundial, com forte participação dos países emergentes, a China em primeiro lugar. Portanto, não há dúvidas aqui: no essencial, os preços responderam à demanda crescente. A produção, mesmo com acidentes aqui e ali, como as quebras de safra na Austrália, também seguiu aumentando, com alguns países ocupando cada vez mais espaço no comércio mundial, entre os quais o Brasil.

Mas, como no caso do petróleo, o crescimento da produção não alcançou a alta do consumo. Com o mercado muito justo, isso deu margem à especulação de fundos de investimento, o que acrescentou alguns, às vezes, muitos dólares no preço das comodities, isso do segundo semestre do ano passado para cá. Com a crise financeira global, comprar trigo, soja ou petróleo tornou-se um negócio mais seguro do que, digamos, ações de bancos norte-americanos.

Mas na base de tudo, há um forte crescimento da economia global. E nisso, a atual alta no preço de alimentos se parece com o que houve em 1973/74. O início dos anos 70 também foi um momento auspicioso da economia capitalista, então bem menor do que hoje, já que quase metade do mundo ainda era socialista.

Mesmo assim, os preços de alimentos decolaram. Na verdade, descontada a inflação, os alimentos custavam em, 1974, o dobro do que custam hoje. E como hoje, também naquela ocasião apareceram as profecias do fim do mundo. Simplesmente, ia faltar comida no mundo todo, pelos dois motivos: escassez física, com a produção insuficiente para atender uma população cada vez maior e com maior poder de consumo e preços proibitivos para grande parte das pessoas.

Em resumo, os mais pobres morreriam por falta de dinheiro as classes médias, por falta dos produtos.

Aconteceu bem diferente. Já a partir de 1975 os preços começaram a cair, inicialmente por um mau motivo. O período de crescimento foi abortado pela súbita alta do petróleo, inflação, alta de juros, recessão. O desastre derrubou a demanda.

Mas quando o mundo começou a se equilibrar, já nos anos 80, com preços ainda atraentes, a produção de alimentos cresceu extraordinariamente, graças especialmente aos formidáveis ganhos de tecnologia. A ciência chegou às fazendas pela genética, pelos fertilizantes, inseticidas e herbicidas. Assim, mesmo com o aumento do consumo, os preços de alimentos caíram sem parar, até o início dos anos 2000, quando, em termos reais, equivaliam a um terço das cotações de 1974.

Esses preços baixos, bons para os consumidores, claro, incomodaram os produtores por muito tempo, sobretudo dos países agrícolas mais pobres. Explica-se: EUA, União Européia e Japão subsidiaram seus fazendeiros com bilhões de dólares, provocando excessos de produção e preços baixos, tornando não competitiva a produção de muitas nações pobres e mesmo em desenvolvimento.

Já nestes anos 2000, a alta de alimentos e das comodities fez a festa de muitos países emergentes, inclusive do Brasil. Ocorre que as populações desses emergentes, com mais riqueza, aumentaram seu consumo e os preços subiram mais ainda. Em cima disso, vieram a especulação e a decisão dos EUAS de subsidiar o etanol de milho. A produção de milho subiu fortemente, deu para álcool e alimentos, mas levou a uma redução na produção de trigo e terminou empurrando para cima todos os preços.

E agora?

Agora, voltaram as profecias de fim do mundo. Como em outros momentos, entretanto, é mais provável que a humanidade, embora fazendo muita besteira, consiga dar um jeito quando a coisa aperta. Nas circunstâncias normais do mercado, o preço alto atrai mais produtores e, ao final, o mercado se equilibra.

Aumentar a produção de alimentos, em tese, não é muito complicado, nem muito caro. (É mais barato, por exemplo, do que produzir mais petróleo).

Mesmo com a limitação de terras boas, a tecnologia (sobretudo dos transgênicos) tem condições de elevar a produtividade dos recursos atuais.

Vai daí que a atual crise de alimentos exige dois tipos de medidas: na primeira, imediata, de fornecer comida aos países mais pobres a segunda, garantir o aumento da produção, com mais tecnologia e mais mercado aberto.

O Brasil, beneficiário dos preços altos, tem enorme responsabilidade.

Análise da Semana

A semana foi cheia e teve de tudo um pouco. Já no domingo houve a eleição do novo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e na segunda-feira começou a discussão em torno de uma mudança no Tratado de Itaipu.

No governo foi uma confusão. Lula disse que não mudaria nada, o ministro Celso Amorim alegou que era preciso fazer concessões, e o ministro Edison Lobão afirmou que o preço da energia já estava justo. No final das contas, deu para entender que o tratado não muda, mas que o governo está disposto a fazer outras concessões.

Outro assunto quente foi a ata do Copom, que saiu ontem, e que era aguardada com ansiedade pelos economistas. O BC está muito preocupado com a alta da inflação, pressionada em grande parte pela crise dos alimentos pelo mundo. Novas altas de juros são esperadas nas próximas reuniões.

A crise dos alimentos virou pauta em todo o mundo e foi discutida em diversas reuniões de líderes.

Uma das soluções para a crise pode passar pelo Brasil. Temos muitas terras abandonadas e não precisamos desmatar para produzir alimentos.

Sobre os alimentos, é importante frisar que, com excessão do trigo, nós estamos bem abastecidos. Não há risco de faltar produtos, o que pode acontecer é uma alta nos preços. Mas o nosso problema é muito menor do que outros países do mundo estão passando.

Ontem também houve a compra da Esso pela Cosan, que surpreendeu todo mundo porque a Petrobras tinha interesse no negócio, e a operação da PF que descobriu dinheiro de empréstimos do BNDES sendo desviados para financiar uma rede de prostituição. Uma coisa espantosa.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Aula de Economia - UNESA

Estruturas de Mercado

As estruturas de mercado são modelos que captam aspectos inerentes de como os mercados são organizados. Cada estrutura de mercado destaca alguns aspectos essenciais da interação da oferta e da demanda, e se baseia em algumas hipóteses e no realce de características observadas em mercados existentes, tais como; o tamanho das empresas, a diferenciação dos produtos, a transparência do mercado, os objetivos dos empresários, o acesso de novas empresas, entre outras.

As estruturas básicas são divididas em três:
@ estruturas clássicas básicas;
@ estruturas clássicas;
@ modelos marginalistas de oligopólio

A primeira, contêm duas estruturas:
@ monopólio – um único vendedor que fixa o preço de seu produto.
@ concorrência perfeita – muitos vendedores e muitos compradores num mercado em que nenhum deles tem uma influência significativa no preço.

A segunda estrutura, compete ao oligopólio, concorrência monopolista, monopsônio,e monopólio bilateral.

Por fim, a terceira trata dos modelos marginalistas de oligopólio, onde destacam-se o modelo de Cournot, Sweezy, o cartel perfeito, e os modelos de liderança-preço.

Em suma, cada estrutura acima mencionada ressalta algumas características do funcionamento dos mercados, facilitando a compreensão do funcionamento de diversos mercados como o mercado de hortifrutigranjeiros capixaba, o mercado de cobre chileno ou o mercado monetário brasileiro, entre outros.

A crise dos alimentos

Você já percebeu: comer está mais caro.

Os preços subiram, e o mundo sofre com a escassez de alimentos. De quem é a culpa? Quais são os efeitos? E os riscos? Entenda todo esse mal que afeta o bolso de nós, consumidores.

A crise impõe também mudanças de hábitos, como trocar um alimento por outro, por exemplo. Os preços sobem aqui por causa de vários fatores: o mundo está consumindo mais; a produção não acompanhou o ritmo; e até o petróleo em alta está atrapalhando o brasileiro na hora de fazer as compras do mês.

O consumidor sente a cada semana os preços subindo. São centavos que aos poucos se transformam em reais até na padaria.

As causas para tantos aumentos começam na mesa. Com uma renda melhor, ela está mais farta. Trata-se de um comportamento que acontece não só no Brasil como em outros países emergentes, como a China.

São altas que passam pelo mundo dos investimentos, com a valorização das matérias-primas negociadas em Bolsa, entre elas a soja, que é a base da ração de animais.

Esbarram na produção de etanol nos EUA, que usa o milho e na crise de produção de trigo na Argentina. Analistas de mercado dizem que outro fator que influencia o preço dos alimentos é a alta do petróleo. Ficou mais caro usar máquinas e equipamentos nas lavouras, além do transporte, que também eleva o custo da produção. O grande vilão para os produtores são os fertilizantes.

Onde isso vai parar? De novo, na mesa dos consumidores, que ultimamente sentem mais o peso do arroz na dieta do dia-a-dia.

Para encher o carrinho, o exercício fica mais demorado. É preciso procurar pelas prateleiras as soluções possíveis.

É preciso, portanto, o consumidor ser mais racional na hora de comprar e, analisar a forma mais econômica, mesmo tendo que substituir os alimentos mais importantes para um grande almoço de domingo com a família reunida.

É hora de apertar os cintos, pois a crise é de alimentos.

"Pela Ordem" e "Questão de ordem"

"Questão de ordem" é solicitada quando um parlamentar tem dúvidas quanto à aplicação do Regimento Interno, então ele pede a Questão de Ordem para que sua dúvida seja esclarecida.

É diferente do "Pela Ordem", que é para registrar uma reclamação.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O que todo candidato precisa saber

Enviado por Duda Mendonça
Marketing político não é mágica, não é jogada de efeito, nem factóide. Nenhum bom profissional pode garantir a vitória de um candidato.

Para não se dar mal, todo candidato tem que saber que seu marketing tem que ser lastreado na verdade, em argumentos e propostas verdadeiras, e que a mentira não se sustenta, em um país com uma democracia sólida como a nossa e, sobretudo, com uma imprensa investigativa como a que temos no Brasil.

Todo candidato tem que saber, também, que não é o marketing que irá definir tudo em sua candidatura, mas ele próprio. Ao longo da minha vida, alguns candidatos, logo na primeira reunião, me perguntavam: “Qual vai ser meu marketing? O que é que eu vou ter que dizer pra ganhar as eleições?” Se eu soubesse eu não era marketeiro, era um mágico.

E sugiro logo um exercício: Primeiro você me convence dos motivos que o eleitor deve ter para votar em você. Se você conseguir me convencer, quem sabe eu consiga também convencer os outros.

O Marketing vem depois e não antes. Ele é uma consequência do seu jeito, da sua história, dos seus projetos e não a causa. E por isso, insisto em repetir, não se iluda senhor candidato.

O máximo que um marketeiro pode lhe prometer é aumentar as suas chances de vitória e fazer com que você saia da campanha melhor do que entrou. E para isso você tem que fazer a sua parte.

(Texto extraído do Blog do publicitário e marqueteiro Duda Mendonça, que foi ao ar, hoje, pela primeira vez. Acesse aqui o Blog do Duda)

8,6%

Desemprego é o melhor da série histórica para março

O índice de desemprego de 8,6% foi o melhor para o mês de março desde 2002, quando começou a série histórica medida pelo IBGE.

Vejam no gráficos abaixo como está a comparação entre os índices neste mês.


Por dentro do Caso Isabella

Com certeza, mexeram no local do crime.
A polícia de São Paulo está convencida de que foi limpo o local do crime.

Ou seja: o quarto de onde Isabella, de cinco anos, filha de Alexandre Nardoni e enteada de Anna Carolina Jatobá, foi esganada e lançada do sexto andar do prédio London, em São Paulo.

É por isso que ela chamou para depor Antonio Nardoni, pai de Alexandre e avô de Isabella, e sua filha Cristiane.Os dois estão neste momento no nono distrito de polícia.

A própria Cristiane já contou que a pedido do pai esteve no quarto de Isabella depois do crime. Foi até lá, segundo ela, apagar a luz da cabeceira da casa de Isabella e pegar alguns pertences de Alexandre e de Anna.

Quanto a Antônio, a polícia tem informações de que no dia seguinte ele esteve no apartamento durante uma hora. A polícia ainda não havia interditado o apartamento.

O promotor Francisco Cembranelli, que acompanha o caso, admitiu esta tarde em entrevista à Rede Record de Televisão que um dos filhos de Alexandre com Ana, também de cinco anos de idade, poderá ser ouvido por uma psicóloga.


A polícia desconfia que partiu dele o grito de "Pára, pai, pára, pai", ouvido por algums testemunhas pouco antes de Isabella ser lançada da janela.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dólar

Bovespa fecha em baixa de 0,71%, a 64.948 pontos.

Dólar caiu 0,12% para R$ 1,659.

Fome, "tsunami silenciosa"

O mundo está com fome. A ONU lançou o alerta: a crise de alimentos - cada vez mais caros e escassos - vai deixar, em pouco meses, milhões de pessoas na miséria. O problema foi chamado de "tsunami silenciosa."

Pela primeira vez, o tema vai estar na pauta do encontro do G8, reunião dos sete países mais ricos do mundo e da Rússia, marcada para julho. A União Européia e a Inglaterra já anunciaram uma ajuda milionária para os países mais pobres da África e da Ásia.

É uma crise globalizada, a pior crise de alimentos em 30 anos. Assusta o FMI, Banco Mundial, FAO, ONU. Provocou explosões de violência nas ruas de Haiti, Costa do Marfim, Camarões, Egito e Indonésia. Só este ano os preços do arroz subiram 140% no mundo. Num dia o preço do trigo subiu 25%.

É um nó de três pontas.

Primeiro: a mudança climática provocou secas e enchentes pelo mundo afora. Isto reduziu produção e estoques de alimentos.

Segundo: por causa da mudança climática, o mundo pensou no biocombustível. O Brasil tem a cana-de-açúcar, que compete pouco com alimento, mas os Estados Unidos usam o milho para fazer óleo. Isso subiu o preço do milho, do trigo e de todos os produtos que competem.

Terceiro: o mundo cresceu, a renda subiu, mais pessoas passaram a comer melhor na China, Índia, África, América Latina.

O Brasil pode ser parte da solução. Tem muita terra sendo desprezada. Não precisa desmatar.

Basta usar terra já desmatada. É preciso também acabar com barreiras e subsídios no comércio de alimentos para o mundo rico. Isto pode incentivar a produção em países mais pobres. Há muito a fazer, mas tem que ser feito já.

Risco - país é o melhor dos últimos meses


O desempenho de risco do Brasil tem sido melhor que o de outros países emergentes nos últimos doze meses. O indicador EMBI (Emerging Market Bond Index), criado pelo banco americano JP Morgan para medir a aversão ao risco entre os investidores, mostra que a diferença de valorização entre o EMBI Brasil e o EMBI+ (que calcula a média entre os emergentes) é de 35 pontos a favor do índice brasileiro.
De acordo com a RC Consultoria, o Brasil sempre teve uma média superior a de outros países emergentes, e isso se inverteu a partir de abril de 2007. Com isso, o Brasil se distancia cada vez mais da lanterna do risco, posto que ocupou por muitos anos na década de 90.

Em 2001, a Argentina ocupou o lugar após decretar a moratória, e o Brasil se manteve na penúltima posição até 2006. Depois disso, veio numa escalda, superando Venezuela, Turquia e Filipinas.

Agora, o país se aproxima da Colômbia e também do Peru, que foi o último país a conseguir obter o grau de investimento. Os dois primeiros foram Chile e México.

Vejam nos gráficos acima, elaborados pela RC, como o Brasil está melhorando na escalada do risco.




sexta-feira, 18 de abril de 2008

Saindo da montanha de papéis

Do comentário da cientista política Lucia Hippolito à CBN
Na queda de braço entre governo e oposição na CPI dos Cartões, o governo vem ganhando todas.
A oposição quer convocar Dilma Roussef? O governo derruba o requerimento.
A oposição quer investigar as contas do primeiro casal e família? O governo cerra fileiras contra.
A oposição requisita as despesas de ministros do governo atual e anterior? A Casa Civil afoga a CMPI com mais de 1.200 caixas de papel. Coisa para desanimar qualquer um.
Pois não é que algumas coisas interessantes estão surgindo da montanha de papéis?
Por exemplo, as despesas de hospedagem do ex-ministro Luis Gushiken. Embora resida em São Paulo, há várias despesas de hospedagem do ex-ministro em hotéis de luxo na capital paulista.
E, mais interessante ainda: as despesas com comida e bebida nos hotéis são bem maiores do que as de hospedagem. Constatou-se, sem sombra de dúvida, o uso de recursos públicos para comprar bebidas alcoólicas e pagar refeições para terceiros, o que é considerado desvio de recursos.
Mas sobrou também para o governo Fernando Henrique. As despesas de supermercado do ex-ministro da Educação Paulo Renato também vieram à luz. Vão do danoninho à tapioca (como comem tapioca, meu Deus!).
Muita coisa ainda vai sair desta montanha de papéis. Se houver dedicação e empenho, o país ainda vai tomar conhecimento de outros instantes de mau uso do dinheiro público.
Claro que todas essas despesas podem ser justificadas – e é importante que sejam.
Prestação de contas pelas atuais e ex-autoridades precisam tornar-se rotina no Brasil, e não exceção.
Mas esta farra com o dinheiro público também precisa ter um fim. Ao contrário do que pensam muitas autoridades (superiores e subalternas), dinheiro público tem dono, sim. É dinheiro suado dos impostos pagos pelo povo brasileiro, dinheiro que falta para remédios, hospitais, saneamento, escola, habitação, comida... E por aí vai.
Finalmente, continuamos aguardando a revelação das despesas do primeiro casal e familiares.
A divulgação do dossiê com as despesas pessoas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso não abalou um milímetro a segurança nacional.
O país permanece tão seguro quanto sempre esteve.
Por isso, é legítimo indagar: o que será que existe de tão esquisito nas despesas do presidente Lula, dona Marisa Letícia e seus familiares, que não possa ser divulgado?
Não dá para acreditar que algum vestido de dona Marisa Letícia possa constituir ameaça à segurança nacional.Não dá para acreditar que algum terno do presidente Lula possa constituir ameaça à segurança nacional.
Isto é bobagem.
Quanto mais transparentes forem as despesas do primeiro casal e seus familiares, tanto mais protegidos eles estarão de eventuais ataques da oposição.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Depois, nós, é que falamos de mais

Hoje, a ministra Dilma Rousseff em seu discurso, acompanhada do presidente Lula em Belo Horizonte para mais uma inauguração da pedra fundamental de obras do PAC, cometeu uma gafe.

Ela, dirigindo-se às mulheres que estavam na frente do palanque, agradeceu por elas estarem animando "o comício".

Pelo jeito ela precisa de orientações de seus marqueteiros.

Caso Isabella: Seu rosto foi limpo antes de ser jogada pela janela


O trabalho do Instituto de Criminalística (IC) concluiu que não tinha no apartamento mais ninguém além do casal Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá, 24, no momento em que Isabella de Oliveira Nardoni, 5, foi morta e atirada do apartamento do pai, no sexto andar do edifício London, na Vila Mazzei.


De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o rosto de Isabella foi limpo com uma fralda e com uma toalha antes de ela ser jogada pela janela. A fralda e a toalha de rosto ficaram com marca de sangue e foi constatado que o sangue era de Isabella.


A marca de solado de sapato num lençol no quarto de onde Isabella foi jogada é, segundo os peritos, de Alexandre Nardoni.

Artigo enviado pela Anefac - Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade

Alta de 0,5 p.p.

A simulação da alta de juros nas operações de crédito

A elevação da taxa básica (SELIC) anunciada ontem pelo Banco Central de 11,25% ao ano para 11,75% ao ano terá um efeito muito pequeno nas operações de crédito como demonstrado abaixo.

Este fato ocorre uma vez que existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas cobradas ao consumidor que na média da pessoa física atingem 132,39% ao ano provocando uma variação de mais de 1.000,00% entre as duas pontas. Em algumas financeiras em linhas de empréstimo pessoal estas taxas chegam a atingir mais de 1.500,00% ao ano.

A fim de demonstrarmos o efeito da elevação nas taxas de juros descrevemos abaixo algumas simulações de crédito:


CREDIÁRIO DE LOJA
Compra de uma geladeira – preço à vista – R$ 800,00

Financiada em 12 vezes 0 + 12

Antes taxa de juros de 6,03% ao mês – 0+12 – R$ 95,58 - total R$ 1.146,96

Nova taxa de juros de 6,07% ao mês – 0 +12 – R$ 95,79 -total R$ 1.149,48

Elevação na prestação de R$ 0,21 ou R$ 2,52 no total

CHEQUE ESPECIAL
Utilização de R$ 1.000,00 por 20 dias

Antes taxa de 7,73% ao mês – R$ 51,53 de juros

Nova taxa de 7,77% ao mês – R$ 51,80 de juros

Elevação de R$ 0,27 no período

CARTÃO DE CRÉDITO
Utilização do rotativo de R$ 1.000,00 por 30 dias

Antes taxa de 10,37% ao mês – R$ 103,70 de juros

Nova taxa de 10,41% ao mês – R$ 104,10 de juros

Elevação de R$ 0,40 no mês

EMPRÉSTIMO PESSOAL BANCOS
Empréstimo no valor de R$ 1.000,00 por seis meses

Antes taxa de 5,32% ao mês - 0+6 – R$ 199,04 – total R$ 1.194,24

Nova taxa de 5,36% ao mês – 0+6 – R$ 199,29 – total R$ 1.195,74

Elevação de R$ 0,25 na prestação ou R$ 1,50 no total

CDC BANCOS
Compra de um veículo de R$ 25.000,00 em 60 meses

Antes taxa de 3,01% ao mês - 0+60 – R$ 905,26 - total R$ 54.315,60

Nova taxa de 3,05% ao mês – 0+60 – R$ 913,02 - total R$ 54.781,20

Elevação de R$ 7,76 na prestação ou R$ 465,60 no total

EMPRÉSTIMO PESSOAL FINANCEIRAS
Empréstimo no valor de R$ 500,00 por 12 meses

Antes taxa de 11,20% ao mês – 0+12 – R$ 77,75 – total R$ 933,00

Nova taxa de 11,24% ao mês – 0+12 – R$ 77,90 - total R$ 934,80

Elevação de R$ 0,07 na prestação ou R$ 1,80 no total

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Globo - Panorama Econômico - Míriam Leitão

Juros polêmicos
A decisão de hoje do Copom tem tudo para ser polêmica; seja ela qual for. Se os juros subirem, aumentará a tensão com a equipe econômica; se não subirem, o mercado dirá que houve interferência política. O Banco Central deu todos os sinais de que os juros vão aumentar, após três anos. A Fazenda já deu todos os sinais de que não gostaria que subissem. O mercado já fechou seu consenso, mas isso é o menos importante.

Os economistas que fazem parte das instituições financeiras gostam de pensar igual. Raramente aceitam divergir. No consenso, há menos riscos, então, mesmo quando há uma análise divergente, eles vão arrumando suas opiniões dependendo do que os outros estão pensando. Poucos são os que mantêm posições realmente independentes. Há um processo de retroalimentação: o Banco Central olha as projeções do mercado, e o mercado muda suas projeções conforme os sinais dados pelo BC, e quem não mudou de posição acaba seguindo a maioria. É por isso que, semana a semana, as previsões de juros no ano estão subindo; são os retardatários engrossando o coro dos que prevêem alta. O gráfico mostra o quanto as expectativas podem variar com o tempo.
A melhor forma, portanto, de discutir esta questão é esquecendo sinais do Banco Central e projeções de mercado, e olhando na direção da economia de fato. Os sinais do BC são de que os juros vão subir mesmo. Talvez 0,25 ponto percentual hoje. A dúvida ainda é quanto tempo vai durar este ciclo de alta e até que nível isso levará as taxas.

Há, realmente, uma pressão inflacionária. No acumulado em 12 meses, o IPCA subiu de 4,4%, em dezembro, para 4,7%, em março. Contudo, isso não pode ser um problema tão grande assim, afinal, a meta é fixada em uma banda. O problema é que a economia está dando vários indícios de aquecimento: três milhões de novos acessos de celulares apenas nos dois primeiros meses do ano, que não é época de aumento; vendas de automóveis crescendo há vários meses. Filas de espera para caminhões.

Só que não é a inflação de preços industriais o que está preocupando, mas, sim, a de alimentos. Existe uma inflação estrutural de alimentos que assusta o mundo e que foi o centro da discussão da reunião do FMI e do Banco Mundial na semana passada. Há, às vezes, aumentos sazonais de preços de alimentos, que ocorrem naturalmente e desaparecem tão rapidamente quanto surgiram, e sempre estão localizados em alguns produtos específicos.

Seja para a alta de alimentos estrutural do mundo — que leva a movimentos de rua no Haiti, à inflação de alimentos de dois dígitos na China, a um acumulado de 11% nesses preços no Brasil —, seja para as oscilações sazonais de preço, os juros podem fazer pouco.

O consumo que está sendo ajudado pelo crédito fácil também não deve ser muito afetado por este provável aumento nos juros. Para os brasileiros, anestesiados por taxas sempre altíssimas, uma elevação pequena não é capaz de convencer ninguém a suspender uma decisão de compra. É possível que os juros bancários subam muito mais por força da crise externa que pela elevação da Selic. Crédito concedido com funding em empréstimos externos tende a ficar mais caro.

Quem é contra o aumento da Selic no Brasil argumenta que os efeitos da alta seriam pequenos, com danos grandes, como o aumento do custo da dívida pública. Curiosamente, um artigo de Martin Feldstein, no “Wall Street Journal” de ontem, usou argumento semelhante — de que os danos potenciais seriam grandes e o benefício pequeno —, mas para defender a alta. Para ele, o maior risco é a inflação e a vantagem de retomar o crescimento é muito pequena.

O problema do Brasil não é que os juros vão subir 0,25 p.p. O problema aqui é por que a economia brasileira nunca consegue viver com taxas de juros parecidas com as do resto do mundo. Em raros momentos, não somos os campeões nesse quesito.
Quatorze anos depois da queda da inflação, o Brasil ainda precisa de juros nominais de mais de 11% para ter uma inflação beirando 5%. Alguns outros países, mesmo tão cheios de problemas econômicos, conseguem ter, por mais tempo, juros menores sem que isso ameace o controle da taxa de inflação.

Dinheiro público jogado fora

Reportagem de Isabela Martin na edição desta quarta-feira em "O Globo'' mostra que a sogra do governador Cid Gomes (PSB) e as mulheres de dois secretários estavam entre os sete passageiros do vôo fretado por R$ 388,5 mil para uma viagem de dez dias à Europa, em fevereiro.

A lista dos integrantes do vôo era mantida em sigilo e foi divulgada nesta terça, atendendo a requerimento do deputado estadual Heitor Férrer (PDT), que criticou o gasto com o frete e a carona às passageiras. Quando o requerimento foi aprovado, em fevereiro, Cid disse que não se submeteria à "demagogia barata" da oposição.

A viagem começou em 31 de janeiro e incluiu o carnaval. O grupo foi à Espanha, à Escócia, à Irlanda e à Alemanha. Além de Cid e da primeira-dama, Maria Célia, viajaram a sogra dele, Pauline Carol Moura, o secretário de Turismo, Bismark Maia, e a esposa, Gláucia Barbosa; e o secretário particular de Cid, Valdir Fernandes, que estava acompanhado da mulher, Samara Dias.

O deputado diz que requisitará ressarcimento ao erário das pessoas que não integram o governo.

O valor seria calculado dividindo-se o frete pelas três passageiras, ou seja: R$ 166,5 mil.

A viagem foi oficial. Segundo o líder do governo, deputado Nelson Martins (PT), Cid participou de uma feira de turismo em Madri e de dois seminários: um de fruticultura, na Alemanha, e um de energias alternativas, na Escócia. E teria mantido contatos com o Banco Mundial e outras instituições para atrair investimentos para o estado.

Ele não vê problema na carona que Cid deu à sogra.

Governo cochilou de novo

Senado convoca Dilma para falar sobre dossiê com gastos de FHC.

A Comissão de Infra-Estrutura do Senado aprovou, em votação "relâmpago", a convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para dar esclarecimentos sobre o suposto dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.

A ministra precisa comparecer em até 30 dias sob pena de crime de responsabilidade. A mesma comissão já havia convocado Dilma para falar sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

É bom que a ministra leia o Art. 13 da Lei nº 1.079, de 1950, conhecida como Lei do Impeachment.

Está lá:

“São crimes de responsabilidade dos Ministros de Estado:

...3. A falta de comparecimento sem justificação, perante a Câmara dos Deputados ou o Senado Federal, ou qualquer das suas comissões, quando uma ou outra casa do Congresso os convocar para pessoalmente, prestarem informações acerca de assunto previamente determinado.”

A pena para esses crimes, sempre de acordo com a Lei nº 1.079, vai desde a perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública, até processo e julgamento por crime comum, na justiça ordinária, nos termos das leis de processo penal.

Também é bom que alguém presenteie a ministra Dilma com uma cópia da lei, para evitar maiores dissabores.

Salário Mínimo chegará até R$ 539, mas só em 2011

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2009, que irá ao Congresso Nacional nesta terça-feira (15), prevê o reajuste do salário mínimo para os próximos anos. Segundo os cálculos do governo, o salário mínimo, que subiu de R$ 380 para R$ 415 neste ano, pode subir para R$ 453 em 2009 e chegar em 2011 em R$ 539.

Na LDO, o Ministério do Planejamento lembra que existem duas regras para o reajuste do salário mínimo: a primeira pela variação do INPC e pelo crescimento do PIB per capita do ano anterior (sistema atual); e a segunda pelo INPC mais a variação do PIB real com dois anos de defasagem - que geraria ganhos maiores para os trabalhadores com o passar dos anos.

O Ministério informa que a LDO prevê a manutenção da regra atual (correção pelo PIB per capita), mas informa que há a possibilidade de que uma "legislação específica" fixe uma nova regra. Em seguida, lembra que o sistema proposto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), carro-chefe do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê o reajuste do salário mínimo com base no PIB real.

Pela regra anterior, que ainda está contemplada na LDO, ou seja, pela variação do PIB per capita, o salário mínimo subiria de R$ 415 neste ano para R$ 449 em maio de 2009, para R$ 485 em maio de 2010 e para R$ 524 em maio de 2011. Pela nova regra, que está no PAC, o mínimo passaria de R$ 415 neste ano para R$ 453 em fevereiro de 2009, para R$ 492 em janeiro de 2010 e para R$ 539 em janeiro de 2011

Jornalista é preso

O jornalista Roberto Cabrini, da TV Record, está preso na 100ª Delegacia de Polícia, em São Paulo.
A informação dada por policiais da delegacia é que foram apreendidos com ele 10 papelotes de cocaína.

Atualização das 20h26 - Extra-oficialmente, a TV Record informa, por meio de um dos seus dirigentes, que Cabrini foi preso quando entrevistava um traficante. E que não estava de posse de drogas.

Caso Isabella: Pai e madrasta são culpados


Para a Polícia Civil de São Paulo e para o Ministério Público Estadual não há mais dúvidas: a menina Isabella Nardoni, 5, foi atirada do sexto andar do Edifício London, na noite de 29 de março, por seu pai, o estagiário de direito Alexandre Alves Nardoni, 29.


Com base em dados preliminares elaborados por peritos do IC (Instituto de Criminalística) e de legistas do IML (Instituto Médico Legal), os delegados e investigadores do 9º DP (Carandiru) responsáveis pelo esclarecimento do assassinato da criança também têm outra convicção: Nardoni jogou a filha do seu apartamento após a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Jatobá, 24, ter tentado asfixiá-la.


Leia a matéria publicada pela Folha de São Paulo, hoje, às 17h38.

Nas próximas horas, os responsáveis pelo caso pedirão à Justiça a prisão preventiva do casal. O juiz do 2º Tribunal do Júri, Maurício Fossen, o mesmo que decretou no começo do mês a prisão temporária --por 30 dias-- de Nardoni e de Anna, será o responsável pela análise do pedido da preventiva, já com base nas individualizações das ações de cada um na morte de Isabella.

Para peritos, legistas, investigadores e delegados, as agressões de Anna contra Isabella naquela noite de 29 de março fizeram com que ela desfalecesse, passando a impressão de que ela havia morrido. Na seqüência, ainda na interpretação dos responsáveis pelo caso, Nardoni a jogou pela janela e começou a tentar simular a invasão de seu apartamento.

Até o final da tarde desta terça, o advogado do casal Marco Polo Levorin não havia sido localizado pela reportagem para manifestar-se sobre a individualização do crime, segundo a polícia.

O relatório que a polícia irá apresentar à Justiça para o pedido da prisão preventiva do casal já está praticamente pronto. Somente os espaços para a indicação e descrição de cada um dos laudos que ajudaram a polícia a formar a convicção contra Nardoni e Anna estão em branco no documento.

Um dos laudos mais aguardados é o que apontará que, no momento em que Isabella foi jogada do apartamento do pai, tanto Nardoni quanto Anna estavam no local.

Outro documento dos peritos do IC será usado pelos policiais para afirmar à Justiça que Nardoni carregou Isabella no colo dentro do seu apartamento, após ela ter sofrido as agressões por parte da madrasta e ficar com um corte de aproximadamente dois centímetros na testa. A posição das gotas de sangue nos diversos cômodos do lugar dirão aos policiais qual o trajeto do pai com a menina no colo.

terça-feira, 15 de abril de 2008

CPMI dos Cartões Corporativos - acordão -

Parlamentares da base aliada do governo e da oposição chegaram há pouco a um acordo sobre os novos rumos da CPMI dos Cartões Corporativos. Primeiro, pedirão ao Tribunal de Contas da União (TCU) os relatórios de todas as auditorias feitas nas contas de cartão corporativo do governo, inclusive os sigilosos.

A condição imposta pelos governistas é que todos os dados sejam mantidos em segredo entre os parlamentares. Para tal, enviarão um requerimento ao gabinete de Segurança Institucional da presidência da República pedindo a relação de quais dados são e quais não são sigilosos.

O acordo foi firmado depois de quase três horas de reunião reservada entre parlamentares do governo e da oposição, o que atrasou o início da reunião, marcada para às 9h30. A idéia de tentar um consenso foi da presidente da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que ameaçou encerrar os trabalhos caso a comissão não aprovasse nenhum requerimento importante.

Ainda segundo o acordo, a CPMI pedirá técnicos do TCU para auditarem irregularidades nos relatórios que já foram recebidos pela comissão. Para dar mais agilidade às investigações, também serão formadas quatro sub-relatorias. Hoje, o único relator é o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

O último consenso é adiar para amanhã as votações de requerimentos. 118 ainda devem ser analisados. Dentre eles, um que convoca José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, e Lurian, filha do presidente Lula, a deporem na CPMI.

Charge - Néo


segunda-feira, 14 de abril de 2008

Agenda Política de 14 a 19

Segunda-feira

* Caciques do PSDB e DEM se encontram em São Paulo para discutir formas de atuação conjunta. Nas palavras de Rodrigo Maia, presidente do DEM, "uma reunião para avaliar a conjuntura, o governo, a economia".
* Reunidos em Brasília, os petistas se preparam para a 11ª Marcha dos Municípios - que ocorre entre terça e quinta-feira desta semana.
* Será formada nesta semana uma comissão especial que vai analisar o mérito da reforma tributária. São 23 titulares e 23 suplentes. Leia mais em: Chinaglia deseja Palocci na relatoria
* O Senado começa a semana com seis Medidas Provisórias (MP) na pauta de votações. Nada pode ser apreciado antes delas. A primeira MP abre crédito extraordinário a diversos ministérios. Na Câmara, entre as MPs que obstruem as votações está a que eleva a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para o setor financeiro.

Terça-feira

* PDT, PTB e o bloco de apoio ao governo (PT, PR, PCdoB, PSB, PP e PRB ) devem indicar os nomes dos senadores que farão parte da segunda CPI dos Cartões Corporativos, exclusiva ao Senado. Pelo DEM farão parte da comissão Efraim Morais (PB) e Demóstenes Torres (GO). Pelo PSDB, a dúvida é entre Marconi Perillo (GO) e Álvaro Dias (PR). PMDB será representado por Romero Jucá (RR), Gilvam Borges (AP) e Valdir Raupp (RO). Dos 11 senadores que farão parte da CPI, apenas três serão de oposição.
* A primeira CPI dos Cartões Corporativos, a mista, se reúne para votar 118 requerimentos. Entre eles, um que tentará convocar o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e a filha do presidente Lula, Lurian da Silva.
* Ainda não há acordo para a votação do relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que muda a tramitação das Medidas Provisórias (MPs). A comissão especial formada para analisar a proposta se reúne nesta terça para discutir e tentar votar o relatório.
* Começa a 11ª Marcha dos Prefeitos a Brasília em Defesa dos Municípios. O presidente Lula deve participar da abertura. O encontro vai até quinta-feira.
* Senadores recebem em plenário a presidente da Índia, Pratibha Devisingh Patil.

Quarta-feira

* CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas ouve os depoimentos do procurador da República na Primeira Região, Nicolao Dino de Castro e Costa Neto. O procurador falará sobre legislação para atuação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no combate ao crime organizado, e para o estabelecimento de limites ao uso da escuta telefônica legal.

Quinta-feira

* Lula vai a Belo Horizonte para lançamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Sábado

* Lula vai a Gana, na África Ocidental, para participar da 12ª reunião da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento. O presidente volta ao Brasil no dia 21.
* IV Congresso Nacional do PDT, no Complexo Turístico Bay Park, em Brasília. Filiados de todo o país participarão de palestras sobre saúde, educação e economia; e debates sobre alianças para eleições municipais de outubro.

Bom Dia Brasil: Caso Isabella

Há 16 dias o país inteiro faz a pergunta: quem matou a menina Isabella? A polícia diz que as investigações estão quase concluídas. Faltam os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística.

Dezenas de testemunhas já foram ouvidas e outras ainda serão chamadas a depor. No domingo (13), pela primeira vez desde a tragédia, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá visitaram os dois filhos do casal na casa da avó materna.

As perguntas básicas da investigação ainda não foram respondidas – longe disso. Enquanto isso, outras perguntas vão surgindo. Ontem, Alexandre Nardoni e a mulher, Anna Carolina Jatobá, viram os filhos pequenos pela primeira vez desde que foram libertados.

Os filhos do casal estão na casa da família da madrasta de Isabella. Apenas Alexandre falou ontem com os jornalistas que estavam em frente à casa do pai dele.

Ainda não se sabe se eles passaram a noite na casa da família da madrasta de Isabella. Três carros saíram do prédio com os vidros totalmente escuros e não foi possível ver quem estava dentro.

O apartamento do pai de Anna Carolina Jatobá fica no nono andar de um prédio, virado para os fundos. O prédio fica em uma movimentada rua de Guarulhos. Segundo o porteiro, ninguém está autorizado a entrar – nem amigos e nem parentes.

Na casa do pai de Alexandre Nardoni, na Zona Norte de São Paulo, ninguém entrou ou saiu durante a madrugada. A última vez que o portão foi aberto foi com a chegada de um casal, no fim da noite de domingo. Eles se disseram primos de Alexandre, trouxeram várias sacolas e foram embora depois de 50 minutos.

Um pouco antes, às 23h, um carro entrou na garagem. Era do mesmo modelo que levou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá até a casa dos pais dela, em Guarulhos. Mas, desta vez, não foi possível enxergar quem estava dentro do carro. As luzes da casa foram totalmente apagadas à 1h.

A movimentação foi grande na casa da família Nardoni durante todo o domingo. A polícia espera receber ainda esta semana os resultados dos laudos que podem apontar quem matou Isabella.

Na casa da família Nardoni, o fim de semana foi movimentado. No domingo (13), parentes carregaram caixas de leite e fraldas para um carro. É o mesmo carro que levaria Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para o reencontro com os filhos, depois de dez dias de separação. Na saída, Alexandre até falou com os jornalistas.

“Bom dia”, disse Alexandre Nardoni aos jornalistas.

O casal foi direto para a casa do pai de Anna Carolina, em Guarulhos, onde estavam o bebê de 11 meses e filho mais velho, de 3 anos. Alexandre e Anna Jatobá passaram o dia no apartamento. No final da tarde, várias pessoas apareceram na sacada. Na delegacia que concentra a investigação, cinco vizinhos foram chamados para depor.

“Eu não ouvi briga nenhuma, gente. Eu estava na rua, cheguei depois”, contou uma testemunha.
Quinze dias depois do assassinato de Isabella, 48 pessoas foram ouvidas. Ainda há perguntas que precisam de respostas: de quem é a pegada encontrada no lençol do quarto de onde a menina foi jogada? O sangue encontrado em vários pontos do apartamento é de Isabella? Qual o resultado da análise das roupas usadas por Anna Carolina Jatobá na noite do crime? E o que causou a morte da menina?

Dependendo das respostas, a polícia diz que poderá pedir a prisão preventiva dos suspeitos.
“Isso é uma hipótese. Se for feito pela Polícia Civil, eu terei tempo suficiente para analisar todos os fundamentos, todas as provas até então obtidas, e me manifestarei”, afirmou o promotor de Justiça, Francisco Cembranelli.

“Desde o início, quando nós ingressamos neste inquérito, nós temos sustentado isso: a questão da precipitação. A falta de elementos que justificassem a decretação de uma prisão, seja da provisória, seja da preventiva”, disse o advogado do casal, Marco Pólo Lavorin.

A delegada que comanda a investigação vai decidir se convoca 22 pessoas apontadas como testemunhas pela defesa. Nos próximos dias, devem ficar prontos os laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal (IML). Com eles, a polícia poderá marcar a reconstituição do crime.

“Em princípio, [eles] vão participar”, confirmou o advogado do casal, Marco Pólo Lavorin.
‘Nosso objetivo é achar quem fez isso’, diz pai de Alexandre

A família Nardoni decidiu vender os dois apartamentos que tem no prédio onde Isabella morreu. O repórter César Tralli entrevistou, com exclusividade, o pai de Alexandre, Antônio Nardoni.

“Nós não temos condição nem de ir a um cemitério, nós não temos condição de levá-lo nem lá para visitar o túmulo da filha. Então, tudo isso é muito difícil. O que a gente vê são fotos e vídeos que nós temos alguns em casa”, contou Antônio Nardoni.

Antônio Nardoni, pai de Alexandre, conta que virou prisioneiro dentro de sua própria casa, onde estão o filho e a nora, Anna Carolina Jatobá.

“O filho e a sua nora deixaram a cadeia, mas a percepção que se tem é que eles vivem hoje uma prisão domiciliar?”, pergunta o repórter.

“Na verdade, eles e o resto da família. Então, na verdade todos nós estamos em prisão domiciliar, infelizmente. Mas espero que seja uma situação passageira”, comentou Antônio Nardoni, pai de Alexandre.

A lembrança da neta é o maior motivo de dor e comoção na família Nardoni.

“Em todas as festas, nós estávamos e ela adorava estar com a gente. Em casa, adorava estar com o pai, sempre gostou muito de ficar com o pai e com os irmãos. Então, para nós, essa falta é muito complicada, muito difícil. A gente não consegue falar disso, desculpe”, disse o pai de Alexandre Nardoni, emocionado.

Seu Antônio confirma que, logo depois da queda de Isabella, os pais dela não ligaram para o resgate. A família é que foi avisada.

“Talvez algumas pessoas estranhem esse tipo de comportamento. Nós temos uma regra dentro de casa, isso é desde criança. Meu filho hoje é um homem casado, tem filho. Então, desde quando eles saíram de casa, nós temos uma norma que é assim: quando você tem algum problema, um liga para o outro primeiro”, conta Antônio Nardoni.

Naquela noite, do outro lado da linha, era Anna Carolina Jatobá, a madrasta de Isabella.
“Ela estava muito nervosa, falando muito alto e dizendo que tinha acontecido alguma coisa com a Isabella, que dava a impressão de que a Isabella tinha caído ou tinha sido jogada. A partir daí, eu desliguei o telefone e saí correndo para lá. Eu fui um dos primeiros a chegar lá”, contou o pai de Alexandre Nardoni.

Logo depois, chegou a filha de Antônio Nardoni, Cristiane, a irmã de Alexandre. Ela estava num restaurante quando o pai ligou.

“Meu celular tocou, eu vi ‘meu pai’, e falei: ‘Vou atender’. Atendi e ele falava, mas não dava para ouvir. O barulho, a música era muito alta. Só ouvia que era alguma coisa relacionada a Isabella, mas eu não entendia o quê. Levantei da mesa e disse: ‘Aconteceu alguma coisa com a Isabella.
Vou no banheiro ligar para saber’”, disse Cristiana Nardoni, irmã de Alexandre.

Na segunda ligação, Cristiane teve certeza de que algo terrível tinha acontecido, mas ela nega que tenha dito qualquer coisa que pudesse incriminar o irmão.

“Eu só avisei: ‘Olha, aconteceu alguma coisa com a Isabella, eu não sei exatamente o quê, mas vamos embora que eu preciso saber o que está acontecendo’. E fui embora. Não falei nada em momento algum”, continuou a irmã de Alexandre Nardoni.

Pouco antes do crime, vizinhos ouviram uma violenta discussão entre Alexandre e a madrasta de Isabella, Anna Carolina. É o que diz a promotoria, com base em depoimentos de testemunhas. Mas Antônio Nardoni, pai de Alexandre, contesta a suspeita de uma briga entre o casal.

“Não houve briga, eu tenho absoluta certeza. Se alguém está dizendo que ouviu briga deve ter ouvido em algum dos prédios em volta e pode ter tido a impressão de que fosse lá, mas com absoluta certeza não teve nada disso”, afirmou o pai de Alexandre Nardoni.

A família Nardoni revelou que nunca mais voltará a morar no prédio onde Isabella morreu. Os dois apartamentos do sexto andar serão vendidos. Para Seu Antônio, esta é uma das poucas certezas diante de uma realidade ainda cercada de mistério e de um futuro incerto.

“Seu filho está totalmente disponível para investigação? Quantas vezes ele for chamado para depor?”, pergunta o repórter.

“Quantas vezes. Nós, desde o fato que nos fomos para o hospital, de lá fomos para o necrotério, falamos com a delegada, o apartamento está lá, as roupas estão lá, está tudo lá. Ou seja, em nenhum momento eles criaram nenhum obstáculo, porque o objetivo nosso é, realmente, chegar no final e achar quem fez isso”, finalizou Antônio Nardoni.

No domingo, três pessoas prestaram depoimento sobre o crime. Eram todos vizinhos do casal. Hoje a delegada que comanda a investigação decide se vai convocar as testemunhas indicadas pela defesa.

Charge - Milton César


sábado, 12 de abril de 2008

Porque hoje é sábado

Wollaton Hall

Wollaton Hall (1580-1588) é um palácio rural situado em Wollaton, na Inglaterra, desenhado pelo arquiteto Robert Smythson. A construção consiste num grande hall central, rodeado por quatro torres.
O palácio foi reaberto em abril de 2007, depois de um tempo fechado para reforma.
Visitantes podem conhecer as salas do topo da casa e as cozinhas no subsolo.

Caso ISABELLA

Foto: Sergio Barzaghi / Diário de S.Paulo / Ag. Globo

Por volta das 14h42 desta sexta-feira, Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella Nardoni, chegou ao Instituto Médico-Legal (IML), na região central de São Paulo. Ele foi levado pela polícia ao local para fazer o exame de corpo de delito de praxe.Alexandre, que estava preso desde quinta-feira, deixou a carceragem do 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, no Centro de São Paulo, por volta das 14h. Ele saiu na parte traseira de um carro da polícia. Dois carros da polícia saíram na contramão da Alameda Glete e outros dois saíram pela direita, mão da rua. Algumas pessoas que estavam no local bateram nos veículos.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Lula e o terceiro mandato

O presidente Lula disse nesta sexta-feira, na Holanda, que a idéia de terceiro mandato “é bobagem” da oposição. É fato que, no Palácio do Planalto, há algum tempo não se fala nessa possibilidade com entusiasmo. O projeto lá, é outro: deixar tudo como está - e nada de reforma política que implique fim da reeleição e mandato de cinco anos.

A idéia do núcleo mais próximo ao presidente é Lula de novo em 2014, com direito à reeleição em 2018. É claro que contando que tudo vá muitíssimo bem até lá.

A idéia de fim de mandato de cinco anos sem reeleição já foi rechaçada pelos palacianos há algum tempo. Eles falam que isso só iria “arrumar a fila do PSDB”. Dar o primeiro lugar para Serra e o segundo para Aécio Neves.

O projeto de poder do PT, ou melhor, de Lula, é longo.

Com elegância, Dilma Rousseff "aceita" depor no Senado

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, vai depor no Senado. Mas não será na CPMI dos Cartões Corporativos. A ministra-chefe da Casa Civil foi convocada pela Comissão de Infra-estrutura (CI) para falar sobre as obras Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Em ofício encaminhado esta manhã ao senador Marconi Perillo (PSDB-GO), presidente da CI, Dilma diz:

- Terei grande prazer em comparecer à essa conceituada Comissão do Senado Federal para tratar dos assuntos referidos.

Marconi ainda não marcou a data em que Dilma comparecerá à comissão. Chegando lá, nada impedirá os senadores de perguntarem o que quiser à ministra, inclusive sobre o dossiê contra FHC e o mau uso dos cartões corporativos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Bom Dia Brasil de hoje

Festa com dinheiro público

Terminou em festa a aprovação da lei que regulamentou as centrais sindicais. Os sindicalistas foram generosos no agradecimento aos parlamentares. A conta foi alta. O dinheiro das centrais não é fiscalizado.

O presidente Lula vetou o artigo da lei que obrigava as centrais a prestar contas ao Tribunal de Contas da União. A festança ontem foi em pleno Salão Negro do Congresso nacional. Os sindicalistas gastaram R$ 17 mil com os comes e bebes. Em compensação, as centrais terão direito este ano a cerca de R$ 100 milhões do imposto sindical.

A festa foi farta. Além de canapés, teve uísque importado, espumante e drinques à vontade. Patrocinada por cinco centrais sindicais, o evento custou R$ 17 mil.

“A vida econômica e política do país é decidida aqui. Então, as centrais estão buscando esse relacionamento, que eu acho que é muito inteligente”, disse o ex-sindicalista Luiz Antônio Medeiros.

O motivo da festa? Agradecer a deputados e senadores pela aprovação do projeto que legalizou as centrais sindicais.

“O trabalhador merece outra atenção por parte das centrais sindicais com o dinheiro fruto da contribuição sindical”, criticou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

“Quando o empresário faz, ninguém fala nada. Quando o trabalhador faz, falam. Então, podem falar que nós vamos fazer muito mais”, afirmou o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

A lei que regularizou as centrais sindicais previa a fiscalização dos gastos pelo Tribunal de Contas da União, mas o presidente Lula vetou esse artigo. As centrais têm outro motivo para comemorar: no começo do ano, elas correram o risco de perder recursos da contribuição sindical, que é paga por todo trabalhador com carteira assinada e equivale a um dia de trabalho.
Os deputados chegaram a aprovar o fim da cobrança, mas os senadores decidiram manter o imposto. Na quarta-feira (9), o partido Democratas entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra o repasse desse dinheiro para as centrais.

“Não há autorização constitucional para esse repasse para as centrais sindicais”, garantiu o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

quarta-feira, 9 de abril de 2008

IPCA em alta


O grupo Alimentação e Bebidas faz tempo que é o que mais pressiona a inflação medida pelo IPCA, que é o índice oficial, para o qual olha o Banco Central. Os preços livres, que durante algum tempo puxaram a inflação para baixo, estão mais altos agora e os preços administrados estão comportados. Temia-se que gasolina e energia fossem pesar este ano, mas até agora está dando o contrário. Tudo isso nos doze meses.


Quando se olha no IPCA em março, vê-se que preço administrado pressionou bastante no mês revertendo tendência dos meses anteriores, como mostra esta tabela encaminhada pela Concórdia Corretora.


Política: Novas regras para suplentes de senadores

Foi aprovado há pouco, em votação simbólica, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) o substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) que dita novas regras para a substituição de senadores.

Pela proposta de Demóstenes, em caso de vacância (por morte, renúncia ou cassação) de um senador, o suplente só assumiria o cargo até que houvesse uma próxima eleição. Poderia ser, por exemplo, uma eleição municipal, como a que ocorrerá em outubro deste ano, quando haverá nova eleição apenas para vereadores e prefeitos. Hoje, quando um senador se ausenta do cargo por esses motivos, o suplente assume a vaga definitivamente.

A nova proposta proíbe que os suplentes sejam cônjuges ou parentes consangüíneos do titular. Evitaria situações como a do ministro de Minas e Energias, Edison Lobão, que ao deixar a vaga de senador pelo PMDB do Maranhão, deixou em seu lugar o filho Edson Filho.

Dos 81 senadores em exercício hoje, 16 eram suplentes. Ou seja: não tiveram voto algum, já que foram escolhidos unicamente pelos senadores eleitos. Na Câmara, é diferente. Lá os suplentes de deputados são os segundos candidatos mais votados.

A matéria segue agora para votação no plenário do Senado. De lá, segue para a CCJ da Câmara e novamente vai a votação em plenário.

Leia o Panorama Econômico de O Globo

Por Míriam Leitão

O risco do terceiro
O movimento pelo terceiro mandato do presidente Lula tende a crescer. A economia vai bem, alimentando a idéia da continuidade; o PT não tem alternativa. Lula é fruto de um processo único em que um partido trabalhou durante 25 anos para construir um mito. Mitos não se substituem. Lula não tem um segundo; como Chávez não tem um segundo.

Ambos estão convencidos de que são únicos e insubstituíveis. A diferença entre eles é que Lula ainda nega que queira mais um período no poder, o que obviamente quer. Os adversários dentro do PT a um eventual terceiro mandato são só os que sonham em suceder a Lula, mas, mesmo para eles, existe um plano alternativo que vai levá-los ao mesmo “queremismo” — movimento insuflado por Getúlio Vargas em 1945 para continuar no poder, dando a aparência de ser uma natural pressão do povo.

Quem são os candidatos possíveis do PT? A ministra Dilma Rousseff não tem experiência em campanhas eleitorais, está se saindo muito mal no primeiro embate público criado pelos aprendizes de feiticeiro de seu próprio gabinete. A entrevista de sexta-feira, vários decibéis acima do tom adequado, exibiu sua fragilidade. Há demanda por uma candidatura de mulher, ela tem imagem de pessoa forte; seria um bom começo. Seu descontrole em momentos de tensão, sua propensão a aparecer como dona da verdade, seu amadorismo em campanhas podem não ser contornados pelo mais mágico dos marqueteiros. Fora dela, há os interessados mais fracos: Tarso Genro, que sequer uniu seu próprio partido no Sul; Jaques Wagner, que nunca disse a que veio; Patrus Ananias, que não tem espaço nem em Minas. Marta tem alguns predicados, mas nunca provou ser capaz de passar o limite da cidade de São Paulo. Todos são pálidos perto da figura majestática que o Partido dos Trabalhadores começou a trabalhar no início dos anos 80. Todos terão a ganhar um prêmio de consolação com Lula III.

Os sucessores que poderiam ter se tornado mais fortes estão fora de combate. José Dirceu tinha ambição desmedida e controle da máquina partidária; Antonio Palocci, a possibilidade de se tornar querido pelos eleitores e a chance de atrair as lideranças econômicas. Erraram; estão fora de questão.

Por ter optado por um processo de endeusamento de um único mito, e não pela construção de quadros que pudessem se alternar no poder, o PT só tem mesmo essa idéia fixa. Com tudo indo bem na economia, o movimento do queremismo cresce. Na economia, falta combinar com o mundo, que já contratou uma grande tormenta que vai se espalhar, em menor ou maior grau, nos próximos dois anos, por vários países. E falta ter uma estratégia para um cenário adverso. A maioria dos economistas que estão no poder agora não tem resposta para um momento de crise; não tem o instrumental técnico adequado. Alguns costumam divulgar opiniões toscas diante de certos dilemas criados pela economia. Os que estão aí, com raríssimas exceções, não formam um time para enfrentar tempestades, definitivamente. Sabem comandar o navio nas boas águas, quando tocar o barco é só deixar levar.

A idéia do terceiro mandato pode ser apresentada através de qualquer contorcionismo jurídico. Um deles é voltar aos cinco anos, sem reeleição, e aí, numa nova ordem constitucional, o jogo está zerado e todos podem ser candidatos, inclusive ELE. Idéia parecida com a que Hugo Chávez usou pelo terceiro mandato que exerce. Chávez apenas não esperou terminar o mandato; encerrou-o antes e reconvocou as eleições ampliando o seu prazo. Fez isso duas vezes com sucesso; fracassou numa terceira tentativa de se dar a chance de eleições sucessivas, mas certamente voltará com a idéia quando se sentir mais popular. Neste momento, vai mal, por isso finge um respeito democrático ao resultado do plebiscito que lhe negou as eleições perpétuas.

O processo político brasileiro é mais amadurecido que o da Venezuela, e certas coisas que acontecem lá atualmente seriam impensáveis no Brasil, mas é inevitável constatar a semelhança de alguns movimentos do “Nosso Guia” com os do Simon Bolívar reencarnado que Chávez pensa ser. Principalmente a convicção delirante que Lula expressa de si mesmo, de ser o único em 500 anos. O discurso de que todos os outros governantes do Brasil, em cinco séculos, são os responsáveis pelas mazelas, de que ele seria o único representante do povo a chegar lá e de que tem sido o curador de todas as velhas chagas é repetido desde o primeiro momento no poder. Esse messianismo, o palanquismo ininterrupto, uma máquina forte de propaganda, a rede de meios de comunicação estatal, métodos corrompidos de capturar aliados seriam as armas para a continuidade.

No meio do caminho, tem o Congresso; mais especificamente, o Senado, onde o governo não tem maioria e que pode impedir a tramitação da emenda. O lulismo não sabe ainda como lidar com isso. Mas é bom lembrar que o Congresso passa por um momento de grave fragilidade constitucional. A oposição, dividida em vaidades personalistas, confusa, não apresenta qualquer bom projeto alternativo. Um perigoso vazio no qual prosperam idéias antidemocráticas, como a do terceiro mandato. Uma idéia que pode ser derrotada pelo fato de ser extemporânea e pelo equívoco de contar com a imutabilidade do cenário econômico no meio de uma crise internacional.