domingo, 1 de março de 2009

O gesto e a palavra

Fernando Henrique Cardoso

Andou na moda falar de decoupling para dizer, em simples português, descolamento entre a economia brasileira e a internacional. Os efeitos da crise em nossa economia fizeram o termo sair de moda. Foi substituído por termo mais terno, "marolinha". Com o bicho-papão corroendo o mercado financeiro lá fora (na verdade, o sistema financeiro central quebrou) há certo aturdimento.

Não se sabe com que palavras qualificar o que anda pelo mundo: recessão prolongada, depressão, fim do unilateralismo americano na política, multipolaridade, não-polaridade, etc. Por aqui o governo prefere passar em marcha batida sobre o que nos azucrina. Em vez de desenhar quadros sombrios ou róseos para o mercado, faz o decoupling à moda brasileira: descola a economia da política, precipita o debate eleitoral e, nele, vale o discurso vazio.

É verdade que não somos os únicos a encobrir as angústias apelando para gestos sem conotação, sequer alusiva, aos fatos e circunstâncias. Basta mencionar a campanha bolivariana pela reeleição perpétua, uma quase-caricatura da política. O significado da democracia se esboroou na "consulta popular". Se o povo quer o bem-amado para sempre, pois que o tenha e, como disse nosso presidente Lula, se a prática ainda não é boa para o Brasil, é questão de tempo. Quando a cidadania amadurecer, encontrará a fórmula de felicidade perpétua...

Assisti na TV, por acaso, ao último comício eleitoral do presidente Chávez em Caracas e, confesso, fascinei-me. Ele chegou, simpático como sempre, um pouco mais gordo que o habitual, vestindo camisa-de-meia vermelha, abraçando toda a gente, sorrindo, e foi direto ao ponto. "Hoje não falarei muito, vamos cantar!", disse. E entoou uma canção amorosa de melodia fácil, repetindo o refrão "amor, amor, amor..." Conversou com um ou outro no palanque, incitando-os a também cantar, falou familiarmente com a plateia e finalizou: amor é votar sim no domingo! Por mais que no plano pessoal possa sentir até estima pelo personagem, não pude deixar de reconhecer no estilo algo que nos é habitual: o modelo Chacrinha de animação de auditório. Funciona, e como!

O descolamento entre a política e a realidade das pessoas (não só a economia), a repetição simbólica de gestos que guardam pouca relação com um ambiente racional, mas "ligam" o ator com a plateia e com a "sociedade", está se tornando regra nas atuais democracias de massas. Há algo de encantatório no modo como a política do gesto sem palavras (ou em que as palavras contam menos do que a forma) funciona, substituindo o discurso tradicional.

Quando me recordo do "sangue, suor e lágrimas" dito por Churchill ao se tornar primeiro-ministro em plena guerra contra o nazismo, do discurso em Fulton, quando disse que uma "cortina de ferro descia sobre a Europa", ou de vários pronunciamentos de Roosevelt, como o de posse em plena Depressão, célebre pela frase "nada há a temer, exceto o próprio medo", ou ainda de Getúlio Vargas no estádio do Vasco da Gama apelando aos trabalhadores, e comparo com a retórica atual, há um abismo a separá-los.

E não se diga que é fenômeno de países de "democracia pouco amadurecida". A entronização de Obama como imperador de todos os americanos, na magnífica posse no Capitólio, assemelhava-se a uma grande cena romana. O cenário era tão expressivo, a fusão simbólica do recém-eleito com os founding fathers e com os valores fundamentais da democracia americana eram tão fortes que obscureceram o conteúdo do discurso inaugural. E isso no caso de alguém que, por sua cor e mesmo por sua campanha, trouxe um significado imenso de renovação.

Ainda na semana passada, na primeira visita presidencial ao Congresso, o que foi dito sobre a crise econômica e sobre o futuro foi menos importante do que o reafirmar o "yes, we can", num cenário da pátria unida para perpetuar sua glória. Mesmo que o castelo financeiro esteja desabando, a América vencerá, era a mensagem. No caso, nada que ver com Chacrinha, o símile é outro: a invocação do pastor, a reafirmação da fé, e não a troca simbólica de favores, do bacalhau, da Bolsa-Família ou da canção de amor.

Faço estes comentários despretensiosos porque me preocupa o que possa vir a ocorrer no Brasil. A mídia e a sociedade cobram um discurso de oposição. Diz-se, e é certo, que ela deve unir-se se quiser vencer. Mas que discurso fazer? O racional, da crítica ao desmanche das instituições, do enlameamento cotidiano da política, deveria ganhar mais vigor, dizem. O grito de Jarbas Vasconcelos estava parado no ar e sua entrevista na Veja deu-lhe um sopro de vida. Mas foi o próprio senador quem mostrou os limites desse tipo de protesto: o governo e o próprio presidente banalizaram o dá-cá-toma-lá. É como nos computadores, quando se envia um e-mail e surge o aviso: a caixa está cheia. A caixa da revolta dos brasileiros contra o mau uso da política parece estar cheia. Temo que qualquer discurso "político" seja logo desqualificado pelos ouvintes.

Quer isso dizer que as oposições devem silenciar sobre a perda de substância das instituições, sobre o clientelismo e a corrupção larvar, tudo com a leniência de quem manda? Não. Mas precisam inventar uma maneira de comunicar a indignação e as críticas que toque na alma das pessoas. Este é o enigma da mensagem política, de governo ou de oposição. Tanto o modelo Chacrinha como o do discurso de pregador chegam à alma das pessoas. Não estou dizendo que a comunicação política se resolve pela supressão do discurso analítico. Isso seria rendermo-nos à ideia da política como mistificação (o que, aliás, não é o caso de Obama). Mas quando se dispõe de um ícone, como o Plano Real, por exemplo, ou quando o próprio candidato é um ícone, tudo fica mais fácil.

Em nosso caso, as oposições, além de articularem um discurso programático, condição necessária para quem se respeita e acredita nas instituições, deverão expressá-lo de forma a sensibilizar o eleitorado. Para tal não bastam a crítica convencional e a discussão da política, tal como ela ocorre no Congresso, nos partidos e na mídia. É preciso buscar os temas da vida que interessem ao povo. Ademais, a comunicação emotiva requer "fulanizar" a disputa para atribuir ao candidato virtudes que despertem o entusiasmo e a crença. Sem eles, a "caixa de entrada" das mensagens da sociedade continuará a dar o sinal de estar cheia e os ouvidos continuarão moucos aos conteúdos, por melhores que sejam. Pior ainda se não os tivermos. Mas só eles não bastam. Programa político só mobiliza a sociedade quando é vivido por intermédio do desempenho de personagens que tratam como próprias as questões sentidas pelo povo.


Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

Parabéns ao Rio de Janeiro!!!


Parabéns à leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, fundada por Estácio de Sá em 1º de março de 1565.


Isso mesmo!


O Rio de Janeiro completa hoje 444 anos, de pura travessura.


São 444 anos, mas num corpinho de 200!


É um milagre de sobrevivência o Rio, se pensarmos na sucessão de governantes locais (convém lembrar do César Maia) e nacionais que odeiam a cidade e tudo fizeram e ainda fazem para destruí-la.


Mas ela resiste.


Grande Rio de Janeiro!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Rio de Janeiro: 444 anos de história


O Rio completa 444 anos, cidade de muita hospitalidade. Além de ser dos cariocas, é também dos fluminenses, gaúchos, potiguares, baianos, paulistas, franceses, italianos. Em suma, um caldeirão de gostos, raças e culturas que acolhe a todos e a todas de qualquer região do país, uma cidade recheada de estrangeiros que se sentem em casa.


Um Rio de todos nós!!!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Salvar empresas = Salvar empregos

Carlos Alberto Sardenberg

--- O pior que Lula faz é atacar as empresas: dá votos mas não empregos -

Quem já teve responsabilidades na condução de uma empresa sabe que a decisão de demitir é um dos piores momentos. Mais ainda quando a demissão não tem nada a ver com o desempenho das pessoas e decorre apenas das condições do mercado. Além da dolorosa questão pessoal – tirar o salário de pessoas de bem, bons funcionários – tem o lado da gestão. A demissão de grupos grandes, como está ocorrendo nestes meses, desmonta equipes e processos de produção, joga fora energia e investimentos.

A empresa, portanto, só vai à demissão quando está convencida de que o mercado não vai melhorar. Ela pode ficar algum tempo ali no fio da navalha, sem produzir lucros, desde que seja um momento passageiro. Mas não quando as projeções indicam demanda reprimida por vários trimestres.

No momento atual, há um fator que piora o quadro. Quando a crise eclodiu, o mundo vinha de um período simplesmente brilhante de crescimento. Foram vários anos de expansão forte, sem inflação, capital abundante e barato. Muitos países ganharam renda, expandiram o consumo de todos os tipos de produtos, de carnes a celulares e a aviões. Milhões de pessoas alcançaram a condição de classe média global.

Hoje é fácil dizer que havia exageros por toda parte. Naquele momento, porém, o espírito era de franco otimismo e expectativas de contínuo crescimento. E não apenas nos mercados financeiros.
Na economia real, as companhias foram à luta para atender a demanda crescente e, este o ponto, investiram pesadamente.

Mas ganharam muito dinheiro, é o que se diz. Verdade. E o que fizeram com esse dinheiro?

Pagaram impostos, por exemplo. As estatísticas globais mostram que todos os governos ganharam dinheiro e tiveram a oportunidade de devolver isso em benefícios à sociedade.

As empresas contrataram pessoas, pagaram salários crescentes, que formaram classes médias e elevaram o consumo global, cujo atendimento gerou ainda mais empregos.

As empresas remuneraram seus acionistas que, de novo, pouparam, investiram, consumiram.

E , de novo, e mais importante, as companhias investiram. As brasileiras e as do mundo todo ampliaram sua capacidade de produção.

A crise, portanto, veio em um momento em que muitas empresas estavam concluindo seus investimentos ou no meio do caminho, com recursos e, sobretudo, empréstimos já tomados.

Claro que há atitudes oportunistas de executivos que escondem erros de gestão ou demitem para tentar chantagear o governo. Mas não é a regra. O quadro é bem outro. Como houve uma forte restrição do crédito e, pois, do consumo, as companhias, na média, foram apanhadas na seguinte situação: endividamento elevado, em um ambiente, agora, de restrição do crédito, e capacidade de produção claramente acima da demanda. Ou seja, é preciso adequar receitas decrescentes a custos elevados.

Na verdade, com demissões ou sem demissões, muitas empresas não vão resistir. Se a crise for mais longa, com o consumo permanecendo baixo, muitas empresas, no mundo, não conseguirão resistir. Haverá fechamentos, fusões e incorporações, estas comandadas pelas que se mantiveram mais saudáveis, por sabedoria ou por sorte.

O governo Lula deveria ter esse quadro na cabeça quando lida com a crise. Se quer salvar empregos, precisa salvar empresas.

Isso de ficar reclamando das companhias que demitem não apenas não devolve os empregos, como piora o ambiente. Hostilizar as empresas que visivelmente passam por momentos difíceis, como a Embraer, coloca mais tensão na relação já complicada das empresas com seus trabalhadores.

Além de ser uma atitude demagógica e voltada para torcida, como costuma fazer o presidente Lula. Na CBN, o jornalista Merval Pereira observou com precisão: o presidente se vangloria dos milhões de empregos criados nos últimos anos, como se fossem seus e ataca as empresas quando há perda de empregos.

Mas as mesmas empresas que agora demitem, são as que investiram e contrataram.

Seria preciso um comportamento mais sereno e mais efetivo. O que se pode fazer para ajudar as empresas? É possível criar demanda? Por que o governo, por exemplo, não vende o Aerolula e compra mais aviões da Embraer?

Sem contar na óbvia questão da legislação trabalhista. Vários advogados trabalhistas estão recomendando às empresas que não façam os acordos de redução de salários e de jornada porque, dizem, são baseados numa lei frágil. Ou seja, é muito possível que as empresas venham depois a ser condenadas a pagar os salários integrais, com multas e tal.

Uma lei que ampliasse o espaço seguro de negociação entre empresas e trabalhadores certamente economizaria empregos.

Nos EUA

Consideram a propósito o caso da GM. O governo Obama estuda emprestar mais US$ 12,6 bilhões para a GM demitir 26 mil trabalhadores nos EUA. Seriam US$ 484 mil que a companhia receberia por emprego destruído. Por que o governo Obama não determina que a empresa não pode demitir se receber dinheiro público?

A GM perde dinheiro todos os dias. Não se salvará se não conseguir uma brutal redução de custos. Precisa fechar fábricas, operar com menos marcas e.... reduzir o número de trabalhadores, para continuar operando.

Assim, o governo Obama, emprestando para a GM, estaria, na verdade, comprando empregos. Sem a ajuda federal, a GM vai à falência, circunstância em que o encolhimento da empresa e a destruição de empregos serão devastadoras.

Com o dinheiro do contribuinte americano – e mais um tanto dos contribuintes de outros países onde tem fábricas – a GM acredita que se estabiliza com 200 mil trabalhadores pelo mundo. Empregos salvos.

É politicamente difícil, mas aí é que aparecem os grandes governantes.

Publicado em O Estado de S.Paulo, 23 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Espaço Aberto

Gustavo Franco defende juros de um dígito.

O ex-presidente do Banco Central Gustavo franco concedeu uma entrevista a Míriam Leitão, hoje para o Espaço Aberto da Globonews.

Ele disse que quem apostou que a crise seria muito forte no Brasil e cortou muito a produção, errou. E agora está voltando a produzir.

Mostrou também o quanto o Brasil viveu antecipadamente alguns problemas vividos agora pelos Estados Unidos.

Ele disse que os juros brasileiros poderiam ir para um dígito.

Quem quiser conferir estas e outras informações, a entrevista vai ao ar hoje às 21h30m na Globonews.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Resultado do Troféu Mulher Imprensa


"Troféu Mulher Imprensa" divulga as vencedoras de sua quinta edição

Por Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA

Nesta quarta-feira (18), o "Troféu Mulher Imprensa" - realizado pela revista e portal IMPRENSA, com apoio de Maxpress e Aberje - divulgou as vencedoras de sua quinta edição. A primeira fase do prêmio consistiu em um colégio eleitoral no qual jornalistas de todo o Brasil indicaram, por livre escolha, as mulheres que tiveram mais destaque em 2008, em cada uma das categorias listadas.

Neste ano, o troféu premia 13 categorias. Doze delas estiveram por um mês - de 15/01 a 15/02 - abertas à votação popular. Já a 13ª é especial, na qual a redação da revista e do portal IMPRENSA, a Aberje e o Maxpress, escolherão uma jornalista para ser homenageada. Seu nome será revelado apenas na festa de entrega dos troféus comemorativos.

Nesta edição, o prêmio superou a marca de 27 mil votos, sendo que cada e-mail cadastrado pôde votar apenas uma vez em cada categoria. Os votos só foram validados depois que o votante ratificou sua escolha, clicando em link de confirmação enviado ao e-mail de cadastro. Votos não confirmados não foram validados.

No mês de março, as vencedoras serão perfiladas em matéria especial na revista IMPRENSA. Já no Portal IMPRENSA, entrevistas serão publicadas com cada um das vencedoras no decorrer do mês.

A entrega dos troféus será realizada em festa, no próximo dia 09 de março, no Bar Brahma, em São Paulo (SP). Abaixo, conheça as vencedoras da quinta edição do "Troféu Mulher IMPRENSA".

Categoria 1 - Âncora de rádio

1º - Roxane Ré (ex-CBN) - 32,07 %

2º - Lúcia Hippolito (CBN) - 29,57 %
3º - Fabíola Cidral (CBN) - 15,78 %

Categoria 2 - Âncora de telejornal

1º - Sandra Annenberg ("Jornal Hoje"/TV Globo) - 23,61 %

2º - Renata Vasconcellos ("Bom Dia Brasil"/TV Globo) - 16,11 %
3º - Fátima Bernardes ("Jornal Nacional"/TV Globo) - 15,37 %

Categoria 3 - Repórter de jornal

1º - Karen Viscardi (Jornal do Comércio/RS) - 28,18%

2º - Claudia Colucci (Folha de S.Paulo) - 25,91 %
3º - Renata Cafardo (O Estado de S. Paulo) - 18,66 %

Categoria 4 - Repórter de rádio

1º - Roseann Kennedy (CBN) - 34,44 %

2º - Carolina Ercolin (Rádio Bandeirantes) - 23,71 %
3º - Cátia Toffoletto (CBN) - 17,28 %

Categoria 5 - Repórter de revista

1º - Eliane Brum (Época) - 26,75 %

2º - Daniela Pinheiro (Piauí) - 22,68 %
3º - Malu Gaspar (Exame) - 16,54 %

Categoria 6 - Repórter de site de notícias

1º - Gabriela Guerreiro (Folha Online) - 36,91%

2º - Azelma Rodrigues (Valor Online) - 25,22%
3º - Renata Giraldi - (Folha Online) - 14,77%

Categoria 7 - Repórter de telejornal

1º - Sônia Blota (Band) - 30,64%

2º - Zileide Silva (TV Globo) - 25,98%
3º - Sônia Bridi (TV Globo) - 18,20%

Categoria 8 - Repórter fotográfica de jornal ou revista

1º - Simone Marinho (O Globo) - 24,59 %

2º - Ana Araújo (Veja) - 16,56 %
3º - Marlene Bergamo (Folha de S.Paulo) - 16,30 %

Categoria 9 - Colunista de jornalismo impresso

1º - Miriam Leitão (O Globo) - 25,79 % (preferida pelo blog)

2º - Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) - 20,86 %
2º - Dora Kramer - (O Estado de S. Paulo) - 20,86 %
4º - Cláudia Safatle (Valor Econômico) - 14,61 %

Categoria 10 - Comentarista ou colunista de rádio

1º - Lúcia Hippolito (CBN) - 40,12 % (preferida pelo blog)

2º - Mara Luquet (CBN) - 15,95 %
3º - Mônica Bergamo (BandNews) - 15,01 %

Categoria 11 - Diretora ou editora de redação (qualquer mídia)

1º - Mariza Tavares (CBN) - 32,44 % (preferida pelo blog)

2º - Ruth de Aquino (Época) - 18,32 %
3º - Eleonora de Lucena (Folha de S.Paulo) - 18,21 %

Categoria 12 - Assessora de Imprensa

1º - Eliana Araújo (Ministério do Planejamento) - 35,03 %

2º - Janine Saponara (Lead Assessoria) - 22,70 %
3º - Luciana Gurgel (Publicom) - 16,35 %

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Entrevista de Jarbas Vasconcelos à CBN

http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-brasil/2009/02/17/NAO-QUERO-SAIR-DO-PARTIDO-MAS-GOSTARIA-QUE-ESSA-GENTE-QUE-NAO-PRESTA-FOSSE-EMBORA.htm

Basta clicar no link acima e ouvir.

Hoje é dia de alegria!!!!

Feliz Aniversário, Pai !!!

Hoje é um dia especial,
não só porque é o seu aniversário,
mas principalmente porque
você merece essa homenagem, pai.

Sabe, pensando bem,
eu deveria fazer um levantamento
de todas as noites que você não dormiu,
preocupado com a minha saúde,
deveria levantar também,
todos os dias que você trabalhou incessantemente
para me dar uma vida de qualidade e com educação.

Deveria também somar todos os dias em que você
se privou do seu próprio conforto,
só para me embalar.

Na verdade, eu deveria
passar o resto da minha vida homenageando você,
mas eu sei, eu sei que você não aceitaria,
por isso estou mandando essa mensagem
para que você saiba
o quanto eu te amo e te agradeço.

Obrigado, pai, por ser o meu pai,
obrigado meu Deus por ter nos enviado
esse ser maravilho para nos proteger.

Agradeço a Deus por você existir.

É maravilhoso poder comemorar com você
mais um ano de vida.

Espero que Deus lhe dê muita saúde e muita paz,
para que você continue
enchendo o nosso lar de alegria.

Existem pessoas que possuem um dom
de nos presentear simplesmente com sua presença
e eu posso dizer que o meu pai tem esse dom.

Pai, quero aproveitar essa oportunidade
para agradecer tudo o que você me ensinou.

Guardarei para sempre em minha memória,
seu rosto cansado,
sempre me dando atenção e conforto.

Parabéns pai,
por ter chegado até aqui
com tanta dignidade e caráter.

Obrigado por você existir
e parabéns pelo seu aniversário.

Eu amo você, pai.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Reforma Tributária é política

Em meio às discussões sobre a Reforma Tributária, pode-se destacar que há um enfoque errado sobre o tema: a Reforma Tributária não é apenas um assunto técnico, é também um assunto político.

Não adianta os secretários de Fazenda fazer operações, como aumentar ou baixar alíquotas, sem haver um consenso político em torno de alguns pontos da Reforma.

O que está provocando todo esse imbróglio?

Primeiro, o cenário econômico atual. Ninguém gosta de perder receita, tampouco aprovar reforma em ano de incerteza, como será o ano de 2009.

Evidentemente, os governadores vão chiar!

Portanto, não adianta deixar isso nas mãos dos secretários de Fazenda. Apesar de ser muito bom, ser ótimo, qual é a função do secretário de Fazenda?

Aumentar a arrecadação e ver o seu governador sorrir.

Agora, se não tivermos uma liderança que possa trabalhar os pontos de consenso, e essa liderança teria que ser o presidente da República, mas o presidente Lula se recusa a assumir esse papel, desde 2003 quando houve a primeira tentativa de reforma, então fica muito difícil tratar de um tema que não é apenas técnico.

Em segundo ponto, houve uma proposta de trabalhar o ICMS – Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – de forma diferente do que vinha sendo feito até agora: a cobrança desse imposto de produtos, com excessão do petróleo e energia, seria nos estados de destino e não mais nos estados de origem, ou seja, estados produtores perderia esta receita enquanto os estados consumidores passariam a ganhar esta receita.

Resultado: José Serra (PSDB-SP) não quer, Aécio Neves (PSDB-MG) não quer, possivelmente Sérgio Cabral (PMDB-RJ) também não quer. Em suma, os governadores de estados produtores não querem saber de perder receita agora.

Entretanto, se não fizer um esquema de compensação, e isto é uma negociação política, a Reforma Tributária não sai.

Portanto, a Reforma Tributária não é apenas um assunto técnico. Ela é um assunto político demais para ser deixado nas mãos de secretário de Fazenda.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Correio Braziliense

A cúpula do PMDB vai se reunir nesta segunda-feira (16/02) e avaliar se deve punir o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) pelas declarações que ele deu em entrevista à edição da revista "Veja" que está nas bancas. Uma das estrelas do partido, o também senador Pedro Simon (RS) concorda com tudo o que foi dito por Jarbas, mas faz uma ressalva: "Acontece o mesmo com os outros partidos, PT, PSDB, DEM, PPS e PTB".

A análise das declarações vai ser feita pelo presidente do partido, o deputado Michel Temer (SP), em reunião com os líderes A cúpula do Congresso não havia se pronunciado sobre o tema até o início desta noite (15/02).

Jarbas disse na entrevista que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção", que o partido não passa de uma confederação de líderes regionais e que é uma legenda especializada em "clientelismo" para cobrar comissões.

Sobre José Sarney (PMDB-AP), presidente do Congresso, Vasconcelos disse que "a moralização e a inovação do Senado são incompatíveis com a figura do senador". Sarney não se manifestou Ele também atirou contra o Bolsa-Família, chamando-o de "o maior programa oficial de compra de votos do mundo" - nem o Planalto nem o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) responderam.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) antecipou que defenderá a saída do senador do partido. "Ele generalizou. Ele não deve se sentir confortável em permanecer no PMDB depois das críticas que fez ao partido. Ele deve sair", disse Cunha.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O PMDB é corrupto

Otávio Cabral

Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso

A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação.

Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem.

Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado?

É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.

Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.

Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.

Como o senhor avalia sua atuação no Senado?

Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.

O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...

Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar?

Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

Para que o PMDB quer cargos?

Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.

Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista?

De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.

Por que o senhor continua no PMDB?

Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.

Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma?

Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.

O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso?

Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.

A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado.

O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.

Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação.

O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.

O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes?

Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.

A oposição está acuada pela popularidade de Lula?

Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.

Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política?

Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.

Por que há essa banalização dos escândalos?

O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.

É possível mudar essa situação?

É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.

Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?

A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

O senhor parece estar completamente desiludido com a política.

Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.



Transcrito da VEJA de 18/2/2009 - edição 2100

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Chegou o momento de você votar nas jornalistas que mais se destacaram em 2008 (edição 2009).

Foi dada a largada para a 5ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA. Uma realização da revista IMPRENSA, em parceria com a ABERJE e o MaxPress, o prêmio visa homenagear as mulheres que atuam no Jornalismo brasileiro, em seus mais diversos setores.

Nesta quinta edição, a novidade está na série de matérias que serão publicadas, a fim de mostrar qual a atual situação da mulher nas redações e no mercado de trabalho brasileiro.

Acompanhe e, claro, vote.

O blog declara seus votos:
Lucia Hippolito - Âncora de Rádio, categoria 1

Maria Beltrão - Âncora de Telejornal, categoria 2

Míriam Leitão - Colunista de Jornal Impresso, categoria 9

Lucia Hippolito - Comentarista ou colunista de rádio, categoria 10

Mariza Tavares - Diretora de Redação, categoria 11

O Senado - Jornal do Senado

O Senado é uma instituição que deriva dos antigos conselhos de anciões, criados pelos países orientais da Antiguidade, por volta de 4000 a.C.

Os gregos dividiram seu conselho, criando as bases para o bicameralismo moderno, composto por Senado e Câmara dos Deputados.

Mas foi na Roma antiga que o Senado tornou-se assembléia permanente e recebeu as atribuições de fiscalizar o Executivo, controlar o Judiciário, as finanças públicas, as questões religiosas e a política externa.

No Brasil, a primeira sessão ordinária do Senado foi realizada em maio de 1826.

Resultou da promulgação da Constituição de 1824 pelo Conselho de Estado convocado por dom Pedro I após a proclamação da Independência.

Na reunião, foi empossado presidente o senador José Egídio Álvares de Almeida, o Marquês de Santo Amaro. Cinqüenta senadores representavam as províncias em número proporcional à população de cada uma.

Durante o Império, o cargo de senador era vitalício e privativo de brasileiros natos ou naturalizados, exigia idade mínima de 40 anos e renda anual de 800 mil-réis.

Tendo dom Pedro I abdicado é voltado a Portugal em julho de 1840, o Senado, encerrando longo processo de disputa pela Regência, antecipou a maioridade de dom Pedro II e o proclamou imperador aos 14 anos.

Teve início um dos períodos da história em que o Senado influenciou decisivamente as decisões políticas, administrativas e de relações exteriores, entre elas a GUERRA DO PARAGUAI, em 1865.

O Senado foi fechado em quatro ocasiões.

Em 1930, o fechamento decorreu do primeiro golpe de Estado de Getúlio Vargas. A Casa só voltou a funcionar em 1934, com a promulgação da terceira Constituição da República pela Assembléia Constituinte eleita por convocação de Vargas.

De 1937 a 1945, com outro golpe de Estado seguido pela ditadura, ambos comandados por Getúlio.

Já em 1966, a Casa baixa as portas pela terceira vez, resultado do golpe e início do período da ditadura militar.

Por fim, em 1977, para que o governo militar impusesse reformas que haviam sido rejeitadas no Congresso.

Hoje, o Senado está sendo comandado por José Sarney (PMDB-AP).

Rádio Sucupira

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Rádio Sucupira

Castelo do Edmar Moreira

Comentário do Alexandre Garcia ao Bom Dia Brasil

Edmar Moreira assumiu o cargo dizendo não querer julgar parlamentares, pode acabar enfrentando processo por falta de decoro.

O corregedor, por ser a pessoa que fiscaliza a moral dos demais deputados, é alguém acima de qualquer suspeita. Ele foi eleito com o voto de 238 deputados, que o julgaram o mais honesto entre os honestos. Ele já integrava o Conselho de Ética.

Ele construiu um castelo. Fez uma cópia distante do castelo do Rei Ludwig II, também chamado o Rei Louco, da Baviera, que construiu o Neuschwanstein. O corregedor, que é um homem acima de qualquer suspeita, não fez mais que realizar o sonho da maioria: ter um castelo.

Alguns conseguem fazer castelos de areia, outros de cartas, outros apenas castelos no ar. O corregedor construiu um castelo real - vale o trocadilho. E o construiu antes de ser deputado federal, com o seu trabalho.

Filho de um carteiro e de uma professora primária, fundou uma empresa de segurança. Como se sabe, empresas de segurança conseguem bons contratos com governos, principalmente se o dono é político. Mas o corregedor está acima de qualquer suspeita, quem cuida da empresa não é ele. É a mulher dele.

O castelo está vazio, desabitado. Desperdício, podem pensar os maledicentes, certamente a sugerir que, como o castelo da Cinderela, de Disney, ele tivesse que abrir o castelo para as crianças, seria simpático. Mas cheio de crianças, como vender?

A dificuldade para a venda, nesses anos todos, é que o deputado não encontrou alguém com o perfil dele, que queira um castelo assim. Dizem que ele não declarou o castelo à Justiça Eleitoral. Como poderia? Ele realizou o sonho de todo pai: deu o castelo para seus filhos, um deles é deputado estadual.

A Justiça diz que ele não recolheu a Previdência recolhida de seus empregados. Mas foi a empresa e, como sabemos, quem cuida da empresa é a mulher dele. Logo que foi eleito corregedor, ele defendeu que deputados não sejam julgados por falta de decoro no Conselho de Ética, mas pela Justiça.

O presidente do partido dele lembra que ele não condenou mensaleiros. É que o deputado, acima de qualquer suspeita, e previdente, conhece o conselho: “Não julgueis, se não quiseres ser julgado”.

No TSE, a fila volta a andar

Oito governadores estão com contas a pagar na Justiça Eleitoral. São eles:

1. Cassio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba, cassado duas vezes pelo TRE, por distribuição de dinheiro a cabos eleitorais, por meio de uma fundação social do estado. Cassado pelo TSE, segura-se no cargo, comete barbaridades com o orçamento estadual, e é protegido pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra. Inadmissível.

2. Jackson Lago (PDT), do Maranhão, é a bola da vez. Acusado de se beneficiar da distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares.

3. Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de Santa Catarina, acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.

4 e 5. Marcelo Miranda (PMDB), de Tocantins, e Marcelo Déda, (PT), de Sergipe, também são acusados de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.

6. Ivo Cassol (PPS), de Rondônia, é acusado de compra de votos por meio de cabos eleitorais chamados de “formiguinhas”.

7. Teotônio Vilela Filho (PSDB), de Alagoas, teve seu mandato contestado pelo adversário derrotado, João Lyra (PDT). Acusado de abuso de poder político e econômico.

8. Waldez de Góes (PDT), do Acre, acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.

Portanto, como parece que a fila está andando devagar, seria interessante que se eles são culpados, devem perder o mandato. Se são inocentes, que se arquive o processo. Simples assim.

Agora, se tudo correr como o previsto, o TSE vai começar o ano julgando a ação movida contra o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT).

Depois do papelão no caso do governador da Paraíba, Cassio Cunha Lima (PSDB), em que todos os embargos foram recusados, todos os recursos foram julgados e derrubados, mas o governador insiste em se manter no cargo, desafiando a tudo e a todos – e apoiado pela cúpula do PSDB!! –, o TSE tem nova chance hoje de recolocar o carro nos trilhos.

O governador Jackson Lago é acusado de se beneficiar da distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares. Além de convênios esquisitos feitos com as Prefeituras.

Ou seja, compra de votos, benefício de uso da máquina pública a favor de sua eleição.

Quem move a ação contra Jackson Lago é a coligação da candidata derrotada, Roseana Sarney (PMDB).

O clã Sarney moveu mundos e fundos para condenar Jackson Lago. É oligarquia poderosa, com influência conhecida no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.

José Sarney manda uma barbaridade! Manda mais do que durante seu mandato como presidente da República (o dr. Ulysses não deixava).

Para enfrentar o poderio dos Sarney, a defesa de Jackson Lago está sendo sustentada no TSE por... um ex-presidente do TSE! Isso mesmo. Francisco Resek, ex-ministro do STF, ex-ministro de Fernando Collor, é quem defende o governador.

Os aliados de Jackson Lago argumentam que a derrota do governador devolverá o governo aos Sarney, uma oligarquia que vem mantendo há exatos 43 anos o Maranhão amarrado com bola de ferro ao atraso, à pobreza e à ignorância.

O Maranhão exibe os piores índices de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil – ao lado de Alagoas, naturalmente, terra do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Teotônio Villela (PSDB), outro governador pendurado no TSE.

Tudo isto é verdade. Mas também é verdade que não se pode manter o governador Jackson Lago no cargo, se ficar comprovado que ele se utilizou dos mesmos métodos da família Sarney para conquistar o governo do estado.

Afinal, o ex-governador José Reinaldo é cria da família Sarney e, como a maior parte das criaturas, brigou com o criador para seguir uma carreira solo.

Jackson Lago já foi prefeito de São Luís, derrotando candidatos da oligarquia Sarney.

Em 2006 chegou ao governo. Mas sua eleição foi imediatamente contestada pela senadora derrotada e encampada pelo Ministério Público.

Espera-se que o TSE decida esses casos antes mesmo de começarem a se programar para as próximas eleições e continuarem no poder amparados por liminares. Não dá mais para adiar. Afinal, é para isso que existe o Tribual Superior Eleitoral.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Contra-ataque

Coluna Panorama Econômico - Jornal O Globo dessa quarta-feira

A munição para atenuar a crise virá das reservas cambiais. Elas serão usadas para financiar exportação e empresas com dívida externa. Não é função do Banco Central, mas o governo diz que são “tempos emergenciais”. O Brasil não teve uma queda de produção industrial tão grande em outras crises. Detalhe: o BC ganhou US$ 10 bilhões apostando nos títulos do Tesouro americano.

Ontem apareceu o tamanho da devastação. Os números divulgados pelo IBGE foram todos horrorosos: quedas generalizadas e muito acentuadas. O tombo na produção de veículos em dezembro foi de 39,7% e na produção de equipamentos de comunicação foi de 48,8%. Numa nota divulgada aos clientes, a MB Associados afirma que o país está em recessão e que foi revista, com base nos dados da produção industrial, a previsão da consultoria para o PIB do último trimestre do ano passado. Agora é de 2,5% de queda em relação ao terceiro trimestre de 2008. A CNI também divulgou seus dados ontem e afirmou que o país terá recessão técnica; ou seja, dois trimestres de queda do PIB.

O gráfico abaixo, enviado pelo economista Marcelo Sperb, da Nobel Asset Management, mostra que essa crise é pior que as outras. Ele comparou outros períodos de retração, como o de agosto de 91, na recessão do Collor; o do fim de 94, na crise do México; o de outubro de 97, na crise cambial da Ásia; em dezembro de 2000, no começo do apagão; e no fim de 2002. O início de todas as curvas é nas datas mostradas abaixo de cada uma e o gráfico vai até 10 meses depois da crise se iniciar. A queda acumulada da produção é contada a partir do momento em que começou cada um desses períodos.

O governo está montando a resposta em várias frentes, mas uma delas se passa dentro do Banco Central, que está assumindo funções que não são as clássicas de um banco central. Esta semana, ou no máximo no começo da próxima, o BC vai divulgar as regras pelas quais ele vai emprestar para as empresas que têm dívidas no exterior.

Pela lei, o Banco Central só pode fornecer dinheiro para instituições financeiras. Então, ele emprestará parte das reservas para que bancos emprestem para empresas. Eles terão que provar que estão fazendo isso. Uma fonte do governo explica que o BC poderia ter simplesmente vendido mais dólar no mercado à vista.

O risco é que esses dólares acabassem indo atender à demanda por dólar no exterior. Por isso, o Banco Central fará uma operação direcionada.

A origem da queda tão forte da produção industrial de dezembro está no colapso do crédito em dólar. Quando as linhas foram interrompidas, os exportadores não puderam financiar sua produção para exportar. Reduziram a produção. Como a taxa de renovação das linhas externas está baixa, as empresas estão tendo que quitar essas dívidas. Mesmo empresas brasileiras que atuam no exterior enfrentam um outro fenômeno desses tempos: “o protecionismo financeiro”. Os pacotes de cada país são para ajudar as empresas daqueles países.

Diante disso, o BC está usando as reservas para financiar exportação. Hoje, 90% dos adiantamentos de contratos de câmbio, os ACCs, são com dólares fornecidos pelas linhas do Banco Central. Agora, a instituição prepara uma nova modalidade de crédito que será anunciada em breve, destinada a empresas endividadas. O risco disso quem conhece a história econômica do Brasil sabe qual é: a estatização da dívida, como aconteceu nos anos 80. No governo, as autoridades alegam que estão todos atentos a esses riscos, mas que em outros países o intervencionismo estatal e o ativismo dos bancos centrais são muito maiores.

O BC brasileiro teve um ganho de US$ 10 bilhões com a valorização dos títulos do Tesouro americano. No auge da crise, os investidores correram para estes papéis e eles se valorizaram, mas o Brasil já estava aplicado nestes papéis por razões prudenciais, e ganhou com a crise.

Só que a pressão sobre o Banco Central depois da hecatombe da produção industrial será maior. Vai recomeçar a pressão para a queda dos juros. A ideia que está embutida na ata do Copom, de que a maior parte da queda já ocorreu, dificilmente faz sentido diante desses números de produção. Outros e mais fortes cortes terão que ocorrer, não por pressão política, mas porque a conjuntura econômica permite e exige. Os juros reais estão no nível mais baixo da história recente. Estão em 6% ex-ante, ou seja, comparado com a previsão de inflação. Mesmo assim, é alto para um momento em que se contabiliza um retrocesso de quatro anos na produção industrial e uma queda mensal só comparável a números que se atingiram no governo Collor.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tombar para levantar

Destaco o comentário da Míriam Leitão, hoje, pela manhã no jornal Bom Dia Brasil.

O tombo foi enorme e generalizado. Só dois setores ficaram na linha. O setor de bens de capital chegou a cair 24% em dezembro, na comparação com novembro. Mas o olho do furacão foi mesmo no setor de bens de consumo duráveis (carros, eletrodomésticos), que chegou a cair 35% em relação a novembro.

O mês de dezembro foi o pior, mas o Brasil está atravessando ainda a parte mais difícil dessa crise: esses seis meses entre setembro e março. Estamos num ambiente recessivo. Essa queda tão forte da produção industrial fez os economistas revisarem seus cálculos para o PIB, tudo o que o Brasil produz num período. O PIB pode ter caído mais de 2% no quarto trimestre de 2008, e pode ter nova queda este trimestre. Se isso ocorrer, é recessão.

O Banco Central, nos próximos dias, vai anunciar uma parte do contra-ataque. Vai usar reservas cambiais para financiar as empresas com dívida no exterior. Hoje, 90% de todo o financiamento à exportação é de dinheiro do Banco Central. Normalmente isto não é função do Banco Central. Mas o tempo é de emergência.

Para quem está desempregado, o importante é saber que a economia vai ter um crescimento, não forte, mas com números mais positivos depois de março. O segundo semestre tende a ser melhor que o primeiro. Hoje, as empresas estão assustadas porque a parada foi muito brusca. Com a produção retomando, os estoques de matérias-primas vão se reduzir e as empresas terão que comprar dos seus fornecedores. Isso fará religar o motor da economia, ainda que andando mais devagar.

Resumo de notícias

* O faturamento industrial brasileiro recuou 4,3% em dezembro na comparação com o mês anterior. É a maior queda mensal desde fevereiro de 2003, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria...


....O IBGE apontou retração de 12,4% na produção da indústria em dezembro, na comparação com novembro. Segundo o instituto, é o pior resultado mensal desde 1991, quando teve início a pesquisa...


*... Ao comentar os dados do IBGE, o presidente Lula afirmou acreditar que a indústria vai recuperar ao longo de 2009 o prejuízo registrado em dezembro. Mais cedo, Lula anunciou que o governo prepara um pacote que prevê a construção de quinhentas mil casas como forma de gerar empregos.


* A Central Única dos Trabalhadores e a Associação Nacional dos Sindicatos da Micro e Pequena Indústria fecharam uma proposta de acordo para manutenção de empregos. As empresas se comprometem a manter o número de empregos registrado no dia 30 de janeiro por quatro meses...


*...Para isso, os governos federal, estadual e municipal teriam de concordar com a redução do PIS/Cofins, ICMS e ISS. As duas entidades também querem um plano de renegociação das dívidas bancárias das micro e pequenas empresas para evitar a inadimplência.


* As vendas das grandes montadoras de veículos nos Estados Unidos continuaram a apresentar forte queda no primeiro mês do ano. A General Motors anunciou que suas vendas caíram 48,8% em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2008. A Ford informou que registrou queda maior que o esperado, de 40,3%, nas vendas de veículos leves no período. A Toyota, maior montadora do mundo, anunciou um recuo de 31,7% nas vendas de carros de passeio em território norte-americano no mês de janeiro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Despedida no Congresso

O Congresso, ontem, se despediu da presidência de dois grandes parlamentares: Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara e Garibaldi Alves Filho, presidente do Senado.

Foi um período em que enredaram-se em CPIs que não deram em nada, disputas entre governo e oposição por conta de dossiês produzidos na Casa Civil e tentativa frustrada (até agora) de recriação da CPMF.

Mas é justo considerar positiva a atuação dos presidentes das duas casas.

Na Câmara, Arlindo Chinaglia é muito superior aos dois presidentes que o antecederam.

Arlindo Chinaglia foi cuidadoso, moveu-se com cautela, prestou atenção à própria biografia. Tentou se equilibrar entre as ordens do Planalto e a necessária independência da Câmara.

Jogou um pouco para a platéia, ameaçando cortar o ponto de deputado faltoso. Quis porque quis contrariar a maioria no segundo semestre do ano passado, fingindo ignorar que era um ano eleitoral e que o recesso branco era uma realidade.

Percebeu que a Medida Provisória estava matando o Legislativo brasileiro e tentou encontrar um ponto de equilíbrio entre as demandas do Planalto e a autonomia do Legislativo.

Chinaglia tem pretensões a voos mais altos.

Enquanto isso, no Senado, Garibaldi Alves foi eleito para completar o mandato de Renan Calheiros, que renunciou depois de ter mergulhado o Senado na mais completa desmoralização.

Garibaldi não parece ter amantes, nem filhos fora do casamento, nem bois voadores. Cara de bonachão, tem oratória antiquada. Mas de bobo não tem nadinha de nada.

Com muito mais independência do que Chinaglia, Garibaldi vem alertando seguidamente o governo sobre o excesso de Medidas Provisórias. Avisou que a CPMF não passaria no Senado. Avisou que a recriação da CPMF também não passará. Conhece a casa que presidiu.

Mas Garibaldi foi crítico também em relação aos senadores. Considerou medíocre a CPI dos cartões corporativos (e seus pífios resultados), alertou para o risco de banalização das CPIs.

Realmente, foram dois presidentes muito diferentes.

Diferentes para melhor.

Ontem, em discurso de despedida de ambas as Casas, se emocionaram.

Em suma, Chinaglia e Garibaldi formaram uma dupla dinâmica.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Blog - Últimas Notícias

* O ministro da Fazenda disse que o governo vai aumentar os investimentos e o número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento. Segundo Guido Mantega, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, vai anunciar as mudanças na quarta-feira. Mantega também disse que durante reunião ministerial, o presidente Lula pediu que a área econômica do governo encontre uma forma de reduzir o custo dos empréstimos e o "spread" bancário. Spread é a diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos pelos bancos.


* O PMDB assumiu hoje a presidência das duas casas legislativas federais. No Senado, José Sarney derrotou o petista Tião Viana por 49 votos a 32. Em discurso, Sarney prometeu esforço para votar as reformas política e tributária e para combater o excesso de medidas provisórias. Ele ainda anunciou um corte de 10% no orçamento do Senado diante da crise financeira...


* ...Na Câmara dos deputados, Michel Temer venceu a disputa contra Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB. O peemedebista obteve apoio de 304 dos 513 parlamentares. Ao tomar posse, Temer fez um discurso pedindo a união dos partidos. Ele disse também que é preciso elaborar propostas para combater os efeitos da crise global.


* O vice-presidente da República, José Alencar, deixou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico, Alencar já se alimenta e conversa normalmente. O vice-presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada para retirada de tumores do abdome.


* Mais de 20 milhões de imigrantes rurais que trabalhavam nas indústrias chinesas deixaram as cidades e voltaram para o campo após perderem seus empregos. Segundo o Ministério da Agricultura da China, as demissões foram provocadas pela crise financeira.

PMDB toma conta do Congresso Brasileiro

Foto: Givaldo Barbosa/Agência O Globo

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), durante solenidade de abertura do ano legislativo.

Eleitos na Câmara

Veja abaixo o resultado final das eleições na Câmara nesta segunda-feira:

Presidente da Câmara dos Deputados
Michel Temer (PMDB-SP): 304 (eleito)
Ciro Nogueira (PP-PI): 129
Aldo Rebelo (PCdoB-AL): 76

1º vice-presidente
Marco Maia (PT-RS): 416 (eleito)

2º vice-presidente
Edmar Moreira (DEM-MG): 283 (eleito)
Vic Pires Franco (DEM-PA): 218

1º secretário
Rafael Guerra (PSDB-MG): 261 (eleito)
Rômulo Gouveia (PSDB-PB): 144
Bruno Rodrigues (PSDB-PE): 97

2º secretário (2º turno)
Inocêncio Oliveira (PR-PE): 265 (eleito)
José Carlos Araújo (PR-BA): 217

3º secretário
Odair Cunha (PT-MG): 287 (eleito)
Manato (PDT-ES): 198

4º secretário
Nelson Marquezelli (PTB-SP): 393 (eleito)
Augusto Farias (PTB-AL): 94

Suplentes
Marcelo Ortiz (PV-SP): 373 (eleito)
Giovanni Queiroz (PDT-PA): 298 (eleito)
Leandro Sampaio (PPS-RJ): 269 (eleito)
Ilderlei Cordeiro (PPS-AC): 264 (eleito)
Manoel Junior (PSB-PB): 256
Givaldo Carimbão (PSB-AL): 192
Sérgio Brito (PDT-BA): 166

Resumo do Dia

* O PMDB assumiu hoje a presidência das duas casas legislativas federais. No Senado, José Sarney derrotou o petista Tião Viana por 49 votos a 32. Em discurso, Sarney prometeu esforço para votar as reformas política e tributária e para combater o excesso de medidas provisórias. Ele ainda anunciou um corte de 10% no orçamento do Senado diante da crise financeira.


Na Câmara dos deputados, Michel Temer venceu a disputa contra Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB. O peemedebista obteve apoio de 304 dos 513 parlamentares. Ao tomar posse, Temer fez um discurso pedindo a união dos partidos. Ele disse também que é preciso elaborar propostas para combater os efeitos da crise global.


* A balança comercial brasileira registrou em janeiro o primeiro déficit mensal negativo desde março de 2001. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações superaram as exportações em 518 milhões de dólares no primeiro mês do ano. Nos últimos 12 meses, o saldo continua positivo, em 23 bilhões de dólares.


* A rede norte-americana de lojas de departamento Macy's anunciou que vai fechar 7 mil postos de trabalho para enfrentar a recessão econômica. Com o corte, que equivale a 4% do número de funcionários, a companhia pretende reduzir os custos em 400 milhões de dólares por ano.


* O Bradesco anunciou queda de 26,8% no lucro líquido no quarto trimestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco encerrou o período com lucro líquido de 1 bilhão e 800 milhões de reais. No ano, os ganhos da instituição ficaram em 7 bilhões e 620 milhões de reais.


* A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 1,43%, com 38 mil 738 pontos.


* O dólar comercial fechou cotado a 2 reais 325, alta de 0,43%.


* O euro vale 2 reais 987, baixa de 1,48%.

Blog - Repórter

* O peemedebista José Sarney foi eleito, pela terceira vez, presidente do Senado Federal. Ele venceu a disputa com o petista Tião Viana, por 49 votos a 32. Ao assumir o cargo, Sarney agradeceu os votos e disse que vai defender a autonomia e a independência do Senado.


A Câmara dos deputados já iniciou a sessão de votação para compor a nova Mesa Diretora da Casa. Os candidatos são Michel Temer, do PMDB, Ciro Nogueira, do PP, e Aldo Rebelo, do PCdoB.


* A balança comercial brasileira registrou déficit de 518 milhões de dólares em janeiro deste ano, o primeiro saldo mensal negativo desde março de 2001, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro de 2008, a balança comercial teve superávit de 922 milhões de dólares.


* O vice-presidente da República, José Alencar, deixou a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Segundo boletim médico, Alencar já se alimenta e conversa normalmente. O vice-presidente se recupera de uma cirurgia realizada na semana passada para retirada de tumores do abdome.


* Uma forte nevasca que atingiu a Grã-Bretanha hoje provocou a paralisação de transportes e o fechamento de milhares de escolas em todo o país. Segundo a Federação das Pequenas Empresas britânica, mais de 6 milhões de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho.


Um avião da Cyprus Airlines com 104 passageiros a bordo derrapou na pista no aeroporto de Heatrow, em Londres, por causa da neve. Ninguém ficou ferido.


* A Bolsa de Valores de São Paulo opera em queda de 0,96%, com 38 mil e 924 pontos.


* O dólar comercial está cotado a 2 reais 341, alta de 0,79%.


* O euro vale 3 reais e um milésimo, baixa de 1%.

No Senado, qual deles será o eleito?


Mudanças às vésperas das eleições

Um dia antes da eleição para a presidência da Câmara, a Mesa Diretora decidiu, em uma interpretação do regimento interno da Casa, reduzir o total de votos necessários para uma vitória no primeiro turno. O novo presidente será eleito caso consiga reunir mais da metade dos votos dos deputados presentes no plenário. Pelo entendimento anterior, seria necessário obter a maioria de todas as quinhentas e treze cadeiras da Câmara...

Outra mudança acertada foi a de antecipar o horário de votação na Câmara para que ele coincida com o da sessão que vai eleger o presidente do Senado. A ideia é evitar que uma vitória do PMDB entre os senadores influencie o processo eleitoral dos deputados.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Telefonemas para garantir

Em Brasília, não se fala em outra coisa: eleições para a Mesa da Câmara e do Senado.

Desde ontem, os deputados e os senadores candidatos, além de seus respectivos assessores não param de telefonar para os seus 'eleitores'.

A causa de todo esse rebuliço é a forma como é feita a votação. Como é uma eleição como outra qualquer, o voto é secreto. E como nessas horas a chance de trair torna-se muito grande, garantir o voto nem que seja apenas 'de boca' vale a pena.

As eleições das Mesas acontecerão nesta segunda-feira.

Eleições no Congresso

Nesta segunda-feira, 02, a Câmara e o Senado passarão por eleições presidenciais.

Existem dois ingredientes que merecem destaque sobre essas eleições.

Primeiro, refere-se ao fato de que ambas as Casas presidirão as Eleições de 2010, imprescindível para o candidato apoiado pelo governo. Em segundo lugar, mostrará o comportamento entre aliados do governo e oposição.

Como é uma eleição como outra qualquer, o voto será eletrônico e não será revelado. Nessas horas, a chance de trair é enorme.

São vantagens para o eleito: poder de decisão, projeção e visibilidade na mídia.

Na Câmara, os candidatos são Michel Temer (PMDB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ciro Nogueira (PP-PI) e Osmar Serraglio (PMDB-PR), que lançou candidatura avulso.

No Senado, são apenas dois candidatos: José Sarney (PMDB-AP) “o favorito” e Tião Viana (PT-AC).

Sabe-se que o presidente da Câmara é o segundo no caso de uma eventual sucessão do presidente e do vice-presidente da República.

É um cargo de grande influência, principalmente, nos projetos que serão analisados e votados.

Aparece com frequência na mídia, logo ganha projeção política, facilitando garantir votos para futuras eleições. Ah, pode, inclusive, abrir processo de impeachment contra o presidente da República.

Suas regalias se alastram, pois passam a ter casa oficial, carro oficial com motorista particular e tudo mais, além de um jato, isso mesmo, da Foca Aérea Brasileira à sua inteira disposição. Bom seria se eles sofressem com o caos nos aeroportos brasileiros!

No caso do presidente do Senado, as regalias são as mesmas, a diferença está na linha de sucessão. Este é o quarto numa possível sucessão e pode instalar e arquivar pedidos de CPIs, shows que ano passado, muitos deles, não deram em nada.

A votação obedeceria ao critério da proporcionalidade, isto é, os partidos com a maior bancada são os que presidem as Casas. Neste caso, o PMDB. Mas quando há mais de um candidato, como é o caso de agora, quem ganhar é o presidente.

No Senado, como são apenas dois candidatos, é preciso que o candidato leve maioria, ou seja, 41 votos.

Agora, na Câmara, para que o deputado chegue à presidência são necessários 257 votos, o que equivale à metade mais um dos 513 deputados.

É onde mora o problema, pois se nenhum dos candidatos obtiver esse número haverá segundo turno com os dois mais votados. Em caso de um possível segundo turno, ganha quem conseguir metade de um quorum mínimo de 257 parlamentares, isto é, 129 votos.

A polêmica, agora, gira em torno das alianças.

No Senado, Tião Viana conta com o apoio formal do PT, PDT, PR, PSB, PSOL, PRB e, agora, o PSDB: um total de 38 votos. José Sarney tem o PMDB, o DEM e o PTB, que somam 41 votos. O PC do B e o PP ainda não formalizaram apoio

É preciso costurar bem os pontos de apoio, pois um passo em falso hoje poderá custar o desempenho dos candidatos às eleições de 2010.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Haverá traições dos dois lados

Quem vê os corredores do Senado vazios, nem imagina: é tensa a disputa pela presidência da casa. A três dias da eleição, uma reviravolta: os tucanos, que pareciam voar na direção do PMDB, desistiram da candidatura de José Sarney. A decisão foi na noite de quinta, em Pernambuco.

O PSDB apostou alto no peso de seus votos para eleger Sarney. Queria mais cargos na mesa e o comando de duas comissões estratégicas: a de economia e de relações exteriores. O PMDB não atendeu o pedido. Então, o PSDB se aliou a Tião Viana e praticamente embolou o jogo.

Tião Viana conta com o apoio formal do PT, PDT, PR, PSB, PSOL, PRB e, agora, o PSDB: um total de 38 votos. José Sarney tem o PMDB, o DEM e o PTB, que somam 41 votos. O PC do B e o PP ainda não formalizaram apoio.

A decisão é secreta e ninguém duvida: haverá traições dos dois lados.

Na Câmara, que também escolhe seus dirigentes na segunda-feira, a campanha não é só pela presidência. Os deputados disputam votos para os outros cargos de comando.

CBN - Eleição no Senado

Esquema das sessões desta segunda-feira (02/02)

Eleição no Senado

10h - Abertura da sessão para eleição do presidente

Os líderes podem fazer intervenções para abordar algum assunto referente aos procedimentos da eleição. Como a votação é secreta, os senadores são proibidos de indicar o voto.

Caberá a Garibaldi decidir na hora se dará espaço para o pronunciamento dos candidatos.
É praxe o discurso do presidente que está deixando o cargo. Pode ser antes da votação ou depois da proclamação do resultado.

A vitória se dá por maioria simples.

Obs.: Havendo um candidato, a eleição será feita no painel. Se houver mais de um, a votação é feita em cédulas de papel.

Após a apuração, o presidente da mesa proclama o resultado e chama o vencedor para se pronunciar.

Em seguida, se inicia o processo de eleição dos outros cargos da mesa.


Eleição na Câmara

10h - Sessão preparatória - líderes de partidos têm prazo de duas horas para fazer discursos. É provável que o atual presidente, Arlindo Chinaglia, também aproveite o tempo para se despedir do cargo.

12h - Abertura da ordem do dia

Os candidatos fazem discurso (o tempo é definido na hora pelo presidente da sessão. Geralmente, a média é de vinte minutos. A ordem é decidida por sorteio).

Em seguida, a votação é iniciada. É secreta. Os deputados entram em cabines fechadas e registram o voto eletrônico. Eles tem de votar nos onze cargos da mesa diretora. A expectativa é de que cada voto leve cerca de três minutos.

Encerrada a votação, se inicia o processo de apuração - a contagem começa pelo cargo do presidente. Depois, é feita a apuração dos outros cargos da mesa (vice-presidentes....).

Após a proclamação do resultado, Arlindo Chinaglia passa o cargo para o eleito, que deve fazer discurso e comandar a apuração dos outros cargos.

A vitória se dará por maioria absoluta.

A expectativa é de que a sessão dure cerca de três horas. Até 15h30, já devemos saber quem será o novo presidente.

No caso de segundo turno, o atual presidente define o horário da nova sessão. Os candidatos têm direito a fazer discurso antes da votação e o processo se repete.

Neste caso, a vitória se dará por maioria simples.

16h - Sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo

Presidida pelo presidente eleito do senado

Abertura com hino nacional

Dilma Rousseff representará Lula, mas não terá direito a fazer discurso.

Gilmar Mendes leva a mensagem do Juridiário e deve fazer discurso.

A mensagem de Lula é lida pelo primeiro secretário da mesa do Congresso.

PSDB do lado de lá

Agência Estado

Em uma reviravolta surpreendente no Senado, o PSDB decidiu ontem à noite dar o apoio e o voto de seus 13 senadores ao candidato do PT a presidente da Casa, Tião Viana (AC). A despeito da preferência da maioria da bancada pela candidatura do PMDB do senador José Sarney (AP), a cúpula tucana reuniu-se em Recife e, com o aval do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), decidiu optar pelo petista.

A nova opção do partido ocorreu depois que a negociação com o PMDB empacou, por conta de cargos. Quem definiu a mudança de rumo foi o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), em reunião com o líder no Senado, Arthur Virgílio (AM), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que desembarcou ontem em Recife, de volta de uma viagem de férias ao exterior. O presidente e o líder tinham a delegação dos senadores para definir o apoio em bloco da bancada a um dos candidatos, qualquer que fosse.

Os tucanos reivindicam duas posições na Mesa Diretora - a primeira vice-presidência e a quarta secretaria, além das presidências das comissões de Assuntos Econômicos e Relações Exteriores. Segundo peemedebistas, o pleito ultrapassa a quota de poder que as regras regimentais reservam ao PSDB, definida de acordo com o tamanho de cada bancada no Senado.

Aproveitando-se da dificuldade dos tucanos de acertar com Sarney os pleitos de cargos, Tião Viana respondeu com uma "carta compromisso" às 12 exigências listadas pela bancada para garantir o apoio dos senadores. "Reafirmo publicamente minha posição contrária à PEC (proposta de emenda constitucional ) do terceiro mandato (para o presidente Lula)", escreveu o candidato petista.

Só por volta das 22h Viana foi informado da novidade. Embora resistisse às pressões para se retirar da disputa, diante do favoritismo de Sarney, àquela altura o petista já estava descrente de um fato novo que lhe trouxesse a perspectiva de vitória.

Apesar da vantagem de Sarney, alardeada pelo PMDB, tucanos e petistas acreditam que a definição do PSDB terá efeito sobre as demais bancadas, estimulando dissidências.

Os tucanos não falaram em cargos com Viana ontem à noite. Repetiram, apenas, que a carta compromisso assinada por ele "criou um elo muito forte de confiança".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pacote tentará salvar a economia americana

A Câmara controlada pelos Democratas aprovou US$ 819 bilhões para um pacote de estímulo econômico crítico para o plano do presidente Barack Obama de revitalizar a economia. Obama disse que espera que o plano de estímulo possa ser fortalecido ao ir para o Senado.

Com 244 votos a favor e 188 contra, os deputados aprovaram medidas como cortes nos impostos para as famílias e as pequenas empresas, além de investimentos em infraestruturas e programas sociais.

O custo estimado do pacote foi reduzido para US$ 816 bilhões, da quantia original de US$ 825 bilhões.

Outros US$ 3 bilhões foram acrescentados no plenário por congressistas democratas para financiar melhoras e obras no transporte público.

O pacote inclui US$ 544 bilhões em novos gastos do governo, com investimentos em infraestrutura; significativos recursos para estados, que ajudarão os governos a lidarem com uma situação cada vez mais deteriorada na economia; e assistência financeira à população de baixa renda mais afetada pela recessão.

O pacote inclui US$ 275 bilhões em medidas de cortes de impostos para indivíduos e empresas, com destaque em um corte de impostos de US$ 500 para cada trabalhador americano.

O presidente Barack Obama, que esperava um apoio bipartidário ao plano, insistiu hoje em que a economia passa por um momento "perigoso" e que "não há tempo a perder".

Na terça-feira, sete dias após sua posse, Obama foi ao Capitólio para persuadir seus detratores republicanos.

Apesar das tentativas de Obama, os republicanos apresentaram uma alternativa com mais cortes tributários e que, em sua opinião, custaria menos e dobraria a criação de empregos.

Assim, a votação de ontem refletiu a discórdia entre os partidos sobre o alcance e conteúdo do plano.

(Com Dow Jones e Reuters)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Brasil recua no tempo

Durante todo o dia de ontem o governo teve várias chances para recuar da decisão de recriar barreira à importação.

Muitos empresários foram a Brasília reclamar. O ministro estava fora do país. A Fazenda poderia ter dito não.

Mas ao final do dia o balanço foi o seguinte. O ministro Miguel Jorge mandou dizer que a licença prévia não é um retrocesso. O ministro interino Ivan Ramalho disse que não é licença prévia, mas licença automática. Ramalho disse que vai demorar dez dias no máximo. Alguém precisa informar ao interino o que a palavra "automática" quer dizer e ao titular que o interino disse que não é licença prévia. Eles tem que se entender sobre o que estão justificando, afinal.

A Fazenda ouviu as reclamações dos empresários e confirmou a medida. Os empresários voltaram com a promessa de que a nova barreira à importação terá curta duração.

Foi um dia confuso que em tudo lembrou aqueles velhos tempos em que empresarios iam a Brasília pedir o direito de importar produtos. O governo teve tempo de recuar, mas não o fez e o Brasil recuou no tempo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Para não esquecer

Nesses últimos dias, nenhuma notícia, por mais importante que seja, supera em grandeza e em miséria as lembranças dos 64 anos da libertação do campo de Auschwitz, na Polônia, ocorrida em 27 de janeiro de 1945, pelas armas do Exército soviético.

Em Auschwitz morreram, por ordem dos nazistas, aproximadamente um milhão de prisioneiros.

Primeiro, prisioneiros políticos poloneses, depois prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos e deportados de várias nacionalidades.

A partir de junho de 1942, no entanto, o campo de Auschwitz foi destinado ao programa de extermínio de toda a população de judeus da Europa.

As câmaras de gás de Birkenau, anexas a Auschwitz, exterminaram mais de 75% dos judeus encaminhados ao campo.

Quando os nazistas perceberam que o fim da guerra estava próximo, tentaram apagar todas as evidências das atrocidades cometidas em Auschwitz-Birkenau.

Desmantelaram as câmaras de gás e os crematórios, queimaram documentos e evacuaram todos os prisioneiros que podiam andar.

A chegada do Exército Vermelho permitiu salvar algumas centenas de sobreviventes.

Auschwitz é e deve permanecer um símbolo da estupidez de que é capaz a espécie humana. É daqueles momentos em que a sociedade humana emprega toda a sua inteligência, toda a sua sofisticação e criatividade, toda a sua tecnologia a serviço do Mal.

Auschwitz não é produto de uma nação de botocudos, de indivíduos mal saídos da pré-história.

Ao contrário, Auschwitz foi produzido por um dos povos mais adiantados e sofisticados do mundo, um país que legou à Humanidade Beethoven, Wagner, Goethe, Schiller, Weber, entre tantos outros gênios.

Mas a Alemanha também produziu Hitler, Goering, Himmler, e produziu as atrocidades cometidas nos campos de concentração e de extermínio de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau, Ravensbruck, Sobibor, Treblinka...

E é melhor parar por aqui, porque a lista é muito mais extensa.

Em tempo histórico, isto tudo aconteceu ontem. Sessenta e três anos não são nada.

É importante lembrar sempre, porque, a qualquer momento, mesmo as nações mais civilizadas do planeta podem contribuir decisivamente para mergulhar o mundo no horror, na estupidez e na bárbarie.

Nessas horas em que a loucura se apodera do planeta, ninguém pode pretender ser inteiramente inocente, quando pequenos conflitos localizados se transformam num incêndio de proporções mundiais.

Por isso, relembrar o Holocausto é esperar que ele nunca mais aconteça novamente.

Mas relembrar o Holocausto é também reconhecer que a espécie humana é capaz, sim, de mergulhar na estupidez e de produzir outros Auschwitz.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Administração em Foco

A área de Recursos Humanos é uma área multidisciplinar onde, sua aspiração maior é a de integrar percepções, sonhos e desejos.

Quando nos referimos a integrar, estamos querendo esclarecer ao leigo que a área de Recursos Humanos não é uma área que treina pessoas, que recruta, que avalia, que remunera, que contrata, etc. Isto é o produto míope que ela oferece à organização. A área de Recursos Humanos é muito mais que isto.

Cabe a área de Recursos Humanos integrar os desejos e as crenças dos executivos das empresas (e/ou dos donos), com também os desejos e vontades dos trabalhadores daquela empresa.

Para quê?

Para tornar a empresa mais flexível, feliz, saudável e competitiva, entre outras.

As organizações do terceiro milênio se distinguirão através dos recursos humanos. E para tal eles deverão estar felizes, comprometidos e altamente preparados para as frequentes mudanças que com certeza acontecerão.

Uma das grandes áreas que recebe a incumbência de administrar este desafio é a área de Treinamento e Desenvolvimento.

Sem nos alongarmos muito e acabarmos sendo muito técnicos, que não nos interessa neste artigo, treinamento significa “o preparo da pessoa para o cargo”. (Chiavenato, 2002)

Já a área de Desenvolvimento se aproxima mais da educação que é “o preparo da pessoa para a vida e pela vida”. (Chiavenato, 2002)

Nos valendo do que conceitua o professor Chiavenato, podemos afirmar que treinamento é uma ação de Recursos Humanos pontual e que desenvolvimento é uma ação mais voltada para o futuro do trabalhador, do trabalho e da organização.

Se é verdade o que eu afirmei acima, esta área é estratégica. Pois lida com o alcance dos objetivos, treina os trabalhadores da organização nos requisitos básicos necessários a fim de competir no mercado altamente competitivo, desenvolve competências, dissemina a cultura, os valores, a missão, a visão, os objetivos, as metas da organização; discute questões de clima organizacional, entre outros; bem como tem como tem como principais objetivos:

Preparar as pessoas para a execução de tarefas peculiares à sua organização;
Mudar a atitudes das pessoas.

Neste ponto esta mudança de atitude tem várias finalidades;
Desenvolver novas habilidades, conceitos, etc;
Transmissão de informações;
Desenvolvimento de conceitos;
Aumento da produtividade;
Melhorar a comunicação;
Diminuir o retrabalho;
Melhorar o relacionamento interpessoal;
Preparar as pessoas e a organização no que diz respeito à substituição e a movimentação de pessoas; etc.

Assim, no limite, a área de Treinamento e Desenvolvimento é a responsável pelo “processo pelo qual a pessoa é prepara para desempenhar de maneira excelente as tarefas específicas do cargo que deve ocupar.” (Chiavenato, 1999)

Para finalizar, sabemos que o universo é composto de dados e que estes dados agrupados por classes ou famílias, transformam-se em informação.

No mundo dos negócios, conhecimento é poder.

Porém, o conhecimento deve ser compartilhado e disseminado. Quanto mais informação você compartilha maior é o seu retorno. Tanto para você, quanto para sua organização.

Seguindo esta lógica, cabe a área de Treinamento e Desenvolvimento facilitar que a empresa inteira possa produzir este bem que é o bem mais valioso na nova economia.

CBN Rio


Começa agora o programa CBN Rio.


Para acompanhar é só clicar no ícone da CBN aqui do lado direito do blog.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Boliviano entre o SIM e o NÃO

Amanhã os bolivianos irão às urnas para mais um referendo. Neste o tema abordado é o da nova Constituição da Bolívia.

E, está gerando a maior confusão entre o governo e a oposição.

Pontos relevantes, como questão indígena, agrária, reeleição, divisão territorial, recursos naturais, cultivo de coca, política externa e religião, serão decididos além da alteração na Constituição atual.

Sempre que os temas são abordados entre os interlocutores do governo e da oposição os ânimos se exaltam.

O importante é que qualquer alteração que seja feita, a população será primeiro consultada.

O governo de Evo Morales é ‘democrático’, mas precisa afinar o discurso entre seus aliados.

O ‘SIM’ defendido por Evo e o ‘NÃO’ pela oposição levará neste domingo mais de quatro milhões de eleitores às urnas em todo o país.

A vacância no texto está fazendo a oposição subir a temperatura das discussões.

Presente da CBN

Recebi, ontem, em casa o novo livro da Danusia Barbara: Restaurantes do Rio, Guia 2009 (Editora Senac).

A promoção, veiculada pela rádio CBN, sorteou entre os ouvintes exemplares desse bom-gosto.

Com mais de 700 indicações de restaurantes, botequins, pousadas, bufês e pontos gastronômicos, o Guia nos leva aos melhores e mais requintados pontos para uma boa refeição.

Traz detalhes que só vendo.

Endereços, preços, páginas eletrônicas, telefones, horários de funcionamento e muito mais.

O melhor do guia é que ele é bilíngue, isto é, escrito em inglês e em português. Um luxo!!

A Danusia Barbara é jornalista e participa do programa CBN Rio, veiculado pela CBN a partir das 9h35, como crítica gastronômica.

Sua participação vai ao ar sempre às 11h35. Quase na hora do almoço.

É impossível sair pelo Rio sem passar por um ponto gastronômico que ela não tenha recomendado.

Além de viajar pelo mundo inteiro em busca de sabores, gostos, texturas, contrastes, sensações.

Há mais de vinte anos publica o Guia Danusia Barbara sobre os restaurantes do Rio.

Mestre em Poética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudou também na Columbia University, em Nova York, e é autora dos livros Rio, sabores & segredos; Tomate; Feijão; Berinjela; Porco; Batata; Crustáceos; Arroz; Satyricon – O mar à mesa; Le Saint Honoré: Paris–Rio; A borrachinha que queria ser lápis (infantil) e Roteiro turístico-cultural das praias do Rio de Janeiro.

Recomendo!!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

No Twitter

Para acompanhar as diversas modificações tecnológicas que a atualidade nos propõem (praticamente nos obrigam) aderi ao contexto do Twitter.com, site de relacionamento e de publicação. Uma espécie de 'orkut' moderno para expor pensamentos em tempo real.

O blog está no endereço www.twitter.com/ellyel.

Taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) optou nessa quarta-feira por um corte de 1,0 ponto percentual do juro básico brasileiro, ritmo não visto desde o final de 2003.

Na primeira redução desde setembro de 2007, a Selic caiu para 12,75 por cento ao ano. A decisão foi por cinco votos a três, sendo que os dissidentes defenderam uma redução de 0,75 ponto percentual.

Nota do COPOM

"Com isso, o comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Troféu Mulher Imprensa

Chegou o momento de você votar nas jornalistas que mais se destacaram em 2008 (edição 2009).

Foi dada a largada para a 5ª edição do Troféu Mulher IMPRENSA. Uma realização da revista IMPRENSA, em parceria com a ABERJE e o MaxPress, o prêmio visa homenagear as mulheres que atuam no Jornalismo brasileiro, em seus mais diversos setores.

Nesta quinta edição, a novidade está na série de matérias que serão publicadas, a fim de mostrar qual a atual situação da mulher nas redações e no mercado de trabalho brasileiro.

Acompanhe e, claro, vote.



O blog declara seus votos:

Lucia Hippolito - Âncora de Rádio, categoria 1

Maria Beltrão - Âncora de Telejornal, categoria 2

Míriam Leitão - Colunista de Jornal Impresso, categoria 9

Lucia Hippolito - Comentarista ou colunista de rádio, categoria 10

Mariza Tavares - Diretora de Redação, categoria 11

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Portal Uniabeu

Os graduandos e os professores da Uniabeu passam a acessar o novo portal da instituição. Moderno, fácil acesso e melhores conteúdos, a partir desse semestre iremos encontrar um novo formato do site.

Para acessar é só clicar em http://www.uniabeu.edu.br/

É hoje!

Chegou o grande dia para o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Barack Obama, eleito em 2008, toma posse nesta terça-feira (20/01) como 44º presidente dos Estados Unidos.

A cerimônia de posse irá iniciar às 13 horas (horário de Brasília) na frente do Capitólio, sede do Congresso norte-americano. Com a bíblia de Abraham Lincoln em mãos, às 15 horas (horário de Brasília), Obama prestará o juramento e irá pronunciar seu discurso de posse.

Nesta segunda-feira (19/01), Barack Obama reforçou que irá renovar a promessa do sonho americano em seu mandato.